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Cultura

Museu Casa Guimarães Rosa inaugura a exposição “Desde o chão do Jequitinhonha”, de Lori Figueiró
O Museu funciona de terça a domingo, das 9h30 às 17h, na Rua Padre João, 744, em Cordisburgo (foto: Museu Casa Guimarães Rosa (Facebook))

O Governo de Minas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e o Museu Casa Guimarães Rosa realizam, de 6 de maio a 26 de junho, a exposição “Desde o chão do Jequitinhonha”. A mostra reúne imagens do fotógrafo Lori Figueiró, que retratam o Vale do Jequitinhonha e seu bem mais precioso: as pessoas e suas histórias.

Lori Figueiró nasceu em Diamantina e passou parte da vida trabalhando em uma distribuidora de bebidas, o que lhe valeu um conhecimento ímpar sobre o Vale do Jequitinhonha. O serviço de transportar bebidas não derrubou um sentimento que parece entranhado na persona do artista, que percebia a cultura como um lastro importante de sua existência. Desde pequeno era ávido leitor, bibliófilo e “comedor de páginas” como diria Umberto Eco. Mas os livros não bastaram, Figueiró queria também poder fazer. E assim prosseguiu, após abandonar o ofício anterior e se dedicar à fotografia e à sua ONG, “Memorial do Vale”, que hoje ajuda na permanência da memória dos artistas da região. Lori sonha, ainda, em um dia construir um museu.

Fala-se muito na seca do Jequitinhonha, em sua ancestralidade que leva a conhecimentos imemoriais, da importância do rio para o desenvolvimento e sobrevivência da região, além, é claro, de seu artesanato como o substrato de uma vivência dura, sem muitos recursos, mas de poética pura e simples. O Vale, nas imagens apresentadas na exposição, é muito mais que isso: são as pessoas e suas histórias. Cada imagem não é somente a fotografia do retratado, é sua própria história, que Figueiró conta dando nome às pessoas, aos povoados e às suas origens. Não há imagens em vão. O interesse do fotógrafo não é somente a visualidade de suas fotografias. Ele tem por intenção preservar a imagem das pessoas como a micro história do Vale do Jequitinhonha, a memória da região por meio da vida de cada um.

No conjunto das imagens que compõem a exposição, é possível destacar a atração que Figueiró tem por retratar as mulheres do Vale. Símbolos da resistência, elas são as matriarcas e filhas que preservam as tradições da região, que sustentam as famílias enquanto os homens estão na lavoura ou na cidade grande; que levam o conhecimento aos mais novos e tentam, bravamente, perpetuar o fazer da arte popular local, seja nas cerâmicas, nos bordados, nas pinturas, enfim, em sua relação com o que têm à mão para produzir. As mulheres são personagens de suas próprias vidas e símbolos da preservação da memória coletiva.

As fotografias apresentadas são produzidas em composições finamente construídas por Lori Figueiró, onde o plano de fundo contrasta com as figuras em primeiro plano, quase sempre em uma postura ereta ou em labor. Através de cenas triviais, o fotógrafo capta, de forma exemplar, a grandeza das pessoas da região. Elas são a essência do Vale do Jequitinhonha. E a missão de vida de Lori é levá-las, desde o chão do Jequitinhonha, até os espectadores para que não se esqueçam nunca: o Jequitinhonha é vida.

Serviço:
Exposição temporária “Desde o chão do Jequitinhonha”, de Lori Figueiró
Data:: 6 de maio a 26 de junho de 2022
Horário de visitação: Terça a domingo: de 9h30 às 17h
Local: Sala de exposições temporárias do Museu Casa Guimarães Rosa

Museu Casa Guimarães Rosa
Endereço: Rua Padre João, 744 – Cordisburgo/MG
Contato: (31) 99618-3291 | E-mail: museuguimaraesrosa@secult.mg.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/museucasaguimaraesrosa.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/museuguimaraesrosa/?hl=pt-br
Youtube: https://www.youtube.com/c/MuseuCasaGuimar%C3%A3esRosa

