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Turismo & Lazer

São João del-Rei oferece trilha com natureza e história

Trilha pelo Canal dos Ingleses: obra quilométrica dos escravos escondida na serra de São João del-Rei.

Quando se fala em São João del-Rei, o que vem a sua mente? Casarios coloniais? Comida mineira? Igrejas barrocas? Maria Fumaça?

Sim, essa cidade histórica de Minas, localizada no Campo das Vertentes, tem todas essas maravilhas e oferece ainda muitas outras riquezas. A conversa entre os sinos das suas igrejas, os mistérios da cidade que só seus moradores conhecem, os raros rituais da Semana Santa, o picolé delicioso de frutas, são exemplos de suas preciosidades. E tem uma ainda pouco conhecida pelos turistas: o Canal dos Ingleses.

Como conheci o Canal dos Ingleses

Quem me levou até lá foi um amigo são-joanense, Hélio Carvalho, profundo conhecedor das trilhas na região.

Há muito tempo Hélio comentava comigo dessa construção do período da mineração, na Serra do Lenheiro, mas mesmo com toda descrição que ele fizera, quando conheci o Canal, me espantei com sua dimensão.

Distâncias de São João del-Rei a outras cidades

Belo Horizonte – 188 km

Tiradentes –  16 km

Prados – 28 km

Carrancas – 80 km

Como chegar

Fizemos a trilha em um dia chuvoso do Carnaval de 2020. Começamos em frente à Igreja do Senhor dos Montes e, cerca de 15 minutos depois, já estávamos na área da Serra.

Os primeiros indícios do Canal surgem em uma pequena depressão. Com a explicação do Hélio, foi fácil perceber o contorno do antigo mundéu (como os são-joanenses chamam os diques) que existia ali. Logo ele me mostrou também os trechos do canal, talhado em algumas rochas. Fiquei impressionada!

Foto: Área onde existia um mundéu que represava a água.

A trilha pela Serra do Lenheiro

Parte da Serra do Lenheiro está inserida em um parque municipal criado em 2016, mas ainda não implantado, portanto, não há sinalização e nem infraestrutura de apoio ao visitante. Procure por guias e agências de receptivo da cidade para chegar até o Canal.

A trilha não é longa, tem cerca de 5km considerando ida e volta. Nem demanda grande esforço físico. Mas aconselho que só seja feita por quem tem hábito de andar no meio do mato, em área de rocha e terreno irregular e que não tenha medo de altitude, porque em alguns pontos há necessidade de escalaminhada e de caminhar onde não há trilha. O joelho também deve estar bom. É fundamental um calçado adequado (tênis ou bota de caminhada) e calça para proteger a perna do mato, já que a trilha não é limpa.

O Canal dos Ingleses

A construção inclui túneis, barragens, diques, calhas de madeira sobre vales, além de canais secundários para atender novos pontos de mineração.

Com cerca de 2 km de extensão, é todo talhado na pedra seguindo a curva de nível pela encosta da serra.Transportava água, por gravidade, das nascentes até a área onde era retirado o cascalho que precisava ser lavado em busca de ouro. Tudo isso feito por pessoas negras escravizadas ao longo dos séculos 18 e 19 com as ferramentas então disponíveis. É incrível!

Foto: Trecho do Canal dos Ingleses onde a trilha é mais limpa.

Caminhei pelo canal imaginando a água correndo por ele, as pessoas ali talhando tanta rocha. De repente, me deparei com um túnel que corta um bloco de pedra e que, de tão extenso, não permite que se enxergue a saída do outro lado. Para acessá-la, percorremos lateralmente a rocha e descemos na outra extremidade, numa área coberta pela mata entre dois altos paredões. Sabe aquela sensação de filme de aventura? Foi o que senti ali.

Foto: Trecho do Canal dos Ingleses onde a trilha contém vegetação.

A trilha é ainda enriquecida pelo visual do topo da serra de onde se avista a área urbana, pela vegetação com flores lindas, pela Gruta do Caititu, onde os africanos escravizados faziam seus rituais religiosos, pelos cruzeiros marcando a via-sacra ao longo da serra, e outros segredos desses morros.

