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Economia

Associação de Mulheres do Café promove concurso em Manhuaçu

Manhuaçu recebe no dia 05 de novembro o 1º Cupping e Leilão da Amuc – Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó.

A Associação de Mulheres do Café nasceu há dois anos e engloba duas regiões cafeeiras do Brasil, Matas de Minas e Caparaó, onde se produz os melhores cafés especiais feitos por mulheres nas montanhas mineiras.

A entidade nasceu com a missão de promover o desenvolvimento da região com os cafés especiais; fomentar a comercialização dos cafés produzidos pelas associadas, seja em território nacional ou internacional; a capacitação das associadas e busca por parcerias; projetos voltados para o empoderamento feminino e para todo o setor de desenvolvimento da cafeicultura, seja socioeconômico ou ambiental, garantindo, assim, a melhoria na qualidade de vida das famílias cafeicultoras da região, além de garantir sucessão familiar na produção de cafés de qualidade.

Com cuidados dedicados ao cultivo, elas apresentam aos amantes do café, experiências degustativas com o melhor grão, padronizado e selecionado por mãos femininas experientes que respeitam a biodiversidade e o meio ambiente.

CUPPING

O primeiro Cupping da AMUC ocorrerá no dia 05 de novembro, na cidade Manhuaçu.

A ideia é oferecer o melhor café produzido pelas produtoras em forma de microlote, dando ao comprador a oportunidade de ter um café exclusivo e de excelente qualidade; além de agregar valor econômico aos cafés produzidos pelas associadas e visibilidade à Região das Matas de Minas e Caparaó.

O concurso está aberto a participação apenas das mulheres cafeicultoras da associação: proprietária rural, meeira, arrendatária ou parceira, com real comprovação que desenvolve atividade cafeeira na safra 2021.

Haverá a competição de duas categorias: café natural (via seca) e café cereja descascado ou despolpado (via úmida).

Além da experiência para conhecer os cafés, ao final será feito o leilão de Cafés Especiais com os 10 melhores cafés de cada categoria.

Com informações

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Saúde

Manhuaçu recebe a unidade móvel Sesc Saúde Mulher

Mesmo durante a pandemia, é importante manter a rotina de saúde em dia, por isso as Unidades Móveis de Saúde do Sesc em Minas estão de volta e com todos os cuidados para atender em segurança em 2021. A unidade móvel direcionada à promoção da saúde feminina, o “Sesc Saúde Mulher’”, chegou a Manhuaçu no dia 10/09 e ficará na cidade até o dia 20 de outubro, para atendimentos, exames de mamografia, citopatológicos (Papanicolaou) e ultrassonografias, além de ações de educação em saúde.

O caminhão equipado com consultórios possui uma estrutura moderna, totalmente acessível a portadoras de necessidades especiais, e estará instalado no Centro Estadual de Atenção Especializada – Antigo Centro Viva Vida. Praça Bom Pastor s/n.

A iniciativa conta com a parceria Sindicato do Comércio de Manhuaçu e da Prefeitura Municipal de Manhuaçu. Todas as pacientes estão sendo selecionadas pela Secretaria Municipal de Saúde. O atendimento seguirá os protocolos de segurança e higiene, conforme decretos municipais e determinação da Secretaria Estadual de Saúde.

SESC SAÚDE MULHER

Trata-se de um projeto do Departamento Nacional do Sesc para todo o país. Em Minas Gerais, duas unidades atendem a população gratuitamente. Os consultórios móveis contam com uma estrutura completa para realização de exames de mamografia digital bilateral, de citopatologia oncológica (Papanicolaou) e ultrassonografias, além de serem totalmente adaptados para acessibilidade de portadores de necessidades especiais.

Os exames de mamografia realizados nas unidades móveis são enviados ao Hospital do Câncer de Barretos, referência nacional, que fica responsável pelos laudos finais. O objetivo do Sesc é oferecer atendimento para prevenção e também rastreamento de possíveis doenças.

 SERVIÇO

“Sesc Saúde da Mulher” em Manhuaçu

Local: Centro Estadual de Atenção Especializada – Antigo Centro Viva Vida. Praça Bom Pastor s/n. Bairro Bom Pastor.

