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Gastronomia

Os tipos de taças para cada vinho #mundoela
tipos de taças para cada vinho

Assim como há diversos estilos de roupa para cada ocasião, também existem diferentes modelos de taças que variam conforme o tipo do vinho a ser servido.

Além de trazer benefícios para a saúde, o vinho também é uma bebida elegante e prazerosa. Portanto, para sermos capazes de usufruir de todas as sensações que a experiência pode nos proporcionar, a escolha da taça ideal é parte importante do processo. A principal razão é que o recipiente que você utiliza pode ajudar a reforçar o visual, aromas e sabores da bebida.

Isso acontece porque os formatos das taças foram desenvolvidos justamente para valorizar os pontos fortes de cada tipo de vinho. Afinal, a degustação passa pelos olhos, nariz e boca e a intenção é conseguir aproveitar ao máximo essa experiência.

Cada tipo de taça permite que a bebida tenha contato com áreas diferentes da boca, aguçando ou diminuindo sabores. Além disso, o formato da taça também interfere na manutenção da temperatura. Por esse motivo, é tão importante saber qual é a taça ideal para apreciar o vinho escolhido.Continua depois da publicidade

Mas é mesmo necessário uma taça para cada vinho?

Cada vinho possui características únicas dependendo de diversos fatores, como uva, região e método de produção, o ideal é que você separe um tipo de taça para cada vinho sim.

Existem aproximadamente 400 modelos de taças no mundo, mas você não precisa de todos eles, é claro. Não quando é possível simplificar.

Acredito que cinco modelos básicos sejam o suficiente. São eles: duas taças para diferentes vinhos tintos, uma taça para brancos, uma para espumantes e outra para vinhos de sobremesa.

É bom ressaltar que boas taças são feitas de cristal transparente, com hastes longas para que seja possível segurar o copo sem ter que tocar o local onde se concentra o vinho, evitando que o calor das mãos passe para a bebida.

O tamanho da taça também diz muito sobre a bebida que ela pode receber: quando são muito grandes, elas são ideais para receber vinhos que precisam de maior contato com oxigênio. Quando são menores, elas valorizam os vinhos que devem ser consumidos rapidamente, evitando que a bebida esquente. Taças muito longas são adequadas para os espumantes, já que favorecem a formação de bolhas e realçam os aromas. Já as taças pequenas e curtas são mais indicadas para vinhos doces, de sobremesa, que são consumidos em doses menores.

Os tipos de taças

Para vinhos tintos:

Bordeaux – As taças Bordeaux são ideais para servir vinhos mais encorpados. Por possuírem o bojo grande e a borda mais fechada, evitam a dispersão dos aromas. São indicadas para os Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, por exemplo.

Borgonha – Os tintos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos quase exclusivamente com a uva Pinot Noir. As taças ideais são as em formato balão, que permitem um maior contato da bebida com o ar, liberando o aroma rapidamente.

Para vinhos brancos:

Devem ser utilizadas taças menores do que as para vinho tinto, porque o vinho branco é uma bebida que deve ser consumida mais gelada e também para que o sabor frutado seja realçado.Continua depois da publicidade

Para vinhos rosés:

Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por isso, o ideal é que  a taça seja menor que a dos brancos, mas com bojo maior.

Na imagem, da mais alta para a mais baixa estão as taças Bordeaux, Borgonha e para vinhos brancos e rosés.

Para espumantes:

Nesse caso, a taça adequada é mais fina e comprida, um modelo bastante conhecido. Esse desenho, conhecido também como “flauta”, é ideal para que sejam formadas e mantidas as bolhas dos espumantes, que colaboram com o sabor e aroma. Como o volume dessa taça é pequeno, ela também não prejudica a temperatura da bebida, que deve ser servida sempre em temperaturas mais baixas.

