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Cultura

Museu Casa Alphonsus de Guimaraens inaugura exposição temporária “Alphonsus de Guimaraens – História Entre Linhas”
10 9 2021 miniexpo

A caneta e a tinta estão para o papel assim como a agulha e a linha estão para o tecido: neles se tecem a trama dos caminhos da imaginação. O poeta, solitário, retrata um sentimento coletivo; a artesã bordadeira, no coletivo, borda, imprime traços de sua individualidade. E assim vão se construindo textos, bordados, tecendo a vida.

O ponto é, a um só tempo, sinal ortográfico e porção de fio que fica entre dois furos de agulha, é intersecção, não entre duas retas, mas entre duas artes: Literatura e Bordado. Esse é o mote da nova exposição temporária Alphonsus de Guimaraens – História entre Linhas que o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens inaugurou no dia 10 de setembro de 2021, sexta-feira.

A exposição é inspirada no acervo do Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, trazendo para o público releituras, em bordado, produzidas pelo grupo História entre Linhas/ Movimento Renovador de Mariana. O grupo de bordadeiras busca fundir Literatura e Bordado, criando obras que mesclam peças utilitárias do cotidiano e de uso decorativo com elementos significativos da vida e obra do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens.

Em Mariana, os bordados se fazem presentes por toda parte: nas vestes litúrgicas, nas alfaias, nos enxovais dos nubentes e dos recém-nascidos ou no interior das residências. Durante as festas religiosas, decoram janelas e sacadas do casario colonial, ostentando cortinas e toalhas produzidas à mão com bastante esmero.

O bordado representa, dessa forma, uma tradição, uma prática exercida por um grupo de forma contínua e simbólica. A prática coletiva do bordado constitui verdadeiro ponto de encontro para rodas de conversa, evitando a solidão, o estresse e o isolamento. De diferentes estilos ou modos de fazer, a arte do bordado vem sendo repassada, no município, das gerações ancestrais para seus descendentes desde o período colonial.

Entre o ponto, a pausa, o prolongamento de ideias e as reticências – pontos do texto – insere-se a arte secular do bordado.  O ponto não é o início nem o fim, é um convite à leitura, à criação, à experimentação.

A exposição temporária Alphonsus de Guimaraens – História Entre Linhas conta com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocínio da Cemig.

GRUPO HISTÓRIA ENTRE LINHAS

Criado em 1987, o Movimento Renovador de Mariana, com sede na Casa de Cultura de Mariana, é uma associação que busca promover e fortalecer os vínculos com diferentes grupos sociais e culturais do município, garantindo especial atenção para as artes manuais e mantendo aulas-oficinas gratuitas para os participantes. Um dos principais projetos que compõem o Movimento Renovador é o grupo História entre Linhas.

O grupo História entre Linhas se reúne semanalmente, acolhendo artesãs bordadeiras e costureiras que discutem e organizam projetos temáticos priorizando a troca de conhecimentos e experiências criativas através das diferentes modalidades do bordado. A partir de “ricas trocas” de “pontos” em diferentes texturas, cores, tamanhos e espessuras, as artesãs compõem peças individuais e coletivas, buscando padrões que traduzem a identidade cultural da cidade.

As integrantes do grupo buscam organizar uma produção contemporânea com identidade cultural que revele em seus produtos uma leitura interpretativa do seu território. Para Vera Joly, integrante do grupo História Entre Linhas, “o foco dos sonhos deste grupo é garantir uma harmonia entre tecidos, linhas e pontos de uma arte muito antiga, o bordado”.

MUSEU CASA ALPHONSUS DE GUIMARAENS

Localizado no coração do centro histórico de Mariana/ MG, o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens foi idealizado como uma forma de prestar homenagem ao escritor Afonso Henrique da Costa Guimarães (Ouro Preto, 1870 – Mariana, 1921), considerado um dos principais autores do movimento simbolista no Brasil.

O Museu Casa Alphonsus de Guimaraens foi inaugurado em 1987 na casa onde o poeta residiu com a família, esposa e filhos, entre os anos de 1913 e 1921. O acervo da instituição é composto por objetos pessoais do escritor, objetos referentes à sua carreira como juiz, fotografias pessoais, sua biblioteca particular, além de documentos textuais, com destaque para os artigos publicados em periódicos, correspondências e versões manuscritas de poemas.