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Museu Casa Guimarães Rosa inaugura a exposição “Das Vertentes aos Campos Gerais”
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O Museu Casa Guimarães Rosa inaugura, nesta quarta-feira (6/4), a exposição temporária “Das Vertentes aos Campos Gerais”. A proposta da exposição, cujo título é uma referência ao universo de Guimarães Rosa, é lançar um olhar sobre o sertão a partir das artes plásticas. A mostra conta com curadoria de Fátima Aquino e obras de seis artistas: Adriana Santos, Cleiton Cruz, Márcia Valadares, Maria Inez, Marina Alves e Sônia Furtado.

O tema da mostra está ambientado em cenários que sugerem, em sua maioria, a pintura realista e acadêmica. Merece destaque a técnica de produção das obras expostas. Utilizando-se de variadas linguagens artísticas, as obras são produzidas em tinta acrílica, óleo sobre tela e aquarela.

A riqueza multicultural sertaneja encantadora e singular é apreendida pela mente criadora de cada artista participante da mostra. As vertentes, as montanhas desenhadas pela natureza, as cachoeiras de águas cristalinas, grutas e cavernas marcadas pela civilização ancestral, os saberes culturais, os costumes de um período sertanejo que só é possível conhecer através da literatura – porque o progresso espantou-os para bem longe – servem de inspiração para os artistas participantes da exposição. Assim, a arte lança seu olhar sobre todo o universo mágico de um sertão de alegria, simplicidade, riqueza e grandeza, que encantou e inspirou tantos poetas, romancistas sertanistas e historiadores – como Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Darcy Ribeiro e Guimarães Rosa, a quem a exposição faz referência e presta homenagem.

Museu Casa Guimarães Rosa
Inaugurado em 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa está localizado na cidade de Cordisburgo/ MG, sendo uma instituição dedicada à preservação da memória biográfica e literária de um dos maiores escritores da literatura nacional. Os documentos, fotografias e objetos do acervo do Museu refletem aspectos da vida pessoal de Guimarães Rosa, além de sua atuação profissional como médico, escritor e funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

O Museu Casa Guimarães Rosa está instalado na casa onde Guimarães Rosa nasceu e viveu os primeiros anos de sua infância (1908 – 1917). O edifício é composto pela residência onde a família Guimarães Rosa habitava e pela venda mantida pelo pai do escritor, “seu” Florduardo, ou simplesmente “seu Fulô”.

No Museu, o visitante tem a oportunidade de conhecer o universo mágico do sertão mineiro, onde Guimarães Rosa nasceu e se formou. Da infância na “Venda do Seu Fulô”, onde ouvia as histórias fantásticas dos vaqueiros e fregueses de seu pai, à atuação como Cônsul no Rio de Janeiro, Hamburgo, Bogotá e Paris, a vida do escritor está retratada no acervo, nas exposições e nas ações que o Museu desenvolve.

Atualmente, o Museu Casa Guimarães Rosa exibe a exposição de longa duração Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos, que proporciona uma imersão nos espaços residenciais da Família Guimarães Rosa e na literatura de seu membro mais ilustre. O universo rosiano e sertanejo se mesclam oferecendo ao público uma mostra da genialidade de Guimarães Rosa como escritor, médico, cônsul, pai, filho, marido e membro da Academia Brasileira de Letras.

Serviço
Exposição Das Vertentes aos Campos Gerais
Local: Sala de Exposições Temporárias do Museu Casa Guimarães Rosa
Período de Realização: de 6 a 30 de abril de 2022
Museu Casa Guimarães Rosa
Endereço: Rua Padre João, 744 – Cordisburgo/MG
Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 9h30 às 17h (fechado no último domingo do mês)
Contato: (31) 99618-3291 – E-mail: museuguimaraesrosa@secult.mg.gov.br  Facebook: https://www.facebook.com/museucasaguimaraesrosa.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/museuguimaraesrosa/?hl=pt-br
Youtube: https://www.youtube.com/c/MuseuCasaGuimar%C3%A3esRosa

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/