Vinhos doces/de sobremesa:

Essas taças possuem haste, bojo e tamanho pequenos, para valorizar o consumo de vinhos mais doces, que não devem ser ingeridos em grandes quantidades.Continua depois da publicidade

Taça ISO: Essa é a taça padrão que se adapta para todos os tipos de vinho. São muito utilizadas em restaurantes e em eventos de degustação. Ela tem um tamanho menor do que as tradicionais taças de vinho tinto, porém com bojo maior e a boca mais fechada.

Só pra lembrar: ISO significa International Standardization Organization, a organização mundial encarregada de padronizar processos e produtos. Mais uma evidência de que vinho é prazer, mas também é coisa séria.

Por Laura Baraldi
@laurabaraldi_

Fonte: https://mundoela.uai.com.br/

Gastronomia

Minas Gerais: do café ao vinho
Foto: Pixabay

Café para despertar, vinho para relaxar. Mas há quem diga que o dia só começa após uma boa xícara de café. No entanto eu vou além e digo que ele começa com uma dose de café e termina após uma taça de vinho.

Por sorte, estamos em Minas Gerais, terra que nos dá bons cafés e vinhos. Não, você não leu errado. Vinho em Minas!

Isto mesmo. Minas Gerais, que já é referência na produção nacional de café, vem se destacando e ganhando espaço também na elaboração de vinhos.

História do vinho mineiro

A princípio a história recente dos vinhos mineiros começa a partir de uma iniciativa da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que adaptou a produção de uvas para o clima local por meio do sistema de dupla poda. Ou seja, a colheita foi transferida para o inverno, quando temos sol durante o dia, frio à noite e tempo seco. Assim qualquer semelhança com o verão europeu não é mera coincidência.

Dessa forma a primeira colheita aconteceu em 2003, em Caldas, no Sul de Minas, e dez anos depois, em 2013, o primeiro vinho fino produzido na região passou a ser comercializado. Portanto trata-se do Primeira Estrada Syrah 2010, da vinícola Estrada Real, em Três Corações, que está presente até hoje nas cartas de alguns restaurantes.

Hoje em dia, quase 20 anos depois da primeira colheita de inverno, os vinhos produzidos em Minas Gerais não só são uma realidade, como vêm ganhando destaque em um mercado competitivo e ainda resistente ao novo.

Vinho do Sul de Minas conquista medalha

No ano passado, mais uma vez, vinhos produzidos no sul de Minas conquistaram medalhas na Decanter World Wine Awards, uma das maiores e mais importantes competições de vinhos do mundo. A maior parte dos rótulos premiados foi elaborada a partir da técnica de dupla poda.

E se você ainda não está convencido de que vinhos mineiros merecem a sua atenção, talvez a ideia de uma viagem até as vinícolas do Sul de Minas te anime.

Em Cordislândia, temos a Luiz Porto, uma das principais vinícolas de Minas Gerais, conhecida pela modernidade e excelente estrutura. Em Andradas, temos a tradicional Casa Geraldo, que vai além do básico e oferece cursos de degustação, além de noções básicas de cultivo das uvas e elaboração de vinhos. No município de Três Corações, muito conhecido pelo plantio de café, fica a Estrada Real, marcada pelo rigoroso critério de qualidade na elaboração dos vinhos. E para fechar essa lista, deixo a sugestão da produtora Maria Maria, em Três Pontas, que vem conquistando bastante espaço nos últimos anos. Nela, além de conhecer mais sobre o processo e degustar alguns rótulos durante a visita, os turistas também podem aproveitar o restaurante local para harmonizar os pratos com os vinhos da região.

Importante lembrar: agende sua visita nos sites oficiais das vinícolas.

Por Laura Baraldi
@laurabaraldi_
Fonte: https://mundoela.uai.com.br/

Cultura

Os vinhos finos de altitude de Diamantina

A paisagem lembra a italiana Toscana, sem exageros. Variadas e diferentes uvas estão presentes nos vinhedos, entre elas muscat, sauvignon, merlot, tempranillo, syrah, usadas na produção dos vinhos em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, a 300 km de Belo Horizonte.

