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Cidades

Inscrições para o 8º Festival de Música de Barzinho vão até o dia 14

Neste ano, de forma inédita no Festival, também haverá votação por Júri Popular. A organização do evento disponibilizará ao público um formulário referente às apresentações da grande final. O artista mais votado pelo Júri Popular receberá a premiação de R$1000,00

Inscrições para o 8º Festival de Música de Barzinho vão até o dia 14
Foto: Foto: Divulgação/PMV

Estão abertas as inscrições para o 8º Festival de Música de Barzinho, realizado anualmente pela Secretaria de Cultura, Patrimônio Histórico e Esportes da Prefeitura de Viçosa. Na edição de 2022, o Festival retorna ao formato presencial, ocupando a Praça Silviano Brandão nos dias 25, 26 e 27 de agosto.

A mostra tem cunho competitivo, de âmbito municipal, e se destina à categoria música de barzinho, tendo como objetivo estimular e promover cantores, cantoras e músicos que se apresentam em bares e restaurantes viçosenses.

Podem se inscrever artistas maiores de 18 anos residentes em Viçosa, com atividade comprovada na área da música há pelo menos, um ano. Como nas edições anteriores, os formatos aceitos são: solo, dupla e trio (formações com no máximo 3 integrantes no total).

Para realizar a inscrição, os artistas devem preencher o formulário on-line (disponível aqui) e anexar os documentos pessoais solicitados no regulamento oficial do Festival, como cópia de um documento pessoal com foto, e CPF de todos os artistas da formação e comprovante de residência atual e nominal de todos os participantes . Além dos anexos, ainda é solicitado o envio de um link com acesso a um vídeo da formação que será inscrita performando uma única música.

Serão selecionados 10 concorrentes (solo, dupla ou trio), que serão divididos em dois dias de eliminatórias, uma na noite de quinta-feira, 25, e a última na sexta, 26 de agosto. As duas melhores formações de cada noite e a melhor dentre as 6 eliminadas participarão da grande final no sábado. Os três primeiros colocados receberão os prêmios de R$2000,00, R$1500,00 e R$1000,00, respectivamente.

De acordo com o regulamento, a comissão de jurados será formada por pessoas ligadas ao meio artístico musical, definidos pela Comissão Organizadora do Festival. Serão avaliados a afinação vocal, arranjo musical, interpretação, presença de palco e técnica.

Em caso de empate entre um ou mais participantes, o critério de desempate será o participante que tiver a melhor nota nos quesitos: Interpretação, posteriormente afinação vocal, técnica, arranjo musical, e presença de palco.

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Cultura

4ª edição do MARTE Festival traz tecnologia e cultura de volta às ruas de Ouro Preto

De 26 a 30 de julho acontece, em Ouro Preto, a quarta edição do MARTE Festival. Depois de uma edição online, no ano passado, o festival retorna às ruas da cidade oferecendo shows musicais, performances, palestras, oficinas e painéis de forma gratuita. Os eventos serão espalhados por diversos pontos turísticos da cidade: Praça Tiradentes, Casa de Gonzaga, Casa da Ópera e Anexo do Museu da Inconfidência.


O festival tem a proposta de apresentar arte, tecnologia e música de forma integrada, trazendo diversos painéis que tratarão desses assuntos promovendo discussões sobre diversos temas atuais desses universos. Segundo Barral Lima, idealizador e realizador do festival, “A quarta edição do Marte Festival fortalece o conceito de um evento que se preocupa, não apenas em trazer as novidades sobre a inovação nas artes, mas também provocar discussões sobre como o mercado absorve essas tecnologias e quais as consequências para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável das cidades”.

O MARTE contará com atrações variadas para todo tipo de público. Entre elas, shows de Agnes Nunes, Tuyo, Vhoor e mais diversos artistas; painéis e debates sobre o mercado musical com profissionais da área como Ana Cecília (Produtora Cultural), Ana Morena (DoSol) e Barral Lima (Ceo Grupo UN Music e Produtor Musical); a oficina “Empreendedorismo e Inovação para empreendimentos criativos e culturais” realizada por Erick Krulikowski, professor, consultor e palestrante especializado em clusters criativos; e as performances dos artistas Coletivo Coletores, Homem Gaiola, 1MPAR e LUV.

O MARTE Festival é um projeto executado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e tem apoio da Prefeitura de Ouro Preto. A quarta edição é uma realização da Ultra Music, com patrocínio da Claro.

Confira a programação completa de shows:

26 de julho, terça-feira
20h00 às 21h00 | Reveal Ensemble convida Carla Sceno + Sérgio Pererê
Local: Casa da Ópera

27 de julho, quarta-feira
19h00 às 20h00 | Guizado
Local: Casa da Ópera
21h00 às 22h00 | Kastrup
Local: Casa da Ópera

28 de julho, quinta-feira
19h00 às 20h00 | Craca
Local: Casa da Ópera
21h às 21h35 | Tuyo
Local: Casa da Ópera
21h30 às 22h15 | DJ Black Josie
Local: Praça Tiradentes
22h30 às 23h30 | DJ VHOOR
Local: Praça Tiradentes

29 de julho, sexta-feira
19h00 às 19h40 | 1MPAR e Henrique Roscoe
Local: Casa da Ópera
20h15 às 21h00 | Jesus Lumma & Klüber
Local: Casa da Ópera
21h00 às 21h40 | Maíra Baldaia
Local: Praça Tiradentes
21h45 às 22h00 | Homem Gaiola
Local: Praça Tiradentes
22h00 às 23h00 | Edgar
Local: Praça Tiradentes
23h00 às 23h15 | LUV
Local: Praça Tiradentes
23h15 às 23h45 | DJ Black Josie
Local: Praça Tiradentes
23h45 às 00h00 | Coletivo Coletores
Local: Praça Tiradentes
00h00 às 01h00 | Getúlio Abelha
Local: Praça Tiradentes

30 de julho, sábado
19h00 às 19h30 | DJ Pátrida
Local: Praça Tiradentes
19h30 às 19h45 | Coletivo Coletores
Local: Praça Tiradentes
19h45 às 20h25 | Nobat
Local: Praça Tiradentes
20h30 às 20h45 | Homem Gaiola
Local: Praça Tiradentes
20h45 às 21h45 | Forró Red Light
Local: Praça Tiradentes
21h45 às 22h00 | LUV
Local: Praça Tiradentes
22h15 às 23h15 | Agnes Nunes
Local: Praça Tiradentes

Confira a programação completa de painéis e oficinas:
26 de julho, terça-feira

14h30 às 16h30 | Oficina: Da ideia ao negócio – Empreendedorismo e inovação para empreendimentos criativos e culturais
Convidado: Erick Krulikowski (iSetor)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

27 de julho, quarta-feira

10h00 às 11h30 | Painel: Tecnologia e inovação na comunicação para projetos artísticos e culturais
Convidados: Lulis Gontijo (Retalho), Kdu dos Anjos (Lá da Favelinha), Daniel Morelo(Formemus) e Léo Moraes (Autêntica)
Mediador: Gilson Fernandes (Holofote Cultural)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

