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Gastronomia

O CAFÉ ESPECIAL: DAS MATAS DE MINAS ATÉ SUA XÍCARA

O café especial surgiu por volta de 1975, quando a importadora de cafés Erna Knusten, de São Francisco, na Califórnia (EUA), identificou características significativas em alguns lotes vindos da África. Ela percebeu que, em lotes onde a maturação do café era uniforme, e não possuía grãos defeituosos, o aroma e o sabor eram mais evidenciados e distintos. A partir dessa percepção, foi criado o conceito de café especial: um café com grãos maduros e sem defeitos, que propiciam aromas e sabores diferentes, de acordo com o tempo de torra. Saindo da Califórnia, chegamos em Santa Margarida, cidade rural localizada no interior de Minas Gerais, que tem como destaque econômico a produção de cafés. O pequeno município tem mais de 2 mil propriedades, isto é, a agricultura familiar segue com seus sucessores produzindo de maneira contínua.

Como consequência disso, Celestino José Lima, residente margaridense, teve a brilhante ideia de criar o projeto de parceiros “O Meu Prazer – Cafés Especiais”.
À medida que a empresa cria vínculos com os produtores, oferece a eles melhores condições de comercialização e valorização de seu produto, aumentando também a lucratividade das famílias. Além disso, para chegar até à xícara, o café especial passa por diversas etapas e critérios, desde o plantio até o empacotamento.

Conheça um pouco mais sobre o processo de produção artesanal presente na marca O Meu Prazer!

Plantio As fazendas estão localizadas na região das Matas de Minas, com altitude média de 1100 metros e temperaturas entre 18 e 22º C. A região é conhecida internacionalmente pela sua excelência em produção de cafés especiais.


Colheita Para garantir maior qualidade do produto, apenas os grãos maduros são colhidos manualmente, galho a galho, preservando sua integridade. A colheita é feita a partir do mês de maio, podendo chegar até o início de dezembro de acordo com a altitude e a variedade cultivada.


Secagem Após a colheita, os grãos são separados de possíveis detritos, como galhos e folhas. Então, partem para a secagem natural em terreiro de cimento, terreiro suspenso ou estufas, conforme a disponibilidade de cada propriedade.

Classificação e análise sensorial Para garantir a alta qualidade, o café cru é selecionado manualmente e passa por uma pequena torra. Dessa forma, é possível realizar a avaliação sensorial do café, também conhecida como cupping. Esse processo é responsável pela definição das notas, aromas e sabores do grão. A partir dessas anotações, a torra em microlotes pode ser iniciada para atender o pedido de cada cliente d’O Meu Prazer.

Torrefação Esse processo é feito em torrador de pequeno porte, equipado com componentes para controle de temperatura, fluxo de ar, velocidade e tempo. A torra é o processo que aquece os grãos crus para torná-los agradáveis ao paladar, e é realizada pelo próprio Celestino que, com mais de 30 anos de experiência e técnica, analisa a curva de torra ideal para cada grão. A curva de torra é definida pelo tempo em que o grão de caféfica em cada temperatura. Isso interfere no aroma, sabor, corpo, acidez, finalização, equilíbrio, enfim, quase todas as notas do café podem ser trabalhadas ao longo da torra.


Moagem É executada somente após o pedido do cliente por meio do site, podendo variar de acordo com o tipo do café e método de extração que será realizado. A granulometria é testada antes de executar a moagem definida. Após essas etapas, o café é empacotado em embalagens especiais, conservando todas as suas características. Todo o processo, da colheita até a embalagem, torna os cafés ainda mais especiais!

3 DICAS PARA SABOREAR MELHOR O SEU CAFÉ

SEMPRE USE ÁGUA MINERAL OU FILTRADA
Diferentemente da água da torneira, que tem grandes quantidades de cloro e outros produtos, a água mineral ou filtrada é mais pura e limpa, não interferindo no sabor do seu café.


ESCALDE TODOS OS UTENSÍLIOS QUE FOR USAR PARA PREPARAR OU SERVIR O CAFÉ
Além de esterilizar os utensílios, o escaldamento faz com que eles estejam quentes na hora do preparo do café, e isso evita que sua bebida final perca calor.


PREFIRA MOER O GRÃO NA HORA DO PREPARO
Os grãos inteiros conservam melhor os óleos, portanto, as características do café como sabor e aroma são preservadas.


Além de toda essa dedicação e amor que os produtores têm com a produção dos cafés, o que sobra depois da extração é a borra, não é mesmo? Geralmente, essa borra é descartada, mas nós temos uma dica para você reaproveitá-la e, assim, produzir menos lixo orgânico:
A borra de café é um excelente adubo para as plantas. Ela fortalece a planta contra as pragas e ainda acelera seu crescimento. Basta você misturar 2 partes de terra com 1 parte da borra do café e deixar curtir por, pelo menos, 4 dias. Pronto! É só jogar na sua plantinha e dar mais força a ela.


Agora que você sabe como surgiu o café especial, como ocorre todo o processo artesanal e as principais dicas para apreciá-lo, é hora de saborear o melhor café especial das Matas de Minas!
Acesse o site www.omeuprazer.cafe ou siga no Instagram @omeuprazercafesespeciais e escolha as suas notas sensoriais preferidas.