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Cultura

Lafaiete celebra o centenário da Semana de Arte Moderna

De 18 a 30 a abril, a Secretaria Municipal de Cultura promove a Semana da Biblioteca em Conselheiro Lafaiete, celebrando os cem anos do acontecimento que mudou a forma de se olhar para a arte no Brasil. Em 1922, artistas de áreas diversas se reuniram com o intuito de atrair a atenção para a arte produzida no Brasil, buscando valorizar seus agentes e promover a liberdade cultural até então com muita influência europeia.

A Semana de Arte Moderna, muito criticada no seu acontecimento e objetivos propostos, veio ao longo do tempo, ganhando valor na história, pois abriu portas e oportunidades para o que hoje conhecemos como arte genuinamente brasileira; muito do que conhecemos hoje, como Monteiro Lobato, Carlos Drumond da Andrade, Vinícius de Moraes, Guimarães Rosa, tem neste período a sua inspiração.

A Biblioteca Municipal Lafayette Rodrigues Pereira abre então suas portas, expondo um pouco desta história, revelando a trajetória iniciada em 1922 que se estende como arte moderna até os dias de hoje, quando muitos artistas, fazem da nossa cidade um expoente da Cultura Mineira.

Com participações de artistas Lafaietenses e entidades culturais, alunos da rede pública e privada poderão, até o dia 30 de abril, sempre de 08 às 17h aprender mais sobre o tema e conhecer as dependências da Biblioteca Municipal que fica no Solar Barão de Suaçuí e que por muito tempo ficou fechada, devido à pandemia. “É hora de abrir as portas, os livros e a cabeça, para que a Arte possa transbordar e encontrar novos Artistas” – conclui o Secretário de Cultura Geraldo Lafayette.

Participações

PONTO DE CULTURA AMAR

A AMAR – Associação dos Moradores e Amigos da Região é uma organização civil, sem fins lucrativos, fundada em 29/05/1999, agregando os bairros Angélica e Albinópolis, em Lafaiete.
Na sede da AMAR funcionam uma biblioteca comunitária e diversos cursos livres de arte e artesanato, como os de bordado livre, de mosaico e de grafite. Estas técnicas foram
retratadas em uma série de livretos, cartilhas, catálogos, calendários, cadernos e blocos que a associação vem lançando desde dezembro. Você poderá conhecer estes trabalhos na Semana da Biblioteca.

CAROLINA NOGUEIRA
“De onde vem o Era uma vez…” conta a história de Clara, uma menina que gostava muito de ouvir histórias e queria saber de onde vêm todas elas. Com a ajuda de uma plantinha falante ela conhece um mundo mágico cheio de aventuras. O projeto foi escrito e ilustrado por Carolina Nogueira. Conta com trabalhos em aquarela e colagem. Se estende também no formato de contação de histórias, com a criação de personagens e objetos lúdicos.
Carolina Nogueira – Artista e Arte educadora – Formada em Belas Artes – UFMG

CASA DO TEATRO
O Centro Cultural Casa do Teatro está completando neste 2022, 40 anos de existência. O Festival de Artes Cênicas – FACE – que é realizado pela instituição, foi reconhecido como Bem Imaterial pelo IEPHA. E o Teatro está intimamente ligado à literatura.

JULINHO FERNANDES
O início na carreia musical veio há 38 anos, onde fez aulas na escola de música da Banda União Musical Nossa Senhora das Graças com professor Waldir Laureano e ao mesmo tempo estudava violão clássico com o professor Nilo Sérgio. Saxofonista desde os 12 anos suas maiores inspirações musicais são: no violão: Romero Lubambo, Marco Pereira e Nilo Sérgio. No sax, Ademir Júnior. «Música representa pra mim, o sagrado, minha vida, minha arte.»

ABRIL POÉTICO
O Abril Poético é um Salão Nacional de Poesia e artes integradas criado em 2006 pela Liga Ecológica Santa Matilde – LESMA. O projeto tem sede em Conselheiro Lafaiete mas ocorre anualmente há 15 anos de forma itinerante. Durante estes anos já aconteceu em diversas cidades mineiras e nos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

SOCIEDADE LITERÁRIA DE QUELUZ
A Sociedade Literária de Queluz foi criada com o objetivo de fomentar a leitura em todas as suas formas. Sabemos o quanto é importante o hábito da leitura e que a literatura antecede, e por vezes, justifica as relações dos seres humanos com o mundo que o rodeia. A leitura possibilita novos olhares e principalmente outras possibilidades. Desenvolve a empatia com pessoas em situações semelhantes e também diferentes. O crescimento pessoal advindo da leitura é uma constante desde a criação da própria escrita.

