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Cultura

Galeria de Arte Nello Nuno, da Faop, recebe duas exposições inéditas até novembro

Faop apresenta “Mapas da mutação: viajando pela américa latina” e “Memorial sangue da nossa terra” a partir de 22/10

A Galeria de Arte Nello Nuno, que pertence à Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), apresenta, gratuitamente, no âmbito do Plano Descentra Cultura, as exposições “Mapas da mutação: viajando pela América Latina”, de Tôto, e “Memorial sangue da nossa terra”, de Estherfyson Dias, com abertura nesta sexta-feira, 22/10, às 18h, respeitando as orientações de segurança contra a Covid-19.

Os trabalhos que compõem a mostra do artista Andrés Testagrossa, o Tôto, são uma pequena seleção de desenhos que foram realizados desde janeiro de 2013 até o presente, criados durante uma viagem pela América Latina, por cidades do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai e Peru. Tôto começou a desenhar quando saiu de Buenos Aires, sua cidade natal, e começou a viajar pela América Latina com seu projeto Em Trânsito, com a meta de criar eventos culturais para a criação artística.

O artista afirma acreditar na arte como uma forma de gerar encontros, novos significados, novos símbolos e por isso está animado com o início da exposição. “Uma das obras principais da coleção é como se fosse um mapa, e representa um pouco disso, como refletir na união, nessa ideia da pátria grande, da América Latina se manter unida e criar uma nova forma de existência que é um pouco da proposta desses desenhos”, explica.

Já o “Memorial sangue da nossa terra” traz ao público um painel pictórico e fotografias sobre os crimes ambientais e humano ocorridos nas cidades de Mariana/MG e Brumadinho/MG, que carregam, por meio de suas imagens, elementos simbólicos dos efeitos causados pela lama e pela exploração desenfreada sobre a natureza.

Estherfyson, que vive em Mariana, realiza trabalhos que transitam entre o corpo e a natureza, utilizando da composição imagética e permeando discussões sobre identidade, memória e meio ambiente. “Estou muito feliz pela oportunidade de estar expondo na Faop, na cidade em que cresci e desenvolvi boa parte do meu olhar artístico. Foi aqui que tive o primeiro contato com arte e agora estou fazendo a minha primeira exposição solo”, revela o artista.

As exposições acontecem até o dia 21 de novembro e podem ser visitadas de terça a sexta-feira, de 9h às 12h e de 13h às 17h; e aos sábados e domingos, das 13h às 17h; na Rua Getúlio Vargas, 185, Bairro Rosário, em Ouro Preto, gratuitamente.

Medidas de segurança no enfrentamento à pandemia

As novas exposições na Galeria de Arte Nello Nuno continuarão respeitando os protocolos do plano Minas Consciente — proposta criada pelo Governo de Minas Gerais para a retomada das atividades econômicas em meio a pandemia do novo coronavírus.

Entre as medidas que serão adotadas estão:

– distanciamento;

– uso obrigatório de máscara de proteção;

– uso do álcool em gel e termômetro;

– limpeza dos espaços.

Serviço

Exposição Sala 01: Memorial sangue da nossa terra

Artista: Estherfyson Dias

Exposição Sala 02: Mapas da mutação: viajando pela América Latina

Artista: Tôto

Data: 22/10/2021 a 21/11/2021

Local: Galeria de Arte Nello Nuno – Rua Getúlio Vargas, 185, Rosário, Ouro Preto – MG

Visitação: Terça a sexta — 9h às 12h  e 13h às 17h / Sábado e domingo — 13h à 17h

Entrada Franca

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Faop vence o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2020

A Fundação de Arte Ouro Preto – FAOP – foi declarada vencedora do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade nesta última terça. Com ação intitulada “Formação de Restauradores em estreita relação com comunidades de Minas Gerais”, a fundação receberá, assim como outras 11 iniciativas, R$ 20 mil em recursos do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

De acordo com o secretário de estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o prêmio consolida o importante trabalho que a FAOP tem realizado ao longo dos anos. “Esse reconhecimento do maior prêmio de preservação do patrimônio histórico brasileiro é, sem dúvidas, um grande incentivo para a FAOP. Além de preservar nossa memória, a instituição se dedica a formar profissionais dedicados a esse trabalho tão criterioso. Conquistar uma premiação tão relevante é um estímulo ainda maior para que a FAOP siga firme na sua bela missão de preservar nossos bens e, certamente, nossa história”, destaca o secretário.

A premiação tem abrangência nacional e é considerada a mais expressiva na área do Patrimônio Cultural brasileiro, reconhecendo anualmente ações de excelência no segmento. 

Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com grande alegria por todos os profissionais da FAOP. 

“Estamos extremamente felizes em ganhar um prêmio tão relevante para o Patrimônio Cultural do país. É o reconhecimento do trabalho desenvolvido há 52 anos pela FAOP e uma prova de que estamos no caminho certo. Nossa luta tem sido gigantesca, e receber um prêmio tão importante é uma verdadeira coroação. Parabéns a todos que fizeram e fazem parte dessa importante história que vamos construindo — a dedicação de todos vocês fez isso ser possível”, celebra Júlia Mitraud, presidente da FAOP. 

Saiba mais sobre a 33ª edição do Prêmio Rodrigo

A premiação recebeu mais de 515 inscrições, que aconteceram principalmente online, por conta da pandemia de Covid-19. 

Os vencedores do prêmio são de Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco, Amapá e Rio Grande do Norte. Além disso, cinco ações de Ceará, Bahia, Espírito Santo, Tocantins e Rio Grande do Sul vão receber menções honrosas pelo trabalho desenvolvido.

