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Itaverava inaugura monumento em homenagem a 1ª pepita de ouro descoberta no Brasil
Itaverava inaugura monumento em homenagem a 1ª pepita de ouro descoberta no Brasil

A Prefeitura Municipal de Itaverava, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e o Conselho do Patrimônio Cultural (COMPAC) inauguram hoje (1º), a partir das 19:30 horas, o monumento em que celebra a descoberta da primeira pepita de ouro no Brasil informada a Coroa Portuguesa.

O monumento, situado no núcleo histórico, hoje tombado pelo município, foi executado pelo piranguense, Felipe Dias Rodrigues, e tem referências históricas do século XVII. Já a concepção foi de Samuel Loures, e foi levada a aprovação do projeto.

Uma contribuição a se destacar veio do historiador Helvécio Nascimento que subsidiou a decisão de como seria a característica do minerador a ser retratado na obra, mediante as diferentes possibilidades, sob o olhar dos vencidos e escravizados e não sob as perspectiva dos “vencedores/conquistadores”.
A escultura foi erguida em concreto armado com acabamento em resina para sua proteção. A obra foi produzida no ateliê do artista e logo após transportada em definitivo na área central de Itaverava.

“A obra foi feita como o tamanho real de um homem, que é retratado com a fisionomia um caboclo ajoelhado no rio com a sua bateia, com as pedras do rio, em sua volta. A definição da fisionomia foi feita através de estudos de maior probabilidade de como seria esse garimpeiro baseado no período histórico, chegando à conclusão de ser um mestiço, nascido em solo brasileiro. A escultura é feita em concreto armado, com estrutura metálica interna. Modelada na superfície em massa, feita manualmente, esculpida basicamente com as mãos”, informou a nossa reportagem a Secretária Municipal de Cultura, Tatiana Rezende.
Segundo ela, o monumento representa a corrida pelo ouro Brasil e a inserção de Itaverava a história colonial e a concepção do projeto vem sendo discutida desde 2018 e foi custeada com recursos do Fundo Municipal de Cultura.

“A intenção do Monumento é deixar registrada a importância de um “Marco Histórico” muito importante, onde deu o início da Corrida do Ouro no Brasil, que mudou os rumos da história do nosso país. Além do mais, é um atrativo turístico para Itaverava, e o próprio monumento, conta por si só, um pouco da nossa história a quem passa pela cidade. A intenção é que o morador de Itaverava se orgulhe de compartilhar essa história através do Monumento e tenha mais curiosidade de conhecer da origem da cidade e da sua história. Apesar do município de Itaverava ter um Núcleo Histórico Urbano bem preservado e uma das igrejas mais importantes do período colonial brasileiro, a Igreja Matriz de Santo Antônio – tombada elo IPHAN, poucas pessoas sabem da riqueza histórica e cultural de Itaverava e a ideia deste Monumento é justamente reforçar essa importância do município e divulgar, cada vez mais, trazendo mais desenvolvimento cultural e turístico à nossa cidade e nossa região”, assinalou Tatiana.

Feito histórico O feito histórico, narrado no livro “Boa Ventura: a Corrida do Ouro no Brasil, do autor Lucas Figueiredo”, conta que o Bandeirante Bartolomeu Bueno de Siqueira, que em 1694, ao tentar a sorte de encontrar ouro em Minas, se embrenhou na Bacia do Rio Doce, mais precisamente no roteiro a Itaberaba (pedra brilhante), hoje Itaverava, e apurou 43 gramas de ouro em suas bateias.

A partir daí o núcleo histórico, Itaverava se desenvolveu preservando sua arquitetura imponente típica do século XVIII, como a Matriz de Santo Antônio com obras do Mestre Ataíde e Francisco Xavier Carneiro, tombada pelo Instituto Nacional de Patrimônio Nacional (IPHAN), juntamente com o casarão Padre Taborda, do século XVIII.

Para chegar à descoberta, o bandeirante se valeu de informações de Antônio Rodrigues Arzão que não conseguiu concluir seu pleito por animosidade com os índios e coube Bartolomeu Bueno, com detalhes repassados, a façanha da descoberta do ouro cujas amostras foram levadas para apreciação da Corora Portuguesa que detinha a jurisdição de todas as descobertas.

Fonte: https://correiodeminas.com.br/