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Economia

FIEMG e Amazon celebram acordo para facilitar a exportação das indústrias mineiras

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) celebrou, no dia 21 de setembro, um acordo com a Amazon, uma das maiores empresas de e-commerce e tecnologia do mundo. A parceria tem o intuito de facilitar a exportação de produtos das indústrias mineiras diretamente para os consumidores dos Estados Unidos, utilizando para isso, o programa Global Selling, da Amazon.

Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

O e-commerce transfronteiriço representa, atualmente, 20% do e-commerce global, sendo que 68% dos produtos comercializados são dos setores de vestuários, calçados e acessórios. “São áreas da indústria criativa que são muito fortes em Minas Gerais”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, na solenidade de assinatura do acordo.

Só nos Estados Unidos, país sede da Amazon, 87% da população tem acesso à internet e as vendas via e-commerce, em 2020, foram de US$705 bilhões, sendo que cerca de 33% dos consumidores americanos fizeram compras internacionais no último ano via marketplace. Entre 2020 e 2024, o crescimento da modalidade foi de 10% ao ano.

“Estamos iniciando uma parceria que será muito importante para o nosso país. Tenho certeza de que várias empresas mineiras irão aderir à Amazon e isso irá abrir portas para todo o mundo”, afirmou o líder empresarial pontuando que a FIEMG é a primeira entidade de classe a celebrar um acordo com multinacional. “É a viabilização da conexão da indústria mineira diretamente ao consumidor norte-americano”, reforçou Roscoe, ressaltando que a empresa Bike Wear já está comercializando na Amazon dos EUA e que a marca Luiza Barcelos deve iniciar a venda de seus produtos antes da Black Friday, no final de novembro.

Mundialmente, as vendas no e-commerce têm crescido e devem alcançar US$5 trilhões em 2021. No Brasil, o aumento foi de 41% em 2020 em relação a 2019. “Este tipo de compra explodiu entre os brasileiros e a Amazon tem um importante papel neste crescimento. A maior parte de nossas vendas são realizadas por parceiros, pequenos empreendedores”, afirmou Ricardo Garrido, head of marketplace da Amazon Brasil.

O executivo esclareceu que a parceria com a FIEMG tem o intuito de internacionalizar os produtos brasileiros, com foco no mercado estadunidense, utilizando para isso, a infraestrutura da Amazon. “Não será necessário a abertura de uma conta internacional e o processo será desburocratizado”, ressaltou Garrido.

O relacionamento entre Minas Gerais e a Amazon não começou com a assinatura do acordo com a FIEMG. A multinacional abriu, em novembro de 2020, um centro de distribuição de seus produtos na cidade de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Para que isso ocorresse, as negociações entre o governo mineiro e a gigante do varejo começaram em 2019 e, atualmente, o centro de distribuição gera centenas de empregos diretos. “Quando se fala em logística é necessário pensar em Minas Gerais”, disse João Paulo Braga, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI). “A indústria mineira mostra, cada vez mais, a sua competitividade. Este acordo irá tornar as vendas on-line mais fáceis, menos burocráticas, fazendo com que as empresas mineiras cresçam ainda mais”, afirmou.

O evento de assinatura do acordo entre Federação mineira e a Amazon foi realizado de maneira remota e contou com a presença de Manoel Bernardes, presidente do SINDIJOIAS e da Câmara da Indústria do Vestuário e Acessórios da FIEMG. “O mundo será o limite”, afirmou Bernardes.

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Cultura

Café: a indústria que movimenta a economia, a história e o coração dos mineiros

Cadeia produtiva do setor é responsável por gerar mais de 62 mil empregos no estado

Dia Mundial do Café homenageia bebida mais popular para o brasileiro -  Correio Nogueirense

Você acorda, lava o rosto, escova os dentes, vai até a cozinha, pega um filtro, abre o pacote de café e prepara a sua bebida. Se você prefere um expresso, o preparo muda, mas o calor, o sabor amargo e potente, o aroma marcante que te traz boas memórias afetivas também estão ali. Grande parte dos brasileiros só começa o dia depois deste ritual e para isso, a indústria se faz presente em diversas etapas: no cultivo, na torrefação e moagem do grão, no comércio atacadista da venda do produto, na fabricação de itens produzidos a base do café ou mesmo nos acessórios para a preparação.

Minas, a terra do café
A safra do café no Brasil alcançou 34,6 milhões de sacas em 2020, um crescimento de 41% na comparação com 2019. E Minas Gerais é, de longe, o maior estado produtor, sendo responsável por 54,9% de toda a produção nacional, segundo levantamento do Conselho Nacional de Abastecimento (Conab). E quando se faz o recorte por região do estado de Minas Gerais, o Sul e o Centro-Oeste são as regiões que apresentam a produção mais robusta: juntos representam 55,3% do total da produção mineira. Zona da Mata, Rio Doce e Central, Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste, Norte, Jequitinhonha e Mucuri também produzem o grão, ou seja, Minas é, definitivamente, a terra do café.

E essa grande produção agrícola tem importante reflexo no setor industrial. De acordo com dados da Gerência de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG, são 10.629 empresas no setor cafeeiro, responsáveis por 62.251 empregos. “O setor cafeeiro possui uma cadeia curta entre fornecedores e compradores, tendo em vista que a maior parte da produção é exportada. Contudo, ele tem um papel relevante na geração de empregos em Minas Gerais e no Brasil”, explica o economista da FIEMG, Marcos Marçal.

