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Turismo & Lazer

DOCUMENTÁRIO QUE RETRATA O COTIDIANO DE VILA MINEIRA NA ZONA DA MATA VAI AO AR NA REDE MINAS, NESTA SEXTA

Faixa de Cinema exibe o longa “Sopro”, de Marcos Pimentel, que revela uma comunidade preservada em Minas Gerais

Foto: Matheus Rocha

As paisagens do interior de Minas Gerais chegam à tela da Faixa de Cinema, da Rede Minas, nesta sexta (08). O vento, a poeira, as montanhas, o silêncio e o tempo compõem o cenário e enredo do documentário “Sopro”, do diretor juiz-forano Marcos Pimentel. O longa resgata detalhes de Minas escondidos em uma pequena vila rural, onde cinco famílias vivem há anos quase isoladas do mundo exterior.

O filme “Sopro” fala sobre a existência humana e os mistérios da vida e da morte mostrados no cotidiano de uma vila rural, localizada nas proximidades do Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata. As imagens acompanham pequenas casas isoladas na montanha da região e, principalmente, a visão de uma criança e suas descobertas sobre o mundo e a finitude da vida naquele espaço. Entre a fantástica imersão nesse lugar, o homem e a natureza transitam entre a harmonia e os conflitos, na imensidão de uma paisagem que parece esgotar o olhar.

Foto: Matheus Rocha

Com caráter minimalista, “Sopro” foi o primeiro longa-metragem da carreira de Marcos Pimentel e rodou por diversos festivais nacionais e internacionais, passando por 16 países. Natural de Juiz de Fora, Marcos é diretor, roteirista e produtor. Já realizou diversos filmes e trabalhos para televisão, como o especial mineiro “Dia de Reis”, da Globo Minas, e séries. Suas obras já conquistaram mais de 90 prêmios em diversos festivais em todo o mundo.

A Faixa de Cinema com o filme “Sopro”, de Marcos Pimentel, vai ao ar nesta sexta (08), às 23h, pela Rede Minas. O filme também pode ser visto, nesse mesmo horário, no site da emissora: redeminas.tv.

COMO SINTONIZAR:
redeminas.tv/comosintonizar
A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

ACESSE AS REDES SOCIAIS:
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Tatiana Coutinho
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Economia

Entrega de certificado Rainforest Alliance para produtores da Zona da Mata mineira

No dia 30 de julho, aconteceu na fazenda cachoeirinha – córrego Cachoeirinha – em Santa Margarida-MG, na propriedade do Engenheiro Agrônomo Tadeu Vieira Otoni, a reunião para entrega do Certificado de Grupo Certficafé – Senar ATeG Matas de Minas em conformidade com o padrão Rainforest Alliance.

“A entrega dos certificados aos produtores membros do grupo eternizou a realização de um sonho! Foi um momento incrível que guardarei para sempre na memória, pois foi conquista inédita. E todo este ineditismo deve-se ao comprometimento dos produtores que abraçaram a ideia e trabalharam com muita dedicação e afinco! Além disso, parabenizo em especial o supervisor Daniel do ATeG nas Matas de Minas e o Senar Minas, que acolheram o projeto da CertifiCafé e aproximou-nos dos produtores Rogério, Tadeu, Dulcineia Prado, Jéssica, Selma, Sebastião Brinate e Gilson, os verdadeiros protagonistas desta história! A conquista da certificação veio para coroar o sonho de visibilidade internacional para o pequeno produtor. O inimaginável aos olhos de muitos hoje tornou-se realidade. Atualmente tudo é possível através da tecnologia, os micro produtores estão no limiar da certificação internacional”, conta Mauro Júnior.

Grupo Certificafé – Leonardo – Luciano e Mauro Júnior

A certificação trouxe organização, visibilidade e competitividade diante de um mercado exigente e que se moderniza a cada dia. A qualidade do café, segurança em todas as atividades da cultura, redução de custo, sustentabilidade e a melhoria do preço de venda que os produtores recebem devido à certificação. Todos se sentem orgulhosos e felizes com os resultados, um passo louvável rumo à excelência na produção de cafés especiais e no avanço dos processos produtivos da propriedade.

A certificação em grupo e a parceria com a Certificafé trouxe muita energia para o processo, tornando-o muito desafiador e ao mesmo tempo agradável e consistente.