A história do Canal dos Ingleses


São João del-Rei formou-se com a descoberta de ouro na região, no século 18. A mineração era feita, principalmente, na Serra do Lenheiro, um conjunto de morros que esconde-se atrás do centro histórico.

Segundo contam os historiadores Ulisses Passareli e Luís Antônio Miranda (2006), o Canal foi construído, por volta de 1740, por João Rodrigues da Silva, vereador e sargento-mor.

No alto da serra, foi construída uma represa com grandes pedras, acima da Cachoeira Véu de Noiva, barrando o Córrego do Lenheiro. Ela enchia-se à noite para ser drenada de dia, por meio de um canal, que lavraram no terreno pedregoso, quando melhor, em muitos lugares na pedra bruta, serra abaixo, em suave declive.

​Foto: Encaixe Calha. Detalhe do Foto: Encaixe de calha. Detalhe do recorte na pedra onde possivelmente era encaixada uma calha para transporte da água.

No século 19, com a redução da mineração, essas estruturas ficaram abandonadas. Foi quando chegou na cidade um médico inglês, Dr. Jorge Such, contratado pela Santa Casa de Misericórdia local. Ele comprou as terras com o canal e fundou, com outros conterrâneos, em 1830, a “Saint John del Rey Mining Company (limited)” para explorar o ouro. Reativaram as obras já existentes e complementaram com novos investimentos.

Mas a empresa não durou muito. Cinco anos depois, com prejuízos, a companhia deixou São João. A atividade, então, ficou entregue aos mineradores avulsos, chamados de faiscadores, que tentavam a sorte usando apenas pá e bateia. Mas o empreendimento dos ingleses é que deu o nome ao Canal, apesar de não terem sido eles quem realmente o implantaram.

Uma curiosidade que só quem é de São João del-Rei sabe

Em um local de destaque da Serra do Lenheiro há um cruzeiro que pode ser visto de alguns pontos da cidade, como do adro da Igreja do São Francisco.

Dizem que o cruzeiro foi fixado por Zé Poeta, um faiscador que garimpava na serra tentando achar ouro. Segundo o que contam, na década de 1970, ele encontrou uma pedra com 660g de ouro, o suficiente para parar de garimpar e sumir no mundo. Mas antes de ir-se embora da cidade, ele comprou um terreno e o doou para a Paróquia de Senhor dos Montes, bairro vizinho à serra.  E ainda instalou o cruzeiro em agradecimento. Depois ninguém nunca mais teve notícia do rapaz. Quando estiver passeando por São João, olhe para o alto da serra e procure pelo cruzeiro do Zé Poeta.

Foto: Cruzeiro do Zé Poeta

E aí, ficou animado pra dar uma pausa na correria e fazer esse passeio ao ar livre? 

Fonte: www.minasgerais.com.br/pt/blog

Educação

Revolta de Carrancas é discutida em coletânea sobre escravidão

O professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSJ (Decis), Marcos Ferreira de Andrade, assina um dos 14 ensaios do livro Revoltas escravas no Brasil, publicado pelo maior grupo editorial brasileiro, a Companhia das Letras. O livro apresenta ensaios sobre as principais revoltas escravas que aconteceram durante a vigência da escravidão no Brasil, escritos por pesquisadores de diversas universidades, que possuem produção relevante sobre o tema.

A coletânea foi organizada pelos professores João José Reis (UFBA) e Flávio dos Santos Gomes (UFRJ). O título do ensaio do docente da UFSJ é “Nós somos os caramurus e vamos arrasar tudo”: a história da Revolta dos escravos de Carrancas, Minas Gerais (1833). Há cerca de 30 anos, o professor Marcos Andrade pesquisa a Revolta de Carrancas, episódio sangrento ocorrido no século XIX, naquela região do Sul de Minas, que marcou a história da escravatura em Minas e no Brasil. Um grupo de escravos comandou ações violentas em três fazendas da família Junqueira, que resultaram na morte de nove pessoas do clã latifundiário. Do lado dos revoltosos, a violência também foi implacável: cinco deles foram mortos durante o levante e outros 16, enforcados na vila de São de João del-Rei, pouco mais de seis meses após decorridos os autos criminais.

