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Reserva da Mineração Curimbaba multiplica por cinco vezes o ICMS Ecológico de Simonésia

Além de garantir a preservação do ambiente, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) também contribuem para incremento de receita dos municípios através do ICMS Ecológico. Em Simonésia, a criação da RPPN Sossego do Muriqui, de propriedade da Mineração Curimbaba, aumentou cinco vezes o valor que o município recebia. O ICMS saltou de R$ 9.730,69 (2017) para R$ 53.043,31 (2021).

As RPPNs são unidades de conservação de proteção integral de propriedade privada e cujas atividades permitidas são educação ambiental, turismo e pesquisa científica. Em Simonésia, havia a Mata do Sossego com 133,74 hectares, mas em 2018 a Mineração Curimbaba transformou voluntariamente 339 hectares de mata atlântica preservados na RPNN Sossego do Muriqui.

A empresa de mineração sustentável de bauxita informou também que o reconhecimento da reserva é perpétuo e acompanha a vida da propriedade.

“A criação de uma RPPN contribui fortemente para a proteção do bioma Mata Atlântica na região de Simonésia, principalmente, por ser uma unidade de conservação privada, uma iniciativa da Mineração Curimbaba para preservar o Muriqui-do-Norte e todas as espécies de fauna flora e centenas de nascentes. A RPPN Sossego do Muriqui representa uma unidade de conservação de proteção integral estratégica para a região, pois vai conectar com outras reservas próximas. A criação dessa RPPN conferiu também um recurso significativo para o município de Simonésia com o repasse do ICMS ecológico do estado”, destaca o consultor e geógrafo da Curimbaba, Francisco Portes.

“Acreditamos em um mundo melhor e mais sustentável e, por isso, conectamos o nosso lado humano com a tecnologia para preservar o meio ambiente, seja desenvolvendo soluções ou com ações da própria empresa. Através do diálogo e da conservação, podemos avançar em prol de projetos realmente importantes para o meio-ambiente da região”, afirma.

RECONHECIMENTO

O ICMS Ecológico é um instrumento que ajuda as prefeituras e, por consequência, toda a população. Trata-se de política pública de repasse de recursos financeiros aos municípios que abrigam, em seus territórios, áreas de preservação.

O município de Simonésia recebeu 144 mil reais nos últimos cinco anos por conta das RPPNs. Com a iniciativa da Mineração Curimbaba, o ICMS Ecológico multiplicou por cinco. O repasse somou R$ 9.730,69 (em 2017) e outros R$ 9.280,62 (em 2018). A partir de 2019, com o registro da nova reserva, o valor subiu para R$ 36.024,42 (2019), R$ 36.887,26 (2020) e R$ 53.043,31 (2021).

O ambientalista e presidente da Associação dos Amigos do Meio Ambiente, Eduardo Bazém, conta que a reserva criada voluntariamente pela Mineração Curimbaba forma um corredor de biodiversidade equivalente a 340 campos de futebol de mata atlântica totalmente preservada.

“Além de preservar ricas espécies da fauna e flora, é berço de centenas de nascentes que irrigam terras produtivas e abastecem comunidades rurais e urbanas, como a própria cidade de Simonésia”, enfatiza.

O ambientalista Eduardo Bazém comenta que pode até parecer pouco dinheiro, mas “se tivéssemos a certeza que esses recursos são aplicados na causa ambiental, como campanhas educativas, melhoria de estradas, cercas, pontes, combate aos incêndios florestais, e outros, seria confortável. Na grande maioria das vezes não é o que ocorre. Na verdade, os municípios nada fazem para que tenham direito a receber esses repasses. Infelizmente é a lei”.

Enquanto muitos criticam sem nem conhecer a extração de bauxita, existem diversos casos em nossa região em que áreas de preservação permanente, mesmo não sendo registradas como qualquer tipo de unidade de conservação, sofrem intervenções que alteram consideravelmente a paisagem natural em desrespeito total à legislação ambiental.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Cidades

Conheça Minas Gerais – Caratinga

Com a influencia resultante do bom preço da poaia e em procura da mesma, partindo das proximidades da atual cidade de Abre Campo, com alguns índios, deliberou penetrar os serões nas regiões dos rios Matipó e Sacramento Grande, alcançou as nascentes do rio Caratinga, prosseguiu por onde é hoje a atual cidade desse nome, dobrou pelas aguadas do rio Manuassu , chegando até o local denominado Cuieté.

