Tag Archives: teatro

Cultura

Companhia de Teatro “Os Geraldos” leva seu novo espetáculo, “cordel do amor sem fim – ou a flor do chico”, a cidade de Ouro Preto

Com direção de Gabriel Villela e texto de Claudia Barral, a montagem fala de espera, tempo e amor, e fará única apresentação no Centro de Arte e Convenções da UFOP, no dia 23 de julho, com entrada gratuita

O grupo de teatro “Os Geraldos” apresenta em Ouro Preto o seu novo espetáculo, “Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico”. Com dramaturgia de Claudia Barral e direção de Gabriel Villela, a peça conta a história de três irmãs que vivem em Carinhanha, uma cidade do sertão baiano, às margens do Rio São Francisco. A mais nova das moças, às vésperas de seu noivado, apaixona-se por um viajante no porto, um acaso que muda o rumo de todas as personagens dessa história sobre a espera, o tempo e o amor. Com músicas tocadas e cantadas ao vivo, a obra traz canções da Música Popular Brasileira. 

“Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico” fará única sessão no Centro de Arte e Convenções da UFOP, no dia 23 de julho (sábado), às 20h. A entrada é gratuita com a retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo na bilheteria do teatro (sujeito a lotação do espaço).  A apresentação faz parte do projeto “A Flor do Chico – Circulação Teatral”, patrocinado pela empresa Porto, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, que contempla 10 municípios mineiros. O espetáculo já passou pela 10ª Mostra de Artes Cênicas de Tiradentes e pelo Festival de Teatro de Passos. Em Ouro Preto, conta com apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

O espetáculo começou a ser montado em novembro de 2019 e em março de 2020 estava pronto, mas não pode estrear em virtude da pandemia. Acontecimento que, para Gabriel Villela, teve uma forte ligação com o texto de Cláudia Barral, que fala de espera, o tempo e o amor. “Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico” é um espetáculo criado num momento de muita dor na humanidade. Esperou guardado dentro de malas para estrear quase dois anos depois. Nosso Cordel, que é uma fábula sobre espera e amor, teve que esperar e nos ensinar a nos recolher, a silenciar palcos, ritos e liturgias sociais, em prol de nos proteger coletivamente. Recolhidos em casa, com cenário e figurinos também confinados, tivemos que aprender a inventar modos de nutrir esperança, a não esquecer nunca que somos perecíveis e a perceber, mais do que nunca, que a arte presencial, carnal, de encontro, é uma realidade ilimitada que pode nos salvar. Contra nossa vontade, aprendemos quanto movimento há em esperar, o quão laborioso é enfrentar nossos fantasmas, gozar o tempo. É angustiante, mas saímos existencialmente transformados”, diz o diretor.  

A espera transformada em ação já foi tema dos dramaturgos Samuel Beckett e de Anton Tchekhov, caminho que Cláudia Barral desbrava com desenvoltura própria. “A Cláudia está entre nossos grandes dramaturgos.  Uma joia em meio ao lamaçal. Ela cria para si uma estradinha de barro, bem ribeirinha, um barranco brasileiro no Rio São Francisco.  Assim, com um lirismo sensível, ela nos presenteia com um cordel pungente, um afago em tempos tão brutais.  Na fábula, a eterna espera por um amor prometido, uma promessa tão fugaz que se torna motivo de chacota, deboche e reprovação. Munidos desse texto, o trabalho com Os Geraldos decerto seria singular (jovens e aprendizes ávidos por poesia e esperança). Acreditando na volta do amor prometido, retornamos renitentes: é o amor”, define Gabriel Villela. 

Nesse encontro entre o universo do texto e o diretor, Gabriel Villela guarneceu o elenco de referências teatrais, plásticas, musicais, literárias, míticas e arquetípicas: a espera das três irmãs, galinhas chocadeiras de seus destinos tais quais “As Três Irmãs”, de Anton Tchekhov, obstinadas como Penélope, da mitologia grega, resistentes como Yerma e Bernarda Alba, de Garcia Lorca, capazes ainda de pulsar a elegância e a fertilidade das mulheres de Toulouse-Lautrec e a beleza naïf das noivas do Vale do Jequitinhonha. “Gabriel Villela nos guiou, para usar uma expressão cunhada por ele mesmo, à camada pré-sal da dramaturgia, investigando significados e simbologias que conduzissem as operações épicas e poéticas da interpretação e do invento de figurinos, adereços, cenário e trilha sonora. Ele é um mago da beleza e, para nós, enquanto grupo, é a concretização de um sonho trabalhar com ele, assim como é uma oportunidade ímpar assisti-lo erguer um espetáculo de forma tão exuberante”, define a atriz Paula Guerreiro, que integra o elenco. 

“Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico” reúne artistas que têm em comum o trabalho com o teatro popular: o diretor mineiro Gabriel Villela, com seu universo barroco, musical, colorido e popular; a dramaturga Claudia Barral, nascida em Salvador e inspirada pelas narrativas, poesias e culturas locais do sertão baiano; e o grupo paulista “Os Geraldos”, cuja trajetória, de 14 anos, está pautada na cultura popular. A atriz Paula Guerreiro conta que são mais de trinta pessoas diretamente envolvidas na realização do espetáculo. “É um projeto importante, por democratizar o acesso a uma obra da dramaturga Claudia Barral, em parceria com Os Geraldos e Villela, em cidades para além do circuito tradicional, eixo Rio-São Paulo, e por propiciar uma celebração do teatro popular brasileiro, nesse encontro com a linguagem mineira, barroca e circense de Gabriel, lembrando que o Velho Chico, ao qual a peça faz homenagem, passa no quintal do diretor”, declara.

A equipe formada por Villela para “Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico conta com a cantora e preparadora vocal belo-horizontina Babaya Morais (BH/MG), a cantora lírica e professora de canto italiana Francesca Della Monica, e o músico e paulista Everton Gennari, trabalhando na espacialização e antropologia da voz; o assistente de figurinos e adereços José Rosa, de Caculé (BA), e os assistentes de direção Zé Gui Bueno e Ivan Andrade, de São Paulo. 

