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Cidades

Conheça Minas Gerais – Alto Caparaó

Localizada na Zona da Mata Minas Gerais na divisa com o Estado do Espírito Santo – Leste do Estado de Minas Gerais, a cidade faz divisa com os municípios de Caparaó, Alto Jequitibá, Manhumirim e com o Estado do Espírito Santo, Iúna. Em 1928 veio adquiri terras na região o senhor Francisco Valério pai de Joaquim Valério da Silva, considerada tradicional. Os primeiros a chegarem foram: os Alemães, os Suíços, Portugueses e Italianos que vieram de Nova Friburgo, Estado Rio de Janeiro. Fugindo de suas terras de origem, ou como imigrantes, depois vieram para Caparaó atraído pelo clima frio semelhante a suas Pátrias.

As primeiras religiões a surgirem foram; a Igreja Católica, Presbiteriana, Adventista e Batista, o que hoje a torna e da á uma característica própria, devido ás muitas religiões existentes.

Alto Caparaó tem a sua origem por volta dos anos de 1900. Em 1948 uma população de 600 moradores ocupando 80 casas já estavam registradas nesse povoado.

Havia poucos costumes sociais. Era alguns bailes que se dançava o samba ou a valsa de três.

Também em 1948, chegou para esse Município o senhor Inimá Novaes de Campo, que juntamente com o povo fizeram mutirões, traçou ruas, pontes, praças e estradas, inclusive a que leva ao Pico da Bandeira, solicitando mais tarde um pedido ao Presidente da República para a criação de um Parque Nacional em Caparaó. Em 1961 foi Criado o Parque Nacional do Caparaó.

O Distrito de Alto Caparaó foi criado em 30 de dezembro de 1962. Em 1967 inspirado pelo sucesso de Fidel Castro em Sierra Maestra em Cuba, alguns revolucionários Brasileiros fizeram um acampamento de treinamento de guerrilha no alto da serra do Caparaó. A descoberta do movimento da guerrilha levou a localidade cerca de 10 mil soldados e a Força Área Brasileira para efetuar a prisão dos guerrilheiros. A presença de tanques de guerra e aviões de combate foi um fato que para sempre marcou a vida das pessoas que viviam em Alto Caparaó.

Pela Lei n° 8.285 de outubro de 1982 o Distrito de Caparaó velho passou a se chamar Alto Caparaó e através do plebiscito popular, emancipou-se do Município de Caparaó em 1995.

Significado do Nome
Seu nome tem origem indígena e significa Águas que Rolam das Pedras, porém, existe uma lenda que diz que Ó era nome de um boi muito bravo que vivia dentro da área do Parque e, um dia, 3 boiadeiros subiram a serra e conseguiram laçar o Ó. Para comprovar o ato de bravura caparam o Ó , ficando a região conhecida como Caparaó.

Alto Caparaó destaca-se pelo turismo ecológico. O principal atrativo do destino é o Parque Nacional do Caparaó que abriga o Pico da Bandeira com 2.892 metros de altura, o terceiro mais alto do país e que recebeu esse nome por ter sido considerado por Dom Pedro II o ponto mais alto do país para hastear a bandeira brasileira na época. O município oferece também cachoeiras como a do Poço do Egito – com piscinas de águas cristalinas, da Pedra Roxa, das Andorinhas e também o maravilhoso Vale Encantado – que como o nome sugere, é um belo vale com diversas cachoeiras e piscinas naturais cristalinas. Dentre os principais atrativos culturais de Alto Caparaó estão a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e o Observatório Astronômico. A cidade também integra o Roteiro Caminho da Luz.

Parque Nacional do Caparaó
Parque Nacional do Caparaó

Além das trilhas, os visitantes podem se deliciar com banhos em cachoeira e piscinas naturais, observar deslumbrantes visuais da Serra do Caparaó e região, com belos espetáculos no alvorecer e no pôr do sol. O parque dispõe de quatro áreas de acampamento pela portaria de Alto Caparaó em MG – “Tronqueira” e “Terreirão” – e pela Portaria de Pedra Menina no ES – “Macieira” e “Casa Queimada”, com sanitários, lava-pratos, mesas, bancos e quiosques (estes últimos apenas na “Tronqueira”) e, ainda, churrasqueiras na área de visitação denominada “Vale Verde” e na “Macieira”. Caminhadas em áreas de florestas e, especialmente, pelos campos de altitude são outras atrações do local.

