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Esporte

I Viçosa Trail Run recebe inscrições

O circuito de corrida de montanha, trilha e estrada de terra será disputado no bairro Violeira

I Viçosa Trail Run recebe inscrições
Foto: Discover Trail

As inscrições para a I Viçosa Trail Run: Circuito Violeira que acontecerá no dia 5 de dezembro de 2021 já estão abertas. A primeira edição da corrida de montanha conta com três modalidades de distância: 3 km, 6 km e 12 km. Os trajetos terão largada em frente ao Sítio da Jibóia, no bairro Violeira, e seguirão por trilhas, montanhas e estradas de terra da região. O percurso terá sinalização com placas e fiscais para auxiliar os participantes em qualquer intercorrência.

Promovido pela Secretaria de Cultura, Patrimônio Histórico e Esportes, através do Departamento de Esportes e Lazer, as isncirções poderão ser feitas on-line até o dia 1º de dezembro, em que os interessados poderão preencher o formulário disponível neste link.

Conforme regulamento, após o evento, será divulgada uma classificação por gênero (masculino e feminino), do menor para o maior tempo, para fins de conferência dos participantes. Apesar de a corrida não ter premiação em dinheiro e nem pódio de vencedores, a inscrição para a Viçosa Trail Run dará aos corredores o direito a uma medalha de participação.

No domingo, 5 de desezmbro, haverá três largadas em diferentes horários, seguindo a programação:

  • Participantes inscritos nos 12 km – 07h30
  • Participantes inscritos nos 6 km – 09h
  • Participantes inscritos nos 3 km – 10h 

Serão disponibilizadas garrafinhas de água mineral aos participantes na largada e na chegada, no Sítio da Jibóia. Entretanto, não haverá distribuição durante o percurso. Aconselha-se que cada participante leve sua própria hidratação no recipiente que achar mais adequado.

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Turismo & Lazer

São João del-Rei oferece trilha com natureza e história

Trilha pelo Canal dos Ingleses: obra quilométrica dos escravos escondida na serra de São João del-Rei.

Quando se fala em São João del-Rei, o que vem a sua mente? Casarios coloniais? Comida mineira? Igrejas barrocas? Maria Fumaça?

Sim, essa cidade histórica de Minas, localizada no Campo das Vertentes, tem todas essas maravilhas e oferece ainda muitas outras riquezas. A conversa entre os sinos das suas igrejas, os mistérios da cidade que só seus moradores conhecem, os raros rituais da Semana Santa, o picolé delicioso de frutas, são exemplos de suas preciosidades. E tem uma ainda pouco conhecida pelos turistas: o Canal dos Ingleses.

Como conheci o Canal dos Ingleses

Quem me levou até lá foi um amigo são-joanense, Hélio Carvalho, profundo conhecedor das trilhas na região.

Há muito tempo Hélio comentava comigo dessa construção do período da mineração, na Serra do Lenheiro, mas mesmo com toda descrição que ele fizera, quando conheci o Canal, me espantei com sua dimensão.

Distâncias de São João del-Rei a outras cidades

Belo Horizonte – 188 km

Tiradentes –  16 km

Prados – 28 km

Carrancas – 80 km

Como chegar

Fizemos a trilha em um dia chuvoso do Carnaval de 2020. Começamos em frente à Igreja do Senhor dos Montes e, cerca de 15 minutos depois, já estávamos na área da Serra.

Os primeiros indícios do Canal surgem em uma pequena depressão. Com a explicação do Hélio, foi fácil perceber o contorno do antigo mundéu (como os são-joanenses chamam os diques) que existia ali. Logo ele me mostrou também os trechos do canal, talhado em algumas rochas. Fiquei impressionada!

Foto: Área onde existia um mundéu que represava a água.

A trilha pela Serra do Lenheiro

Parte da Serra do Lenheiro está inserida em um parque municipal criado em 2016, mas ainda não implantado, portanto, não há sinalização e nem infraestrutura de apoio ao visitante. Procure por guias e agências de receptivo da cidade para chegar até o Canal.