Caramurus

“Nessa publicação, condenso a reflexão que venho fazendo há quase três décadas sobre a Revolta dos escravos de Carrancas, com destaque para o protagonismo dos escravizados e como eles se apropriaram das identidades políticas em disputa no período das Regências (1831-1840)”, explica o pesquisador.

Segundo ele, naquela época, havia três agrupamentos políticos no Brasil: os liberais moderados, que eram monarquistas constitucionais; os liberais exaltados, que até defendiam ideias republicanas; e os caramurus, apelidados de restauradores. “Esse último grupo era mais alinhado ao imperador D. Pedro I. Após a abdicação do trono pelo monarca, no dia 7 de abril, o grupo que o apoiava acreditava na restauração do seu trono no Brasil. Vem daí o fato de alguns caramurus serem identificados como restauradores”, informa Marcos Andrade. “Por isso”, prossegue, “os escravos de Carrancas se apropriaram da identidade caramuru, ao afirmarem: “Vocês não costumam falar nos caramurus? Nós somos os Caramurus e vamos arrasar tudo.”

O professor Marcos defende que é crucial compreender o contexto de “dissenso político” entre as elites da província de Minas Gerais para entender a ação e o protagonismo dos escravos. No ensaio, trata também de outros temas, como a importância do comando do líder do levante (Ventura Mina), a composição étnica dos revoltosos e a punição exemplar dos insurretos, que resultou na maior condenação à pena de morte da história da escravidão brasileira, dando origem ao debate sobre a Lei de Exceção, promulgada dois anos depois, que puniu com mais celeridade a rebeldia escrava.

Por se tratar do maior grupo editorial do país, que publica obras da área de Ciências Humanas, sobretudo de História, o professor Marcos Andrade acredita que o ensaio representará uma grande oportunidade de fazer com que essa história seja cada vez mais conhecida. “Essa publicação soma-se a várias iniciativas que tenho desenvolvido no sentido de divulgar esse dramático capítulo da história da escravidão brasileira, tão necessário de ser amplamente debatido e conhecido”, ressalta.

Revoltas escravas no Brasil pode ser adquirido no site da editora Companhia das Letras.

Fonte:
Rafaella AzevedoAssessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 Celular: (32)9.9932-8475

Cultura

Coral Cidade dos Profetas encerra a série “Concertos Itinerantes” em São João del-Rei neste domingo 29

Após percorrer seis cidades de Minas, o Coral Cidade dos Profetas chega a São João Del Rei, última parada de sua nova turnê – a série de “Concertos Itinerantes”. A apresentação será neste domingo (29/08), na Capela do Divino Espírito Santo, às 11h, de acordo com os protocolos de biossegurança. A entrada é gratuita.

“Neste concerto teremos algumas músicas acompanhadas por um instrumento pouco comum chamado espineta, executado por Maria Amélia Viegas. Também teremos a participação da instrumentista Salomé Viegas, na flauta, e de dois cantores da cidade, a soprano Elisabete Mendonça e o barítono Adilson Cândido. Outra peculiaridade dessa apresentação é que teremos no repertório músicas de compositores de São João, do período colonial mineiro”, afirma o maestro Herculano Amâncio. O projeto Concertos Itinerantes é viabilizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. 

Acompanhado de orquestra de câmara e solistas, o Coral Cidade dos Profetas interpretará nas ocasiões, alguns dos clássicos do repertório que o notabilizou, pinçados originalmente em acervos setecentistas. “A cada recital um compositor do período Colonial, como Manoel Dias de Oliveira, Joaquim José Emerico Lobo de Mesquita, Padre João de Deus de Castro Lobo, Marcos Coelho Neto e Jerônimo de Souza Lobo, será homenageado, com a intenção de revelar às novas gerações sua obra e sua biografia, e de aproximar este patrimônio imaterial de um público mais amplo, durante as apresentações em igrejas, reproduzindo a mesma atmosfera do período colonial”, explica o maestro do Coro, José Herculano Amâncio.