14h às 15h30 | Painel: Tecnologia e inovação nos festivais
Convidados: Ana Morena (DoSol), Simone Marçal (Formemus), Ana Cecília (Produtora Cultural) e Laura Damasceno (Taboom)
Mediador: Kelson Douglas (Diretor de Inovação e Tecnologia na Prefeitura de Ouro Preto)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

16h00 às 17h30 | Painel: Tecnologia e inovação no desenvolvimento de carreiras artísticas
Convidados: Dani Ribas (Sonar Cultural Consultoria), Carol de Amar (Festival Sarará e Lagum), Márcio Buzelin (Jota Quest e Black Sun) e Eddu Porto (Let’s GIG)
Mediador: Barral Lima (Grupo UN Music)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

28 de julho, quinta-feira

11h30 às 12h30 | Palestra: Construção de cidades inovadoras e sua relação com a Música
Convidado: Kelson Douglas (Diretor de Inovação e Tecnologia na Prefeitura de Ouro Preto)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

14h00 às 15h00 | Palestra: Governança na Web2.0: Techs, Algoritmos e segmentação de público
Convidada: Dani Ribas (Sonar Cultural Consultoria)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

15h15 às 16h45 | Entrevista: Barral Lima (Ceo Grupo UN Music e Produtor Musical) e Pablo Bispo (Cofundador Embrasa e Produtor Musical)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

29 de julho, sexta-feira

10h00 às 11h30 | Painel: A música que vem do Brasil
Convidados: Soraia Ferreira (Fundação de Cultura de MS), Daniel
Morelo (Formemus ES), Ana Morena (DoSol – RN), Ivanna Tolotti (Tum Cult – RS)
Mediador: Pena Schmidt (Lista das Listas)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

11h30 às 12h30 | Palestra: Pare de perder dinheiro! Direito autoral descomplicado
Convidado: Guilherme Coutinho (Phonolite)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

14h às 15h | Entrevista sobre NFT: Lalai Persson (Chicken or Pasta) e Janara Lopes (Phonogram.me)
Local: Casa de Gonzaga

15h15 às 16h45 | Painel: O que as marcas procuram no entretenimento?
Convidados: Pat Tavares (Do Brasil), Viviane Seabra (Claro), Phelippe Caixeta (Breve Festival/ Sherpa 42), Thiago Miqueri (Agência Komuh)
Mediador: Barral Lima (Grupo UN Music)
Local: Casa de Gonzaga

17h às 18h30 | PAINEL: Como os NFTs estão reinventando a indústria da música?
Convidados: Janara Lopes (Phonogram.me) Guilherme Sampaio (Smart Rights), Pena Schmidt (Lista das listas)
Mediadora: Lalai Persson (Chicken or Pasta)
Local: Casa de Gonzaga

30 de julho, sábado
11h00 às 12h30 | Painel: Produtores 360° – profissionais que atuam em diversas áreas da cadeia da música
Convidados: Guttie (REC Beat), Ivanna Tolotti (Tum Cult), Bia Nogueira (IMUNE) e Gustavo Vasconcelos (PPM)
Mediadora: Carol Daves (Marte Festival)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência

14h00 às 15h00 | Palestra: Como distribuir sua música nas plataformas digitais
Convidada: Renata Gomes (Ingrooves BR)
Local: Casa de Gonzaga

15h15 às 16h45 | Painel: Estratégias e algoritmos, o que está por trás de um case de sucesso
Convidados: Jullie Steffanine (Altafonte), Nobat, Dani Ribas (Sonar) Mediadora: Renata Gomes (Ingrooves BR)
Local: Casa de Gonzaga

17h às 18h30 | Palestra: Oportunidades e desafios do universo dos NFTs no mercado da música
Convidado: Guilherme Sampaio (Smart Rights)
Local: Casa de Gonzaga

Endereços:
Casa da Ópera | Rua Brigadeiro Musqueira, nº 104
Anexo do Museu da Inconfidência | Praça Tiradentes, nº 139
Casa de Gonzaga (Secretaria de Turismo de Ouro Preto) | Rua Claúdio Manoel, nº 61
Mais informações: www.martefestival.com.br

Fonte: https://www.turismo.ouropreto.mg.gov.br/

Cidades

‘Baile da Dri’ e ‘Chiquita Bacana’ agitam a programação da Gruta em julho

Completando cinco meses de retorno presencial, espaço cultural icônico de BH recebe, em julho, show da cantora Adrianna e festa ‘Chiquita Bacana’

Adrianna – Foto Marcos Leaum

Em julho, a Gruta completa cinco meses desde a reabertura de suas portas. Com eventos praticamente semanais, a programação presencial do icônico espaço cultural traz, neste mês, duas animadas atrações. No dia 23/7, sábado, o “inferninho” mais amado de BH recebe o “Baile da Dri”, show especial da cantora Adrianna, referência da black music na capital. Já no dia 29/7, sexta-feira, a pista vai esquentar com “Chiquita Bacana”, comandada pela DJ Fê Linz e pela DJ Firmina (Marcelo Veronez). Ingressos e informações podem ser encontradas no LinkTree da Gruta.

Uma das vozes mais potentes de BH, Adrianna volta à Gruta depois do show autoral que abriu a programação do espaço, em março. Desta vez, a cantora chega com o “Baile da Dri” e o melhor da black music. “É um show com clássicos e releituras da música nacional e internacional. Estou preparando um repertório diverso e dançante, para celebrarmos a vida”, diz a cantora, que estará acompanhada pelos músicos Léo Pires (bateria), Cláudio Kiari (guitarra) e Egberto Brant (baixo). A noite ainda contará com a discotecagem da DJ Fê Linz, que volta ao espaço no fim de semana seguinte, com a festa “Chiquita Bacana”.

Para a cantora, a Gruta sempre foi um importante espaço de acolhimento. “Fiquei mais próxima da Gruta em 2019, quando participei do projeto Rampa, e fortaleci essa relação durante a pandemia. A Gruta foi um canal que levou arte, amor e um pouco de alento no confinamento”, ressalta a cantora, que soma quase 30 anos de carreira (12 deles à frente da banda Dib Six e cinco como backing vocal do Jota Quest), além de carregar na bagagem o DVD autoral “Antes de Abrir os Olhos” (2019). 

Chiquita Bacana – Fe Linz e Veronez – Foto Wanira Vampira

Uma das integrantes do coletivo que atualmente gere a Gruta, a artista e produtora Ju Abreu celebra o sucesso da programação presencial, que segue até o fim do ano. “Em 2022, já foram realizados 25 eventos, cumprindo quase metade da programação viabilizada por este projeto. Sem contar outros eventos que aconteceram e seguirão acontecendo de forma independente”, afirma, ressaltando que esta edição da Chiquita Bacana” será especial. “A data coincide com o aniversário do Marcelo Veronez, a DJ Firmina, que também é um dos gestores do espaço. Então, será uma grande comemoração”.  

Segundo Ju Abreu – que também faz parte do coletivo cênico Toda Deseo, cuja sede é a própria Gruta -, o espaço “tem se tornado cada vez mais um abrigo para os artistas independentes da cidade, principalmente da música”. Mas as outras linguagens não ficam de fora: “Para o segundo semestre, estamos pensando em uma curadoria de teatro, para trazer peças solos, performances e experimentos até a Gruta, que é sede de um grupo de teatro”, pontua, lembrando que os espetáculos terão tradução em libras.

