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Cultura

Filarmônica de Minas Gerais fará concerto gratuito em Congonhas

A Filarmônica de Minas Gerais, uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país, dá início às suas turnês por Minas Gerais neste mês de julho, uma realização da Gerdau.

No dia 10, domingo, a Orquestra faz apresentação gratuita em Congonhas, em concerto que será realizadoàs16 horas, na Romaria, importante espaço turístico e religioso da cidade. Sob a batuta do maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica, a Orquestra leva um repertório totalmente brasileiro, destacando a variedade de estilos e as influências das nossas raízes na música orquestral feita no país, com obras de Alberto Nepomuceno, Eleazar de Carvalho, Francisco Mignone, Gilberto Mendes, Guerra-Peixe, Lorenzo Fernandez e Carlos Gomes.

Para José Soares, “as turnês estaduais da Orquestra reforçam nossa tradição de ampliar o acesso à música de concerto e conquistar novos públicos. É muito importante que um número cada vez maior de pessoas tenha a oportunidade de assistir à Orquestra”. Sobre o repertório, José Soares diz que “os mineiros e mineiras vão ficar encantados por ouvir obras de grande beleza e qualidade criadas por brasileiros”.

O projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e uma realização do Instituto Cultural Filarmônica. O concerto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Congonhas por meio da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer, Turismo e Eventos.

Serviço

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Congonhas (MG)
10 de julho – 16h – Romaria
Concerto gratuito

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais realiza 11º Festival Tinta Fresca e incentiva a composição musical brasileira

Concerto de encerramento do Festival é gratuito, com presença de público e transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube

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Imagem: Luciano Viana

Nesta quarta-feira, 15 de junho, o público poderá conhecer as obras finalistas da 11ª edição do Festival Tinta Fresca, promovido pela Filarmônica de Minas Gerais, em concerto gratuito realizado na Sala Minas Gerais, às 20h30, com regência do maestro associado José Soares. São elas: Bartokianas Brasileiras nº 1, de Jônatas Reis (MG); Sublimações Antárticas, de Rubens Fonseca (MG); Iniciação nas cores, de Martim Butcher (SP); Cores Dissolutas, de Willian Lentz (PR) e Isocronia, de Marcelo Bellini Dino (SP). Oportunidade rara no cenário nacional, o concurso para compositores tem oferecido um importante espaço aos talentos brasileiros. Entre os autores escolhidos, um vencedor receberá encomenda de obra sinfônica inédita a ser estreada na Temporada 2023 da Filarmônica de Minas Gerais. O Festival conta com uma comissão julgadora composta por profissionais de renome nacional, que, em 2022, é formada pelos compositores André Mehmari, Leonardo Martinelli e Paulo Zuben. O concerto é gratuito, com presença de público e transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

A distribuição de ingressos é feita pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 4 ingressos por pessoa. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto.

De acordo com as orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para a prevenção da covid-19 em ambientes fechados (Portaria nº 350/2022, publicada no dia 3 de junho de 2022), o uso de máscara é recomendado, porém, opcional, na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.A programação educacional é apoiada pelo programa Amigos da Filarmônica.

José Soares, regente associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Obras finalistas e compositores

A obra Bartokianas Brasileiras nº 1 e o compositor Jônatas Reis (Belo Horizonte, Brasil, 1976)
A obra Bartokianas Brasileiras nº 1 é uma homenagem ao compositor húngaro Béla Bartók. Ela é estruturada meticulosamente com base nos números da Série de Fibonacci e da proporção áurea, cujos padrões são encontrados na natureza, nas artes, em diversas áreas do conhecimento e usados por Bartók em suas composições. Elementos rítmicos e melódicos do folclore brasileiro são utilizados de forma estilizada numa dinâmica interação com processos e recursos próprios da obra de Bartók e da música contemporânea. Seu compositor, Jônatas Reis (Brasil, MG, 1976), estudou na Escuela Superior de Música José Ángel Lamas, na Venezuela, e é Bacharel em Composição pela Universidade Federal de Minas Gerais. No seu repertório destacam-se obras de caráter sinfônico, com as quais venceu vários concursos e festivais nacionais. Seu estilo explora principalmente a combinação entre a música de concerto, o jazz e o folclore brasileiro e latino-americano. Jônatas Reis venceu o Festival Tinta Fresca 2015 e, em 2016, a Filarmônica estreou a sua peça Evocações Sagradas.

A obra Sublimações Antárticas e o compositor Rubens Fonseca (Contagem, Brasil, 1985)
Construída em um único movimento, Sublimações Antárticas é caracterizada pela alternância entre partes de tutti e partes com formação quase camerística, nas quais ocorrem dois solos, de flauta e de clarone. A estrutura se assemelha a um concerto grosso, forma instituída no período Barroco e recuperada por compositores modernos. Há na peça um amplo uso de técnicas expandidas e recursos que visam à produção de timbres e texturas, como multifônicos, glissandos e harmônicos, dentre outros. Seu autor, Rubens Fonseca (Brasil, MG, 1985), estudou violão e contrabaixo no Cefar da Fundação Clóvis Salgado e graduou-se em Composição na UFMG, onde foi aluno de professores como Rogério Vasconcelos e OIliam Lanna. Foi finalista no concurso Bruno Maderna Competition 2016, na Ucrânia, com seu quarteto de cordas Monadas. 

A obra Iniciação nas cores e o compositor Martim Butcher (São Paulo, Brasil, 1987)
Vários gestos da obra Iniciação nas cores, entre os quais o inicial, remetem às cores como timbres, usados em sucessão para criar efeitos de melodias tímbricas. Porém, quanto à forma, aqui as cores são climas, regiões, postos num curso de contrastes aparentemente sem retorno: uma aposta no prazer de se iniciar numa sequência de paletas. Martim Butcher (Brasil, SP, 1987), autor da obra, realizou seus primeiros estudos musicais em São Paulo, com Chico Saraiva. A partir de 2009, viveu na Argentina, onde formou-se em Composição pela Universidad Nacional de la Plata (UNLP) e atuou como violonista e compositor, transitando entre a música popular e a erudita. De volta a São Paulo em 2016, dedicou-se, nos últimos anos, à composição orquestral. Conquistou o 1º prêmio no Festival Tinta Fresca 2018, com a obra Stretching before and after, e, em consequência, recebeu a encomenda de outra obra, estreada em 2019 pela Filarmônica.

A obra Cores Dissolutas e o compositor Willian Lentz (Curitiba, Brasil, 1986)
O jogo entre estaticidade e movimento dá forma à obra Cores Dissolutas. Blocos harmônicos condizem com os momentos de imobilidade. Em seguida, se dissolvem através da sucessão de uma figura motívica, que dá movimento à dinâmica musical. A obra, em sua essência, carrega uma qualidade afetiva em estado de resignação. O desejo latente de tornar preponderante o movimento sonoro não resiste, cedendo à posição de complacência perante a contemplação das estruturas verticais. Seu autor é Willian Lentz (Brasil, PR, 1986), doutorando em Composição na Unesp, Mestre em Música pela UFPR e Bacharel em Composição e Regência pela Unespar. Participa do Ateliê de Composição Lírica do Theatro São Pedro e foi premiado no 5º KLK New Music-Musica per Archi. Recebeu encomenda da obra A máquina entreaberta para o 23º Festival Amazonas de Ópera. Frequentou o Valence International Performance Academy & Festival, na Espanha, e foi selecionado para o Jack Studio. Trabalha como coordenador e  maestro da Orquestra de Cordas da Fundação Solidariedade.

A obra Isocronia e compositor Marcelo Bellini Dino (São Paulo, Brasil, 1972)
A obra Isocronia foi concebida no primeiro trimestre de 2020, com dois temas contrastantes. O primeiro, de caráter mais melódico, aflora na seção das cordas acompanhado por um ostinato persistente com uma divisão rítmica bastante constante. Assim, marimba, vibrafone e piano trabalham como um “motor”, conduzindo a música de forma pulsante e contínua. O segundo tema é cromático e tem caráter motívico, proporcionando momentos mais instáveis harmonicamente. O termo isocronia, definido como a divisão rítmica postulada do tempo em porções iguais, em uma linguagem, foi então emprestado para representar a ideia de pulso constante e homogêneo sobre a qual a obra foi construída. Seu autor é Marcelo Bellini Dino (Brasil, SP, 1972), graduado em Composição e Regência pela Unesp, Mestre e doutorando pela USP. Desde 1996 compõe ativamente música para televisão. Foi vencedor do Festival Tinta Fresca 2017 e 2º lugar na edição 2019. Em 2018, a Filarmônica estreou sua obra Aurora Borealis. Venceu também o Concurso de Composição do Instituto Villa-Lobos 2010 e a Piano Composition Competition Fidelio de Madrid 2019. É professor na Universidade Anhembi-Morumbi.