Com esta série, o Coral Cidade dos Profetas já passou por São Brás do Suaçuí, Entre Rios de Minas, Ouro Preto, Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Tiradentes. “Essas cidades foram escolhidas porque mantêm a tradição da Música Colonial. Quando cantamos é como se a arquitetura barroca ainda presente em alguns aspectos destes lugares ganhassem sua trilha sonora”, conclui o tenor Antônio Maria Reis, um dos integrantes do grupo.

Repertório:

  • – Missa Pequena – Kyrie (Joaquim de Paula Souza)
  • – Jaculatória (Anônimo)
  • – Sicut Cedrus (Anônimo)
  • – Moteto O Vere Christe (José Joaquim da Paixão)
  • – Matinas do Natal – Responsório I (Anônimo)
  • – Tota Pulchra es Maria (Anônimo)
  • – Padre Nosso (Lobo de Mesquita)
  • – Ave Maria (Lobo de Mesquita)
  • – Stabat Mater (Lobo de Mesquita)
  • – Ofertório de Nossa Senhora da Assunção (Anônimo).

Pioneirismo

Especializado na interpretação de música sacra antiga de Minas Gerais, e com três CDs gravados _ “Missa em Fá de Lobo de Mesquita”, “Mestres do Colonial Mineiro” e o disco “Louvor à Virgem Maria” – o Coral Cidade dos Profetas desenvolve, nestas mais de três décadas de atuação, desenvolve o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do País. Formação, difusão e promoção são bases das atividades desenvolvidas pelo grupo, sediado na cidade histórica de Congonhas.

Minas Gerais, nos séculos 18 e 19, protagonizou um apogeu criativo incomum com a presença de centenas de compositores – grande parte deles atualmente desconhecidos -, e que trabalharam na criação de músicas para as celebrações litúrgicas que regiam a vida cotidiana. O tempo passou e a execução deste legado criativo do nosso povo foi deixando de acontecer, até que se restringiu basicamente aos acervos de poucas instituições de memória dedicadas à proteção das antigas partituras. O Coral Cidade dos Profetas surgiu com a proposta de divulgar esta rica musicalidade, símbolo da época do apogeu do Ciclo do Ouro.

A trajetória incomum do grupo vem proporcionando oportunidades de realização de centenas de concertos, bem como sua participação nos principais eventos culturais do interior do Estado, como Festivais de Inverno, Encontros de Corais Nacionais e celebrações litúrgicas das cidades históricas como a Semana Santa. 

Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o Coral oferece gratuitamente, além da produção cultural, formação musical para pessoas de 12 a 80 anos, sendo reconhecido como uma das mais autênticas manifestações culturais de Minas. Toda sua trajetória foi, recentemente, registrada no documentário “Coral Cidade dos Profetas e a Música Antiga e Minas”, disponível no Youtube, no canal oficial do Coral Cidade dos Profetas (https://bit.ly/3o4r81A).

Música Colonial

Espantoso mistério envolve a formação do movimento musical de Minas Gerais, na época em que se estabelecia e se definia a sua região aurífera. Pouco se sabe sobre os primeiros músicos que se fixaram nesta região. O certo é que, imediatamente, a música se ampliou e ocupou todos os espaços sacros da região.

Mas o maior mistério é a quase ausência de brancos neste movimento, que revelou mulatos de impressionante capacidade artística, às centenas, num só século. A valorização do músico era tamanha que mulatos eram frequentemente admitidos em irmandades de brancos, a fim de reforçarem os conjuntos como compositores, cantores e instrumentistas. Havia músicos em atividade permanente, o que explica também a grande quantidade de música composta em tão pouco tempo – a maioria das partituras encontradas foi escrita nos últimos decênios do século XVIII.