Atendimentos: 10/09 a 20/10/2021

Gratuito

Informações para o público: Secretaria Municipal de Manhuaçu (33) 3339-2783
Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Esporte

Atletas de Manhuaçu disputarão Copa Regional Sudeste de Taekwondo

Três atletas de Manhuaçu participam no próximo final de semana da Copa Regional Sudeste, em Serra (ES). A competição é promovida pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) e contará com participantes de Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espirito Santo.

Os representantes de Manhuaçu são Thairone Veras Barbosa (1°no Ranking Brasileiro Categoria Juvenil); Emanuel Oliveira Valentim (Categoria Cadete) e Gustavo de Souza Campos (Categoria Cadete). Eles mostram muita animação participando da competição e buscando conquistar medalhas para o esporte local.

De acordo com o professor e treinador Maikron Barbosa, a Copa Regional Sudeste ainda garante classificação para o Grand Slan de Taekwondo.

Ele agradeceu ainda o apoio da Produtos Naturais Nayná, Arte Gil Serralheria, Monster Academia, Microplan e Planeja Moveis Planejados.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Esporte

Grupo de Corrida Só Dellas é sucesso em Manhuaçu

“Lá vão elas correr, caminhar ou simplesmente andar quilômetros”: a frase é sempre ouvida, pois, assim tem sido a rotina de um grupo de mulheres, que encontrou na corrida ao ar livre, a alegria de viver a vida.

 A experiência tem valido a pena, para as mulheres que integram o grupo “Só Dellas”, criado há 4 meses pela comerciante Ana Paula de Oliveira, que percebeu a necessidade de incentivar as pessoas a praticarem uma atividade física.

Praticante de exercícios diários, reconhece que a corrida vai além de um preparo físico, pois, tem também uma construção psicológica. E quando a corrida ou caminhada é com mais gente, a pessoa fica mais estimulada.

Ana Paula criou o grupo no WhatsApp e passou a convidar algumas amigas para iniciar a atividade física, independente da preparação física e, sim com o propósito de mudança de vida, hábitos alimentares e recuperar a autoestima. Com isso, o grupo foi crescendo de forma significativa e, no último domingo o treino reuniu 103 mulheres.

O esforço de cada integrante do grupo “Só Dellas”, tem feito a diferença na superação de obstáculos surgidos, sobretudo nesse período de pandemia, em que muitas permaneceram em casa e isso provocou a ansiedade. 

“A união de todas é uma vantagem muito grande, para correr ou caminhar em grupo. Uma estimula a outra e, sem perceber chega bem longe, enfrentando subida, descida e distância”, conta Ana Paula, que já pesou 110 quilos. Graças a força de vontade e superação, conseguiu perder 45 quilos.

Em 2012 ficou bastante depressiva e, com isso passou a sentir-se sozinha. Buscou força e passou a praticar exercício físico, academia, luta e, agora comanda o grupo “Só Dellas”.  Ao mesmo tempo serve de exemplo, para algumas mulheres que estão desanimadas seguirem seu exemplo, com superação e um novo ciclo de amizade.

“Por isso, o lema do nosso grupo é união, determinação, superação e força de vontade. Todas se ajudam, se conhecem e cada uma acredita no seu potencial”, comenta Ana Paula.

A participante do grupo “Só Dellas”, Elisângela Mendes destaca que chegou para integrar o grupo sem estímulo. Mas, ao iniciar a atividade percebeu que havia feito a escolha certa.

“Sempre gostei de corrida e, no grupo comecei a praticar e estou adorando.  Elas me ensinaram a acreditar em mim mesma e, a poder contar com as pessoas. A superação é a palavra chave e, a minha felicidade é chegar o domingo para o encontro, com as amigas do grupo Só Dellas”, conta Elisângela Mendes.

Projeto social

Outra característica que nasceu com o grupo “Só Dellas” é o trabalho voluntário, para contribuir com as pessoas que necessitam de ajuda.