De portas abertas

Realizada com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a programação de reabertura da Gruta começou em março deste ano, após dois anos de portas fechadas. As atividades dão continuidade ao projeto de fomento do espaço, que viabilizou atividades virtuais ao longo de 2021, possibilitando com que o espaço conseguisse se manter vivo durante a pandemia. “A Gruta é uma prova de que as pessoas podem se reunir em torno do objetivo de manter um espaço cultural de pé”, reflete o cantor e ator Marcelo Veronez, que integra o coletivo que atualmente gere o espaço, na ativa há 20 anos, na Rua Pitangui, no Horto.

Sobre a Gruta

Localizada no coração da Zona Leste da capital mineira, a Gruta é um espaço cultural independente que funciona, desde 2001, como ponto de convergência entre artistas de diferentes linguagens da cidade. O lugar surgiu como local de ensaios de grupos teatrais e, ao longo dos anos, se reconfigurou por diversas vezes, assumindo também o caráter de casa para pequenos shows e espetáculos, e espaço de festas. Autogestionado, se mantém como uma referência fundamental para a promoção da experimentação artística e de um espaço livre e diverso, que acolhe criações e debates que incluem as pautas feminista, LGBTQI+ e antirracista, entre outras.

Foi administrado de forma aguerrida durante muitos anos por Joyce Malta e Admar Fernandes e, atualmente, é gerido por Marcelo Veronez, Wanira Vampira (Wagner Alves), Juliana Abreu e Akner Gustavson (Toda Deseo). Em 2021, a fim de manter o espaço vivo diante das dificuldades impostas pela pandemia, a atual gestão realizou uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo e aprovou um primeiro projeto na Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Com o aporte, foram realizadas atrações virtuais entre os meses de abril e agosto, e entre dezembro e fevereiro deste ano, além do pagamento dos custos fixos do espaço e da reforma do telhado.

Programação de Julho na Gruta

Sábado (23). “Baile da Dri”, com a cantora Adrianna
Sexta-feira (29).  Festa “Chiquita Bacana”, com DJ Fê Linz e DJ Firmina (Marcelo Veronez)
Horários, preços de entrada e compra online no LinkTree da Gruta
Endereço Gruta. Rua Pitangui, 3.613, Horto
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Informações para a Imprensa

Sociedade

Viçosa será palco do “Música na Árvore Instrumental – Solar Festival”

Evento gratuito neste domingo (17) também tem como foco incentivo à adoção de hábitos como a coleta seletiva de resíduos e a reciclagem; toda matriz energética do evento será solar

Viçosa será palco do “Música na Árvore Instrumental - Solar Festival”
Foto: Foto: Reprodução/Pedro Bichuete

Com o objetivo de promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, por meio da valorização de recursos humanos  e conteúdos locais, o coletivo cultural “Música na Árvore” realiza a terceira etapa do projeto “Música na Árvore Instrumental- Solar Festival” em Viçosa, neste domingo, 17.

Na abertura da programação estão confirmadas as apresentações dos grupos Charanga Pop; Cristiano Assis e Nosso Choro; Cristiano Morais e Artéria Trio  e Will Motta. O evento, gratuito, será realizado na Estação Cultural Hervé Cordovil e contará também com metarreciclagem (reaproveitamento de lixo eletrônico) e Feira Gastronômica.

A ideia, destaca o diretor artístico, João Viana é oferecer ao público um amplo painel da música instrumental nacional. Além disso, o evento é destinado a todos os públicos, com cuidados especiais em relação às pessoas com deficiência e idosos. O evento também busca promover atividades culturais de estilos de vida saudáveis, voltadas às práticas sustentáveis, por meio, por exemplo, do incentivo à adoção de hábitos como a coleta seletiva de resíduos e a reciclagem.

Um dos diferenciais é que toda a matriz energética do “Música na Árvore Instrumental- Solar Festival” será solar. “Mobilizando o nosso habitual público: jovens e adultos, frequentadores de praças e parques públicos, pretendemos ser referência na gestão e manejo de resíduos em eventos culturais”, completa João Viana.

O projeto é executado por meio de recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da CEMIG, realização da Muzak Promoções e Eventos, apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Viçosa e GSL Metalúrgica.

PROGRAMAÇÃO

A programação começa ao meio-dia com Charanga Pop. João Vianna (músico que dividiu palco com, Skank, Lulu Santos, Pepeu Gomes, dentre outros) e seu trompete lideram este grupo que mistura música pop de todos os tempos com ritmos brasileiros.

Na sequência, às 13h30, se apresentam Cristiano Assis e Nosso Choro, grupo que surgiu em 2014 a partir da reunião de amigos músicos que já se apresentavam com bandas locais. Formado por Cris Assis (Bandolim), Junio Ramos (Violão 7 cordas), Romário Roque (percussão) e Guther Luiz (Cavaquinho), a proposta do grupo é resgatar os mais clássicos choros e também inovar trazendo outros gêneros  da Música Popular Brasileira para a linguagem do choro.

A terceira atração do domingo vai começar às 15h30, com Will Motta, que em seu trabalho atual se apresenta com Neo Andrade (baixo) e Robinho Batera (bateria), executando repertório instrumental variado de músicas nacionais e internacionais, caminhando do pop ao baião, passando pelo samba e bossa nova.

O show “Cristiano Morais convida Artéria Trio” encerra o evento, às 17h. Cristiano é licenciado em Música com habilitação em Saxofone pela UFOP. Teve como mestres Bernardo Vescovi Fabris, Tabajara Sant’Ana Belo e Érico Fonseca. Originário de Viçosa, em franca atividade desde 2013, o Trio toca os mais variados estilos em festivais, congressos e casa noturnas. Com mais de 50 shows realizados, o Trio já abriu palco para artistas como João Bosco, Whitney Shay e Zeca Baleiro.

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Cultura

Nova turnê do Coral Cidade dos Profetas chega a Ouro Preto

Basílica de Nossa Senhora do Pilar recebe concerto em homenagem ao compositor Jerônimo de Sousa Lobo, parceiro do Pe. João de Deus Castro Lobo, ícone da Igreja do Pilar

O período colonial foi marcado por um profundo sentimento religioso cujo ápice acontecia durante as celebrações litúrgicas como a Quaresma, Semana Santa e dias dedicados aos padroeiros. Essas ocasiões norteavam a vida cotidiana, situações em que a música antiga florescia em seu apogeu. Inspirado em momentos como esse é que foi criado o projeto “Coral Cidade dos Profetas e as Grandes Celebrações Coloniais”. A iniciativa da Associação Cultural Canto Livre, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da CSN, está trazendo de volta algumas das mais belas composições do período em ações educativas e concertos. No domingo, 10 de julho, às 20h, na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, é a vez de Ouro Preto receber o concerto que fará uma homenagem ao compositor Jerônimo de Sousa Lobo, parceiro do Pe. João de Deus Castro Lobo, e que teve importante atuação na Igreja do Pilar. A apresentação será aberta com um trecho da obra desse autor: Setenário de Nossa Senhora das Dores, e terá participação especial do oboísta Alexandre Barros.

