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Cultura

Museu Mineiro comemora aniversário de 40 anos com extensa programação
10 5 2022 minimuseumineiro40anos

Nesta terça-feira, 10 de maio, o Museu Mineiro completou 40 anos de existência. Para celebrar a data, durante todo o mês de maio, o Museu realizará uma série de eventos que incluirão exposições temporárias, uma Roda de Conversa sobre a relação entre o Museu e a Cidade, uma oficina e uma sessão de cinema ao ar livre.

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA “QUANDO” (Continuação)
A mostra apresenta obras produzidas pelo Coletivo “Quando”, composto por artistas e mulheres cis e transgênero que transitam pelo abrigo Maria Maria, casa de acolhimento à população de rua em sistema de moradia temporária subsidiada pela Prefeitura de Belo Horizonte. Os trabalhos da exposição são frutos de laboratórios de arte realizados pelo coletivo desde 2018 e incluem diário de bordo, derivas pela cidade, arte têxtil, práticas de colagem, desenho, pintura, vídeo, dentre outras ações multidisciplinares que servem como suportes para o compartilhamento de memórias, narrativas, sonhos etc.

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA VICENTE FERNANDEZ
A mostra, que conta com quadros em exposição na Sala das Sessões e um grande painel na área externa do Museu Mineiro de autoria do artista Vicente Fernandez, é a soma entre o barroco e a fé dos mineiros, a partir de reproduções fotográficas de alguns ícones religiosos, totalmente confeccionados em jeans. O trabalho é montado utilizando apenas o tecido retirado de peças em jeans descartadas, tesoura e cola. Um “upcycling” que, ordenado pela colagem dos tecidos, cria uma ilusão de ótica de efeito tridimensional.

VISITA GUIADA: 40 ANOS DO MUSEU MINEIRO
No dia 14, das 11h às 12h, será realizada uma visita temática sobre os 40 anos do Museu Mineiro. O objetivo da visita é que os expectadores conheçam a riqueza arquitetônica e cultural do Museu que foi criado em 1982. A atividade, que será conduzida por Álisson Valentim, coordenador do Museu Mineiro, terá ênfase na história da instituição. A atividade é aberta a qualquer pessoa que tenha curiosidade em conhecer a história do Museu. Além de contar a trajetória da instituição, a visita será uma viagem pelo acervo do Museu Mineiro, que é formado por objetos que documentam períodos distintos da cultura mineira. Dentre eles, ressaltam-se peças de arte sacra, mobiliário, pinturas, esculturas, utensílios domésticos, instrumentos de trabalho etc. É necessário realizar inscrição prévia para participar da visita. Serão disponibilizadas 25 vagas.

OFICINA: ACONDICIONAMENTO E EMBALAGEM DE ACERVO
No dia 18, o Museu Mineiro realizará a oficina Acondicionamento e Embalagem de Acervo. A oficina será ministrada por Bianca Monticelli, gerente do Laboratório de Conservação e Restauro “Jair Afonso Inácio” – LABCOR/ FAOP (Fundação de Arte de Ouro Preto). É necessário realizar inscrição prévia. Serão disponibilizadas 10 vagas e o evento será realizado no ateliê de restauração e conservação da Diretoria de Museus.

A oficina propõe um olhar sobre as diretrizes para a confecção de embalagens e acondicionamentos de diversos tipos de acervo, buscando dar subsídios aos profissionais da área. O propósito do acondicionamento é o de guardar, proteger e facilitar o manuseio do

material que compõe um acervo ou uma reserva técnica. Pelo fato de cada instituição possuir uma política de tratamento, além de objetos de materiais, tamanhos e dimensões díspares que devem ser preservados, não há uma receita para o acondicionamento perfeito, cada caso deve ser analisado isoladamente, para se alcançar o objetivo de proteger o material.