Dia Mundial do Café

SuperPrix comemora Dia do Café com descontos - Sopa Cultural

Em 14 de abril a indústria cafeeira mundial celebra a segunda bebida mais consumida do mundo, perdendo apenas para a água. O café foi para o Brasil e ainda é para várias de suas regiões produtoras a força propulsora do desenvolvimento socioeconômico, produzindo e distribuindo riquezas, além de ter uma grande capacidade geradora de empregos. Mais forte, mais suave, instantâneo, expresso, orgânico, descafeinado ou gourmet. O café é praticamente uma unanimidade.

Por Flávia Carolina Costa

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Cidades

Minas Gerais e Espírito Santo se unem em prol do desenvolvimento econômico

Plano estratégico é defendido pelas indústrias e governos dos dois estados

Para promover o desenvolvimento econômico e industrial de Minas Gerais e do Espírito Santo, com foco em ações de infraestrutura, negócios, desenvolvimento regional e segurança jurídica, as federações das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) e do Espírito Santo (FINDES), e governos de ambos estados se unem em um grande pacto: o Plano Estratégico Minas Gerais e Espírito Santo. Lançando em Belo Horizonte, em 17/02, poder público e sociedade civil organizada elegeram projetos de grande relevância comum aos estados, cuja realização possa ser defendida conjuntamente por capixabas e mineiros.

A partir da união de esforços, o plano busca proporcionar a melhoria substancial da infraestrutura dos estados, criar mais oportunidades para empresas com projetos, geração de empregos em obras e em operações, aumentar a competitividade e possibilitar o desenvolvimento socioeconômico regional.

O anfitrião do encontro e presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, afirmou que as obras previstas no Plano Estratégico atrairão investimentos na ordem de R$ 56,5 bilhões. “São investimentos que se tratam de uma maioria de recursos privados, então não é nada que vá pressionar os cofres públicos. Apenas a melhoria da ambiência econômica e a agilidade do poder público em realizar as concessões e priorizar essas importantes obras já atrairão os investidores”, sinalizou o líder industrial mineiro.

De acordo com estudo realizado pelas entidades que lideram o movimento, os investimentos contemplados no plano têm grande potencial de geração de emprego e renda, dentro e fora dos dois estados. A previsão é de um aumento do faturamento de aproximadamente R$170 bilhões em diversos setores brasileiros durante os anos de execução dos investimentos, dos quais, R$60 bilhões em Minas Gerais, R$17 bilhões no Espírito Santo e R$93 bilhões no restante do país. O mercado de trabalho brasileiro pode ser impulsionado com um incremento de 104 mil postos de trabalho, 47 mil em Minas e 12 mil no Espírito Santo, e com a geração de R$33 bilhões de renda salarial. A arrecadação de impostos também pode crescer cerca de R$8 bilhões com o andamento do plano, elevando a capacidade dos estados de prover serviços públicos à população.

Áreas de atuação do plano
Na Infraestrutura e Logística, uma das pautas é a concessão e duplicação das BRs 381 Norte, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, e a 262 Leste, entre João Monlevade (MG) e Viana (ES). O plano destaca ainda a renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas, a implantação das estradas de Ferro 118 e 354 e a construção do Contorno Ferroviário da Serra do Tigre.

Para o governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema, as obras de infraestrutura são essenciais para trazer o desenvolvimento social e econômico nos estados. “A nossa grande prioridade é a conclusão da BR-381 e da 262. Essas estradas unem os dois estados e queremos vê-las da forma que nós sempre sonhamos. Do jeito que está hoje, elas dificultam todo o desenvolvimento daquela região”, apontou Zema.

No foco estratégico do setor de Óleo e Gás, são defendidas diretrizes para o Mercado Livre de Gás, como a aprovação do Projeto de Lei 6407/13, que dispõe sobre medidas para fomentar a Indústria de Gás Natural.

Para a região do Rio Doce, principal bacia hidrográfica presente nos dois estados, o foco será a busca pelo desenvolvimento do Vale do Rio Doce. As entidades preveem um esforço junto ao governo federal e às bancadas congressistas para aprovação e regulamentação do novo regramento para as Parcerias Público-Privadas (PPPs) em saneamento básico, estabelecendo uma meta arrojada para concessão nessa modalidade dos serviços de tratamento de água e esgoto em toda a bacia.

E a segurança jurídica e as transações interestaduais também ganham destaque por meio de propostas de simplificação tributária e de convalidação de incentivos. O plano prevê convênios entre os fiscos dos dois estados e a redução de obrigações acessórias que não contribuem para o desenvolvimento dos trabalhos de fiscalização e oneram o contribuinte.

Segundo o presidente da FINDES, Leonardo de Castro, a economia mineira e capixaba são complementares e crescerão de forma orgânica com a simplificação. “Várias empresas operam nos dois estados e homogeneizar a regulamentação ajuda a criar maior segurança jurídica. Você desonera as empresas e torna o investimento mais atrativo’, explicou Castro.

O plano é resultado de relevante sintonia entres os dois estados da federação, garante o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. “São investimentos que nós vamos conseguir resposta no médio prazo, porque vai envolver recursos privados e públicos. Por isso é que nós estamos fazendo esse trabalho profissional, com um projeto estratégico de desenvolvimento entre dois estados que já têm sinergia e que vão estreitar ainda mais essa parceria”, finalizou Casagrande.

Durante o lançamento do plano, foi assinado também um termo de parceria para o fortalecimento do setor de rochas ornamentais. O setor representa mais de R$ 1 bilhão nas exportações brasileiras e é responsável por mais de cinco mil empregos no estado de Minas Gerais, além de ter mais de 1600 empresas no estado capixaba.

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