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Educação

Aluna da UFSJ é a mais nova Jovem Exploradora da National Geographic

A National Geographic anunciou, recentemente, a seleção dos jovens que farão parte da equipe Young Explorers 2021 (Jovens Exploradores 2021). Entre eles, oito latino-americanos, nos quais se inclui Ana Luísa Teixeira, do bacharelado em Geografia da UFSJ.

Essa trajetória começou logo no início da graduação, quando a estudante percebeu sua afinidade com a disciplina de Cartografia. Ao longo do curso, Ana Luísa foi monitora da matéria, ministrou minicursos e participou de projetos de extensão e de iniciação científica como bolsista.

Líder do projeto Unificar Ações e Informações Geoespaciais (UAIGeo), da rede universitária internacional YouthMappers, ela relembra: “No final de 2020, a professora Sílvia Ventorini foi chamada a fundar um projeto da Youth na UFSJ, e me convidou para liderar a equipe. Desde que começamos com o UAIGeo, pude entender que essa profissão é muito maior do que eu imaginava.”

Os Jovens Exploradores trabalham em projetos conjuntos, que visam preservar e conscientizar diversas comunidades ao redor do mundo sobre cuidados com o planeta. Ana Luísa soube da oportunidade por meio da vice-diretora da YouthMappers, que recomendou o encaminhamento de seu projeto à seleção mundial. Depois de algumas reuniões com integrantes da National Geographic e adaptações na proposta inicial, foi selecionada para fazer parte do time, percebendo o quanto se pode extrapolar barreiras. 

O plano da jovem exploradora brasileira é seguir na mesma linha do projeto que já realiza no UAIGeo: o mapeamento de comunidades ribeirinhas em Tefé, município do estado do Amazonas. “O projeto investe também na formação de alunos de graduação da Universidade do Estado do Amazonas, para que eles possam utilizar plataformas livres de mapeamento em sala de aula, ensinando aos alunos da escola básica que podem ser multiplicadores desse conhecimento em pautas de reivindicação dos direitos de suas comunidades”, explica. 

National Geographic

A National Geographic nasceu como revista em 1888, publicada pela National Geographic Society. Seu principal objetivo era proporcionar conhecimento geográfico para todas as pessoas. Hoje em dia, a equipe conta com cientistas, jornalistas, fotógrafos, cineastas e outros profissionais que produzem conteúdos para diversas mídias, como televisão, redes sociais e plataformas digitais, livros, e a própria revista. 

Para Ana Luísa, estar entre as duas brasileiras escolhidas para fazer parte dessa equipe tradicional e internacional, é uma grande emoção. “Quando fui selecionada, fiquei apreensiva por representar o Brasil. Porém, ao ver o quanto essa participação somaria na minha vida pessoal e profissional, me senti realizada.”

A participação da Universidade nessa conquista será sempre destacada. “Gostaria de agradecer à UFSJ por ter me dado toda a infraestrutura até agora; à professora Silvia, por ter me orientado e continuar me orientando nessa nova fase; e à rede YouthMappers, por me permitir expandir meus horizontes”, declara. 

Fonte: Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: 032 3379 5808Celular: 032 99932 8475

Educação

Educação e Literatura: pesquisas da UFSJ ganham as editoras

A  professora do Departamento de Ciências da Educação, Maria do Socorro Alencar Nunes Macedo, é a organizadora de dois livros que abordam as fronteiras entre as duas temáticas.

O e-book A Pesquisa Etnográfica em Alfabetização, Leitura e Escrita: a experiência do GPEALE foi editado com recursos da UFSJ e lançado pela Editora CRV, podendo ser acessado gratuitamente no site da editora

A função da Literatura na escola: resistência, mediação e formação leitora é resultado de evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPEDU). As ideias defendidas na obra foram discutidas com pesquisadores da pós, da graduação e com professores da educação básica de diferentes estados e regiões do país, durante o II Ciclo de debates do GPEALE (UFSJ, 2018). O material foi publicado pela Editora Parábola, referência na área dos estudos sobre linguagem, e que não cobra pela edição dos livros. O encontro do lançamento desse título pode ser visto neste link.

A Pesquisa Etnográfica em Alfabetização, Leitura e Escrita: a experiência do GPEALE

O e-book é resultado de estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Alfabetização, Linguagem e Colonialidade (GPEALE) nos últimos cinco anos, nos programas de pós-graduação em Educação da UFSJ e da Federal de Pernambuco (UFPE).