Documentos comprovam que os mestres mulatos de Minas Gerais conheciam perfeitamente as formas da música. Escreviam com grande desembaraço, fazendo ostentação de uma generosíssima invenção melódica, de uma grande capacidade para modulações espantosas, de um contraponto fluido e de uma prosódia correta, como profundos conhecedores que foram do Latim e da liturgia. É neste plano estilístico que se enquadram as composições escolhidas para o repertório da série de concertos, que compõem a ação cultural proposta pelo projeto.

A respeito desta música, o pesquisador Benedito Lima de Toledo escreveu: “Estamos no cenário de um espetáculo que ganhou características operísticas. É preciso proclamar a Fé “In Hynnis et Canticis” (com hinos e cânticos), como desde o Concílio de Trento a Igreja vinha recomendando. Assim, do coro das igrejas, vem música que preenche todo o espaço, fazendo vibrar desde a tábua do assoalho até o forro. O compositor pode ser brasileiro, mas na letra é usado o Latim e o povo entende apenas um credo aqui ou um glória ali, em meio à profusão de vozes, profusão coerente com a profusão decorativa: profusão barroca… Assim, todos os sentidos são solicitados, e com eles todos os sentimentos…”

Serviço:

Série de Concertos Itinerantes

Quando: Dia 29/08, domingo às 11h

Onde: São João Del Rei – Capela do Divino Espírito Santo 

Entrada gratuita

Educação

Senac abre inscrição para cursos técnicos gratuitos

O Senac oferta mais de 11 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no estado, em parceria com o Governo de Minas, por meio do projeto Trilhas de Futuro. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 20 e 30 de agosto pelo site www.trilhasdefuturo.mg.gov.br. O projeto é destinado a estudantes regularmente matriculados nos segundos e terceiros anos do ensino médio; estudantes regularmente matriculados em qualquer período da Educação de Jovens e Adultos (EJA); e jovens que concluíram o ensino médio.

As oportunidades são para 17 cursos diferentes em áreas como, saúde, informática, gestão, beleza e moda. Além das aulas, os participantes receberão vale-transporte e alimentação (R$ 18,00por dia) como apoio para frequentar os cursos.

Além disso, contam com o Rede de Carreiras, um serviço gratuito do Senac em Minas, com atuação desde 2014, que tem o objetivo de conectar, por meio do seu portal de vagas, alunos e candidatos interessados em oportunidades de estágio e emprego, as empresas que desejam divulgar suas vagas e selecionar profissionais qualificados.

As aulas serão presenciais, com adequação às medidas locais de prevenção à Covid-19. Os cursos têm início previsto para o mês de outubro e duram, em média, de 18 a 24 meses. Os interessados devem ficar atentos aos pré-requisitos para participação no programa e os documentos necessários para realização da matrícula.

Lafaiete e região

Todas as regiões de Minas contam com a participação do Senac no Trilhas de Futuro, somando 33 cidades, oferecendo do vagas.  Entre elas,  Barbacena (729), Conselheiro Lafaiete (243), e São João Del-Rei (570).

Mais informações podem ser conferidas pelo site do Trilhas de Futuro ou diretamente com a unidade mais próxima.

Senac Lafaiete
Rua Tavares de Melo, 630 – Lojas 3, 4 e 5 – Centro.
Telefone:. (31) 3062-2950.

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Cultura

Inscreva-se no festival de artes e cultura da UFSJ!

Não perca tempo: o Inverno Cultural abriu o período de inscrições para as oficinas da sua 32º edição. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrições.

As oficinas estão disponibilizadas nas áreas temáticas Arte-Educação, Artes Cênicas, Artes Visuais, Literatura e Música. Para se inscrever nas oficinas, basta acessar o site oficial do evento (www.invernocultural.ufsj.edu.br), clicar em Programação, depois em Oficinas e escolher a sua. As oficinas são gratuitas e as inscrições ficarão abertas até atingirem o limite de vagas ou até a véspera de sua realização.

Este ano, devido à pandemia, o festival volta em formato diferente: as atrações serão on-line. O 32º Inverno Cultural UFSJ acontece entre os dias 21 a 29 de agosto, com o tema Hotxuá: alegria, cura e sabedoria.

