Tag Archives: inaes

Sociedade

Café especial campeão: menina de 8 anos vê sonho virar realidade

O café especial produzido pela família da pequena cafeicultora Sarah Souza, de oito anos, foi o melhor do 1º Cupping Leilão da Associação de Mulheres do Café da região das Matas de Minas e Caparaó (AMUC). “Eu fiquei muito feliz! Pulei de alegria”, contou Sarah, eufórica.

O café foi vendido por R$2135, meia saca. No evento, a família ainda recebeu o prêmio de R$1500 pela primeira colocação e o troféu do júri popular, já que a bebida também foi a preferida entre as 14 finalistas do concurso.

ATeG

O sonho da menina que encantou a todos e ganhou visibilidade na internet e na televisão, tornou-se realidade. Os pais de Sarah, Natália Silva Souza e Marcos Antônio Souza, destacam que a conquista é fruto de muito trabalho feito em família e da participação no programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café + Forte oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES.

Natália afirma que o acompanhamento do técnico de campo, Wanderlei Miranda está sendo essencial para a produção com qualidade e para ampliar a visão sobre o mercado. “Se não fosse ele, nós não conseguiríamos fazer os lotes de café especial. O reconhecimento é nosso! Antes a gente só pensava em produzir e vender, mas agora estamos conhecendo mais o nosso produto, participando de concursos e vendo que ainda temos muito para aprender”.

O técnico de campo Wanderlei reforça que o cumprimento das orientações sobre ponto de colheita, processamento na pós-colheita, cuidados necessários na secagem, armazenamento, beneficiamento, e a separação dos lotes para mapear a qualidade do café possibilitaram o resultado satisfatório.

“No ATeG nós fazemos um trabalho em conjunto. O principal é o produtor acreditar. Ele deseja e a gente mostra o caminho, como aconteceu com essa família. Essa premiação é uma conquista para eles e para toda a região que ganha visibilidade e reconhecimento dos especialistas e do mercado”.

“Antes a gente não acreditava que nosso café podia ser tão bom. Aprendemos muito com o ATeG! O técnico nos incentiva, cobra e a gente segue colocando em prática e vendo os resultados. O prêmio nos dá mais ânimo para continuar”, comentou o produtor Marcos Antônio.

Força feminina

Natália conta que ela e a cunhada, Maria de Lourdes Souza preparam o lote campeão. Sarah e a irmã Heloísa também participaram do processo.

 “O maior prêmio é o reconhecimento e a valorização. A gente trabalha muito, e mesmo com os desafios não podemos desanimar. Nós mostramos que é possível fazer café de qualidade mesmo em pequenas propriedades, trabalhando em família com técnica e confiança, sem deixar de sonhar”.

A presidente da AMUC, Cintia de Matos Mesquita explicou que o objetivo do evento foi dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelas cafeicultoras da região das Matas de Minas e Caparó, além de agregar economicamente viabilizando a entrada em novos mercados e vendas a preço justo. “A ação é parte do nosso planejamento estratégico para os próximos anos que é: comunicar bem e comercializar. O evento foi um sucesso e mesmo em um ano de safras menores, a participação das mulheres foi excepcional. Tivemos 22 participantes, com excelentes amostras. A organização atuou de forma voluntária e conseguimos parceiros que já estão interessados em estar com a gente no evento de 2022”.

AMUC

A Associação de Mulheres do Café da região das Matas de Minas e Caparaó atualmente é formada por 35 produtoras. Cintia Mesquita conta que o grupo se reúne há quase 10 anos para compartilhar experiências e estratégias de crescimento. A entidade está legalmente constituída há dois anos. 

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Economia

Selo internacional para café sustentável de Divino

 “As pessoas querem consumir produtos feitos com responsabilidade social e ambiental. Ter consciência do impacto que você gera com o seu consumo é uma tendência mundial, e a certificação nos ajuda a mostrar para os clientes que seguimos essas diretrizes no nosso trabalho”.

A afirmação é da produtora rural de Divino, Selma Garcia que conquistou recentemente o selo internacional Rainforest Alliance, junto a um grupo de participantes e técnicos de campo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte, do Sistema FAEMG/SENAR/INAES.  “A conquista é resultado de um processo feito com união, respeito, compromisso e confiança que desenvolvemos no ATeG”.