Reúne dez artigos que analisam práticas de alfabetização, leitura e escrita construídas principalmente na Educação Básica, mas também na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e na Universidade. Todas as pesquisas se baseiam numa perspectiva epistemológica que inclui o diálogo, prioritariamente, com os Novos Estudos do Letramento (NEL), a Pedagogia de Paulo Freire e as reflexões de Mikhail Bakhtin sobre a linguagem.

As pesquisas relatadas partem do pressuposto de que a escola, a sala de aula e a Universidade são espaços produtores de cultura, situados historicamente. Os processos educativos produzidos nesses espaços são mediados pelos(as) professores(as) e marcados por relações de poder e ideologia. “Consideramos esses espaços como lugares produtores de cultura e mostramos como o olhar etnográfico e dialógico permitem compreender a escola de uma maneira mais holística e aprofundada, de modo a problematizar a escrita e a leitura como fenômenos complexos, situados, imbuídos de tensões ideológicas e relações de poder”, afirma Maria do Socorro.

A função da Literatura na escola: resistência, mediação e formação leitora

O pressuposto desse livro é o de que a Literatura pode influir na formação de leitores mais conscientes sobre suas realidades, construindo estratégias de resistência aos processos sociais de exclusão e de acirramento da desigualdade social. Sendo a Literatura um direito inalienável, torna-se fundamental expandir a discussão sobre os processos de escolarização desse objeto cultural, suas formas de mediação, os desafios enfrentados pelos docentes para educar crianças e jovens por meio da linguagem literária.

A professora Maria do Socorro destaca: “As parcerias são das melhores – a orelha do querido Clécio Bunzen, da UFPE; o prefácio maravilhoso de Regina Zilbermam; capítulos de Ana Elisa Ribeiro, Ester Rosa, Maria Amélia Dalvi e Patrícia Corsino. Tudo isso para falar da resistência que podemos fazer com e pela Literatura. Muito feliz com esse livro!”

Breve currículo

Maria do Socorro Alencar Nunes Macedo é professora titular do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de São João del-Rei, onde atua também no Programa de Pós-Graduação em Educação. Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estágios pós-doutoral no King’s College, na Goldsmiths University of London e na Universidade Federal de São Carlos. Pesquisadora do CNPq na área de alfabetização, educação literária, letramento acadêmico e internacionalização da universidade. Líder do Grupo de Pesquisa em Alfabetização, Linguagem e Colonialidade (GPEALE).

Fonte: Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: 032 3379 5808Celular: 032 99932 8475

Sociedade

Outro mundo – conheça as obras de Sarah Giane

Sarah Giane nascida em São João Del Rei, e hoje residente em Dores de Campos, filha de fotógrafo profissional cresceu admirando e sempre o acompanhando, especialmente nos processos de revelação das fotos e manipulação de cores e da edição de imagens com os recursos disponíveis no laboratório fotográfico de seu pai.

Curiosa e de personalidade criativa, sempre esteve envolvida com trabalhos visuais, especialmente desenhando. Em dado momento de sua vida adulta, a sua paixão pela leitura de obras de fantasia, com mundos e histórias carregadas de encanto, magia e aventuras incentivou a autora a começar a escrever seu primeiro livro. Sendo mãe e tia, a autora buscou inspiração nas crianças da sua vida para criar os personagens.

Após um longo processo de aprendizado, em julho de 2018, Sarah Giane lançou seu primeiro livro, intitulado “O Segredo Do Jardim”. Nesta sua primeira publicação, a influência da sua paixão pela fantasia é quase palpável durante a leitura ao criar imagens vivas e personagens bem definidos, interagindo naturalmente com elementos inspirados em personagens do Folclore Popular Brasileiro traduzidos em forma de Literatura fantástica. Explorando um universo mágico onde os seres humanos e elementais são capazes de interagir, em “O Segredo do Jardim”, cria um ambiente de magia e mistério que tanto encanta crianças, adolescentes e adultos.

Aliado ao seu prazer de ler e escrever, a autora nos entrega ainda ilustrações de próprio punho que aparecem em seu livro ao longo da história.

Em 2019, lançou o conto inédito intitulado “A Necromante” como parte da antologia “Fantástico Caos”, da Editora Chaos Books.
A paixão pela fantasia flui nas inspirações naturais e ainda em 2019, Sarah Giane iniciou o processo de criação daquela que é sua maior e mais complexa criação até o momento.