OS GERALDOS

O grupo nasceu há 14 anos em Campinas (SP) e desenvolve três frentes de pesquisa e atuação na área artística: 1) CRIAÇÃO, com a montagem e circulação de espetáculos; 2) FORMAÇÃO, com o oferecimento de cursos, oficinas e projetos de iniciação profissional; e 3) TERRITÓRIOS CULTURAIS, com a gestão de espaços que, para além das atividades de criação e produção do grupo, tornam-se espaços de promoção de cultura, formação de público e articulação com artistas e sociedade. Por essa ampla atuação – aliada à constituição de espaços dedicados à arte e à cultura, para além de uma sede -, o grupo foi indicado, em 2017, ao Prêmio Governador do Estado de Territórios Culturais. Atualmente, o grupo conta com 8 espetáculos em repertório, apresentados em mais de 80 cidades, de nove estados brasileiros, além de festivais nacionais e internacionais em países como Marrocos, Argentina e Peru. 

Os Geraldos, como nome indica, pesquisam linguagens que possam aproximar suas realizações desse objetivo: comunicar-se com um público Geral, ou com qualquer “Geraldo”, o que não significa uma simples generalização e pasteurização do público, mas um intento de se conectar com a raiz do teatro popular, um resgate à formação de público. A consideração do público como elemento central na construção de uma linguagem está também na base do primordial teatro grego, mas também das formas variadas da commedia dell’arte e do teatro épico de Bertold Brecht. A difusão, o apresentar o teatro, é para o grupo ao mesmo tempo um objetivo e um ponto de retorno para definição de suas linguagens.

Fonte: https://www.foconanoticia.com.br/

Cultura

Luciana Brandão volta ao palco com “Leve Cicatriz”, peça solo que exclama o apagamento da mulher

Remodelado para a reestreia, monólogo que revisita Shakespeare e questiona a invisibilidade da mulher terá duas sessões no Teatro Raul Belém Machado, nos dias 16 e 17 de julho; espetáculo também será desmembrado em filme, livro e podcast, que saem ainda em 2022

Leve Cicatriz – Foto Igor Cerqueira

Entre a mancha de sangue e a morte consumada, há uma história em aberto. Na famosa peça “Macbeth”, de Shakespeare, datada dos primeiros anos do século XVII, após inflamar o assassinato do rei da Escócia para se tornar rainha, a personagem principal se corrói de arrependimentos confusos e, de repente, some do enredo, reaparecendo no final da obra, em uma cena que induz o público a inferir um suicídio. Passados cerca de 400 anos do clássico shakespeariano, a atriz mineira Luciana Brandão questionou a realidade oculta da personagem Lady Macbeth, para além de uma morte motivada aparentemente pelo sentimento unilateral de culpa. Atrás de respostas e de outras chaves de leitura sobre as complexidades das violências contra a mulher, nasceu a peça “Leve Cicatriz”, um monólogo de Luciana Brandão que volta aos palcos de Belo Horizonte nos dias 16 e 17 de julho, no Teatro Raul Belém Machado, a partir de uma interpretação da atriz, que expande o debate sobre silenciamento e anulação das mulheres, sem simplificar de forma leviana o drama.

Concebido em 2015, desde então “Leve Cicatriz” foi apresentado em São Paulo, Recife, México e Argentina, e agora retorna aos palcos da capital mineira a partir de um projeto maior. Após a reestreia da peça, Luciana Brandão lança, até o fim do ano, um livro, um curta-metragem e um podcast inspirados na obra, como um desdobramento das camadas que seu monólogo pretende desnudar. “Pensei que seria oportuno desenvolver uma versão audiovisual do espetáculo quando a noção de teatro e cinema se rompeu, ampliando suas possibilidades. Já a ideia do livro surgiu como registro histórico de um espetáculo que, 392 anos depois, questiona uma personagem de Shakespeare”, diz Luciana.

Leve Cicatriz – Foto Pedro Escobar

Longe de uma história simplista ou dicotômica, na qual a mulher é apedrejada biblicamente em praça pública ou arbitrariamente apagada do papel de vítima, “Leve Cicatriz” inverte essa autoritária ordem vigente, ao traçar o foco da narrativa por meio de densos e dúbios caminhos de violência aos quais a mulher, do seu corpo às suas ideias, está submetida ainda hoje. O mérito da peça está justamente no enfrentamento de Luciana Brandão ao reducionismo rudimentar da questão, abrindo portas para a complexidade das raízes da violência, ressaltando seus paradigmas e contextos sob uma pluralidade de prismas, tais como os abusos psicológicos e afetivos cometidos contra as mulheres, as contradições inerentes ao questionável sentimento de culpa e a latente subjugação feminina sob a égide patriarcal.

No mesmo estalo de choque do assassinato cometido por uma rainha, estão em jogo as cicatrizes acumuladas nas dores do tempo de mulher, as fantasias idílicas, o morrer mudo e a mordaça involuntária que cobre Lady Macbeth dentro de seu quarto, antes do fim, em sua história não contata. Um retrato vivo das agruras de mulheres julgadas e condenadas, mas concomitantemente reprimidas e invisibilizadas, de tal modo que a morte e o autoextermínio aparecem como errantes soluções para as injustiças — ou o que poderíamos chamar de absurdos prováveis. “O que poderia ter acontecido dentro do quarto de uma mulher que no contexto de Macbeth cometeu suicídio? Para responder isso, fui no meu repertório, me motivei por contextos próximos a mim ou que eu tinha muita empatia em pensar sobre, e tentei me colocar naquele lugar para buscar entender o que aconteceu”, explica Luciana.

Nesse sentido, “Leve Cicatriz” não será reapresentada nos palcos, apenas, seguindo disciplinarmente o texto original. A ideia é que o monólogo seja recomposto, levando em consideração o amadurecimento de debates feministas ao longo dos últimos anos e tendo como fio condutor a vivacidade de mulheres que não admitem morrer aflitas, caladas, como artifício de tamponamento para problemas sociais que permanecem de pé. “Respostas óbvias ficaram anos ocultas, ainda que o tempo todo estivessem ali na cena ou no texto. Com o tempo e o amadurecimento, vamos colocando essas respostas mais próximas do nosso ideal, à medida do que é possível. Além disso, pela maternidade e por causa da pandemia, estou há mais de três anos sem apresentar o solo. Nem eu e nem a atriz que habita em mim são as mesmas. É sempre desafiador e lindo esse processo. Então, podemos afirmar que não será a mesma peça”, explica Luciana Brandão.

