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Cultura

Os vinhos finos de altitude de Diamantina

A paisagem lembra a italiana Toscana, sem exageros. Variadas e diferentes uvas estão presentes nos vinhedos, entre elas muscat, sauvignon, merlot, tempranillo, syrah, usadas na produção dos vinhos em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, a 300 km de Belo Horizonte.

Isso mesmo, vinho no Vale do Jequitinhonha e na terra dos diamantes, de Chica da Silva, da seresta, de JK. Diamantina da música, da arquitetura, dos tapetes arraiolos e nosso patrimônio Cultural da Humanidade, produz vinho sim, de excelente qualidade.
Mas isso é recente? Não, não é. Diamantina foi uma das primeiras cidades a produzir vinhos no Brasil e em toda a América. Os vinhos já existiam em Diamantina bem antes da chegada dos imigrantes europeus, principalmente italianos, que para cá vieram no final do século 19 e começaram a produzir vinhos, principalmente na região Sul do país.

Vinhedos em Diamantina existem desde o século 18, há mais de 200 anos. A cidade também se destaca na produção de cafés e oliveiras, culturas favorecidas por sua altitude de 1280 metros acima do nível do mar e temperaturas amenas, em média 18ºC. Diamantina é uma das cidades mais frias de Minas Gerais, com um inverno bem rigoroso e seco. Clima propício para a produção de uvas.

Os vinhos de Diamantina eram tão importantes para Minas e para todo o Brasil que na cidade existia uma estação enológica, fundada no início do século XX e desmontada pelo Governo Militar na década de 1970, bem como a extinta estrada de ferro. Mandaram a estação para Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O objetivo era tirar da memória do povo, Juscelino Kubistchek e sua terra. Tudo que lembrava JK era evitado naquela época pelo Governo Militar.
Hoje vinhedos vêm crescendo ano a ano no município, embora em produção pequena, ainda artesanal.

Tudo começou no século XVIII, quando Diamantina ainda se chamava Arraial do Tijuco e era a maior produtora de diamantes do mundo, naquela época. Tanta riqueza atraiu os nobres portugueses, que vieram para o Brasil com suas famílias em busca da riqueza que as pedras preciosas mineiras propiciavam. Com a chegada dos portugueses, veio também seus costumes, entre eles, o de beber vinhos.

Como trazer vinhos da Europa nos tempos do Brasil Colônia era muito difícil e quando conseguiam trazer, demoravam meses para chegar, a urgência de se produzir a bebida em nossas terras começou a ganhar força, pela necessidade dos portugueses em ter a bebida e ainda para as celebrações religiosas, já que não tinha vinho nem para os padres celebrarem as missas.
Foi assim, pela necessidade, que começou nessa época o plantio de sementes de uvas, vindas de Portugal no antigo Arraial do Tijuco e região. A altitude e temperaturas amenas foram os fatores primordiais para a proliferação das videiras no município, bem como a produção de vinhos.

Os vinhos eram comercializados na cidade e também em parte da Região do Vale do Jequitinhonha e Norte do estado, levada por tropeiros. Os principais clientes eram os padres e os fidalgos da época.

A cidade que produzia diamantes foi uma das primeiras a produzir vinhos no Brasil e na América. Vinhos finos e de qualidade que agradou os exigentes paladares dos portugueses.

No final do século 19 e início do século 20, a produção de vinhos em Diamantina teve um rápido crescimento, levando o Governo do Estado a criar no município uma estação enológica, que existiu na cidade até a década de 1970. Com a crise de 1929, a produção de vinhos na região sofreu uma queda enorme, se limitando a poucas famílias, basicamente produziam para consumo próprio ou para algumas vendas. Nas décadas seguintes, começou a retomada da produção, ainda bem artesanal, sofrendo novo revés quando da transferência da estação enológica da cidade, na década de 1970.

