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Educação

“Grandes Escritores Brasileiros” chega a 16ª edição

Em 2018, Zuenir Ventura e seu filho Mauro protagonizaram um encontro de Grandes Escritores, em Viçosa, e tiveram como mediador Amauri Mota Rocha proponente do projeto. Agora, o trio se reencontrou para a live no Youtube que foi transmitida de São João Nepomuceno.

“Grandes Escritores Brasileiros” chega a 16ª edição

O Programa Grandes Escritores Brasileiros, executado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, proporciona encontros, conversas e palestras com os maiores nomes da literatura brasileira, beneficiando diversas classes sociais e promovendo o estímulo ao hábito da leitura.

Totalmente gratuito, o programa já reuniu nomes como Adélia Prado, Adriana Falcão, Affonso Romano de Sant’Anna, Frei Betto, Marina Colasanti, Maria Adelaide Amaral, Martha Medeiros, Nelson Motta, Hélio Gaspari, Ignácio de Loyola Brandão, Laurentino Gomes, Luis Fernando Veríssimo, Ziraldo e Zuenir Ventura. Alguns destes grandes nomes da nossa literatura continuam participando desta iniciativa e em 2021, devido à pandemia, as ações serão online, em plataformas digitais.

Segundo os organizadores, para manter o impacto tradicional do projeto virtualmente, as principais cidades participantes sediarão os encontros com os escritores, com o objetivo de se manter o contato direto, reforçando a interatividade e a diversificação das ações dos Grandes Escritores. Os encontros serão no Canal do YouTube Projeto Grandes Escritores “Grandes Escritores Brasileiros” chega a 16ª edição e no Instagram @pgescritores.

Para o 16º ano, estão previstos encontros com os grandes escritores, oficinas literárias e Encontro das Academias de Letras. Os oito encontros com grandes escritores ocorrem de 1º de julho à 19 de agosto, sempre às quintas-feiras, às 19 horas. O tema dos encontros aborda a vida e a obra dos participantes, além de atualidades da vida literária, podendo atingir público de todo o Brasil.

Já as oficinas literárias terão os seguintes temas: Oficina de Contadores de Histórias; Oficina de Escrita Criativa e Tecnologia e Oficina de Leitura no Ambiente Virtual, que serão ministradas por Débora Sant’Anna, arte educadora e pedagoga viçosense que executa oficinas literárias há mais de dez anos, principalmente no interior de Minas Gerais.

O Encontros das Academias de Letras do interior de Minas Gerais visa promover o intercâmbio entre Academias de Letras, estimulando a troca de experiências e ideias. Serão realizados encontros virtuais com representantes de três academias diferentes, em duas edições. O encontro vai girar em torno da literatura contemporânea, seus autores de destaque e os projetos e ações que cada academia desenvolve. Os organizadores informaram ao Folha da Mata que nesta edição, o evento terá participação das Academias de Letras de Araxá, Divinópolis, Leopoldina, Muriaé, Uberaba e Viçosa.

A programação teve início na última quinta-feira, 1º, quando pai e filho, os escritores Zuenir Ventura e Mauro Ventura, estiveram em São João Nepomuceno (MG). Na terça-feira, 6, ocorreu o primeiro Encontro de Academias de Letras envolvendo as entidades de Leopoldina, Viçosa e Uberaba. Viçosa sediará o encerramento da 16ª edição, no dia 19 de agosto, com o encontro dos grandes escritores Tony Belloto & Rafael Montes. 

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Turismo & Lazer

Destinos com séculos de histórias atraem turistas na Zona da Mata e Campo das Vertentes

Sendo um dos estados brasileiros com maior número de patrimônios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Minas Gerais é um dos lugares mais procurados por turistas que buscam visitar obras que atravessaram séculos. Confira abaixo alguns destinos:

São José das Três Ilhas

O pequeno distrito de São José das Três Ilhas, com cerca de 200 habitantes, em Belmiro Braga, guarda uma das construções religiosas mais peculiares e diferentes de todo o estado: a igreja católica que leva o nome do santo, construída toda em pedra em 1878.

G1 conversou com padre Wesley Carvalho, pároco responsável pela Igreja, que informou que são celebradas missas no local no primeiro e terceiro domingo do mês, sempre às 11h. Entretanto, a igreja fica disponível para visitação mesmo sem celebrações.

O padre explicou que, por meio de uma parceria com a Prefeitura de Belmiro Braga, um guia turístico fica disponível no local das 8h às 16h, de segunda a sábado, também para mostrar o centro histórico e a rua onde a Igreja de São José é localizada, formando um conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).

O local, ligado ao período de expansão da cultura cafeeira, foi fundado pelo Barão Antônio Bernardino de Barros. O projeto arquitetônico foi de Quintiliano Nery Ribeiro e a obra foi conduzida pelo mestre-pedreiro português Manoel Joaquim Rodrigues.

