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Cultura

Fundação Clóvis Salgado disponibiliza a ópera Viamundo em formato digital
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Imagem: Paulo Lacerda /FCS

Após a aclamada estreia de Viramundo – Uma ópera contemporânea, apresentada no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, o público poderá conferir o espetáculo no formato virtual. A produção artística ficará disponível gratuitamente no período das 19h do dia 28 dezembro ao dia 31 de dezembro, no canal de YouTube da Fundação Clóvis Salgado. O espetáculo que marcou o encerramento da Temporada de Ópera On-line 2021 e é inspirado no livro “O Grande Mentecapto”, do escritor mineiro Fernando Sabino (1923-2004), lançado em 1979, e considerado um dos grandes romances da literatura brasileira.

A gravação que será exibida foi realizada um dia antes da estreia do espetáculo, que aconteceu no dia 21 de dezembro de 2021, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com a presença do público. A obra contou com as participações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, do Coral Lírico de Minas Gerais, do Ballet Jovem Minas Gerais, além de solistas convidados. A direção musical é do maestro Gabriel Rhein-Schirato e a direção cênica é assinada pela dramaturga e atriz Rita Clemente.

Concebida pela FCS em parceria com nomes consagrados da música, da literatura e do teatro, além de pesquisadores e jornalistas, a montagem é resultado da criação de libretos (textos em português) e de composições musicais elaborados por diversos artistas brasileiros durante o Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos da Academia de Ópera, realizado no segundo semestre deste ano, pela Temporada de Ópera On-line 2021.

Trata-se de uma iniciativa inédita no país sobre formação e criação em dramaturgia operística que contou com a curadoria do maestro Gabriel Rhein-Schirato e da encenadora Livia Sabag, além da orientação do poeta e letrista membro da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro.

Durante o processo criativo, como integrantes do Ateliê de Criação, os dramaturgos Ricardo Severo (As três mortes de Geraldo Viramundo), Djalma Thürler (Não gosto de corpo acostumado), Julliano Mendes (Viramundo, Viraflor),  Luiz Eduardo Frin (Circunvagantes) e Bruna Tameirão (O Julgamento) escreveram libretos que foram musicados pelos compositores André Mehmari, Denise Garcia, Antonio Ribeiro, Maurício de Bonis e Thais Montanari, artistas também participantes do Ateliê.

A ópera é um espetáculo que reúne cinco breves óperas, com cinco histórias independentes – que tem começo, meio e fim – cada uma dentro de seu universo artístico, com cerca de dez minutos de duração, formando um só programa operístico com narração e sem intervalo – apenas breves respiros entre uma obra e outra para troca de músicos e figurinos. Ao todo, são 31 personagens em que músicos e cantores se revezam, atuando em mais de uma obra e interpretando diferentes papéis. Os integrantes do Coral Lírico estão em cena e os músicos da Orquestra Sinfônica, no fosso do palco.

As obras tratam de diferentes temas, seja por meio do circo-teatro, como um acontecimento carnavalesco, ou utilizando-se do humor para chegar ao trágico. A partir da obra de Sabino, são pontuadas metáforas de todas as ordens e o ponto que une todos os libretos é a literatura mineira e a mineiridade. Um espetáculo com sotaques de Minas Gerais, com citações à cultura do estado, mas de forma universal.

De acordo com a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, o espetáculo é fruto do pensamento contemporâneo e arrojado da instituição e de todos os parceiros envolvidos nessa iniciativa. “Viramundo – Uma Ópera contemporânea é o resultado final do Ateliê de Criação: Dramaturgia e Processos Criativos, um verdadeiro coroamento de todo o esforço que uniu artistas de campos distintos em uma unidade narrativa que resulta nessa encenação. Além disso, este é um trabalho inédito no nosso país, do ponto de vista de formação e criação operística, o que reforça o compromisso da FCS de estimular, investir e contribuir para o desenvolvimento da ópera brasileira contemporânea, especialmente na criação dramatúrgica e de libretos”, celebra Eliane Parreiras.

Fonte: www.secult.mg.gov.br