Mesmo com todas as dificuldades, falta de capital para investir na melhoria dos vinhedos e no aumento da produção e qualidade dos vinhos, o diamantinense nunca deixou de produzir a bebida, mesmo que a produção tenha sido restrita a pequenas propriedades ou para consumo familiar. Os vinhedos sempre estiveram presentes nos campos diamantinenses e região.

Já no início dos anos 2000, por iniciativa do vinicultor João Francisco Meira, da Vinícola Quinta Dalva, foram importados da França 4 mil mudas de 9 variedades de uvas diferentes, plantados entre 2003, 2004 e 2005. O pioneirismo do Chico, como prefere ser chamado, incentivou outros produtores a investirem no plantio de uvas e produção de vinhos finos. Assim, a retomada da produção de vinhos em maior escala no município começou a ganhar força, baseada na tradição, vocação e história da vitivinicultura diamantinense ao longo de 200 anos produzindo vinhos de qualidade reconhecida.

Segundo João Francisco Meira, as características da região (clima, relevo, solo, amplitude térmica, altitude, umidade do ar e regime de chuvas) são favoráveis à cultura da vinha.

Buscando unir os vitinicultores da região, com incentivo e participação do pioneiro, João Francisco Meira, da Quinta Dalva, vitinicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha criaram a AVODAJ – Associação dos Vitivinicultores e Olivicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha com o objetivo de resgatar uma das mais antigas tradições de Diamantina, que é a produção de vinhos finos de alta qualidade, bem como desenvolver na cidade e região o Enoturismo, hoje um dos principais segmentos de turismo no mundo. O turista vem à cidade, conhece os vinhedos, as vinícolas, o processo de produção e tem a oportunidade de adquirir vinhos diretos do produtor.

Assim, com o apoio e orientações dos órgãos governamentais, vitivinicultores começaram a trabalhar na produção de vinhos finos, utilizando cerca de 20 variedades de uvas, com mudas de procedência certificada e adaptadas ao clima da região.

São mais de 52 mil vitiníferas plantadas. A técnica da dupla, desenvolvida no Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), consiste na inversão do ciclo da videira, alterando para o inverno o período de colheita das uvas destinadas à produção de vinhos finos. São aplicadas duas podas, uma para a formação de ramos, em setembro, e de produção, em janeiro e fevereiro.
Com o uso da dupla poda, a produção de vinhos finos em Minas Gerais vem aumentando a cada ano, bem como aumentando o número de hectares de áreas com videiras plantadas, beneficiando o viticultor que é aquele responsável pela plantação, cultivo e colheita da uva, bem como o vinicultor, que é o recebe as uvas e a transforma em vinho.

O projeto e iniciativas vêm dando certo e resgatando uma das maiores tradições de Diamantina, agora com a qualidade e tecnologia que possibilita colocar a cidade na rota mundial dos produtores de vinhos de alta qualidade, inclusive, reconhecida nacionalmente por especialistas e apreciadores de vinhos finos, de qualidade no Brasil.

Atualmente a região conta com 13 produtores cadastrados na AVODAJ – Associação dos Vitivinicultores e Olivicultores de Diamantina e Alto Jequitinhonha. Desses, apenas seis estão produzindo vinhos para comercialização.

Em breve os vinhos de Diamantina chamarão a atenção, não só dos mineiros mas dos brasileiros em geral, por sua qualidade e terroir. As terras altas diamantinenses serão consideradas grandes produtoras de vinhos finos no país, fazendo da região um dos grandes pólos do enoturismo brasileiro.

Grappa: bebida para dias frios

Além dos vinhos finos, em Diamantina também se produz a Grappa, uma bebida alcoólica de origem italiana e portuguesa. É feita a partir do bagaço da uva e seu teor alcoólico varia entre 37,5% a 60%, aromatizada com a erva arruda. A bebida foi criada na Idade Média com o objetivo de evitar o desperdício. São aproveitados, além das cascas, os engaços e sementes da uva. O sabor, bem como o do vinho, depende do tipo e qualidade da uva e dos processos de destilação de cada produtor. Por seu alto teor alcoólico, a bebida caiu no gosto dos europeus e até hoje é muito apreciada, principalmente no rigoroso inverno europeu.

