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Sociedade

Projeto premiado internacionalmente tem participação de estudante da UFV

Fossa ecológica desenvolvida para escola pública em Espera Feliz (MG) foi reconhecida como iniciativa inovadora

Projeto premiado internacionalmente tem participação de estudante da UFV
Exemplo de uma fossa ecológica, semelhante ao projeto desenvolvido pelo estudante da UFV e equipe Foto: reprodução

O estudante de mestrado Juliano Rezende Mudadu Silva, do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia da Universidade Federal de Viçosa, é um dos ganhadores do Water Challenge 2021, prêmio internacional promovido pela Swiss Water Partnership Youth (SWP Youth) uma organização voltada para pesquisas relacionadas à água.

A equipe da qual o estudante faz parte tem membros da Inglaterra, Irã, Quênia e Sri Lanka e desenvolve uma solução de base natural para o tratamento de esgoto na Escola Estadual Fazenda Paraíso, em Espera Feliz (MG), por meio de ações participativas de educação ambiental e ciência cidadã. O projeto – resultado de demanda apresentada pela comunidade, devido à falta de saneamento básico local – prevê o tratamento do esgoto dos vasos sanitários e da pia da cozinha da escola com Tanque de Evapotranspiração (Tevap). Também conhecido como bacia de evapotranspiração ou fossa bananeira, o Tevap é um sistema composto por camadas de solo e plantas, que promovem a absorção total do efluente.

A formação da equipe se deu um workshop promovido pelo SWP Youth, no primeiro semestre deste ano, quando Juliano realizava mestrado sanduíche no Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática. a conexão se deu pelo desejo de se trabalhar com comunidades mais isoladas, de resolver questões relacionadas ao saneamento e de vincular os projetos a metodologias participativas, educação ambiental e ciência cidadã.

O projeto na Escola Estadual Fazenda Paraíso já está dando seus primeiros passos, com reuniões da equipe com o professor e diretor Paceli Lopes. Também participam os integrantes do Grupo de Pesquisa e Extensão em Saneamento da UFV (Gesan), coordenado pela professora Ana Augusta Passos Rezende, do Departamento de Engenharia Civil.

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Juliano Rezende Mudadu Silva, do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia da UFV

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Educação

Projeto Ameopoema coloca extensão como potência de transformação sociocomunitária

O Ameopoema, coletivo de artistas de rua de Ouro Preto, nasceu em 2009 com o intuito de reunir as produções artísticas e promover a troca de técnicas entre os poetas que trabalhavam com arte nas ruas do município. Agora, em 2021, o coletivo passa a atuar junto com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e assume o caráter extensionista.  

O objetivo central do Ameopoema é promover oportunidades de acesso cultural, artístico e educacional para os estudantes da rede pública de ensino na cidade, atuando no enfrentamento e prevenção da evasão escolar. Na visão do técnico-administrativo da Escola de Medicina Gemirson de Paula, um dos representantes do projeto, a extensão pode ajudar os alunos do Ensino Fundamental a percorrerem os caminhos para chegar à universidade.  

O projeto também visa a ampliação do acesso cultural e literário para a população residente em áreas pouco assistidas por serviços públicos, artísticos e culturais. Dentre as propostas trazidas pelo Ameopoema, estão atividades que buscam o estímulo à leitura, escrita, criação artística e geração de renda, além de reforço escolar. As atividades são realizadas no espaço do Centro Comunitário do Bairro da Piedade, no entanto, devido ao período de isolamento social, as ações estão sendo realizadas por meio de redes sociais. 

PARCERIAS – Dentre as propostas do Ameopoema, destaca-se a parceria educacional com as escolas públicas de Ouro Preto. Um exemplo de sucesso é o vínculo que o projeto tem com a Escola Municipal Izaura Mendes, localizada no bairro da Piedade. Há também uma parceria do Centro Comunitário do Bairro da Piedade com a escola desde 2017. Visto que muitas das chefes de família são mães solo e avós, e que grande parte não tem acesso a internet ou ferramentas virtuais, a escola busca uma comunicação mais direta, através de bilhetes e reuniões escolares.  Gemirson de Paula vê a extensão universitária como uma potência de transformação sócio-comunitária. “Encontrei a visão de universidade e responsabilidade social na extensão. A gente sabe que extensão é muito mais queimar glicose, energia, escrever, ir na rua, carregar cimento, carregar areia”, afirma.

Segundo os responsáveis pelo projeto, para que essas mudanças extensionistas se façam mais efetivas, ainda falta um engajamento maior de pessoas dispostas a contribuir com conhecimentos técnicos e pedagógicos. Rômulo Márcio Ferreira, outro integrante do projeto assinala que “é uma rede que precisa se formar para tudo acontecer”. 

Para participar, contribuir ou tirar dúvidas sobre o projeto, entre em contato através do endereço editoraameopoema@gmail.com ou faça inscrição pelo formulário para receber os informativos. 

Fonte: https://ufop.br/