A ação consiste em doação de alimentos, arrecadação de roupas, além de ajuda financeira às famílias carentes. Ana Paula explica que, a demanda é apontada e discutida no grupo. Depois é feito um levantamento sobre a real situação e, assim inicia o movimento em prol daquela causa.

“Nós também discutimos temas relevantes de campanha. Outro dia, abordamos o Agosto Lilás, sobre a violência doméstica. Agora, vamos iniciar uma campanha para arrecadação de roupas. Realizaremos um bazar para conseguirmos recursos, pois, queremos comemorar o Dia das Criança. Para isso, contamos com a participação da comunidade”, ressalta Ana Paula.

As interessadas podem acessar a página do Instagram @corridasodellas ou entrar em contato com a líder do grupo, Ana Paula Oliveira através do telefone (33) 9 8405 1992.

Eduardo Satil – Cidade Total

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Sociedade

Manhuaçu: Escritora Maria Magela lançou seu livro Reparos

A escritora Maria Magela lançou seu livro “Reparos” na última semana. Ela foi funcionária e se aposentou no Banco do Brasil de Manhuaçu. Além da internet, o exemplar do livro pode ser adquirido na Banca do Renato, no centro de Manhuaçu.

Reparos é uma coletânea de anotações, lembranças e sonhos. São crônicas de uma vida vivida com amor, amizade e solidariedade.

Observando o cotidiano das pessoas, a rotina imposta pelas circunstâncias, Maria Magela foi descobrindo a beleza de viver e conviver, costurando o presente, sonhando com o futuro.

“Assim, para dividir com os amigos minhas lembranças de fatos cotidianos, deixar registrado para gerações futuras como era a vida sem tanta tecnologia; quando o tempo era consumido em observações e diálogos, coloquei no papel minha essência, meus sonhos e realizações. Espero que saboreiem com satisfação”, conta a escritora.

Maria Magela, nascida em Simonésia (MG). Mora em Manhuaçu (MG) desde os dez anos de idade. O gosto pela leitura veio aos nove, quando descobriu os livros na casa onde era babá.

Já em Manhuaçu trabalhou, entre outras coisas, na catação de café, lugar onde ouviu casos de todos os tipos. Fez o Curso Normal, foi professora por um curto período, realizando assim o sonho de infância.

Como funcionária do Banco do Brasil, morou em Ipanema (MG) e Mantena (MG) sempre voltando para Manhuaçu, onde mora no mesmo bairro há mais de quarenta anos, numa convivência tranquila e uma vida comum.

Carlos Henrique Cruz – carlos@portalcaparao.com.br

Fonte: www.portalcaparao.com.br

Sociedade

O céu é trans

Documentário debate a vida de mulheres trans no interior

Na última quarta-feira, 21/07, um documentário ganhou as telinhas e tv’s da população de Manhuaçu. Nomeado com o título “O céu é TRANS”, o produto audiovisual conta a história de duas mulheres da cidade, enquanto dialoga com a forma que a mídia na pós-modernidade lida com a situação e a vida de pessoas transexuais.

A ideia da produção partiu do jornalista e produtor audiovisual Marllon Bento que também dirige a obra que é o primeiro documentário autoral do comunicador. Quando perguntado sobre o porquê da escolha do tema, ele apenas disse: “E por que não falar nesse assunto, sendo que vivemos no país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo?”.

Engajado há algum tempo com pautas sociais, ele fez questão de salientar que o trabalho independente traz consigo uma grande equipe técnica de outras pessoas que também moram em Manhuaçu, e que sem elas o mesmo não seria possível.

Divulgado gratuitamente na plataforma de vídeos “Youtube”, o documento relata a vida de Agatha Rodrigues e Michele Levinsky.  Bastante conhecida na cidade, Agatha é esteticista animal e nunca havia sido entrevistada para algo dessa natureza. Michele, moradora do bairro Matinha, agradeceu a toda a equipe pelo projeto do documentário, enfatizando a importância social do produto para toda uma comunidade.