Esse é o terceiro selo do Café da Gruta da Liberdade, que já tem o Certifica Minas e o SAT – Produtos sem Agrotóxicos, oferecidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A cafeicultora explica que as boas práticas agrícolas, a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade sempre foram uma preocupação dela e do esposo, Arnaldo Gonçalves na propriedade. Com o ATeG, a gestão e a qualidade também foram aprimoradas, e assim, as exigências para a certificação foram cumpridas com mais facilidade.

“Nós estamos produzindo melhor, construímos terreiros suspensos, estufas e fizemos cursos do SENAR. E com mais essa marca de qualidade, pretendemos alcançar um mercado diferenciado”.

Para a técnica de campo Sandy Espinoso, a abertura do casal para a inovação e a tecnologia em prol da qualidade e da busca de novos mercados, fez a diferença no processo de certificação. “Eles têm o perfil ideal, e, para mim, foi muito importante acompanhá-los em todas as etapas e ver o resultado positivo que vai ajudá-los a fazer melhores vendas dentro e fora do país”.

Os cafés especiais da Gruta da Liberdade são comercializados em Divino, Juiz de Fora e em feiras e eventos. O produto já foi vendido para turistas de 11 países. 

Responsabilidade socioambiental

Selma destaca que o processo de certificação internacional envolveu também as cinco famílias que moram na Fazenda Gruta da Liberdade e trabalham em regime de contrato de parceria agrícola. Suas condições de vida e trabalho foram aferidas durante a auditoria.

“O auditor esteve na casa de todos, falou com crianças e adultos. Achei muito importante esse olhar para as relações sociais, qualidade de vida e segurança no trabalho. Fizemos mudanças importantes que vamos manter”, reforçou.

Para cumprir uma das adequações para a certificação as famílias fizeram o curso de Fossa Séptica oferecido pelo SENAR.

“O SENAR é um grande parceiro, tem muitas capacitações excelentes que fazemos questão de aproveitar. Quando tivemos essa demanda, solicitamos ao Sindicato dos Produtores Rurais de Divino e fomos prontamente atendidos. Os trabalhadores participaram do curso e construíram sozinhos as fossas para as suas casas”.

Valorização feminina

Selma é a atual diretora de Sustentabilidade da Aliança Internacional das Mulheres do Café – IWCA Brasil, que alcança cerca de 700 mulheres que atuam na cadeia do café, e acredita que este ponto deve ser cada vez mais aprofundado na organização.

“Quero que outras pessoas conheçam formas sustentáveis de viver e produzir. Pretendo criar grupos de estudos, trocar experiências e trabalhar a questão da sustentabilidade no café com mulheres. Na IWCA reforçamos a importância da valorização do trabalho da mulher e de sua capacidade técnica e competência de produzir com qualidade e responsabilidade socioambiental”.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Cidades

Novo empreendimento é atrativo do turismo rural em Caparaó

Inaugurado neste mês, o Restaurante Rural é a nova aposta da agente de Turismo Rural formada pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES, Dayane Silva Faria Xavier. Ela e a família querem oferecer uma experiência completa aos visitantes do Sítio Centenário e atrair mais turistas interessados em apreciar a culinária mineira, saber mais sobre a cultura do café e estar em contato com a natureza.

O restaurante funciona para almoço aos finais de semana e também serve café da tarde.  “Nosso cardápio é simples, essencialmente rural. Temos um ambiente para todo mundo se sentir em casa”, explicou Dayane. 

O Sítio é parte do Roteiro Centenário, idealizado por Dayane e sua turma do Programa de Agentes de Turismo Rural há dois anos. O passeio valoriza a história e as belezas naturais do município de Caparaó. O antigo casarão do sítio e o pôr do sol visto da Pedra da Contemplação são atrativos que já receberam turistas da região, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O passeio completo custa R$ 240 por pessoa e inclui café da manhã e da tarde e almoço.

O próximo passo da família será a construção de chalés na propriedade, prevista para 2022. “O projeto completo é ter o restaurante e a pousada. A formação do SENAR me fez acreditar e confiar no potencial turístico do sítio. Fico muito feliz quando vejo as pessoas indo lá e conhecendo a história da nossa família”.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Economia

Certificação internacional em tempo recorde

Em apenas três meses, um grupo de três produtores e quatro técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte, do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, conseguiu o selo Rainforest Alliance. A certificação internacional identifica cafés cultivados em propriedades que seguem rigorosamente as leis do país e os padrões socioambientais estabelecidos pela certificadora. Os sete pequenos produtores da agricultura familiar têm, em média, uma área de 15 hectares de café plantado e são os primeiros desse porte a conseguir esse selo entre os 36 mil cafeicultores da Região das Matas de Minas.