Fonte: Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 / Celular: (32)9.9932-8475

Saúde

Projeto de aluna da UFSJ viabiliza máscaras PFF2 a baixo custo em São João del-Rei

PFF para Todos: como se proteger a preço justo

“A gente ainda vê poucas pessoas usando máscaras PFFs em público.” A preocupação de Luana Torres, aluna do curso de Ciências Biológicas da UFSJ, é assunto sério. Afinal, muitos já sabem da importância do uso de máscaras para evitar a covid-19, mas o hábito da PFF2, cuja eficácia gira em torno de 94% a 98%, ainda é raro. Luana coordena um projeto de popularização da PFF2 em São João del-Rei, que divulga informações importantes sobre o tema, tira dúvidas e, especialmente, viabiliza a venda dessas máscaras a preços acessíveis.

“Sempre que alguém compra, leva mais pra família”, conta Luana, demonstrando um dos caminhos para a popularização da máscara na cidade e, consequentemente, para o controle do novo coronavírus. No total, já são cerca de 800 máscaras vendidas pelo projeto, alcançando por volta de 150 famílias.

Diante dos tantos desafios que a pandemia tem trazido às pessoas, Luana encontrou no projeto PFF para Todos, criado por ela mesma, uma forma de enfrentá-los. “Um dos maiores estímulos para mim é poder aumentar a proteção contra o novo coronavírus na cidade, possibilitando que mais pessoas tenham acesso às máscaras PFF2, num momento em que o preço dessas máscaras tem aumentado muito por aqui. Quanto mais pessoas protegidas, menos casos nós teremos.”

A estudante não está sozinha. Colaboram com ela, dividindo tarefas, a advogada Daphine Ribeiro e o professor João Lopes, que participam especialmente da comunicação, e a produtora de eventos Paloma Kathleen, que atua na venda de máscaras a preço acessível no bairro de Matosinhos.

O projeto mantém uma página no Instagram, que veicula informações sobre máscaras e explica como adquiri-las.

Importância das máscaras

Uso de máscaras, distanciamento, higiene das mãos e vacinas são as principais medidas de controle da pandemia de covid-19. As máscaras, em geral, se usadas corretamente, ajudam a evitar que o vírus passe de uma pessoa para outra, mas têm eficácias diferentes, conforme o modelo. Aquelas feitas de pano dependem de uma série de fatores, como a quantidade de camadas; as PFF2 já são projetadas com níveis altíssimos de proteção, que podem chegar a 98%. 

A importância de usar máscaras de alta proteção cresce com o surgimento de novas variantes do novo coronavírus, mais transmissíveis, como a variante delta que, segundo especialistas, pode se tornar predominante no Brasil nos próximos meses.

Fonte:

Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 Celular: (32)9.9932-8475

Educação

Artigo da UFSJ sobre mortalidade neonatal publicado no exterior

O renomado periódico International Journal of Advanced Research (IJAR) publicou, em junho, artigo elaborado por professores e alunos do curso de Medicina da UFSJ em São João del-Rei. Predicctor variables of neonatal mortality in very-low-birth-weight infants (Variáveis preditoras de mortalidade neonatal em recém-nascidos de muito baixo peso) vem assinado pelos docentes do Demed Márcia Reimol de Andrade, Joel Alves Lamounier e Laila Cristina Damásio, por Luciane Teixeira Passos Giarola, professora no Departamento de Matemática e Estatística, e pelos graduandos Cristina Amaral Calixto, Nathalia Macedo Marteletto, Priscila da Silva Azevedo Leite, Paulo Sérgio Leite e Emylle Guimarães Silva.

O objetivo da pesquisa foi investigar o perfil da mortalidade em recém-nascidos de muito baixo peso, bem como modelar a associação de algumas variáveis com a mortalidade neonatal, a fim de detectar possíveis causas evitáveis de morte. As informações obtidas foram sendo registradas paulatinamente, ao longo dos anos, com o intuito de obter dados que permitissem uma pesquisa quantitativa.