De acordo com o diretor, a escolha do nome foi para criar uma provocação. Mesmo não tendo nada a ver com alguma religião ou espiritualidade, o mesmo queria algo que chamasse atenção. Existe na natureza algo chamado de dispersão da luz, que é espalhamento da luz ou de qualquer outra radiação eletromagnética por partículas muito menores que o comprimento de onda dos fótons dispersados. Parece complicado toda essa teoria, mas tudo isso é o que normalmente acontece próximo ao pôr-do-sol, deixando o céu em tons não convencionais. Pode ser uma variação do laranja, do vermelho, rosa ou da violeta. Observando o céu, o diretor fez uma referência ao azul e a cor rosa que estampam a bandeira TRANS.

Para a divulgação do produto audiovisual, foi criada uma página no instagram que contribuiu para debater e instruir em relação às pautas abraçadas pelo documentário. A mesma, antes do lançamento, já contava com quase 400 seguidores e essa movimentação prova como o assunto é importante e necessário aos dias de hoje.

Além de um documentário, o filme é um convite à reflexão. Vale lembrar, que o mesmo foi realizado por uma reduzida, mas engajada equipe de voluntários. Para assistir, basta digitar no youtube “O céu é trans” ou CLICAR AQUI PARA IR AO YOUTUBE ou seguir a página do documentário no “instagram” e clicar no link que está na “bio” da rede social.

NINGUÉM FAZ NADA SOZINHO!

A equipe foi composta por gente que quer criar e não aceita apenas criar sem motivo. A partir da idealização do documentário, o diretor angariou forças entre manhuaçuenses para que o produto atingisse um número ideal de colaboradores. Cada um desses, trouxe pro projeto aquilo em que era adequado. Contrabalanceando com seus trabalhos formais, tudo foi sendo montado com atenção e, principalmente, respeito às histórias de vidas que seriam contadas.

As imagens foram captadas por Marllon Bento e Wallace Sebastião. A produção ficou por conta do próprio diretor que também finalizou e editou o projeto.  A locução foi executada por Fernanda Belo. Ranel Raposo ficou por conta da assistência na captação de imagens. A pesquisa e assessoria sobre questões relativas ao projeto, ficou com Mateus Lacerda. Leonardo Porcaro ficou responsável pela captação de áudio e mixagem do mesmo. E tiveram ainda a participação da psicóloga Milene Coelho, que ofereceu um aporte teórico e científico ao projeto. A canção original do documentário é do grupo musical Roça Nova, canção essa composta por Marco Maia e Kossin Dutra.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Sociedade

Fernanda Amorim – a mineira especialista em transformar olhares

Fernanda Amorim, natural de Realeza, distrito de Manhuaçu, veio de uma família humilde e desestruturada emocional e financeiramente, começou a trabalhar com apenas 13 anos, no entanto, sonhava em fazer algo que fosse alavancar e transformar sua realidade. Inserida em um contexto totalmente fora de suas expectativas, após atingir a maioridade, adentrou-se ao estilo de vida nômade, passando por cidades, trabalhando em lojas, alimentando seu espirito comunicativo.

Sempre transformava o menos em mais, toda a oportunidade que o universo proporcionava para sua vida financeira, abraçava, isto é, se doava e reconhecia onde suas falhas e facilidades habitavam. Após passar pelo período de voo, estacionou-se na cidade de Muriaé e empregou-se na área de auxiliar administrativa, acreditava que esse seria seu último emprego, na época esse era seu auge financeiro, até que engravidou de seu primogênito Eduardo, e novamente sua vida virou de cabeça pra baixo.

Entretanto, as vezes é de baixo pra cima que a vida surpreende com adversidades. Ainda grávida e sem apoio, recebe a notícia que o pai está doente e volta para cuidar dele na cidade de São João do Manhuaçu, abandonando sua carreira como administradora. Novamente se encontra na mesma posição quando tinha 18 anos, só que dessa vez com o presente de uma criança vindo à luz.

Os dias foram passando e Fernanda conhece Antônio, e iniciam uma jornada familiar bonita e estruturada, entretanto em meio a muitas vitórias, o filho adquire intolerância alimentar, obrigando o casal a se reinventar financeiramente.

Fernanda é uma mulher de fibra, que nunca desiste, mesmo em meio a maré turbulenta, ela navega e encontra o cais. A fé move montanhas e a persistência levou a possibilidade de fazer um curso de designer de sobrancelhas pela prefeitura, como já tinha facilidade em cuidados com a auto estima, o curso caiu como uma luva!