Isso mesmo, vinho no Vale do Jequitinhonha e na terra dos diamantes, de Chica da Silva, da seresta, de JK. Diamantina da música, da arquitetura, dos tapetes arraiolos e nosso patrimônio Cultural da Humanidade, produz vinho sim, de excelente qualidade.
Mas isso é recente? Não, não é. Diamantina foi uma das primeiras cidades a produzir vinhos no Brasil e em toda a América. Os vinhos já existiam em Diamantina bem antes da chegada dos imigrantes europeus, principalmente italianos, que para cá vieram no final do século 19 e começaram a produzir vinhos, principalmente na região Sul do país.

Vinhedos em Diamantina existem desde o século 18, há mais de 200 anos. A cidade também se destaca na produção de cafés e oliveiras, culturas favorecidas por sua altitude de 1280 metros acima do nível do mar e temperaturas amenas, em média 18ºC. Diamantina é uma das cidades mais frias de Minas Gerais, com um inverno bem rigoroso e seco. Clima propício para a produção de uvas.

Os vinhos de Diamantina eram tão importantes para Minas e para todo o Brasil que na cidade existia uma estação enológica, fundada no início do século XX e desmontada pelo Governo Militar na década de 1970, bem como a extinta estrada de ferro. Mandaram a estação para Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O objetivo era tirar da memória do povo, Juscelino Kubistchek e sua terra. Tudo que lembrava JK era evitado naquela época pelo Governo Militar.
Hoje vinhedos vêm crescendo ano a ano no município, embora em produção pequena, ainda artesanal.

Tudo começou no século XVIII, quando Diamantina ainda se chamava Arraial do Tijuco e era a maior produtora de diamantes do mundo, naquela época. Tanta riqueza atraiu os nobres portugueses, que vieram para o Brasil com suas famílias em busca da riqueza que as pedras preciosas mineiras propiciavam. Com a chegada dos portugueses, veio também seus costumes, entre eles, o de beber vinhos.

Como trazer vinhos da Europa nos tempos do Brasil Colônia era muito difícil e quando conseguiam trazer, demoravam meses para chegar, a urgência de se produzir a bebida em nossas terras começou a ganhar força, pela necessidade dos portugueses em ter a bebida e ainda para as celebrações religiosas, já que não tinha vinho nem para os padres celebrarem as missas.
Foi assim, pela necessidade, que começou nessa época o plantio de sementes de uvas, vindas de Portugal no antigo Arraial do Tijuco e região. A altitude e temperaturas amenas foram os fatores primordiais para a proliferação das videiras no município, bem como a produção de vinhos.

Os vinhos eram comercializados na cidade e também em parte da Região do Vale do Jequitinhonha e Norte do estado, levada por tropeiros. Os principais clientes eram os padres e os fidalgos da época.

A cidade que produzia diamantes foi uma das primeiras a produzir vinhos no Brasil e na América. Vinhos finos e de qualidade que agradou os exigentes paladares dos portugueses.

No final do século 19 e início do século 20, a produção de vinhos em Diamantina teve um rápido crescimento, levando o Governo do Estado a criar no município uma estação enológica, que existiu na cidade até a década de 1970. Com a crise de 1929, a produção de vinhos na região sofreu uma queda enorme, se limitando a poucas famílias, basicamente produziam para consumo próprio ou para algumas vendas. Nas décadas seguintes, começou a retomada da produção, ainda bem artesanal, sofrendo novo revés quando da transferência da estação enológica da cidade, na década de 1970.

Mesmo com todas as dificuldades, falta de capital para investir na melhoria dos vinhedos e no aumento da produção e qualidade dos vinhos, o diamantinense nunca deixou de produzir a bebida, mesmo que a produção tenha sido restrita a pequenas propriedades ou para consumo familiar. Os vinhedos sempre estiveram presentes nos campos diamantinenses e região.