A Trilogia Outro Mundo nos apresenta elementos fantásticos em uma estrutura social e poderosa, com diferentes tipos de personagens, mundos, habilidades mágicas e coloca em nossas vidas a reflexão da sua personagem principal Kayla Lancinatti.
O maior desafio nessa obra é a narrativa em primeira pessoa. Essa característica do texto criado pela autora traz ao leitor uma proximidade e um envolvimento maior à narrativa ao sentir na pele da Kayla suas dúvidas, suas incertezas e, especialmente, o poder que a energia elemental carrega enquanto redescobre suas origens, suas vidas passadas e, quem sabe, seu destino. Em “Outro Mundo”, Sarah Giane nos apresenta o papel da mulher na sociedade em diversos níveis de empoderamento. Temos rainhas, guerreiras, sacerdotisas, curandeiras, sem relegar os personagens masculinos a papeis secundários, mas mantendo-os próximos delas como iguais e companheiros que dividem as dores e batalhas ao longo da história.
Ao acompanhar a jornada de Kayla, sofremos, lutamos, e vencemos ao seu lado. Mas também sentimos junto a ela quanto a presença do amor em sua vida se traduz em uma sensualidade latente, em seus pensamentos mais íntimos apresentados em cenas tórridas ao ter consigo um homem que a ama intensamente de todas as formas.

Sarah Giane estará na 17ª edição da Revista Viva Minas e nas redes sociais @revistavivaminas.
Para acompanhar seu trabalho acesse o IG no Instagram @saragiane.sg ou pelo site www.sarahgiane.com.br

Tecnologia

IV Feira de Startups: inovação e empreendedorismo em São João del-Rei

A quarta edição da Feira de Startups das Vertentes, marcada para os dias 17 e 18, traz novamente à cena o objetivo de fortalecer a cultura empreendedora e de startups da região, atraindo jovens e universitários para o mundo dos investimentos.

Competições de propostas de negócios e soluções para desafios de inovação aberta, como o Desafio Croques e o 3º RockStartups, do Hub Rockfort, fazem parte da programação. Serão selecionadas cinco startups, que vão realizar um pitch para a banca de investidores, em que as três melhores apresentações serão premiadas. Dessa forma, os participantes terão a oportunidade de apresentar, frente a frente, seus negócios e ideias para reais investidores – ao melhor estilo Shark Tank.

Neste ano, a organização da Feira está sob o comando do professor Dárlinton Carvalho, do Departamento de Ciência da Computação da UFSJ (Dcomp), em parceria com outras instituições de ensino, como o IF-Sudeste Minas – Campus São João del-Rei e o Centro Universitário Presidente Tancredo Neves (Uniptan). O evento também recebe apoio do Sebrae, Instituto Vertentes e outras associações comerciais e industriais da região, como ACI del-Rei e Sindcomércio.

As ações serão organizadas considerando eixos temáticos sobre educação empreendedora e o mercado local de startups. Durante a Feira, ainda, os investidores terão total liberdade para fazer propostas reais de investimento. Portanto, para aqueles que buscam uma oportunidade no mundo do empreendedorismo: chegou a hora! Ainda é possível se inscrever. Acompanhe no Instagram as informações sobre a IV Feira de Startups das Vertentes.

Desafio Croques

Promovida pelo Ecossistema de Inovação e Empreendedorismo de São João del-Rei, a proposta aqui é contribuir para o crescimento econômico e sustentável das empresas locais, baseado no Sistema de Inovação Aberta, pelo qual se busca soluções fora do ambiente empresarial para a resolução de problemas concretos.

O Desafio é, portanto, uma oportunidade para que alunos e egressos dos centros de ensino da região vivenciem problemas reais apontados pela Empresa de Produtos Alimentícios Croques, em busca das melhores soluções em inovação.

As três fases em que se dividiu a competição on-line estão em andamento, terminando na próxima quinta, 18, segundo dia da Feira. 

Os participantes serão divididos em equipes e trabalharão sob a orientação de um mentor escolhido. Ao final de cada fase, as equipes de trabalho, orientadas por um mentor, vão duelar nesse embate de mercado. As três melhores propostas apresentadas serão premiadas, e todos os participantes receberão certificados.

Hub Rockfort

Na outra ponta de um desafio já programado, o empreendedor Alexsandro de Souza Oliveira, cofundador da empresa incubada Axol Engenharia, fala sobre Desafios e oportunidades do mercado: importância da Indetec, palestra que terá mediação de Rodrigo Braga, da Rockfort. 