Tadeu Vieira Otoni – Engenheiro Agrônomo – Fazenda Cachoeirinha – Santa Margarida – MG

Além da certificação da propriedade Fazenda Cachoeirinha, foram certificadas mais duas propriedades através do SENAR, Sítio Nova Floresta e Fazenda Braúna, uma tripla satisfação para Tadeu Otoni!

Essa Certificação Internacional está abrindo inúmeras possibilidades além de uma enorme visibilidade dos cafés da região no mercado!

Em suma, pode-se concluir que a tecnologia vem avançando cada dia mais. Transformando os produtores rurais e trazendo novas possibilidades. Essa é a base de uma nova história!

Gilson Gomes Clemente – Fazenda Braúna – Santa Margarida – MG

Rogério Dutra – Sítio Nova Floresta – Santa Margarida – MG

Selma – Fazenda Gruta da Liberdade – Divino – MG
Daniel Prado – Supervisor do ATeG nas Matas de Minas – SENAR / Dulcineia Prado, Café Dulce Marias – Sítio Fortaleza – Luisburgo – MG

Sebastião Vinicius Brinate – Sítio Empoçado – Caparaó – MG

Jéssica Conceição do Carmo – Sítio Jasminum – Mutum – MG

Rainforest Alliance: É uma organização internacional sem fins lucrativos que trabalha em mais de 70 países na interseção de negócios, agricultura e florestas. No Brasil, tem mais de 600 parceiros certificados, principalmente nas lavouras de café, cacau, laranja e outras frutas.

O selo RainforestAlliance Certified™ identifica o café cultivado em propriedades que seguem rigorosos padrões sociais e ambientais. Ao adquirir produtos com esse selo, você contribui para a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, dos produtores rurais e de suas famílias.

Turismo & Lazer

Parque Estadual Serra do Brigadeiro

O Parque é uma das mais importantes reservas naturais de Minas Gerais, ocupando o extremo norte da Serra da Mantiqueira, entre os vales do Carangola, Glória e Rio Doce.

A Serra do Brigadeiro possui inúmeras nascentes, que contribuem de maneira significativa para a formação de duas importantes bacias hidrográficas do Estado: a do Rio Doce e a do Paraíba do Sul.

Caracterizado pela Floresta Atlântica de Encosta e por Campos de Altitude, o Parque possui importância vital na preservação destes dois biomas. A Serra é considerada um paraíso botânico, por abrigar espécies raras e ainda não catalogadas pela ciência. No Parque existe uma neblina, que se mantém quase o ano todo encobrindo as serras e picos.

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Os primeiros habitantes na Zona da Mata, onde se localiza o parque, foram os índios puris, coroados e coropós. Conhecida por diversos nomes ao longo do tempo, a serra do Brigadeiro era conhecida originalmente como serra dos Arrepiados, referindo-se, segundo versões diferentes, aos cabelos amarrados em forma de coque dos índios puris, ou ao frio das terras altas, que arrepiava a pele daqueles que por lá passavam.

O Parque abriga vários Picos: o do Soares (1.985 metros de altitude), o Campestre (1.908 m), o do Grama (1.899 m) e o do Boné (1.870 m). A altitude e o relevo amenizam a temperatura local e a neblina cobre os picos durante quase todo o ano, formando uma das mais belas imagens do local.

Infraestrutura
O Parque possui as seguintes infraestruturas e equipamentos:​

Duas portarias
Centro de visitantes com exposição permanente da biodiversidade e cultura local, e auditório com capacidade para 60 pessoas;
Sede administrativa
Centro de pesquisa com alojamento para nove pesquisadores e espaço para laboratório;
Casa de hóspedes;
Trilhas sinalizadas parcialmente.
A sede da ‘Fazenda Neblina’, antiga construção colonial, foi reformada e transformada em casa de hóspede.


A infraestrutura do Parque foi construída em parceria com o Programa de Proteção da Mata Atlântica de Minas Gerais (Promata) com recursos da Cooperação Financeira Internacional Brasil-Alemanha, repassados através do Banco Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) que investiu cerca de R$ 1,25 milhão.​

Atrativos

Picos e trilhas

Fazenda do Brigadeiro

O casarão da Fazenda do Brigadeiro existe há 70 anos. Foi construído no estilo neocolonial, com dois pavimentos idênticos entre si e mede 240 m2 e foi tombado pelo município de Araponga. Para chegar ao casarão, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, sentido de Araponga. Siga as placas indicativas para a Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. No caminho de cesso pode-se avistar o imponente Pico do Boné. No período de chuvas, a estrada de acesso torna-se escorregadia, sendo recomendável o uso de veículo com tração nas quatro rodas (4×4).