Bianca Monticelli
Possui formação no Curso Técnico em Conservação e Restauração de Bens Culturais – Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) – 2007 e em Artes Plásticas, com Licenciatura em Educação Artística – Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) – 2003. Tem experiência em trabalhos de Conservação e Restauro de telas, fotografias, livros, gravuras e esculturas. Foi professora de Conservação e Restauro de Papel do Curso Técnico de Conservação e Restauro da FAOP. Atualmente coordena o Laboratório de Conservação e Restauro “Jair Afonso Inácio” – LABCOR/FAOP, vinculado à Assessoria Técnica de Promoção e Extensão /FAOP, atuando nas áreas de conservação e restauração de Escultura Policromada, Pintura de Cavalete e Papel, elaboração de orçamentos e projetos e coordenação.

SLAM CLUBE DA LUTA E GRUPO IDENTIDADE
No dia 19, das 18h30 às 21h, o Museu Mineiro receberá o Slam Clube da Luta e o Grupo Identidade. O Slam, também conhecido como Poetry Slam, foi criado nos EUA na década de 1980 e chegou ao Brasil em 2009, em São Paulo. O Slam Clube da Luta, o primeiro de Minas Gerais, é uma competição de poesia falada em que qualquer pessoa pode competir, desde que tenha pelo menos três poemas autorais de até três minutos recitados, cada. A performance de cada poeta é julgada por cinco jurados, escolhidos no momento da competição, que dão notas de 0,0 a 10,0. Sem usar figurino, elemento de cena ou acompanhamento musical, os poetas se revezam no microfone em três rodadas, quando se descobre quem vence. Desde 2014, o Slam Clube da Luta já teve dois representantes que foram a Paris, na França, disputar a Copa do Mundo da Poesia representando o Brasil. Além disso, é responsável pelo Slam MG, que seleciona representantes, todos os anos, para o Slam BR, a etapa nacional. O Slam Clube da Luta acontece no Teatro Espanca, sempre na última quinta feira de cada mês.

O Grupo Identidade faz apresentações de dança que mistura o estilo urbano com elementos contemporâneos, do jazz ao funk, o que dá um caráter inédito às coreografias. O coletivo surgiu em 2012, por meio de oficinas do Programa Fica Vivo, e ganhou o público da comunidade, tornando-se referência na cultura urbana de Belo Horizonte. Atualmente, a formação reúne talentos das sete vilas que compõem o Aglomerado da Serra.

O que era atividade extracurricular virou chance de profissionalização na arte e oportunidade de fomentar as culturas das favelas, apresentar outras perspectivas e olhares para as periferias e pautar questões ligadas à identidade e às variadas desigualdades sociais, raciais e de gênero, entre outras. O Grupo Identidade tem longo currículo de participações em apresentações, espetáculos, mostras, palestras, festivais e concursos de dança na cena belo-horizontina.

CINE-PAREDÃO: EXIBIÇÃO DO FILME “ARÁBIA”
No dia 26, das 19h às 20h30, será realizado o Cine-Paredão com a exibição do filme “Arábia” no paredão da Ágora do Museu Mineiro, ao ar livre. A obra conta a história do jovem André, que ao encontrar o diário de um trabalhador, numa vila operária em Ouro Preto, entra em contato com a comovente trajetória de vida de Cristiano, em meio às mudanças sociais e políticas do Brasil dos últimos dez anos.

Eleito o melhor filme no Festival de Brasília 2017; melhor filme lançado em 2018 segundo a Abracine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Jornal Folha de São Paulo e Festival SESC Melhores Filmes. A obra conta com direção e roteiro de Affonso Uchôa e João Dumans. No elenco, Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Glaucia Vandeveld, Renato Novaes, Adriano Araújo, Renan Rovida, Wederson Neguinho e Renata Cabral.

RODA DE CONVERSA
No dia 28, o Museu Mineiro realizará a Roda de Conversa “O Museu e a Cidade” com as participações de Maíra Onofri e Livia Morais e mediação de Álisson Valentim. O Museu, a memória social e o patrimônio cultural são elementos estruturantes de relações sociais. A Cidade é um espaço coletivo, gerador e influenciador de interações e conflitos. A Cidade revela e produz diferentes tempos, espaços, modelos relacionais, projetos sociais e narrativas.