Todos os projetos passaram por análises regionais e pela apreciação da Comissão Nacional de Avaliação, composta por 21 membros, entre eles os cinco diretores do Iphan e seu presidente. 

Conheça a ação vencedora da FAOP
 

A ação da Faop venceu na categoria 1: Ações de excelência no campo do Patrimônio Cultural de natureza material, segmento II – Administração direta e indireta municipal.

A  intenção da iniciativa é promover a formação de técnicos conservadores-restauradores, articulada com a preservação de acervos comunitários. Além disso, o projeto visa deixar um legado para as comunidades e para os alunos, que desde o início da formação convivem com a valorização e a diversidade da herança cultural brasileira, atuando efetivamente na preservação de seus bens culturais móveis. 

Os alunos do Curso Técnico em Conservação e Restauro da FAOP são estimulados a interagir com a comunidade local durante o estágio supervisionado obrigatório, intrínseco às práticas de ateliês.

Nesta etapa da formação o aluno realiza atividades em três áreas, papel, escultura policromada e pintura de cavalete. O estágio se encerra mediante a conclusão dos processos de restauro e a entrega dos relatórios finais. 

Esta estratégia de ensino-aprendizagem propicia aos alunos formação consistente, fortalecendo a segurança para atuação no mercado de trabalho e, às comunidades guardiãs, o tratamento necessário e adequado aos seus acervos, propiciando longevidade à preservação dos bens. 

A presidente da Faop, Júlia Mitraud, ressalta a importância desta ação para o processo de formação dos alunos e para as comunidades atendidas. “A ação desenvolvida pela FAOP reforça a sua missão institucional, de formar cidadãos para atuar com excelência na preservação de bens culturais em um trabalho que dialoga com as comunidades guardiãs”, afirma Júlia. 

O processo de restauração é gratuito. A comunidade arca somente com os custos relativos a serviços de terceiros tais como transporte, marceneiro ou escultor especializado para estruturação e complementação de suporte. O acervo permanece na FAOP por 24 meses. 

Durante esse período, a comunidade é convidada a visitar e acompanhar os pro­cedimentos que estão sendo realizados. Na oportunidade visitam os Ateliês, onde conhecem a estrutura do Curso, compreendendo as diversas etapas dos processos de restauro e os alunos ampliam a perspectiva e o entendimento da profissão e do objeto de estudo.

Fonte: https://www.ouropreto.com.br/

Cultura

Galeria de Arte Nello Nuno da FAOP apresenta a exposição Annamélia 60 anos de arte

A Galeria de Arte Nello Nuno da Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP apresenta em janeiro a exposição “Annamélia 60 anos de arte”. A mostra é composta por xilogravuras, gravuras em metal, pinturas, desenhos e aquarelas que contemplam um recorte, desde a década de 1960, das principais fases de produção da artista mineira Annamélia Lopes, que passam por temáticas como a paisagem da cidade, as canções populares, o jogo de cartas da vida, o revisitar poético e a infância. A exposição foi aberta nessa sexta-feira (10/01).

“Annamélia 60 anos de arte” tem entrada gratuita e pode ser visitada até 2 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e sábado e domingo, das 13h às 18h; na Rua Getúlio Vargas, 185, Bairro Rosário, em Ouro Preto.

Sobre a artista
Aluna da primeira turma do curso de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais | UFMG, Annamélia Lopes é desenhista, gravadora, pintora e professora. Na década de 1970, junto ao seu marido, o pintor Nello Nuno, criou os cursos de arte que deram origem à Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade da FAOP, da qual foi diretora e professora de desenho e gravura.

Pioneira na área de gravura em Minas Gerais, seus trabalhos integram várias coleções particulares e acervos de institucionais entre os quais: Itamaraty (Brasília | DF); Museu de Arte da Pampulha; Fundação Clóvis Salgado; Pinacoteca do Estado | Museu Mineiro; Universidade Federal de Viçosa | UFV; UFMG; e FAOP.

Obteve prêmios em vários salões, entre eles: 1º Prêmio de Desenho e 3º de Gravura no X Festival de Arte de Belo Horizonte (1961); Prêmio Aquisição (Gravura) XIII no Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte (1963); Prêmio Aquisição (Gravura) no III Salão Nacional de Ouro Preto (1969); Prêmio Itamaraty (Gravura) na X Bienal de São Paulo (1969); Prêmio Oficial de Aquisição da Prefeitura de Belo Horizonte no Salão Nacional de Arte Contemporânea (1969); Prêmio de Gravura no II Salão Nacional da Aliança Francesa de Belo Horizonte (1970); Prêmio Aquisição (Gravura) no 2º Salão da Caixa Econômica do Estado de Goiás (1975); Prêmio B. Caribé Filho no IV Salão do Conselho Estadual de Cultura do Estado de Minas Gerais do Palácio das Artes (1981); Prêmio Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais no 2º Salão de Artes Plásticas de Governador Valadares (1985).

Serviço:
Exposição: Annamélia 60 anos de arte
Artista: Annamélia Lopes
Abertura: 10 de janeiro | 17h
Público: Comunidade ouro-pretana e turistas
Visitação: 10 de janeiro a 2 fevereiro de 2020 | entrada franca
Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado e domingo, das 13h às 18h
Local: Galeria de Arte Nello Nuno | Rua Getúlio Vargas, 185, Bairro Rosário, Ouro Preto | MG
Realização: Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais

Foto | Annamélia Lopes | Arquivo Pessoal Fonte: http://www.ouropreto.com.br/