A música no período colonial foi um importante instrumento para a formação de uma sensibilidade barroca única em Minas Gerais. A orientação participativa e altamente emotiva das festas coloniais como a Semana Santa _ cujo legado se mantém presente nas celebrações religiosas de cidades históricas do estado _, motivava a atuação de músicos amadores, semiprofissionais e profissionais, contratados para tocar e cantar nas celebrações. A movimentação cultural em torno das festividades acabou dando origem a um rico patrimônio imaterial simbolizado pelas composições daqueles tempos, agora resgatado em concertos pelo Coral Cidade dos Profetas.

Além dos concertos, nas ocasiões, a programação chegará, também, em formato de workshops, palestras e ainda sessões comentadas do documentário sobre o trabalho de preservação da música colonial mineira realizado pelo grupo. Em cada cidade, os concertos tem a participação de solistas e orquestra convidada, com um repertório em homenagem aos compositores cujas obras marcaram época. Manoel Dias de Oliveira, Joaquim José Emerico Lobo de Mesquita, Padre João de Deus Castro Lobo, Marcos Coelho Neto e Jerônimo de Souza Lobo são alguns exemplos dos compositores que terão suas obras apresentadas.

“Por meio do projeto queremos aproximar este legado do grande público, em recitais em igrejas, reproduzindo a mesma atmosfera do período colonial. Esperamos que às novas gerações tenham, assim, a oportunidade de vivenciar esse rico patrimônio do povo mineiro que é cada vez mais raro de se ouvir no presente”, explica o maestro Herculano Amâncio, regente do Coral. Durante os concertos, o repertório será gravado ao vivo e, posteriormente, lançado virtualmente e disponibilizados gratuitamente.

Programa educativo

A turnê do projeto “Coral Cidade dos Profetas e as Grandes Celebrações Coloniais” também vai levar, para as cidades que estão na turnê, ações formativas com atividades de estudo e prática de música de concerto. Uma delas são os workshops educativos, nos quais os integrantes do Coral Cidade dos Profetas falarão sobre a Música Colonial Mineira, o canto coral e a importância da musicalização para sensibilização artística. Serão realizados aulões de técnica vocal ministradas pelo maestro José Herculano Amâncio e pela coordenadora do programa educativo, Carmem Célia Gomes. Ao final de cada aulão haverá a formação de um minicoral com os alunos para execução de excertos das peças do coral e apresentação no encerramento do workshop.

O programa educativo também conta com palestra sobre compositores do período colonial. Serão apresentados os principais músicos do período colonial e as respectivas relações com a cidade e as comunidades que receberão os concertos. A título de ilustração da palestra, haverá também a apresentação ao vivo de excertos das peças cantadas pelo Coral Cidade dos Profetas por quarteto de cantores do grupo.

Outra frente do programa educativo serão as sessões comentadas do documentário “Coral Cidade dos Profetas e a Música Colonial Mineira”. O filme, dirigido por Marcelo Miyagi, apresenta a trajetória do grupo e revela como a Música Colonial, herança do século 18, floresceu novamente nesta região de Minas, graças ao trabalho executado pelo grupo. As sessões serão apresentadas em formato de mesa-redonda com a participação de integrantes do coral e de pesquisadores em música antiga.

Coral Cidade dos Profetas

Especializado na interpretação de música sacra antiga e com três CDs gravados – “Missa em Fá de Lobo de Mesquita”, “Mestres do Colonial Mineiro” e “CD em Louvor à Virgem Maria”, o Coral Cidade dos Profetas desenvolve, nestas mais de três décadas de atuação, o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do país.

Ao longo da trajetória, o Coral tem participado dos eventos mais significativos do interior de Minas como Semana Santa, Festivais de Inverno, bem como Festivais e Encontros de Corais Nacionais e Internacionais. Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o grupo oferece também, gratuitamente, por meio da Associação, formação musical para pessoas de 12 a 80 anos, sendo reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas. As atividades de formação em Congonhas, da Associação Cultural Canto Livre, tem sido mantidas pela Prefeitura Municipal da cidade.

Repertório
– Setenário de Nossa Senhora das Dores, Jerônimo de Souza Lobo e Padre João de Deus Castro Lobo.
– Trezena de Santo Antônio, Anônimo.
– O Magnum Mysterium, Pe João de Deus Castro Lobo.
– Domine Deus – Missa em ré maior, Manoel dias de Oliveira
– Maria Mater Gratiae, Marcos Coelho Neto
– Salve Regina, Lobo de Mesquita
– Ave Maria, Lobo de Mesquita
– Domine Deus – Missa Pequena, Joaquim de Paula Souza
– O Vere Christe, José Joaquim da Paixão
– Stabat Mater, Lobo de Mesquita
– Magnificat
– Manoel dias de Oliveira

Serviço
“Coral Cidade dos Profetas e as Grandes Celebrações Coloniais em Ouro Preto”
Quando: domingo (10/07) às 20h
Onde: Basílica de Nossa Senhora do Pilar (Praça Monsenhor Castilho Barbosa, 17).
Entrada gratuita sujeita a lotação do espaço

Fonte: https://www.foconanoticia.com.br/

Cultura

Festival Tudo é Jazz chega a Ouro Branco neste final de semana

O Tudo é Jazz chega em Ouro Branco neste sábado (09/07) e terá quatro dias de programação gratuita. Além do jazz, haverá também oficinas e rodas de conversa sobre “A musicalidade Afro e seu legado ancestral”. Entre as atrações musicais tem Célio Balona com Projeto Brasil e também SambaPretoChoroJazz.

Ronaldo Fraga, já tradicional parceiro do projeto, irá se encontrar com a comunidade da cidade para ministrar a oficina sobre criação de Ecobags e produtos culturais.

O Tudo é Jazz também vai oferecer para a população de Ouro Branco e distritos duas oficinas formativas em parceria com o SENAC. Uma delas vai capacitar os participantes em Inovação para o Turismo e a outra será sobre Marketing Pessoal.

Festival chega neste final de semana a Ouro Branco
Festival chega neste final de semana a Ouro Branco

O festival

O Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz completa 20 anos em 2022, sendo o festival de jazz mais antigo de Minas Gerais, um dos maiores do gênero no país e eleito entre os 10 melhores festivais de jazz do mundo pelo selo de qualidade da prestigiada revista norte-americana Down Beat.

Essa 20ª edição do Tudo é Jazz faz homenagem à sua idealizadora, Maria Alice Martins (agosto 1951 – novembro 2020) e tributo a Frank Sinatra. Assina a curadoria do festival o pianista e compositor Túlio Mourão e a direção geral é de Rud Carvalho.