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA “ALPHONSUS DE GUIMARAENS – HISTÓRIA ENTRE LINHAS”

Abertura: 10 de setembro de 2021

Horário: 16h

Encerramento: 10 de março de 2022

Local: Sala de Exposições Temporárias do Museu Casa Alphonsus de Guimaraens

Museu Casa Alphonsus de Guimaraens

Endereço: Rua Direita, 35 – Centro – Mariana/MG. CEP: 35420-000

Funcionamento: Terça a Sexta – das 12h às 18h/ Sábado e Domingo – das 9h às 15h

Contato: (31) 98407-9444| museualphonsus@secult.mg.gov.br

Facebook: https://www.facebook.com/museualphonsusdeguimaraens/

Instagram: https://www.instagram.com/museualphonsus/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZ9YFazrZQpPTbtpKCG4REg

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Sociedade

Vale abre processo seletivo exclusivo para mulheres engenheiras, analistas e gestoras com 32 vagas para MG

Empresa oferece oportunidades na área de projetos de capital e avança para se tornar ainda mais diversa e inclusiva

Vale abre processo seletivo exclusivo para mulheres engenheiras, analistas e gestoras com 32 vagas para MG

Nesta quarta-feira (11), a Vale abre inscrições para um novo processo seletivo exclusivo para o gênero feminino. Ao todo, 45 vagas nos níveis gerencial e staff (analistas e engenheiras sênior, master e especialista) serão ofertadas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Pará para a área de projetos de capital. As 32 vagas para Minas Gerais estão distribuídas entre as cidades de Nova Lima, Itabirito, Mariana, Itabira e São Gonçalo do Rio Abaixo. Com este processo seletivo, a Vale busca profissionais com formação em Engenharia para preencher 30 vagas, e em Administração, Ciências Contábeis, Saúde e Segurança e Ferrovia para ocupar outras 15 vagas de analistas.

As inscrições ficam abertas até o dia 24 de agosto no site www.vale.com/mulheres2021. As candidatas precisam ter disponibilidade para mudança e início de trabalho imediato. A remuneração e os benefícios serão definidos de acordo com cada nível/vaga. Por meio de um processo seletivo 100% online, a Vale espera encontrar profissionais alinhadas com o propósito e os valores da empresa, com comportamentos que enfatizem o diálogo e a diversidade, priorizando soluções sustentáveis e decisões nas quais a segurança das pessoas esteja em primeiro lugar.

(Na foto, as empregadas Juliana Cunha e Sonia Marcia atuam no Projeto Gelado em Parauapebas, Pará. Crédito: Ricardo Teles)

E esse ambiente de valorização e respeito já é destacado por Lorena Carvalho, que está há apenas dois meses e meio na empresa atuando como trainee na Gerência de Inovação e Processos da Diretoria de Projetos de Capital, na unidade de Nova Lima (MG). “Tem sido uma experiência repleta de aprendizados e desafios. Tenho a oportunidade de interagir com pessoas diferentes em um ambiente onde minhas opiniões são válidas. Me sinto empoderada e encorajada, posso ser exatamente quem sou. Trabalho com uma equipe diversa e acolhedora, com colegas e líderes que me receberam muito bem”, afirma.

Mira Noronha, gerente global de Atração de Talentos na Vale, ressalta que a empresa tem buscado, cada vez mais, garantir práticas, políticas e processos inclusivos. “Todos os programas de porta de entrada e recrutamentos em geral levam em conta a diversidade. O propósito da empresa é melhorar a vida das pessoas e transformar a sociedade. E, para isso, a Vale acredita ser essencial promover um ambiente de valorização, onde todos tenham igualdade de oportunidades para desenvolver seu potencial”, destaca.

Mineração Por Elas

A Vale lançou, na última sexta-feira (6), a segunda temporada da websérie Mineração Por Elas, que tem como objetivo mostrar a bem-sucedida presença de mulheres em áreas técnicas, operacionais e de gestão na empresa. No episódio de estreia da temporada, mulheres pioneiras falam sobre suas histórias e desafios ao serem as primeiras na sua área ou função nessa indústria historicamente masculina.

Os episódios seguintes abordarão as diversidades étnico-racial e de orientação sexual, além de mostrar histórias de pessoas com deficiência, jovens talentos e lideranças. Cada filme dura cerca de cinco minutos e traz, em formato documental e com protagonismo das personagens, o olhar de empregadas da Vale de várias regiões do Brasil e de outros países sobre a diversidade na mineração. Serão seis episódios até dezembro de 2021. Saiba mais em www.vale.com/mineracaoporelas.