Tadeu Vieira Otoni, técnico do ATeG, e Mauro Júnior, CEO da CertifiCafé

Feito no modelo convencional, o processo de certificação leva cerca de um ano até a sua conclusão. O tempo recorde do grupo foi resultado do comprometimento dos envolvidos, uma vez que a certificação em grupo só é validada se todos forem bem avaliados na auditoria, da assistência técnica e gerencial e da tecnologia da startup CertifiCafé. Ela é uma das startups da Rede Azys de Inovação e está avançada no processo de seleção para fazer parte do portfólio da NovoAgro Ventures.

Fundamental para a agilidade do processo, a startup elabora o diagnóstico da propriedade e disponibiliza um aplicativo que mostra aos cafeicultores as adequações a serem feitas. A cada etapa concluída, os produtores lançam na plataforma as comprovações em texto, áudio ou imagens e recebem relatórios sobre os progressos alcançados.

Ao final, toda a documentação necessária para a certificação fica disponível, de forma digital, para os produtores e os auditores, simplificando e diminuindo o custo do processo e otimizando o tempo de auditoria na propriedade. 

A superintendente do INAES, Silvana Novais, conheceu a ideia ainda no início, no evento Avança Café, promovido pela Embrapa em 2019. Reconhecendo o potencial e aplicabilidade da tecnologia para os produtores rurais, Silvana se prontificou a auxiliá-los no desenvolvimento da startup. E foi ela quem fez a ponte entre o grupo das Matas de Minas e os empresários Mauro Júnior, Luciano Oliveira e Leonardo Diniz.

“Esse projeto piloto contou com o olhar essencial dos agrônomos técnicos do ATeG Café+Forte. O programa prepara os produtores para organizar a propriedade, e a plataforma os faz enxergar as melhorias que precisam fazer para obter a certificação. Nesse sentido, um completa o outro, e fiquei muito feliz com o resultado”, explicou Silvana.

Produtor Rogério Dutra

Avaliação Positiva

“Ficamos felizes ao constatar mais uma vantagem do Programa ATeG, que é a economia durante o processo de certificação. A aprovação do grupo demonstrou que obter esse selo é possível e viável para os pequenos produtores. A solução da CertifiCafé democratiza a certificação e esperamos levá-la a mais atendidos pelo ATeG. A certificação gera oportunidade de crescimento e abertura para o mercado internacional.” – Marcos Reis, gerente do Sistema FAEMG/SENAR/INAES em Viçosa

“A metodologia do ATeG já atende a muitas exigências das certificações, tendo como pontos fortes a sustentabilidade, o manejo integrado de pragas e doenças, o manejo da água e do solo e a gestão. O SENAR também oferece aos produtores treinamentos que são exigidos pela legislação brasileira e, com isso, temos produtores mais preparados.” – Daniel Prado, supervisor do programa na regional Viçosa, que participou do grupo junto  com a esposa Dulcinéia Prado

“O Sistema FAEMG está preocupado em levar tecnologia e inovação para os produtos, e a parceria da CertifiCafé com o ATeG comprova a efetividade e a importância dessa conexão. Com as orientações técnicas e a nossa metodologia, conseguimos o resultado a um custo 60% menor do que a certificação no método convencional.” – Mauro Júnior, CEO da CertifiCafé

“Essa conquista é histórica e, sem o ATeG, seria impossível. Rodamos 4.000 quilômetros para acompanhar o grupo de perto. Conseguimos mudar a mentalidade do produtor, que achava a certificação difícil e demorada e, agora, estão a vendo como aliada. Queremos treinar os técnicos do ATeG para usarem a tecnologia e multiplicarem esse feito.” – Luciano Oliveira, consultor e CMO da CertifiCafé

“Certificações em grupo diminuem os custos para todos os envolvidos. Para nós, foi importante participar desse projeto piloto para conhecer o perfil dos produtores da região e entender as demandas para mais trabalhos. O selo Rainforest Alliance é uma chancela de qualidade e sustentabilidade importante. Existe uma procura crescente por produtos com esse certificado no mercado internacional.” – Alexandre Schuch, gerente do Group Ecocert no Brasil