Os Museus pretendem pensar, representar e intervir nas Cidades, respeitando a esfera pública, as subjetividades e as diferenças culturais. Cidades e Museus são cenários e palcos da contemporaneidade. Cidade e Museu estimulam ações contínuas. A Roda de Conversa tratará sobre a constituição do Museu como objeto de disputas simbólicas dentro da Cidade.

O evento é destinado a museólogos, historiadores, profissionais das áreas de arquitetura, turismo, artes visuais e design, além de estudantes e pesquisadores de diversas áreas de conhecimento, mas a atividade é aberta a qualquer pessoa que tenha interesse no tema.

Livia Morais:
Arquiteta e Urbanista e Mestre em Geografia (UFMG/2019). Há dez anos atua na área do patrimônio cultural, desenvolvendo pesquisas e consultoria técnica para a administração pública, incluindo a execução de laudos técnicos, inventários de proteção do acervo cultural, normatização de núcleos históricos, processos de tombamento e de registro. Foi servidora do IEPHA/ MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) de maio de 2019 a dezembro de 2021, sendo responsável pela articulação e orientação de municípios mineiros quanto à proteção de seu patrimônio cultural material. Atualmente, se dedica à formação e capacitação na área, ministrando cursos voltados sobretudo para técnicos lotados nos setores municipais de proteção do patrimônio cultural.

Maíra Onofri:
Arquiteta e Urbanista e Mestre em Preservação do Patrimônio Cultural pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Estuda tecnologias digitais aplicadas ao patrimônio cultural com ênfase na participação social. Atualmente, é servidora do IEPHA e aluna do curso de Especialização em Artes Visuais e Tecnologias Contemporâneas na Escola de Belas Artes /UFMG. Compartilha conteúdos sobre cidades, patrimônio e cultura em suas redes sociais com foco na tecnologia digital. Tem um podcast no Spotify intitulado “Mairacast” em que convida especialistas para debater, discutir e refletir sobre a temática do patrimônio cultural aplicado às cidades brasileiras.

Álisson Valentim
Coordenador do Museu Mineiro. Arquiteto e Urbanista e Mestre em Design pela UEMG. Doutorando em Museologia e Patrimônio pela Unirio.

MUSEU MINEIRO
Localizado na Avenida João Pinheiro, corredor de acesso à Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, o Museu Mineiro está instalado em um edifício eclético construído em fins do século XIX pela Comissão Construtora da Nova Capital. Tendo sido construída para servir de residência para o Secretário da Agricultura, a edificação serviu de sede para o Senado Mineiro, foi a Pagadoria Geral do Estado até se tornar a sede do Museu Mineiro.

Inaugurado em 1982, o Museu Mineiro reúne em seu acervo um conjunto bastante diversificado de objetos referentes à história e à produção cultural e artística mineiras. Nas salas de exposição são exibidas obras de artistas consagrados, tais como: Manoel da Costa Ataíde, Yara Tupynambá, Amílcar de Castro, Jeanne Milde, Inimá de Paula, Lótus Lobo, Celso Renato, Sara Ávila, Guignard, Maria Helena Andrés, Di Cavalcanti etc.

Atualmente, o Museu exibe a exposição de longa duração “Minas das Artes, Histórias Gerais”, onde o visitante tem a oportunidade de conhecer uma vasta coleção de arte sacra, datada dos séculos XVIII e XIX, além de preciosidades do acervo, como a bandeira da Inconfidência Mineira, os manuscritos originais da obra “Tutaméia” de Guimarães Rosa, o retrato de Aleijadinho e a coleção de santos de devoção popular.

O Museu Mineiro é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Serviço:
Exposição temporária “Quando”
De 29/03 a 29/05 – Terça a Sexta, das 12h às 19h | Sábado, Domingo, das 11h às 17h.

Exposição Vicente Fernandez
De 03/05 a 22/05 – Terça a Sexta, das 12h às 19h | Sábado, Domingo, das 11h às 17h.

