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Turismo & Lazer

Museu da Cozinha Mineira será instalado em Santa Luzia

Espaço irá funcionar na Fazenda Boa Esperança, fruto de parceria entre o município e o Iepha-MG

13 8 2021 minista

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), Felipe Pires, e integrantes da equipe técnica da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) visitaram no dia 13/08, a cidade de Santa Luzia, onde foi assinado um protocolo de intenção de cooperação técnica entre o município e o Iepha para a implantação do Museu da Cozinha Mineira.

O Museu será instalado na Fazenda Boa Esperança, pertencente ao município, que será restaurada pela prefeitura. A proposta é que haja uma exposição de longa duração e outras mostras temáticas de média duração, com base em calendário de datas comemorativas, estando sempre em consonância com atividades educativas. O espaço expositivo deverá ser composto por utensílios domésticos relacionados à cozinha mineira, objetos e recursos tecnológicos que incentivem a interação dos visitantes com o acervo.

O Iepha-MG irá fornecer orientação técnica para a implantação do projeto, e a intenção da parceria é contribuir para o desenvolvimento e valorização da cozinha mineira enquanto patrimônio cultural imaterial.

“O Museu da Cozinha Mineira será parada obrigatória para turistas, até pela proximidade com o aeroporto internacional de Confins”, diz o secretário Leônidas Oliveira. Ele também ressalta o trabalho da Secult e do Iepha para reconhecer a Cozinha Mineira como patrimônio do Estado e do país.

“O Governo de Minas deu início ao processo de reconhecimento da Cozinha Mineira como patrimônio cultural imaterial do Estado, além de elaborar, de forma participativa e colaborativa, o Atlas da Cultura Alimentar de Minas Gerais. Já o Plano Estadual da Cozinha Mineira afirma-se como mais um passo importante para o desenvolvimento sustentável da Cultura e do Turismo no Estado, prevendo a articulação de iniciativas do poder púbico, setor privado e sociedade civil, buscando movimentar a economia criativa para a geração de milhres de empregos”, enfatiza o secretário.

“A cozinha é parte da identidade e da cultura de Minas Gerais. Mais do que alimento, ela representa afeto e cuidado. A criação do museu em Santa Luzia, em parceria com a prefeitura, terá como base os estudos em desenvolvimento pelo Iepha no sentido de reconhecer esse patrimônio imaterial, possibilitando a implantação do espaço que vai reunir, representar e valorizar essa tradição numa ação de importante salvaguarda”, diz o presidente do Iepha, Felipe Pires.

Fazenda Boa Esperança de Santa Luzia
A Fazenda Boa Esperança é um exemplar da arquitetura rural mineira de finais do século XIX. A edificação principal é uma construção inspirada no estilo colonial e se integra perfeitamente à natureza do local, cujo principal detalhe arquitetônico é seu alpendre, exemplar das raízes mineiras.

arquitextos 144.04: Fazenda Boa Esperança | vitruvius

Agenda no município
Durante a visita à Santa Luzia, a equipe da Secult visitou o Solar da Baronesa, onde foi apresentado o projeto do Museu da Cozinha Mineira, com participação do secretário Leônidas Oliveira, do prefeito da cidade, delegado Christiano Xavier, da secretária Municipal de Cultura e Turismo, Joana Coelho, e do presidente do Iepha, Felipe Pires.

O Solar, sobrado colonial construído pelos barões de Santa Luzia Manuel Ribeiro Viana e Maria Alexandrina de Almeida Viana, é a maior construção civil do centro histórico da cidade e possui grande relevância histórica e arquitetônica para o município. A edificação funciona como sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e como centro cultural para a promoção de oficinas culturais.

Em seguida, a comitiva da Secult visitiou a Fazenda Boa Esperança e também o Quilombo de Pinhões, comunidade quilombola localizada na área rural do município. A única igreja do local foi construída em 1888 e é dedicada Nossa Senhora do Rosário. O nome “Pinhões” foi dado pelos antigos moradores em virtude da grande quantidade de araucárias e pinheiros, árvores que produzem o fruto de nome pinhão. Sua maior expressão cultural é a guarda catopés de Nossa Senhora do Rosário, cuja festa acontece em outubro, registrada como patrimônio imaterial do Município de Santa Luzia.

