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Saúde

O tempo certo é agora!

Tenho sido procurado por diversas pessoas que tem uma mesma reclamação: vivem momentos de insatisfação com a vida e (Curiosamente) percebem oportunidades de mudança, por vezes, muito atrativas.
A questão que realmente merece análise nesse caso não é apenas a condição atual, mas principalmente a perspectiva futura. Trocando em miúdos, não se trata de como está hoje, mascomo finalmente vai ficar a partir da decisão que tomar.

Aprendi, avaliando as decisões e os resultados dessas pessoas, que esta “oportunidade” deve ser submetida a um crivo de realidade e que existem pelo menos três cenários possíveis (Na realidade, percepções) que devem ser verificados antes de qualquer decisão. Podemos estar frente a:

1) Um momento de nostalgia descompromissada com a realidade e principalmente com o futuro: É muito ruim viver frustrado por causa de qualquer condição (Momentânea ou definitiva) que se instale na vida. Porém, nada é pior do decidir errado pela segunda vez baseado em um desejo nostálgico (Lembrança ou imaginação de “como poderia ter sido”).
Você não é mais aquela pessoa da época de que se recorda. Seus valores e sua percepção do mundo também mudaram. Então, não ache que tentar viver qualquer que seja a experiência vai te fazer mais feliz, porque provavelmente se for baseado nisso, não vai!

2) A oportunidade de decidir certo e ser feliz:

Um fato que acontece com muito mais frequência do que imaginamos é a auto-sabotagem; isso seria equivalente a manter uma condição de insatisfação baseada na falta do empenho devido para colheita de frutos merecidos.
Agimos de maneira medíocre (Contentes com a média), mas a satisfação com isso não é eterna. Nesse momento a vida dá uma “Segunda chance” que precisa ser agarrada com todas as forças e de maneira autêntica.

Entenda: a terceira chance não existe! Cuide para que essa seja definitiva.

3) A indução ao erro que o levará a um estado ainda mais grave do que a situação atual

Sem dúvida o pior dos três cenários. Idealizamos, concebemos planos e até nos empenhamos muito, porém, baseados em uma fantasia infantil, por muitas vezes nutrida pelo que gostaríamos que ela fosse de fato e não o que é realmente. Isso pode nos levar para um caminho de decepção constante, do qual retornar, exige muito esforço!

Sempre estaremos insatisfeitos com algo (E isso é bom!), mas é necessário colocar foco no que merece melhora e não generalizar a vida como problemática.

Quando por uma tendência elegemos determinada área como motivadora da insatisfação, corremos grande risco de ocultar o(s) que merece(m) esse título.

Preciso dizer que qualquer esforço que se faça para encarar uma nova situação de vida, será muito maior do que reunir forças e alterar a condição atual. Não sei qual o seu problema, mas ele é mais fácil de ser resolvido se atacado de frente. Além disso, pense que o terreno onde vai pisar agora é novo. Você pode ter um resultado diferente do que imagina e como já disse, a consequência sempre é sua!

Em todas as três opções pesa muito a questão de que “construções” são estabelecidas com o tempo.
Você pode não estar mais sozinho, pode criar lacunas na vida de pessoas, pode estar baseado em uma mentira que repetiu tanto pra si mesmo que acabou entendendo como uma verdade.

Enfim, divida o peso. Procure alguém que te ouça e que te ajude a submeter a sua opinião/percepção a um senso de realidade.

Não se culpe se perceber que estava errado. É muito melhor canalizar forças agora e, quem sabe, alterar a sua condição do que se arriscar em nome de nada…
Caso descubra que estava realmente “Certo” naquilo que imaginou, mergulhe e não perca a oportunidade!

Tome cuidado, mas cuide de ser feliz!

 
ae597bed-1abc-438a-9459-e9f0d996343dSileimar Maximiliano Esteves de Oliveira
34 anos, Casado
Pai do Pedro, da Pietra e da Ana Clara

Psicólogo Clínico com 6 anos de experiência em atendimento de famílias e grupos

Pós-graduado em Neuropsicologia e Desenvolvimento Infantil

Saúde

É impossível ser feliz sozinho…

De maneira mágica, como quase tudo o que fez, Tom Jobim disse a frase que dá título a esse texto: “É impossível ser feliz sozinho” (Wave) no ano de 1967.

Conheço poucas verdades tão absolutas como essa, pois se relacionamentos fossem nosso principal foco, teríamos uma qualidade de vida infinitamente melhor do que atual. Falo isso sem medo de ser audacioso demais, seja o seu estágio atual qual for.

O grande problema, na maioria dos casos, está em depositarmos em um relacionamento conjugal ou afetivo uma responsabilidade que nem sempre se traduz em completude, ou na chamada felicidade. O parceiro já entra no jogo perdendo…
Pensar que um ser composto por tantas áreas seria plenamente realizado se “apenas” uma delas estivesse bem resolvida é reduzir a quase nada a complexidade do viver. Somos amigos, profissionais, amantes, pais, filhos, etc. Enfim, seres relacionais.

Por mais óbvio que pareça pensar sobre isso, muitos de nós falam em um sentido mas agem de maneira totalmente oposta e é relativamente fácil saber o motivo: não há a mínima possibilidade de atingir a completude se o nosso “eu” está fragmentado. São ideias intimamente ligadas e complementares.

Na intenção de estabelecer relacionamentos, mas por não investir o necessário, acabamos deixando pequenos fragmentos por onde passamos. Ocorre que quando temos êxito nessa jornada e encontramos alguém disposto a nos retribuir, não estamos completos para o que nos aguarda.

Ilusão pensar que sem se proporcionar um relacionamento de verdade é possível relacionar-se com alguém externo em qualquer esfera.

O autoconhecimento é o ponto de partida e o destino.

O necessário entender por hora é que não reside “no outro” a responsabilidade por quem somos nós. Nunca é em relação ao outro. Sempre é sobre o que EU posso ser, fazer, pensar, para que o reflexo me permita juntar meus fragmentos e ser mais parecido com o que espero encontrar.

Não tenha pressa na caminhada!

Autoconhecimento é gradativo e infinito…

 

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Sileimar Maximiliano Esteves de Oliveira
34 anos, Casado
Pai do Pedro, da Pietra e da Ana Clara

Psicólogo Clínico com 6 anos de experiência em atendimento de famílias e grupos

Pós-graduado em Neuropsicologia e Desenvolvimento Infantil