Com direção e dramaturgia de Léo Kildare Louback, o monólogo de 50 minutos é abastecido por uma estética moderna, à base de luzes de led projetadas em um jogo envolvente, responsável de criar detalhes escultóricos para a apresentação, que dialogam diretamente com a interpretação de Luciana Brandão. A trilha sonora, em consonância com o dramático argumento do texto, é de autoria do compositor Thiago Diniz. No palco, Luciana Brandão está cercada por materiais de vidro e referências à água, ressaltando a limpidez no discurso de uma mulher que precisa disputar o direito de falar – até mesmo para morrer.

Sobre Luciana Brandão

Natural de Belo Horizonte, Luciana Brandão é atriz, diretora, artista plástica, autora, produtora e preparadora de atores. Cursou Teatro Profissionalizante no CEFART e fez graduação em Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG). É mestre em Artes da Cena pela UFMG com a pesquisa Os métodos Viewpoints e Suzuki em interface à Composição Visual. Do seu mestrado, desenvolveu o Projeto TAC — Treinamento para Artistas Cênicos: um laboratório de pesquisa dedicado ao treinamento de ator em diálogo às Artes Plásticas, criado em 2018.

Durante os anos de 2014, 2015, 2017 e 2019 treinou os métodos Viewpoints e Suzuki com a SITI Company, da diretora Anne Bogart, nos EUA, e com a SCOT Company, do diretor Tadashi Suzuki, no Japão. Foi residente do programa de Residência Artística do CEFART e residente no projeto Exposição Arte na Maternidade, organizado pelo MAM e exposto a convite do Memorial da Vale no Circuito Cultural Praça da Liberdade. Com a artista Bruna Toledo fundou o Movimento Arte na Maternidade — MAM, como forma de viabilizar e reinserir artistas que são mães de crianças na primeira infância. Hoje também integram o MAM Iaci Carneiro e Isadora Mayrink.

Os trabalhos mais recentes de Luciana Brandão são como idealizadora, produtora e performer na I Mostra de Arte na Maternidade, pelo coletivo MAM – Movimento Arte na Maternidade, realizada de maneira digital, através do edital emergencial nº 16 da Lei Aldir Blanc (2020); preparação corporal na montagem “Woyzeck 3G”, dirigido por Thálita Motta como espetáculo de formatura no CEFART; diretora do recital dramático “Beethoven— Fantasia do Imortal (2019)”; autora e atriz na cena curta “Post it” (2017, Thálita Motta), autora e atriz no curta-metragem “Sigo Viva” (2017, Leticia Ferreira) e autora e atriz no espetáculo solo “Leve Cicatriz” (2015, Léo Kildare Louback). Seu solo foi apresentado em São Paulo, Recife, México e Argentina.

SERVIÇO: Reestreia da peça solo “Leve Cicatriz”, de Luciana Brandão

Onde. Teatro Raul Belém Machado (Rua Jauá, nº 80, Alípio de Melo, BH/MG)
Quando. 16/07 (sábado) e 17/07 (domingo) | Sessões às 20h e 19h (domingo)
Quanto. R$20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) e preço promocional R$15,00
Venda online: https://www.diskingressos.com.br/event/3246

Informações para a Imprensa

Cultura

Multi-artista mineira Letícia Coelho lança o filme “Brota”, concebido a partir de seu primeiro disco

Curta narra impressões de uma viajante-cósmica ao chegar no Brasil, em 2022  estreia em BH acontece no dia 28/6, no Teatro de Bolso do Sesiminas

Frame Brota – Crédito Bruna Brunu

“Sempre enxerguei o mundo ouvindo sua trilha sonora. As composições surgem para mim como imagens e texturas, mas também como narrativas. Gosto de contar histórias com elas”. É com essa cosmovisão capaz de aglutinar o conceito de imagem e som; música e cinema, que a multiartista mineira Letícia Coelho apresenta o filme “Brota”, cuja estreia em Belo Horizonte acontece no dia 28/6, terça-feira, no Teatro de Bolso do Centro Cultural Sesiminas. O evento contará com duas exibições do filme, às 20h e às 21h, além de um bate-papo posterior com Letícia e com a diretora Bruna Brunu sobre produção audiovisual e mulheres nas artes. Os ingressos custam R$30 (inteira), R$15 (meia-entrada) e R$10 (entrada social), e podem ser comprados antecipadamente pela Sympla, neste link..

Criado sob o guarda-chuva conceitual do primeiro álbum autoral de Letícia Coelho (também intitulado “Brota”, de 2018), o curta-metragem narra a travessia de uma mulher viajante que passeia por diferentes mundos, temporalidades e dimensões, até chegar no Brasil de 2022 – “pousando” em Brumadinho, no interior de Minas, município atingido por um dos crimes socioambientais da mineração mais marcantes da história do país. Após a estreia em BH, o filme irá ao ar no canal da artista no YouTube, no dia 29/6, quarta-feira.

“Brota” foi concebido para ser ouvido, visto, lido, cantado e principalmente (re) contado em amplas linguagens. No filme, Letícia Coelho performa a tal viajante-cósmica que se redescobre a cada frame ou partícula de segundo na tela. A obra é pautada por um incessante caráter revolucionário, notabilizado por referências que vão desde os mitos heróicos das Moiras, na Grécia Antiga; passando pela sabedoria popular da terra, com seus causos, festas e brinquedos; e, ainda, pelos sons dos tambores, guitarras e samplers eletrônicos do asfalto, dispostos em um mesmo universo. 