A trilha não é longa, tem cerca de 5km considerando ida e volta. Nem demanda grande esforço físico. Mas aconselho que só seja feita por quem tem hábito de andar no meio do mato, em área de rocha e terreno irregular e que não tenha medo de altitude, porque em alguns pontos há necessidade de escalaminhada e de caminhar onde não há trilha. O joelho também deve estar bom. É fundamental um calçado adequado (tênis ou bota de caminhada) e calça para proteger a perna do mato, já que a trilha não é limpa.

O Canal dos Ingleses

A construção inclui túneis, barragens, diques, calhas de madeira sobre vales, além de canais secundários para atender novos pontos de mineração.

Com cerca de 2 km de extensão, é todo talhado na pedra seguindo a curva de nível pela encosta da serra.Transportava água, por gravidade, das nascentes até a área onde era retirado o cascalho que precisava ser lavado em busca de ouro. Tudo isso feito por pessoas negras escravizadas ao longo dos séculos 18 e 19 com as ferramentas então disponíveis. É incrível!

Foto: Trecho do Canal dos Ingleses onde a trilha é mais limpa.

Caminhei pelo canal imaginando a água correndo por ele, as pessoas ali talhando tanta rocha. De repente, me deparei com um túnel que corta um bloco de pedra e que, de tão extenso, não permite que se enxergue a saída do outro lado. Para acessá-la, percorremos lateralmente a rocha e descemos na outra extremidade, numa área coberta pela mata entre dois altos paredões. Sabe aquela sensação de filme de aventura? Foi o que senti ali.

Foto: Trecho do Canal dos Ingleses onde a trilha contém vegetação.

A trilha é ainda enriquecida pelo visual do topo da serra de onde se avista a área urbana, pela vegetação com flores lindas, pela Gruta do Caititu, onde os africanos escravizados faziam seus rituais religiosos, pelos cruzeiros marcando a via-sacra ao longo da serra, e outros segredos desses morros.

A história do Canal dos Ingleses


São João del-Rei formou-se com a descoberta de ouro na região, no século 18. A mineração era feita, principalmente, na Serra do Lenheiro, um conjunto de morros que esconde-se atrás do centro histórico.

Segundo contam os historiadores Ulisses Passareli e Luís Antônio Miranda (2006), o Canal foi construído, por volta de 1740, por João Rodrigues da Silva, vereador e sargento-mor.

No alto da serra, foi construída uma represa com grandes pedras, acima da Cachoeira Véu de Noiva, barrando o Córrego do Lenheiro. Ela enchia-se à noite para ser drenada de dia, por meio de um canal, que lavraram no terreno pedregoso, quando melhor, em muitos lugares na pedra bruta, serra abaixo, em suave declive.

​Foto: Encaixe Calha. Detalhe do Foto: Encaixe de calha. Detalhe do recorte na pedra onde possivelmente era encaixada uma calha para transporte da água.

No século 19, com a redução da mineração, essas estruturas ficaram abandonadas. Foi quando chegou na cidade um médico inglês, Dr. Jorge Such, contratado pela Santa Casa de Misericórdia local. Ele comprou as terras com o canal e fundou, com outros conterrâneos, em 1830, a “Saint John del Rey Mining Company (limited)” para explorar o ouro. Reativaram as obras já existentes e complementaram com novos investimentos.

Mas a empresa não durou muito. Cinco anos depois, com prejuízos, a companhia deixou São João. A atividade, então, ficou entregue aos mineradores avulsos, chamados de faiscadores, que tentavam a sorte usando apenas pá e bateia. Mas o empreendimento dos ingleses é que deu o nome ao Canal, apesar de não terem sido eles quem realmente o implantaram.

Uma curiosidade que só quem é de São João del-Rei sabe

Em um local de destaque da Serra do Lenheiro há um cruzeiro que pode ser visto de alguns pontos da cidade, como do adro da Igreja do São Francisco.