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Cultura

Exposição “Moderna – Revistas Re-Vistas” aborda impressões da imprensa brasileira sobre a Semana de Arte Moderna

Mostra gratuita reúne acervo da Hemeroteca Histórica que narra os desdobramentos do Modernismo a partir de jornais e revistas

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Em 2022, é comemorado o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, evento que ressignificou a arte brasileira. Com desdobramentos em diversas linguagens, o movimento modernista também teve várias influências na literatura, propondo novos olhares para a produção literária no país. É com essa premissa que a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, promove a exposição gratuita “Moderna – Revistas Re-Vistas”. A abertura acontece nesta segunda-feira (18/4), a partir das 19h, e integra a programação da II Semana Estadual de Incentivo à Literatura de Minas Gerais.

A mostra reúne jornais e revistas do acervo da Hemeroteca Histórica e que retrataram, à época, as repercussões do movimento modernista, pelo olhar da imprensa brasileira, com reportagens, críticas e outros conteúdos publicados à época. Há, também, revistas modernistas originais e fac-similares, com ênfase ao modernismo mineiro impresso em A Revista, Leite Criolo e Verde. Os periódicos em exibição fizeram parte do cotidiano por registrarem os acontecimentos da sociedade durante o século XX.

Deglutindo conceitos, apropriando-se de ideias e criando novas possibilidades interpretativas, as publicações modernistas tiveram grande importância para o desenvolvimento dos ideais do movimento. Os emblemáticos manifestos Pau Brasil e Antropófago, por exemplo, são publicados em 1924 e 1928, respectivamente, e caracterizam-se como uma perpetuação das reflexões propostas na Semana de 22.

Para o diretor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Lucas Amorim, a exposição propõe uma visita interpretativa e reflexiva sobre o momento em que a arte brasileira se encontrava. Segundo Amorim, o público terá a oportunidade de entender o Movimento Modernista a partir de outras produções, em especial, como a mídia formou a opinião de leitores a respeito da nova fase artística do país.

“Eram veículos confiáveis de informação que conferiam amplitude e credibilidade aos textos publicados, além de um espaço de privilégio e disputa, pois construíam consensos, sentidos e verdades. No entanto, cem anos depois, o modernismo não pode ser compreendido meramente como um evento único, centrado em um período específico ou por um único porta voz. É necessário considerar os seus desdobramentos e não apenas sua singularidade”, destaca Lucas Amorim.

As revistas modernistas proporcionaram o intercâmbio de ideias entre diversos artistas, romperam barreiras culturais e geográficas, alcançaram leitores variados e abriram caminho para a formação de um modernismo plural. Os modernismos foram, portanto, formados por várias vozes que ganharam ecos nas páginas de jornais e revistas, chegando, também, à exposição.

Modernismo e Literatura
Além da exposição do acervo da Hemeroteca História, o público pode conferir os desdobramentos do Movimento Modernista nas páginas da literatura brasileira. Está em exibição no hall de entrada do Setor de Coleções Especiais, a exposição “Moderna – Liberdade que os revela”. A mostra destaca a transversalidade entre a Literatura e as demais linguagens artísticas, bem como as reflexões do Movimento Modernistas em um contexto nacional.

A Biblioteca Estadual também está preparando leituras de poemas e textos emblemáticos que farão parte de uma playlist a ser disponibilizada nas plataformas digitais e de streaming em breve. As leituras poderão ser acessadas por meio de QR codes disponíveis nos espaços expositivos. 

A exposição “Moderna – Revistas Re-Vistas tem entrada gratuita e pode ser visitada de 19/4 a 4/6, de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 18h. Aos sábados, a mostra fica aberta das 8h às 12h. Não há necessidade de agendamento prévio, mas os protocolos de segurança devem ser respeitados. O uso de máscara de proteção, cobrindo nariz e boca, é obrigatório durante toda a permanência do público no local.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Centenário da Semana de Arte Moderna é celebrado em Ouro Preto em grande estilo

A abertura da exposição, em 21 de abril, para convidados, conta com o live painting do artista plástico mineiro, Carlos Bracher

Centenário da Semana de Arte Moderna é celebrado em Ouro Preto em grande  estilo – Jornal o Espeto

O Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto/MG, reconhece a importância histórica da Semana de Arte Moderna de 1922, em seu centenário, e traz para a contemporaneidade a tradução de anseios, medos, questionamentos, afirmações, perguntas e respostas, propondo reflexões por meio da Exposição Modernistas 1922-2022 do Triângulo das Artes. Além das obras de 28 artistas contemporâneos atuantes no eixo Rio-Minas, a exposição conta com a coleção de Carlos Eduardo Leal com 24 obras dos Modernistas Originais, dentre eles: Anita Malfatti, Alfredo Volpi, Roberto Burle Marx, Di Cavalcanti, Djanira, José Pancetti e Tarsila do Amaral. A exposição pode ser visitada de 22 de abril a 23 de maio, no Museu Casa dos Contos (rua São José, 12 – Centro – Ouro Preto/MG). A entrada é franca.

