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Educação

FAOP inicia campanha de arrecadação de livros para bibliotecas comunitárias
biblioteca Murilo Rubião, da Faop

Com o intuito de contribuir na criação de bibliotecas comunitárias de Ouro Preto e região, a Biblioteca Murilo Rubião, da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), inicia, no mês de novembro, a campanha Semear. A primeira comunidade participante é a do distrito de Santo Antônio do Leite, e a meta é expandir essa ação para outros locais.

Além da arrecadação de material bibliográfico multidisciplinar, a Fundação também vai atuar no auxílio da organização do acervo e na orientação dos serviços a serem oferecidos pela biblioteca, de acordo com o perfil da comunidade atendida.

O início da ação

O principal objetivo da nova ação, que integra o Plano Descentra Cultura, da Secult, é colaborar com a criação de espaços autogeridos, em ambientes comunitários já existentes, como é o caso da Casa Amarela – que engloba a Casa de apoio ao Turismo e Casa de Cultura de Santo Antônio do Leite. O local, primeira parceria da FAOP no projeto, foi criado pela Associação de Turismo dos moradores e tem o propósito de movimentar a cultura local, promovendo eventos e incentivando produtores artísticos e culturais da região, além de funcionar também como um centro de atendimento ao turismo.

Uma das gestoras da Casa Amarela, Andréa Maria Matias, conta que o espaço abriga também outros projetos, não só na área de cultura e turismo, mas também relacionados à saúde e bem-estar. No que se refere à criação da futura Biblioteca Comunitária, Andréa revela esperar que a ação contribua para o acesso à cultura em Santo Antônio do Leite por meio da leitura, principalmente, e também de outras ações direcionadas à comunidade, como oficinas e workshops. 

Espaços vão ser administrados pelas comunidades

A ideia é, então, que essas bibliotecas possam ser desenvolvidas e administradas pela própria comunidade e possam oferecer um espaço que disponibilize oportunidades de informação, cultura e lazer a seus grupos sociais.

“Lembrando que, embora a motivação para a construção de uma biblioteca comunitária seja estimulada pelos mesmos ideais, que é o de dar acesso a informação, o desenvolvimento de cada biblioteca segue caminhos diferentes. Seus espaços dialogam com a cultura local e se moldam de acordo com a comunidade na qual está inserida e, com isso, cada biblioteca adquire um perfil único”, explica Patrícia Sarmento, bibliotecária e gerente de Cultura da Biblioteca Murilo Rubião.

Bibliotecas comunitárias são espaços populares voltados para o incentivo à leitura, à cultura e ao compartilhamento de livros. Esses espaços têm o objetivo de garantir o uso público e comunitário dos livros como essência, mas também se organizam em torno de pautas sociais e de acesso à cultura.

Arrecadação

As arrecadações de livros vão ser realizadas nos prédios da FAOP dos bairros Cabeças e Rosário, em Ouro Preto, e na própria Casa Amarela em Santo Antônio do Leite. Será possível doar nesses locais nos horários de funcionamento de suas portarias, como segue abaixo:

Casa Bernardo Guimarães (Rua Irmãos Kennedy, 601, Bairro Cabeças, Ouro Preto) – 8h às 12h e 13h às 17h

Sede da FAOP no Rosário (Rua Getúlio Vargas, 185, Bairro Rosário, Ouro Preto) – 09h às 12h e 13h às 17h

Casa Amarela (Praça Juca Geraldo, 41, Centro de Santo Antônio do Leite, distrito de Ouro Preto)

Atenção: Livros didáticos não vão ser arrecadados.  As obras doadas para a campanha podem ter como tema central:

Arte em geral

Artesanato

Culinária

Espirituais

Autoajuda

História

Literatura em geral

Literatura infantil e infantojuvenil

Gibis

Educação

Secult promove doação de livros a instituições de Minas

Obras da Coleção Biblioteca Básica Brasileira foram cedidas pela Fundação Darcy Ribeiro

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Para fomentar o acesso à leitura e à literatura, no âmbito do Programa Descentra Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) realiza a doação de livros da Coleção Biblioteca Básica Brasileira a 20 equipamentos do estado. As obras foram cedidas à Secult pela Fundação Darcy Ribeiro e começam a ser distribuídas às instituições a partir de sábado (6/11). É uma ação feita por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais (SEBP-MG).

Com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que fará a logística de entrega do material por viaturas ou aeronaves, e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), os livros serão distribuídos em bibliotecas, arquivos e institutos dos municípios de: Belo Horizonte, Divinópolis, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Ouro Preto, Patos de Minas, Poços de Caldas, Santa Luzia, São João del Rei, Uberaba e Uberlândia.

Para o secretário de estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o trabalho coletivo que vem sendo realizado para apoiar as instituições culturais em Minas já evidencia resultados positivos. Segundo o titular da pasta, esse esforço conjunto é reflexo das diretrizes do Descentra Cultura que visam municipalizar as políticas públicas do setor, colocando os municípios mais distantes da capital como foco de diferentes ações

“Contar com o apoio da Polícia Militar para realizar a distribuição desse rico acervo da Fundação Darcy Ribeiro é fundamental para que as ações de descentralização das políticas públicas da cultura cheguem a todos ao maior número de pessoas. Não estamos distribuindo apenas coleções de livros; estamos garantindo que os municípios tenham acesso à leitura e à literatura de uma forma ampla e descentralizada”, destaca Leônidas Oliveira.

