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Cultura

Igreja Matriz de Congonhas (MG) é restaurada pelo PAC Cidades Históricas

Testemunha do barroco mineiro e rico exemplar do Patrimônio Cultural brasileiro, a cidade de Congonhas abre suas portas para receber mais uma de suas igrejas restaurada pelo PAC Cidades Históricas. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição será agora devolvida para a população após os trabalhos de valorização e conservação dos elementos artísticos de seu interior, que conta com obras de Aleijadinho e Manuel Francisco Lisboa.

Um dos símbolos da arquitetura religiosa no Brasil, a Igreja Matriz, como é conhecida, é a terceira obra do PAC Cidades Históricas concluída em Congonhas. Sua conclusão e entrega à comunidade serão celebradas no dia 30 de março, às 10h, com a presença da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson Antônio de Almeida, do secretário de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cultura, Raimundo Benoni, da Superintendente do Iphan/MG, Célia Corsino, e do prefeito de Congonhas, Zelinho Cordeiro.

O projeto de restauração, que contou com investimentos de cerca de R$1,4 milhão do Governo Federal, visou a restituição da integridade física, estética e histórica dos bens artísticos do interior da Igreja Matriz, tais como o retábulo do altar-mor, a tribuna da capela-mor e o Arco do Cruzeiro. Além da preocupação com imunização, reintegração de perdas cromáticas e recomposição de partes faltantes, a obra do PAC Cidades Históricas também observou a valorização do conjunto arquitetônico da Igreja como um todo. Desse modo, realça a riqueza histórica e artística da Matriz, marcada pelo altar de rara beleza e uma das naves mais espaçosas de Minas Gerais.

O patrimônio da Igreja Matriz e Congonhas
Tombada individualmente pelo Iphan em 1950, a Igreja Matriz é uma construção do século XVIII, elevada à Paróquia em 1749, três anos após a criação do distrito de Congonhas. A tribuna e a capela-mor, datada de 1764, foi dourada por Manuel Francisco Lisboa. Já o frontispício, com pórtico esculpido, é uma obra de Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa), artista que tornou a cidade de Congonhas mundialmente conhecida pelas imagens esculpidas dos 12 Profetas, sua obra prima, tombado pelo Iphan em 1939 e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1985.

PAC Cidades Históricas
Em Minas Gerais, oito cidades foram contempladas com ações do PAC Cidades Históricas. Entre elas, está Congonhas, com dez ações incluídas, sendo a Restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição a terceira a ser concluída. Além dela, já foram concluídas as obras de Restauração da Igreja do Rosário a e Requalificação urbanística da Alameda Cidade Matozinhos de Portugal.

O PAC Cidades Históricas está presente em 44 cidades de 20 estados brasileiros, totalizando R$1,6 bilhão em investimentos em 424 ações. O Programa é uma linha exclusiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criada em 2013 para atender os sítios históricos urbanos protegidos pelo Iphan, proporcionando a revitalização das cidades históricas, a restauração dos monumentos e a promoção do patrimônio cultural, com foco no desenvolvimento econômico e social e no suporte às cadeias produtivas locais.

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Congonhas (MG) recebe obras do PAC Cidades Históricas

screenshot_20161212-130150O Estado de Minas Gerais receberá mais duas obras do PAC Cidades Históricas. No dia 17 de dezembro, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, estará em Congonhas para a inauguração da requalificação Urbanística da Alameda Cidade Matosinhos de Portugal, e a restauração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Também participam da cerimônia, o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, a superintendente do Iphan-MG, Célia Corsino, e o prefeito de Congonhas, Zelinho Cordeiro. O investimento nas duas intervenções são da ordem de R$ 3,2 milhões, com recursos do programa do Governo Federal para preservação e valorização do Patrimônio Cultural.

A Alameda é espaço de referência simbólica na cidade. Com localização privilegiada, é eixo de ligação entre alguns dos principais monumentos históricos e equipamentos urbanos, como o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos – Patrimônio Cultural da Humanidade –, o Museu de Congonhas, o Parque da Romaria, as Igrejas Matriz e do Rosário. Com investimentos de R$ 2,3 milhões, a área central da cidade passa a ter maior relação com outros projetos desenvolvidos pela Prefeitura, promovendo uma dinâmica urbana, em especial com os monumentos históricos.

O projeto executado permitiu uma melhora no ambiente urbano, com a valoriação dos espaços públicos, valorizando a importância deste local e seu significado na vida do município. Além de destacar o conjunto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, incluindo o Museu de Congonhas e Centro Cultural Romaria, a requalificação da Alameda Cidade Matosinhos de Portugal, um dos marcos da de Congonhas, cria espaços de lazer com qualidade ambiental, com mobiliários e materiais adequados e de maior qualidade estética. A proposta é, também, priorizar o pedestre, garantindo sua acessibilidade em toda a área de intervenção. Foi instalada, também, nova iluminação pública e cênica visando valorizar a paisagem noturna.

Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, uma construção datada do final do século XVII, foram realizadas a restauração dos bens integrados, a higienização do retábulo e revisão estrutural. As pinturas do templo também foram restauradas, com a remoção de repintura e nivelamento para preenchimento de algumas áreas danificadas. As obras contemplaram, ainda, a reconstituição de pequenas partes da talha do retábulo e a reintegração do douramento, resgatando as características originais das cores. As obras receberam R$ 900 mil, recursos do PAC Cidades Históricas.

Segundo a história oral, a Capela de Nossa Senhora do Rosário de Congonhas é a edificação religiosa mais antiga do município. É um ícone da arquitetura religiosa, construída por escravos, no início da formação do povoado.

A cidade e sua história
A cidade de Congonhas abriga o Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, uma das obras-primas do barroco mundial, construído na segunda metade do século XVIII. Tombado pelo Iphan em 1939, foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em dezembro de 1985. O Santuário começou a ser construído, em 1757, em agradecimento pela cura de uma doença grave pelo emigrante português Feliciano Mendes. Ele escolheu como padroeiro o Bom Jesus de Matozinhos – o Cristo crucificado – venerado na localidade de Matozinhos, próxima à cidade do Porto, no norte de Portugal. A edificação foi concluída em 1772 e, até o presente, atrai multidões por se constituir um lugar de peregrinação religiosa.

Em função do grande número de romeiros, na década de 1930 foi construída a Romaria, um pouso para os fiéis, erguida em forma circular, com a pousada ao redor de um grande pátio. Foi demolida em 1968 e reconstruída em 1995. Hoje abriga os museus de Mineralogia e de Arte Sacra e, também, órgãos públicos.

PAC Cidades Históricas
O programa é um avanço nas políticas culturais no Brasil, atuando em 44 cidades, de 20 estados da federação, com a disponibilização de R$ 1,6 bilhões para obras públicas. O PAC Cidades Históricas vai além da recuperação de monumentos, utilizando a preservação do patrimônio como eixo indutor para geração de renda, agregação social e afirmação da identidade cultural.

Em Minas Gerais, a previsão de investimentos é de R$ 257 milhões, nas cidades de Congonhas, Belo Horizonte, Diamantina, Mariana, Ouro Preto, Sabará, São João Del Rei e Serro. Em Congonhas, o programa selecionou outros nove projetos: restauração da Basílica do Senhor do Bom Jesus de Matozinhos e das Igrejas Matriz e do Rosário; restauração do Cine Teatro Leon, do Casarão do Museu da Imagem e Memória e da antiga Câmara dos Vereadores; restauração e requalificação do edifício da Romaria e requalificação do adro da Basílica, além da implantação do Parque da Romaria.

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