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Sociedade

Redes Marianas – as mulheres que inspiram

No Brasil, as mulheres representam 51.8% da população, sendo que o percentual que se declara chefe de família cresceu de 23% para 40%. Infelizmente, devido a nossa estrutura social ainda machista, o empreendedorismo feminino é muito pouco explorado apesar das ideias inovadoras e do mercado que as mulheres têm a oferecer.

Durante a pandemia, muitas recebendo salários menores ou até mesmo perdendo seus postos por conta da crise, acharam no empreendedorismo a possibilidade de ganhar dinheiro e garantir o sustento da casa e da família.

Quando falamos de empreendedorismo feminino, logo se vem a cabeça, o movimento de uma mulher ou de um grupo de mulheres que iniciam, organizam e gerem uma empresa. Elas são as protagonistas de seus próprios negócios!

Pois bem, fundado por Marciele Delduque, a “Rede Marianas- Mulheres que Inspiram”, foi criado em 2015 em Mariana, pertinho de Ouro Preto, do jeito que nós mineiros mais gostamos: com café e com muita prosa desprentensiosa em uma varanda com 17 mulheres. Hoje o grupo conta com mais de 800 mulheres empreendedoras na região.

A fundadora do grupo tem em seu DNA o Empreendedorismo como um propósito. Marciele já vendeu roupas, teve um salão de beleza e desde 2014 ela é a Presidente Estadual da Cufa (Central Única das Favelas) em Minas e atua como Coordenadora da Comunidade Door – Agência de Comunicação do Grupo “Favela Holding” focada em estratégias de mídias para as favelas.

O maior objetivo da Rede é ativar novas protagonistas e valorizar as mulheres. Com isso, ela recebeu, ainda, o prêmio “Mulher Além das Gerais” em 2019 e virou case de sucesso do Sebrae Elas.

Mas o que une todas essas mulheres? Elas buscam, além do desenvolvimento pessoal e da aceleração de seus empreendimentos, melhorar o processo de capactação, consultorias, wokshops, treinamentos e planejamento estratégico para o seu negócio, visando o empoderamento feminino, abrindo, assim, caminhos para que se tornem não somente líderes de equipes, como também de sua própria trajetória profissional e pessoal.

A maioria das mulheres tem idade média entre 25 e 45 anos e fizeram da “Rede Marianas” um grande balcão de parcerias, compra e venda (seja de produto ou de serviços), visibilidade e divulgação, acolhimento e desenvolvimento: seja ele solo ou coletivo na jornada feminina.

A união de todas essas empreendedoras, nos fez lembrar um conselho de Luiza Helena Trajano que diz:“Primeiro faça o necessário, depois faça o possível e, de repente, você vai perceber que pode fazer o impossível.”

É muito gratificante observarmos o poder de renovação e força dessas mulheres que tanto nos inpiram em um momento tao dificil como o que estamos passando. Sucesso as mulheres da Rede Mariana e nos aguardem para esse café na varanda tao inspirador!

Por Rizzia Froes
@rizziafroes
Fonte: https://mundoela.uai.com.br/