Frame Brota – Crédito Bruna Brunu

“O curta traz alguns elementos do disco que foram trabalhados ao longo de quatro anos com a Alice Assal (diretora de arte e figurinista) e a Bruna Brunu (diretora do filme e de fotografia). Em especial, contamos a jornada de uma heroína por mundos novos, pelo nascer e morrer constantes. É um reinventar-se na travessia e no jogo”, adianta Letícia, lembrando que a artista Clara Marinho Pirani faz uma participação especial no filme.

Em 12 minutos, o que se vê na tela são as oscilações de uma heroína nascida no mato e que apreende o sentido da vida com a cultura oral, a herança diaspórica afro-ameríndia e as brincadeiras populares do Brasil, como a congada, o maracatu, o cavalo-marinho e as folias. Vestida por essa vivência, nossa viajante usa a sabedoria festiva da infância para lidar com a afetação da violência, a formalidade e a patologia desordenada da cidade grande, em contraste com a harmonia hábil da natureza. Em uma geografia cosmopolita das impermanências, para além das chegadas e partidas como marcos fundantes da vida, “Brota” enfoca a instabilidade didática da travessia. 

Nesse caminhar, a viajante é enlamaçada por rejeitos de minério, em uma simbologia imagética sobre a invisibilidade e o silenciamento que, principalmente a população pobre do interior, ainda vive após dois dos maiores crimes socioambientais do Brasil: cometidos nas cidades mineiras de Mariana (2015) e Brumadinho (2019). De forma permanentemente dolorosa, sangram as veias abertas de Minas Gerais, estado de origem de Letícia Coelho. “Nossa personagem traz a lama no corpo e dança em um espaço de resistência no centro da capital mineira, trazendo essa memória presente e não esquecida, ainda em disputa. Como cidadã, não concordo com o projeto de mineração do Estado. Cresci na Zona da Mata, mas sempre estive em outros interiores do estado e vi espaços de mata virarem áreas mineradas”, explica a artista.

Ao sabor de acasos, destruição, erros, nostalgias e recomeços, “Brota” extrapola a ideia de um filme e se torna um mundo dentro de muitos mundos, em uma viagem representada pelas três Moiras da mitologia grega – Clotho, Lachesis e Átropos -, entidades que simbolizam a caminhada humana da vida à morte. Clotho é a responsável por gerar o fio inicial da vida humana e estimular sua trajetória. Este é o momento em que a personagem viajante nasce, reconhece suas ancestralidades, memórias, lugares e hábitos que compõem seu primeiro mundo. Em seguida, ao deixar seu ninho, a viajante vive os ensinamentos de Lachesis (encarregada do inusitado, das mudanças abruptas atribuídas à sorte ou aos desatinos), reavaliando deveres, dores e destinos ao bel prazer das incertezas mundanas. Por fim, Átropos alicerça a inevitabilidade do final dos ciclos, ao manter sob sua égide o poder de romper o fio da vida com sua tesoura encantada.

Dirigido por Letícia Coelho em parceria com Bruna Brunu, o curta foi produzido de forma totalmente independente, trazendo o caráter revolucionário coletivo da trama também para o processo de elaboração da obra. “No filme, temos uma equipe de criação e produção formada por mulheres, pessoas não binárias, a partir de uma produção independente sem financiamento ou patrocínio em meio a uma pandemia. Olhando para essa caminhada, vejo que construímos já um mundo novo, coletivo e feminista”, diz Letícia. 

“Brota” carrega ainda a assinatura das profissionais do audiovisual Renata Lima (assistência de figurino e assistência de câmera), Nina Bittencourt (assistência de produção e produção de set), Luiza Palhares (produção de objetos e assistência de produção), além de Gabriela Dominguez (maquiadora), Ana Rosa Oliveira (assistência de maquiagem), Maria Elisa Pompeu (motorista) e Talesson Celestino (segurança). A produção geral e a coordenação do curta-metragem foram realizadas pela produtora cultural Luanda Wilk.

Sobre o disco “Brota”

Lançado em 2018, “Brota” é o primeiro álbum autoral de Letícia Coelho e principal desdobramento para o filme homônimo. As 15 músicas refletem a chamada música de rua – rural e urbana –, em diálogo com o rock e a música experimental eletrônica. Entre guitarras, tambores, melodias pops e espacialidades eletrônicas, o disco apresenta uma poesia alimentada por jogos de palavras que ora atuam como música, ora como poemas, ora como narrações avulsas. 

Mais de 70 pessoas colaboraram com a gravação do álbum, sendo a maioria mulheres – 15 instrumentistas e 41 vozes distintas que encorpam as canções autorais de Letícia Coelho. O álbum vai ser relançado pelo selo YB Music, ganhando novos fonogramas que chegarão às plataformas digitais de streaming no dia 14 de julho. Enquanto o relançamento não chega, você pode escutar o disco neste link.

Sobre Letícia Coelho

Nascida em Amparo da Serra, na Zona da Mata mineira, Letícia Coelho é multiartista, cantora, compositora e multi-instrumentista – se formou percussionista e rabequeira através do aprendizado oral. Estudou com Mestres da cultura popular e também possui trajetória acadêmica. Realizou pesquisas sobre epistemologias do saber, rítmicas, construções sobre natureza e cultura, mitos e lendas afro-ameríndias, ensino de música na tradição popular, organização e construção de instrumentos musicais, processos de composição musical, de criação e de investigação auto-etnográficos.

Em 2018, lançou seu primeiro disco autoral, “Brota”, bem recebido pela imprensa especializada, principalmente em Florianópolis (SC), onde a artista é radicada. Recebeu, em 2020, o “Prêmio FUNARTE” pelo projeto cultural “Samba da da Lê”, junto com Casaria, que reúne compositores e mestres populares em encontros musicais em registro audiovisual. Em 2021, lançou seu segundo disco, “No Passo da Rabeca”, dedicado ao instrumento brasileiro presente em diversas manifestações da cultura popular e objeto de seu estudo nos últimos anos. 

SERVIÇO: Letícia Coelho lança o filme “Brota”

Quando. 28/6 (terça-feira) | 20h (primeira sessão) e 21h (segunda sessão) | Bate-papo com Letícia Coelho e Bruna Brunu após as exibições
Onde. Teatro de Bolso do Centro Cultural Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia)
Quanto. R$30 (inteira) | R$15 (meia-entrada) | R$10 (entrada social). A entrada será gratuita para pessoas negras, indígenas, trans e LGBTQI+, mediante nome na lista. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente pela Sympla, neste link.