Veja programação completa:

9 de julho (sábado)

  • 15 – Roda de conversa: A musicalidade afro e seu legado ancestral, com Diego Fernandez
  • 15h – Oficina: Forja de tambores a partir do ferro com os mestres ferreiros Diego Fernandez e Marcos Cecéu
  • 17h – Aula de percussão e tambores na praça Santa Cruz, no centro
  • 18h- Show: Célio Balona com Projeto Brasil
  • 20h – Show: SambaPretoChoroJazz

10 de julho (domingo)

  • 9h – Oficina com Ronaldo Fraga sobre criação de Ecobags e produtos culturais. A música como um insumo importante com a produção de vestir. Conexão sobre o conceito da música projetada na moda e artesanato. Local: Instituto Vem Ser – rua Santo Agostinho S/N° – centro.

11 de julho (segunda-feira)

  • 15h – Oficina de capacitação do setor turístico. Local: Instituto Vem Ser.

12 de julho (terça-feira)

  • 15h – Oficina de capacitação do setor turístico SENAC – Marketing Pessoal. Local: Instituto Vem Ser

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Cultura

‘Conexão Minas-Bahia’: forte presença de artistas baianos marca retorno do SENSACIONAL!

Show inédito de Olodum e Russo Passapusso, além de atrações como Baco Exu do Blues, Rachel Reis e Agnes Nunes reforçam a azeitada ‘mineiridade baiana’; retorno do festival SENSACIONAL! acontece neste sábado, 2/7, no Parque Ecológico da Pampulha

Baco Exu do Blues – Foto @filecfritas

A ferrovia que uniu Minas Gerais à Bahia ainda nos tempos do Brasil Império, cantada por Milton Nascimento como uma “estrada natural” na clássica “Ponta de Areia”, deixou de ser usada formalmente há mais de cinco décadas. Mas a atração espontânea entre mineiros e baianos produziu um assertivo caminho sem volta para a música brasileira. É essa ‘mineiridade baiana’ que o Festival SENSACIONAL!, famoso por promover encontros fecundos em cima dos palcos, apresenta em Belo Horizonte, desta vez no Parque Ecológico da Pampulha, neste sábado, 2/7, após dois anos de hiato devido à pandemia. Nesta edição de retorno, a Bahia vem quente, com o inédito show de Olodum e Russo Passapusso, além da diversidade representada pelo rap de Baco Exu do Blues, o pop de Agnes Nunes e o pagode eletrônico de Rachel Reis.

A reverência aos baianos não é mera coincidência, mas uma percepção consciente do Festival SENSACIONAL!, cuja edição deste ano acontece na data em que o povo baiano comemora a chamada Independência do Brasil na Bahia. É que mesmo após a Independência de 1822, a Bahia travou uma batalha interna contra parte da Corte portuguesa que se recusava a deixar o país — uma luta aguerrida com desfecho apenas em 2 de julho de 1823, um ano depois da Independência oficial do povo tupiniquim. “Durante o processo de realização da curadoria, nos atentamos para o fato de que no dia 2 de julho é comemorado o dia de Independência do Brasil na Bahia. Resolvemos reforçar isso, ressaltando a Bahia como berço da cultura brasileira. Quisemos realçar esse lado de resistência. São várias vertentes e caminhos musicais baianos possíveis, que estão representados no festival”, explica Matheus Rocha, um dos diretores do Festival SENSACIONAL!.

A ampla esplanada do Parque Ecológico da Pampulha vai receber sete shows principais, carimbados pela música contemporânea da Bahia – que vai muito além do axé. Entre eles, o primeiro encontro entre a tradição dos tambores do Olodum, Patrimônio Imaterial da Bahia com mais de 40 anos de culto à música negra, e Russo Passapusso, que redefiniu os parâmetros da música baiana a partir da modernidade eletrizante do Baianasystem. Apesar de ambos os artistas terem nascido na Bahia, o encontro nos palcos é inédito e promete unir percussões afiadíssimas aos efeitos gritantes da guitarra baiana e dos beats eletrônicos. Outro nome de respeito no palco principal é o do rapper Baco Exu do Blues, que descasca suas características rimas curtas e intensas, apresentando as letras fervorosas de “Não Tem Bacanal na Quarentena” (2020) e a poética sensível e contundente de “QVVJFA – Quantas Vezes Você Já Foi Amado?” (2022), disco cujo show ainda não passou pela capital mineira.

Também sobe ao palco principal a jovem Agnes Nunes, de 19 anos, que viralizou nas redes com versões interpretadas apenas com o acompanhamento de um teclado, chamando a atenção de gigantes da música pop como Pabllo Vittar e Alok, além de colher elogios públicos de Caetano Veloso. Com referências variadas, que vão do forró pé de serra a Nina Simone, a artista de Feira de Santana mostra seu primeiro álbum, “Menina Mulher” (2022), que passeia pelo R&B, a MPB e a música pop. Completando o time baiano, outra jovem artista, Rachel Reis, de 24 anos, também natural de Feira de Santana, se apresenta no palco montado no coreto, com sua voz suave e suas composições direcionadas para uma música popular eletrificada pelo pop globalizado, com forte pegada do arrocha e do pagode.

Rachel Reis – Frame Me Veja – Crédito Marias Produtora

A confluência da música baiana com a música mineira aparece primeiro pelo toque percussivo, em uma tradição do SENSACIONAL! de promover apresentações de fanfarras carnavalescas fora do palco – bem pertinho do público, como manda a cartilha livre do Carnaval. Desta vez, o clima momesco será embalado pela Babadan Banda de Rua, com sopros e percussões baseadas nos ritmos afro; a Belina Orkestar, fanfarra de sopros inspirada na música balcânica; e a Sagrada Profana, fanfarra formada por mulheres com repertório que vai de Madonna a Chiquinha Gonzaga.

Durante o festival, os três blocos se revezarão em locais distintos do Parque Ecológico. “Quisemos ressaltar e manter a tradição dessa pegada do SENSACIONAL! de ter fanfarras circulando no festival, a música no chão, perto do povo”, completa Matheus Rocha. Mantendo outra parceria de sucesso, a festa belo-horizontina Masterplano promete dez horas ininterruptas de música eletrônica em uma instalação montada no bosque do Parque Ecológico.

Line-up valoriza outras estrelas contemporâneas

Russo Passapusso – Foto Darian Dornellas

O Festival SENSACIONAL! também estima em seu line-up a reunião de um elenco diversificado e de renome da música brasileira contemporânea independente, valorizando artistas que mantiveram lançamentos em alta nos últimos anos. Além de Olodum e Russo Passapusso, outras “dobradinhas” prometem agitar o público nesta edição, tais como Liniker e Tulipa Ruiz; Letrux e Mahmundi; Francisco El Hombre e Don L; além da banda mineira Lamparina e os cariocas da Biltre.

“Quisemos trazer artistas com trabalhos sólidos e consistentes, como o Don L, que ganhou Prêmio APCA de artista do ano, por conta do disco ‘Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 2’, e a Liniker, que lança a cada ano trabalhos incríveis. Na música mineira, temos dois grandes representantes atuais, que são o rapper FBC, com seu aclamado ‘Baile’, e a Lamparina, que lançou neste ano o álbum ‘Zam Zam’ e está em franca ascensão”, diz Matheus Rocha, ressaltando que outros dois shows e mais participações especiais ainda serão reveladas ao público.