A comissão Julgadora

André Mehmari (Niterói, Brasil, 1977)
Pianista, arranjador e compositor, Mehmari é considerado pela crítica “um artista singular de imaginação vibrante e generosa”, apontado como um dos mais originais e completos músicos brasileiros de sua geração. Iniciou-se na música com sua mãe e estudou piano na ECA-USP. Compositor prolífico e requisitado, premiado na área erudita e na popular, teve seus trabalhos tocados por muitos grupos, entre eles Osesp, OSB, Filarmônica de Minas Gerais, Miami Symphony, Orchestre de Normandie, Quarteto da Cidade de São Paulo e Quinteto Villa-Lobos. Possui uma vasta discografia e uma ativa carreira internacional. 

Leonardo Martinelli (São Paulo, Brasil, 1978)
Leonardo Martinelli é compositor, professor, conferencista e pesquisador, com doutorado pela Unesp. Atuou junto à imprensa musical como crítico e articulista da revista Concerto e, nos últimos anos, trabalhou em projetos educacionais da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, Festival de Inverno de Campos do Jordão e Festival Sesc de Música de Câmara. Autor de obras para orquestra, câmara e outras formações, teve também títulos operísticos estreados pelo Theatro Municipal de São Paulo, Festival Amazonas de Ópera e Theatro São Pedro da capital paulista. Atualmente, leciona na Faculdade Santa Marcelina e na Academia da Osesp.

Paulo Zuben (São Paulo, Brasil, 1969)
Paulo Zuben é compositor e gestor cultural. Doutor em Artes pela USP e Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, graduou-se em Composição e em Administração. Trabalhou no IRCAM de Paris e especializou-se em gestão cultural nas universidades de  Harvard, Michigan e Texas. Atualmente, é diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura, organização responsável pela gestão do Theatro São Pedro, da Emesp-Tom Jobim e do Projeto Guri. Atua como compositor em obras instrumentais e eletroacústicas premiadas. Criou a Camerata Aberta, um dos principais grupos de música contemporânea do Brasil, e faz parte do seu conselho artístico.

Serviço
11º Festival Tinta Fresca – Concerto de Encerramento
15 de junho – 20h30
Sala Minas Gerais
Concerto gratuito e com transmissão ao vivo

Programa 

José Soares, regente

J. REIS                Bartokianas Brasileiras nº 1

R. FONSECA      Sublimações Antárticas

M. BUTCHER     Iniciação nas cores

W. LENTZ          Cores Dissolutas

M. DINO            Isocronia

CONCERTO GRATUITO, COM PRESENÇA DE PÚBLICO E TRANSMISSÃO AO VIVO PELO CANAL DA FILARMÔNICA NO YOUTUBE.

A distribuição de ingressos começa na sexta-feira, dia 10 de junho, a partir do meio-dia, pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 4 ingressos por pessoa. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais recebe o maestro convidado Claudio Cruz e o violoncelista Matias de Oliveira Pinto
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No dia 4 de junho, às 18h, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais explora o repertório sinfônico de Janácek a Liszt, na série “Fora de Série”, que, neste ano, é inspirada nas letras do alfabeto, trazendo as imensas possibilidades existentes de A a Z no universo dos compositores. Com regência do maestro convidado Claudio Cruz, dois poemas sinfônicos compõem a essência deste programa. O “ideal” romântico é explorado por Liszt em “Os Ideais, Poema Sinfônico” e, na obra de Janácek, Tarás Bulba, a memória de um passado glorioso se revela. Em oposição a essas peças, o violoncelista brasileiro Matias de Oliveira Pinto traz a leveza e a graciosidade do Concerto para violoncelo de Kabalevsky. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.

De acordo com o decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (nº 17.943), publicado no dia 28 de abril de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara é opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinadores: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Claudio Cruz, regente convidado
Claudio Cruz é Regente Titular e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. No Brasil, tem atuado como regente convidado em muitas orquestras, entre elas a Osesp, a OSB e as sinfônicas do Paraná, Porto Alegre e dos teatros Municipal de São Paulo e Nacional Cláudio Santoro. Em outros países, regeu a Sinfonia Varsovia, New Japan Philharmonic, Hyogo PAC Orchestra, Sinfônica de Hiroshima, entre outras. Também no exterior, apresentou-se no Festival de Verão da Caríntia (Áustria) e no Festival Internacional de Música de Cartagena (Colômbia). Em sua discografia estão três álbuns com a Orquestra de Câmara Villa-Lobos, um deles consagrado a obras de Edino Krieger. Com a Sinfônica de Ribeirão Preto, gravou Beethoven e Mozart, aberturas de óperas e obras de Tom Jobim com arranjos de Mario Adnet. O álbum gravado com a Northern Sinfonia e com o renomado violoncelista brasileiro Antonio Meneses, com obras de Elgar e Gál, foi indicado ao Grammy. Gravou Villa-Lobos, Guerra-Peixe e Shostakovich em 2015 e Berlioz e Tchaikovsky em 2016 com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Violinista consagrado, foi spalla da Osesp entre 1990 e 2014.

Matias de Oliveira Pinto, violoncelo
Matias é natural de São Paulo, onde iniciou seus estudos musicais e foi aluno de Zigmunt Kubala. Antes de ingressar como bolsista na Fundação Herbert von Karajan, na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim, foi professor na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Violoncelista premiado na Europa, realizou turnês pelos Estados Unidos, Europa, América do Sul, Israel, Japão, Coreia, Nova Zelândia e Austrália, apresentando-se com orquestras e as mais variadas formações de música de câmara. Solista e camerista requisitado, tem se apresentado com grande sucesso em importantes salas de concerto, como Philharmonie e Konzerthaus de Berlim, e em festivais na capital alemã, em Rheingau, Mecklenburg, Munique e outros países. Professor de violoncelo na Faculdade de Música da Universidade de Münster, Matias é um pedagogo muito solicitado, regularmente convidado a ministrar masterclasses em vários países. É diretor artístico dos festivais de Verden, Alemanha, Patagônia, Chile, e Ouro Branco, Brasil. Recentemente, gravou o Choro para violoncelo e orquestra de Camargo Guarnieri para o selo Naxos Brasil. Possui CDs pelos selos Cello Colors, Academy, Kreuzberg Records, Bella Musica e Hungaroton Classics.

Repertório

Leos Janácek (Hukvaldy, República Tcheca, 1854 – Moravska Ostrava, República Tcheca, 1928) e a obra Tarás Bulba (1915/1918)
Nascido na porção norte da Morávia — território da República Tcheca que, então, pertencia ao Império Austríaco —, próximo à fronteira com a Polônia, Janácek pertencia a uma região com identidades linguística e musical muito particulares. A partir de 1886, interessado pelo folclore de seu país e fazendo-se notar por suas posições políticas exacerbadas pelo controle da região pelo Império Austro-Húngaro (de 1867 a 1918), busca na literatura russa paralelos simbólicos em relação à sua própria realidade. O poema sinfônico épico Tarás Bulba é um importante reflexo de seu temperamento firme e instigante, bem como do frescor de sua modernidade aliado às tradições nacional e romântica. Inspirado no romance homônimo de Nikolai Gogol, o trabalho ganhou sua versão definitiva em 1918 e se concentra nos três momentos mais dramáticos da obra literária: a Morte de Andriy, filho de Tarás, morto pelo próprio pai depois de trair seu povo; a Morte de Ostap, o outro filho, preso e torturado pelos poloneses; e a Profecia e morte de Tarás, capturado e morto por seus inimigos.

Dmitri Kabalevsky (São Petersburgo, Rússia, 1904 – Moscou, Rússia, 1987) e a obra Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49 (1948/1949)
Escrito entre 1948 e 1949, o Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49 pertence a uma série de concertos destinada ao uso por jovens musicistas soviéticos. A trilogia para piano (nº 3), para violino (nº 1) e para violoncelo (nº 1) tem como ponto em comum a concisão e a simplicidade temática, o que a tornou acessível a qualquer tipo de público. O Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49 foi estreado em 1949 por Sviatoslav Knushevitsky.