Fonte: https://correiodeminas.com.br/

Turismo & Lazer

Conheça um pouco da História de Mariana: A primeira cidade de Minas

Ouro, fé, arte e pioneirismo marcam os três séculos da histórica Mariana

Primeira capital, primeira vila, sede do primeiro bispado e primeira cidade a ser projetada em Minas Gerais. A história de Mariana, que tem como cenário um período de descobertas, religiosidade, projeção artística e busca pelo ouro, é marcada também pelo pioneirismo de uma região que há três séculos guarda riquezas que nos remetem ao tempo do Brasil Colônia. 

Em 16 de julho de 1696, bandeirantes paulistas liderados por Salvador Fernandes Furtado de Mendonça encontraram ouro em um rio batizado de Ribeirão Nossa Senhora do Carmo. Às suas margens nasceu o arraial de Nossa Senhora do Carmo, que logo assumiria uma função estratégica no jogo de poder determinado pelo ouro. O local se transformou em um dos principais fornecedores deste minério para Portugal e, pouco tempo depois, tornou-se a primeira vila criada na então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Lá foi estabelecida também a primeira capital. 

Em 1711 o arraial de Nossa Senhora do Carmo foi elevado à Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo. Em 1745 o rei de Portugual, Dom João V, elevou a vila a categoria de cidade, nomeada como Mariana, uma homenagem à rainha Maria Ana D’Austria, sua esposa. Transformando-se no centro religioso do Estado, nesta mesma época a cidade passou a ser sede do primeiro bispado mineiro. Para isso, foi enviado, do Maranhão, o bispo D. Frei Manoel da Cruz. Sua trajetória realizada por terra durou um ano e dois meses e foi considerada um feito bastante representativo no Brasil Colônia. Um projeto urbanístico se fez necessário, sendo elaborado pelo engenheiro portugues militar José Fernandes Pinto de Alpoim. Ruas em linha reta e praças retangulares são características da primeira cidade planejada de Minas e uma das primeiras do Brasil.  

Além de guardar relíquias e casarios coloniais que contam parte da história do país, em Mariana nasceram personagens representativos da cultura brasileira. Entre eles estão o poeta e inconfidente Cláudio Manuel da Costa, o pintor sacro Manuel da Costa Ataíde e Frei Santa Rita Durão, autor do poema “Caramuru”. 

Pioneira em comunicação, nas suas terras foi instalada a primeira agência dos Correios no Estado, em 1730. Na época conhecida como “Correio Ambulante”, ela estabelecia a comunicação entre Rio de Janeiro, São Paulo e a capital mineira.

Em 1945, Mariana recebe do presidente Getúlio Vargas o título de Monumento Nacional por seu “significativo patrimônio histórico, religioso e cultural” e ativa participação na vida cívica e política do país, contribuindo na Independência, no Império e na República, para a formação da nacionalidade brasileira. 

Todo ano, em 16 de julho, Dia de Minas, o Governo do Estado de Minas Gerais instala-se na cidade, realizando cerimônia alusiva na Praça Minas Gerais que, pela harmonia e beleza plástica de seus monumentos, é um expressivo conjunto urbano da Minas colonial. 

A extração do minério de ferro é a principal atividade industrial do município, forte geradora de empregos e receita pública. Seus distritos desenvolvem atividades agropecuárias e apresentam artesanato variado, expressando a diversidade cultural de Minas Gerais. 

Tudo isso faz da “primeira de Minas” um dos municípios mais importantes do Circuito do Ouro e parte integrante da Trilha dos Inconfidentes e do Circuito Estrada Real. Uma cidade tombada em 1945 como Monumento Nacional e repleta de riquezas do período em que começou a ser traçada a história de Minas Gerais.

Os atrativos da charmosa cidade são vários, mas merecem destaque a Igreja São Francisco de Assis e a Igreja Nossa Senhora do Carmo, localizadas na Praça Minas Gerais e conhecidas como igrejas gêmeas. Já a Igreja São Pedro dos Clérigos é admirada pelo seu visual diferenciado, que confere uma beleza especial a mesma e a destaca em meio a paisagem.

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Com sua forma retangular, a charmosa igreja apresenta inovações trazidas pela terceira fase do Barroco Mineiro, o estilo Rococó como uma belíssima portada ornamentada com o brasão da irmandade esculpida em pedra-sabão. O templo foi restaurado após um incêndio e hoje exibe grande parte das obras que lhe conferiram fama. Curiosamente, o altar-mor não foi consumido pelas chamas, o que reforça a crença na santidade do templo.