Pico do Boné
É o principal atrativo do parque sendo o mais visitado fica a 28 km da sede, em Araponga na região do Estouro, com seus 1.870 metros acima do mar, tem 360 graus de visão de toda região, sua trilha é a mais fácil do parque, são 4 km de trilha em estrada de uma antiga carvoaria da Belgo Mineira dos anos 60 em mata atlântica, nível de dificuldade leve.

Pico do Boné | Crédito: Arquivo

O Pico do Boné, que leva esse nome por causa de sua aparência quando contemplado à distância e seu cume é formado por um pequeno platô que mede 10 por 15 metros, onde predomina uma vegetação constituída por gramíneas, pequenos arbustos e grande número de bromélias de flores vermelhas. É um dos Picos mais altos do Parque. Do pico é possível avistar os mares de morros e, a leste, o distrito de Bom Jesus do Madeira; ao sul, a Serra do Grama e a Pedra do Pato; ao norte, o Pico do Soares e a Pedra Branca; e a oeste o município de Araponga.

Capela e Mirante

Capela e Mirante da Serra do Brigadeiro

A ermida foi construída em 1908 pela família de João dos Anjos Macedo, em homenagem a Antônio Martins. Em 1952, Vicente Lima e José Laureano, dois cidadãos locais, organizaram um mutirão, reconstruíram a capela e colocaram em seu interior a imagem de Santo Antônio. Atualmente, a Ermida abriga um pequeno altar com imagens de vários santos. Junto à entrada, alguns devotos costumam acender velas e fazer pedidos a Antônio Martins, que muita gente já considera um santo. A parte externa da capela compõe um mirante natural, de onde se tem uma vista privilegiada de parte do Parque, podendo-se ainda avistar as serras da Carangola e do Grama, e admirar o nascer e o pôr do sol.​

Pico do Itajurú

Pico do Itajuru - Serra do Brigadeiro
http://verdejava.com.br/

Localizado no extremo sul da Serra do Brigadeiro, na região norte de Muriaé, a 15 km da vila do Belisário, ele está a 35 km da sede. O Pico do Itajuru é um afloramento de rochas graníticas cujo ponto culminante se encontra a 1.585 metros de altitude. No topo, a vegetação é de médio porte aproximadamente 1,80 metro de altura –, o que dificulta uma visão panorâmica o entorno. Em dias de bom tempo, é possível ver os municípios de Ervália e Muriaé.

Pico do Grama

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É um maciço rochoso granítico recoberto por vegetação de campo de altitude. O ponto mais elevado do Pico encontra-se a 1.561 metros, possibilitando que e tenha dali uma bela vista da sede administrativa, rodeada por morros e vegetação densa. O local é privilegiado para a visualização do mar de morros que compõe o relevo da região. Do Pico, avistam-se ainda os municípios de Miradouro, Fervedouro e Ervália, e os Picos do Boné e do Soares, além das redes de drenagem existentes em toda a volta.

Pico do Cruzeiro
O Pico do Cruzeiro, a 1.684 metros acima do nível do mar, possui uma vegetação predominante de campos de altitude, devido aos fortes ventos que o assolam e ao solo arenoso. É um dos pontos mais altos da Serra do Brigadeiro e proporciona uma das mais belas vistas panorâmicas da região. Dali, observar o uso e a ocupação do solo na região adjacente. No inverno, a temperatura no Pico gira em torno dos 10ºC. O local é privilegiado para visualização do mar de morros que compõe o relevo da região circunvizinha, sendo também bastante procurado com finalidade religiosa, já que ali se encontra um enorme cruzeiro. Ao norte do Pico, encontra-se o município de Fervedouro; a oeste, a Pedra da Ararica; a leste, o Pico do Soares; e ao sul, Araponga.