Caratinga possui uma geografia típica dos Mares de Morros mineiros, isto é, uma área acidentada dos planaltos dissecados e cobertas por florestas estacionais semi-deciduais. Este ambiente geográfico é cortado pelo Rio Caratinga, que foi, como afirma Lázaro Denizart do Val, por onde, em 1841, chegou Domingos Fernandes Lana, a procura de Poaia, um planta de grande valor medicinal:

Esta citação é uma das mais antigas sobre o início de nossa história. Foi feita por Antônio Caetano do Nascimento, filho daquele que é considerado o fundador de Caratinga. Teria sido Domingos Fernandes Lana que, impressionado com a enorme quantidade de “um tubérculo alimentício chamado caratinga (cará branco), deram aos montes que a esta dominam o nome de serra da Caratinga”. Surgia, assim, o nome da cidade, provavelmente já chamada dessa forma pelos nativos que lá residiam.

De fato, antes da chegada destes desbravadores, lá residiam dois grandes grupos de nativos. Um nômade, que seguia as águas do rio Caratinga até o rio Doce, e voltavam sempre que os alimentos ou o tempo os obrigasse – eram os bravos Botocudos, que foram aquartelados e praticamente dizimados. O outro grupo era de nativos, os chamados Purís, ou Bugres, que habitavam a região, se alimentado do próprio cará branco, da caça e da pesca. Foram de grande importância na localização da cidade.
A data de 24 de junho de 1848, a que a tradição se refere Dia da Cidade, tem como base o mesmo relato de Antônio Caetano do Nascimento:

Igreja São João
Igreja São João
Primeira igreja do município, erguida no ano de 1870 em terras doadas pelos irmãos Joões, fundadores da cidade. A obra é atribuída ao padre Maximiniano João da Cruz, 1º pároco de Caratinga. Hoje é um dos raros exemplares da arquitetura do século XIX. Sua simplicidade nos remete a um passado de dificuldades dos primeiros anos de colonização de Caratinga. Possui apenas uma nave, as paredes são desprovidas de qualquer ornamento e no fundo, o altar-mor em madeira, abriga a imagem primitiva de São João Batista, padroeiro da cidade. Os traços mineiros podem ser observados na singeleza do imóvel com seus balaústres rendilhados do coro. pode ser considerado o bem tombado mais importante do município.

“Em 1848, entrou João Caetano do Nascimento, em Caratinga, com seus filhos maiores, muito patriota e de relação com Domingos Fernandes de Lana… (de quem requereu) Bugres, e com seus companheiros, João da Cunha, João José e João Antonio de Oliveira, fez picada até Sapucaia… chegando à localidade que é a atual cidade deste nome em 23 de junho de 1848. Festejaram o dia de São João com uma grande fogueira e, nesse mesmo dia ofereceram uma posse para patrimônio desse santo, que é a atual cidade”.

Como se vê, na verdade, quem primeiro desbravou a terra foi Domingos Fernandes Lana, e não João Caetano do Nascimento, como geralmente se afirma.

Caratinga desde os anos de sua fundação até quando foi elevada a cidade, teve um crescimento incipiente e irregular. A construção da Capela de São Batista e a vinda do primeiro religioso, o Padre Maximiano João da Cruz, forma destaques neste período. Lazadro do Val, afirma que “era a pequena capela, inacabada e tosca, o único sinal de civilização da terra, que permanecia segregada e inóspita”.

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Museu Hélio Amaral
O Instituto Hélio Amaral possui em sua área um Museu Regional com peças antigas pertencentes à família Amaral. Uma biblioteca com uma média de 3 mil volumes em diversas áreas do conhecimento científico disponível à comunidade caratinguense. Uma casa centenária que em suas dependências abriga um bistrô.

Esta situação somente viria a mudar após a a emancipação política de Manhuaçu, a quem pertenciam, em 1890. Com a Proclamação da República, sobressaiam na cidade o trabalho de vários “republicanos históricos”, dentre os quais é preciso destacar José Cristino da Silveira, Tobias Manassés Viana e Symphrônio Fernandes. Segundo Lázaro do Val, esta tríade e mais alguns outros republicanos organizaram um comício no alto do Itaúna e, no dia 30 de setembro de 1889, “saudaram com enorme foguetório” a futura República do Brasil. Quando ele esteve na cidade, em campanha pelo regime republicano, João Pinheiro havia prometido que se a mesma fosse implantada conseguiriam a emancipação. E de fato, três meses após a implantação da República, isto ocorreu.

