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UFSJ: equipe do curso de Geografia realiza mapeamento da Amazônia

“A Amazônia em si nos ensina muito; cada visita é um aprendizado diferente”

Ana Luísa Teixeira, pós-graduanda em Geografia (PPGEOG/UFSJ), faz parte de uma rede mundial de mapeadores chamada YouthMappers. Ela lidera um dos projetos dessa rede na UFSJ, o Unificar Ações e Informações Geoespaciais (UAIGeo), coordenado pela professora Silvia Ventorini. Em função desse engajamento, ela foi contemplada pela National Geographic com financiamento para levar o projeto à Amazônia. 

A equipe é composta pelos docentes do Departamento de Geociências da UFSJ, professores Silvia Elena Ventorini, Leonardo Cristian Rocha e Mucio do Amaral Figueiredo; discentes do bacharelado em Geografia, Jean Euzebio Lima e Rafael Quetz Marques Oliveira. A Universidade do Estado do Amazonas também participa, com o professor do Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST/UEA), Francisco Davy Rabelo, e as alunas do curso de licenciatura em Geografia, Paula dos Santos Silva e Keit Gomes Pereira.  

“Essa foi a segunda vez neste ano que a equipe foi para a Amazônia. Na primeira, fizemos um reconhecimento de campo e algumas análises. Nesta, fomos com o objetivo principal de desenvolver parte do meu projeto financiado pela National Geographic Society intitulado Collaborative mapping to reverse the invisibility of riverside communities in Amazon (Mapeamento colaborativo para reverter a invisibilidade de comunidades ribeirinhas na Amazônia). Tivemos também apoio financeiro da Reitoria da UFSJ, de infraestrutura da UEA e logístico da Defesa Civil de Tefé e do Instituto de Desenvolvimento da Amazônia”, destaca a jovem exploradora.

O projeto se embasa em dois workshops: em Tefé, no mês de maio de 2022, a pauta foi o mapeamento por meio de plataformas colaborativas. O segundo está marcado para outubro, na UFSJ, com o tema cultura amazônica, pelas equipes da UEA.

O foco principal desses encontros é a capacitação dos alunos e a oportunidade de articularem frentes de pesquisa. Durante o desenvolvimento do projeto, a ideia é gerar e finalizar o mapeamento de todo o município de Tefé no OpenStreetMap.

Ana Luísa conta que, a cada vez que na Amazônia, é possível constatar alterações, com destaque para cenários totalmente diferentes devido às chuvas na região. “Eu nunca imaginei que um dia visitaria a Amazônia, nem que teria tantas oportunidades para expandir meus horizontes. A Amazônia em si nos ensina muito; as vivências do dia a dia em uma comunidade ribeirinha mostra muito sobre esses povos tradicionais. Cada visita é um aprendizado diferente. Nunca me esquecerei do tanto que essa pesquisa influi nos meus aprendizados.”

Fonte: Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
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Educação

Trabalho da Engenharia de Telecomunicações é premiado em Barcelona

O curso de Engenharia de Telecomunicações da UFSJ esteve presente no 4th SSEA, organizado pela Agência Espacial Europeia (ESA), em Barcelona, na Espanha. As apresentações dos dois trabalhos inscritos ficaram a cargo do aluno João Pedro Polito e do egresso André Teixeira.

Competition, Research, and Extension: The three Approaches to the Popularization of Small Satellites in the Alto Paraopeba Region in Brazil foi escrito em parceria com o professor Marcos Kakitani, do Departamento das Engenharias de Telecomunicações e Mecatrônica (Detem) e com Júlio Santos, aluno da Universidade da Beira Interior (UBI), de Portugal. Esse trabalho representa o que vem sendo desenvolvido pela NoizOrbita, equipe de competição de pequenos satélites da UFSJ, Campus Alto Paraopeba (CAP), e também os resultados obtidos nas três áreas chaves em que a equipe se baseia: competição, pesquisa e extensão. 

O segundo trabalho, parceria UFSJ-UBI, foi premiado em Barcelona. Development of a Low-Cost Ground Segment Capable of Receiving Data from Nanosatellites: a Partnership between Brazil and Portugal é assinado pela mesma equipe do Competition, com a colaboração dos estudantes Jeremy Silva, Henrique Alves e Daniel Resende, da UBI. O foco, aqui, foi o desenvolvimento de uma estação terrena de baixo custo para recepção de sinais e dados de pequenos satélites, pesquisa desenvolvida em conjunto com a NoizOrbita (UFSJ) e o SpaceLab (UBI).