Após este curso “básico”, permaneceu como atendente de uma loja de material de construção e aos finais de semana exercia a profissão de designer no salão de uma amiga (Salão Belíssima). Até que, após seis meses, decidiu apostar tudo e acreditar no seu potencial. “Me apeguei tanto à ideia de que ia crescer que não consegui deixar passar essa oportunidade de deslanchar no universo empreendedor”, conclui Fernanda.

Os meses foram passando e Fernanda foi se especializando, agregando capacitações à sua profissão e sendo conhecida dentro do município. Em menos de 1 ano, se especializou também em depilação corporal, precisando assim trabalhar em um local maior. Recebeu o convite de sua madrinha que, desde o momento em que Fernanda chegou a São João do Manhuaçu, foi a mulher que mais lhe estendeu a mão! Fernanda seguiu trabalhando em parceria com Edleia.

Em meio a tantas superações e o encontro com o equilíbrio, engravida novamente e passa por um período um pouco assustador, segundo ela. Afinal estava começando sua vida como chefe de si mesma. Mesmo com toda estrutura familiar que tinha no momento, passou pelo período da gestação com muitas inseguranças, principalmente profissionais.

A família cresceu, a turbulência passou e voltou a trabalhar, sendo surpreendida com a fidelidade da clientela que havia conquistado antes da gravidez. Como estava em período pós-parto, atendia em sua própria casa. Com feedbacks positivos sendo disseminados pela cidade e região, surge a oportunidade de parceria para atendimento de depilação a laser com a Clínica Inove, situada em Santa Margarida, virando assim, a chave em sua cabeça de que finalmente tinha chegado a hora de ser grande e doar-se por um inteiro para um propósito maior.

Atualmente é dona do Espaço Fernanda Amorim, e se sente na metade do caminho, sua trajetória está apenas no começo. Uma nova realidade vem aí! Fernanda pensa grande, pensa no futuro, e está trabalhando duro para seu crescimento e reconhecimento da profissional que vem se tornando!

Tem planos de expansão do seu espaço não somente no município, mas em outras cidades.

“Às vezes tem degraus tão grandes que parece que temos que escalar para subir por eles. O meu lema é a persistência!”

Acompanhe sua rotina e agende um horário pelo @espaco_fernandaamorim

Cidades

Conheça Manhuaçu – MG

Emancipado em 5 de novembro 1877, Manhuaçu só passou à condição de cidade alguns anos depois. Nesse período, perdeu uma área territorial que originou mais de 70 municípios da porção leste do estado de Minas Gerais. O primeiro distrito a se emancipar foi Caratinga, em 1890, e os últimos, Reduto e Luisburgo, em 1995. Hoje o município tem 622 km² e continua sendo o maior da micro-região, além de ser pólo-econômico ,de prestação de serviços e oferecer a melhor infra-estrutura hoteleira para turismo da região Vertente do Caparaó. Atualmente, além da sede, os distritos são: Dom Corrêa, São Sebastião do Sacramento, Vila Nova, Realeza, Ponte do Silva, São Pedro do Avaí, Palmeiras do Manhuaçu e Santo Amaro de Minas, com as vilas de Palmeirinhas, Bom Jesus de Realeza.

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O nome do município é originado da palavra indígena mayguaçu, que significa rio grande, numa designação dos índios, os primeiros habitantes, ao rio local.

A ocupação e o povoamento da Zona da Mata, onde está Manhuaçu, tem muita relação com os povos indígenas, mas o desenvolvimento do café, sua principal riqueza, aconteceu com grande destaque durante o Ciclo do Ouro, no Brasil Colônia. Enquanto as regiões de Ouro Preto, São João Del Rei, Mariana e Congonhas se baseavam na extração mineral, a Zona da Mata se dedicava aos produtos agrícolas, justamente para suprir a demanda dos mineradores.