A Incubadora de Desenvolvimento Tecnológico e Setores Tradicionais do Campo das Vertentes da UFSJ (Indetec) trabalha para realizar sonhos, como se pode ler entre seus propósitos. O fomento ao espírito empreendedor do pequeno empresário, inserindo-o no mercado de maneira competitiva, é uma das formas de se chegar àquela realização.

Para o coordenador do Netec, o Núcleo de Empreendedorismo e Inovação Tecnológica da UFSJ, professor Paulo Granjeiro, a Feira de Startups é um dos principais mecanismos de fomento à cultura empreendedora e ao envolvimento dos diferentes atores nesse processo, “que possibilita que cada vez mais ideias possam se tornar negócios, impulsionando a economia local e o desenvolvimento social”, avalia.

Fonte: Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32) 3379-5808 / Celular: (32) 99932-8475

Turismo & Lazer

São João del-Rei oferece trilha com natureza e história

Trilha pelo Canal dos Ingleses: obra quilométrica dos escravos escondida na serra de São João del-Rei.

Quando se fala em São João del-Rei, o que vem a sua mente? Casarios coloniais? Comida mineira? Igrejas barrocas? Maria Fumaça?

Sim, essa cidade histórica de Minas, localizada no Campo das Vertentes, tem todas essas maravilhas e oferece ainda muitas outras riquezas. A conversa entre os sinos das suas igrejas, os mistérios da cidade que só seus moradores conhecem, os raros rituais da Semana Santa, o picolé delicioso de frutas, são exemplos de suas preciosidades. E tem uma ainda pouco conhecida pelos turistas: o Canal dos Ingleses.

Como conheci o Canal dos Ingleses

Quem me levou até lá foi um amigo são-joanense, Hélio Carvalho, profundo conhecedor das trilhas na região.

Há muito tempo Hélio comentava comigo dessa construção do período da mineração, na Serra do Lenheiro, mas mesmo com toda descrição que ele fizera, quando conheci o Canal, me espantei com sua dimensão.

Distâncias de São João del-Rei a outras cidades

Belo Horizonte – 188 km

Tiradentes –  16 km

Prados – 28 km

Carrancas – 80 km

Como chegar

Fizemos a trilha em um dia chuvoso do Carnaval de 2020. Começamos em frente à Igreja do Senhor dos Montes e, cerca de 15 minutos depois, já estávamos na área da Serra.

Os primeiros indícios do Canal surgem em uma pequena depressão. Com a explicação do Hélio, foi fácil perceber o contorno do antigo mundéu (como os são-joanenses chamam os diques) que existia ali. Logo ele me mostrou também os trechos do canal, talhado em algumas rochas. Fiquei impressionada!

Foto: Área onde existia um mundéu que represava a água.

A trilha pela Serra do Lenheiro

Parte da Serra do Lenheiro está inserida em um parque municipal criado em 2016, mas ainda não implantado, portanto, não há sinalização e nem infraestrutura de apoio ao visitante. Procure por guias e agências de receptivo da cidade para chegar até o Canal.

A trilha não é longa, tem cerca de 5km considerando ida e volta. Nem demanda grande esforço físico. Mas aconselho que só seja feita por quem tem hábito de andar no meio do mato, em área de rocha e terreno irregular e que não tenha medo de altitude, porque em alguns pontos há necessidade de escalaminhada e de caminhar onde não há trilha. O joelho também deve estar bom. É fundamental um calçado adequado (tênis ou bota de caminhada) e calça para proteger a perna do mato, já que a trilha não é limpa.

O Canal dos Ingleses

A construção inclui túneis, barragens, diques, calhas de madeira sobre vales, além de canais secundários para atender novos pontos de mineração.

Com cerca de 2 km de extensão, é todo talhado na pedra seguindo a curva de nível pela encosta da serra.Transportava água, por gravidade, das nascentes até a área onde era retirado o cascalho que precisava ser lavado em busca de ouro. Tudo isso feito por pessoas negras escravizadas ao longo dos séculos 18 e 19 com as ferramentas então disponíveis. É incrível!

Foto: Trecho do Canal dos Ingleses onde a trilha é mais limpa.

Caminhei pelo canal imaginando a água correndo por ele, as pessoas ali talhando tanta rocha. De repente, me deparei com um túnel que corta um bloco de pedra e que, de tão extenso, não permite que se enxergue a saída do outro lado. Para acessá-la, percorremos lateralmente a rocha e descemos na outra extremidade, numa área coberta pela mata entre dois altos paredões. Sabe aquela sensação de filme de aventura? Foi o que senti ali.