 Aniversário do Museu Mineiro
10/05 – 11hs
Café da manhã na porta do Museu Mineiro
Visita Guiada: 40 anos do Museu Mineiro

14/05 – das 11 às 12h – Inscrições AQUI 

É necessário realizar inscrição previamente. Serão disponibilizadas 25 vagas.
Oficina Acondicionamento e Embalagem de Acervo
18/05 – das 9 às 17h – Inscrições AQUI

É necessário realizar inscrição previamente. Serão disponibilizadas 10 vagas.
Slam Clube da Luta e Grupo Identidade
19/05 – de 18:30 às 21h

Cine Paredão – Filme “Arábia”
26/05 – das 19 às 20h30

Roda de Conversa “O Museu e a Cidade”, com Maíra Onofri e Livia Morais e mediação de Álisson Valentim
28/05 – das 14 às 16h

Museu Mineiro
Endereço: Av. João Pinheiro, 342 – Centro – BH/MG. CEP: 30130-180 E-mail: museumineiro@secult.mg.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/museumineiro.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/museumineiro/
Site: http://www.museumineiro.mg.gov.br

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Centro de Arte Popular celebra dez anos com a exposição “Labuta”

Mostra gratuita reúne obras raras do acervo do museu e aborda os diferentes tipos de trabalho

Em 19 de março, é comemorado o Dia do Artesão. A data também marca os dez anos de atividade do Centro de Arte Popular, equipamento cultural administrado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) e que está localizado no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Para celebrar esses dois momentos importantes, o espaço inaugura, no sábado (19/3), a exposição Labuta, que reúne um importante acervo do museu, com algumas obras nunca expostas antes, e que abordam os diferentes fazeres.

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De acordo com o secretário de estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, a celebração dos dez anos do CAP é motivo de orgulho. “Em uma década, o Centro de Arte Popular tem fomentado a cultura e o turismo em Belo Horizonte ao transformar em arte as múltiplas formas de ofício. Seja no artesanato, um de nossos fazeres característicos, ou em outras linguagens, esse espaço é um importante local do saber, da arte e da cultura”, destaca o titular da Secult.

Percepções sobre a labuta
Entre as várias temáticas que percorrem o acervo do CAP, é inevitável perceber que o “trabalho” e o “fazer” são assuntos que o perpassam como um todo, foi a partir dessa constatação que o grupo de educadores definiu o tema desta exposição. “Trabalho” pode ser entendido como uma atividade que requer disposição de tempo, de força e de certa destreza daquele que o desempenha. Pensando nisso, é possível dizer que o fazer artístico não se diferencia dos trabalhos “tradicionais” como atividade funcional, mas é o único ofício que pode refletir sobre si mesmo e sobre os demais. A arte, assim, equipara-se a uma lente que redireciona o olhar para a sociedade trazendo à luz novas perspectivas a respeito do trabalho.

A mostra faz um recorte da lida e dos labores presentes nas obras do acervo da Reserva Técnica do Centro de Arte Popular. É o resultado do processo de pesquisa e das experiências de Clara Assumpção, estudante de Arte Visuais, Mateus Rodrigues, estudante de História e Raphaela Damato, estudante de Museologia. A exposição exibirá ao público 50 peças do acervo do CAP, dentre esculturas e objetos utilitários produzidos por artistas consagrados da arte popular, dentre eles: Noemisa Batista, Margarida Mendes, Alice Ribeiro, José Maria, Alex Batista, Ulisses Mendes e João Alves.

“Labuta” poderá ser visitada na Sala de Exposições Temporárias da instituição até 1º de maio.  A exposição é o resultado do contato dos educadores do Centro de Arte Popular com o acervo e o universo em que o museu está inserido. Nesse sentido, a mostra é uma experimentação expográfica a partir do rico acervo do CAP, sendo fruto de uma oportunidade de aprendizado e experiência oferecida aos estudantes que atuaram no museu durante o ano de 2021.

A exposição “Labuta” marca o início de uma série de atividades previstas para celebrar o aniversário do CAP e reforça o compromisso da instituição com a educação a partir do momento em que se transforma em laboratório, possibilitando a esses futuros profissionais aplicar seus conhecimentos teóricos, através da experimentação e vivência de todas as etapas de um processo expositivo, desde a concepção até sua concretização.