Pedra do Pato

Pedra do Pato

A Pedra do Pato, conhecida também como Pedra do Campestre, é um dos pontos mais altos do Parque, com aproximadamente 1.908 metros de altitude. Seu nome se deve a uma formação rochosa de coloração esbranquiçada que lembra a figura de um pato. Essa formação pode ser avistada da Portaria Pedra do Pato e da região de Fervedouro. Da Pedra do Pato, a vista panorâmica é deslumbrante. Pode-se avistar a Portaria Pedra do Pato, os Picos do Boné e do Soares, o distrito Bom Jesus do Madeira e a região do entorno. Nos seus 1.600 metros tem se um lago natural de 1 metro de profundidade, logo acima do lago se sobe mais 400 metros para chegar ao cume maior

Pedra do Cruzeiro
A Pedra do Cruzeiro é um afloramento de rocha granítica cujo ponto culminante se encontra a 1.645 metros de altitude. Seu topo é plano e a vegetação predominante é a de campos de altitude. No local existe um cruzeiro, onde as comunidades de Ervália e Dom Viçoso se reúnem, todo dia 10 de maio, para a celebração de uma missa. Do alto tem-se uma privilegiada visão do mar de morros das redondezas.

Trilha do Encontro

Créditos: IEF

Em todo o percurso, observa-se vegetação típica de Mata Atlântica, predominantemente secundária, com forte presença de bromélias e orquídeas. A alguns metros do início da trilha existe uma bifurcação; a da esquerda dá acesso à Trilha da Lajinha; e a da direita às Trilhas da Serrinha e do Encontro. Próximo a esse entroncamento, a descida é íngreme. Nesse ponto, existe uma escada seguida de passarela de madeira e, logo à frente, blocos de rochas sob um curso d’água.

No decorrer da trilha, há uma confluência entre os Córregos Serra Nova e o do Moinho do Zeca, onde existe um entroncamento que, à esquerda, leva à Trilha da Serrinha, e à direita, continua para a Trilha do Encontro. A partir desse trecho, a trilha não tem mais bifurcações. Há uma grande declividade, mas apenas no trecho inicial. Durante o percurso, pode-se ver inúmeras espécies da flora regional, destaque para os muricis de pequeno porte – árvores graciosas, sobretudo quando estão floridas. No final da trilha, passa-se por uma clareira até chegar à estrada interna do Parque, próximo ao heliponto. Nesse local existia um forno para produzir carvão, hoje desativado. Segundo informações locais, parte dessa trilha foi uma estrada utilizada para puxar a madeira usada na fabricação de móveis e na produção de carvão.

Trilha do Carvão
A Trilha do Carvão tem 6,7 km de extensão e, aproximadamente, 3 metros de largura. Em alguns pontos, a largura é menor devido à recomposição da vegetação, ou por causa de processos erosivos. É uma caminhada sem grandes obstáculos e com subidas pouco acentuadas. A vegetação de Mata Atlântica é abundante ao longo de todo o trajeto, proporcionando boa sombra ao caminhante. Durante o percurso, podem ser vistos muitos samambaiaçus (xaxins), enquanto se ouve o suave barulho das águas dos regatos e os cantos de aves como a araponga e o trinca-ferro. De um determinado trecho, avista-se a Serra das Cabeças. Segundo moradores da região, a Companhia Belgo Mineira explorava madeira naquelas terras, e transitava com caminhões por aquela trilha transportando lenha e carvão. O fato é que existem ruínas de fornos de carvoaria e um chassi de carreta abandonado, em bom estado de conservação, o que causa estranheza pelo contraste provocado pela densa mata a sua volta. A trilha termina nas proximidades da comunidade do Estouro.

Trilha Laje do Ouro
A trilha mede 2,7 km de extensão e 3 metros de largura, do seu início até o encontro com o Córrego do Ouro. A partir daí, ela se torna estreita, chegando a 1 metro em alguns pontos. A topografia do terreno é relativamente plana, de fácil acesso. Durante a caminhada, atravessa-se pequenos cursos d’água, provavelmente de afluentes do Córrego do Ouro. Em alguns trechos, é possível ouvir o rumorejar dos riachos. A vegetação de Mata Atlântica é abundante ao longo de todo o trajeto, propiciando boa sombra. No decorrer da trilha, avistam-se o Rochedo e os Picos do Cruzeiro e do Soares. No final da trilha, já próximo à Laje do Ouro, a vegetação é mais baixa, o que aumenta consideravelmente a incidência dos raios solares. Durante o período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável a utilização de veículo com tração nas quatro rodas (4×4).​