SERVIÇO: Festival SENSACIONAL! 2022

Programação: Agnes Nunes, Baco Exu do Blues, Don L, Entrée Libre, FBC, Francisco El Hombre, Gabi Farias, Lamparina convida Biltre, Letrux convida Mahmundi, Liniker convida Tulipa Ruiz, Olodum convida Russo Passapusso, Rachel Reis, Laura Sette convida Iza Sabino, Masterplano, Babadan Banda de Rua, Belina Orkestar, Sagrada Profana, Deekapz (SP), Carrot Green (RJ), Pedro Pedro, Valesuchi (Chile/Brasil), Belisa, DJ Kingdom, Romana, Glau (RJ), Lagoeiro, Leston, Mira Miumiu, Joanna Mescladi, Monalisa Leblanc e Lets Souza. Data: 02 de julho de 2022 (sábado)

Horário: 12h às 22h

Local: Parque Ecológico da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, nº 6061, Portaria I, Pampulha — Marco Zero).
Ingressos: 
R$50 (meia-entrada), R$80 (ingresso social), R$100 (inteira) Venda online: www.sympla.com.br/festivalsensacional | Outras informações: www.festivalsensacional.com | @festivalsensacional

Informações para a Imprensa

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais realiza 11º Festival Tinta Fresca e incentiva a composição musical brasileira

Concerto de encerramento do Festival é gratuito, com presença de público e transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube

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Imagem: Luciano Viana

Nesta quarta-feira, 15 de junho, o público poderá conhecer as obras finalistas da 11ª edição do Festival Tinta Fresca, promovido pela Filarmônica de Minas Gerais, em concerto gratuito realizado na Sala Minas Gerais, às 20h30, com regência do maestro associado José Soares. São elas: Bartokianas Brasileiras nº 1, de Jônatas Reis (MG); Sublimações Antárticas, de Rubens Fonseca (MG); Iniciação nas cores, de Martim Butcher (SP); Cores Dissolutas, de Willian Lentz (PR) e Isocronia, de Marcelo Bellini Dino (SP). Oportunidade rara no cenário nacional, o concurso para compositores tem oferecido um importante espaço aos talentos brasileiros. Entre os autores escolhidos, um vencedor receberá encomenda de obra sinfônica inédita a ser estreada na Temporada 2023 da Filarmônica de Minas Gerais. O Festival conta com uma comissão julgadora composta por profissionais de renome nacional, que, em 2022, é formada pelos compositores André Mehmari, Leonardo Martinelli e Paulo Zuben. O concerto é gratuito, com presença de público e transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

A distribuição de ingressos é feita pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 4 ingressos por pessoa. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto.

De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados (Portaria nº 350/2022, publicada no dia 3 de junho de 2022), o uso de máscara é recomendado, porém, opcional, na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.A programação educacional é apoiada pelo programa Amigos da Filarmônica.

José Soares, regente associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Obras finalistas e compositores

A obra Bartokianas Brasileiras nº 1 e o compositor Jônatas Reis (Belo Horizonte, Brasil, 1976)
A obra Bartokianas Brasileiras nº 1 é uma homenagem ao compositor húngaro Béla Bartók. Ela é estruturada meticulosamente com base nos números da Série de Fibonacci e da proporção áurea, cujos padrões são encontrados na natureza, nas artes, em diversas áreas do conhecimento e usados por Bartók em suas composições. Elementos rítmicos e melódicos do folclore brasileiro são utilizados de forma estilizada numa dinâmica interação com processos e recursos próprios da obra de Bartók e da música contemporânea. Seu compositor, Jônatas Reis (Brasil, MG, 1976), estudou na Escuela Superior de Música José Ángel Lamas, na Venezuela, e é Bacharel em Composição pela Universidade Federal de Minas Gerais. No seu repertório destacam-se obras de caráter sinfônico, com as quais venceu vários concursos e festivais nacionais. Seu estilo explora principalmente a combinação entre a música de concerto, o jazz e o folclore brasileiro e latino-americano. Jônatas Reis venceu o Festival Tinta Fresca 2015 e, em 2016, a Filarmônica estreou a sua peça Evocações Sagradas.

A obra Sublimações Antárticas e o compositor Rubens Fonseca (Contagem, Brasil, 1985)
Construída em um único movimento, Sublimações Antárticas é caracterizada pela alternância entre partes de tutti e partes com formação quase camerística, nas quais ocorrem dois solos, de flauta e de clarone. A estrutura se assemelha a um concerto grosso, forma instituída no período Barroco e recuperada por compositores modernos. Há na peça um amplo uso de técnicas expandidas e recursos que visam à produção de timbres e texturas, como multifônicos, glissandos e harmônicos, dentre outros. Seu autor, Rubens Fonseca (Brasil, MG, 1985), estudou violão e contrabaixo no Cefar da Fundação Clóvis Salgado e graduou-se em Composição na UFMG, onde foi aluno de professores como Rogério Vasconcelos e OIliam Lanna. Foi finalista no concurso Bruno Maderna Competition 2016, na Ucrânia, com seu quarteto de cordas Monadas. 

A obra Iniciação nas cores e o compositor Martim Butcher (São Paulo, Brasil, 1987)
Vários gestos da obra Iniciação nas cores, entre os quais o inicial, remetem às cores como timbres, usados em sucessão para criar efeitos de melodias tímbricas. Porém, quanto à forma, aqui as cores são climas, regiões, postos num curso de contrastes aparentemente sem retorno: uma aposta no prazer de se iniciar numa sequência de paletas. Martim Butcher (Brasil, SP, 1987), autor da obra, realizou seus primeiros estudos musicais em São Paulo, com Chico Saraiva. A partir de 2009, viveu na Argentina, onde formou-se em Composição pela Universidad Nacional de la Plata (UNLP) e atuou como violonista e compositor, transitando entre a música popular e a erudita. De volta a São Paulo em 2016, dedicou-se, nos últimos anos, à composição orquestral. Conquistou o 1º prêmio no Festival Tinta Fresca 2018, com a obra Stretching before and after, e, em consequência, recebeu a encomenda de outra obra, estreada em 2019 pela Filarmônica.

A obra Cores Dissolutas e o compositor Willian Lentz (Curitiba, Brasil, 1986)
O jogo entre estaticidade e movimento dá forma à obra Cores Dissolutas. Blocos harmônicos condizem com os momentos de imobilidade. Em seguida, se dissolvem através da sucessão de uma figura motívica, que dá movimento à dinâmica musical. A obra, em sua essência, carrega uma qualidade afetiva em estado de resignação. O desejo latente de tornar preponderante o movimento sonoro não resiste, cedendo à posição de complacência perante a contemplação das estruturas verticais. Seu autor é Willian Lentz (Brasil, PR, 1986), doutorando em Composição na Unesp, Mestre em Música pela UFPR e Bacharel em Composição e Regência pela Unespar. Participa do Ateliê de Composição Lírica do Theatro São Pedro e foi premiado no 5º KLK New Music-Musica per Archi. Recebeu encomenda da obra A máquina entreaberta para o 23º Festival Amazonas de Ópera. Frequentou o Valence International Performance Academy & Festival, na Espanha, e foi selecionado para o Jack Studio. Trabalha como coordenador e  maestro da Orquestra de Cordas da Fundação Solidariedade.