Os primeiros grupos de sertanistas que chegaram às partes dos rios Pomba, Muriaé e Manhuaçu tinham como objetivo a captura dos índios para trabalharem como escravos nas fazendas da Capitania do Rio de Janeiro, além de buscas de riquezas minerais e medicinais (como a planta chamada poaia ou ipecacuanha) e, posteriormente, com a intenção de criar fazendas férteis na região.

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No início do século XIX, o comércio de poaia se estabeleceu em Manhuaçu, através de Domingos Fernandes Lana que, junto com os índios, abriu caminhos para diferentes locais da área recebendo o título de desbravador do Manhuaçu.

Alguns anos mais tarde, o Guarda-Mór Luís Nunes de Carvalho e o Alferes José Rodrigues da Siqueira Bueno, vindos de Ponte Nova e Abre Campo (Manhuaçu pertenceu a Ponte Nova até 1877), implantaram as primeiras unidades de exploração agrícola, usando da mão de obra indígena.

O declínio do ciclo do Ouro intensificou o processo de ocupação da Zona da Mata. Em 1830, a pecuária começou a desdobrar-se para o interior do estado e o café foi expandindo-se. Manhuaçu foi influenciado e, já nesse período, adotou o produto como sua principal cultura. A população deixou a região aurífera e foi para as lavouras de café. Entre 1822 e 1880, a região viu seu número de habitantes saltar de 20 para 430 mil pessoas.

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O café já se tornara, em 1830, o principal produto de exportação de Minas Gerais, sendo a Zona da Mata a maior produtora. Começou pela fronteira com o Rio de Janeiro e depois foi se interiorizando em Minas Gerais:

Na área que hoje corresponde a Manhuaçu, e como forma de pacificar os indígenas que lutavam bravamente contra os invasores brancos, em 1843 foi fundado um aldeamento pelo curador Nicácio Brum da Silveira, no local que hoje é o bairro Ponte da Aldeia.

Diversas fazendas foram surgindo, aumentando desta maneira o número de povoadores, que começaram a trazer suas famílias, criando gado bovino e suíno e iniciando o plantio de café. Em 1846, autorizado pelo curador do município, Antônio Dutra de Carvalho alugou alguns índios para a abertura da primeira estrada.

Três foram os fatores decisivos para a rápida expansão cafeeira: a fácil obtenção de terras adequadas ao cultivo; a abundância de escravos, dispensados da mineração; e os altos preços do café no mercado externo.

Contudo, o transporte era um grande obstáculo e aumentava os custos do café. A solução do problema veio em pouco tempo. As estradas de ferro Leopoldina Railway e Dom Pedro II alcançaram os centros comerciais da região e a produção começou a ser escoada mais rápida e facilmente.

O café criou uma enorme dependência, inclusive uma ligação maior com o Rio de Janeiro, já que era o caminho da exportação, mas foi ele também que impulsionou o crescimento urbano na segunda metade do século XIX. Nesse período foram elevados a município: Mar de Espanha (1851), Juiz de Fora e Ubá (1853), Leopoldina (1854), Muriaé (1855), Cataguases (1875), Manhuaçu (1877) e Carangola (1878).

Imagens do Município de Manhuaçu
Cafeicultor do Trevo – Estátua símbolo de Manhuaçu, homenageando os cafeicultores

Conforme o Diagnóstico Municipal de Manhuaçu (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais – Sebrae, 1996:14): “A parte que corresponde a Manhuaçu, entre 1860 e 1874, também foi influenciada com a chegada de imigrantes alemães, suíços e franceses, vindos da Colônia de Nova Friburgo (RJ) e do Vale do Canaã (ES)”. Na mesma época, havia três povoados, que nucleavam a população residente nas fazendas do atual Manhuaçu: Santa Margarida, São Simão e São Lourenço. Foi neste último que surgiram, em 1872, as primeiras manifestações em prol da emancipação político-administrativa. A freguesia de Manhuaçu foi criada em 1875 e instituída em 1878, enquanto o município foi criado em 5 de novembro de 1877. Sua sede inicialmente foi em São Simão (hoje Simonésia) e transferida para a Vila de São Lourenço em 1881.