Igreja São Francisco de Assis

Igreja São Francisco de Assis

Um dos mais interessantes templos de Mariana. Uma igreja que causa arrepios, tanto por sua fantástica arquitetura quanto pelas 95 sepulturas presentes em seu interior. Uma delas, inclusive, é do renomado escultor Mestre Ataíde, que produziu os painéis nos forros da nave, representando o dilúvio, e da sacristia, adornado com uma caveira que simboliza a morte e parece mover-se, por ilusão de ótica. Imperdível para quem gosta de história e curiosidades.

Igreja São Pedro dos Clérigos

Igreja São Pedro dos Clérigos

Exuberante pela sua localização, nela o visitante pode desfrutar de uma bela vista da cidade. O risco da igreja é de Antônio Pereira de Souza. É uma das três únicas igrejas barrocas de Minas com plano em redondo, característica revolucionária para a época. Seu principal construtor foi José Pereira Arouca. A construção é de 1752, mas a obra encontra-se inacabada. O altar-mor, talhado em cedro, e do teto do presbitério, provam que o templo seria majestoso se estivesse concluído. A torre da esquerda é original e de pedra e a da direita de tijolos, pois já caiu duas vezes. O telhado lembra um casco de tartaruga, enquanto o fundo um navio.

Praça Minas Gerais

Praça Minas Gerais
Foto: Acervo Setur MG | Sérgio Mourão O Centro Histórico de Mariana.

Toda cidade do interior conta com uma bela praça central, mas em Mariana, sua Praça Minas Gerais é o ponto onde se concentra o maior Patrimônio Histórico da cidade. Em torno dela estão as igrejas de São Francisco, de Nossa Senhora do Carmo, a antiga cadeia da cidade, onde hoje funciona a Câmara Municipal, e o Pelourinho, antigo local de castigos dos negros escravos na época colonial e imperial. Um lugar onde a vida do arraial se movimentava e que hoje conta essa história para você.

Catedral Nossa Senhora da Assunção (Sé)

Catedral Nossa Senhora da Assunção (Sé)

Foi trabalhada por dois grandes vultos da arte barroca: José Pereira Arouca e Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. No batistério há uma tela do pintor Atayde, com retábulos da primeira fase do barroco. Na pia batismal e no tapa vento, que é o mais belo da região, nota-se a presença surpreendente de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. No altar-mor, a imagem de Nossa Senhora do Carmo, com o manto bordado a ouro, autenticamente português. A catedral da Sé de Mariana guarda um precioso tesouro musical: um órgão construído na primeira década do século XVIII em Hamburgo, Alemanha, por Arp Schnitger (1648-1719), um dos maiores construtores de órgãos de todos os tempos. Enviado inicialmente a uma Igreja Franciscana em Portugal, o instrumento chegou ao Brasil em 1753, como presente da Coroa Portuguesa ao primeiro Bispo de Mariana. Faz parte do acervo da Arquidiocese de Mariana, tombado pelo Patrimônio Histórico, e é o único exemplar da manufatura Schnitger que se encontra fora da Europa.

Mina de Ouro da Passagem

Mina de Ouro da Passagem
Foto: Acervo Setur MG | Sérgio Mourão Onde os sonhos eram contabilizados em forma de pepitas.

Por meio de um trolley, que chega a 315m de extensão e 120m de profundidade, o visitante desce até os subterrâneos da terra. Dentro da mina, o cenário é impressionante, com direito até a um maravilhoso lago natural. Desde a fundação da Mina da Passagem, no início do século XVIII, foram retiradas dali aproximadamente 35 toneladas de ouro. É a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo. Visitá-la é como viajar na história, vivenciando a saga perigosa dos homens que procuravam seus sonhos nos veios das montanhas mineiras. Imperdível.

Fonte: https://www.mariana.mg.gov.br/ e https://www.minasgerais.com.br/

Turismo & Lazer

Governo de Minas assina decreto para reativar a linha de trem que liga Ouro Preto a Belo Horizonte
Governo de Minas assina decreto para reativar a linha de trem que liga Ouro Preto à Belo Horizonte

O Governo de Minas Gerais assinou um decreto que prevê a reativação da linha de trem que liga Ouro Preto a Belo Horizonte. O transporte ferroviário passa por Sabará, Raposos, Nova Lima, Rio Acima e Itabirito. A proposta é que o trecho seja para transporte de passageiros. No entanto, a antiga linha férrea em Itabirito foi retirada para a construção de uma avenida chamada José Farid Rhame.