Pico da Bandeira
Pico da Bandeira

Localizado dentro do Parque Nacional do Caparaó, Unidade de Conservação na divida de Minas Gerais com o Espírito Santo, o Pico da Bandeira é o terceiro maior ponto do Brasil, com 2.890 metros de altitude – apenas 100 metros menor que o primeiro lugar, o Pico da Neblina. Para chegar ao topo do Pico da Bandeira saindo de Alto Caparaó (MG), a caminhada dura cerca de 7h, mas também é possível fazer parte do caminho de jeep, totalizando uma distância de 14 km, ida e volta. Como o Parque Nacional do Caparaó dispõe de área de camping, muitos visitantes dormem no parque para assistir o nascer do sol do alto da montanha, o maior espetáculo do pico.

Turismo em Minas Gerais | Alto Caparaó
Vale Encantado

Vale Encantado é uma cachoeira de beleza exuberante acima de 1.970 metros de altitude, se encontra nas dependências do Parque Nacional do Caparaó, sendo um dos pontos mais visitados do Parque Nacional do Caparaó.

Fonte: Biblioteca Municipal
https://www.altocaparao.mg.gov.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/

Sociedade

16 mil reais: Alto Caparaó vai premiar melhores cafés

A Prefeitura de Alto Caparaó, por meio da Secretaria de Turismo, Meio Ambiente, Cultura, Esporte e Lazer informa que estão abertas as inscrições para o “8º Concurso de Qualidade do Café Natural do Município de Alto Caparaó”. Os produtores interessados deverão procurar a Secretaria de Turismo, Meio Ambiente, Cultura, Esporte e Lazer para formalizarem a inscrição.

Para participar, o produtor deverá preencher corretamente a ficha de inscrição e apresentar os seguintes documentos: número do cartão do produtor; CPF e Carteira de Identidade (RG). Além de prestar as seguintes informações: nome completo, endereço, local da propriedade, telefone de contato, uso da terra (proprietário ou meeiro). Deverá também assinar o termo de conhecimento e concordância com o regulamento. As inscrições para o 8º Concurso de Qualidade do Café são feitas exclusivamente na Secretaria de Turismo Meio Ambiente, Cultura, Esporte e Lazer, Rua Ludovina Emerick, 321, Bairro Água Verde, das 8h às 16h. As inscrições terminam em 15 de outubro.

Esse ano, os cafeicultores não entregarão as amostras de café no ato da inscrição. Cada participante do Concurso deverá depositar três sacas de café beneficiado, em umidade de até 12%. Destas três sacas, será retirado um quilo de café catado e selecionado por uma empresa previamente designada pela Comissão Organizadora. A amostra será acondicionada em embalagem própria e classificada no momento da entrega. As sacas de café deverão ser entregues no dia 15 de outubro, preferencialmente, entre 7h e 11h, na empresa WST Corretora de Café, do senhor Adevalcir Tavares da Silva. Após a primeira etapa de prova, os cafés classificados entre os dez primeiros lugares serão divulgados pela Comissão Organizadora.

Somente poderão participar os produtores que tenham suas propriedades em Alto Caparaó. Poderão se inscrever e concorrer todos os cafeicultores e seus parceiros rurais cujas amostras de café arábica, produzido no ano de 2020 e 2021, se enquadrarem na categoria de Café Natural, sistema pelo qual o café recém colhido, após passar por um processo de lavagem, é levado para o terreiro para secagem ao sol ou pelo secador.

16 MIL REAIS

Cada cafeicultor poderá participar do Concurso com apenas uma amostra por propriedade. Os dez finalistas do Concurso receberão certificado de participação e premiações de acordo com a colocação, assim distribuídas:

– 1º Lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais);

– 2º Lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais);

– 3º Lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais);

– 4º Lugar: R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais);

– 5º Lugar: R$ 1.000,00 (um mil reais);

– 6º Lugar: R$ 900,00 (novecentos reais);

– 7º Lugar: R$ 800,00 (oitocentos reais);

– 8º Lugar: R$ 700,00 (setecentos reais);

– 9º Lugar: R$ 600,00 (seiscentos reais);

– 10º Lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais).