João relata sua experiência de participação no evento: “Foi muito gratificante poder representar o Brasil e a UFSJ em um congresso internacional, principalmente pelo contato com pessoas do mundo todo que estão desenvolvendo projetos tão legais na área espacial. Tive ainda a oportunidade de conhecer o Dr. Jordi Puig, co-criador do padrão Cubesat, o mesmo que utilizamos hoje.”

Já André, mesmo após a formatura, seguiu contribuindo para o desenvolvimento dos projetos do Campus na área espacial. “É um grande orgulho ser egresso da UFSJ-CAP. Nossa ida a Barcelona só mostrou que estamos no caminho certo da popularização do tema de pequenos satélites no ambiente de pesquisa universitária.”

Parceria UFSJ-UBI

A parceria surgiu pelo contato, em 2020, via Linkedin, entre os alunos das duas universidades. “Decidimos unir forças para iniciar e desenvolver projetos em conjunto. A partir daí começamos a escrever o trabalho que foi apresentado em Barcelona”, conta João Pedro.

Essa colaboração técnica entre a NoizOrbita e o SpaceLab tem continuidade tanto com relação à estação terrena, quanto com o novo projeto de um nanossatélite que pretendem construir em conjunto e colocar em órbita. Para participação no SSEA, destacam, foi fundamental o apoio financeiro integral da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fonte: Alessandro Andrade
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Tecnologia

UFSJ é contemplada no edital Finep Proinfra 2021

Equipamentos vão atender diretamente aos mais de 100 alunos de três programas de pós-graduação 

A UFSJ foi contemplada pelo Edital Proinfra 2021 – Infraestrutura de Pesquisa em Áreas Prioritárias, lançado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O recurso será investido no projeto institucional Consolidação do Laboratório Multiusuário da UFSJ-DCNAT para Análises de Nanomateriais, visando Alavancar a Pesquisa e a Pós-graduação na UFSJ

O montante será utilizado para a aquisição de um espectrômetro infravermelho e um espectrômetro de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado. Os equipamentos irão contribuir com as pesquisas de materiais, possibilitando, por meio do espectrômetro infravermelho, a identificação da presença de ligações químicas em materiais ou compostos. Já com o espectrômetro de emissão óptica será possível determinar com exatidão a quantidade de metais presentes nos materiais analisados. 

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (Prope), André Baldoni, essa conquista é muito significativa sob o ponto de vista técnico e institucional, uma vez que, além de trazer benefícios para as pesquisas, mostra o potencial científico e institucional da UFSJ. “É importante valorizar a competência da instituição e do corpo técnico da UFSJ, capaz de pleitear e conquistar recursos em editais de grande concorrência como esse, alcançando pontuações máximas nas avaliações e conquistando importantes investimentos para a Universidade.” 

De acordo com o coordenador da proposta, professor Marco Schiavon, o edital Proinfra é uma importante oportunidade, pois permite a compra de equipamentos que fortalecem a estrutura de pesquisa científica da UFSJ. “Os recursos disponibilizados pelo edital possibilitam a aquisição de equipamentos institucionais de médio e grande portes, que contribuem de maneira fundamental para as pesquisas desenvolvidas na Universidade. A presença desses instrumentos permitirão ainda que futuras colaborações e parcerias com outras instituições sejam implementadas, multiplicando a capacidade de produção de conhecimentos a partir da utilização destes equipamentos.” 

O professor Marco Schiavon destaca ainda que os espectrômetros possuem potencial de atender diretamente aos docentes e aos mais de 100 discentes dos programas de Pós-Graduação em Física e Química de Materiais, Multicêntrico em Química e em Engenharia Mecânica. 

O edital

O edital da Finep tem como objetivo reforçar e consolidar a infraestrutura de pesquisa dos laboratórios em todo o país, visando criar um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico, com qualidade internacionalmente reconhecida. A iniciativa busca ainda aumentar a competitividade brasileira em diversas áreas de conhecimento, por intermédio da realização de pesquisas.