Centenário da Semana de Arte Moderna é celebrado em Ouro Preto em grande  estilo | Site Obras de Arte

A abertura da exposição, em 21 de abril, para convidados, conta com o live painting do artista plástico mineiro, Carlos Bracher. São expostas obras de 28 artistas contemporâneos, integrantes do Triângulo das Artes: Afonso D’Ávila, Angela Moraes, Cadu Leal, Carlos Bracher, Carlos Valença, Cris Duarte, Denise Greco, Eduardo Pieretti, Eduardo Tropia, Flory Menezes, Gê Fortes, Giancarlo Diniz, Herbert Zampier, Jorge Fonseca, Laura Vivacqua, Lu Valença, Lucia Russo, Luciana Alves, Maria Fernanda Gonzalez, Naiara Junqueira, Paula Queiroz, Renata Barreto, Ricardo Bhering, Roberta Costa, Sérgio Graça, Sheila Toste,  Tatti Simões e Ticiana Parada.

“Com Modernistas 1922-2022, propagamos nossas esperanças. Estamos prestes a viver, mais uma vez, a consciência coletiva sobre a necessidade de repensar nossas práticas em relação a nossos semelhantes e à natureza. De certo modo, com outras ferramentas, que promovem a globalização e democratização da arte, como parte essencial na manutenção da sanidade e da nossa sobrevivência. Tanto como, ao parir formas, o Triângulo das Artes, composto por 28 artistas contemporâneos, não se permite pudores desnecessários e incentiva a pluralidade, a criação visceral, sua maior riqueza enquanto movimento artístico.”, ressalta Lu Valença, curadora-chefe da exposição.

Com curadoria de Lu Valença, Patrícia Penna, Eduardo Tropia e Denise Greco, o movimento ultrapassa as paredes do Museu Casa dos Contos e ocupa a cidade histórica de Ouro Preto com “Oficina de Criação – reciclagem de plástico”, com a artista plástica Tatti Simões, palestra de Carlos Eduardo Leal sobre Clarice Lispector e lançamentos de livros. No muro do pôr-do-sol, imagens do Brasil de 100 anos atrás e de hoje.

A Galeria Casa Alphonsus recebe, a partir do dia 13 de abril, exposição do ator e artista plástico Jonas Bloch, além da exposição permanente do fotógrafo ouro-pretano Eduardo Tropia.

A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP-MG) e o Triângulo das Artes apresentam ao público, de 22 de abril a 02 de maio, na Galeria de Arte Nello Nuno (rua Getúlio Vargas, 185 – Rosário), a mostra “Paralela, com obras de 18 artistas do eixo Rio-Minas. A mostra apresenta uma extensão da Exposição Modernistas 1922-2022, que acontece no Museu Casa dos Contos. A intenção é alongar a reflexão sobre o momento atual com o grupo de artistas, que trabalha em conjunto há 2 anos.

Fazem parte da exposição “Paralela” obras de Afonso D’avila Magalhaes, Angela Moraes, Cadu Leal, Carlos Valença, Denise Greco, Eduardo Pieretti, Eduardo Tropia, Giancarlo Diniz, Laura Vivacqua, Lu Valença, Lúcia Russo, Luciana Alves, Paula Queiroz, Renata Barreto, Roberta Costa, Sergio Graça, Sheila Tostes e Tatti Simões. A curadoria é de Lu Valença e Patricia Penna. A entrada é franca.

Serviço:
Exposição Modernistas 1922-2022
De 22 de abril a 23 de maio
No Museu Casa dos Contos (rua São José, 12 – Centro – Ouro Preto/MG)
Visitação de terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada Gratuita

De 22 de abril a 02 de maio,
Na Galeria de Arte Nello Nuno – FAOP (rua Getúlio Vargas, 185 – Rosário – Ouro Preto/MG)
Visitação de terça a sexta, das 9h às 17h; e aos sábado e domingo, das 13h às 17h
Entrada Gratuita

Fonte: https://www.foconanoticia.com.br/

Cultura

Museu Mineiro inaugura exposição que celebra legado da Semana de Arte Moderna

‘22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro’ tem entrada gratuita e pode ser visitada até 27 de março

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Composta por obras de acervo do Museu Mineiro, a exposição “22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro” celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. A mostra gratuita, que foi inaugurada nesta terça-feira (22/2), reúne 22 obras de artistas como Tarsila do Amaral, Volpi, Yara Tupinambá, Inimá de Paula, Guignard, Carlos Scliar, Fernando Pierucetti, entre outros, e pode ser visitada até 27 de março.

A mostra exibe as relações, influências e diferenças entre os 22 trabalhos dos artistas selecionados e algumas das principais vanguardas europeias, como expressionismo, fauvismo, cubismo, surrealismo e abstracionismo. De acordo com Alexandre Milagres, diretor de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), a exposição é convite ao público para descobrir o vasto repertório criativo que surgiu a partir dos conceitos modernistas.

“O que nós estamos propondo com essa exposição é uma reflexão estética da arte moderna. O público vai perceber as diversas influências estéticas na arte modernista ao longo do século XX, as novas formas de pensar, a relação da imagem e da criação e, principalmente, as pessoas vão ter uma visão mais aprofundada de uma arte que fala da brasilidade com uma produção artística genuinamente nossa”, pontuou.

