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Cultura

Fundação Clóvis Salgado inaugura mostra Aquarelas Recentes, de José Alberto Nemer

Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard recebe obras em grandes dimensões que revelam o brilhantismo e domínio do artista na técnica da aquarela

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Imagem: Rafael Motta

Após ocupar o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e a Fundação Iberê, em Porto Alegre, a exposição Nemer – aquarelas recentes chega ao Palácio das Artes. A partir desta terça 19 de abril até 5 de junho de 2022, a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard recebe as formas orgânicas e geométricas do artista mineiro José Alberto Nemer, expressadas por meio de uma coleção de telas criadas durante dois anos de trabalho, a maior parte durante o período de isolamento social. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra itinerante reúne trabalhos inéditos – 30 obras em dimensões médias e grandes, e uma série de 23 conjuntos, intitulada Geometria Residual, que reúne aquarelas pequenas e fotografias.

Pertencente à geração dos chamados Desenhistas Mineiros, que se afirmou no cenário da arte brasileira, a partir da década de 1970, Nemer ocupa mais uma vez a Grande Galeria com uma individual. Além de apresentar um trabalho virtuoso, a exposição reafirma a importância de uma mostra que dá vazão exclusiva à expressão artística da aquarela, a qual Nemer mostra brilhante domínio.

Para Agnaldo Farias, os trabalhos de Nemer propiciam um intermitente confronto entre uma orientação construtiva e um impulso orgânico. Diluídos na água, seus pigmentos correm pela folha, adivinhando suas minúsculas fissuras e revelando o acidentado da topografia do papel. Produzidas sobre papel francês, as aquarelas revelam quadrados, retângulos, grelhas, hachuras, círculos, trapézios, elipses, cruzes e arcos, que se entrelaçam em diferentes formatos e configurações. Nemer – aquarelas recentes consolida a bem-sucedida iniciativa de estimular e divulgar as artes visuais mineiras, campo no qual Minas Gerais alcança destaque histórico no país.

Aceitar o imprevisível
Da ideia até a concepção, a exposição a ser apresentada na Grande Galeria é resultado de uma curadoria atenta, feita por Agnaldo Farias, também responsável por organizar a última exposição de Nemer, em 2019. “A exposição reúne dois anos de trabalho, a maior parte produzida durante a pandemia. Foi um momento solitário e altamente reflexivo”, conta o artista. “A mostra atual reúne trabalhos inéditos, cerca de 30 obras em dimensões médias, de 100 por 100 centímetros, e grandes, de 150 por 200 centímetros. Inclui ainda a série Geometria Residual, 23 conjuntos com um diálogo entre aquarelas pequenas, de 10 por 7 centímetros, e fotos”, explica o artista.

Ao contar sobre seu processo de criação, Nemer destaca a importância da aquarela em sua trajetória pessoal e profissional. “Não exagero quando digo que a aquarela me ensina a viver. Me ensina a aceitar o imponderável. A aquarela obedece ao controle da criação até certo ponto. A partir daí ela se torna indomável. O pigmento com água numa superfície grande e branca do papel tem um comportamento imprevisível. O desafio está justamente em incorporar o aleatório, transformar a surpresa em linguagem”.

O trabalho de Nemer é construído a partir de um olhar gestual, que une a geometria às manchas, o previsível ao imprevisível. “Às vezes eu começo construindo uma geometria, que na metade acaba se desconstruindo; é quando você reconhece que a aquarela é indomável, escorre até onde ela quer escorrer e o pigmento se concentra onde sequer imaginávamos. Todos os deslizes, todos os ‘erros’ são incorporados e fazem parte do processo não só da aquarela, mas da arte como um todo”, diz Nemer.

Arte e psicanálise
Nas telas de Nemer, o preto chama a atenção, uma cor pouco usada na técnica e terminantemente proibida na época em que estudou na Escola de Belas Artes: “Durante o curso, senti uma atração muito grande pela aquarela como técnica. Cada vez que eu começava a pintar, os professores vinham e diziam: ‘a aquarela tem que ser mais transparente, e você está pesando muito. Isso aí está mais para guache do que para aquarela’. Outras vezes colocava um preto, e eles voltavam e falavam: ‘atenção, nunca se usa o preto na aquarela’. Foi aí que guardei a aquarela e me dediquei ao desenho. Os anos passaram e, em um processo terapêutico, resolvi fazer algumas reflexões desenhadas e com aquarela. E, sintomaticamente, comecei pelo preto e nunca mais parei”, conta.