Ao todo, 136 propostas foram aprovadas e receberão investimentos. O resultado completo pode ser conferido aqui. Além da UFSJ, instituições de todo o país foram contempladas, como Universidade Estadual de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal de Viçosa, entre outras. 

Os projetos analisados foram avaliados quanto ao Mérito, Equipe, Utilização multiusuária da infraestrutura de pesquisa proposta, Resultados e impactos esperados, além de Orçamento.

Fonte: Alessandro Andrade
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Cultura

Definido tema do Inverno Cultural 2022

Elza Deusa Soares: álbum da cantora inspira Inverno Cultural

O álbum Planeta Fome, lançado há três anos pela cantora Elza Soares, será o “pano de fundo” das discussões e atividades do 33º Inverno Cultural da UFSJ, que acontecerá entre os dias 23 e 31 de julho, nas cidades de SJDR, Divinópolis, Ouro Branco e Sete Lagoas.

Segundo o coordenador geral do evento e pró-reitor de Extensão da UFSJ, professor Francisco Brinatti, o tema deste ano traz uma reverência à vida e à obra de Elza Soares, suscitando discussões interessantes no cenário da sociedade brasileira atual. “É um álbum que aborda temas muito oportunos como, por exemplo, o racismo, a homofobia, a violência contra a mulher, o negacionismo. Então decidimos homenagear Elza e trazer esses temas pro debate dentro do festival.”

A preparação do Inverno Cultural está a pleno vapor. No último dia 18, terminou o prazo de inscrições de propostas por parte dos artistas que desejam se apresentar em eventos ou ministrar oficinas. “Agora, os coordenadores de cada área estão selecionando o que veio da comunidade, levando em conta também a adaptação da proposta ao tema proposto”, completa.

Brinatti espera que a situação da pandemia permita que o Inverno Cultural volte a ser presencial, “indo para as ruas”, permitindo um envolvimento mais pleno do público com o festival.

Planeta Fome

Foi o último álbum da carreira de Elza Soares e o segundo com repertório totalmente inédito. Nele, a cantora carioca faz uma espécie de reatamento com a sua carreira artística, marcada pela denúncia daquilo que a atormentava na vida real.

O título do álbum remete a um episódio singular da vida da cantora e da história da MPB. Elza nasceu na Vila Vintém, um dos “bolsões de miséria” da periferia do Rio de Janeiro. Por imposição do pai, teve que se casar quando tinha apenas 12 anos e aos 13 já havia “enterrado” um filho e estava prestes a perder o segundo, na luta inglória contra a desnutrição. Certo dia, desesperada, resolveu participar do Programa de Calouros da Rádio Tupi, apresentado pelo mitológico compositor Ary Barroso, que oferecia prêmios em dinheiro aos candidatos vencedores. Era a única chance de matar a fome e salvar seu bebê, pensava ela. Numa espécie de “traquinagem de menina”, roubou um “vestido de festa” da mãe (que pesava o dobro dela… ),  ajeitou a roupa no corpo com alguns alfinetes e partiu para o auditório onde ocorria o concurso. É claro que o traje ficou muito esquisito. Durante o concurso, soltou sua voz com o timbre rascante que a caracterizaria. No meio da canção, o surpreso apresentador a interrompeu e perguntou meio zombando: “De que planeta você veio minha filha?” Elza não titubeou e mandou de volta: “Do mesmo planeta que o senhor, o Planeta Fome.” Ary Barroso então se virou para a platéia e afirmou como numa profecia: “Estamos aqui presenciando o nascimento de uma estrela.” Ao falar desse episódio, Elza contava que terminou de cantar a música abraçada a Ary Barroso.

Depois disso, ela abriu seus próprios caminhos e constituiu sua biografia “tocando em frente”, apesar das tragédias  pessoais que vivenciou. Resiliência sempre foi sua palavra de ordem. Na vida e na arte. E não é diferente no álbum Planeta Fome. Musicalmente, é um trabalho no qual a sonoridade realçada das guitarras, a percussão marcante com atabaques e agogôs, e a interpretação marcante da cantora garantem o tempero “afro-jazz” do álbum. Na escolha do repertório, demonstra uma tendência que marcou sua obra, a escolha compositores contemporâneos como B-Negão, Pedro Luiz e Virgínia Rodrigues. Sem pudores, literalmente, “põe na roda” os temas que marcaram sua vida. Do mesmo modo como pretende fazer a UFSJ com esse tema no Inverno Cultural.