Foto: Trecho do Canal dos Ingleses onde a trilha contém vegetação.

A trilha é ainda enriquecida pelo visual do topo da serra de onde se avista a área urbana, pela vegetação com flores lindas, pela Gruta do Caititu, onde os africanos escravizados faziam seus rituais religiosos, pelos cruzeiros marcando a via-sacra ao longo da serra, e outros segredos desses morros.

A história do Canal dos Ingleses


São João del-Rei formou-se com a descoberta de ouro na região, no século 18. A mineração era feita, principalmente, na Serra do Lenheiro, um conjunto de morros que esconde-se atrás do centro histórico.

Segundo contam os historiadores Ulisses Passareli e Luís Antônio Miranda (2006), o Canal foi construído, por volta de 1740, por João Rodrigues da Silva, vereador e sargento-mor.

No alto da serra, foi construída uma represa com grandes pedras, acima da Cachoeira Véu de Noiva, barrando o Córrego do Lenheiro. Ela enchia-se à noite para ser drenada de dia, por meio de um canal, que lavraram no terreno pedregoso, quando melhor, em muitos lugares na pedra bruta, serra abaixo, em suave declive.

​Foto: Encaixe Calha. Detalhe do Foto: Encaixe de calha. Detalhe do recorte na pedra onde possivelmente era encaixada uma calha para transporte da água.

No século 19, com a redução da mineração, essas estruturas ficaram abandonadas. Foi quando chegou na cidade um médico inglês, Dr. Jorge Such, contratado pela Santa Casa de Misericórdia local. Ele comprou as terras com o canal e fundou, com outros conterrâneos, em 1830, a “Saint John del Rey Mining Company (limited)” para explorar o ouro. Reativaram as obras já existentes e complementaram com novos investimentos.

Mas a empresa não durou muito. Cinco anos depois, com prejuízos, a companhia deixou São João. A atividade, então, ficou entregue aos mineradores avulsos, chamados de faiscadores, que tentavam a sorte usando apenas pá e bateia. Mas o empreendimento dos ingleses é que deu o nome ao Canal, apesar de não terem sido eles quem realmente o implantaram.

Uma curiosidade que só quem é de São João del-Rei sabe

Em um local de destaque da Serra do Lenheiro há um cruzeiro que pode ser visto de alguns pontos da cidade, como do adro da Igreja do São Francisco.

Dizem que o cruzeiro foi fixado por Zé Poeta, um faiscador que garimpava na serra tentando achar ouro. Segundo o que contam, na década de 1970, ele encontrou uma pedra com 660g de ouro, o suficiente para parar de garimpar e sumir no mundo. Mas antes de ir-se embora da cidade, ele comprou um terreno e o doou para a Paróquia de Senhor dos Montes, bairro vizinho à serra.  E ainda instalou o cruzeiro em agradecimento. Depois ninguém nunca mais teve notícia do rapaz. Quando estiver passeando por São João, olhe para o alto da serra e procure pelo cruzeiro do Zé Poeta.

Foto: Cruzeiro do Zé Poeta

E aí, ficou animado pra dar uma pausa na correria e fazer esse passeio ao ar livre? 

Fonte: www.minasgerais.com.br/pt/blog

Educação

Revolta de Carrancas é discutida em coletânea sobre escravidão

O professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSJ (Decis), Marcos Ferreira de Andrade, assina um dos 14 ensaios do livro Revoltas escravas no Brasil, publicado pelo maior grupo editorial brasileiro, a Companhia das Letras. O livro apresenta ensaios sobre as principais revoltas escravas que aconteceram durante a vigência da escravidão no Brasil, escritos por pesquisadores de diversas universidades, que possuem produção relevante sobre o tema.

A coletânea foi organizada pelos professores João José Reis (UFBA) e Flávio dos Santos Gomes (UFRJ). O título do ensaio do docente da UFSJ é “Nós somos os caramurus e vamos arrasar tudo”: a história da Revolta dos escravos de Carrancas, Minas Gerais (1833). Há cerca de 30 anos, o professor Marcos Andrade pesquisa a Revolta de Carrancas, episódio sangrento ocorrido no século XIX, naquela região do Sul de Minas, que marcou a história da escravatura em Minas e no Brasil. Um grupo de escravos comandou ações violentas em três fazendas da família Junqueira, que resultaram na morte de nove pessoas do clã latifundiário. Do lado dos revoltosos, a violência também foi implacável: cinco deles foram mortos durante o levante e outros 16, enforcados na vila de São de João del-Rei, pouco mais de seis meses após decorridos os autos criminais.