Foi por meio da psicanálise que a aquarela entrou na vida do artista. “Perguntei à analista se podia fazer um relatório usando aquarelas, e a técnica se adequou à minha introspecção e silêncio, ao meu temperamento. Domou a vontade de controle sobre tudo”, conta. A partir daí veio a primeira série, intitulada “Ilusões Cotidianas”, exposta, nos anos 1980, em São Paulo e na Bienal de Cuba.

Atmosfera intimista – Segundo o artista, o público será apresentado a uma exposição que se desvela em seus mistérios e sutilezas. A expografia da Grande Galeria foi pensada com o intuito de cumprir esse papel. “A exposição tem uma atmosfera intimista, de câmera, e não de orquestra grandiloquente. A produção do espaço, com pessoas sensíveis, tem sido muito atenta a esse detalhe. Experiências anteriores me mostraram o quanto os visitantes se sensibilizam quando veem algo em surdina. Elas até falam baixo, se envolvem com aquilo que está sendo mostrado. Esta é uma recompensa para o artista, o fato de mostrar a obra e sentir que ela é vista como se deve”, conta Nemer.

Por fim, como artista visual mineiro, Nemer destaca a importância da gestão cultural pública, essencial na consolidação do percurso profissional dos artistas. “O panorama da cultura brasileira é muito rico, mas as políticas públicas, no geral, têm dificuldade de acompanhar. Esse é um desafio constante que todo artista brasileiro tem”, conta o artista. Dentre os caminhos que percorreu, a mostra Nemer – aquarelas recentes contribui de forma significativa em sua trajetória. “A exposição que chega agora ao Palácio das Artes, depois de passar pelo Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e pela Fundação Iberê, em Porto Alegre, é um exemplo positivo de acolhida por parte das instituições. Todos os três espaços fazem um trabalho sério e dinâmico e que devem servir de parâmetro quando se fala em gestão cultural”, comenta.

Nemer
José Alberto Nemer é artista plástico e doutor em Artes Plásticas pela Université de Paris VIII. Lecionou em universidades brasileiras e estrangeiras, como a UFMG (1974 a 1998) e a Université de Paris III-Sorbonne (1974 a 1979). Pertencente a geração dos chamados desenhistas mineiros, que se afirmou no cenário da arte brasileira a partir da década de 1970, Nemer participa de salões e bienais no Brasil e no exterior. Sua obra obteve, entre outros, o Prêmio Museu de Arte Contemporânea da USP (1969), Prêmios Museu de Arte de Belo Horizonte (1970 e 1982), Prêmios Museu de Arte Contemporânea do Paraná na Mostra do Desenho Brasileiro, (1974 e 1982), Grande Prêmio de Viagem à Europa no Salão Global (1973), Prêmio Museu de Arte Moderna de São Paulo no Panorama da Arte Brasileira (1980), entre outros.

Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a exposição Nemer – aquarelas recentes, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio máster da Cemig, ArcellorMittal, Instituto Unimed-BH, AngloGold Ashanti e Usiminas,  e patrocínio prata da Vivo, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura. Tem apoio cultural do Instituto Hermes Pardini.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Exposição multimídia no Palácio das Artes reúne obras do artista Raffaello Sanzio
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Imagem: Bernardo Arcos Mijailidis

A partir de 11 de janeiro até 27 de fevereiro de 2022, a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, do Palácio das Artes, recebe a exposição Magister Raffaello, promovida pelo Consulado Geral da Itália em Belo Horizonte, pela Fundação Clóvis Salgado e pela Magister Art em celebração ao 500° aniversário de morte de Raffaello Sanzio, considerado um dos maiores artistas do renascimento italiano. Através de recursos tecnológicos e conteúdo multimídia, a exposição conduz o visitante em uma viagem virtual inédita ao Renascimento Italiano e à vida e obra do pintor. Uma nova experiência de observação e conhecimento sobre as obras do artista, descobrindo detalhes e técnicas.