Franz Liszt (Raiding, Hungria, atual Áustria, 1811 – Bayreuth, Alemanha, 1886) e a obra Os Ideais, Poema Sinfônico nº 12 (1856/1857)
O poema sinfônico foi fixado por Liszt como gênero musical em uma série de treze peças orquestrais, compostas em Weimar, entre 1848 e 1861. A maior inovação da obra de Liszt procede de sua recusa sistemática ao uso da forma sonata. Para ele, tal forma atingira os limites da perfeição nas sinfonias clássicas. Seria, portanto, impossível ir musicalmente à frente sem procurar outros caminhos. Liszt cultivou então a ideia do poematismo: a ordenação do discurso sonoro pela lógica motriz de ideias extramusicais. Cada obra exigia assim uma nova forma, específica, conforme seu conteúdo. A transformação constante do material temático cria a sensação de improvisação ao sabor do momento, alheia à tensão tonal e simetria clássicas. A unidade do poema se estabelece pela utilização, através de toda a obra, de núcleos temáticos. No caso de Os Ideais, por exemplo, o núcleo temático é o intervalo de terça. Em 1857, Liszt apresentou em Weimar duas obras homenageando Goethe e Schiller, respectivamente a Sinfonia Fausto e Os Ideais, o décimo segundo de seus poemas sinfônicos. Os versos de Schiller foram copiados por Liszt na partitura e contemplam os ideais de amor, verdade, amizade; as aspirações, lutas e realizações da vida de um homem comum.

Programa
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais 

Fora de Série – de Janácek a Liszt
4 de junho – 18h
Sala Minas Gerais 

Claudio Cruz, regente convidado
Matias de Oliveira Pinto, violoncelo 

JANÁCEK                                          Tarás Bulba

KABALEVSKY                                    Concerto para violoncelo nº 1 em sol menor, op. 49

LISZT                                                Os Ideais: Poema Sinfônico nº 12

INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais recebe, pela primeira vez, a pianista mexicana Daniela Liebman

Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra une repertórios clássico, romântico e moderno

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Imagem: Shervin Lainez

Exemplo do talento da nova geração internacional de solistas, a pianista mexicana Daniela Liebman se apresenta pela primeira vez com a Filarmônica de Minas Gerais e interpreta o Concerto para piano nº 22 em Mi bemol maior, de Mozart. No mesmo programa, a descontraída Sinfonieta de Poulenc se contrapõe à dramática Abertura Manfredo de Schumann. As apresentações serão nos dias 12 e 13 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, e a regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.

De acordo com o novo decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (nº 17.943), publicado no dia 28 de abril de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em ambientes fechados, o uso de máscara torna-se opcional na Sala Minas Gerais. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Gerdau, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Daniela Liebman, piano
Daniela Liebman rapidamente se estabeleceu como uma artista de eloquência, elegância e nuance. Nascida em Guadalajara, México, começou seus estudos no piano aos cinco anos e fez sua estreia aos oito com a Sinfônica de Aguascalientes. Como solista, já se apresentou com mais de vinte e cinco orquestras em quatro continentes, como as sinfônicas Nacional do Equador, Nacional do México, Nacional de Bogotá, Fladamex e Michoacan, e as filarmônicas de Ontário, Orlando, Jalisco, Boca del Río e da Cidade do México. Seu trabalho camerístico teve destaque ao estrear no Palacio de Bellas Artes, na Cidade do México, com as apresentações de Shostakovich e de Mozart com a Orquestra de Câmara de Bellas Artes. Em Nova York, apresentou-se no Carnegie Hall com a Orquestra de Câmara Park Avenue. Artista internacional Yamaha, estreou nas gravações em 2018 com o lançamento de seu disco homônimo. Atualmente, Daniela estuda na Juilliard School na classe de Yoheved Kaplinsk. 

Repertório

Wolfgang Amadeus Mozart (Salzburgo, Áustria, 1756 – Viena, Áustria, 1791) e a obra Concerto para piano nº 22 em Mi bemol maior, K. 482 (1785)
No fim de 1785 e início de 1786, enquanto trabalhava na partitura de As bodas de Fígaro, Mozart escreveu três concertos para piano. Trabalhos pertencentes ao momento mais produtivo de toda a vida do compositor, os concertos para piano eram a ocasião ideal para o público acompanhar a interseção de seu lado compositor com sua face pianista. Desde sua mudança para Viena, em 1782, até 1786, Mozart escreveu nada menos que quinze obras do tipo, pois seu sustento financeiro dependia das apresentações. E o frescor das apresentações dependia, por sua vez, de obras inéditas. Justamente por razões financeiras, Mozart agendou três apresentações ao fim de dezembro de 1786. O Concerto para piano nº 22 foi terminado no dia 16, bem a tempo da estreia, no dia 23 de dezembro. Este foi o primeiro dos concertos para piano que Mozart concebeu com clarinetes em mente, e de fato incluiu clarinetes na instrumentação. A orquestra completa inclui flauta, dois clarinetes, dois fagotes, duas trompas, dois trompetes, tímpano e orquestra de cordas.

Robert Schumann (Zwickau, Alemanha, 1810 – Bonn, Alemanha, 1856) e a obra Manfredo, op. 115: Abertura (1848/1849)
A afinidade de Schumann com Byron já se revelara em quatro Lieder exemplares – um canto hebraico do ciclo Myrten, op. 25 e os Drei Gesänge, op. 95. No caso de Manfredo, ele realizou um magnífico estudo de caráter que, por sua identificação com o personagem retratado, transfigura-se em dolorosa e comovente confissão. A Música de Cena foi terminada em 1848 e a Abertura, em 1851. Nesse período, o compositor começou a sentir a progressiva alteração de sua saúde – a vergonha e as obscuras ameaças associadas à loucura que, em 1854, o levariam a se jogar no Reno (como Manfredo no abismo). Conduzido ao asilo de Endernich, Schumann morreu dois anos depois. Na Abertura, escrita em forma sonata rigorosamente organizada, os temas facilmente se diferenciam por seus elementos melódicos. O cromatismo exasperado, a inquietação dos ritmos sincopados, as bruscas mudanças dinâmicas disfarçam a rigidez formal, e a orquestração densa reflete a atmosfera angustiada do poema. A Abertura foi apresentada pelo compositor, a 14 de março de 1852, em Leipzig. A estreia da obra integral ocorreu em junho do mesmo ano, em Weimar, sob a direção de Liszt.

Francis Poulenc (Paris, França, 1899 – 1963) e a obra Sinfonieta (1947/1948)
Francis Poulenc foi um reconhecido compositor orquestral de balés e concertos, mas não se dedicou à sinfonia, consistindo a Sinfonieta em sua única incursão no gênero sinfônico. Contudo, a obra assombra pelo domínio da escrita para grande conjunto instrumental, intuitivamente realizada por um orquestrador autodidata que possuía todos os predicados para se tornar um grande sinfonista. O título, que significa pequena sinfonia, remete ao objetivo do compositor de criar uma obra menor. Mas as ideias, por fim, se expandiram em quatro episódios sinfônicos bem-humorados e salpicados de pastiches estilísticos de compositores famosos, notadamente os austríacos Haydn e Mozart e os russos Tchaikovsky e Stravinsky. É evidente aí o estilo do próprio Poulenc, que, costumeiramente, reproduz, em diferentes obras, os mesmos encadeamentos harmônicos – geralmente perceptíveis em trechos líricos e apaixonados –, como os que surgem no centro do primeiro movimento da Sinfonietta e envolvem, aos poucos, o revolto tema inicial. O segundo movimento, dançante e declaradamente tchaikovskiano, é um típico scherzo – brincadeira, em italiano –, tanto por sua forma tripartida, devida a Beethoven, quanto pelo conteúdo jocoso de seu tema. Poulenc, em 1947, escrevera ao amigo Darius Milhaud: “tive uma boa primavera este ano e agora estou prestes a compor uma Sinfonieta para a BBC”; e, em nova correspondência, completara: “a Sinfonieta foi muito bem em Londres”. A Sinfonieta é claramente uma obra universal, na qual Poulenc mescla a pluralidade de influências à sua peculiar elegância e obtém uma celebração musical repleta de jeu d’esprit, de leveza e da joie de vivre típica de um genuíno artista parisiense.