No ano em que o Centro de Arte Popular completa dez anos, celebra-se também o centenário da Semana de Arte Moderna e o bicentenário da Independência do Brasil, datas que marcaram e mudaram a história do país.  Celebra-se, ainda, o ano da Mineiridade, tão presente na língua, na culinária, na arte popular e nas tradições de cada região do Estado de Minas Gerais.

Angelina Gonçalves, coordenadora do Centro de Arte Popular lembra que, nesses dez anos, a instituição sempre assumiu o papel de centro de irradiação de cultura e manifestações artísticas diversificadas, não somente se concentrando na difusão de suas coleções, mas também disponibilizando ao público visitante uma gama diversificada de atividades culturais, como exposições, oficinas de arte, palestras, apresentações de música, teatro e dança.

A exposição conta com apoio da CEMIG e do Ministério Público do Trabalho.

Acessibilidade
Um destaque importante da exposição “Labuta” é a proposta de acessibilidade para o público surdo: todo o conteúdo da mostra terá vídeos explicativos em Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais. Os vídeos poderão ser acessados via celular através de QR Codes que estarão espalhados pelo ambiente da exposição. A iniciativa é fruto de uma parceria com da Secult com a SignumWeb, startup responsável pela criação do projeto de acessibilidade em Libras do Centro de Arte Popular.

Centro de Arte Popular
Localizado nas adjacências da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular foi inaugurado em 19 de março de 2012 e exibe ao público a riqueza da cultura produzida pelos artistas populares de Minas Gerais. A instituição tem por objetivo divulgar a pluralidade e a diversidade cultural mineira, dinamizando a produção, o consumo e a fruição artística, além de atuar como poderoso agente de inclusão social.

O acervo do CAP é composto por objetos confeccionados em madeira, cerâmica, tecido, fibras naturais, pedras, além de outros suportes e linguagens. A originalidade e a criatividade do artista popular mineiro estão ao alcance dos olhos dos visitantes, assim como o domínio do fazer artístico sobre as matérias-primas proporcionadas pela natureza.

Produzida de forma espontânea, sem determinação direta dos circuitos acadêmicos de transmissão de saberes e geralmente oriunda dos estratos populares da sociedade, a arte popular revela autonomia e capacidade de subversão em relação aos cânones ditados pelo saber erudito, a despeito do constante fluxo e das trocas que permeiam essas instâncias.

A instituição conta com um programa de ação educativa permanente e produz exposições temporárias, oficinas e eventos diversos relacionados às diversas expressões da arte criadas pelo homem ao longo dos tempos no território que corresponde ao Estado de Minas Gerais.

O Centro de Arte Popular é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Serviço:
Exposição Temporária “Labuta”
Abertura: 19/3 (sábado)
Período de Visitação: de 19/3 a 1º/5
Local: Sala de Exposições Temporárias do Centro de Arte Popular
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 1608 – Lourdes – BH/MG
Horário de Funcionamento: Terça a Sexta-Feira, das 12h às 19h, Sábados, Domingos e Feriados, das 11h às 17h

Facebook: https://www.facebook.com/centrodeartepopular.mg/
Instagram: https://www.instagram.com/centrodeartepopular/
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCFQdK9LRHApuhDfTYtENLwg

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Exposição “Olhares de Minas” é aberta no TJMG

Mostra traz parte do acervo particular do desembargador José Américo Martins da Costa

A mostra, aberta nesta quarta-feira, exalta a riqueza e a diversidade de Minas Gerais (Crédito: Mirna de Moura/TJMG)

Foi inaugurada nesta quarta-feira (27/10), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a exposição “Olhares de Minas”, com parte do acervo particular do desembargador José Américo Martins da Costa. São onze pinturas, de quatro artistas, que retratam paisagens, naturezas-mortas, casas e igrejas, em cenas muito familiares ao povo mineiro. São imagens que costumam ficar guardadas com carinho na memória e no coração das pessoas.

A mostra, que traz os olhares dos artistas mineiros Sebastião Fonseca, Nazareno Alta Vila, Mira Maria Ephigenia Pietra e Sonia Brito, pode ser visitada até 12/11, no saguão do Edifício Sede do TJMG, que fica na Avenida Afonso Pena, 4.001, bairro Serra, na capital.