Dizem que o cruzeiro foi fixado por Zé Poeta, um faiscador que garimpava na serra tentando achar ouro. Segundo o que contam, na década de 1970, ele encontrou uma pedra com 660g de ouro, o suficiente para parar de garimpar e sumir no mundo. Mas antes de ir-se embora da cidade, ele comprou um terreno e o doou para a Paróquia de Senhor dos Montes, bairro vizinho à serra.  E ainda instalou o cruzeiro em agradecimento. Depois ninguém nunca mais teve notícia do rapaz. Quando estiver passeando por São João, olhe para o alto da serra e procure pelo cruzeiro do Zé Poeta.

Foto: Cruzeiro do Zé Poeta

E aí, ficou animado pra dar uma pausa na correria e fazer esse passeio ao ar livre? 

Fonte: www.minasgerais.com.br/pt/blog

Esporte

TREINO NO VERÃO – Leonardo Santos

 

Opte por correr na esteira, trilha ou perto da água, reduza a intensidade e apostem em roupas que favoreçam a transpiração e tenham cores claras

No verão, várias cidades brasileiras estão entre as mais quentes do mundo. Neste caso uma boa performance e temperatura elevadas não combinam. E não é só o calor que atrapalha as corridas de verão, a umidade também é um problema. É importante você saber quantos graus estará fazendo na hora do seu treino, mas a umidade relativa (UR) do ar que vai influenciar em como você vai se sentir. Algo em torno de 70 a 80% pode elevar bastante a sensação térmica. Os atletas de ponta têm o cuidado de observar a temperatura e a umidade do local no dia da prova. De uma maneira geral, algo em torno dos 14 graus com uma umidade na casa dos 50% se torna um palco interessante para esses atletas quebrarem recordes. Da mesma forma que uma temperatura na casa dos 30 graus com UR de 70% pode fazer com que esses mesmos atletas tenham uma queda de desempenho de 10, a 20%. Quando você corre, a temperatura do seu corpo sobe naturalmente, seu organismo produz gotas de suor para levar o calor gerado pela atividade para a superfície da pele, e lá elas evaporam (e elas precisam evaporar para que esse processo seja completado). Mas com uma UR elevada, esse processo de evaporação é prejudicado, por isso você tem aquela sensação de que está encharcado de suor. Logo, mais calor permanece em você, diminuindo o seu rendimento. Outro ponto muito interessante é que quanto maior for a massa corporal do corredor, maior é a carga carregada e mais calor o seu corpo gera, facilitando o superaquecimento. E com o passar dos anos, seu corpo tende a se tornar menos adaptável ao calor, reduzindo a capacidade de se resfriar com eficiência.

Sugestões de como continuar treinando minimizando os efeitos do calor e da umidade:

– Treine na esteira, cuidado com a camisa molhada depois do treino. Seque-se e troque por uma seca.

– Outra opção é uma corrida na trilha ou perto da água (essas superfícies absorvem menos o calor e lagos e rios oferecem entornos mais frescos).

– Reduza a intensidade do seu treino fazendo mais caminhadas.

– Aposte em roupas que favoreçam a transpiração, opte por cores claras (pois absorvem menor quantidade de raios solares).

– Use viseira, seu corpo libera calor pela cabeça e um boné (que cobre o couro cabeludo) pode atrapalhar esse processo.

– Caso se encontre numa situação com pouca água e você tenha que escolher entre beber e jogar na cabeça, opte pela primeira opção, aposte na hidratação.

– Por último fique atento aos primeiros sinais de exaustão: fadiga, náusea, tontura, dor de cabeça e confusão mental. Pare o exercício se sentir algum deles, mesmo se ainda não tiver acabado o seu treino ou a sua prova.

9f4aec3f-4ea3-42db-b135-a4702ccc9c22Professor Leonardo Santos

Licenciado e Bacharel em Educação Física UNIPAC

Especialista Em Atividade Física em Saúde e Reabilitação cardíaca UFJF.

Coordenador da Academia Master Fitness – Barbacena MG

CREF 019722/G-MG