A curadoria de “Magister Rafaello” é de Claudio Strinati, historiador de arte, especialista em pintura e escultura renascentista, e de Federico Strinati, gestor de promoção e patrimônio cultural.

Segundo o cônsul Dario Savarese, a mostra Magister Raffaello faz parte da vasta programação que o Consulado está promovendo em Minas Gerais nos últimos anos, com o intuito de valorizar a cultura e a arte italianas. “A exposição destaca o conceito de beleza e de elegância atrelados ao percurso do artista renascentista. Trata-se de uma imersão digital não somente no patrimônio cultural do nosso País, mas também nos territórios italianos: é um convite a pensar novos roteiros turísticos na Itália. Além de juntar tradição e tecnologia, a mostra oferece gratuitamente um percurso didático e acessível a todos”, contou Savarese.

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, “Magister Rafaello” reafirma o uso da tecnologia pelo Palácio das Artes como instrumento de mediação e difusão cultural e acesso à arte. “Com essa exposição, o Consulado Italiano proporciona ao público mineiro uma imersão no Renascimento, e também um aprofundamento no trabalho de Raffaello, um dos artistas universalmente mais conhecido de todos os tempos. É uma grande oportunidade de vivenciar a obra desse gênio, de maneira inédita”, comemora Eliane Parreiras.

Para retratar a carreira desse mestre renascentista, a exposição é dividida em seis áreas temáticas com grandes telas nas quais conteúdos multimídia narram as obras de Raffaello. O visitante é levado por um percurso a partir de uma cronologia que segue o crescimento humano e profissional do artista para descobrir as cidades por onde ele viveu e as obras que criou.

O que o Renascimento representou na história da arte e da cultura mundial é lembrado por essa exposição através de obras de Raffaello descritas em formato multimídia: uma mostra que visa falar do antigo através do contemporâneo, colocando em diálogo as pinturas do começo do século XVI com o universo multimídia atual. Qual jeito melhor de mostrar a atualidade de uma pintura e de um movimento artístico que viraram imortais?

A exposição oferece ainda um aplicativo especialmente criado, com informações, textos, vídeos e áudios sobre Raffaello, em português, italiano e inglês. O visitante poderá baixar na loja de aplicativos de seu celular ou usar o audioguia que será disponibilizado pelo Palácio das Artes.

A exposição oferece também um Programa Educativo, com agendamento de grupos para visitas mediadas. Para mais informações, contactar: extensao@fcs.mg.gov.br/.  

Em parceria com a CASA FIAT DE CULTURA, no dia 26 de janeiro, das 19h às 20h30, acontece a palestra virtual “Raffaello e a idade de ouro do Renascimento”, com Elisa Byington. As inscrições são gratuitas, pelo Sympla.

Por meio da exposição, as instituições italianas confirmam o compromisso na cultura como ferramenta de promoção da Itália no mundo, assim como de diálogo entre países e povos. A exposição, criada por Magister Art, está fazendo a volta ao mundo tendo já passado por 45 países de três continentes diferentes, sendo alguns deles o Brasil, o México, o Vietnam, a Áustria e o Chile.

Sobre a exposição
O passeio pela mostra começa com um autorretrato de Raffaello, atualmente em exposição na Galeria Uffizi em Florença, e a cronologia dos principais momentos de sua vida. A primeira sala temática, Espaços Habitados, traz o quadro A cidade ideal, de autor desconhecido, mas contemporâneo a Raffaello, que convida o visitante a começar a jornada partindo de Urbino, cidade onde o artista nasceu, para chegar à Città di Castello.

A cidade ideal inspirou Raffaello, que a representará em sua primeira obra-prima – O casamento da virgem, exposto na Galeria de Brera em Milão. O artista estava em plena luta pela sobrevivência artística quando chegou a Città di Castello e concebeu a pintura, feita para uma igreja da cidade, inicialmente encomendada à oficina do artista Pietro Perugino.

Na sala seguinte, Encontrando Equilíbrio, o público poderá vivenciar um período altamente produtivo da vida de Raffaello. O artista que já era residente em Florença neste período, recebe a encomenda de uma nobre e rica família de Perugia para a criação de uma obra em homenagem ao herdeiro da família, morto em uma rixa familiar. A obra A Deposição, que poderá ser apreciada, traz a revolução realizada pelo mestre ao relatar a deposição de Cristo: o jovem Grifonetto Baglioni segurando o lençol com o corpo de Cristo.