“Deusa”

Na história do Carnaval brasileiro, Elza foi a primeira mulher a interpretar um samba-enredo à frente da bateria de uma escola de samba no Carnaval do Rio de Janeiro A maior homenagem pública que recebeu em seus 91 anos de vida foi em 2020, quando a Mocidade Independente de Padre Miguel, sua escola de coração, levou para a Marquês de Sapucaí o enredo Elza Deusa Soares. O maravilhoso samba-enredo, considerado pela crítica como o melhor daquele ano, teve co-autoria da cantora Sandra de Sá e levantou a multidão na Sapucaí. Num trecho, as palavras parecem sair da boca da própria Elza: “Sei que é preciso lutar / com as armas de uma canção / A gente tem que acordar! / Da lama nasce o amor / Quebrar as agulhas / que vestem a dor”. 

Ouça Planeta Fome em https://www.youtube.com/watch?v=rdchSLoMOuo

Mais sobre o Inverno Cultural em www.invernocultural.ufsj.edu.br

Fonte:
Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
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Educação

UFSJ OFERECE AULAS GRATUITAS DE XADREZ

Aulas gratuitas na UFSJ – inscrições abertas para segunda turma

Como o Xadrez pode contribuir para melhorar a qualidade de vida | GPET  Física

Perdeu o prazo de inscrições para as primeiras aulas gratuitas de xadrez na UFSJ? Deu aquela passadinha no Campus Santo Antônio, em São João del-Rei, e ficou com vontade de participar? Boa notícia: o projeto continua crescendo e, mesmo com a alta procura, está organizando a segunda turma. Para se inscrever (até 16 de maio) é bem fácil: 

Pelo Instagram: mandar mensagem para a página www.instagram.com/xadreznascomunidades, citando nome completo, data de nascimento, escola (se for o caso) e disponibilidade (dias/turnos).

Pelo e-mail xadrez@ufsj.edu.br: enviar nome completo, data de nascimento, escola (se for o caso) e disponibilidade (dias/turnos).

Pelo formulário do link bit.ly/3KySK9w: preencher e aguardar contato.

Assim como na primeira turma, o projeto Xadrez nas Comunidades promoverá uma sequência de três aulas gratuitas, individualizadas – cada aluno terá um orientador para personalizar seu aprendizado. Podem se inscrever pessoas de todas as idades, mas a preferência, em caso de vagas insuficientes, será para crianças e adolescentes. 

As aulas são presenciais, no Campus Santo Antônio, em São João del-Rei, com duração de uma hora cada. Podem se inscrever jogadores de qualquer nível, especialmente iniciantes e aqueles que ainda não conhecem as regras do jogo. Os alunos e alunas devem seguir o protocolo de conduta da UFSJ na pandemia, que inclui o uso de máscara. No caso de crianças, devem comparecer acompanhadas do/a responsável. Não é necessário levar tabuleiro ou peças – apenas um caderno para anotações.

A equipe de professores de xadrez é formada pelos membros do projeto Xadrez nas Comunidades, que incluem profissionais de Comunicação, de Educação Física e alunos de diversas áreas da graduação da UFSJ.

Fonte: Alessandro Andrade
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Cultura

UFSJ lança edital do Inverno Cultural 2022

Prazo para inscrições de grupos e artistas vai de 4 a 8 de abril

A UFSJ abre edital para seleção de propostas artístico-culturais para a programação do 33º Inverno Cultural. O festival de artes integradas vai ser realizado de 23 a 31 de julho de 2022, nas cidades mineiras de São João del-Rei, Divinópolis, Sete Lagoas e Ouro Branco, com a possibilidade de algumas atividades em modo remoto. Após a edição on-line em 2021, a tendência, neste ano, é que as atrações e oficinas sejam realizadas presencialmente, se, à época do festival, as condições de segurança sanitárias assim permitirem. 