A obra Isocronia e compositor Marcelo Bellini Dino (São Paulo, Brasil, 1972)
A obra Isocronia foi concebida no primeiro trimestre de 2020, com dois temas contrastantes. O primeiro, de caráter mais melódico, aflora na seção das cordas acompanhado por um ostinato persistente com uma divisão rítmica bastante constante. Assim, marimba, vibrafone e piano trabalham como um “motor”, conduzindo a música de forma pulsante e contínua. O segundo tema é cromático e tem caráter motívico, proporcionando momentos mais instáveis harmonicamente. O termo isocronia, definido como a divisão rítmica postulada do tempo em porções iguais, em uma linguagem, foi então emprestado para representar a ideia de pulso constante e homogêneo sobre a qual a obra foi construída. Seu autor é Marcelo Bellini Dino (Brasil, SP, 1972), graduado em Composição e Regência pela Unesp, Mestre e doutorando pela USP. Desde 1996 compõe ativamente música para televisão. Foi vencedor do Festival Tinta Fresca 2017 e 2º lugar na edição 2019. Em 2018, a Filarmônica estreou sua obra Aurora Borealis. Venceu também o Concurso de Composição do Instituto Villa-Lobos 2010 e a Piano Composition Competition Fidelio de Madrid 2019. É professor na Universidade Anhembi-Morumbi.

A comissão Julgadora

André Mehmari (Niterói, Brasil, 1977)
Pianista, arranjador e compositor, Mehmari é considerado pela crítica “um artista singular de imaginação vibrante e generosa”, apontado como um dos mais originais e completos músicos brasileiros de sua geração. Iniciou-se na música com sua mãe e estudou piano na ECA-USP. Compositor prolífico e requisitado, premiado na área erudita e na popular, teve seus trabalhos tocados por muitos grupos, entre eles Osesp, OSB, Filarmônica de Minas Gerais, Miami Symphony, Orchestre de Normandie, Quarteto da Cidade de São Paulo e Quinteto Villa-Lobos. Possui uma vasta discografia e uma ativa carreira internacional. 

Leonardo Martinelli (São Paulo, Brasil, 1978)
Leonardo Martinelli é compositor, professor, conferencista e pesquisador, com doutorado pela Unesp. Atuou junto à imprensa musical como crítico e articulista da revista Concerto e, nos últimos anos, trabalhou em projetos educacionais da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, Festival de Inverno de Campos do Jordão e Festival Sesc de Música de Câmara. Autor de obras para orquestra, câmara e outras formações, teve também títulos operísticos estreados pelo Theatro Municipal de São Paulo, Festival Amazonas de Ópera e Theatro São Pedro da capital paulista. Atualmente, leciona na Faculdade Santa Marcelina e na Academia da Osesp.

Paulo Zuben (São Paulo, Brasil, 1969)
Paulo Zuben é compositor e gestor cultural. Doutor em Artes pela USP e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, graduou-se em Composição e em Administração. Trabalhou no IRCAM de Paris e especializou-se em gestão cultural nas universidades de  Harvard, Michigan e Texas. Atualmente, é diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura, organização responsável pela gestão do Theatro São Pedro, da Emesp-Tom Jobim e do Projeto Guri. Atua como compositor em obras instrumentais e eletroacústicas premiadas. Criou a Camerata Aberta, um dos principais grupos de música contemporânea do Brasil, e faz parte do seu conselho artístico.

Serviço
11º Festival Tinta Fresca – Concerto de Encerramento
15 de junho – 20h30
Sala Minas Gerais
Concerto gratuito e com transmissão ao vivo

Programa 

José Soares, regente

J. REIS                Bartokianas Brasileiras nº 1

R. FONSECA      Sublimações Antárticas

M. BUTCHER     Iniciação nas cores

W. LENTZ          Cores Dissolutas

M. DINO            Isocronia

CONCERTO GRATUITO, COM PRESENÇA DE PÚBLICO E TRANSMISSÃO AO VIVO PELO CANAL DA FILARMÔNICA NO YOUTUBE.

A distribuição de ingressos começa na sexta-feira, dia 10 de junho, a partir do meio-dia, pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 4 ingressos por pessoa. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

SHOW DE FELIPE DE OLIVEIRA É EXIBIDO NO PROGRAMA HYPERSHOW, DA REDE MINAS, NESTE SÁBADO (4)

Final de semana tem mais show com Nilze Carvalho no programa Noturno

Hypershow – Felipe de Oliveira e Marcelo Veronez – divulgação Rede Minas

O palco se rendeu a Felipe de Oliveira. O mineiro, que concorreu ao The Voice, faturou o 2º Prêmio da Música Popular Mineira, promovido pela Rádio Inconfidência. O talento do artista foi conferido de perto pelo Hypershow, da Rede Minas, que acompanhou a apresentação de lançamento do álbum “Terra vista da lua”, direto do Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas. O programa mostra o espetáculo que traz o som acompanhado de luzes e cenário que dão tom futurista à cena. No repertório, canções autorais e sucessos de artistas consagrados como Gilberto Gil, Belchior, Lô Borges, Chico Buarque e outros. O show conta com a participação de Marcelo Veronez. Apresentado por Luiz Flávio Lima, a atração vai ao ar, neste sábado (04), às 16h, pela Rede Minas e no site da emissora: redeminas.tv.

MAIS SHOW NA REDE MINAS COM NILZE CARVALHO E SEU BANDOLIM

Nilze Carvalho – crédito Élcio Paraíso – Bendita Comunicação

O bandolim de Nilze Carvalho ganha destaque na Rede Minas. A artista, que abriu as portas para as mulheres na cena instrumental, se apresentou na Série BH Instrumental, que a Rede Minas exibe para o público, pela primeira vez na TV, no programa Noturno, neste sábado (04). O show “Choro de Menina” resgata e comemora os 40 anos dos discos gravados por Nilze. A apresentação contou com uma banda com formação de peso que assume violão de sete cordas, baixolão, cavaquinho, pandeiro e acordeom, além do bandolim. A atração, sob o comando de Túlio Mourão, vai ao ar às 23h pela Rede Minas e no site redeminas.tv.

Serviço:
Hypershow – apresentação Luiz Flávio Lima
sábado, 04/06, às 16h
Show Felipe de Oliveira – lançamento “Terra vista da lua”
Rede Minas e site redeminas.tv

Noturno – apresentação Túlio Mourão
Sábado, 04/06, às 22h
Show Nilze Carvalho Instrumental – Série BH Instrumental”
Rede Minas e site redeminas.tv

COMO SINTONIZAR:
redeminas.tv/comosintonizar
A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

ACESSE AS REDES SOCIAIS:
www.redeminas.tv
facebook.com/redeminastv
instagram.com/redeminastv
twitter.com/redeminas
youtube.com/redeminas

ATENDIMENTO AO PÚBLICO:
Tel: (31) 3254-3000
Whatsapp: (31) 98272-6543

Tatiana Coutinho
Assessoria de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social – Rede Minas
tatianacoutinho.tc@gmail.com
tatiana.oliveira@redeminas.mg.gov.br
+55 31 3254-3081

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais recebe o maestro convidado Claudio Cruz e o violoncelista Matias de Oliveira Pinto
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No dia 4 de junho, às 18h, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais explora o repertório sinfônico de Janácek a Liszt, na série “Fora de Série”, que, neste ano, é inspirada nas letras do alfabeto, trazendo as imensas possibilidades existentes de A a Z no universo dos compositores. Com regência do maestro convidado Claudio Cruz, dois poemas sinfônicos compõem a essência deste programa. O “ideal” romântico é explorado por Liszt em “Os Ideais, Poema Sinfônico” e, na obra de Janácek, Tarás Bulba, a memória de um passado glorioso se revela. Em oposição a essas peças, o violoncelista brasileiro Matias de Oliveira Pinto traz a leveza e a graciosidade do Concerto para violoncelo de Kabalevsky. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.