No terceiro espaço, A Espiritualidade Nobre, o visitante é recebido por uma coleção de madonas e retratos femininos e masculinos, encomendados a Raffaello tanto por clientes religiosos como seculares como a família Doni, a mesma que encomendou a Michelangelo a pintura redonda do chamado Tondo Doni, exposta na Galeria Uffizi.

A sala Os Aposentos Papais retrata as boas relações de Raffaello com Roma, graças ao seu talento e habilidade. A Escola de AtenasA expulsão de Heliodoro do templo e O fogo no Borgo são obras inéditas na arte ocidental que enriquecem as chamadas Salas de Raffaello, nos Museus Vaticanos.

Por fim, na sala Utopia e Poder, a jornada pela vida e obra de Raffaello termina com a obra A Transfiguração, última pintura que simboliza o fim prematuro de uma vida. O artista fez a pintura para o cardeal Júlio de Médici, nomeado para a Catedral de Narbònne. A obra foi comparada a outra bela pintura, A ressurreição de Lázaro, de Sebastiano del Piombo, o grande rival de Raffaello, aluno de Michaelangelo.

Ao longo deste percurso, o visitante encontrará também as “portas do conhecimento”, que mostram imagens de obras de Raffaello e de outros artistas contemporâneos ou conhecidos por ele. A visita poderá ser acompanhada também por um audioguia.

Um dos maiores artistas do renascimento italiano
Rafael Sanzio nasceu em Urbino, na Itália central, em 1483, e morreu em Roma, em 1520. O artista começou a trabalhar muito jovem e sua grandeza logo foi reconhecida e apreciada em sua época. Ao longo dos séculos, após sua morte, com apenas 37 anos de idade, sua fama foi se consolidando, e Raffaello se tornou um dos artistas mais estudados e admirados do mundo.

O artista viveu e trabalhou nos centros mais importantes do Renascimento italiano: Urbino, Città di Castello, Florença e Roma. Ao longo de sua jornada, assimilou um conceito fundamental: o quanto a arte pode enriquecer a vida de uma pessoa. A arte, com suas formas belas e agradáveis, representa uma condição ideal de bem-estar, felicidade e serenidade a que o ser humano, ao longo dos séculos, sempre aspirou.

Em Urbino, cidade onde nasceu e onde seu pai deixara de herança uma oficina de arte, Rafael não conseguia se lançar como artista e não chegaria a pintar qualquer obra. Ainda adolescente, ele se mudou para centros menores, onde seu trabalho encontrou aceitação e apreciação.

Pintou especialmente em Città di Castello, com os olhos sempre voltados para Perugia, a terra do pintor mais importante da época, Pietro Vannucci, conhecido como Perugino, cujo estilo (e mentalidade) assimilou.

Sob forte recomendação da duquesa Giovanna Feltria della Rovere, Raffaello seguiu para Florença, a Capital das Artes, e lá conseguiu obter encomendas de famílias abastadas. A sua fama de retratista supremo e pintor magistral de imagens sacras, para uso privado, chegou aos ouvidos de Atalanta Baglioni, uma nobre perugina, muito influente na política e na cultura da Itália central da época, que lhe confiou a tarefa de uma obra crucial, destinada à igreja de São Francisco: O transporte de Cristo ao sepulcro, uma obra de notável significado político e estético.

O sucesso triunfante dessa obra levou Bramante, o arquiteto da Basílica de São Pedro, em Roma, curador do Papa Júlio II della Rovere, a chamar Raffaello à Cidade Eterna para confiar-lhe a tarefa exclusiva de pintar os aposentos papais. O surpreendente resultado alcançado no primeiro aposento, a Sala da Assinatura, encorajou eclesiásticos ilustres, empresários leigos e nobres em posição privilegiada a dar-lhe todo tipo de atribuições artísticas, diplomáticas e culturais.

O roteiro que define a produção artística de Raffaello se tornou percurso turístico “alternativo”, que permite ao viajante conhecer de perto as raízes da produção artística italiana que não se resume a visitas a Roma, Florença, Milão e Veneza.