Aliás, este foi um dos primeiros atos de Cesário Alvim, a saber, a criação do município de Caratinga em 06 de fevereiro de 1890. Esta é a data que a cidade deveria comemorar seu aniversário. Este novo município já nascia com números estatísticos consideráveis, pois, segundo dados da época, Caratinga possuía 10.572 Km e uma população de cerca de 25.000 habitantes.

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MATA ATLÂNTICA DA RPPN

Até 1930, a história foi marcada pelo domínio do que se convencionou chamar, na história do Brasil, de coronelismo. De fato, aglutinados em duas denominações partidárias chamadas de “caranguejo” e “bacurau”, eles se alternaram no poder até o fim da República Velha na década de 1930. Alguns grandes nomes e grandes acontecimentos marcaram este período, tais como os “Silva Araujo”, notadamente Antônio e Raphael, líderes dos caranguejos, e Joaquim Monteiro de Abreu (o primeiro deputado) e José Antônio Ferreira Santos (Santos Mestre).

A principal realização foi, sem dúvida, a restauração da Comarca, em dois de dezembro de 1917, com a maior festa popular desde a fundação do município. A comarca havia sido suprimida em 1912, voltando a pertencer a Manhuaçu.

Caratinga é conhecida nacionalmente por suas intervenções culturais, através de grandes nomes em diversas áreas. A reserva ecológica chamada Reserva Particular do Particular do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala (RPPN-FMA), abriga o Muriqui, o maior mamífero endêmico da América Latina. Esta reserva recebe pesquisadores de todo o mundo, dentre eles a cientista Karen Strier, que pesquisa estes mamíferos há exatos trinta anos e cujas pesquisas mudaram o rumo da primatologia mundial.

Macaco Muriqui e demais animais da RPPN
Macaco Muriqui – A mais densa e variada população de primatas conhecida no Estado de Minas Gerais está localizada na RPPN, com destaque para a ocorrência do macaco muriqui-do-norte, uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas do mundo. 

A “Cidade das Palmeiras”, possui em sua praça um coreto de Oscar Niemayer, que junto com vários outros monumentos históricos, tais como o Palácio do Bispo, a Catedral de São João Batista, da década de 1930, e o Colégio Princesa Isabel, fazem dela um conjunto arquitetônico e paisagístico (pois tem ao fundo a Pedra Itaúna), de grande valor histórico e cultural.

Estátua do Menino Maluquinho ganha máscara em MG para incentivar o uso do  acessório durante pandemia de Covid-19 | Vales de Minas Gerais | G1

Caratinga recebe seus visitantes com o sorriso aberto do “Menino Maluquinho”, estátua de dez metros de altura, inaugurada em 2003, em homenagem ao seu filho ilustre, o cartunista e escritor Ziraldo. O “Menino Maluquinho” ganhou vida em livros e filme, e representa em sua essência a ingenuidade do menino de Minas. Considerada um dos mais importantes municípios da região do Rio Doce, Caratinga possui cachoeiras e um complexo histórico bem preservado. Na Estação Biológica de Caratinga – RPPN- Feliciano Miguel Abdala, o turista encontra a natureza em seu estado genuíno. Com sorte, é possível encontrar o Macaco Muriqui, animal ameaçado de extinção.

Dicas de Viagem: Em setembro acontece o Salão Internacional de Humor de Caratinga, um dos melhores salões de humor do Brasil, com a participação de artistas consagrados e espaço para novos talentos.

Catedral de São João Batista, a photo from Minas Gerais, Southeast |  TrekEarth
Igreja São João Batista

Em 15 de agosto de 1930 ocorreu solenemente o lançamento da pedra fundamental da nova Catedral, no dia da Assunção de Nossa Senhora. Portanto, essa é a data oficial que deu início a construção da belíssima Igreja – Catedral. Com o lançamento da pedra fundamental, uma construção arrojada tendo à frente Monsenhor Aristides Marques da Rocha e o arquiteto-construtor Antônio d’Ercole, italiano, residente em Ponte Nova. A obra teve a duração de quatro anos, e, veio embelezar a praça Cesário Alvim tendo ao fundo a pedra Itaúna, formando com o Jardim das Palmeiras (plantadas por Joaquim Monteiro de Abreu) o belíssimo conjunto arquitetônico, o mais bonito de Minas Gerais. Em estilo neo-gótico a Igreja-Mãe da Diocese de Caratinga chama a atenção de todos pela beleza, sendo o verdadeiro cartão-postal da cidade.

Fonte: https://registrodeimoveiscaratinga.com.br/ ; Nelson Sena Filho – Historiador, Secretário Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude – https://caratinga.mg.gov.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/