Programa 

Série Presto
12 de maio– 20h30
Sala Minas Gerais 

Série Veloce
13 de maio – 20h30
Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente
Daniela Liebman, piano

MOZART                       Concerto para piano nº 22 em Mi bemol maior, K. 482

SCHUMANN                  Manfredo, op. 115: Abertura

POULENC                      Sinfonieta

INGRESSOS:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

Cartões e vale aceitos:
Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.
Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Fonte:

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais faz concerto gratuito na Praça da Savassi

No Dia do Trabalhador, Orquestra faz sua primeira apresentação ao ar livre desde o início da pandemia. O repertório é totalmente brasileiro

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Imagem: Daniela Paoliello

No 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Filarmônica de Minas Gerais volta a se apresentar ao ar livre e faz o primeiro concerto da série “Filarmônica na Praça”, após dois anos de pandemia. O concerto será na Praça da Savassi, em Belo Horizonte, às 11h, com entrada gratuita. Sob a batuta do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica, a Orquestra apresenta um repertório totalmente brasileiro destacando a variedade de estilos e as influências das nossas raízes na música orquestral feita no país, com obras de Alberto Nepomuceno, Eleazar de Carvalho, Francisco Mignone, Gilberto Mendes, Guerra-Peixe, Lorenzo Fernandez e Carlos Gomes.

Para o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, “o concerto do dia 1º de maio, na Praça da Savassi, se reveste de uma característica muito especial. Primeiro porque marca o retorno da Filarmônica aos concertos ao ar livre desde o início da pandemia. Retomamos, assim, a nossa tradição de levar a música de concerto para fora da Sala Minas Gerais, através de apresentações em praças, na região metropolitana de BH e no interior do estado. Segundo, porque daremos início às celebrações dos 200 anos da Independência do Brasil, com um repertório dedicado exclusivamente a grandes compositores brasileiros, desde o Romantismo de Carlos Gomes até obras dos dias de hoje. Esperamos contar com um público que acredito estar saudoso das nossas atividades ao ar livre e, ao mesmo tempo, ansioso por poder celebrar, com grande alegria e entusiasmo, a tão esperada volta à normalidade depois de um período de distanciamento social tão pronunciadoˮ, afirma Mechetti.

Diomar Silveira, presidente do Instituto Cultural Filarmônica, explica que “com este concerto na Praça da Savassi, no próximo 1º de maio, a Filarmônica de Minas presta sua homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras e retoma a sua missão institucional, interrompida pela pandemia, de democratização do acesso à música de concerto. Assim fazendo, levará até as pessoas a beleza deste gênero musical universal, permitindo que todos se beneficiem de sua força unificadora e emancipadora”. 

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Usiminas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. O concerto Filarmônica na Praça conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, com o programa “BH é da Gente”.

Programa
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Filarmônica na Praça – 11h
Praça da Savassi – Belo Horizonte (MG)
Concerto gratuito 

Fabio Mechetti, regente 

SILVA                                Hino Nacional Brasileiro

NEPOMUCENO               O Garatuja: Prelúdio

NEPOMUCENO               Batuque

CARVALHO                      Tiradentes: Prelúdio do 3º Ato

MIGNONE                        Congada, Dança Afro-brasileira

MENDES                           Ponteio

GUERRA-PEIXE                Mourão

FERNANDEZ                     Batuque

GOMES                             Fosca: Sinfonia

GOMES                             O Guarani: Protofonia

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais destaca a música da Inglaterra e dos países nórdicos nos “Concertos para a Juventude”

Sob a batuta do regente convidado e contrabaixista da Orquestra, Rossini Parucci, concerto terá presença de público e será transmitido ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube

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Imagem: Rafael Motta

No dia 24 de abril, às 11h, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais faz a segunda apresentação do ano da série “Concertos para a Juventude”, dedicada às famílias e à formação de novos públicos. Ao longo de seis concertos gratuitos, sempre aos domingos, a série irá destacar, em 2022, a música de diferentes regiões do mundo. O programa deste concerto traz a música da Inglaterra e Países Nórdicos com obras de Clarke, Sibelius, Holst, Elgar e Grieg. A condução é do regente convidado e contrabaixista da Orquestra, Rossini Parucci. O concerto é gratuito, com presença de público e transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

A distribuição de ingressos será feita a partir da quarta-feira, dia 20 de abril, após o meio-dia, pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 4 ingressos por pessoa. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Cemig e Instituto Unimed-BH através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A programação educacional é apoiada pelo programa Amigos da Filarmônica.

Rossini Parucci, regente convidado
Natural de Londrina, Rossini Parucci é graduado em Música pela Arizona State University, Estados Unidos, e integra o naipe de Contrabaixos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2016. Estudou composição e regência, técnica vocal e contrabaixo. Como regente, participou do Laboratório de Regência promovido pela Filarmônica, edição 2018, e já esteve à frente do Madrigal de Londrina, coral Viva Voz, All Saints Chamber Choir, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica da Universidade Mayor, Orquestra Sesiminas Musicoop, Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina e Orquestra de Câmara Solistas de Londrina. 

Concertos para a Juventude – Inglaterra e Países Nórdicos
24 de abril – 11h
Sala Minas Gerais
Gratuito

CLARKE/Westermann          A marcha do príncipe da Dinamarca, “Trompete Voluntário”

SIBELIUS                                 Finlândia, op. 26

HOLST                                    Suíte Saint Paul, op. 29, nº 2

ELGAR                                    Pompa e Circunstância, op. 39: Marchas Militares nº 1 em Ré maior e nº 4 em Sol maior

GRIEG                                     Peer Gynt: Suíte nº 1, op. 46

A distribuição de ingressos será feita a partir da quarta-feira, dia 20 de abril, após o meio-dia, pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 2 ingressos por pessoa. Não haverá distribuição de ingressos no momento do concerto.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento

Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais realiza 13º Laboratório de Regência

Inscrições foram feitas por jovens regentes de várias partes do Brasil e do mundo

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Imagem: Heloísa Bortz

Entre os dias 11 e 13 de abril, a Filarmônica de Minas Gerais realizará o 13º Laboratório de Regência, atividade pioneira no Brasil, que possibilita a jovens regentes ter, sob sua batuta, uma orquestra profissional e aprender, na prática, os desafios da regência. André Bachur (São Paulo-SP), Daniel Lima (Belém-Pará), Fernando Mathias (Santo André-SP) e Marcelo Falcão (Berlim-Alemanha), regentes desta edição, participarão de ensaios e aulas técnicas ministradas pelo Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra, maestro Fabio Mechetti, junto a outros 12 ouvintes de várias partes do Brasil. Ao todo, foram 40 inscritos, de 26 cidades brasileiras e países como Alemanha e Estados Unidos. O Laboratório de Regência será encerrado com um concerto gratuito aberto ao público, no dia 13 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais. A apresentação também terá transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube.

Para o maestro Fabio Mechetti, “praticamente não existe experiência semelhante no Brasil, e em poucos lugares do mundo, em que regentes com uma experiência ainda pequena têm a oportunidade de aprender diante de uma orquestra profissional do nível da Filarmônica. Apenas este motivo seria o suficiente para justificar o enorme interesse que recebemos desses jovens que buscam alternativas para suas ambições de formação. Mas, além disso, oferecemos a chance de se apresentarem em concerto, algo ainda mais inusitado e extremamente motivador para aqueles que participam. Embora concentrado em poucos dias de trabalho, o Laboratório de Regência confere a seus participantes uma experiência única, intensa, prática, eficiente, que faz com que dezenas de jovens regentes nos procurem ano após ano”, destaca.

A distribuição de ingressos será feita exclusivamente pela internet, pelo link fil.mg/laboratorio2022, limitada a 2 ingressos por pessoa.

De acordo com Nota Técnica do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, publicada no site da PBH em 16/3/22, não é mais necessária a apresentação do comprovante de vacinação e de teste negativo para covid-19 para acesso à Sala Minas Gerais. O uso permanente de máscara segue obrigatório. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A programação educacional tem o apoio do programa Amigos da Filarmônica.

Aulas práticas e teóricas
O Laboratório de Regência consiste em aulas teóricas e práticas. Os regentes recebem orientações teóricas e técnicas do maestro Fabio Mechetti e as praticam em ensaios com a Orquestra. 

O Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais é uma iniciativa pioneira no Brasil. Nas 12 edições já realizadas, 156 jovens regentes de todo o país viveram essa experiência com a Filarmônica de Minas Gerais. Alguns deles participaram da iniciativa mais de uma vez.