Dessa forma, os proponentes devem prever a realização das atrações nos cenários de um evento presencial e on-line. Serão classificadas até 84 propostas, em 24 modalidades, divididas em cinco áreas temáticas: Arte-Educação, Artes Cênicas, Artes Visuais, Música e Literatura. As inscrições de grupos e artistas acontecem no período de 4 a 8 de abril, exclusivamente pelo sistema disponível no site do festival, no qual é necessário informar CNPJ, que esteja válido.

A edição 2022 terá como tema Planeta Fome, inspirado no álbum homônimo de Elza Soares, lançado em 2019, uma forma de reverenciar a artista e, ao mesmo tempo, promover a reflexão sobre temas sensíveis à sociedade brasileira, presentes nas letras de suas canções: o racismo, a homofobia, o negacionismo, a violência doméstica, o feminicídio e a fome.

O edital pode ser acessado neste link ou aqui. O resultado da seleção será divulgado no dia 23 de junho, nos mesmos endereços. Mais informações: invernocultural@ufsj.edu.br ou (32) 3379-2510.

Fonte: Alessandro Andrade
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Saúde

Teste do pezinho é tema de cartilha lançada pela Medicina UFSJ

O teste do pezinho é um dos primeiros exames que a criança faz ao nascer, responsável pelo diagnóstico precoce de inúmeras doenças. Sabendo da importância desse teste, alunos do curso de Medicina da UFSJ (Campus Dom Bosco), sob coordenação da professora Marcia Reimol de Andrade, escreveram, em conjunto, cartilha informativa sobre o exame.

Produzido como parte da atividade Prática de Integração Ensino, Serviço e Comunidade (PIESC), as informações foram organizadas por Giovanna Almeida Vital, Giulia Ferreira Mattar Abdo, Isadora Rover de Carvalho, Luísa Werneck Grillo, Mardoché Kikana Mubidila, Thales Bajur Alves Miranda e Thayrine Meirelles Castro, estudantes do quarto período do curso (na foto, com a enfermeira Pauliana Almeida Resende).

De acordo com Marcia Reimol, a iniciativa partiu dos próprios alunos. “No grupo que coordenei, no Núcleo Materno Infantil e na ESF da Colônia do Marçal, eles perceberam que havia doenças pouco conhecidas, tidas como raras que, muitas vezes, precisavam de  suporte em ambulatório de referência. Pensamos em fazer alguma orientação por escrito, eu sugeri que fosse em formato de cartilha, que trouxesse informação rápida e precisa”, explica. 

A cartilha traz informações pontuais sobre o exame, como o período e locais em que deve ser realizado. Também relaciona algumas doenças que identifica: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de Biotinidase, entre outras. 

Gratuito e preventivo

O teste do pezinho é um exame gratuito, que deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. A professora afirma a necessidade da realização do procedimento. “O teste do pezinho é importante demais, porque detecta algumas doenças que são determinadas geneticamente e que, se não tratadas precocemente, podem levar a alterações do desenvolvimento da criança. Um exemplo é o hipertireoidismo congênito, que pode levar a déficit cognitivo e atraso de desenvolvimento”, esclarece Marcia. 

Inicialmente, as cartilhas serão distribuídas em algumas unidades básicas de São João del-Rei: a Estratégia Saúde da Família (ESF) da Cohab, do Bonfim, da Colônia e no Núcleo Materno Infantil. Além disso, o material também estará disponível on-line, no site do Departamento de Medicina da UFSJ. 

Marcia Reimol ainda reforça a contribuição dos estudantes nas Unidades Básicas de Saúde. “Todo semestre, um grupo de alunos vai para as unidades e, sob orientação, retorna para os usuários alguma coisa em troca do aprendizado que recebem, o que não deixa de ser uma atividade extensionista”, declara a coordenadora.

Alessandro Andrade
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Educação

Aluna da UFSJ é a mais nova Jovem Exploradora da National Geographic

A National Geographic anunciou, recentemente, a seleção dos jovens que farão parte da equipe Young Explorers 2021 (Jovens Exploradores 2021). Entre eles, oito latino-americanos, nos quais se inclui Ana Luísa Teixeira, do bacharelado em Geografia da UFSJ.

Essa trajetória começou logo no início da graduação, quando a estudante percebeu sua afinidade com a disciplina de Cartografia. Ao longo do curso, Ana Luísa foi monitora da matéria, ministrou minicursos e participou de projetos de extensão e de iniciação científica como bolsista.

