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Cidades

Conheça Minas Gerais – Itabirito

No fim do século 17, as descobertas de ouro nas imediações de Sabará e Ouro Preto provocaram um grande deslocamento de pessoas para a região central de Minas Gerais. Colonos e imigrantes de vários lugares começaram a povoar as terras que, em pouco tempo, transformaram-se em arraiais, freguesias e vilas.

Crédito: Arthur Seabra

Segundo o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior, a chegada do Capitão-mor Luiz de Figueiredo Monterroio e de Francisco Homem Del Rey à região do Pico de Itaubyra (atual Pico de Itabirito), em 1709, deu início aos primeiros núcleos fixos de habitantes e a intensificação da extração de ouro no atual distrito-sede de Itabirito. As minas de Cata Branca e Córrego Seco, situadas na localidade de Arêdes, são parte deste período.

Inspirados pela imagem de Nossa Senhora presente no retábulo retirado da Nau do Capitão-mor, os habitantes começaram a denominar a localidade como Arraial de Nossa Senhora da Boa Viagem de Itaubyra do Rio de Janeiro. Na parte alta dessa localidade, foi construída a Ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem que, posteriormente, tornou-se uma capela curada. Em 1745, devido ao crescimento da população, o arraial foi elevado à categoria de freguesia, passando a ser denominado como Itabira do Campo, e a capela transformada em matriz.

Créditos: Arthur Seabra

A economia de Itabira do Campo, apesar da crise econômica provocada pela diminuição do ouro em Minas Gerais a partir de 1760, continuou sendo alimentada pelos trabalhos de extrações auríferas e pelas atividades agrícolas e pecuárias. Na Mina de Cata Branca, por exemplo, a empresa inglesa The Brasilian Company Ltda estruturou um dos principais processos tecnológicos de mineração subterrânea existentes no Brasil durante a primeira metade do século XIX. No entanto, o desabamento dessa mina, em 1844, e os maus rendimentos de outras lavras colaboraram para que a crise econômica aumentasse os seus efeitos na freguesia de Itabira do Campo.

Esse cenário arrastou-se até a década de 1880, quando as instalações dos trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II e a abertura de empresas nos ramos da siderurgia, tecidos e couro acarretaram no crescimento da população, que passou a modificar a feição da freguesia. A antiga paisagem colonial começou a ser substituída pela paisagem industrial. Esse desenvolvimento tornou a base de sustentação para os desejos de emancipação municipal. Em 7 de setembro de 1923, nascia a cidade de Itabirito que, em tupi guarani, significa “pedra que risca vermelho”.

Pastel de Angu, Patrimônio de Itabirito
Considerada a joia gastronômica de Itabirito, o Pastel de Angu surgiu na Fazenda dos Portões, no Século XIX, quando a cidade ainda tinha o nome de Itabira do Campo. Conta a lenda, que a iguaria foi criada pelas escravas Philó e Maria Conga, que aproveitavam a sobra de angu, principal refeição dos escravos, e para complementar a comida usavam como recheio um guisado feito com umbigo de banana e restos de carne. Posteriormente, fritavam o quitute na banha de porco. Com o passar do tempo, o prato se tornou paixão dos itabiritenses e de turistas que visitam a cidade só para experimentar a delícia, que foi se aprimorando com recheios mais sofisticados de carne, queijo, presunto, frango com catupiry, bacalhau e carne seca com catupiry.

CORAL CANARINHOS DE ITABIRITO

Coral Canarinhos de Itabirito

Fundada em 06 de setembro de 1973 pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem em Itabirito, Padre Francisco Xavier Gomes. Em 1974, através de apresentação na televisão o coral foi convidado a participar da Federação Nacional dos Meninos Cantores do Brasil, filiando-se logo em seguida. Hoje, está em sua sede própria que é o antigo Museu do Ferro e a senzala, casarão do sec. XIII tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal e cedido pela Prefeitura Municipal de Itabirito à essa entidade. O coral possui atualmente mais de 250 componentes entre jovens e crianças. A admissão dos cantores é a partir de teste de teoria musical e técnica vocal. O coral possui também um grupo paralelo de flautistas chamados “Menestréis”, estes participam de aula de teoria musical, técnica vocal. O coral oferece aula de violão, flauta, tem aulas só para solistas e musicalização. Os Canarinhos de Itabirito têm suas atividades concentradas na liturgia católica. É um coro de vozes mistas. Desde 1976 o coral é filiado à Federação dos Meninos Cantores, uma das mais respeitadas do país e do mundo. Durante todos esses anos, o Coral vem divulgando o talento artístico dos jovens itabiritense com apresentações locais e cidades dos outros estados. Ainda dentro do Coral Canarinhos, há subgrupos: • Quarteto Sons da Terra, criado em 2003, formado por componentes do coral, possui um repertório variado. • Grupo de Flautas Doce Menestréis, grupo composto por 20 jovens que, com flautas integra as atividades do coral Canarinhos. • Pequenos Canarinhos, grupo formado apenas por crianças. • Camerata de Cordas Padre Xavier , possui 16 componentes, sendo seus instrumentos: violino, viola e violoncelo.

Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião

Datada da metade do século XX, a Igreja Matriz de São Sebastião foi erguida por iniciativa do Padre Adelmo Ferreira da Silva, primeiro pároco da Paróquia. Com a extensão da cidade e criação dos bairros Santa Efigênia e São José, notou-se a necessidade da edificação de uma nova Matriz, em suporte a até então única, Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem. No local havia uma capela primitiva, dedicada ao santo, datada do XIX que foi mantida dentro da nova igreja até sua finalização, quando por fim, foi demolida. A nova; alta, esguia, mas imponente, destaca-se no centro da cidade com seu conjunto de vitrais coloridos e sua torre única com relógios que ditam o ritmo da cidade.

Igreja de São Gonçalo do Bação

A Igreja está assentada dentro de adro calçado de pedra, no centro do distrito e, sobre a colina. O português Antônio Alves Bação construiu a capela em pagamento de promessa a Padre Gonçalo, Santo português, pela cura da febre amarela. Conta à lenda, que o lugar escolhido seria aquele em que o burro da tropa parasse com a imagem do santo proveniente de Portugal. O local foi perto do rancho da tropa, e a demarcação foi feita com estaquinhas. A forma de bandeirolas em cobre, que hoje ainda existe. O portal das escadas tem as datas do início e do fim da primeira construção: 1740 e 1870, e as datas da segunda construção: 1921 a 1924. Como São Gonçalo é o protetor das mães solteiras, todas as mães solteiras da região tinham o costume de batizar seus bebês nesta igreja.

Alto Forno

Alto Forno

O Alto Forno edificado na portaria da atual VDL Siderurgia (antiga Usina Esperança) faz menção a importância da siderurgia para o desenvolvimento da cidade. O alto forno foi o primeiro na América Latina em couraça de aço, inaugurado no ano de 1910.

Capela do Senhor Bom Jesus de Matozinhos

A capela do Senhor Bom Jesus de Matozinhos localiza-se no alto da ladeira de mesmo nome, num terreno aberto e gramado de onde é possível avistar parte da cidade. A construção data de 1765, sendo o projeto de autor desconhecido. A capela é de dimensões reduzidas com a sacristia lateral recuada, nave única, sem capela-mor. Toda a construção é em alvenaria de pedra de mão. Em seu interior o maior destaque está em sua rica ornamentação. A pintura do forro retrata a cena bíblia de Cristo, Maria e os Apóstolos no descimento da cruz. No interior, encontra-se o altar-mor em estilo rococó, com pinturas nas cores vermelho, ocre e dourado. Há uma grande imagem do Cristo na cruz e, abaixo, o sacrário encimado por conchas. O altar-mor é elevado por supedâneo em pedra lavrada almofadada, com quatro degraus ao meio. O piso é em lajes de pedra. A sacristia, também pequena, possui janela com conversadeira em cantaria e duas pias em formato de conchas, também em cantaria.

Mercado Municipal

É um espaço onde cores e sabores se misturam. Nele é possível encontrar iguarias, artesanato, alimentos saudáveis nas lojas e bancas e uma culinária tipicamente mineira nos bares, além de boa música e alegria de nosso povo.

Cachoeira Benvinda

A cachoeira desce, em corredeira, rodeada por mata de galeria, que se estende à direita em mata fechada. A Benvinda se dá em uma queda forte por aproximadamente 30 metros de altura e em seguida forma três quedas d’água em degraus. Após as quedas, a cachoeira continua em corredeira formando piscinas naturais. Sua trilha de acesso se dá pela antiga casa da dona Benvinda, um belo atrativo histórico.

Cachoeira Carrancas

Cachoeira Carrancas

Tem sua queda d’água sobre uma muralha de pedra com formato de uma carranca. Com uma altura aproximada de 10 metros e baixo volume de água, cai sobre a muralha e forma uma piscina natural de pequenas dimensões de águas frias e rasas, margeadas por uma pequena praia de cascalho. Possui ao entorno mata de galeria, com grande variedade de espécies florísticas. Seu entorno, porém, possuem vegetação de cerrado, com árvores esparsas e gramíneas e em elevações pouco maiores, os campos rupestres.

Cachoeira Chicadona

A cachoeira possui três quedas. A primeira, no lado direito da estrada, possui uma queda de aproximadamente 40 metros. Ao final da queda, forma um poço propício para crianças, pela sua pouca profundidade e falta de correnteza. A segunda queda à esquerda da estrada possui aproximadamente 70 metros de altura, formando um lago de maior profundidade rodeado por rochas. A terceira queda, com aproximadamente 40 metros e rodeada por mata fechada é acessada por trilha e forma um pequeno lago.