Os regentes

André Bachur
Nascido em São Paulo em 1986, André Bachur começou seus estudos no violino e depois dedicou-se ao piano, bandolim, violão tenor e guitarra baiana. É graduado em Regência pela Escola de Comunicações e Artes da USP, onde atualmente cursa o mestrado. Em 2018, foi aluno da classe de regência da Academia de Música da Osesp, orientado por Marin Alsop. Entre 2011 e 2014, foi Regente Assistente da Orquestra de Câmara da ECA-USP e, desde 2020, é Regente Adjunto da mesma instituição. Já atuou em diversos grupos paulistas, como a Sinfônica da USP, Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra Moderna e a EOS Música Antiga USP. 

Daniel Lima
Natural de Belém, Daniel Lima é Mestre em Regência Orquestral pela Johns Hopkins University, na classe de Marin Alsop, que também o orientou na classe de Regência da Academia de Música da Osesp. Participou de cursos como a Oficina Internacional de Regência Orquestral da Sinfônica de Santo André, do Festival de Campos do Jordão de masterclass com a National Symphony Orchestra, no Kennedy Center, em Washington (EUA). Regeu orquestras como a Baltimore Symphony Orchestra, Orquestra Sinfônica da USP, Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra Sinfônica de Santo André.

Fernando Mathias
Natural de Santo André (SP), Fernando Mathias iniciou seus estudos de violino aos 12 anos. Dois anos depois, começou a estudar trompa com Nikolay Genov e Mário Rocha. Em 2015, após orientações do maestro Giancarlo Guerrero, inicia seu percurso na regência recebendo incentivos de maestros como Roberto Tibiriçá, Marcos Arakaki e Jetro Meira. Foi orientado por Wagner Polistchuk e Marin Alsop na classe de Regência da Academia de Música da Osesp. Atualmente, aos 32 anos, é regente da Orquestra Contemporânea Innovare, que prepara apresentação na Sala São Paulo em 2022. 

Marcelo Falcão
Nascido em Nova Iguaçu (RJ), Marcelo Falcão é Mestre em Regência Orquestral pela Royal Welsh College of Music and Drama (País de Gales), onde concluiu seus estudos com mérito. Especializou-se em regência de música moderna e contemporânea na Suíça. Foi bolsista do Festival de Campos de Jordão e regente no Ateliê Contemporâneo, em São Paulo. Em Berlim, foi Diretor Artístico e Regente Principal da Babylon Orchester Berlin, a orquestra residente no lendário cinema Babylon, onde conduziu apresentações ao vivo de filmes como Metropolis, Nosferatu e Encouraçado Potemkin.

Serviço:
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
13º Laboratório de Regência
Para jovens regentes brasileiros
Com o maestro Fabio Mechetti
Concerto de encerramento
13 de abril – 20h30
Sala Minas Gerais
Gratuito

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais segue em sua apresentação do alfabeto na música com obras de Debussy a Frank e recebe o pianista Lucas Thomazinho

No dia 2 de abril, às 18h, na Sala Minas Gerais, o jovem pianista brasileiro Lucas Thomazinho executa as famosas Variações Sinfônicas e o quase poema sinfônico Les Djinns do belga César Frank, na celebração de 200 anos de nascimento do compositor. A peça de Debussy que, historicamente, dá início ao século XX serve de contraste ao charme das Valsas de Dvorák e às danças populares do Sul da Alemanha, vistas pelo prisma do britânico Elgar. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Neste ano, inspirada nas letras do alfabeto, a Filarmônica de Minas Gerais explora o repertório sinfônico trazendo as imensas possibilidades existentes de A a Z, na série “Fora de Série”, realizada aos sábados. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.

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Imagem: Heloísa Bortz

De acordo com Nota Técnica do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, publicada no site da PBH em 16/3/22, não é mais necessária a apresentação do comprovante de vacinação e de teste negativo para covid-19 para acesso à Sala Minas Gerais. O uso permanente de máscara segue obrigatório, e o Café da Sala estará aberto. Veja mais orientações no “Guia de Acesso à Sala”, no site da Orquestra: fil.mg/acessoasala.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinadores: Supermix e ArcelorMittal. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Lucas Thomazinho, piano
Finalist Prize no XIX Santander International Piano Competition (Espanha), Lucas Thomazinho já recebeu mais de uma dezena de prêmios no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Alemanha. Nascido em 1995, ganhou seu primeiro concurso aos nove anos de idade. Desde o início de seus estudos, Lucas Thomazinho foi bolsista na Fundação Magda Tagliaferro, sendo aluno dos professores Zilda Candida dos Santos, Armando Fava Filho e Flavio Varani. Em 2019, concluiu o bacharelado em Música na Universidade de São Paulo (USP), onde foi orientado pelo pianista Eduardo Monteiro. Em 2021, tornou-se Mestre no New England Conservatory, na classe dos professores Wha Kyung Byun e Alessio Bax, com bolsa oferecida pela Sociedade de Cultura Artística. Thomazinho já atuou como solista com diversas orquestras, como a espanhola Sinfônica da RTVE, a portuguesa Filarmonia das Beiras, as sinfônicas do Estado de São Paulo, de Campinas, de Porto Alegre, a Experimental de Repertório e a Filarmônica de Minas Gerais. Como recitalista, já se apresentou na Sala São Paulo, Casa da Música (Portugal), Masp, Sala Cecília Meireles e outros. Em 2017, lançou seu primeiro álbum pelo selo KNS Classical.

Repertório 

Claude Debussy (Saint-Germain-en-Laye, França, 1862 – Paris, França, 1918) e a obra Prelúdio para “A tarde de um fauno” (1891/1894)
Se revoluções podem chegar suaves como o sopro de uma flauta, o Prelúdio para “A Tarde de um fauno” de Claude Debussy é a prova cabal disto. A partitura imaginada por ele é moderna, ligeiramente nebulosa, sedutora, de harmonia indescritível e tonalidades ambíguas. Trata-se de um verdadeiro banquete sonoro transcendental. Sobre ela, Debussy escreveu: “A música deste Prelúdio é uma ilustração muito livre do belo poema de Stéphane Mallarmé. Ela não reivindica ser uma síntese dos versos, mas sim uma sucessão de cenas pelas quais os desejos e sonhos do fauno avançam no calor de uma tarde. Então, exausto de perseguir o caminho por medo das ninfas e náiades, ele abandona a si mesmo em um sono inebriante, cheio de sonhos, e finalmente percebeu-se em plena posse no meio da natureza universal”. A estreia deixou a todos deslumbrados, tanto que os parisienses que estavam na Société Nationale de Musique naquele dia 22 de dezembro de 1894 insistiram para que a obra fosse imediatamente repetida.

Antonín Dvorák (Nelahozeves, República Tcheca, 1841 – Praga, República Tcheca, 1904) e a obra Valsas de Praga (1879)
Durante sua vida criativa, Antonín Dvorák transitou em todos os formatos possíveis. A saúde emocional, aliada a uma simplicidade interiorana, fizeram dele um compositor completo e prolífico. Seu talento ganhou a atenção do alemão Brahms, que o elogiou em carta para seu editor em Berlim, Fritz Simrock: “como um editor, você ficará muito satisfeito com a sua picância. Dvorák escreveu todos os tipos de coisas: óperas, sinfonias, quartetos, peças para piano. Decididamente, um rapaz muito talentoso. Além disso, pobre. Por favor, leve isso em consideração”. Tal carta estabelecera mudança definitiva na carreira do jovem de Nelahozeves, bem como indicava os laços já existentes de uma forte amizade. Desde então, uma série de trabalhos foram comissionados e recebidos com entusiasmo. Entre os trabalhos encomendados estão as Valsas de Praga, para o baile anual de Národní Beseda, em 28 de dezembro de 1879, em Praga. Finalizada em 12 de dezembro, a obra pertence ao vasto grupo de trabalhos de Dvorák que ainda merece investigação.