Segundo a professora Márcia Reimol, o artigo resulta de um trabalho de equipe muito rigoroso, feito durante a pandemia. “Os alunos contribuíram para a realização do texto e construção das tabelas, sob nossa coordenação. Fizemos também várias reuniões para discussão dos resultados. O trabalho de análise estatística ficou sob responsabilidade da professora Luciane Giarola, que foi da maior importância para a equipe”, explica Márcia, expressando também sua gratidão aos estudantes e aos colegas docentes, pela dedicação durante todo o tempo de pesquisa.

Indexado
O International Journal of Advanced Research publica, em inglês, pesquisas nas diversas áreas da Saúde, sendo indexado em várias bases de dados: Google Scholar, Copernicus, Mendeley e Medline.

A professora Márcia Reimol acredita que qualquer trabalho publicado por docentes e discentes da Universidade, seja de que área for, contribui para evidenciar a qualidade da UFSJ. “Em particular, essa publicação demonstra a importância do trabalho coletivo (inclusive entre diferentes áreas de atuação, que podem contribuir umas com as outras), da formação de grupos de pesquisa, da interação entre pesquisadores, propiciando maior aprendizado e melhor formação para os alunos”, completa.

Quanto à contribuição da pesquisa para a Saúde, ela entende que os resultados confirmam a relevância do cuidado neonatal de qualidade, principalmente para os neonatos que nascem prematuramente.

A pesquisadora lembra que, na pandemia, houve restrições para o uso de laboratórios e a realização de trabalhos de campo. “Manter a atividade de pesquisa, mesmo com tantas dificuldades, tem sido um desafio para a comunidade acadêmica.”

Fonte: ASCOM / https://ufsj.edu.br

Saúde

EGRESSA DA UFSJ É PREMIADA EM HARVARD

AMANDA OUCHIDA PESQUISA NOVOS MEDICAMENTOS CONTRA O CÂNCER

A pesquisadora Amanda Ouchida, ex-aluna da UFSJ, participa de pesquisa de novos medicamentos para o tratamento do câncer, pela qual recebeu menção honrosa por seu trabalho no Broad Institute of MIT and Harvard. A cientista fez parte da primeira turma do curso de Bioquímica do Campus Centro-Oeste Dona Lindu (CCO/UFSJ).

Identificar novos alvos e fármacos para o tratamento do câncer é o principal foco da pesquisa em estágio pré-clínico de que Amanda participa. Difere de outros estudos já existentes, pois possibilita fazer a conexão entre as informações e testar as drogas para vários tipos de câncer ao mesmo tempo.

O Prêmio ScientistA foi promovido pela Dimension Sciences e pelo grupo Mulheres do Brasil do Vale do Silício, para premiar e homenagear mulheres brasileiras que fazem Ciência nos Estados Unidos. O comitê científico avaliou 54 aplicações. Amanda ficou entre as sete finalistas e recebeu menção honrosa pelo trabalho desenvolvido no Broad Institute.

“Esse prêmio representa muito para mim! Mostrou que estou no caminho certo e que, apesar da trajetória não ter sido fácil, meu esforço foi reconhecido. E também vem exaltar nós, mulheres latinas que fazemos Ciência nos Estados Unidos da América, assim como é um incentivo para jovens cientistas brasileiras que querem seguir essa carreira. O ScientistA veio mostrar que tudo isso é possível”, comemora.

Fonte: @ufsjbr 

Cultura

Teatro apresenta experimento cênico sobre O beijo no asfalto
A orientação é da professora Juliana Monteiro.
Foto: Arquivo pessoal

O beijo no asfalto – um exercício sobre a palavra é o título do experimento cênico on-line que um grupo de estudantes do curso de Teatro da UFSJ, coordenado pela professora Juliana Monteiro, apresenta nesta terça, 20, e na quinta, 22, em sessões gratuitas às 19h45 e 21h, pela plataforma Zoom.