Trilha da Lajinha
Possui 500 m de extensão e está a 100 m de distância da sede. Durante a caminhada, pode-se observar a biodiversidade da mata Atlântica. No final do percurso há um jardim de bromélias em uma laje de pedra. No período chuvoso, alguns trechos ficam muito escorregadios, por isso, necessitam de maior atenção durante a caminhada.​

Trilha do Muriqui
Possui 1,1 km de extensão e fica a 100 m de distância da sede. A trilha pode ser percorrida com propósito educativo, pois tem como tema a biodiversidade da mata Atlântica, com destaque para as plantas medicinais e outras espécies da flora e da fauna. Nesse passeio, o visitante poderá ver o muriqui. ​

Trilha Pedra do Cruzeiro
Essa trilha mede aproximadamente 3,3 km de extensão e não está bem demarcada. Inicia-se numa lavoura de café de propriedade particular – uma fazenda cuja divisa se encontra a 1.245 metros de altitude. Trilha da Pedra do Cruzeiro possui grande beleza natural e cênica. A vegetação do entorno é predominantemente do bioma Mata Atlântica – as árvores são de grande porte e o acúmulo de matéria orgânica no solo é elevado. A trilha é utilizada principalmente pela comunidade local, que todos os anos, no dia de Corpus Christi, se reúne para uma celebração religiosa.

Dados Gerais:

Municípios de abrangência: Araponga, Divino, Ervália, Fervedouro, Miradouro, Muriaé, Pedra Bonita, Sericita.
Bioma – Mata Atlântica com campos de Altitude
Área: 14.984 ha
Criação: 27 de setembro de 1996, através do Decreto Nº 38.319

Informações sobre horário e dias de funcionamento

E-mail: pebrigadeiro@meioambiente.mg.gov.br
Fone: (32) 3721-7491 / Estrada Araponga, Fervedouro MGC 482 km 15, Zona Rural, Araponga, Minas Gerais, CEP: 36594-000.

A entrada no Parque é gratuita

Orientações do Parque

Não há serviços de hospedagem e alimentação.

No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro não há telefone público. Porém, a 800 metros do centro de visitantes (Ermida Antônio Martins) pode-se ter acesso à telefonia móvel (Vivo e Claro). Em alguns pontos também é possível ter acesso à internet.

Informações do IEF

Fonte: https://www.serradobrigadeiro.com.br/

Instagram: @serradobrigadeiro

Economia

Certificação internacional em tempo recorde

Em apenas três meses, um grupo de três produtores e quatro técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte, do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, conseguiu o selo Rainforest Alliance. A certificação internacional identifica cafés cultivados em propriedades que seguem rigorosamente as leis do país e os padrões socioambientais estabelecidos pela certificadora. Os sete pequenos produtores da agricultura familiar têm, em média, uma área de 15 hectares de café plantado e são os primeiros desse porte a conseguir esse selo entre os 36 mil cafeicultores da Região das Matas de Minas.

Tadeu Vieira Otoni, técnico do ATeG, e Mauro Júnior, CEO da CertifiCafé

Feito no modelo convencional, o processo de certificação leva cerca de um ano até a sua conclusão. O tempo recorde do grupo foi resultado do comprometimento dos envolvidos, uma vez que a certificação em grupo só é validada se todos forem bem avaliados na auditoria, da assistência técnica e gerencial e da tecnologia da startup CertifiCafé. Ela é uma das startups da Rede Azys de Inovação e está avançada no processo de seleção para fazer parte do portfólio da NovoAgro Ventures.

Fundamental para a agilidade do processo, a startup elabora o diagnóstico da propriedade e disponibiliza um aplicativo que mostra aos cafeicultores as adequações a serem feitas. A cada etapa concluída, os produtores lançam na plataforma as comprovações em texto, áudio ou imagens e recebem relatórios sobre os progressos alcançados.

Ao final, toda a documentação necessária para a certificação fica disponível, de forma digital, para os produtores e os auditores, simplificando e diminuindo o custo do processo e otimizando o tempo de auditoria na propriedade. 

A superintendente do INAES, Silvana Novais, conheceu a ideia ainda no início, no evento Avança Café, promovido pela Embrapa em 2019. Reconhecendo o potencial e aplicabilidade da tecnologia para os produtores rurais, Silvana se prontificou a auxiliá-los no desenvolvimento da startup. E foi ela quem fez a ponte entre o grupo das Matas de Minas e os empresários Mauro Júnior, Luciano Oliveira e Leonardo Diniz.