Estiveram presentes na solenidade de abertura da exposição o 2º vice-presidente do TJMG, desembargador Tiago Pinto, representando o presidente Gilson Soares Lemes; o superintendente de Comunicação Institucional, desembargador José Américo Martins da Costa; os desembargadores Afrânio Vilela, Ana Paula Caixeta e Mariângela Meyer Pires Faleiro; o juiz auxiliar da Presidência Rui de Almeida Magalhães; o juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Rodrigo Martins; e o diretor de Comunicação do TJMG, Sérgio Galdino, além de outros magistrados, servidores, colaboradores, estagiários e público em geral.

Minas plural

Em mensagem lida pelo desembargador Tiago Pinto, o presidente Gilson Lemes disse que a ideia da exposição é exaltar a riqueza e a diversidade desse Estado tão plural, que carrega a história das 297 comarcas, com 853 municípios. “Minas Gerais reúne comunidades diversas, que se unificam no orgulho de suas raízes, no reconhecimento de um sentimento de ‘mineiridade’ e na percepção de pertencimento ao nosso Estado e ao Judiciário mineiro”, ressaltou.

O desembargador José Américo trouxe parte de seu acervo pessoal para ser compartilhado com o público: “Toda obra de arte deve ser exibida” (Crédito: Mirna de Moura/TJMG)

“A arte é uma linguagem universal e atemporal, que tem o condão de tocar os mais diferentes públicos e de humanizar os ambientes”, destacou o presidente do TJMG em seu texto. Segundo ele, em tempos em que as pessoas estiveram por tantos meses privadas de frequentar galerias de arte, museus e exposições, devido à pandemia de covid-19, é especialmente louvável que o espaço de trabalho possa também se prestar a proporcionar o contato com a arte.

O presidente do TJMG agradeceu o desembargador José Américo pela gentileza em compartilhar com todos parte de seu acervo pessoal. Ele disse que, como superintendente de Comunicação Institucional, o magistrado tem acompanhado de perto a construção de uma comunicação pública transparente e de qualidade, que tem aproximado o Judiciário mineiro de seus públicos interno e externo. “Esta exposição é mais um gesto nesse sentido”, enfatizou.

Espaço cultural

O desembargador Tiago Pinto ressaltou a honra e a alegria em participar da abertura da exposição. Ele se declarou um amante das artes e disse que também possui em casa algumas obras de artistas mineiros. O magistrado falou ainda sobre a importância de ver o saguão do Tribunal ativado como um espaço cultural. “Além de conhecimento, as obras de arte produzem humanismo. Seu relacionamento com o homem mais que transcende o campo pessoal, passando a ser uma ligação espiritual e de fundamental relevância para a convivência das pessoas.”

Habilidade crítica

Na oportunidade, o desembargador José Américo explicou que os quadros expostos pertenciam aos seus saudosos pais, que eram amigos do pintor Sebastião Fonseca. Para o magistrado, as obras de arte não devem ser guardadas, mas sim exibidas, com o objetivo de propiciar ao espectador um aprimoramento cultural e o desenvolvimento de sua habilidade crítica.

A abertura da exposição contou com a presença de magistrados, servidores e colaboradores da Justiça (Crédito: Mirna de Moura/TJMG)

De acordo com o superintendente de comunicação do TJMG, Minas Gerais é um dos estados do Brasil com cultura e história mais marcantes, evidenciadas por suas belas cidades antigas e pelos encantos de um povo hospitaleiro e gentil. “Os costumes estão estampados no rosto e nas maneiras dos mineiros, o que faz de Minas um cantinho especial”, ressaltou.

O desembargador José Américo destacou ainda que a exposição “Olhares de Minas” retrata um pouco da mineiridade presente em cada região do Estado, inclusive em Belo Horizonte. “São traços únicos das Minas Gerais, marcas impressas no modo único de se portar, na arte de bem receber e bem servir. O importante é a essência e a cultura do nosso povo, que tem presença de espírito, o nosso jeito de ser!”, concluiu.

Veja mais fotos da exposição.

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG
(31) 3306-3920

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