Alexandre Milagres destacou, ainda, a importância de comemorar esse centenário e a riqueza do acervo próprio. “A mostra reúne, exclusivamente, peças do acervo do Museu, um riquíssimo conjunto de obras modernistas, algumas nunca antes exibidas, permitindo ao visitante conhecer parte relevante da trajetória cultural de Minas Gerais contada através da produção imagética desses artistas”, disse.

Outras linguagens

A “22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro” também garante a democratização da cultura com a proposta de acessibilidade para o público surdo. Todo o conteúdo da exposição tem vídeos explicativos em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Os vídeos podem ser acessados via celular por meio de QR Codes que estarão espalhados pelo ambiente da exposição.

A iniciativa é fruto de uma parceria da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais com o Programa de Aceleração de Startups de Minas Gerais (SEED) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), dentro do Programa Reviva Turismo. A SignumWeb foi a startup responsável pela criação do projeto de acessibilidade em Libras no Museu Mineiro.

Desde novembro de 2021 o público visitante da exposição de longa duração do Museu Mineiro “Minas das Artes, Histórias Gerais” já pode acessar os conteúdos da mostra em Libras. Basta escanear os QR Codes das salas expositivas para ter acesso a todos os vídeos. Com isso, a linguagem de sinais é levada para a Cultura e o Turismo, trazendo mais autonomia para o público surdo.

Serviço:
Exposição temporária “22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro”

Local: Museu Mineiro – Sala das Sessões
Período expositivo: até 27 de março de 2022
Horário: terça a sexta das 12h às 19h, sábado e domingo das 11h às 17h
Endereço: Av. João Pinheiro, 342 – Funcionários

E-mail: museumineiro@secult.mg.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/museumineiro.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/museumineiro/
Site: http://www.museumineiro.mg.gov.br/

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais inaugura exposição gratuita para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna

“Moderna – Liberdade que os revela” vai contar a história do Movimento Modernista a partir da Literatura e de recortes de jornais

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No ano em que o Centenário da Semana de Arte Moderna promove diversas reflexões sobre esse movimento para a cena artística brasileira, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, com o apoio da Cemig, amplia novos olhares para a Literatura, tendo o Modernismo como ponto de partida. A partir desta semana e até o dia 3 de junho, o público pode conferir a exposição gratuita “Moderna – Liberdade que os revela”.

Para além de reafirmar a contribuição desse momento histórico na formação da identidade cultural do país, a exposição destaca a transversalidade entre a Literatura e as demais linguagens artísticas. A partir de um pensamento originário, o Movimento Modernista ressignificou a própria percepção do povo brasileiro sobre sua história, e as reverberações das ideias impactaram de forma profunda a produção nas artes nacionais.

De acordo com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, a exposição que chega à Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais celebra o legado literário dessa importante fase da arte no país. “O público poderá ter um entendimento mais amplo do Movimento Modernista e de seus desdobramentos em grandes produções da literatura da modernidade e da importância de Minas Gerais na gênesis de uma arte genuinamente brasileira, seja na visita de Oswald de Andrade ao poeta Alphonsus de Guimaraens, em 1919, quando conheceu o barroco, seja na visita dos modernistas paulistas às cidades históricas. Pensar a Literatura a partir do modernismo é mais um capítulo fundamental dessa compreensão”, diz.

As páginas do Modernismo
Com curadoria de Lucas Amorim, a mostra ocupa dois ambientes da Biblioteca Estadual e será aberta em dois momentos. Acompanhando a efeméride da Semana de 1922, a primeira parte da exposição, aberta ao público a partir do dia 17 de fevereiro, conta com obras raras do acervo que dialogam com as reflexões do Movimento Modernista e redefiniram o olhar da literatura a partir de um contexto nacional. As publicações ficam disponíveis no Hall do Setor de Coleções Especiais, localizado no 2º andar do prédio Sede da Biblioteca Estadual.

As obras selecionadas traduzem o contexto histórico da época, com destaque para a produção de Zina Aita, única mineira a participar da Semana de 1922. A curadoria da mostra também selecionou outros importantes trabalhos sobre o Movimento Modernista, como a emblemática crítica “A propósito da exposição de Malfatti”, de Monteiro Lobato, publicada em 20 de dezembro de 1917 no jornal Estado de São Paulo. Nesta crítica, Lobato compara a produção de Anita Malfatti a “desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios” e foi o estopim para a junção dos artistas em defesa da liberdade de criação em 1922.

Segundo Lucas Amorim, que é diretor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, a celebração do centenário da Semana de 22, evidenciando a produção literária a partir daquele momento, é uma importante maneira de entender como a proposta de rompimento estético dos artistas da época reverberou, e continua reverberando, na produção literária.

“Cem anos depois, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais expõe um recorte do acervo. O recorte proposto nessa exposição, com obras raras e outros documentos do acervo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais busca contribuir para as reflexões que a Semana de Arte Moderna ainda provoca e celebrar os ousados artistas que cem anos atrás ansiavam pela nossa liberdade”, destaca.

