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Esporte

Badminton

Olá pessoal lembrando que faltam 39 dias para as olimpíadas do Rio de Janeiro, vou falar de mais uma modalidade olímpica, o Badminton.

O Badminton é um esporte muito parecido com o tênis, porém, no lugar de uma bola utiliza-se uma espécie de peteca. Na prática destes esportes são exigidas várias habilidades como, por exemplo, agilidade, força física, velocidade, reflexo, flexibilidade e resistência física.

Este esporte foi levado para a Inglaterra por militares ingleses, que o conheceram na Índia durante a fase da colonização inglesa (século XIX). Na Índia, o jogo possuía o nome de poona. Em 1873, surgiu a versão oficial do jogo, através do duque inglês de Beaufort.

Campo e os equipamentos

O badminton é praticado um contra um ou em duplas. Utiliza-se uma raquete e uma peteca (chamada de volante ou birdie). A quadra ou campo, onde este jogo é praticado, possui o formato retangular (13,4 metros de comprimento por 6,1 de largura). No meio da quadra é colocada uma rede de 6,10 metros de comprimento e 75 cm de altura. Esta rede fica presa nas extremidades por dois postes de metal que medem 1,55 metros.

Objetivo e regras do jogo

O jogo é acompanhado por um árbitro que marca os pontos e aplica as regras necessárias. Cada jogador usa uma raquete para bater na peteca. O objetivo do jogo é fazer com que a peteca toque o campo do adversário, passando por cima da rede. Quando isto acontece é contabilizado um ponto. Quando o jogador joga a peteca para fora da quadra, o ponto é contabilizado para o adversário. O jogo é dividido em três games de 15 pontos. O jogo é vencido pelo jogador ou dupla que ganhar dois ou três games (sets). Os jogos individuais femininos são realizados em três games de 11 pontos.

Principais golpes (batidas):

– Drop shot: batida curta em que a peteca (volante) cai junto à rede.

– Lob: batida forte e longa em que a peteca encobre o jogador adversário.

– Drive: batida rápida e paralela ao chão. Nesta jogada a peteca passa bem rente a rede.

– Smash: parecida com a cortada do Voleibol. É uma batida rápida e forte na peteca, na direção de cima para baixo.

Destaque na história do badminton:

– A tailandesa Susi Susanti ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992).

– A coreana Bang Soo-Hyun ganhou medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996).

– A dinamarquesa Camilda Martin foi campeã mundial em 1999 e vice-campeã nas Olimpíadas de Sydney (2000).

– O chinês Lin Dan, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e Londres (2012).

Curiosidades:

– A peteca de badminton possui 16 penas de ganso.

– O badminton é o segundo esporte mais praticado no mundo. É muito popular em países do Oriente como, por exemplo, Cingapura, Índia, Indonésia, China, Paquistão, Japão e Tailândia.

– O badminton é um jogo muito rápido e a peteca (volante) pode atingir uma velocidade superior a 300 km/h numa raquetada.

– As competições internacionais oficiais de Badminton são organizadas pela IBF (Federação Internacional de Badminton).

– No Brasil, as competições oficiais são organizadas pela CBB (Confederação Brasileira de Badminton).

– As principais competições de badminton são: Copa Sudirnan (duplas masculino e feminino), Copa Thomas (duplas masculinas), Copa Uber (duplas feminino). Porém, a competição mais importante é o Campeonato Mundial de Badminton. O último ocorreu em Jacarta (capital da Indonésia) em agosto de 2015. O próximo Mundial ocorrerá em 2017, na cidade de Glasgow (Escócia).

– O badminton é uma modalidade das Olimpíadas desde 1992.

– Atualmente, a China pode ser considerada a grande potência do badminton mundial. O país foi o que mais ganhou medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Outros países muito fortes neste esporte são: Indonésia e Coreia do Sul.

– O jogador de badminton que obteve grande destaque nas Olimpíadas de 2008, realizada em Pequim, foi o chinês Lin Dan. Ele foi campeão na categoria masculino simples. Já em 2012, nas Olimpíadas de Londres, Lin Dan repetiu o feito e ganhou novamente a medalha de ouro na mesma categoria.

 

9f4aec3f-4ea3-42db-b135-a4702ccc9c22Professor Leonardo Santos

Licenciado e Bacharel em Educação Física UNIPAC (2008)

Especialista Em Atividade Física em Saúde e Reabilitação cardíaca UFJF (2010).