O resultado do concurso será divulgado pela Comissão Organizadora no dia 29 de outubro, a partir das 19h, no Cras, Avenida Pico da Bandeira, 446, Alto Caparaó, MG.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Turismo & Lazer

Parque Nacional do Caparaó comemora 60 anos de criação

Na última sexta-feira, 03/09, aconteceu a comemoração de 60 anos de criação do Parque Nacional do Caparaó. A data é oficialmente em maio, mas teve que ser adiada por conta da pandemia.

A cerimônia aconteceu no Centro de Visitantes do Parque Nacional do Caparaó e contou com autoridades estaduais, municipais, ex-funcionários, funcionários, produtores rurais que fazem divisa com o Parque e empreendedores do setor turístico.

Houve apresentação dos Desbravadores de Alto Caparaó e Alto Jequitibá e da Orquestra da Primeira Igreja Presbiteriana de Alto Caparaó.
Um belíssimo documentário, produzido pela K Produções – Filmagens, apresentou a história dos 60 anos do parque nacional.

Ainda aconteceram homenagens a ex-funcionários e pessoas que contribuíram com a criação do Parque do Caparaó.

O evento foi organizado pelo parque e as Secretarias Municipais de Turismo de Alto Caparaó, Alto Jequitibá e Caparaó.

Por causa da pandemia, o evento que estava sendo pretendido para o dia 24 de maio, no aniversário do Parque teve que ser adiado.

Com a região na Onda Verde, do programa Minas Consciente, o evento pode ser realizado com as medidas de distanciamento e limitação de participantes.

PARQUE

O Parque Nacional do Caparaó foi criado no dia 24 de maio de 1961, pelo Decreto Federal número 50.646, assinado pelo Presidente da República Jânio Quadros.

Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó é um dos ícones do montanhismo no Brasil e abriga o terceiro ponto mais alto do País, o Pico da Bandeira, que tem 2.892 metros de altitude. Além dele, estão na Unidade de Conservação (UC) cinco dos dez picos mais altos de todo o território nacional.

A Unidade abrange um território de aproximadamente 31,8 mil hectares. Cerca de 80% do parque está no estado do Espírito Santo. Os maiores picos ficam na divisa dos estados, destacando-se o Pico da Bandeira, com 2.892 metros, o Pico 2 ou Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros, o Pico do Calçado com 2.849 metros e o Pico do Calçado Mirim com 2.818 metros. O Pico do Cristal, com 2.770 metros fica exclusivamente em território mineiro. O parque abriga ainda outros picos, menores em tamanho, mas também de altitudes consideráveis, como o Morro da Cruz do Negro (2.658 metros), o Pico da Pedra Roxa (2.649 metros), o Pico dos Cabritos ou do Tesouro (2.620 metros), o Pico do Tesourinho (2.584 metros), e a Pedra Menina (2.037 metros) todos em território capixaba.

A Serra do Caparaó é uma das mais representativas áreas de preservação da mata atlântica em território Capixaba. O Parque guarda amostras singulares de campos de altitude (tipo de vegetação peculiar, cujas características são fortemente influenciadas pelas condições de solo, clima e altitude do maciço do Caparaó), relevante patrimônio geológico, além de proteger nascentes de três importantes bacias hidrográficas (Rios Itabapoana, Itapemirim e Doce) e diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora.

O Parque Nacional do Caparaó possui duas portarias de acesso, localizadas no município de Alto Caparaó – MG, onde também funciona a sede administrativa da UC e em Pedra Menina, distrito do município de Dores do Rio Preto – ES, pelas quais o visitante pode conhecer o Pico da Bandeira e diversos outros atrativos do Parque, entre, mirantes, vales, cachoeiras e piscinas naturais belíssimas, que estão abertos ao público para visitação durante todo o ano.