Cultura

Estudantes de Piracema participam de oficina de teatro de bonecos
Teatro de Bonecos – Piracema

Alunos da Escola Estadual Hermenegildo Vilaça, em Piracema, estão participando do projeto “Oficina de Teatro de Bonecos”, que teve início em maio.

Durante as aulas os alunos têm a oportunidade de exercitar sua criatividade, expressividade e sociabilidade, por meio da construção dos bonecos, figurinos e adereços, bem como da leitura e da interpretação textual.

As atividades tiveram início em 9 de maio e vão até o mês de julho, quando os participantes apresentarão um espetáculo gratuito, aberto à comunidade, previsto para o dia 9 de julho. Toda a concepção da peça, da temática ao texto final, passando pela pesquisa e confecção dos bonecos e figurinos, será conduzida pelos alunos, orientados pela equipe de educadores.

“Plantar a semente do teatro de bonecos em Piracema sem dúvida é uma oportunidade de aprendizado tanto para os alunos e a escola, como para nós”, comenta Juliana Werneck, educadora do projeto.

O objetivo do trabalho é despertar nos adolescentes o interesse pela cultura, abrindo novas perspectivas. De acordo com o diretor da escola, Luciano Pinto, a oficina vem tendo ótima recepção entre os jovens: “A iniciativa é muito bacana e o processo é muito importante para a valorização da cultura em nossa cidade, nossa escola e nossa comunidade. Os alunos estão adorando as atividades!”.

Teatro de Bonecos – Piracema

A “Oficina de Teatro de Bonecos” é uma realização da Bushido Produções, em coprodução com a Cia. Articulação. O projeto conta com o apoio institucional da J. Mendes e o patrocínio da Ferro+, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Pronac 192685).

Fonte: Janice Miranda

Cultura

Teatro municipal de Lafaiete recebe peça que discute machismo neste fim de semana
Arte de divulgação da obra
Arte de divulgação da obra

O teatro municipal de Conselheiro Lafaiete recebe neste sábado (11/06) e domingo (12) a peça teatral “Pelos Cantos”. Em ambos os dias, a obra será apresentada às 20h.

A peça é baseada no livro “Salve o matriarcado: manual da mulher búfala” de Mãe Flávia Pinto, que busca mostrar a todas as mulheres, como reconhecer as diversas formas de machismo e opressão perpetuadas ao longo dos anos pela sociedade.

A peça “Pelos Cantos” tem censura 16 anos. A duração da obra é de 60 minutos. Ela tem direção, produção e atuação de Filipa Diáz. A cenografia é do coletivo Vírgula Teatro.

Em “Pelos Campos”, Filipa atua sozinha mas a platéia está sempre participando. É uma constante a quebra da quarta parede, onde a atriz conversa com o público e traz o espectador para a cena. 

Filipa Diáz apresentará a obra
Filipa Diáz apresentará a obra

Filipa Diáz conta que o livro que foi adaptado para a linguagem teatral não é um teatro. É um livro didático que, após muito estudo, ganhou uma nova roupagem: “Este livro já está comigo há dois anos. Através da leitura, do estudo, da conversa com a autora eu pude entender um pouco mais desta mensagem que ele traz e eu traduzo ela através da arte, da dança, da poesia, da musicalidade para a cena teatral”, destaca.

O Teatro Municipal de Conselheiro fica na rua Assis Andrade, 540, no bairro Rosário. Ingressos antecipados podem ser comprados por R$ 10,00 (dez reais) na Diáz Terapias ou na BBM Music.

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Cultura

Riobaldo, monólogo de Gilson de Barros, está em cartaz no teatro da Biblioteca Estadual

Adaptação da obra “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa para o teatro, será apresentado nos dias 3, 4 e 5 de junho; Ingressos custam R$ 40 (inteira)

31 5 2022
Renato Mangolin

O espetáculo Riobaldo, interpretado e adaptado pelo ator e pesquisador da obra de Guimarães Rosa, Gilson de Barros, com direção de Amir Haddad, faz apresentações no Teatro José Aparecido de Oliveira, da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais nos dias 3, 4 e 5 de junho. Uma adaptação do livro “Grande Sertão: Veredas”, romance considerado a obra-prima do escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908- 1967) e um dos melhores da nossa literatura, o monólogo estará em cartaz na sexta-feira (3/6), no sábado (4/6) e no domingo (5/6), às 19h30. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) e podem ser adquiridos neste link.

Com direção de Amir Haddad “Riobaldo” é um recorte sobre os amores do ex-jagunço, que dá nome à peça, com três pessoas que determinaram sua travessia: Diadorim, Nhorinhá e Otacília. Ao rememorar sua trajetória, Riobaldo reflete sobre questões que extrapolam o sertão e que estão contidas nos conflitos das travessias do homem humano.
“Riobaldo” estreou em março de 2020, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro (RJ). Uma semana depois, teve a temporada cancelada em decorrência da pandemia. Manteve sua interlocução com o público por meio de lives entre ator e diretor, e foi pioneira nas apresentações virtuais. Voltou ao cartaz em 2021, fazendo temporadas na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca e no Teatro Gláucio Gil, em Copacabana. Em 2022 inicia turnê pelo país. A primeira parada foi São Paulo, no Teatro Sérgio Cardoso. Agora, Belo Horizonte. 

Sinopse
Personagem central do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, o ex-jagunço Riobaldo relembra seus três grandes amores: Diadorim, Nhorinhá e Otacília. O incompreendido amor homossexual por Diadorim, o amigo que lhe apresentou a vida de jagunço e lhe abriu as portas do conhecimento da natureza e do humano, levando-o ao pacto fáustico; o amor carnal e sem julgamentos pela prostituta Nhorinhá; e o amor purificador por Otacília, a esposa, que o resgatou do pacto fáustico e o converteu num ‘homem de bem’.
 