Em 1905, a produção cafeeira da Zona da Mata era significativa, sendo Muriaé o maior produtor, com 1,5 milhão de arrobas. Contudo o Rio de Janeiro ainda era o maior produtor nacional, até que a hegemonia fluminense entrou em decadência e foi superada por São Paulo, que antes estava atrás de Minas Gerais. Entre os anos de 1880 e 1930, o café ganhou força na região mineira, foi nesse período em que se desenvolveu a produção de Manhuaçu:

No entanto, em 1896, a disputa pelo poder local entre dois coronéis, Serafim Tibúrcio da Costa e Frederico Antônio Dolabela, teria provocado conseqüências negativas na economia.

Após perder as eleições de modo considerado fraudulento, o Coronel Serafim Tibúrcio pegou em armas, proclamando a República de Manhuaçu, inclusive emitindo títulos de crédito em nome da Fábrica de Pilação de Café e nomeando autoridades. A polícia estadual não conseguiu superar o coronel Tibúrcio e seus homens. Com o apoio das forças federais, o levante foi derrubado e os revoltosos fugiram pelo vale do Manhuaçu até o estado do Espírito Santo.

Castelo do Café – Manhuaçu

Apesar das disputas políticas e dificuldades, no final do século XIX e início do XX, a população de Manhuaçu já dispunha do jornal O Manhuaçu (criado em 1890), da Estrada de Ferro Leopoldina (1915), da Companhia Força e Luz de Manhuaçu (1918) e do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais (1920). Ainda hoje, vários casarões dessa fase estão de pé e abrigam famílias, empresas e entidades, no trecho antigo da cidade.

Durante o último século famílias italianas e das comunidades árabes se mudaram para Manhuaçu, ampliando a diversidade iniciada com a vinda suíços, franceses e alemães.

Pedra Furada

Pedra Furada

Localizado na zona rural do município de Manhuaçu, o ZM-MH-01 é um Sítio a céu aberto, situado em uma pequena elevação, com declividade média. Os vestígios cerâmicos encontrados apresentam dimensões e formas variadas, que pelo nível de desgaste não é possível perceber a presença de pintura. A área atual do sítio é utilizada para plantio de eucalipto no topo e café no entorno, sendo um dos fatores de destruição, juntamente com construções de uma estrada e de moradias.

Rampa do Testa – Foto: @rampadotesta.manhuacu

Casa de Cultura

Casa de Cultura

Prédio tombado pelo patrimônio histórico municipal que já foi sede da delegacia de policia, e que hoje é sede da Academia Manhuaçuense de Letras, além de abrigar relíquias que fizeram parte da historia do Município de Manhuaçu.

Fonte: https://cdls.org.br/ , https://www.minasgerais.com.br/

Turismo & Lazer

Conheça o Castelo do Café
Foto: Brunno Estevão – Imagens Aéreas

O Castelo do Café está localizado na região do Coqueiro Rural em Manhuaçu–MG, a 290 km de Belo Horizonte. Empreendimento ousado e imponente que surgiu com a finalidade de unificar e centralizar as operações do Café Salomão. Desta maneira, a família Charbel, formada pelo casal Rosely e Charbel e os filhos Davi e Salomão, foram audaciosos e decidiram criar um empreendimento único, que trouxesse uma experiência ímpar no universo dos cafés especiais.

No início, a ideia era ter um galpão e colocar em sua fachada algo parecido com um castelo, porém, unindo a criatividade da Rosely e a experiência do arquiteto João Previero, o galpão se transformou em um castelo. Uma obra majestosa, localizada entre uma cachoeira e belíssimos jardins e lavouras de café, a obra leva em seus traços características dos castelos italianos e da região da Baviera na Alemanha.

Castelo do Café/Divulgação

O visitante que tiver a oportunidade de ir até o Castelo do Café poderá ver de perto um local rico em detalhes, unindo os símbolos da família Charbel, elementos medievais e saborear cafés frescos de altíssima qualidade (característica presente do Café Salomão) na Cafeteria do Castelo do Café.