César Franck (Liège, Bélgica, 1822 – Paris, França, 1890) e a obra Les Djinns (1884)
Na história da música, diferentes padrões são percebidos no desenvolvimento de compositores. Figuras como Mozart, Schubert e Mendelssohn viveram de forma precoce seu momento mais importante. Beethoven e Brahms tornaram-se mais introspectivos com o passar da idade. Ives e Sibelius, por exemplo, perderam a chama criativa após anos de intensa produção. César Franck exemplifica um desenvolvimento totalmente diferente. Todos os trabalhos que fazem dele um grande compositor foram produzidos nos últimos doze anos de sua vida. Ao contrário do que se poderia inferir, esta coleção de trabalhos é carregada de alegre vitalidade, inventividade e jovialidade. Criado de uma só vez no verão de 1884, o poema sinfônico Les Djinns é baseado em um poema de Victor Hugo. Os djinns são pequenas criaturas aladas existentes no mundo dos contos de fadas árabes e que emergem das catacumbas e preenchem o ar com seus gritos aterrorizantes. O ponto alto dos treze minutos de Les Djinns é a escrita pianística. Como comentou Alfred Cortot: “Sem tentar prender a atenção, sem tornar pesada a marcha do discurso musical (…), acrescentando simplesmente à orquestra o recurso de um elemento sonoro e poético, a riqueza de um timbre suplementar, o piano se mistura com a ação musical, participando com infinita leveza das suas modulações de sentimento (…)”.

César Franck (Liège, Bélgica, 1822 – Paris, França, 1890) e a obra Variações Sinfônicas (1885)
Ao lado da Sinfonia em ré menor, as Variações Sinfônicas é a obra de César Franck mais frequentemente executada em concertos. A partitura apresenta aspectos bastante inovadores. A relação piano/orquestra é um verdadeiro trabalho em conjunto, distribuído entre partes iguais. O efetivo orquestral é surpreendentemente leve, com uma participação bastante orgânica do piano, embora desempenhando papel privilegiado. A estreia aconteceu em maio de 1886, em Paris, na Sociedade Nacional de Música, sob a regência do compositor e tendo como solista o pianista Louis Diémer, a quem foi dedicada.

Edward Elgar (Broadheath, Inglaterra, 1857 – Worcester, Inglaterra, 1934) e a obra Três danças bávaras (1895, revisão 1896)
Durante a década de 1890, a Baviera foi o destino de várias férias da família Elgar. Edward Elgar, particularmente, adorava a atmosfera relaxada do campo, o catolicismo, a dança local Schuhplattler. Em 1895, inspirado pela região, ele escreveu uma suíte de seis canções corais intitulada Scenes from the Bavarian Highlands, op. 27. O trabalho foi orquestrado posteriormente, e Elgar arranjou três das canções em uma nova suíte orquestral, Três danças bávaras. Nela, seu amor pela Baviera fica explícito pela exuberância das peças. A primeira parte, intitulada A dança, revive locais visitados, como uma hospedaria em Sonnenbichl. A segunda dança chama-se Canção de ninar e introduz a vila montanhosa de Hammersbach. A terceira dança, chamada Os atiradores, faz menção à cidade de Murnau am Staffelsee.

Programa 

Fora de Série – de Debussy a Franck
2 de abril – 18h
Sala Minas Gerais
Fabio Mechetti, regente
Lucas Thomazinho, piano
Mais informações em www.filarmonica.art.br

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica convida o pianista Eduardo Monteiro para executar o Segundo Concerto de Mendelssohn

Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra ainda interpreta Edino Krieger e Carlos Gomes

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Nesta temporada de 2022, a Filarmônica de Minas Gerais vai lembrar os 175 anos da morte de Mendelssohn. Seu belo Segundo Concerto será apresentado pelo pianista brasileiro Eduardo Monteiro nos dias 17 e 18 de fevereiro, às 20h30, na Sala Minas Gerais. Abertura Brasileira, do compositor Edino Krieger, e quatro aberturas de Carlos Gomes, representando fases distintas da música sinfônica brasileira, completam o programa. A regência é do Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, maestro Fabio Mechetti. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.

Em decorrência da nova portaria da Prefeitura de Belo Horizonte, publicada no dia 9 de fevereiro de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em casas de espetáculo, torna-se obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação com duas doses da vacina contra a covid-19 (é possível apresentar o documento original em papel ou na sua versão digital, que pode ser obtida na plataforma Conecte SUS) ou o teste negativo para covid-19. O uso permanente de máscara no espaço segue obrigatório e o Café da Sala estará provisoriamente fechado no período de vigência da determinação. Conheça o Guia para acesso à Sala com mais orientações no site da Orquestra: https://acessoasala/

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais e conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

No mês fevereiro, a Filarmônica de Minas Gerais gravará nove aberturas e trechos de ópera do compositor Carlos Gomes (Campinas, 1836 – Belém, 1896), dando continuidade à parceria com o Itamaraty e o selo internacional Naxos no projeto Brasil em concerto, que tem como objetivo a divulgação de compositores e orquestras brasileiras no exterior.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular
Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Em 2022 fará sua estreia com as orquestras Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e a Orquestra Sinfônica da Colômbia, em Bogotá.

Eduardo Monteiro, piano
O carioca Eduardo Monteiro é considerado um dos expoentes do piano no Brasil. Estudou no Rio de Janeiro, França, Itália e Estados Unidos. Conquistou o 1º lugar no III Concurso Internacional de Colônia (1989), além do prêmio Melhor Intérprete de Beethoven e o 3º lugar nos Concursos Internacionais de Dublin (Irlanda, 1991) e Santander (Espanha, 1992). Foi solista das filarmônicas de São Petersburgo, Moscou, Munique e Bremen. Também se apresentou com a Sinfônica de Novosibirsky, Nacional da Irlanda, Orquestra de Câmara de Viena, da RTV Espanhola, Osesp, OSB, entre outras. Dentre os maestros com os quais já atuou, destacam-se Yuri Temirkanov, Mariss Jansons, Dimitri Kitayenko, Philippe Entremont e Arnold Katz. Desde 2002 é Professor Titular de Piano do Departamento de Música da ECA-USP. Em 2007, lançou álbum de música brasileira pela Meridian Records no Wigmore Hall de Londres. Foi diretor da Orquestra Sinfônica da USP. Atualmente é vice-diretor da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Repertório

Edino Krieger (Brusque, Brasil, 1928) e a obra Abertura Brasileira (1955)
Nascido em Brusque (Santa Catarina) em 1928, Edino Krieger aprendeu o violino com seu pai, o também violinista Aldo Krieger. Permaneceu em sua região natal até os 14 anos, quando ganhou uma bolsa para estudar no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro. Paralelamente aos estudos de violino, Krieger iniciou sua trajetória na composição por meio do contato com Hans-Joachim Koellreutter, com quem estudou harmonia, contraponto e fuga na mesma turma de Claudio Santoro e César Guerra-Peixe. Suas primeiras obras são marcadas pela dodecafonia e o serialismo, mas, segundo o compositor, de uma maneira livre. Em 1948, tornou-se aluno de orquestração de Aaron Copland nos Estados Unidos, onde também foi aluno de Darius Milhaud. Esta aproximação com outros pontos de vista, em especial a expressão neoclássica de Aaron Copland, deu o tom a toda a segunda fase de sua criação, entre 1953 e 1965. É desta época a Abertura Brasileira, composta em 1955 em Londres, em homenagem a Luiz Gonzaga. Neste período há constantes referências a elementos de caráter nacionalista, que também podem ser observadas na Brasiliana para viola e cordas, de 1960. A primeira audição da Abertura Brasileira se deu na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1981, com a Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Isaac Karabtchevsky.

Felix Mendelssohn (Hamburgo, Alemanha, 1809 – Leipzig, Alemanha, 1847) e a obra Concerto para piano nº 2 em ré menor, op. 40 (1837)
O ano de 1835 marcou o início de uma fase próspera para Félix Mendelssohn. Ele fora convidado a dirigir a Sociedade dos Concertos da Gewandhaus, de Leipzig, obtendo êxito extraordinário. O sucesso naquela cidade carregava um significado especial: lá, um século antes, vivera seu ídolo, Johann Sebastian Bach. O ambiente de Leipzig inspirou Mendelssohn a compor uma grande obra de estilo bachiano, o Oratório São Paulo, concluído em 1836. A peça foi executada durante o Festival de Birmingham de 1837, na Inglaterra. Nessa ocasião Mendelssohn também estreou seu Concerto para piano nº 2. A essa altura de sua vida, ele já possuía reputação internacional tanto como pianista quanto como compositor. Embora o período de Leipzig representasse prestígio profissional para Mendelssohn, foi marcado pela morte de seu pai, fato que o abateu profundamente. O alento foi trazido pelo amor de Cécile Charlotte Sophie Jeanrenaud, com quem Mendelssohn se casou em 1837. No Concerto nº 2, iniciado durante a lua-de-mel, podem ser percebidos elementos exteriores como a tragicidade da morte, representada pela tonalidade de ré menor, e momentos calorosamente românticos e suaves, pintados em tonalidades maiores.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Joana de Flandres: Prelúdio (1862)
“Fim de um triunfiasco”! Essa foi a nota deixada por Carlos Gomes na última página de Joana de Flandres, a ópera escrita em 1863, antes de o compositor partir para e Europa. Dada como perdida, a versão integral da partitura foi compilada no século XXI. Escrita sobre libreto de Salvador de Mendonça, que tentava incentivar o gênero em língua portuguesa, foi estreada em 15 de setembro de 1863, no Teatro Lírico Nacional, com a presença do imperador. A sua segunda ópera foi, de certa forma, o passaporte para sua ida para a Europa. A cada cinco anos, o Conservatório de Música do Rio de Janeiro, onde Carlos Gomes estudava, indicava o nome de algum aluno ou artista para obter uma pensão imperial para estudar na Europa. Sorte do compositor de Campinas e sorte nossa!