Coordenador da Academia Master Fitness – Barbacena MG

Personal Trainer CREF 019722/G-MG

Esporte

ESPORTES OLÍMPICOS – ATLETISMO

No mês de Agosto, teremos a realização das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro, aproveitando isso falarei um pouco sobre cada esporte olímpico. Iniciaremos pelo Atletismo.

O atletismo é um conjunto de atividades esportivas (corrida, saltos e arremessos), que tem a origem nas primeiras Olimpíadas realizadas na Grécia Antiga. Nos primeiros Jogos Olímpicos, realizados em 776 A.C, eram realizadas provas de corridas e arremessos de peso.

Grande parte das provas de atletismo é realizada em estádios fechados. Nestes estádios, existem as demarcações específicas para cada prova e também os equipamentos como, por exemplo, no salto com varas. Algumas competições como, por exemplo, a maratona, é realizada em vias públicas.

As principais modalidades do atletismo são:

Corrida de pista

É a mais tradicional competição do atletismo e envolve várias provas.

– Corridas disputadas em pistas ovais (cada atleta corre numa faixa): 100 metros rasos, 200 metros rasos e 400 metros rasos.

– Corridas de Meio Fundo (os atletas não precisam ficar na raia): 800 metros e 1.500 metros.

– Corridas de Fundo (dentro da pista): 5.000 metros e 10.000 metros.

– Maratona (disputada nas ruas): percurso de 42,19 km.

Corridas com obstáculos

São realizadas dentro dos estádios e se dividem em quatro modalidades: 100 metros (feminino), 110 metros (masculino), 400 metros (masculino e feminino) e 3.000 metros (feminino e masculino).

Revezamento

As provas de revezamento são disputadas por grupos compostos por quatro atletas cada. Cada atleta corre um quarto da pista e passa um bastão para o atleta seguinte de sua equipe.

Saltos

– Salto em distância: o atleta corre numa pista, de no mínimo 40 metros, e deve efetuar o salto antes de uma tábua de 20 cm de largura. Ao cair na areia é feita a medição da distância obtida. Vence o atleta que conseguir o salto com maior distância.

– Salto em altura: nesta competição o atleta deve percorrer uma pista (mínimo de 20 metros) e com uma vara saltar por cima do sarrafo (barra horizontal). O atleta pode tocar o sarrafo, porém o mesmo não pode cair. A altura vai aumentando a cada salto positivo. Vence o atleta que conseguir saltar maior altura sem derrubar o sarrafo.

Arremessos e Lançamentos

Existem quatro modalidades nesta categoria: arremesso de peso, lançamento de dardo, de marte e de disco. Em todas elas, vence o atleta que conseguir arremessar o objeto a uma distância maior.

Decatlo

Praticada por homens, numa mesma prova são envolvidas dez modalidades do atletismo. As modalidades do decatlo são: corrida (100 metros), salto em distância, salto em altura, lançamento de peso, 400 metros, 110 metros com barreira, lançamento de disco, lançamento de dardo, salto com vara e corrida de 1500 metros. Vence o atleta que conseguir maior pontuação no geral das provas.

Heptatlo

Prova combinada somente para mulheres. Envolve sete modalidades do atletismo: 100 metros com barreira, lançamento de peso, lançamento de dardo, salto em altura, salto em distância, corrida de 200 metros e 800 metros. Vence a atleta que conseguir maior quantidade de pontos no geral.

Federações e Confederações

– As competições, regras e atividades internacionais de atletismo são organizadas pela IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo).

– No Brasil, as competições de atletismo são organizadas pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

Alguns recordes mundiais do Atletismo:

– 100 metros rasos: Usain Bolt (Jamaica) com 9,58 segundos.

– Maratona: Patrick Musyoki (Quênia) com 2h03m45s.

– Salto em altura: Javier Sotomayor (Cuba) com 2,45 metros

– Salto em distância: Mike Powell (EUA) com 8,95 metros.

– Salto triplo: Jonathan Edwards (Inglaterra) com 18,29 metros

Você sabia?

– É comemorado em 9 de outubro o Dia do Atletismo.

– O grande destaque do atletismo nas Olimpíadas de Londres 2012 foi o jamaicano Usain Bolt. Ele ganhou 3 medalhas de ouro, vencendo os 100 metros rasos (recorde olímpico com 9,63 segundos), 200 metros rasos e com a equipe da Jamaica no revezamento 4×100.

– O penúltimo Mundial de Atletismo aconteceu na cidade de Moscou (Rússia) entre 10 e 18 de agosto de 2013. As competições ocorreram no Estádio Lujniki. Os atletas russos ficaram em primeiro lugar no quadro de medalhas do mundial com 7 de ouro, 4 de prata e 6 de bronze.