O decreto assinado pelo governador Romeu Zema (Novo) trata da regulamentação da Lei 23.748/2020 que viabiliza a ativação de linhas ferroviárias de menor extensão, conectada à vias férreas de maior alcance. A ideia é que uma iniciativa privada atue nessas linhas através de uma outorga, que é o direito de uso emitido pelo estado.

Além da linha que liga Ouro Preto à capital, o decreto inclui 19 projetos pré-definidos, divididos em transporte de cargas e de passageiros. Em Minas Gerais, os investimentos podem chegar a R$ 26,7 bilhões em obras de construção de ferrovias, material rodante e instalações fixas.

Em 2019, foi considerada a reativação do trecho ferroviário conhecido como “Linha Mineira” para ser uma alternativa segura para ligar Belo Horizonte a Ouro Preto e Mariana, por conta das ameaças de rompimento de barragens às margens da BR-356 e, além do forte apelo turístico. A iniciativa era tida pela Vale, mas que não se concretizou até então. Neste ano, a ideia retornou através do Governo de Minas Gerais, mas ainda sem iniciativa privada definida para arcar com a reativação da linha férrea.

Fonte: https://maisminas.org/

Cultura

Projeto inédito avalia patrimônio cultural de comunidades no Quadrilátero Ferrífero

Parceria entre Inhotim e People´s Palace Projects contempla instituições que atuam em áreas de mineração

Uma iniciativa inédita vai mensurar o valor do patrimônio cultural do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. Trata-se do Raízes de Resiliência, um projeto-piloto da People’s Palace Projects (Queen Mary University of London), desenvolvido em parceria com o Instituto Inhotim para trabalhar de forma colaborativa com comunidades locais.

Cinco entidades culturais de Brumadinho, Nova Lima, Itabira e Mariana, além do Inhotim, foram convidados para participar de oficinas de arte e de metodologia de pesquisa. Os workshops on-line irão ajudá-las a entender melhor a relevância de seus trabalhos, que são realizados em uma região afetada pela mineração.

Até o final deste ano, o projeto Raízes de Resiliência vai co-criar com essas instituições ferramentas para medir o impacto que têm no território e vice-versa, entendendo a dimensão de seu legado cultural para a comunidade. Também será possível pensar em políticas de preservação para esse patrimônio local, não local, material e imaterial.

Além de participar das oficinas, o Instituto Inhotim funcionará como um hub, um centro de referência para todas as entidades envolvidas no projeto. A parceria com a Queen Mary University marca os 15 anos da abertura da instituição à visitação em Brumadinho, região afetada pela atividade de mineração.

Riquezas escondidas
O Quadrilátero Ferrífero conta com a maior reserva de minério do Brasil e é reconhecido por dois títulos de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedidos pela Unesco (Ouro Preto e Congonhas). Apesar de toda essa importância, até agora não havia pesquisas sistematizadas para uma avaliação maior do valor cultural dessa rica região para mitigar os riscos ambientais e prevenir futuros desastres.

Os dados colhidos, as histórias e o conhecimento compartilhado pelas instituições serão disponibilizados a educadores, legisladores e governos. A ideia é ajudar a estabelecer o papel da herança cultural no processo de transformação, resiliência e regeneração dessa região.

Oportunidades
Uma das entidades envolvidas é a Casa Quilombê, de Brumadinho, espaço de intercâmbio e valorização da cultura quilombola. A coidealizadora, Jana Janeiro, acredita nos processos criativos e colaborativos para a transformação social nos territórios que compartilham questões semelhantes. “O projeto Raízes de Resiliência veio ao encontro das nossas práticas de educação, arte e cultura. O convite para estarmos juntos com outras iniciativas, cada qual com suas peculiaridades, nos estimula”, observa.

Jana Janeiro, da Casa Quilombê, prepara crianças para um bloco temático de carnaval Foto: Arquivo Casa Quilombê

Os resultados das pesquisas e metodologias aplicadas serão apresentados em novembro, durante um seminário. Também será montada uma exposição sobre o valor cultural dessas comunidades com o trabalho de artistas locais.

A pesquisa é financiada pelo UK Research and Innovation (UKRI) por meio do edital público AHRC GCRG Urgency Highlight Notice Cultural Heritage and Climate Change .