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Maria Tudor: Prelúdio (1878)
Inspirada no drama homônimo de Victor Hugo e com libreto de Emílio Praga, Maria Tudor foi encenada pela primeira vez no teatro Alla Scala de Milão em 27 de março de 1879. Na época, Gomes já era figura de destaque no cenário operístico internacional, tendo estreado com sucesso óperas como O Guarani (1870) e Fosca (1873). Em Maria Tudor, o enredo se baseia na história da rainha Maria I da Inglaterra, conhecida como “a sanguinária”. Diferentemente dos prelúdios convencionais, que condensam em um pot-pourri os principais temas da ópera, essa peça concilia o tema da vingança, extraído do final do ato III, com os momentos líricos da marcha dos condenados do ato IV, através de um trabalho de desenvolvimento melódico. Carlos Gomes realiza, dessa maneira, uma obra sinfônica em que a ânsia de vingança inicial se transforma numa seção lírica, marcada pela compaixão e pelo amor. Segundo Victor Hugo, o drama pretende retratar “uma rainha que seja uma mulher. Grande como rainha. Verdadeira como mulher”.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Condor: Prelúdio e Noturno (1891)
Condor foi a última obra lírica escrita por Carlos Gomes – estreou no dia 21 de fevereiro de 1891 no Teatro Scala de Milão. A obra dá a ver a predileção do compositor pelo verismo, corrente operística pós-Romântica que busca seus temas não em entidades divinas ou nobres, mas sim em questões contemporâneas de homens e mulheres ordinários. O drama de desenrola na Samarcanda, a segunda maior cidade do Uzbequistão. O Condor do título não se refere ao pássaro nativo dos Andes. Ele é um aventureiro, filho de um sultão, que se apaixona pela rainha Odalea e por ela se sacrifica. A música é cheia de elementos exóticos atribuídos pela tradição italiana ao Oriente Médio daquela época. O Noturno, a peça que abre o último ato da ópera, nada mais é do que um prelúdio que prepara o ato conclusivo, neste caso antecedendo uma cena lírica noturna. Segundo crítica publicada no dia seguinte à estreia, Gomes fora “verdadeiramente inspirado” na composição do Noturno. De fato, é grande o número de óperas escritas na Itália na segunda metade do século XIX que contêm uma peça orquestral que cria o ambiente adequado para a cena dramática (o que é chamado pelos veristas de ambientismo). E os prelúdios a se firmarem como referências foram La Traviata, de Verdi, e Lohengrin, de Wagner. No entanto, o prelúdio de Gomes oferece uma diferença: embora também prepare e anteceda tematicamente a cena seguinte, seu Noturno é dono de estrutura temática que lhe permite autonomia como peça sinfônica.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra O Escravo: Prelúdio e Alvorada (1889)
André Rebouças, amigo de Carlos Gomes, escreveu que o compositor certa vez revelara: “se me dessem agora a escolher entre ir para o céu e ir para a Itália, eu preferiria ir para a Itália”. O entusiasmo de Carlos Gomes está diretamente relacionado à sua admiração incondicional por Verdi. Rebouças também conta que o amigo “apreciava principalmente o amanhecer na floresta; o coro irreproduzível de um milhar de pássaros tinha para ele o maior encanto”. Nessas palavras, Rebouças antevê a composição de Alvorada, interlúdio orquestral da ópera O Escravo, escrita na mesma época em que Verdi estava completando a composição de Otello. Por falar nesse ícone da música italiana, geralmente tão comedido em julgar seus contemporâneos, ele havia profetizado, após ouvir O Guarani: “este jovem começa de onde eu termino!”.

Programa

Série Presto
17 de fevereiro – 20h30
Sala Minas Gerais

Série Veloce
18 de fevereiro – 20h30
Sala Minas Gerais 

Fabio Mechetti, regente

Eduardo Monteiro, piano

E. KRIEGER                         Abertura Brasileira

MENDELSSOHN                Concerto para piano nº 2 em ré menor, op. 40

GOMES                              Joana de Flandres: Prelúdio

GOMES                              Maria Tudor: Prelúdio

GOMES                              Condor: Prelúdio e Noturno

GOMES                              O Escravo: Prelúdio e Alvorada

INGRESSOS:

R$50 (Coro), R$50 (Terraço), R$ 0 (Mezanino), R$65 (Balcão Palco), R$86 (Balcão Lateral), R$113 (Plateia Central), R$146 (Balcão Principal) e R$167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Sem concerto
Terça a sexta – 12h às 20h

Sábado – 12h às 18h

Com concerto
Terça a sexta – 12h às 22h

Sábado – 12h às 20h

Domingo – 9h às 13h

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Filarmônica de Minas Gerais abre a Temporada 2022 com homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna

Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra recebe o violonista Fabio Zanon, faz homenagem a Villa-Lobos e Francisco Mignone e interpreta aberturas de Carlos Gomes

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Imagem: Eugênio Sávio

A Temporada 2022 da Filarmônica de Minas Gerais se inicia nos dias 10 e 11 de fevereiro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, com a celebração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, quando novos paradigmas artísticos se revelaram. Villa-Lobos, um dos “influenciadores” daquele importante evento, está no primeiro programa do ano, com uma de suas mais belas obras para um instrumento que lhe era muito querido: o violão. Além de ser solista na obra de Villa-Lobos, o violonista brasileiro Fabio Zanon também nos auxilia na homenagem aos 125 anos de nascimento de Francisco Mignone ao interpretar o Concerto para violão do compositor. Este repertório totalmente brasileiro se encerra com várias das mais importantes aberturas de Carlos Gomes. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.

Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir do dia 7/02. O concerto do dia 10 (quinta-feira) terá transmissão ao vivo aberta a todo o público pelo canal da Filarmônica no YouTube.

“A comemoração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, com obras de Villa-Lobos, Mignone e Carlos Gomes, marca o início de nossa temporada. Construímos uma programação que valoriza a troca de experiências entre a geração de jovens solistas e nomes consagrados nacionais e internacionais, além de nossos talentosos músicos e musicistas. Vários projetos artísticos, incluindo gravações, serão retomados ao longo de 2022, dentre eles, obras de Lorenzo Fernandez, na celebração de seus 125 anos de nascimento, e Carlos Gomes, assim como registro de algumas obras de D. Pedro I, em celebração dos 200 anos de nossa Independência”, destaca o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.

Em decorrência do novo decreto da Prefeitura de Belo Horizonte, publicado no dia 1º de fevereiro de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em casas de espetáculo, torna-se obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação com duas doses da vacina contra a covid-19 para o acesso à Sala Minas Gerais. É possível apresentar o documento original em papel ou na sua versão digital, que pode ser obtida na plataforma Conecte SUS. A medida passa a valer no primeiro concerto da Temporada 2022, dia 10 de fevereiro. O uso permanente de máscara no espaço segue obrigatório e o Café da Sala estará provisoriamente fechado no período de vigência da determinação.

Ainda segundo o novo decreto, a Sala Minas Gerais passa a receber público de até 500 pessoas em suas apresentações (a capacidade total da Sala é de 1.493 lugares). O acesso à sala de concertos será encerrado cinco minutos antes do horário da apresentação; assim, as portas serão fechadas às 20h25.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular
Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Em 2022 fará sua estreia com as orquestras Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e a Orquestra Sinfônica da Colômbia, em Bogotá.