Líder do projeto Unificar Ações e Informações Geoespaciais (UAIGeo), da rede universitária internacional YouthMappers, ela relembra: “No final de 2020, a professora Sílvia Ventorini foi chamada a fundar um projeto da Youth na UFSJ, e me convidou para liderar a equipe. Desde que começamos com o UAIGeo, pude entender que essa profissão é muito maior do que eu imaginava.”

Os Jovens Exploradores trabalham em projetos conjuntos, que visam preservar e conscientizar diversas comunidades ao redor do mundo sobre cuidados com o planeta. Ana Luísa soube da oportunidade por meio da vice-diretora da YouthMappers, que recomendou o encaminhamento de seu projeto à seleção mundial. Depois de algumas reuniões com integrantes da National Geographic e adaptações na proposta inicial, foi selecionada para fazer parte do time, percebendo o quanto se pode extrapolar barreiras. 

O plano da jovem exploradora brasileira é seguir na mesma linha do projeto que já realiza no UAIGeo: o mapeamento de comunidades ribeirinhas em Tefé, município do estado do Amazonas. “O projeto investe também na formação de alunos de graduação da Universidade do Estado do Amazonas, para que eles possam utilizar plataformas livres de mapeamento em sala de aula, ensinando aos alunos da escola básica que podem ser multiplicadores desse conhecimento em pautas de reivindicação dos direitos de suas comunidades”, explica. 

National Geographic

A National Geographic nasceu como revista em 1888, publicada pela National Geographic Society. Seu principal objetivo era proporcionar conhecimento geográfico para todas as pessoas. Hoje em dia, a equipe conta com cientistas, jornalistas, fotógrafos, cineastas e outros profissionais que produzem conteúdos para diversas mídias, como televisão, redes sociais e plataformas digitais, livros, e a própria revista. 

Para Ana Luísa, estar entre as duas brasileiras escolhidas para fazer parte dessa equipe tradicional e internacional, é uma grande emoção. “Quando fui selecionada, fiquei apreensiva por representar o Brasil. Porém, ao ver o quanto essa participação somaria na minha vida pessoal e profissional, me senti realizada.”

A participação da Universidade nessa conquista será sempre destacada. “Gostaria de agradecer à UFSJ por ter me dado toda a infraestrutura até agora; à professora Silvia, por ter me orientado e continuar me orientando nessa nova fase; e à rede YouthMappers, por me permitir expandir meus horizontes”, declara. 

Fonte: Alessandro Andrade
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Educação

Educação e Literatura: pesquisas da UFSJ ganham as editoras

A  professora do Departamento de Ciências da Educação, Maria do Socorro Alencar Nunes Macedo, é a organizadora de dois livros que abordam as fronteiras entre as duas temáticas.

O e-book A Pesquisa Etnográfica em Alfabetização, Leitura e Escrita: a experiência do GPEALE foi editado com recursos da UFSJ e lançado pela Editora CRV, podendo ser acessado gratuitamente no site da editora

A função da Literatura na escola: resistência, mediação e formação leitora é resultado de evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPEDU). As ideias defendidas na obra foram discutidas com pesquisadores da pós, da graduação e com professores da educação básica de diferentes estados e regiões do país, durante o II Ciclo de debates do GPEALE (UFSJ, 2018). O material foi publicado pela Editora Parábola, referência na área dos estudos sobre linguagem, e que não cobra pela edição dos livros. O encontro do lançamento desse título pode ser visto neste link.

A Pesquisa Etnográfica em Alfabetização, Leitura e Escrita: a experiência do GPEALE

O e-book é resultado de estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Alfabetização, Linguagem e Colonialidade (GPEALE) nos últimos cinco anos, nos programas de pós-graduação em Educação da UFSJ e da Federal de Pernambuco (UFPE).

Reúne dez artigos que analisam práticas de alfabetização, leitura e escrita construídas principalmente na Educação Básica, mas também na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e na Universidade. Todas as pesquisas se baseiam numa perspectiva epistemológica que inclui o diálogo, prioritariamente, com os Novos Estudos do Letramento (NEL), a Pedagogia de Paulo Freire e as reflexões de Mikhail Bakhtin sobre a linguagem.