A exposição será ambientada com execuções de obras de Villa-Lobos e, além disso, haverá visitas mediadas ao acervo e disponibilização de exemplares fac-similares das Revistas Modernistas para manuseio do público.

O Modernismo e a Imprensa
A segunda parte da exposição será aberta para visitação em abril. No primeiro andar do prédio Sede da Biblioteca, na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, que fica no hall de entrada, serão expostos os desdobramentos da Semana de Arte Moderna por meio das revistas e jornais que compõem o acervo da Hemeroteca Histórica. O recorte compõe uma narrativa histórica sobre o movimento modernista, a partir de reportagens, críticas e outros conteúdos da imprensa da época, trazendo um destaque para as Revistas Modernistas que compõem o acervo da Biblioteca Pública Estadual. Na programação complementar de “Moderna – Liberdade que os revela”, a Biblioteca Estadual também irá promover um seminário sobre o tema com artistas e pesquisadores.

Além da exposição do acervo histórico, a Biblioteca está preparando leituras de poemas e textos emblemáticos que farão parte de uma playlist a ser disponibilizada nas plataformas digitais e de streaming em breve. As leituras poderão ser acessadas por meio de QR codes disponíveis nos espaços expositivos.

A exposição “Moderna – Liberdade que os revela” pode ser visitada de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h, até 3 de junho. Não há necessidade de agendamento prévio, mas os protocolos de segurança devem ser respeitados. O uso de máscara de proteção, cobrindo nariz e boca, é obrigatório durante toda a permanência do público no local.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Museu Mineiro celebra o centenário da Semana de Arte Moderna com a exposição “22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro”

Com obras de artistas modernos e pós-modernos, que carregam o ideário estético e intelectual do movimento, a exposição pode ser visitada até o dia 27 de março, em Belo Horizonte

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Imagem: Ricardo Ferrari 

Em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, um dos marcos do Movimento Modernista no Brasil, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), por meio da Diretoria de Museus, lança na próxima terça-feira (22/2), a exposição “22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro”. Composta por obras do acervo da instituição, de artistas que buscavam a valorização de uma cultura essencialmente nacional e o rompimento com o tradicionalismo vigente, a mostra pode ser visitada, gratuitamente, até o dia 27 de março.

São 22 telas de artistas como Tarsila do Amaral, Volpi, Yara Tupinambá, Inimá de Paula, Guignard, Carlos Scliar, Fernando Pierucetti, entre outros. Resultado de um movimento dedicado a renovar a produção artística nacional, com liberdade de formas e de temas, conectados à realidade brasileira.

O secretário de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, ressalta a importância de se celebrar a Semana de Arte Moderna na atualidade, e em Minas. “Minas Gerais foi também inspiração para o movimento modernista no país, que, nos anos 1920, viajou pelo estado para uma “redescoberta” do Brasil. Propondo um novo pensamento estético, cultural, artístico e de vanguarda, de forma paradoxal em relação ao movimento europeu, no Brasil ele estava voltado para si mesmo, na busca de sua essência cultural, histórica e social, tão múltipla, mas única em seus vários sotaques e diferentes formas de ser só um: Brasileiro. A euforia nacionalista vai, então, marcar a arte e a arquitetura moderna no Brasil e influenciar todo o século XX, até os dias atuais”, afirma.

A mostra exibe as relações, influências e diferenças entre os 22 trabalhos dos artistas selecionados e algumas das principais vanguardas europeias (expressionismo, fauvismo, cubismo, surrealismo e abstracionismo).

Acessibilidade
Outro destaque importante é a proposta de acessibilidade para o público surdo: todo o conteúdo da exposição terá vídeos explicativos em Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. Os vídeos poderão ser acessados via celular através de QR Codes que estarão espalhados pelo ambiente da exposição. A iniciativa é fruto de uma parceria da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais com o Programa de Aceleração de Startups de Minas Gerais (SEED) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), dentro do Programa Reviva Turismo. A SignumWeb foi a startup responsável pela criação do projeto de acessibilidade em Libras no Museu Mineiro.

Desde novembro de 2021 o público visitante da exposição de longa duração do Museu Mineiro “Minas das Artes, Histórias Gerais” já pode acessar os conteúdos da mostra em Libras. Basta escanear os QR Codes das salas expositivas para ter acesso a todos os vídeos. Com isso, a linguagem de sinais é levada para a Cultura e o Turismo, trazendo mais autonomia para o público surdo.

O diretor de Museus, Alexandre Milagres, destaca a importância de comemorar esse centenário e a riqueza do acervo próprio. “A mostra ‘22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro’ exibe exclusivamente peças do acervo do Museu, um riquíssimo conjunto de obras modernistas, algumas nunca antes exibidas, permitindo ao expectador conhecer parte relevante da trajetória cultural de Minas Gerais contada através da produção imagética de artistas, em especial do século XX”, diz.