Caramurus

“Nessa publicação, condenso a reflexão que venho fazendo há quase três décadas sobre a Revolta dos escravos de Carrancas, com destaque para o protagonismo dos escravizados e como eles se apropriaram das identidades políticas em disputa no período das Regências (1831-1840)”, explica o pesquisador.

Segundo ele, naquela época, havia três agrupamentos políticos no Brasil: os liberais moderados, que eram monarquistas constitucionais; os liberais exaltados, que até defendiam ideias republicanas; e os caramurus, apelidados de restauradores. “Esse último grupo era mais alinhado ao imperador D. Pedro I. Após a abdicação do trono pelo monarca, no dia 7 de abril, o grupo que o apoiava acreditava na restauração do seu trono no Brasil. Vem daí o fato de alguns caramurus serem identificados como restauradores”, informa Marcos Andrade. “Por isso”, prossegue, “os escravos de Carrancas se apropriaram da identidade caramuru, ao afirmarem: “Vocês não costumam falar nos caramurus? Nós somos os Caramurus e vamos arrasar tudo.”

O professor Marcos defende que é crucial compreender o contexto de “dissenso político” entre as elites da província de Minas Gerais para entender a ação e o protagonismo dos escravos. No ensaio, trata também de outros temas, como a importância do comando do líder do levante (Ventura Mina), a composição étnica dos revoltosos e a punição exemplar dos insurretos, que resultou na maior condenação à pena de morte da história da escravidão brasileira, dando origem ao debate sobre a Lei de Exceção, promulgada dois anos depois, que puniu com mais celeridade a rebeldia escrava.

Por se tratar do maior grupo editorial do país, que publica obras da área de Ciências Humanas, sobretudo de História, o professor Marcos Andrade acredita que o ensaio representará uma grande oportunidade de fazer com que essa história seja cada vez mais conhecida. “Essa publicação soma-se a várias iniciativas que tenho desenvolvido no sentido de divulgar esse dramático capítulo da história da escravidão brasileira, tão necessário de ser amplamente debatido e conhecido”, ressalta.

Revoltas escravas no Brasil pode ser adquirido no site da editora Companhia das Letras.

Fonte:
Rafaella AzevedoAssessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 Celular: (32)9.9932-8475

Cultura

Coral Cidade dos Profetas encerra a série “Concertos Itinerantes” em São João del-Rei neste domingo 29

Após percorrer seis cidades de Minas, o Coral Cidade dos Profetas chega a São João Del Rei, última parada de sua nova turnê – a série de “Concertos Itinerantes”. A apresentação será neste domingo (29/08), na Capela do Divino Espírito Santo, às 11h, de acordo com os protocolos de biossegurança. A entrada é gratuita.

“Neste concerto teremos algumas músicas acompanhadas por um instrumento pouco comum chamado espineta, executado por Maria Amélia Viegas. Também teremos a participação da instrumentista Salomé Viegas, na flauta, e de dois cantores da cidade, a soprano Elisabete Mendonça e o barítono Adilson Cândido. Outra peculiaridade dessa apresentação é que teremos no repertório músicas de compositores de São João, do período colonial mineiro”, afirma o maestro Herculano Amâncio. O projeto Concertos Itinerantes é viabilizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. 

Acompanhado de orquestra de câmara e solistas, o Coral Cidade dos Profetas interpretará nas ocasiões, alguns dos clássicos do repertório que o notabilizou, pinçados originalmente em acervos setecentistas. “A cada recital um compositor do período Colonial, como Manoel Dias de Oliveira, Joaquim José Emerico Lobo de Mesquita, Padre João de Deus de Castro Lobo, Marcos Coelho Neto e Jerônimo de Souza Lobo, será homenageado, com a intenção de revelar às novas gerações sua obra e sua biografia, e de aproximar este patrimônio imaterial de um público mais amplo, durante as apresentações em igrejas, reproduzindo a mesma atmosfera do período colonial”, explica o maestro do Coro, José Herculano Amâncio.

Com esta série, o Coral Cidade dos Profetas já passou por São Brás do Suaçuí, Entre Rios de Minas, Ouro Preto, Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Tiradentes. “Essas cidades foram escolhidas porque mantêm a tradição da Música Colonial. Quando cantamos é como se a arquitetura barroca ainda presente em alguns aspectos destes lugares ganhassem sua trilha sonora”, conclui o tenor Antônio Maria Reis, um dos integrantes do grupo.