Conheça as instituições

Casa Quilombê, Brumadinho
Desenvolve atividades que valorizam a cultura quilombola, de suas tradições até a contemporaneidade, incentivando reconhecimento e empoderamento dos envolvidos por meio da arte, música e literatura.

Corporação Musical Banda São Sebastião, Brumadinho
A banda sinfônica brasileira foi fundada em 13 de maio de 1929, antes mesmo de Brumadinho se tornar um município. É uma das entidades mais tradicionais da cidade, levando música para a população nos festejos locais.

Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Itabira
A FCCDA visa difundir a memória e a obra do escritor itabirano Carlos Drummond de Andrade, gerindo os pontos de cultura: Casa de Drummond, Fazenda do Pontal, Memorial Carlos Drummond de Andrade e a Casa do Brás, que abriga a Escola Livre de Música de Itabira.

Grupo Atrás do Pano, Nova Lima
Encarando a educação como pilar fundamental para a transformação social, o grupo realiza ações de formação artística e cidadã, além de promover o acesso a bens culturais a uma comunidade carente de opções nesse âmbito.

Associação Cultural Clube Osquindô, Mariana
O foco da associação cultural é o desenvolvimento da leitura e do brincar, por meio de projetos que despertam a imaginação, promovem novas formas de agregar conhecimento, estimulam o protagonismo de crianças e jovens e a inovação nos modos de produzir cultura.

Sobre o Instituto Inhotim
Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico localizado em Brumadinho, o Instituto Inhotim apresenta ao público uma coleção artística de relevância internacional, exibindo obras de renomados artistas brasileiros e estrangeiros. Ao integrar arte, botânica, paisagismo, arquitetura e educação, o Inhotim proporciona uma experiência singular aos visitantes, e realiza uma série de projetos socioeducativos junto à comunidade de Brumadinho.

Sobre a People´s Palace Projects
People’s Palace Projects é um centro de arte e pesquisa baseado do departamento de artes cênicas da Universidade de Queen Mary em Londres (QMUL). O trabalho da organização reúne artistas, ativistas, acadêmicos e o público para promover justiça social através do poder das artes no Reino Unido e pelo mundo. #ArtsAgainstAdversity

Informações para imprensa
Brasil
Iza Ventura – (31) 99764-6440
imprensa@inhotim.org.br

Reino Unido
Yula Rocha – + 44 7470 898984
Yula.rocha@peoplespalace.org.uk

Sociedade

Autismo não é doença, é apenas uma diferença!

Quantos autistas vocês conhecem? Impactante quando escutamos: nenhum!

Mas será que não conhecem ou não querem conhecer? Estima-se que 1 a cada 88 crianças possua traços de autismo, com maior prevalência entre meninos. Não existe uma fórmula igual a uma receita para seguir, cada indivíduo é único, e o grau de comprometimento também é bastante diversificado. Em comum um fato: quanto mais cedo inicia-se a intervenção, melhor para o indivíduo, estimulação diversa e incentivo das potencialidades.

Não éramos criados em famílias inclusivas, a realidade da inclusão foi inserida frente à vivência, com família, amigos e colegas de trabalho. Hoje as crianças já sabem como ajudar o coleguinha em crise sensorial, sabem que caçoar é bullying, que é uma diferença como tantas outras. A maior barreira vem dos adultos, que discriminam em diferentes formas e ambientes o indivíduo.

Seja ignorando a existência da Lei nº14.019/2020, que dispensa o uso de máscara por pessoas com comprometimento (a maioria não suporta), seja humilhando ao questionar o motivo do atendimento preferencial, utilizando a frase mesquinha “ué, mas não tem cara”, sendo que existe legislação para tal atendimento, conforme Lei Federal 12.764 de 2012, alterada pela Lei 13.977 de 2020, regulamentada no Estado de Minas Gerais pela Lei Estadual Lei. 23.414 de 2019, seja desconfiando da necessidade de acompanhamento nas terapias pelos responsáveis, seja desacreditando da capacidade, seja privando de tratamentos que visem dar melhores condições…

Poderíamos falar de todas as terapias e seus benefícios, da necessidade da educação inclusiva e adaptações, de ambientes de lazer seguros mas, nessa data, é imperioso ressaltar o conhecimento. Finalizo com minha consideração enquanto mãe de uma criança não verbal dentro do TEA, que não é preciso uma única palavra para dizer tudo, os que não falam, se comunicam, se fazem entender de maneiras e, muitas vezes, mais claras que as pessoas tidas como “típicas”…

Não se feche com preconceitos.