Importante destacar que a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo iniciou as comemorações dos 100 anos da Semana de Arte Moderna em novembro de 2021, com a mostra “Alfredo Ceschiatti – Recortes Modernos”, que também está em cartaz até março, no Palácio da Liberdade.

Atrações adicionais na noite de lançamento
O lançamento da exposição irá contar com outras atividades, como o Sarau Visual e projeções. O Sarau Visual vai ser apresentado pelos intérpretes de Libras Uziel Ferreira e Edmeia Cupertino, com elementos da dança, num jogo de luz e sombra, apresentando poemas do mineiro Carlos Drummond de Andrade, um dos principais nomes do modernismo brasileiro.

O Sarau Visual é um espaço aberto para apresentação de poesia em Libras, cuja primeira edição ocorreu em 2017 e continua nas plataformas digitais. Durante a pandemia da Covid-19 o sarau ocorreu de forma virtual nas plataformas digitais com as obras “Teus Sinais”, “Pedra Lascada”, “Alma Poeta” e “O Quarto”. Todos os vídeos-danças estão disponíveis no Youtube e Instagram  (@sarauvisualibras e @uzielferreira5 @edmeiamiriamcupertino5).

Durante todo o evento de abertura da mostra, o ilustrador e cartunista surdo Lucas Ramon fará desenhos que serão projetados na entrada da sala de exposições. Mais conhecido como Tikinho, ele é ilustrador e cartunista, nascido na cidade de Pará de Minas/MG e atualmente residente na capital mineira. Já expôs seus trabalhos no FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, em 2015, e na Bienal do Livro. Venceu o concurso para escolha da mascote da Surdolimpíadas com seu desenho do Lobo-guará. Atualmente trabalha no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade (@ramonlucas028).

Semana de Arte Moderna
A Semana de Arte Moderna, realizada entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, foi um evento marcante para a cultura brasileira. Idealizada por um grupo de intelectuais e artistas influenciados pelas vanguardas europeias, a “Semana de 22” tinha como objetivo o rompimento com o tradicionalismo cultural até então vigente, sendo responsável pelo início da construção do modernismo no país, movimento sinônimo de “estilo novo”, ruptura e liberdade.

Foram diversas apresentações de dança, música, recital de poesias, exposição de obras – pintura e escultura – e palestras, no Theatro Municipal de São Paulo. Artistas renomados como Mário de Andrade, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, entre outros, trouxeram uma nova concepção de cultura e arte para o Brasil.

O evento despertou a necessidade de profundas mudanças nos artistas a partir daquele momento. Foi um divisor de águas para o rompimento com as regras rígidas da Escola de Belas Artes e as métricas das rimas parnasianas. Defendeu a autenticidade da estética e de temas de origem brasileira.

Serviço:
Exposição temporária “22 em 22 – O modernismo e suas influências no acervo do Museu Mineiro”

Local: Museu Mineiro – Sala das Sessões
Período: 22 de fevereiro a 27 de março de 2022
Horário: terça a sexta das 12h às 19h, sábado e domingo das 11h às 17h
Endereço: Av. João Pinheiro, 342 – Centro – BH/MG. CEP: 30130-180

E-mail: museumineiro@secult.mg.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/museumineiro.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/museumineiro/
Site: http://www.museumineiro.mg.gov.br/

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Um século de modernismo: FAOP abre exposição com temática mineira
mini Del Pino Filho 1940

No mês que se comemora 100 anos da Semana da Arte Moderna no Brasil, a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), inaugura a exposição “Minas Modernista”, na Galeria de Arte Nello Nuno. A mostra reúne obras do acervo da fundação e de colecionadores ouro-pretanos, que revelam, principalmente, os desdobramentos do movimento modernista na cultura mineira nos anos posteriores à década de 1920.

Na exposição, de curadoria de Ana Célia Teixeira e Antônio Araújo, estão presentes obras dos artistas Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Del Pino Filho, Djanira, Di Cavalcanti, Farnese de Andrade, Heitor Coutinho e Pedro Correia de Araújo. A abertura acontecerá na próxima quarta-feira (16/02), às 17 horas, com entrada gratuita e seguindo as medidas de segurança contra a Covid-19.

Antônio Araújo, coordenador da Assessoria de Promoção da FAOP, afirma que quem visitar a exposição, poderá conhecer mais sobre as manifestações artísticas que vieram após a “Semana de 22”, especialmente entre as décadas de 1940 e 1960, e se encantar com um conjunto de obras bem peculiar.  “São obras incomuns porque não pertencem a uma exposição permanente, são obras raras, de colecionadores e da instituição, que vieram a partir de doações, principalmente da coleção de Maria Léia de Oliveira, que fez uma importante doação de um acervo de pinturas, gravuras, livros e fotografias”, revela.

A reviravolta artística de 22

Entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, um grupo de artistas se reuniu no Theatro Municipal de São Paulo, exibindo seus trabalhos, como pinturas, poesias, músicas e muito mais. Juntos, eles buscavam renovação artística e social, apresentavam novas ideias e conceitos da arte e acreditavam na ruptura com o passado e em uma maior liberdade criativa.