Repertório:

  • – Missa Pequena – Kyrie (Joaquim de Paula Souza)
  • – Jaculatória (Anônimo)
  • – Sicut Cedrus (Anônimo)
  • – Moteto O Vere Christe (José Joaquim da Paixão)
  • – Matinas do Natal – Responsório I (Anônimo)
  • – Tota Pulchra es Maria (Anônimo)
  • – Padre Nosso (Lobo de Mesquita)
  • – Ave Maria (Lobo de Mesquita)
  • – Stabat Mater (Lobo de Mesquita)
  • – Ofertório de Nossa Senhora da Assunção (Anônimo).

Pioneirismo

Especializado na interpretação de música sacra antiga de Minas Gerais, e com três CDs gravados _ “Missa em Fá de Lobo de Mesquita”, “Mestres do Colonial Mineiro” e o disco “Louvor à Virgem Maria” – o Coral Cidade dos Profetas desenvolve, nestas mais de três décadas de atuação, desenvolve o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do País. Formação, difusão e promoção são bases das atividades desenvolvidas pelo grupo, sediado na cidade histórica de Congonhas.

Minas Gerais, nos séculos 18 e 19, protagonizou um apogeu criativo incomum com a presença de centenas de compositores – grande parte deles atualmente desconhecidos -, e que trabalharam na criação de músicas para as celebrações litúrgicas que regiam a vida cotidiana. O tempo passou e a execução deste legado criativo do nosso povo foi deixando de acontecer, até que se restringiu basicamente aos acervos de poucas instituições de memória dedicadas à proteção das antigas partituras. O Coral Cidade dos Profetas surgiu com a proposta de divulgar esta rica musicalidade, símbolo da época do apogeu do Ciclo do Ouro.

A trajetória incomum do grupo vem proporcionando oportunidades de realização de centenas de concertos, bem como sua participação nos principais eventos culturais do interior do Estado, como Festivais de Inverno, Encontros de Corais Nacionais e celebrações litúrgicas das cidades históricas como a Semana Santa. 

Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o Coral oferece gratuitamente, além da produção cultural, formação musical para pessoas de 12 a 80 anos, sendo reconhecido como uma das mais autênticas manifestações culturais de Minas. Toda sua trajetória foi, recentemente, registrada no documentário “Coral Cidade dos Profetas e a Música Antiga e Minas”, disponível no Youtube, no canal oficial do Coral Cidade dos Profetas (https://bit.ly/3o4r81A).

Música Colonial

Espantoso mistério envolve a formação do movimento musical de Minas Gerais, na época em que se estabelecia e se definia a sua região aurífera. Pouco se sabe sobre os primeiros músicos que se fixaram nesta região. O certo é que, imediatamente, a música se ampliou e ocupou todos os espaços sacros da região.

Mas o maior mistério é a quase ausência de brancos neste movimento, que revelou mulatos de impressionante capacidade artística, às centenas, num só século. A valorização do músico era tamanha que mulatos eram frequentemente admitidos em irmandades de brancos, a fim de reforçarem os conjuntos como compositores, cantores e instrumentistas. Havia músicos em atividade permanente, o que explica também a grande quantidade de música composta em tão pouco tempo – a maioria das partituras encontradas foi escrita nos últimos decênios do século XVIII.

Documentos comprovam que os mestres mulatos de Minas Gerais conheciam perfeitamente as formas da música. Escreviam com grande desembaraço, fazendo ostentação de uma generosíssima invenção melódica, de uma grande capacidade para modulações espantosas, de um contraponto fluido e de uma prosódia correta, como profundos conhecedores que foram do Latim e da liturgia. É neste plano estilístico que se enquadram as composições escolhidas para o repertório da série de concertos, que compõem a ação cultural proposta pelo projeto.

A respeito desta música, o pesquisador Benedito Lima de Toledo escreveu: “Estamos no cenário de um espetáculo que ganhou características operísticas. É preciso proclamar a Fé “In Hynnis et Canticis” (com hinos e cânticos), como desde o Concílio de Trento a Igreja vinha recomendando. Assim, do coro das igrejas, vem música que preenche todo o espaço, fazendo vibrar desde a tábua do assoalho até o forro. O compositor pode ser brasileiro, mas na letra é usado o Latim e o povo entende apenas um credo aqui ou um glória ali, em meio à profusão de vozes, profusão coerente com a profusão decorativa: profusão barroca… Assim, todos os sentidos são solicitados, e com eles todos os sentimentos…”

Serviço:

Série de Concertos Itinerantes

Quando: Dia 29/08, domingo às 11h

Onde: São João Del Rei – Capela do Divino Espírito Santo 

Entrada gratuita

Cultura

Inscreva-se no festival de artes e cultura da UFSJ!