Dispõe de um amplo sistema de trilhas, sinalizadas, auto guiadas de curto, médio e longo percurso e com diferentes níveis de dificuldade, facultando assim a utilização por diferentes tipos de usuário para caminhadas por meio a florestas e campos de altitude. As principais trilhas levam ao Pico da Bandeira, que pode ser conquistado tanto pela trilha da vertente capixaba (Trilha Casa Queimada – Pico do Calçado – Pico da Bandeira) como pela vertente mineira (Trilha Tronqueira – Terreirão – Pico da Bandeira). Ambas as trilhas permitem ao visitante conhecer outros atrativos e lugares de grande beleza cênica e contemplativa da Unidade, além de realizar a famosa travessia no percurso entre os dois estados da UC (travessia ES/MG ou MG/ES).

No parque o visitante pode contar ainda com quatro áreas de acampamentos localizadas na parte alta da Unidade de Conservação, sendo pela portaria de Alto Caparaó em MG, os acampamentos da “Tronqueira” e “Terreirão” – e pela Portaria de Pedra Menina no ES – os acampamentos da “Macieira” e “Casa Queimada”. Os acampamentos do parque são estruturados com postos de funcionários, banheiros públicos, lava-pratos, mesas, bancos e churrasqueiras, estas últimas disponíveis apenas no acampamento da “Macieira”.

Informações: José Carlos Lovantino
Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Cultura

Recordar é viver: Crônicas da região reunidas em livro de André Farrath

Entusiasta do desenvolvimento econômico regional, o contador André Farrath participa de projetos sociais e culturais na área de ação da ADESC (Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Caparaó). Em suas visitas a cidades da região, foi colecionando histórias, crônicas e passagens sobre a origem e personagens de muitas cidades. Nesse ano, ele decidiu compilar esse conhecimento no livro “Recordar é Viver”.

Como o jornalista Sebastião Fernandes apresenta no prefácio da obra, para aqueles que eventualmente podem pensar que “Recordar é Viver” é uma obra pretensiosa que propõe contar a história dos municípios do Território do Caparaó, um alerta: André Farrath não escreve história e, sim, deliciosas crônicas das comunidades que compõem a região Vertente Ocidental do Caparaó. São apenas lembranças de fragmentos da verdadeira história da Região dos Sertões de Minas Gerais.

“Por que ninguém fez isso antes? Me parece que a verdadeira história desta rica e importante região ainda está por ser escrita, à espera de historiadores competentes e isentos de quaisquer conotações emocionais para pesquisar e investigar a fundo os acontecimentos que moldaram a nossa História e criaram uma região próspera e desenvolvida, com índices de crescimento econômico e desenvolvimento humano superiores à média do país.

O trabalho de André Farrath é uma efetiva contribuição às novas gerações que, tomando conhecimento das preciosas informações do passado de luta e superação dos nossos municípios, possam construir um futuro de crescimento e prosperidade, elevando nossa região ao nível de povos do primeiro mundo”, escreveu Sebastião Fernandes, presidente do Conselho de Turismo de Manhuaçu.

Na obra, Farrath agradece aos amigos que fortaleceram e incentivaram para que esta pesquisa fosse transformada em um livro, em especial minha esposa Joana Darck, aos meninos Za, Iuri e Dudu e ao netinho Luca Nacif Farrath.

Com 194 páginas, o livro começa em Carangola, passa pelas cidades de Espera Feliz, do entorno do Pico da Bandeira, segue a Pedra Dourada, Matipó, Caputira, Santa Margarida e Simonésia. De Manhuaçu, com várias passagens, ele vai até os limites de Lajinha, Ipanema e Mutum.

A primeira edição tem sido distribuída a amigos e lideranças. A expectativa é promover o lançamento em breve.

André Farrath Jaegger de Oliveira é bacharel em direito e ciências contábeis. Foi presidente, vice-presidente e conselheiro da ACIAM – Associação Comercial, Industrial e Agronegócios de Manhuaçu; vice-presidente da FEDERAMINAS – Federação das Associações Comerciais de Minas Gerais; Cônsul Honorário da República Guiné Conacri e, atualmente, é o presidente da ADESC – Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Caparaó e diretor da empresa Ética Contábil e Jurídica, de Manhuaçu.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/