A apresentação foi desenvolvida ao longo da disciplina Na era das videoconferências e, “visitou” O beijo no asfalto, tragédia carioca do escritor Nelson Rodrigues (1912-1980). A trama, de 1960, envolve jogos de poder, manipulação e deformação da realidade por parte da mídia. Outro motivo para escolha do texto, segundo os participantes, é que a emblemática peça consegue lançar luz sobre preconceitos ainda presentes na sociedade brasileira, realçando o processo de “cancelamento” de uma pessoa.

Dividida em três atos, com duração de total  30 minutos, a montagem teve como ponto de partida práticas de atuação, o exercício do ato teatral, como processo coletivo de construção, além de experiências realizadas na primeira metade do século passado, quando as linguagens do Rádio e do Teatro se entrecruzaram.

Como assistir

Para confirmar sua presença nesse encontro virtual, basta preencher este formulário, até às 17h do dia em que pensou em assistir à peça.

Ficha Técnica

Atuação, criação, produção e divulgação

Diego Fernandes

Hadrien Nogueira Ribeiro

Jaqueline Sibeli Lea

Maria Clara Nardy Carneiro

Maria Esther Mendes

Mariana Starling

Pedro Castro

Sofia Figueiredo

Wanderson Martins

Orientação: Juliana Monteiro

Agradecimentos: Antônio Rogério Toscano e Turma de 2021 da EAD (ECA-USP)

Contato: naeradapalavra.ufsj@gmail.com

Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808/Celular: (32)9.9932-8475

Cultura

“Trabalho maravilhoso”, destaca curadora da UFSJ

A professora do curso de Enfermagem da UFSJ, Elen Soraia de Menezes Cabral, é uma das três curadoras da exposição virtual Enfermagem sem Fronteira. A mostra, que pode ser apreciada até dia 25 deste mês, é promovida pela Coordenação de Cultura, Biblioteca Central e Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, da Universidade do Rio de Janeiro (UniRio).

Em ambiente virtual 3D, Enfermagem sem Fronteira disponibiliza informações sobre o percurso histórico dessa ciência através dos séculos. Ao lado da docente da UFSJ, também assinam a curadoria da exposição os professores Fernando Couto (UniRio) e Luciana Luchesi (USP-Ribeirão Preto).

Apaixonada pela história da Enfermagem, fundadora e líder do Nehmescom, grupo de pesquisa nesta área, no Campus Centro-Oeste Dona Lindu (CCO), Elen faz parte do Laboratório de Cuidados e Enfermagem da UniRio, onde tem realizado trabalhos conjuntos com os outros dois curadores da exposição, que a convidaram a colaborar com a mostra.

Ela se diz satisfeita com o resultado. “Trabalho maravilhoso”, define. “Essa exposição é importante por divulgar e valorizar a Enfermagem, suas histórias e suas origens. Estudando, pesquisando essa história, podemos compreender melhor a profissão, desfazendo  mitos e promovendo conhecimento”, avalia.

O que ver

Para Elen, um dos destaques da exposição virtual são os avatares, inclusive o da campanha Abrace a Enfermagem, que acompanham o internauta em sua navegação.

Além de ver imagens de figuras que marcaram a história da Enfermagem no mundo e no Brasil, como Florence Nightingale e Anna Nery, entre outros, o internauta poderá, no menu Galeria, acessar cinco seções: Biografias; Instituições de ensino; Entidades de classe; Cultura dos cuidados nos manuais de Enfermagem; e Atualidades.

A exposição disponibiliza também dois estandes sobre cultura e empreendedorismo: Onã Poetisa do Cuidar: arte do cuidar sempre bela a inspirar, construída com elementos da cultura de cordel, e Arte e cuidado em tempos de pandemia, de Nébia Maria Almeida de Figueiredo, que expõe seus desenhos. Completam o menu da exposição uma apresentação musical da Banda Sinfônica Virtual UniRio, e filme produzido pela BBC sobre Florence Nightingale, com versão  para crianças.

Como ver

Para ter acesso à exposição Enfermagem sem Fronteira, o internauta deve se inscrever gratuitamente neste link.

Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 / Celular: (32)9.9932-8475