Não perca tempo: o Inverno Cultural abriu o período de inscrições para as oficinas da sua 32º edição. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrições.

As oficinas estão disponibilizadas nas áreas temáticas Arte-Educação, Artes Cênicas, Artes Visuais, Literatura e Música. Para se inscrever nas oficinas, basta acessar o site oficial do evento (www.invernocultural.ufsj.edu.br), clicar em Programação, depois em Oficinas e escolher a sua. As oficinas são gratuitas e as inscrições ficarão abertas até atingirem o limite de vagas ou até a véspera de sua realização.

Este ano, devido à pandemia, o festival volta em formato diferente: as atrações serão on-line. O 32º Inverno Cultural UFSJ acontece entre os dias 21 a 29 de agosto, com o tema Hotxuá: alegria, cura e sabedoria.

Fonte: Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 / Celular: (32)9.9932-8475

Educação

Programa oferece cursos de inglês on-line para a UFSJ

A UFSJ é uma das 12 universidades brasileiras habilitadas a participar do Virtual English Language Fellow (VELF), que oferecerá quatro cursos de língua inglesa, gratuitos e on-line, via Google Meet, para diferentes públicos da comunidade da UFSJ. O preenchimento das vagas se dará por ordem de inscrição. Para o primeiro curso (veja lista abaixo), o prazo de inscrição começa segunda-feira,16. Os três cursos restantes inscrevem a partir de 1º de setembro.

O objetivo é disponibilizar um especialista com formação em ensino-aprendizagem de idiomas para contribuir com ensino de língua inglesa nas universidades participantes e com os processos de internacionalização destas instituições. O VELF é um programa do Escritório Regional de Língua Inglesa da Embaixada norte-americana, em parceria com os consulados dos Estados Unidos no Brasil.

Confira informações básicas sobre os cursos:

1) Special Education Needs in English Language TeachingPúblico: Alunos do curso de Letras – Inglês30 vagas, 16 horas, entre 23/08 e 13/09

2) Research Writing and Publication/Academic Writing Combined EMIPúblico: docentes e estudantes de pós-graduação40 vagas, 32 horas, de 30/09 a 18/11

3) English for Academic PurposesPúblico: estudantes de graduação e pós-graduação40 vagas, 32 horas, de 29/09 a 17/11

4) English for Specific Purposes – English for InternationalizationPúblico: técnicos administrativos40 vagas, 15 horas, de 29/11 a 15/12

Para outras informações entre em contato com: assin@ufsj.edu.br.

Turismo & Lazer

RETOMADA DO TURISMO EM MINAS GERAIS: Onda Verde, esperança de dias melhores!

Muitos destinos turísticos mineiros nesse momento se encontram em processo de retomada de suas atividades. Com um cenário bem positivo, avanço na vacinação, retomada de muitas atividades econômicas, e é claro, o turismo não poderia ficar de fora!

O cenário é de esperança econômica para o setor, que hoje pode operar na “onda verde” com 100% de ocupação nos hotéis, funcionamento de parques, museus, que movimentam essas regiões e permite ao turista mineiro e de outros estados um momento seguro de lazer.

Dentre os destinos mais seguros nesse momento para aproveitar o friozinho de forma segura, recomendamos a cidade de Tiradentes, Santana dos Montes, Distrito de Conceição do Ibitipoca em Lima Duarte e São João del-Rei, que estão na “Onda Verde”.

Outra dica que vale a pena conhecer é o mais novo caminho turístico mineiro, os “Caminhos de São Tiago”, lançado no mês de julho, inicia-se em Santa Rita de Ouro Preto, e passa por mais 9 cidades até chegar em São Tiago, terra do café com biscoito.

A nova rota possui uma cultura, gastronomia rica e é claro, muita história e belíssimas paisagens. Atualmente, a maioria das cidades do roteiro possuem cenário favorável e estão na onda verde.

Se cuide, escolha um destino e viaje de forma segura para relaxar e se conectar a natureza nos destinos turísticos mais seguros do momento!

Fonte: https://www.opuspesquisa.com/instituto-de-pesquisa-sao-joao-del-rei/

Pedra do Urubu – Casa Grande próxima ao Caminho de São Tiago.

Forno na Praça, São Tiago – MG

Coronel Xavier Chaves – MG