Já no início dos anos 2000, por iniciativa do vinicultor João Francisco Meira, da Vinícola Quinta Dalva, foram importados da França 4 mil mudas de 9 variedades de uvas diferentes, plantados entre 2003, 2004 e 2005. O pioneirismo do Chico, como prefere ser chamado, incentivou outros produtores a investirem no plantio de uvas e produção de vinhos finos. Assim, a retomada da produção de vinhos em maior escala no município começou a ganhar força, baseada na tradição, vocação e história da vitivinicultura diamantinense ao longo de 200 anos produzindo vinhos de qualidade reconhecida.

Segundo João Francisco Meira, as características da região (clima, relevo, solo, amplitude térmica, altitude, umidade do ar e regime de chuvas) são favoráveis à cultura da vinha.

Buscando unir os vitinicultores da região, com incentivo e participação do pioneiro, João Francisco Meira, da Quinta Dalva, vitinicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha criaram a AVODAJ – Associação dos Vitivinicultores e Olivicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha com o objetivo de resgatar uma das mais antigas tradições de Diamantina, que é a produção de vinhos finos de alta qualidade, bem como desenvolver na cidade e região o Enoturismo, hoje um dos principais segmentos de turismo no mundo. O turista vem à cidade, conhece os vinhedos, as vinícolas, o processo de produção e tem a oportunidade de adquirir vinhos diretos do produtor.

Assim, com o apoio e orientações dos órgãos governamentais, vitivinicultores começaram a trabalhar na produção de vinhos finos, utilizando cerca de 20 variedades de uvas, com mudas de procedência certificada e adaptadas ao clima da região.

São mais de 52 mil vitiníferas plantadas. A técnica da dupla, desenvolvida no Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), consiste na inversão do ciclo da videira, alterando para o inverno o período de colheita das uvas destinadas à produção de vinhos finos. São aplicadas duas podas, uma para a formação de ramos, em setembro, e de produção, em janeiro e fevereiro.
Com o uso da dupla poda, a produção de vinhos finos em Minas Gerais vem aumentando a cada ano, bem como aumentando o número de hectares de áreas com videiras plantadas, beneficiando o viticultor que é aquele responsável pela plantação, cultivo e colheita da uva, bem como o vinicultor, que é o recebe as uvas e a transforma em vinho.

O projeto e iniciativas vêm dando certo e resgatando uma das maiores tradições de Diamantina, agora com a qualidade e tecnologia que possibilita colocar a cidade na rota mundial dos produtores de vinhos de alta qualidade, inclusive, reconhecida nacionalmente por especialistas e apreciadores de vinhos finos, de qualidade no Brasil.

Atualmente a região conta com 13 produtores cadastrados na AVODAJ – Associação dos Vitivinicultores e Olivicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha. Desses, apenas seis estão produzindo vinhos para comercialização.

Em breve os vinhos de Diamantina chamarão a atenção, não só dos mineiros mas dos brasileiros em geral, por sua qualidade e terroir. As terras altas diamantinenses serão consideradas grandes produtoras de vinhos finos no país, fazendo da região um dos grandes pólos do enoturismo brasileiro.

Grappa: bebida para dias frios

Além dos vinhos finos, em Diamantina também se produz a Grappa, uma bebida alcoólica de origem italiana e portuguesa. É feita a partir do bagaço da uva e seu teor alcoólico varia entre 37,5% a 60%, aromatizada com a erva arruda. A bebida foi criada na Idade Média com o objetivo de evitar o desperdício. São aproveitados, além das cascas, os engaços e sementes da uva. O sabor, bem como o do vinho, depende do tipo e qualidade da uva e dos processos de destilação de cada produtor. Por seu alto teor alcoólico, a bebida caiu no gosto dos europeus e até hoje é muito apreciada, principalmente no rigoroso inverno europeu.

Vindo a Diamantina, vivencie a música, a cultura, as tradições, a religiosidade, a beleza de sua arquitetura colonial, do seu artesanato e aprecie um bom vinho das quintas diamantinenses! Venha para Diamantina. Aqui temos história e bons vinhos.

Para conhecer os vinhedos e rótulos existentes hoje em Diamantina, visite o site www.conhecaminas.com

Fonte: www.conhecaminas.com