De acordo com o decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (nº 17.943), publicado no dia 28 de abril de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinadores: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Claudio Cruz, regente convidado
Claudio Cruz é Regente Titular e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. No Brasil, tem atuado como regente convidado em muitas orquestras, entre elas a Osesp, a OSB e as sinfônicas do Paraná, Porto Alegre e dos teatros Municipal de São Paulo e Nacional Cláudio Santoro. Em outros países, regeu a Sinfonia Varsovia, New Japan Philharmonic, Hyogo PAC Orchestra, Sinfônica de Hiroshima, entre outras. Também no exterior, apresentou-se no Festival de Verão da Caríntia (Áustria) e no Festival Internacional de Música de Cartagena (Colômbia). Em sua discografia estão três álbuns com a Orquestra de Câmara Villa-Lobos, um deles consagrado a obras de Edino Krieger. Com a Sinfônica de Ribeirão Preto, gravou Beethoven e Mozart, aberturas de óperas e obras de Tom Jobim com arranjos de Mario Adnet. O álbum gravado com a Northern Sinfonia e com o renomado violoncelista brasileiro Antonio Meneses, com obras de Elgar e Gál, foi indicado ao Grammy. Gravou Villa-Lobos, Guerra-Peixe e Shostakovich em 2015 e Berlioz e Tchaikovsky em 2016 com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Violinista consagrado, foi spalla da Osesp entre 1990 e 2014.

Matias de Oliveira Pinto, violoncelo
Matias é natural de São Paulo, onde iniciou seus estudos musicais e foi aluno de Zigmunt Kubala. Antes de ingressar como bolsista na Fundação Herbert von Karajan, na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim, foi professor na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Violoncelista premiado na Europa, realizou turnês pelos Estados Unidos, Europa, América do Sul, Israel, Japão, Coreia, Nova Zelândia e Austrália, apresentando-se com orquestras e as mais variadas formações de música de câmara. Solista e camerista requisitado, tem se apresentado com grande sucesso em importantes salas de concerto, como Philharmonie e Konzerthaus de Berlim, e em festivais na capital alemã, em Rheingau, Mecklenburg, Munique e outros países. Professor de violoncelo na Faculdade de Música da Universidade de Münster, Matias é um pedagogo muito solicitado, regularmente convidado a ministrar masterclasses em vários países. É diretor artístico dos festivais de Verden, Alemanha, Patagônia, Chile, e Ouro Branco, Brasil. Recentemente, gravou o Choro para violoncelo e orquestra de Camargo Guarnieri para o selo Naxos Brasil. Possui CDs pelos selos Cello Colors, Academy, Kreuzberg Records, Bella Musica e Hungaroton Classics.

Repertório

Leos Janácek (Hukvaldy, República Tcheca, 1854 – Moravska Ostrava, República Tcheca, 1928) e a obra Tarás Bulba (1915/1918)
Nascido na porção norte da Morávia — território da República Tcheca que, então, pertencia ao Império Austríaco —, próximo à fronteira com a Polônia, Janácek pertencia a uma região com identidades linguística e musical muito particulares. A partir de 1886, interessado pelo folclore de seu país e fazendo-se notar por suas posições políticas exacerbadas pelo controle da região pelo Império Austro-Húngaro (de 1867 a 1918), busca na literatura russa paralelos simbólicos em relação à sua própria realidade. O poema sinfônico épico Tarás Bulba é um importante reflexo de seu temperamento firme e instigante, bem como do frescor de sua modernidade aliado às tradições nacional e romântica. Inspirado no romance homônimo de Nikolai Gogol, o trabalho ganhou sua versão definitiva em 1918 e se concentra nos três momentos mais dramáticos da obra literária: a Morte de Andriy, filho de Tarás, morto pelo próprio pai depois de trair seu povo; a Morte de Ostap, o outro filho, preso e torturado pelos poloneses; e a Profecia e morte de Tarás, capturado e morto por seus inimigos.

Dmitri Kabalevsky (São Petersburgo, Rússia, 1904 – Moscou, Rússia, 1987) e a obra Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49 (1948/1949)
Escrito entre 1948 e 1949, o Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49 pertence a uma série de concertos destinada ao uso por jovens musicistas soviéticos. A trilogia para piano (nº 3), para violino (nº 1) e para violoncelo (nº 1) tem como ponto em comum a concisão e a simplicidade temática, o que a tornou acessível a qualquer tipo de público. O Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49 foi estreado em 1949 por Sviatoslav Knushevitsky.

Franz Liszt (Raiding, Hungria, atual Áustria, 1811 – Bayreuth, Alemanha, 1886) e a obra Os Ideais, Poema Sinfônico nº 12 (1856/1857)
O poema sinfônico foi fixado por Liszt como gênero musical em uma série de treze peças orquestrais, compostas em Weimar, entre 1848 e 1861. A maior inovação da obra de Liszt procede de sua recusa sistemática ao uso da forma sonata. Para ele, tal forma atingira os limites da perfeição nas sinfonias clássicas. Seria, portanto, impossível ir musicalmente à frente sem procurar outros caminhos. Liszt cultivou então a ideia do poematismo: a ordenação do discurso sonoro pela lógica motriz de ideias extramusicais. Cada obra exigia assim uma nova forma, específica, conforme seu conteúdo. A transformação constante do material temático cria a sensação de improvisação ao sabor do momento, alheia à tensão tonal e simetria clássicas. A unidade do poema se estabelece pela utilização, através de toda a obra, de núcleos temáticos. No caso de Os Ideais, por exemplo, o núcleo temático é o intervalo de terça. Em 1857, Liszt apresentou em Weimar duas obras homenageando Goethe e Schiller, respectivamente a Sinfonia Fausto e Os Ideais, o décimo segundo de seus poemas sinfônicos. Os versos de Schiller foram copiados por Liszt na partitura e contemplam os ideais de amor, verdade, amizade; as aspirações, lutas e realizações da vida de um homem comum.

Programa
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais 

Fora de Série – de Janácek a Liszt
4 de junho – 18h
Sala Minas Gerais 

Claudio Cruz, regente convidado
Matias de Oliveira Pinto, violoncelo 

JANÁCEK                                          Tarás Bulba

KABALEVSKY                                    Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49

LISZT                                                Os Ideais: Poema Sinfônico nº 12

INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/