Esse encontro ficou conhecido como Semana de Arte Moderna de 1922, e marcou simbolicamente o início de um movimento pela independência artística e cultural do país, denominado Modernismo. Assim, as manifestações de arte moderna continuaram a ocorrer nas décadas seguintes.  

Minas Gerais tem expressiva participação no movimento modernista do Brasil. Os jovens artistas do estado buscavam afirmar e valorizar a mineiridade, o ser mineiro-brasileiro. 

Na verdade, antes mesmo do grande evento acontecer, em 1919, o escritor Mário de Andrade visitou Mariana, conhecendo Alphonsus de Guimarães, e Ouro Preto, que chamou atenção pelo caldeirão cultural e pela preservação de suas formas. Anos depois, em 1924, um grupo de modernistas paulistas guiado por Mário, composto por artistas como René Thiollier e Tarsila do Amaral, viajou para as terras mineiras em busca de conhecer mais sobre as expressões artísticas de cidades históricas.

Alguns chamaram de “caravana cultural”, e outros de “Viagem de Descoberta do Brasil”, mas fato é que a viagem possibilitou para os artistas o reconhecimento de nossa arquitetura colonial, as marcantes cores de nossa paisagem e ainda do barroco mineiro, principalmente marcado pelas obras de Aleijadinho.

Nas décadas seguintes, principalmente a partir de 1944, quando ocorreu a Exposição de Arte  Moderna em Belo Horizonte, evento apelidado inclusive de “Semaninha da Arte Moderna”, o movimento foi ainda mais abraçado e fomentado em Minas, e os desdobramentos foram aparecendo na arquitetura, nas pinturas, esculturas e muito mais, influenciando artistas a valorizar a história nacional.

Serviço:

Exposição “Minas Modernista” 

Abertura: Quarta-feira, 16/02/2022, às 17h

Visitação: de terça a sexta-feira, de 9h às 12h e de 13h às 17h | Sábado e domingo, de 14h às 18h.

Local: Galeria de Arte Nello Nuno (Rua Getúlio Vargas, 185, Bairro Rosário, Ouro Preto)

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Villa-Lobos é o destaque do Programa Harmonia em edição especial que celebra os cem anos da Semana de Arte Moderna, na Rede Minas, neste domingo (13)

Atração traz entrevistas sobre o maestro e ainda mostra concerto com uma das obras de sua autoria

Flávio Barbeitas – divulgação Rede Minas

Harmonia, da Rede Minas, faz uma retrospectiva do que foi o modernismo na música e o impacto desse movimento no Brasil e no mundo. Em uma edição especial para celebrar os 100 anos da Semana de Arte Moderna, a atração traz o universo da música de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores compositores. Villa-Lobos participou do evento que marcou o modernismo no Brasil. O programa, neste domingo (13), mostra um concerto com obra do compositor e entrevistas.

Para falar sobre o evento emblemático que transformou os rumos da arte e da cultura há 100 anos, a jornalista e doutora em Artes e Musicologia Camila Fresca e o pesquisador e professor da UFMG Flávio Barbeitas participam do programa. Eles falam sobre Villa-Lobos, sua obra, o impacto na Semana de 22 e seu legado para o modernismo brasileiro.

Apresentado pelo jornalista Luciano Correia, o programa de música clássica Harmonia vai ao ar neste domingo (13), às 22h, pela Rede Minas. O público também pode conferir a atração, nesse mesmo horário, pelo site da emissora: redeminas.tv.

SERVIÇO:
Harmonia
Apresentação: Luciano Correia
Domingo (13), às 22h
Rede Minas e site da emissora: redeminas.tv

COMO SINTONIZAR:
redeminas.tv/comosintonizar
A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

ACESSE AS REDES SOCIAIS:
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ATENDIMENTO AO PÚBLICO:
Tel: (31) 3254-3000
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Tatiana Coutinho
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Cultura

Sistema Estadual de Bibliotecas promove palestra sobre o centenário da Semana de Arte Moderna de 22

Com participação de Flávia Figueiredo, evento virtual e gratuito acontece em 25 de janeiro

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A primeira edição de 2022 do projeto Diálogos com o SEBP-MG vai abordar um dos movimentos artísticos mais importantes do país: A Semana de Arte Moderna de 22. Na terça-feira (25/1), a partir das 14h30, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais (SEBP-MG) recebe a gestora de cultura e doutora em Estudos Literários, Flávia Figueiredo, para a palestra “De 1922 a 2022: uma conversa sobre literaturas, mineiros e modernistas”.

Durante a palestra, a convidada vai abordar o centenário da Semana de 22 e propor reflexões sobre como o alcance desse manifesto artístico continua atual. A palestra também vai debater a literatura para além das palavras, representando a produção dos autores de Minas Gerais, conhecendo assim as possibilidades de sua manifestação no Movimento Modernista e em suas reverberações.