Além disso, a doação dos livros fortalece o intercâmbio entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, já que as duas Unidades da Federação integram a Rota Turística Via Liberdade, ação do programa Reviva Turismo, da Secult. O novo roteiro, lançado em 29 de outubro, interliga belezas históricas, culturais e artísticas de Minas e Rio, além de Goiás e Distrito Federal, na BR-040.

O acervo que será entregue às instituições culturais contempla diferentes produções literárias, entre matérias didáticos e obras de literatura. Ao todo, são 50 títulos da Coleção Biblioteca Básica Brasileira e outros 13, que integram o acervo geral da Fundação Darcy Ribeiro. As obras propõem reflexões sobre o que é o Brasil, seu povo, sua história, sua cultura. Os temas propostos abordam “O Brasil e os brasileiros”; “Cronistas da edificação”; “Cultura popular e cultura erudita”; “Estudos brasileiros”; e “Criação literária”.

Em 2014, a Fundação Darcy Ribeiro lançou os primeiros 50 títulos impressos dessa coleção. Todos os volumes contam com projeto gráfico, texto atualizado e prefácio de especialista sobre a obra e o autor. A ação integra o início das comemorações do centenário de nascimento do mineiro Darcy Ribeiro (26/10/1922), antropólogo, historiador, sociólogo, escritor e ex-ministro da Educação e que dá nome à fundação, sediada na cidade do Rio de Janeiro.

Para celebrar a data, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais também já deu início ao planejamento das ações que vão marcar os 100 anos de Darcy Ribeiro. Toda a programação será divulgada em breve, nos canais oficiais da instituição.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Educação

Bienal Mineira do Livro realiza edição virtual em setembro
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A Bienal Mineira do Livro apresenta mais um dos seus canais, a Bienal Virtual. É Digital, é Real e é Agora. Serão 10 dias de programação, com 60 horas de atividades. Os encontros virtuais serão realizados nos períodos da manhã, tarde e noite. 150 autoras e autores, mediadores e convidados se revezarão em 09 eixos temáticos.

Desde abril de 2020, a maior iniciativa literária do Estado vem praticando o conceito de permanência, por meio da oferta de um diversificado conjunto de atividades. A Bienal Virtual é mais uma dessas ações, realizada pelo Grupo Asas, Câmara Mineira do Livro, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A Bienal Virtual Mineira do Livro tem a participação de 16 entidades curadoras e apoiadoras, e é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da Vallourec do Brasil, BH Shopping, Supergasbras e Vaccinar.

Para Marcus Ferreira, Diretor Geral da Bienal Mineira do Livro, “a Bienal Virtual consolida a estratégia de criação de multicanais, pensada para aumentar as superfícies de contato com o público leitor e materializa a meta de permanência. Vamos ficar próximos das pessoas, promovendo interações, todos os meses, para que possamos, cada vez mais, estimular a leitura e valorizar o livro”.

Gláucia Gonçalves, presidente da Câmara Mineira do Livro, lembra que “a Bienal Virtual contribuirá para protagonizar o livro como meio principal e necessário da cultura, e proporcionará oportunidades aos autores de aumentarem os seus públicos, dentro de uma iniciativa de reconhecida reputação”. 

Lançamento da: www.lojabienal.com.br. Bibliodiversidade e Frete Grátis
Será lançada, durante a Bienal Virtual, a Loja Bienal. A ideia é contribuir para as ações de dinamização da cadeia econômica do livro e representar uma alternativa de contato com o público e de comercialização de livros para as editoras, as distribuidoras, as livrarias, os autores independentes participantes da Bienal Mineira do Livro. A Loja Bienal, com a participação das editoras, distribuidoras e livrarias, e por meio das diversas campanhas e promoções a serem realizadas, funcionará como a feira virtual da Bienal Mineira do Livro.

A Loja Bienal já conta com a participação de 28 editoras, distribuidoras e livrarias, e ainda autores independentes (indicados pelas entidades curadoras) que ofertarão seus lançamentos e títulos, com frete grátis, para todo o Brasil. Um esforço para que os leitores, com uma jornada ágil, deixem de se preocupar com o custo do frete e recebam os seus livros, de preferência em casa.

Compromisso Social. Um livro doado a cada 20 vendidos
A Loja Bienal, atenta às distorções sociais existentes no Brasil e, considerando o livro como uma potente ferramenta de transformação, para melhor, da sociedade, terá o compromisso de destinar 01 (um) livro, GRATUITAMENTE, a cada 20 (vinte) livros vendidos (pela Loja Bienal), para educandos e educadores de escolas públicas, além de crianças, jovens, adultos e idosos selecionados pela curadoria da Bienal Mineira do Livro, ou participantes de programas e projetos reconhecidos pela sociedade. Dessa forma, sempre que você comprar um livro na Loja Bienal, contribuirá para promover acessibilidade ao mundo mágico, mítico e sagrado dos livros.