“Sempre nos preocupamos com a sustentabilidade na nossa propriedade, e a conquista do selo é uma vitória para nós. Somos gratos pela oportunidade de fazer parte desse grupo.” – Selma Garcia Gonçalves ,esposa de Arnaldo Gonçalves, atendidos pelo ATeG,em Divino

“Participei do processo como produtor e como técnico do ATeG. A conquista foi uma satisfação dupla. Nesse período, trabalhei com os produtores Rogério Dutra e Gilson Clemente uma visão mais criteriosa da organização das propriedades e, principalmente, da qualidade de vida e segurança do trabalho.” – Tadeu Vieira Otoni, técnico do ATeG em Santa Margarida

“Trabalhamos em família no Sítio Jasminum e a certificação só foi possível porque contei com o auxílio dos meus pais e irmãs. Vencemos juntos. Fiz o plano ambiental e o licenciamento, e o meu pai melhorou a organização e a eficiência na execução das atividades em campo. Trabalhamos com café especial, e o selo é um grande passo para a produção de cafés sustentáveis. A experiência foi um aprendizado que levarei aos produtores que acompanho no ATeG.” – Jéssica do Carmo, técnica de campo do ATeG e produtora

Lista dos certificados

Dulcinéia Carvalho de Abreu Prado
Jéssica do Carmo
Sebastião Brinate
Tadeu Vieira Otoni
Rogério Dutra 
Arnaldo Gonçalves de Jesus
Gilson Gomes Clemente

Fonte: http://www.sistemafaemg.org.br/

Economia

Nova turma do Programa Agente de Turismo na região de Caparaó

Participantes dos municípios de Alto Jequitibá, Alto Caparaó e Caparaó iniciaram este mês, o programa Agente de Turismo Rural oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Alto Jequitibá.

A região é conhecida pela produção de cafés especiais e pelas belezas naturais, e durante a capacitação os 16 alunos aprenderão a aproveitar as potencialidades da área para receber visitantes e empreender no turismo.

O primeiro dos seis módulos do programa, aconteceu no Parque Nacional do Caparaó, conduzido pela instrutora Cláudia Ferolla Ferreira. No encontro a turma tratou das oportunidades, produtos e serviços turísticos. O próximo módulo acontecerá de 14 a 17 de junho.

“Acreditamos que o programa vai prepará-los para empreender, com qualidade, nesse setor tão promissor, e para buscar o apoio e cobrar iniciativas das secretarias de turismo locais que fomentem o turismo rural”. – Jorge Faria, mobilizador do Sindicato dos Produtores Rurais de Alto Jequitibá

“O programa veio para fortalecer o que já existe, criar conexões entre os municípios e mudar a mentalidade das pessoas da região sobre o turismo rural. Nós temos uma região linda que pode se desenvolver muito nesse segmento. Os conhecimentos também vão auxiliar no crescimento da nossa cafeteria”.  – Paula Gripp, participante proprietária da Cafeteria Coffe Gripp.

“Minha família já atua no turismo, com hospedagem, há mais de 25 anos. Agora estamos investindo em nossa propriedade rural, valorizando a nossa produção de café. Estou bem animado e confiante de que o programa vai ampliar meu conhecimento e contribuir para a melhoria do nosso negócio. Após o primeiro módulo já surgiram boas ideias que, até então, eu não enxergava” – Ramiro Horst de Aguiar, de Alto Caparaó.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Gastronomia

Mulheres empreendem na área de alimentação em Simonésia e Canaã

Cursos do Sistema FAEMG/SENAR/INAES na área de alimentação têm despertado nos participantes a vontade de empreender e expandir os negócios. É o caso de Alessandra Olivato de Lima, que produz iogurtes, e de Solange Moreira, que diversificou a produção de conservas.

 agricultora familiar Alessandra Olivato de Lima fez o curso de Derivados do leite oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Simonésia em 2020 e 2021.

Hoje ela fabrica e comercializa iogurtes, garantindo uma renda extra para a família. Com apenas uma vaca, a produção média mensal é de 60 litros de iogurtes, vendidos em Simonésia e Santana do Manhuaçu. Cada 500ml, custa R$6.

“Aprendi muito no primeiro curso, e aperfeiçoei os processos no segundo, por isso decidi empreender. A instrutora Juliana Rocha é excelente, esclareceu todas as minhas dúvidas e a experiência me incentivou a começar”.