O evento será realizado de forma gratuita por meio de plataforma de videoconferência, e as inscrições podem ser feitas AQUI. O link para acesso à sala virtual é enviado para o e-mail da pessoa inscrita imediatamente após o preenchimento do formulário. Caso o link não seja enviado, é necessário entrar em contato pelo e-mail sistemadebibliotecas@secult.mg.gov.br. As vagas são limitadas.

Sobre a palestrante
Flávia Figueirêdo é doutora em Letras Estudos Literários pela UFJF, mestra em Letras Estudos Literários pela Unimontes e licenciada em Letras Português pela mesma Universidade. É servidora pública estadual gestora de cultura, revisora de textos e atualmente trabalha no Arquivo Público Mineiro em Belo Horizonte.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Secult inaugura exposição de esculturas de Alfredo Ceschiatti, um dos mais importantes nomes do modernismo brasileiro e mundial
ceschiatti chafariz foto Rodrigo Câmara SecultMG
Algumas das obras serão exibidas publicamente pela primeira vez; mostra faz parte das celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), apresenta a exposição “Alfredo Ceschiatti – Recortes Modernos”, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, em cartaz a partir deste sábado (27/11).

A mostra conta com obras que compreendem o período de 1942 a 1969. São 13 esculturas de Ceschiatti, em um recorte especial da obra deste que é um dos mais notáveis expoentes nomes do modernismo brasileiro e mundial. A exposição, que integra o Plano Descentra Cultura, da Secult, é o marco, no Brasil, das comemorações do centenário da Semana de Arte de 1922 e poderá ser vista pelo público, de forma gratuita, até 13 de março de 2022.

As obras são de propriedade da sobrinha do artista, Angela Ceschiatti, que é guardiã de sua memória. Algumas delas serão exibidas publicamente pela primeira vez, tais como “O Anjo” e “O contorcionista”.  Ambas as obras serviram como protótipos das obras finais realizadas para a Catedral de Brasília e o Teatro Nacional, em Brasília (DF).

A curadoria e expografia levam a assinatura de Rodrigo Câmara, superintendente de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais da Secult, que revela: “tenho a sensação de que o Palácio da Liberdade, em todo o seu ecletismo, encontra, nas obras de Ceschiatti, a modernidade e provocação que este importante movimento trouxe para o Brasil e para o mundo”.

O legado de Alfredo Ceschiatti

Artista plástico e escultor brasileiro nascido em Belo Horizonte (1918), Alfredo Ceschiatti ficou mais conhecido como criador de obras para decoração de prédios projetados por Oscar Niemeyer, de quem foi constante colaborador. Antes de se consagrar à escultura, viajou pela Europa (1938), especialmente pela Itália, de onde traz muita referência da produção escultórica romana. Voltou ao Brasil e entrou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1940). Três anos depois começou a ser premiado e ganhou diversas medalhas na divisão moderna do Salão Nacional de Belas Artes, inclusive o de uma viagem ao exterior (1945) pelo baixo-relevo do batistério da igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte.

Deu início a sua colaboração com Niemeyer, inclusive com várias encomendas para a construção de Brasília, como “As banhistas” ou “As Iaras”, em bronze, no espelho d’água do Palácio da Alvorada; “A Justiça”, em granito, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal; “Os anjos” e “Os evangelistas”, na catedral; e “As gêmeas”, em bronze, na cobertura do Palácio do Itamaraty. Na Nova Cap, também ensinou escultura e desenho na Universidade de Brasília (1963-1965). No Rio de Janeiro, cidade onde morreu (1989), fez as figuras representativas para as forças armadas no monumento aos mortos da segunda guerra mundial.

ceschiatti palacioliberdade foto Rodrigo Câmara SecultMG

Visitação

A visitação pública à exposição “Alfredo Ceschiatti – Recortes Modernos” segue as normas de controle de acesso e quantidade de público de acordo com protocolos de segurança sanitária estabelecidos pelo Palácio da Liberdade. As obras estão expostas no hall interno do prédio, bem como no Salão de Honra, no segundo piso. Na área do jardim, no chafariz, a escultura “A Banhista”, de 1954, encontra seu lugar e complementa o cenário desenhado.

Dias de visitação pública: sábados e domingosIngressos são disponibilizados às quintas e sextas-feiras na plataforma SYMPLA, no seguinte endereço: https://www.sympla.com.br/appa

* Horários para visitação interna + jardins: 10h, 11h, 13h, 14h, 15h, com entrada de grupos limitados, em cumprimento ao protocolo de segurança sanitária. Duração de aproximadamente 40 minutos.

* Horários para visitação somente nos jardins: 10h15, 11h15, 13h15, 14h15, 15h15, também com entrada de grupos limitados, em atendimento ao protocolo de segurança sanitária. Duração máxima de 1h.

É necessário apresentar-se à recepção com 15 minutos de antecedência ao horário agendado e seguir as regras de visitação, disponíveis em: https://www.appa.art.br/palaciodaliberdade/regras-de-visitacao/

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/