Fabio Zanon, violão
Uma das figuras centrais no cenário internacional de violão clássico, como solista ou camerista, Fabio Zanon tem se apresentado por toda a Europa, Américas, Austrália e Oriente Médio. É também convidado regular de teatros como o Royal Festival Hall, Wigmore Hall, Philharmonie (Berlim), Carnegie Hall, Tchaikovsky Hall (Moscou) e Sala Filarmônica de São Petersburgo, Beux Arts Centre (Bruxelas), Les Invalides (Paris), Concertgebouw (Amsterdã), Sala Verdi (Milão), Sala da Filarmônica de Varsóvia, Musikhalle de Hamburgo, Ateneu de Madri, KKR em Lucerna e todas as mais importantes casas do Brasil. Venceu por unanimidade o 30° Concurso Francisco Tarrega (1996), na Espanha, e o 14° Concurso da Fundação Americana de Violão (GFA), nos Estados Unidos. A essas vitórias seguiu-se uma turnê de 56 concertos nos EUA e Canadá e o lançamento de seus primeiros álbuns. Sua gravação da obra completa de Villa-Lobos, pelo selo Music Masters, é considerada uma referência, e o álbum Guitar Recital (Naxos) foi escolhido pela revista Gramophone como o melhor de 1998. Desde 2009, Zanon é professor visitante da Royal Academy of Music de Londres. Em 2014, assumiu a coordenação artística e pedagógica do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Repertório 

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, Brasil, 1887 – 1959) e a obra Introdução aos Choros (1929)
Se os anos 1930 foram os anos das Bachianas, a década de 1920 foi a dos Choros para Heitor Villa-Lobos. Enquanto as Bachianas evidenciavam a intenção de redescoberta da forma clássica, os Choros apertam o laço do compositor brasileiro com a Europa. Em uma inventividade absoluta, a inclusão de instrumentos considerados populares ou exóticos não se expressa somente com uma intenção pitoresca, mas como um reino de ideias livres onde, em cada obra, amplia-se a exploração de timbres. Ao ciclo, foi introduzido em 1929 uma entrada monumental para violão e orquestra. Imaginada como uma abertura para a performance do ciclo completo, a Introdução aos Choros é, nas palavras do próprio compositor, “uma espécie de abertura sinfônica, orquestrada para todos os instrumentos envolvidos no restante dos trabalhos da série Choros”. De fato, demonstrando a função clássica da abertura sinfônica, inúmeras referências às outras peças do ciclo podem ser ouvidas. Desde a abertura Forte, uma transfiguração da melodia da flauta ouvida no início dos Choros nº 6, até o solo de corne inglês no finale que antecipa as primeiras notas dos Choros nº 1, a Introdução demonstra ao ouvinte a importância da série como uma entidade única. Nas palavras de Pierre Vidal: “Os Choros criam sua própria lógica. Com sua diversidade de conteúdos, sua originalidade harmônica, sua variedade de ritmos e virtuosidade instrumental, eles são representativos de um Villa-Lobos no auge de seu arrojo nos anos 1920, e têm sido considerados a mais importante contribuição brasileira para a música do século XX”.

Francisco Mignone (São Paulo, Brasil, 1897 – Rio de Janeiro, Brasil, 1986) e a obra Concerto para violão (1975)
É inegável a contribuição de Francisco Mignone para o amadurecimento do repertório brasileiro do violão. Sua rica produção musical, de destacada importância para a música brasileira do século XX, passeou por diversos instrumentos, estilos e gêneros. Graças ao incentivo de violonistas e seu próprio interesse em criar para o instrumento, que pouco dominava, sua colaboração para o repertório para violão tem nos Doze estudos para violão solo e nas Doze valsas para violão solo, ambos de 1970, importantes emblemas. Criado em 1975, o Concerto para violão foi dedicado a Antônio Carlos Barbosa Lima, amigo e violonista que o estreou dois anos depois em Washington (EUA). Ponto alto de seu amadurecimento com o violão, é possível ouvir no Concerto sua criatividade e experiência transcritas em uma obra de grande relevo.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Salvator Rosa: Sinfonia (1874)
Depois de O Guarani (1870) e Fosca (1873), Carlos Gomes deixou de lado a amizade e os laços com a Casa Lucca e entregou seu próximo trabalho aos cuidados de Giulio Ricordi. Aplaudida pela crítica milanesa, a Fosca não foi sucesso de público nas poucas récitas que recebeu em Milão e Modena. Logo após sua criação, em 1873, o compositor percebeu que se fazia necessária uma guinada em direção à ópera italiana, abandonando os esquemas franceses ou alemães. O resultado desta guinada é Salvator Rosa, estreada em Gênova em 1874, seu segundo maior sucesso na Itália e a ópera que mais lhe rendeu dinheiro. A partir de então, Carlos Gomes estaria estreitamente ligado à Casa Ricordi. O contrato firmado com os Ricordi para Salvator Rosa era muito mais vantajoso para Carlos Gomes, o que se refletiu em mais liberdade e uma leveza elaborada, o que não se nota em seus trabalhos anteriores.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra A noite do castelo: Prelúdio (1861)
Em 20 de junho de 1859, Carlos Gomes tomou o navio em Santos que o levaria à Corte. Já no Rio de Janeiro, matriculou-se no Conservatório de Música, onde frequentaria aulas de contraponto com Gioacchino Giannini e despertaria o entusiasmo do diretor e professor Francisco Manuel da Silva. Em 1860, torna-se ensaiador no Teatro Lírico Nacional, cargo que lhe permite conviver com musicistas, produtores e cantores de companhias de ópera italianas. O contato diário com a obra de Rossini, Bellini, Donizetti e Verdi exerceu profunda influência sobre o compositor. Em 4 de setembro do ano seguinte, Francisco Manuel da Silva regeu a estreia de sua primeira ópera, A noite do castelo. A partir daí, recebeu de D. Pedro II o título de cavaleiro da Ordem da Rosa, marcando a admiração mútua entre imperador e compositor. Dois anos depois, em 15 de setembro de 1863, Gomes estreou no Teatro Lírico Nacional sua segunda ópera, Joana de Flandres, e logo depois partiu para a Europa por ter sido o aluno medalha de ouro de 1863 do Conservatório, com bolsa que a escola concedia uma vez a cada cinco anos.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Fosca: Sinfonia (1873)
Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, onde foi recebido como herói e apresentou a estreia brasileira de O Guarani, Carlos Gomes retornou a Milão e casou-se com a pianista italiana Adelina Peri, de quem havia sido colega no conservatório. No mesmo ano, em 1871, começou a compor Fosca, ópera com libreto de Antonio Ghilarzoni. Estreada em 16 de fevereiro de 1873 no Teatro Scala de Milão, a obra foi inicialmente mal recebida, muito em razão de uma disputa entre reformadores wagnerianos e os defensores do bel canto italiano. Anos mais tarde, novas montagens dariam à ópera um considerável sucesso. A mais italiana de suas óperas, Fosca é considerada por Mário de Andrade o maior feito musical de Carlos Gomes. No Sul global, a Fosca foi bem recebida em Buenos Aires e no Rio de Janeiro, onde estreou em 25 de julho de 1877, no Teatro Dom Pedro II.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra O Guarani: Protofonia (1871)
Carlos Gomes se inspirou no romance indianista O Guarani, de José de Alencar, para compor sua ópera de mesmo nome. A obra em quatro atos, com libreto em italiano de Antônio Sclavini e Carlo D’Orneville, trata da história de amor de Ceci e Peri. A montagem estreou com grande sucesso em 19 de março de 1870 no Teatro Scala de Milão – a estreia brasileira só veio em dezembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro. A Protofonia, ou Abertura, é sem dúvida o tema mais conhecido dessa criação de Carlos Gomes.

Programa
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro
10 de fevereiro – 20h30
Sala Minas Gerais

Série Vivace
11 de fevereiro – 20h30
Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente
Fabio Zanon, violão

VILLA-LOBOS        Introdução aos Choros

MIGNONE            Concerto para violão

GOMES                 Salvator Rosa: Sinfonia

GOMES                 A noite do castelo: Prelúdio

GOMES                 Fosca: Sinfonia

GOMES                 O Guarani: Protofonia

Ingressos:
R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote)
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br 

Funcionamento da bilheteria:

Bilheteria da Sala Minas Gerais
Sem concerto
Terça a sexta – 12h às 20h
Sábado – 12h às 18h

Com concerto
Terça a sexta – 12h às 22h
Sábado – 12h às 20h
Domingo – 9h às 13h 

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa, Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/