Cachoeira do Cascalho

A Cachoeira do Cascalho ou Três quedas, como também é conhecida, tem suas quedas livres em forma de “véu de noiva”, caindo sobre muralhas de pedras em semi-circulo de aproximadamente 10 metros, formando três quedas d’águas com volume de água mediano e um lago de águas frias e rasas. Possui ainda uma pequena praia de cascalho, motivo que deu origem a um dos nomes da cachoeira. Em seu entorno há abundante vegetação, com grande variedade de espécies florísticas em sua Mata ciliar, que acompanha todo o curso d’água. A região ao redor, caracteriza-se como cerrado, com espécies arbustivas esparsas e gramíneas. Em alguns pontos mais elevados encontram-se ainda, os campos rupestres constituindo-se sobre solo quartizítico. Em pontos da trilha de acesso à cachoeira, há ruínas de muros de pedras construídos por escravos, sendo também um atrativo histórico.

Cachoeira do Cruzado

Cachoeira do Cruzado

A cachoeira do Cruzado localiza-se na região denominada Capanema e está a uma elevação de 1.100m. Possui sua queda em forma de véu de noiva. Suas águas caem sobre uma muralha de pedra de aproximadamente 20 metros, com volume mediano, formando ao final um grande lago de águas verdes e frias, com temperaturas de 20ºC e profundidade variando entre 1 e 3 metros. Após a queda, suas águas seguem em pequenas corredeiras, formando a alguns metros à frente uma pequena cascata e lago. A vegetação ao entorno da queda é caracterizada por densa mata de galeria, e a região possui espécies típicas de Cerrado, apresentando grande número de espécies de Arnica e arbustos esparsos, cascas grossas e um solo coberto por afloramentos rochosos. Devido à altitude e condições ambientais podem ser observadas espécies características dos Campos Rupestres, como a canela-de-ema.

Cachoeira do Sossego

A cachoeira fica no interior do Camping Itabirito, seguindo uma trilha de 800 metros, de notável beleza cênica, onde se contempla uma rica diversidade da fauna e flora, além de um cenário vislumbrante dos contra fortes da Serra da Jaguara, que compõe a Cordilheira do Espinhaço. Possui uma queda de aproximadamente 30 metros de altura, e ao final dela há um poço propício para banho, pela sua pouca profundidade e falta de correnteza. Em volta do poço há a formação de uma pequena praia de areia branca e cascalho, rodeada por uma natureza exuberante, com bromélias, orquídeas e uma grande diversidade de plantas do Bioma Cerrado. O local possui uma infraestrutura com banheiros, área coberta por telhado e com bancos para descansar e contemplar o belo cenário.

Fonte: https://itabirito.mg.gov.br/ ; https://www.adesita.org.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/

Cultura

Itabirito se prepara para Feira Gastronômica do Pastel de Angu

Itabirito recebe, no dia 22 de setembro, a tradicional Feira Gastronômica do Pastel de Angu. A festa em comemoração à joia gastronômica itabiritense será realizada na Praça da Estação e faz parte do Festival de Turismo, que compõe a intensa programação do aniversário de 95 anos de Itabirito – rumo ao centenário.

A programação começa às 17h com apresentação do Atelier de Artes Integradas, com “Auto do Boi”. À noite, a diversão está garantida com Happy Feet Jazz Band e Banda Jazz’n Coffee.

Oficina de Pastel de Angu

Durante o evento, oficinas irão ensinar o modo de fazer o pastel de Angu. O passo a passo é tombado pelo Patrimônio Histórico e considerado patrimônio imaterial da cidade. Os interessados podem escolher entre três horários (17h, 18h30 e 20h) e realizar as inscrições no Centro de Referência e Informações Turísticas (Crit), pelo e-mail crit@pmi.mg.gov.br ou pelo telefone (31) 3561-7847.

Neste ano, outra atividade especial será o concurso “Melhor Pastel de Angu” que irá premiar a iguaria mais bem votada. A competição será realizada também na Praça da Estação, às 18h.

Grupo Galpão

A Feira Gastronômica do Pastel de Angu traz uma atração imperdível em sua programação. O grupo de teatro belorizontino Galpão apresenta o espetáculo “De tempo somos – um sarau do grupo Galpão”, às 20h30.

Em cena, o grupo apresenta um sarau de canções, poesias e festa. O espetáculo reúne 25 canções do repertório musical do grupo – de montagens antigas até trabalhos mais recentes, incluindo músicas de workshops internos que chegam ai público pela primeira vez, além de textos sobre a passagem do tempo e o processo de criação artística. A classificação é livre e o espetáculo tem entrada franca.

De Tempo Somos

Bruna Fontes
Assessora de Comunicação
itabirito.mg.gov.br | 3561-4061