Houve também visita ao Quilombo Manzo, comunidade fundada na década de 1970, por Mãe Efigênia, descendente de indígenas e africanos que foram escravizados no Morro da Queimada, em Ouro Preto. Em dezembro de 2017, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte reconheceu o quilombo como patrimônio imaterial do município, juntamente com outras duas comunidades quilombolas. O Registro na esfera estadual foi solicitado pela comunidade Manzo Ngunzo Kaiango ao Iepha-MG em fevereiro deste ano.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cidades

Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac e APAC produzem máscaras de pano para proteção contra a Covid-19

Máscaras serão doadas para instituições sociais, que irão distribuir esses materiais para quem não tem condições de adquiri-los

As máscaras são grandes aliadas para evitar a proliferação da Covid-19. Devido à importância desse equipamento, diversas ações estão sendo realizadas para reforçar, junto à sociedade, sua necessidade em tempos de pandemia. Entre elas, a determinação da obrigatoriedade de uso desse material em diversas cidades do mundo. No entanto, diante das desigualdades sociais, muitas pessoas não possuem condições de adquiri-las.

Pensando nisso, o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac iniciou um projeto com a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) em Minas Gerais, que está produzindo cerca de 100 mil máscaras de pano. Parte desse material ficará com a APAC e a outra será destinada para os 43 sindicatos filiados representados pela Fecomércio MG, que irão enviá-las para doação.

A construção dessa iniciativa só foi possível graças à disponibilidade de mão de obra dos internos da APAC e do Sistema, com o Sesc doando todo o material (tecido, linhas e elásticos) e emprestando 18 máquinas de costura para a confecção das máscaras. A ação com a APAC é apoiada pelo Instituto Minas Pela Paz, Brazil Foundation, Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A presidente interina da Fecomércio MG, Maria Luiza Maia Oliveira, explica que o Sistema já desenvolve há anos atividades sociais nas APACs do Estado. Entre elas, o apoio do programa Rede de Carreiras, um serviço gratuito prestado pelo Senac em Minas que auxilia profissionais e empresas em processos de recolocação e seleção para o mercado de trabalho.

“O Sistema Fecomércio MG tem atuação ampla no Estado, prestando auxílio ao empresário e à sociedade. Por isso, temos orgulho de fazer parte de projetos sociais. A APAC é um projeto maravilhoso e que apresenta bons resultados na recuperação e reintegração social. Com esse projeto de produção das máscaras, incentivamos a empatia e oferecemos oportunidade de acesso e uso de um equipamento de segurança essencial para este momento”, orgulha-se Maria Luiza.

Para o diretor de Programas Sociais, Serviços e Operações do Sesc em Minas, Grijalva Duarte, o projeto tem como objetivo ajudar tanto a sociedade civil como os internos da APAC. “O Sesc em Minas e as demais entidades que compõem o Sistema conseguem ser agentes de transformação social na vida desses internos e das pessoas em vulnerabilidade social, que não possuem condições de adquirir uma máscara”, enfatiza.

O gerente de Projetos do Instituto Minas Pela Paz, Enéas Alessandro Melo, considera que a ação solidária é uma forma dos recuperandos contribuírem com a sociedade em um momento tão delicado devido ao novo coronavírus. Ele ressalta ainda que o trabalho diferenciado feito pelas unidades da APACs em Minas está sendo reconhecido em outras partes do país. “O instituto trabalha na mobilização dos parceiros para qualificação profissional dos recuperandos e no fortalecimento das unidades produtivas das APACs. Com esse projeto, os internos conseguem praticar um ofício e auxiliar a comunidade”, explica Melo.

Participam da ação as APACs femininas de Conselheiro Lafaiete e Pouso Alegre, e as masculinas de Santa Luzia, Campo Belo, São João del-Rei, Manhuaçu e Caratinga.

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