“Decifra-me, mas não me conclua, eu posso te surpreender” (Clarice Lispector)

Texto: Polyana Costa – Coordenadora da ONG Idda, Membro da comissão de mães de autistas de Mariana

Cultura

Aleijadinho em 3D | Projeto usa realidade virtual para dar vida às obras do Mestre do Barroco Mineiro

Já se imaginou fazendo uma viagem no tempo e sendo transportado para a oficina do Aleijadinho no século XVIII? Pois bem, isso vai ser possível graças a tecnologia! Na última semana, Congonhas recebeu a equipe do Studio Kwo XR, do Rio de Janeiro, para realizar a digitalização 3D dos 12 Profetas e do conjunto das Capelas dos Passos da Paixão de Cristo. A digitalização gerará modelos 3D de alta definição que servirão de base para o projeto “Aleijadinho VR”, que levará os visitantes para uma jornada pela vida e obra do escultor em realidade Virtual. O projeto será lançado em setembro, no Museu de Congonhas.

A experiência “Aleijadinho VR” será exibida num circuito gratuito que passará por Congonhas, Mariana e Sabará, encerrando em novembro em Ouro Preto. Ao colocar os óculos de realidade virtual, o visitante será transportado para a oficina de Aleijadinho do século XVIII, podendo interagir frente a frente com obras-primas, esculturas inacabadas, e até um encontro com o misterioso Mestre do Barroco Mineiro.

Foto: Izabella Vasconcelos

Levados por uma narrativa lúdica, os visitantes conhecerão um pouco da história de vida do artista, sua genialidade, assim como a doença que marcou lhe concedeu o famoso apelido. Durante o circuito de exibição, acontecerão também uma série de palestras abertas ao público, explicando os desafios para criar experiências imersivas com realidade virtual, e técnicas utilizadas na digitalizar das obras.

O projeto “Aleijadinho VR” é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura e o patrocínio da Vale, em parceria com o IPHAN, Museu Congonhas, Secretaria de Cultura e Diretoria de Patrimônio de Congonhas, Arquidiocese de Mariana e Basílica de Bom Jesus de Matosinhos. Os modelos em 3D, resultantes da digitalização, serão doados às instituições parceiras.

Janice Miranda Coordenação – Comunicação/Educativo
Museu de Congonhas

(31) 3731 6747 – (31) 99821-0976

Sociedade

Projeto da UFOP realiza ações no Outubro Rosa

O “Fios de Solidariedade” vai ser entre 20 e 23 de outubro

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) celebra o Outubro Rosa com o Fios de Solidariedade. Em sua sétima edição, o evento traz uma programação que inclui cortes de cabelos nos salões parceiros em Ouro Preto e Mariana, além doação de perucas. Também serão realizados eventos on-line, como palestras temáticas, apresentações artísticas e oficinas. Em parceria com a Associação das Repúblicas Federais de Ouro Preto (Refop), a iniciativa pretende, ainda, arrecadar doações para montar cestas básicas que serão destinadas à APAE Ouro Preto e à Comunidade da Figueira de Mariana.

O PROJETO – O Fios de Solidariedade, do Programa Mais Saúde da UFOP, realiza desde 2014 um evento anual com o propósito de esclarecer a comunidade sobre a importância da prevenção e tratamento do câncer de mama. O evento anual marca o Outubro Rosa, mas também são recebidas doações de cabelo durante todo o ano. A ação tem, ainda, uma parceria com a ONG Fio de Luz, que produz próteses que são ofertadas a pacientes em tratamento ou pós-tratamento oncológico. Durante a pandemia, foram doadas duas perucas e 102 mechas de cabelo que foram recolhidas em cinco salões de Ouro Preto e Mariana.

OUTUBRO ROSA – O Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Confira a programação: https://bit.ly/2G3Tqaj

Fonte: https://www.ouropreto.com.br/

Outros

Temos o prazer de entregar a você a edição 15!

“A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que eles são impossíveis.”
Cora Coralina

O lançamento de cada número da revista é sempre algo a ser saudado com entusiasmo. E, desta vez, decidimos ousar e fazer uma edição diferente — com duas capas.

Vale ressaltar que, com circulação em 16 cidades mineiras, sempre trazemos novas parcerias. Trata-se de contribuições positivas para a construção de novos conhecimentos e, também, para a divulgação do resultado de um esforço que, muitas vezes, fica restrito a poucos.