Serviço:
Riobaldo
Temporada:Dias 3, 4 e 5 de junho, sexta-feira, sábado e domingo, às 19.30h.
Local:Teatro José Aparecido de Oliveira – Biblioteca Pública Estadual (Praça da Liberdade, 21 – Savassi)
Ingressos:R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
Compras pelo site www.sympla.com.br/riobaldoteatro
Duração:65 min
Classificação indicativa:16 anos
Capacidade:180 lugares

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e J. Mendes apresentam: Cine Circo Teatro Itinerante Dedé Santana

Estreia dia 27 de maio em Congonhas – MG, com entrada franca

Ícone do humor, o nosso eterno trapalhão, Dedé Santana, está realizando um sonho: o projeto Cine Circo Teatro Itinerante Dedé Santana, que chega a Congonhas, Minas Gerais, dia 27 de maio, unindo três paixões do artista: o circo, o cinema e o teatro em um único lugar.

Essa foi a maneira que Dedé encontrou de agradecer ao seu público por tanto carinho recebido ao longo de seus 85 anos de carreira. O ator, diretor, roteirista e palhaço é filho de artistas circenses e nasceu num circo, onde começou a atuar aos 3 meses de idade, no colo da mãe. Seus pais, o palhaço Picolino, Oscar Santana, e a contorcionista Ondina Santana, eram donos do circo, com o qual viajou pelo Brasil durante a infância e a adolescência.

Nomeado embaixador do circo no Brasil, o comediante idealizou ao lado do ator e produtor, Fioravante Almeida, esse projeto que contempla:

O espetáculo de variação circense, dirigido pelo próprio Dedé, que apresenta números virtuosos – tanto aéreos quanto de solo e atrações cômicas de palhaços, trazendo ludicidade e alegria ao picadeiro;

A peça de teatro ‘Palhaços’, de Timochenko Wehbi, dirigida por Alexandre Borges e protagonizada por Dedé Santana e Fioravante Almeida. A tragicomédia narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. O encontro entre Careta (Dedé) e Benvindo (Fioravante), um vendedor de sapatos, faz com que ambos questionem a vida. Alexandre Borges conta: “É um prazer enorme estar trabalhando com ele. O desempenho do Dedé como ator dramático é fantástico. Ele é um exemplo de profissionalismo e de amor à arte.”

A exibição dos filmes dos Trapalhões, ‘Os Trapalhões e o Mágico de Oroz’, ‘Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood’, ‘A princesa Xuxa e os Trapalhões’ e ‘Atrapalhando a Suate’, rememorando os anos dourados do cinema e a carreira do ator. A curadoria é assinada pelo diretor e roteirista, Victor Lustosa, que teve a difícil missão de selecioná-los entre os mais de 60 longas que a Renato Aragão Produções produziu. “Os projetos com a assinatura de ‘Os Trapalhões’ se mantiveram entre as mais bem-sucedidas experiências do cinema brasileiro”, conclui Victor.

Ficha Técnica:

  • Roteiro e Direção Geral: Dedé Santana
  • Cine Curador: Victor Lustosa
  • Circo Elenco:
  • Ana Carolina Nunes Gonçalves: apresentadora
  • Lindomar Simões: mágico e palhaço Fofoca
  • Ladimir Simões: equilibrista e palhaço Paçoquinha
  • Lalado Simões: malabarista e palhaço Docinho
  • Marcio Simões: palhaço Fofura
  • Sigrid Simões: bambolê e partner
  • Reginaldo Simões: Rola-Rola e Malabares
  • Iluminação e operação: Alexander Kairo Padilha
  • Coordenação de Montagem/ Capatazia: Douglas Buzatto Nogueira e Marcelo Alejandro Barreto
  • Direção técnica/ gerente: Marcelo Alejandro Barreto
  • Equipe de apoio:
  • Lourival Furtado de Souza
  • Gustavo Neves de Pádua
  • Luis Guilherme Fonseca Simões
  • Wanderson Maciel Gomes
  • Jonathan Souza dos Santos
  • Edilson Pereira da Silva Junior
  • Contrarregra: Wallace Luiz Lopes da Silva
  • Coordenador de elétrica: Madison José Felix Silva
  • Coordenação Geral: FLO Arts
  • Coordenador: Fioravante Almeida
  • Direção de Produção: Camila Bevilacqua
  • Produção Executiva: Giovanna De Donato
  • Produção: Marilus Batista de Jesus
  • Identidade Visual e Projeto Gráfico: Renato Alves
  • Conselheiro Artístico: Alexandre Borges
  • Relações Públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
  • Assessoria de Imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
  • Assessoria Jurídica: Arthur Delgado
  • Mídias Sociais: Gabriel Bueno
  • Gestão administrativa: Priscila Pamela e Silva
  • Apresentado por: J. Mendes
  • Idealização e realização: FLO Arts

Teatro

  • ‘Palhaços’
  • Texto: Timochenco Wehbi
  • Direção: Alexandre Borges
  • Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida
  • Cenografia: Marco Lima
  • Execução cenografia, adereços e pintura de arte: FCR Produções Artísticas
  • Coordenação cenotécnica: Luis Rossi
  • Adereços: Luis Rossi, Mario Campioli e Renato Lippi
  • Figurino: Fábio Namatame
  • Iluminação: Domingos Quintiliano
  • Trilha Sonora Original: Otto e Dipa
  • Preparação Vocal e Corporal: Madalena Bernardes
  • Coaching: Selma Kiss e Yasmim Sant’Anna
  • Fotos: Tatiana Coelho
  • Vídeo: Milena Correia – Rústica Produções
  • Operador de som: Giovanna De Donato
  • Operador de Luz: Alexander Kairo Padilha
  • Coordenação Geral: F L O Arts
  • Direção de Produção: Camila Bevilacqua
  • Produção Executiva: Giovanna De Donato

Serviço:

  • Cine Circo Teatro Itinerante Dedé Santana
  • Local: Praça de Eventos
  • Endereço: Entre as Av. Contorno Norte e Av. Michel Pereira de Souza, Campinho, Congonhas, MG
  • Datas: de 27 de maio a 5 de junho de 2022
  • Entrada gratuita
  • Ingressos serão disponibilizados no local 1h antes de cada apresentação
  • É necessária a apresentação do comprovante de vacinação para a Covid-19
  • O evento seguirá todos os protocolos e medidas de segurança orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Necessário apresentação do comprovante de vacinação para a covid-19
  • Acessibilidade para portadores de deficiência
  • Nas apresentações do espetáculo ‘Palhaços’ haverá traduções simultâneas (fones de ouvido e intérprete de libras) para deficientes visuais e auditivos.
  • Capacidade de 480 lugares
  • Estacionamento para o público

Cronograma das apresentações:

  • 27 de maio, sexta-feira

Estreia

•20h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

  • 28 de maio, sábado

•15h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Teatro (espetáculo adulto): ‘Palhaços’

Texto: Timochenco Wehbi

Direção: Alexandre Borges

Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida

Classificação: 10 anos

  • 29 de Maio (05)-domingo

•15h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Teatro (espetáculo adulto): ‘Palhaços’

Texto: Timochenco Wehbi

Direção: Alexandre Borges

Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida

Classificação: 10 anos

  • 30 de maio, segunda-feira

•10h às 17h – Workshop (Bate papo – escolas)

•18h – Sessão Cinema: ‘Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood’ – Classificação Livre

•20h – Sessão Cinema: ‘Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood’ – Classificação Livre

  • 31 de maio, terça-feira

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Cinema: ‘A princesa Xuxa e os Trapalhões’ – Classificação Livre

  • 01 de junho, quarta-feira

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Cinema: ‘O Mágico de Oroz’ – Classificação Livre

  • 02 de junho, quinta-feira

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Cinema: ‘Atrapalhando a Suate’ – Classificação Livre

  • 03 de junho, sexta-feira

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

  • 04 de junho, sábado

•15h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•18h – Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•20h – Sessão Cinema: ‘Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood’ – Classificação Livre

  • 05 de junho, domingo

•15h- Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

•18h- Sessão Circo: Variedades Circenses – Classificação Livre

Fonte: https://www.foconanoticia.com.br/

Cultura

Secult promove primeira edição da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas
19 5 2022 mininoite

Em 9 de junho (quinta-feira), acontecerá a primeira edição da “Noite Mineira de Museus e Bibliotecas”, evento promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult/MG), por meio da Superintendência de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais (SBMAE), com apoio da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e da Diretoria de Museus (DIMUS).

A ação é um convite para que bibliotecas públicas e comunitárias e museus públicos e privados do Estado de Minas Gerais ampliem o horário de funcionamento uma vez ao mês, oferecendo ao público no período noturno a oportunidade de participar de exposições, saraus literários, clubes de leitura, encontros com escritores/as, oficinas de arte, exibições de vídeos, instalações culturais, shows, apresentações de dança, espetáculos teatrais, realização de empréstimo de livros, dentre outras atrações.

As instituições culturais interessadas em participar da “Noite Mineira de Museus e Bibliotecas” devem inscrever as atividades a serem realizadas em formulário próprio disponibilizado pela Superintendência de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais, entre os dias 16 e 22 de maio. A Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas e a Diretoria de Museus produzirão o Guia da Programação, que será divulgado no site da Secult/MG. 

O formulário pode ser acessado AQUI.

A realização das atividades ficará sob a responsabilidade das próprias bibliotecas e museus que as inscrever, bem como a viabilização para seu desenvolvimento. Espera-se que as ações promovidas sejam abertas a um público amplo e diverso e que possam ser usufruídas por todos, a depender da classificação indicativa da atração que deverá ser definida e explicitada pela instituição que a promoverá.

A data de realização da primeira edição da “Noite Mineira de Museus e Bibliotecas” será 09 de junho de 2022. As demais edições acontecerão sempre na segunda quinta-feira de cada mês e reunirão uma série de atrações culturais diversificadas para bibliotecas públicas e comunitárias, bem como para museus públicos e privados de todo o Estado.

Cronograma
Período de divulgação/ Inscrição ……………………………………………………. 16 a 22 de maio
Data de Divulgação do kit com os templates do evento …………………………… 23 de maio
Período para consolidação do Guia de Programação ………………………… 23 a 27 de maio
Divulgação do Guia de Programação ……………………………………………………… 30 de maio
Realização da Noite Mineira de Museus e Bibliotecas ………………………………. 9 de junho

Serviço
NOITE MINEIRA DE MUSEUS E BIBLIOTECAS
Inscrições AQUI

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

‘Caravana da Alegria’: projeto da Cia Teatro El Individuo leva arte circense a cidades da Grande BH

Circulação chega a Nova Lima no dia 20 de maio, sexta-feira, e segue para Rio Acima, Nova Lima e Brumadinho, até o fim de junho

Caravana da Alegria – Marcelo Castillo – Foto Perla Gomes

Projeto de itinerância artística que busca circular com atividades circenses por Minas Gerais, a “Caravana da Alegria” realiza sua quarta edição neste ano. Gratuita, a programação inclui espetáculos e intervenções de rua, ações em semáforos, além de oficinas de arte circense, que acontecem, desta vez, em cidades da Grande Belo Horizonte. Iniciativa da Cia Teatro El Individuo, a circulação começa por Nova Lima, onde fica de 20 a 29 de maio, e depois segue para as cidades de Rio Acima (30 de maio a 7 de junho), Brumadinho (8 a 19 de junho) e Sarzedo (20 a 30 de junho). Realizada com recursos da Lei Rouanet, a “Caravana da Alegria” tem patrocínio da Vale. 

Iniciativa do artista circense Marcelo Castillo, a “Caravana da Alegria” apresentará, ao todo, mais de 60 apresentações, intervenções e performances. A programação inclui dois solos de palhaço, os espetáculos “Grandes Roubadas” e “O Show do Trapilho”, além de 30 saídas com a performance cênica itinerante “Palhaço Cidadão” e cinco apresentações da 2ª Edição do Festival Circo do Minuto. “Nesta quarta edição, uma das maiores será o tempo de permanência em cada cidade, o que vai trazer maior convívio com o público, os alunos da oficina e os artistas locais. As cidades foram selecionadas por afinidade, seja por termos apresentado em algumas delas no passado ou pela curiosidade de conhecer lugares e escrever novos capítulos”, afirma Castillo, argentino radicado em Belo Horizonte há 18 anos.