Acesse a programação completa AQUI

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Sociedade

Manhuaçu: Escritora Maria Magela lançou seu livro Reparos

A escritora Maria Magela lançou seu livro “Reparos” na última semana. Ela foi funcionária e se aposentou no Banco do Brasil de Manhuaçu. Além da internet, o exemplar do livro pode ser adquirido na Banca do Renato, no centro de Manhuaçu.

Reparos é uma coletânea de anotações, lembranças e sonhos. São crônicas de uma vida vivida com amor, amizade e solidariedade.

Observando o cotidiano das pessoas, a rotina imposta pelas circunstâncias, Maria Magela foi descobrindo a beleza de viver e conviver, costurando o presente, sonhando com o futuro.

“Assim, para dividir com os amigos minhas lembranças de fatos cotidianos, deixar registrado para gerações futuras como era a vida sem tanta tecnologia; quando o tempo era consumido em observações e diálogos, coloquei no papel minha essência, meus sonhos e realizações. Espero que saboreiem com satisfação”, conta a escritora.

Maria Magela, nascida em Simonésia (MG). Mora em Manhuaçu (MG) desde os dez anos de idade. O gosto pela leitura veio aos nove, quando descobriu os livros na casa onde era babá.

Já em Manhuaçu trabalhou, entre outras coisas, na catação de café, lugar onde ouviu casos de todos os tipos. Fez o Curso Normal, foi professora por um curto período, realizando assim o sonho de infância.

Como funcionária do Banco do Brasil, morou em Ipanema (MG) e Mantena (MG) sempre voltando para Manhuaçu, onde mora no mesmo bairro há mais de quarenta anos, numa convivência tranquila e uma vida comum.

Carlos Henrique Cruz – carlos@portalcaparao.com.br

Fonte: www.portalcaparao.com.br

Cultura

Nunca julgue um livro pelo… Filme!

Nunca julgue o livro pela capa pelo filme!

Ou o contrário.

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Durante essa semana, em todos os grupos e redes sociais que participo, havia um assunto em destaque: acabou de sair o filme “Como eu era antes de você”, baseado no livro de sucesso de Jojo Moyes, estrelado por Emilia Clarke e Sam Claflin. Eu confesso que nunca li o livro, e também não me sinto atraída, nem por ele e nem pela grande estreia mundial nos cinemas. Porém, apesar disso, sou fã de filmes x livros. Sempre assisto o filme e procuro o livro, ou sempre que leio um livro e sei que tem adaptação para o cinema, corro pra alugar ou assistir as estreias. Não tinha percebido o quanto isso atrai a atenção das pessoas, e acaba provocando um grande debate: qual versão é a melhor?

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Geralmente os livros sempre saem ganhando, por terem mais detalhes a respeito dos personagens, lugares, situações, e da história como um todo. Mas, além de alguns filmes serem realmente muito bons e fieis às histórias, muitas pessoas (podem confessar!) tem preguiça de ler o livro, e acham mais fácil ir pra frente das telinhas. Isso é bastante complicado, pois na maioria das vezes as histórias são julgadas pelas pessoas apenas pela sua adaptação, e a oportunidade de te terem uma opinião mais concreta sobre elas é perdida.

Sobre minhas preferências, particularmente, gosto muito das adaptações de vários livros do Nicholas Sparks e, inclusive, agora em fevereiro tem estreia de “A Escolha”, adaptação do livro, que eu li em 2012 e conta a história de um romance entre um casal de vizinhos. Algumas histórias me chamaram também a atenção, tanto a versão em cinema quanto o livro, como “O Leitor” de Bernhard Schlink, “A menina que roubava livros” de Markus Zusak, “Comer, Rezar, Amar” de Liz Gilbert e “Um Dia” de David Nicholls (tem resenha do livro aqui no blog!). Citei apenas alguns, mas tenho vários outros favoritos, e geralmente a paixão pela história começou sempre nas páginas contadas pelos autores.

Apesar disso, um filme em especial me encantou completamente, e eu até hoje não li o livro. “Memórias de uma Gueixa” (2005), conta a história de uma jovem japonesa, a Chiyo, que foi vendida a uma casa de gueixas quando ainda era menina, em 1929, onde é maltratada pelos donos e por Hatsumomo, uma gueixa que tem inveja de suas hailidades e beleza. Acolhida por Mameha, a principal rival de Hatsumomo, Chiyo ao crescer se torna a gueixa Sayuri. Reconhecida, ela passa a desfrutar de uma sociedade repleta de riquezas e privilégios até que a 2ª Guerra Mundial modifica radicalmente sua realidade no Japão. A história é fascinante e tem uma beleza visual incrível. Faz anos que assisti ao filme, mas até hoje não consigo esquecer a doçura nos olhos daquela pequena grande japonesa. Com certeza, o livro está na minha Meta de Leitura Skoob de 2016!

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Texto: Walquíria Domingues

Fonte: http://www.meninadeasas.com.br/