Ainda segundo Wesley, turistas de diversas partes do país visitam ao local, mesmo durante dias de semana. “A igreja é de fato diferente, é a mais bonita de toda a região. É muito trabalhada, rica em detalhes e imagens. Há quadros que datam de 1869. Adentrar São José das Três Ilhas parece que nós voltamos direto para a época do ciclo do café.”, explicou o pároco.

Uma das histórias por trás da construção da Igreja pode ser entendida pela queda das fazendas de café no fim do século XIX e a abolição da escravatura. A história local conta que o projeto original de Quintiliano previa torres mais altas, mas precisou ser adaptado em virtude do custo das obras, demonstrando que a riqueza e abundância dos senhores do café já mostravam sinais de decadência, apesar da necessidade de manter a imagem de luxo e esplendor.

Segundo o padre, a situação não seguiu conforme estava previsto em planta, em decorrência da Campanha Abolicionista e o fim da mão de obra escrava.

Além da igreja, o distrito guarda uma atmosfera do passado que cativa os visitantes. Na rua principal, há opções de pousadas, hospedarias e restaurantes.

Fazenda Santa Clara

Em Santa Rita do Jacutinga, as portas da Fazenda Santa Clara, uma das propriedades mais importantes da produção do café nos séculos XIX e XX estão sempre abertas para visitação.

O local, construído pela família Fortes de Bustamante, ostentou na arquitetura da sede: são 365 janelas, uma para cada dia do ano, 52 quartos, um para cada semana, e 12 salões, um para cada mês. O guia turístico e um dos familiares que administra a fazenda, Victor Emmanuel de Paula Nogueira, contou ao G1 sobre as atrações do local.

“A Fazenda Santa Clara é um pilar da nossa historia, guarda marcas do tempo nas paredes. São histórias que não são contadas na escola ou às vezes nos livros.”, explicou Victor, que recebe muitos grupos de estudantes em visitas escolares.

Os turistas precisam agendar a visita (sozinho ou em grupo) pelo telefone (32) 99104-1236. O valor é de R$20 para adultos e R$10 para crianças de até 10 anos. Durante a visita, o guia conta a história do local, da região e mostra diversos cômodos.

A fazenda mantém um acervo da época da escravidão no Brasil, com a visita à senzala, sala de tortura, registros e outros objetos que retratam este período da história do país. A propriedade também serviu de cenário para novelas da TV Globo, como Terra Nostra e a minissérie Abolição.

Para hospedagem, existem pousadas e hospedarias em Santa Rita do Jacutinga, há 18 km da Fazenda Santa Clara, que oferecem também passeios de ecoturismo na região.

São João del Rei

Uma das mais importantes cidades históricas do país, São João del Rei, no Campo das Vertentes, conta com inúmeras atrações, que passam por igrejas, museus, monumentos, casarões e além de um dos passeios mais procurados pelos turistas: a viagem de trem Maria Fumaça.

A viagem de Maria Fumaça tem 12 km de percurso feitos em cerca de 35 minutos pela Serra de São José, margeando o Rio das Mortes até Tiradentes. O passeio custa cerca de R$60 um trecho e R$70 ida e volta, com possibilidade de meia para crianças até 12 anos, estudantes e idosos. O passeio só está disponível três dias por semana – sextas, sábados e domingos.

As famosas igrejas, como a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, fica aberta de segunda a domingo e é a única na cidade que tem altares com talhas douradas. Já a Igreja de Nossa Senhora do Carmo é a que apresenta características de várias fases do período barroco.

A opção de restaurantes e bares é variada. De acordo com a Secretaria de Turismo da cidade, há 47 opções de hospedagem entre hotéis e pousadas.

Outras opções para os turistas são os museus: há o Ferroviário, o de Arte Sacra, o de Arte Regional, Museu do Estanho, a Casa de Bárbara Heliodora, o Museu Regional e o Memorial Tancredo Neves. As informações sobre horários de visitação e atrações estão disponíveis no site da prefeitura.

Piacatuba

Um dos mais antigos distritos da região da Zona da Mata, Piacatuba pertence a Leopoldina e guarda um conjunto de casarões preservados do final do século XIX.

O lugarejo também fica muito próximo a Cataguases e possui diversas opções de restaurantes e pousadas. Apesar de ser procurada por viajantes que buscam um clima tranquilo nas férias, Piacatuba fica lotada durante o período de julho e agosto, quando ocorre o Festival da Viola.

De acordo com informações da Secretaria de Turismo, um dos símbolos de Piacatuba é a Cruz Queimada, que guarda lenda de disputas de terras entre fazendeiros e escravos em séculos passados.

Além da apreciação da arquitetura e do clima antigo do local, há passeios de ecoturismo pelas cachoeiras e matas da região, como Cachoeira Poeira D’água, que também atrai visitantes.

Informações G1