Em Canaã, as técnicas aprendidas no curso de fabricação de Picles e Derivados do Tomate ajudaram a produtora Solange Moreira a expandir sua produção de conservas. Ela, que já produzia para familiares e amigos, buscou junto ao Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa, orientações para se aperfeiçoar e ampliar a comercialização.

As conservas de pimenta biquinho são o forte da empreendedora, e são vendidas por R$10, cada. Solange afirma que, após a formação, teve segurança para aceitar grandes encomendas e investir na diversificação das conservas.

“Aprendi os detalhes sobre produção e validade e agora vendo sem medo. Hoje sei que faço um produto de qualidade que enchem os olhos dos clientes também pela beleza. Receber elogios aos produtos não tem preço”, pontuou.

Para a instrutora Andréa Machado, alunas como a Solange são exemplos do potencial transformador dos cursos oferecidos pelo SENAR MINAS. “É muito gratificante saber que proporcionamos mudanças de atitude na vida das pessoas. Isso é o fruto do nosso trabalho e. Nos dá forças para enfrentar os desafios e ter esperança de dias melhores”. 

A mobilizadora do Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa, Mirivone Silveira destacou a importância de os produtores apresentarem suas demandas aos Sindicatos, como a Solange fez. “Fazemos o possível para contribuir com o crescimento de todos. Ver os resultados é uma grande satisfação”.

Com informações do Senar Minas

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Cultura

Ex-aluna do Senar vira artesã e multiplica conhecimento em Lajinha

Em 2004, Márcia Alves Araújo participou dos cursos de Confecção de Vestuário e Pintura em Tecido, oferecidos pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha, em parceria com o Sistema FAEMG/SENAR/INAES. Os treinamentos despertaram nela a vontade de ampliar a renda com a venda de panos de prato e fraldas personalizadas. E, com o tempo, a qualidade do seu trabalho a levou além: hoje, ela treina mulheres do município.

As encomendas chegaram a Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, e os produtos também são comercializados de porta em porta em Lajinha. Os preços variam de R$ 20 a R$ 45. O ofício, que serviu primeiro como complemento da renda familiar, tornou-se fundamental quando a artesã ficou viúva. Márcia contou que o artesanato a ajudou a ocupar a mente e a cuidar financeiramente dos filhos pequenos.

Conhecida pela qualidade do trabalho, Márcia foi convidada pela Emater e pela Prefeitura para ministrar aulas de pintura em tecido em 2005 e 2006. A partir de 2007, continuou compartilhando o conhecimento que adquiriu com o SENAR MINAS. Atualmente, ela se dedica a aulas particulares e a oficinas de pintura em tecido no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), onde as atividades estão suspensas devido à pandemia.

Os 16 anos de experiência como artesã garantiram uma clientela fiel. E, na carreira de 15 anos como professora, Márcia já treinou cerca de 70 mulheres. Ela compartilha técnicas e paixão pelo artesanato a cada aula.

“Aprendi um pouco de costura com a minha mãe e me aperfeiçoei com o curso. De pintura em tecido eu não sabia nada, e me encantava a cada peça terminada. Sou muito grata por ter participado dos cursos do SENAR MINAS, com eles descobri uma forma de ganhar dinheiro, e encontrei uma profissão. Hoje tenho a honra e o prazer de repassar o que aprendi. Eu digo que o SENAR é uma benção, e todos devem conhecer e aproveitar tudo de bom que ele nos oferece” –  Márcia Alves Araújo, artesão e professora.

“Sou de Mutum e fiz aulas com a Márcia na casa dela. Uma excelente professora teve muita paciência em me ensinar. O que sei hoje devo a ela. E continuo fazendo as minhas pinturas em panos de prato, jogos de cozinha, jogos de toalha, e vendo na região. A pintura se tornou uma renda extra e amo o que faço.” Priscila de Souza Araújo, ex-aluna de Márcia.

“Fiz o curso com a Márcia em 2012 e a partir daí tomei gosto pelo artesanato. Atualmente trabalho com a pintura em fraldas” – Mariana Rodrigues, ex-aluna de Márcia.

“É gratificante ver produtores e trabalhadores inovando e buscando conhecimento para melhorar a qualidade de vida e a qualidade dos produtos. Apesar da economia do município está voltada para o cultivo do café, temos exemplos de sucesso em outros treinamentos”. – Micheline Almeida, mobilizadora do Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/