Castelo do Café/Divulgação

O Castelo do Café está aberto ao público aos sábados, domingos e feriados entre 10 da manhã às 20 horas.
Endereço: Chácara a Rosa e a Deusa, 1 – Castelo do Café, Coqueiro Rural, Manhuaçu MG, Zona da Mata.
Telefone: (33)9.9811-1004

Texto: Arnaldo Silva Fonte: www.conhecaminas.com

Economia

Sérgio Cotrim eleito presidente do Conselho das Matas de Minas

O cafeicultor e engenheiro agrônomo Sérgio Cotrim D’Alessandro foi eleito diretor presidente do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas. A diretoria é composta ainda pelo Diretor Administrativo Fernando Romeiro Cerqueira e o Diretor Financeiro Sebastião de Lourdes Lopes.

O Conselho das Entidades da Região das Matas de Minas reúne representantes de produtores, cooperativas de crédito e produção, sindicatos, associações, organizações  de pesquisa e extensão, poder público e demais envolvidos na cadeia produtiva do café. Trata-se de uma governança  voltada ao desenvolvimento dos cafeicultores dos 64 municípios que compõem a área reconhecida como Região das Matas de Minas, comunicando uma cafeicultura “Naturalmente Artesanal“.

“Quero agradecer a confiança dos membros do conselho e contando com o apoio de sempre para exercemos uma boa governança. Muitas ações aconteceram desde o início do projeto com apoio fundamental do Sebrae-MG, tendo hoje a Região das Matas de Minas conquistado o reconhecimento da Indicação de Procedência pelo INPI. Será desenvolvida uma gestão estratégica  para proteção e comunicação ao mercado da IP de nossa região, dentre elas o trabalho com  novas lideranças e parcerias para o desenvolvimento da Região das Matas de Minas” – destaca o novo presidente, Sérgio Cotrim D´Alessandro.

Entre as propostas do novo presidente, estão fortalecer o sentimento de pertencimento dos produtores da Região das Matas de Minas e buscar incessantemente trabalhar pela percepção dos consumidores quanto a Indicação de Procedência (IP) das Matas de Minas, posicionando a região como uma Origem Controlada reconhecida pelos  consumidores, dentro dos pilares da Qualidade artesanal, Sustentabilidade natural e desenvolvimento coletivo.

Participaram da eleição, os representantes da SCAMG (Associação de Cafés Especiais de Minas Gerais), Sicoob Credisudeste, Sicoob Credilivre, Sindicatos dos Produtores Rurais de Manhuaçu, Lajinha e de Manhumirim, Sicoob União dos Vales, Coocafé, Sicoob Credcooper e Sicoob Credicaf.

MATAS DE MINAS

O projeto Café das Matas de Minas começou em 2011 com o objetivo de desenvolver a cafeicultura na região. É baseado em quatro pilares: qualidade, identidade, governança e mercado. Busca valorizar o café dessas localidades, organizar as ações dos produtores e estimular o acesso a mercados.  A iniciativa inclui ainda ações de capacitação e orientação ao produtor sobre o processo de melhoria da qualidade, governança e identidade.

A Região das Matas de Minas está situada em uma área de Mata Atlântica, no leste de Minas Gerais, e compreende cerca de 36 mil produtores de café, responsáveis pela produção de 7 milhões de sacas anuais, 24% do total no estado. Em 64 municípios, com 275 mil hectares plantados na área demarcada, os produtores geram cerca de 75 mil empregos diretos e 156 mil empregos indiretos na colheita do café.  

A produção é naturalmente sustentável, marcada pela predominância da agricultura familiar, gerando impacto econômico e social direto e indireto, além de estimular fatores culturais presentes na cafeicultura da região. 

Em 2017, foi criado o Selo de Origem Região das Matas de Minas, iniciativa que garante a origem do produto, permitindo a rastreabilidade, definindo o processo de produção e contribuindo para a qualidade do produto.  Em dezembro de 2020, a região produtora de café Matas de Minas recebeu a chancela de Indicação de Procedência (IP) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Ao longo dos anos, o café Matas de Minas recebeu diversas premiações de relevância nacional e internacional, como, por exemplo, os prêmios Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas,  Coffee of The Year, Concurso de Qualidade ABIC e Cup of Excellence, dentre outros. 

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/