Em apenas seis anos, a partir de 1509, Raffaello se tornou o primeiro consultor supremo de Júlio II e, depois da morte desse pontífice, em 1513, de seu sucessor, Leão X. Foi principalmente por intermédio de Leão X que o mestre se viu na condição ideal de homem da Corte, rodeado de amigos ilustres e influentes, como Baldassar Castiglione. Raffaello também se tornou o fundador de uma Escola, por meio da qual conseguiu receber um número considerável de novos pedidos e comissões.

De 1515 até sua morte, Raffaello trabalhou ainda como arqueólogo, pintor de cenas teatrais e arquiteto, embora, nesse período, Leão X tenha preferido utilizá-lo mais para obras instrumentais, como os desenhos para as tapeçarias da Capela Sistina ou para as homenagens ao Rei da França Francesco I e sua esposa, por ocasião de importantes acordos diplomáticos e familiares.

 Casa Fiat de Cultura convida Elisa Byington para palestra virtual: “Raffaello e a idade de ouro do Renascimento”
As primeiras décadas do século XVI foram consideradas a ‘Idade de Ouro’ do Renascimento, ocasião em que artistas e letrados acreditaram ter alcançado a síntese entre as formas da natureza e a perfeição da Antiguidade Clássica. Raffaello Sanzio (1483-1520), o mais jovem da trindade encabeçada por Leonardo da Vinci e Michelangelo, foi considerado entre eles o mais perfeito. A polivalência do seu talento fez dele a figura dominante na cena artística sob o pontificado de Leão X Medici (1513-1521), ápice do período. Para falar sobre esse artista que foi capaz de unir a forma da estatuária clássica à naturalidade da expressão humana, a Casa Fiat de Cultura convida Elisa Byington, brasileira e italiana, pós-doutora em História da Arte, para ministrar palestra virtual no dia 26 de janeiro, às 19h. Elisa irá fazer um recorte histórico na fase madura do artista, com destaque para sua a capacidade de materializar em imagens conceitos complexos que se transformaram em modelo para as academias de arte e referência para os artistas ao longo dos séculos, até a ruptura com a tradição clássica no final do século XIX. A palestra é uma parceria com o Consulado da Itália em Belo Horizonte e as inscrições gratuitas podem ser feitas pela Sympla.

Sobre Elisa Byington
Crítica e curadora, Elisa Byington é pós-doutora em História da Arte. Na Universidade de Roma – La Sapienza, estudou estética, filologia e história da arte, obtendo laurea cum laude pela discussão da tese sobre o arquiteto e pintor Giorgio Vasari (1511-1574). Viveu entre Itália e Brasil de 1986 a 2011, defendeu doutorado na Unicamp – Universidade de Campinas e dedicou seu pós-doutorado à pesquisa sobre a fixação e difusão dos modelos do Renascimento italiano na arte internacional.

Publicou os livros Galleria Borghese (Berlendis & Vertecchia editores, São Paulo, 2000); Palazzo Pamphilj a Piazza Navona (Omar G. Editora, Salvador, 2001); O projeto do Renascimento (Zahar, Rio de Janeiro, 2009); Giorgio Vasari 500 anos, a invenção do artista moderno, Biblioteca Nacional, Rio de janeiro, 2011; Antônio Dias, Arquivo Intimo, (ed. Automática, Rio de Janeiro, 2013); Elisa Bracher, Luctus Lutum, (São Paulo, 2015); Elisa Bracher, Encarnadas, (ed. BEI, São Paulo, 2018); (ed. Cobogó, Rio de Janeiro, 2018); Gianni Ratto 100 anos – São Paulo (no prelo); Rafael e a definição da beleza (no prelo).

Publicou ensaios sobre artistas e temas da arte contemporânea em livros, revistas especializadas e catálogos, como também sobre a arte do Renascimento e do Barroco italiano. Colaborou com as revistas Isto É, Bravo!, Republica, Carta Capital, Arte Ibérica, Icon, Il Giornale dell’Arte. Como curadora independente, realizou exposição comemorativa dos 500 anos de Giorgio Vasari, a invenção do artista moderno no Centro Eliseu Visconti da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, bem como de artistas contemporâneos.

O Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a exposição Magister Raffaello. A mostra tem a correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, e patrocínio prata da Vivo.  Todos os incentivos são via Lei Federal e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/