– O último Mundial de Atletismo aconteceu em 2015 (entre os dias 22 e 30 de agosto), na cidade de Pequim (China). As provas foram realizadas no Estádio Nacional de Pequim, também conhecido como Ninho do Pássaro. Os atletas do Quênia colocaram seu país no topo do quadro de medalhas. Foram 16 no total, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 3 de bronze. O Brasil não teve um bom desempenho neste mundial, ficando na 25ª colocação com apenas uma medalha de prata.

– O próximo Mundial de Atletismo será realizado em 2017 (entre os dias 5 e 13 de agosto), no Estádio Olímpico de Londres.

– O primeiro Mundial de Atletismo aconteceu em 1983, na cidade de Helsinque (Finlândia).

– O grande destaque do atletismo na Antiguidade foi Leonidas de Rhodes. Ele obteve doze títulos de corrida entre os anos de 164 e 152 a.C.

9f4aec3f-4ea3-42db-b135-a4702ccc9c22Professor Leonardo Santos

Licenciado e Bacharel em Educação Física UNIPAC (2008)

Especialista Em Atividade Física em Saúde e Reabilitação cardíaca UFJF (2010).

Coordenador da Academia Master Fitness – Barbacena MG

Personal Trainer CREF 019722/G-MG

Esporte

Chama Olímpica em São João Del Rei, Barbacena e Juiz de Fora

Segundo a mitologia grega, Zeus tirou o fogo dos seres humanos e Prometheu o roubou devolvendo-o aos mortais, essa seria a origem da chama olímpica. É importante lembrar que o domínio do fogo foi fundamental na antiguidade, reforçando lendas sobre seu controle. A tocha é um dos principais símbolos das olimpíadas, seu itinerário se tornou clássico e com o advento da tecnologia cada vez mais abrangente. Neste domingo (15), o revezamento da chama “Rio 2016” percorreu São João Del Rei, Barbacena e Juiz de Fora. Tal roteiro pode levantou diferentes pontos de vista.

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A primeira impressão está clara, é associada à visibilidade e ao legado olímpico. Quem não gostaria de ver passar um ícone tão importante nas ruas de sua cidade? O mundo inteiro pode estar olhando para sua rua, “o centro do universo pode estar no seu umbigo”! Sem contar o registro histórico da participação de sua região nesse revezamento mundial, imagine quando vai haver outra oportunidade de dizer aos filhos e netos que presenciou a história sendo feita? Imagine por quantos anos isso vai ser dito? Possivelmente, se os seres humanos não destruírem o planeta Terra, os próximos jogos olímpicos disputados no Brasil podem ser daqui a dezenas ou centenas de anos. Lembre que essa é a trigésima primeira edição moderna das olimpíadas e apenas a primeira disputada na América do Sul.

Entretanto, cuidado com a visão simplista dos fatos, não se deixe levar pelas assombrações do ego. De fato, é um momento marcante para a narrativa do Brasil, mas qual é o preço de um espaço nos livros de história? E qual será a verdadeira sensação ao término dos jogos? Ficarão marcados como especiais para a nação ou como mais um passo para a crise econômica, como foi na Grécia (2004). Há sete anos ficamos sabendo que sediaríamos as Olimpíadas em 2016, e os gastos chegam a quase 39 bilhões de reais, números assustadores para um país que se diz em colapso econômico. Não é admissível gastar tanto dinheiro com entretenimento, quando a educação, a saúde e outras áreas básicas estão relegadas. Os organizadores dizem que os gastos são para a infraestrutura, pura demagogia, onde está o resultado do projeto que revitalizaria a Baía de Guanabara se ela continua poluída? Onde está o legado esportivo se o investimento permanece apenas no esporte de alto rendimento? Onde está o legado turístico se o Brasil continua ameaçando estrangeiros com sua violência urbana? Qual o sentido de gastar tanto com apenas um entre 5.570 municípios brasileiros?

Outra informação importante que tange as cidades percorridas pela chama olímpica é o gasto médio de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) para receber a tocha. Por esse motivo, as cidades mineiras Betim e Ipatinga desistiram de recebê-la.  Assim sendo, para combater a alienação política é essencial questionar a visão única do acontecimento. Um dos princípios básicos da história está ligado a uma verdade multifacetada, o mesmo evento pode ter diversos espectros, normalmente, baseados no contexto de cada um. Quem não quiser correr o risco de ser alienado deve investigar o máximo de versões possíveis.

 

Texto: Luigi Zanetti