As pesquisas relatadas partem do pressuposto de que a escola, a sala de aula e a Universidade são espaços produtores de cultura, situados historicamente. Os processos educativos produzidos nesses espaços são mediados pelos(as) professores(as) e marcados por relações de poder e ideologia. “Consideramos esses espaços como lugares produtores de cultura e mostramos como o olhar etnográfico e dialógico permitem compreender a escola de uma maneira mais holística e aprofundada, de modo a problematizar a escrita e a leitura como fenômenos complexos, situados, imbuídos de tensões ideológicas e relações de poder”, afirma Maria do Socorro.

A função da Literatura na escola: resistência, mediação e formação leitora

O pressuposto desse livro é o de que a Literatura pode influir na formação de leitores mais conscientes sobre suas realidades, construindo estratégias de resistência aos processos sociais de exclusão e de acirramento da desigualdade social. Sendo a Literatura um direito inalienável, torna-se fundamental expandir a discussão sobre os processos de escolarização desse objeto cultural, suas formas de mediação, os desafios enfrentados pelos docentes para educar crianças e jovens por meio da linguagem literária.

A professora Maria do Socorro destaca: “As parcerias são das melhores – a orelha do querido Clécio Bunzen, da UFPE; o prefácio maravilhoso de Regina Zilbermam; capítulos de Ana Elisa Ribeiro, Ester Rosa, Maria Amélia Dalvi e Patrícia Corsino. Tudo isso para falar da resistência que podemos fazer com e pela Literatura. Muito feliz com esse livro!”

Breve currículo

Maria do Socorro Alencar Nunes Macedo é professora titular do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de São João del-Rei, onde atua também no Programa de Pós-Graduação em Educação. Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estágios pós-doutoral no King’s College, na Goldsmiths University of London e na Universidade Federal de São Carlos. Pesquisadora do CNPq na área de alfabetização, educação literária, letramento acadêmico e internacionalização da universidade. Líder do Grupo de Pesquisa em Alfabetização, Linguagem e Colonialidade (GPEALE).

Fonte: Alessandro Andrade
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Tecnologia

João Pedro Polito vai desenvolver uma estação terrena de comunicação solo-bordo

Há um mês, o estudante do 5° período de Engenharia de Telecomunicações, João Pedro Polito Braga, está participando de projeto de iniciação científica desenvolvido no renomado Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A oportunidade surgiu por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto (Pibic-Inpe), que faz seleções anuais. Aberto o edital, o estudante procurou um orientador, o encontrou e partiu para redigir uma proposta de pesquisa. A seleção nacional foi realizada a partir da análise do projeto de pesquisa e dos currículos de ambos.

Pelo Inpe, João Pedro desenvolverá o projeto Estação terrena de comunicação solo-bordo para balões estratosféricos e pequenos satélites. “Eu irei trabalhar no desenvolvimento de uma antena de recepção e envio de dados, que  seguirá de forma automática o balão ou o satélite a ser testado pela equipe”, explica. Para desenvolver seu trabalho, contará com um orientador do Inpe, o pesquisador Antonio Cassiano Julio Filho, da Divisão de Pequenos Satélites, e de um co-orientador na UFSJ, o professor Marconi de Arruda Pereira, uma vez que parte da pesquisa será feita no Campus Alto Paraopeba.

Gratificante

“Está sendo uma experiência muito gratificante, principalmente por poder participar de um trabalho numa instituição como o Inpe, em uma área de que eu gosto muito, da recepção de sinais de pequenos satélites. Estou podendo aplicar alguns conhecimentos bem interessantes sobre a questão de envio e recepção de sinais”, avalia João Pedro.

Ele acredita que, para a UFSJ, é uma oportunidade bastante interessante, uma forma de estreitar laços com uma instituição de pesquisa de ponta. E para o Campus Alto Paraopeba igualmente, pois vem se destacando na área de pesquisas espaciais, tanto na recepção de dados de satélites, com o Grupo de Extensão PY4CAP, quanto no desenvolvimento de pequenos satélites, com a equipe NoizOrbita, que atua na área de Gestão e Engenharia de Sistemas.

Fonte: Alessandro Andrade
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