“Esse projeto piloto contou com o olhar essencial dos agrônomos técnicos do ATeG Café+Forte. O programa prepara os produtores para organizar a propriedade, e a plataforma os faz enxergar as melhorias que precisam fazer para obter a certificação. Nesse sentido, um completa o outro, e fiquei muito feliz com o resultado”, explicou Silvana.

Produtor Rogério Dutra

Avaliação Positiva

“Ficamos felizes ao constatar mais uma vantagem do Programa ATeG, que é a economia durante o processo de certificação. A aprovação do grupo demonstrou que obter esse selo é possível e viável para os pequenos produtores. A solução da CertifiCafé democratiza a certificação e esperamos levá-la a mais atendidos pelo ATeG. A certificação gera oportunidade de crescimento e abertura para o mercado internacional.” – Marcos Reis, gerente do Sistema FAEMG/SENAR/INAES em Viçosa

“A metodologia do ATeG já atende a muitas exigências das certificações, tendo como pontos fortes a sustentabilidade, o manejo integrado de pragas e doenças, o manejo da água e do solo e a gestão. O SENAR também oferece aos produtores treinamentos que são exigidos pela legislação brasileira e, com isso, temos produtores mais preparados.” – Daniel Prado, supervisor do programa na regional Viçosa, que participou do grupo junto  com a esposa Dulcinéia Prado

“O Sistema FAEMG está preocupado em levar tecnologia e inovação para os produtos, e a parceria da CertifiCafé com o ATeG comprova a efetividade e a importância dessa conexão. Com as orientações técnicas e a nossa metodologia, conseguimos o resultado a um custo 60% menor do que a certificação no método convencional.” – Mauro Júnior, CEO da CertifiCafé

“Essa conquista é histórica e, sem o ATeG, seria impossível. Rodamos 4.000 quilômetros para acompanhar o grupo de perto. Conseguimos mudar a mentalidade do produtor, que achava a certificação difícil e demorada e, agora, estão a vendo como aliada. Queremos treinar os técnicos do ATeG para usarem a tecnologia e multiplicarem esse feito.” – Luciano Oliveira, consultor e CMO da CertifiCafé

“Certificações em grupo diminuem os custos para todos os envolvidos. Para nós, foi importante participar desse projeto piloto para conhecer o perfil dos produtores da região e entender as demandas para mais trabalhos. O selo Rainforest Alliance é uma chancela de qualidade e sustentabilidade importante. Existe uma procura crescente por produtos com esse certificado no mercado internacional.” – Alexandre Schuch, gerente do Group Ecocert no Brasil

“Sempre nos preocupamos com a sustentabilidade na nossa propriedade, e a conquista do selo é uma vitória para nós. Somos gratos pela oportunidade de fazer parte desse grupo.” – Selma Garcia Gonçalves ,esposa de Arnaldo Gonçalves, atendidos pelo ATeG,em Divino

“Participei do processo como produtor e como técnico do ATeG. A conquista foi uma satisfação dupla. Nesse período, trabalhei com os produtores Rogério Dutra e Gilson Clemente uma visão mais criteriosa da organização das propriedades e, principalmente, da qualidade de vida e segurança do trabalho.” – Tadeu Vieira Otoni, técnico do ATeG em Santa Margarida

“Trabalhamos em família no Sítio Jasminum e a certificação só foi possível porque contei com o auxílio dos meus pais e irmãs. Vencemos juntos. Fiz o plano ambiental e o licenciamento, e o meu pai melhorou a organização e a eficiência na execução das atividades em campo. Trabalhamos com café especial, e o selo é um grande passo para a produção de cafés sustentáveis. A experiência foi um aprendizado que levarei aos produtores que acompanho no ATeG.” – Jéssica do Carmo, técnica de campo do ATeG e produtora

Lista dos certificados

Dulcinéia Carvalho de Abreu Prado
Jéssica do Carmo
Sebastião Brinate
Tadeu Vieira Otoni
Rogério Dutra 
Arnaldo Gonçalves de Jesus
Gilson Gomes Clemente

Fonte: http://www.sistemafaemg.org.br/