O artista afirma que os espetáculos são como shows de variedades, que vão ocupar as ruas e os semáforos das cidades. “São espetáculos solo, com apenas um palhaço em cena: meu palhaço, o Mercúrio, em “Grandes Roubadas”, que faz parte do repertório da Cia Teatro El Individuo; e o palhaço Trapilho, em “O Show do Trapilho”, espetáculo convidado do parceiro Thiago Nicácio, que já realizou algumas montagens conosco”, afirma. “Na performance ‘Palhaço Cidadão’ propomos gerar uma relação direta entre o palhaço e o cidadão que valorize o brincar e desenvolva relações socioculturais. Os palhaços vão acessar o cotidiano das pessoas, circulando por ruas, becos, calçadas e realizando visitas domiciliares. Já o Festival Circo do Minuto chega para ressignificar o espaço público no qual artistas locais e nômades atuam há tempos, mas que ainda são marginalizados, inclusive pela classe”, completa. 

A programação se completa com a oficina de iniciação ao circo, que surge com o objetivo de fomentar o aprendizado e formar novos artistas. ‘As oficinas vêm para realizar uma semeadura da memória circense, como forma de resgate da tradição. Elas serão ministradas nas escolas públicos e a intenção é atingir 1.000 alunos nestes três meses de trabalho. Nelas, trabalharemos malabares e equilíbrio”, adianta Castillo. “A principal missão é levar alegria para as cidades selecionadas por meio de ações que envolvam a comunidade. Para a Cia, a ‘Caravana da Alegria’ é um projeto de vital importância, uma vez que fomos modelados na itinerância, nos encontros e nas trocas de experiências”, finaliza.

Sobre a Cia Teatro El Individuo

Caravana da Alegria – Foto Perla Gomes

Natural de Córdoba (ARG), Marcelo Castillo passou a integrar a Cia Teatro El Individuo em 2004, junto aos artistas Diego Gamarra e Lis Nobre. No mesmo ano, a convite da dupla, veio morar em Belo Horizonte, onde juntos criaram vários espetáculos. Com a partida de Lis para a Europa, o grupo recrutou o artista Lucas Aguiar, que já trabalhava na técnica dos espetáculos, para manter a formação de trio. Tempos depois, Lucas saiu do grupo, que seguiu com Marcelo e Diego, remontando os espetáculos para formato de duo. Em 2018, Diego deixou a Cia Teatro El Individuo para dedicar-se a projetos pessoais. Castillo então chamou novos parceiros para dar energia artística à remontagem dos espetáculos e à criação de um novo repertório.

Atualmente, além de Castillo, a Cia Teatro El Individuo é integrada por Thiago Nicácio, Carlos da Silva e Luan Pereira. A trupe desenvolve pesquisas de atuação baseada nas manifestações cênicas oriundas da linguagem do circo e do palhaço, tendo como objetos de estudo e criação a arte do circo através da ocupação de espaços públicos para a realização de espetáculos e oficinas a céu aberto. As montagens que integram o repertório da Cia misturam diferentes técnicas circenses que dão suporte a uma dramaturgia composta por muitas ações físicas. Assim, tem mostrado ser possível acumular o conhecimento de técnicas de expressão corporal, vocal e de representação teatral, a fim de buscar o aperfeiçoamento permanente da Cia.


4ª Edição da “Caravana da Alegria” – Cia Teatro El Individuo
De maio a junho – Nova Lima, Rio Acima, Brumadinho e Sarzedo
Atividades gratuitas
Estreia.
 De 20 a 29 de maio, em Nova Lima
Programação. Rio Acima (30/5 a 7/6), Brumadinho (8 a 19/6) e Sarzedo (20 a 30/6)
Nas redes. Facebook | Instagram

Cultura

2º Festival de Popularização do Teatro acontece em Ouro Preto

Entre os dias 27 e 29 de maio, o Ministério do Turismo promoverá a segunda edição do Festival de Popularização do Teatro de Ouro Preto

festivaldeteatroop

Entre os dias 27 e 29 de maio, o Ministério do Turismo promoverá a segunda edição do Festival de Popularização do Teatro de Ouro Preto, com apresentações teatrais, musicais e muita comédia, na Casa da Ópera. O evento acontecerá gratuitamente e os ingressos estarão disponíveis 1h30 antes de cada apresentação.

O 2º Festival de Popularização do Teatro de Ouro Preto oferece aos espectadores 7 comédias, escolhidas entre 381 espetáculos inscritos de diversas regiões do país. 

A organização do Festival convida o público das regiões periféricas da cidade histórica a contemplarem as apresentações de forma totalmente gratuita – principalmente aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ir ao teatro antes. Leve sua família e amigos para se divertirem com os espetáculos! 

PROGRAMAÇÃO

Sexta, 27 de maio 

18h30 – Cortejo Barroco Jazz

19h00 – “Maio, antes que você me esqueça”, de Ilvio Amaral e Maurício Canguçu

21h00 – “Como desencalhar despois dos 30”, de Breno Gagliardi, com Chris Geburah

Sábado, 28 de maio

18h30 – Cortejo Tambor de Sambapreto

19h00 – “Guara-pa-rir”, de Kayete e Guilherme Oliveira

20h30 – “Pocket show Geraldo Pessoa”

21h00 – “Comi uma Galinha e Tô Pagando o Pato”, de Carlos Nunes)

Domingo, 29 de maio

15h30 – Cortejo Zé Pereira Club dos Lacaios

16h00 – “Os Três Porquinhos”, da Associação Cultural Casa Laboratório

18h00 – Desculpa Qualquer Coisa

20h00 – “Irmã Selma”, de Octávio Mendes (ex-integrante da “Praça é Nossa”)

Site do evento

http://festivaldeteatroop.com.br

Nas redes:

@festivaldeteatroop

Fonte: https://www.turismo.ouropreto.mg.gov.br/