Por isso, nesta 15ª edição, mais parceiros são os protagonistas. A British and American School, que está na capa, já se faz presente no mercado há quase 23 anos. Tem um leque de cursos que abrange todas as faixas etárias, tratando seu aluno como um verdadeiro melhor amigo. Também na capa, a CJR Contabilidade traz tudo sobre os serviços prestados pelo contador Carlos e seus colaboradores, de forma eficiente e com qualidade.

E as novidades não param por aí. A revista está repleta de informações valiosas e boas práticas, como a moda sustentável, mostrando que é possível renovar o visual sem se entregar ao consumismo desenfreado.

Também conversamos com a blogueira e influencer Lili Veloso, que assina o Correio Fashion, sempre atenta às questões humanitárias, sociais e ambientais, buscando encorajar e empoderar suas seguidoras.

Achou que estávamos nos esquecendo do turismo mineiro? Nunca! Você também vai encontrar várias dicas de passeios e hospedagens em Monte Verde, Carrancas e São Lourenço.

Entre tantos outros temas importantes como saúde, esporte e tecnologia, você, leitor, certamente terá ótimos momentos de leitura e vai se surpreender com tudo o que preparamos com tanto carinho e dedicação. Não é à toa que, agora, até o Mercado Central de Belo Horizonte é um dos nossos pontos de distribuição de exemplares!

Desejo a todos uma ótima leitura!

Clarisse Alves
Editora Viva Minas
(32)9.8864-5127 / (31)9.9968-3073
clarisse@vivaminas.com.br

Para ler a 15ª edição online clique https://vivaminas.com.br/15a-edicao/

Sociedade

Coca-Cola FEMSA Brasil se destaca no desenvolvimento de ações socioambientais em Minas Gerais

Com o objetivo de cumprir sua missão de gerar valor econômico, ambiental e social, a Coca-Cola FEMSA Brasil desenvolve uma série de iniciativas nas regiões em que atua. Em Minas Gerais, onde mantém uma fábrica na cidade de Itabirito, promove ações sociais e com foco em sustentabilidade, reforçando o compromisso baseado em três grandes pilares: Nossa Gente, Nossa Comunidade e Nosso Planeta, com a visão de transformar positivamente as comunidades.

Há seis anos, a empresa realiza a Praça da Cidadania, um evento social e itinerante que tem como objetivo promover melhorias na comunidade, a partir de informações sobre consumo responsável, cuidados com o meio ambiente e vida saudável. Outra iniciativa de promoção social promovida em Minas é o Coletivo Jovem, em que jovens de 16 a 25 anos recebem, de forma gratuita, capacitação e desenvolvimento profissional. Ao final do curso, eles podem ser encaminhados para participação em processos seletivos de empresas parceiras do programa, além das fábricas do Sistema Coca-Cola Brasil.

A engarrafadora também mantém o edital “Ideias para um Mundo Melhor”, voltado a organizações sem fins lucrativos, que podem inscrever projetos ligados aos pilares de Meio Ambiente, Estilo de Vida Saudável e Desenvolvimento Comunitário. Outra iniciativa apoiada pela Coca-Cola FEMSA Brasil é a Coalizão Cidades pela Água, liderada pela The Nature Conservancy (TNC). O objetivo é ampliar a disponibilidade de água com iniciativas que incluem a restauração de florestas e solos em áreas de mananciais, o apoio a políticas públicas para a recuperação florestal e o engajamento do produtor rural na preservação das fontes de água.

Na área da reciclagem, a Coca-Cola FEMSA Brasil promove o Reciclar pelo Brasil, programa que apoia associações de catadores e se compromete a reduzir o número de embalagens dispostas em aterros sanitários. Nesse sentido, a empresa também vem ampliando a linha de embalagens PET retornáveis no mercado mineiro.

A Coca-Cola FEMSA Brasil promove também o “Minha Galera Faz Eco”, programa que busca estimular a educação ambiental com ferramentas destinadas a tornar os jovens mais ativos na missão de mudar o quadro ambiental atual. Há também o programa de visitas “Portas Abertas”, estruturado para promover, de forma contínua, o envolvimento com a comunidade local, a interação com os moradores na área de influência da planta e garantir a transparência das operações.

A própria fábrica em Itabirito tem, em sua essência, compromisso com a sustentabilidade. Destaque para as tecnologias de eficiência energética (cogeração, energia solar, iluminação natural dentro do prédio da produção), tratamento de água e efluentes (utilização de água de chuva e água de reuso) e reciclagem de resíduos.

Texto: Taiane Rocha
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