Vindo a Diamantina, vivencie a música, a cultura, as tradições, a religiosidade, a beleza de sua arquitetura colonial, do seu artesanato e aprecie um bom vinho das quintas diamantinenses! Venha para Diamantina. Aqui temos história e bons vinhos.

Para conhecer os vinhedos e rótulos existentes hoje em Diamantina, visite o site www.conhecaminas.com

Fonte: www.conhecaminas.com

Turismo & Lazer

O que o turista não pode perder na charmosa Monte Verde!

Para celebrar o dia do turista comemorado hoje, 13/06, nós preparamos para você uma seleção de dicas imperdíveis em Monte Verde. O Charmoso distrito de Camanducaia ganhou o título de Suíça Brasileira e sem dúvida seu maior atrativo é o friozinho acolhedor. Além disso, o distrito ficou entre os 10 destinos mais acolhedores do mundo na premiação anual Traveller Review Awards da Booking.com. Por isso listamos algumas dicas imperdíveis para você curtir em sua estadia por lá!

6 dicas para conhecer Monte Verde:

  1. A pequena e charmosa vila está a 1600m de altitude, por isso tem temperaturas mais amenas durante quase o ano todo;
  2. O distrito possui várias chocolaterias para deliciar um chocolate quente e cremoso qualquer hora do dia, semelhante à cidade de Campos do Jordão e Gramado;
  3. Destino romântico, com clima serrano que recebe também vários grupos de amigos;
  4. Para visitar a cidade sem muitas aglomerações visite entre março e setembro;
  5. Nas noites de frio não se esqueça o prato mais famoso é o Fondue!
  6. Reserve pelo menos 3 dias para conhecer as atrações locais, e relaxar sem deixar de visitar alguns dos variados e incríveis restaurantes locais.

Gostou das nossas dicas? Então preste atenção, devido a pandemia a cidade tem operado com 60% de ocupação nos hotéis, pousadas e restaurantes. Então busque hospedagens que possuam o Selo Turismo Responsável e seja um turista consciente!

Faça o Download  do mapa turístico de Monte Verde no link abaixo:

https://monteverde.org.br/mapa-de-monte-verde-minas-gerais/

Trilha da Pedra Pardida – Monte Verde
Fonte: https://monteverde.org.br/trilha-da-pedra-partida/
Gressoney Chocolates – Primeira fábrica de chocolates em Monte Verde.
Fonte: https://monteverde.org.br/gessoney-fabrica-de-chocolate/
Pousada Spa Mirante da Colyna – Monte Verde
Fonte: https://monteverde.org.br/mirante-da-colina/
Gastrobar  Confraria Paulistânia com o prato principal Truta defumada com molho de ervas, purê de mandioquinha e salada alemã.
Fonte: https://www.nosdoisporai.com/destinos-nacionais/restaurantes-em-monte-verde-mg/

Sociedade

Quais são os países liberados para brasileiros na América do Sul?

Preparamos uma lista sobre a atual situação e em quais países da América do Sul você já pode carimbar seu passaporte em meio a pandemia. Lembrando que mudanças podem acontecer de um dia para outro de acordo com as exigências de cada país, por isso consulte sempre as empresas aéreas antes de qualquer reserva.

Lembrando que para países da Europa como Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Suíça, entre outros, as fronteiras estão fechadas para quem voa direto do Brasil.

Nos países como Bolívia, Peru, Chile, Paraguai, Colômbia, Equador, a fronteira se encontra aberta para brasileiros, e não há exigência de visto até 90 dias.

Passageiros que viajam para esses países precisam ter um atestado médico com resultado negativo para (Covid-19) RT – PCR emitido no máximo 3 dias antes da chegada.

Todos os países mencionados exigem o preenchimento na chegada, ou antes da partida com a intenção de fornecer dados dos passageiros para realizar um rastreamento que permitirá o acompanhamento desse turista durante sua estadia.

As exigências mais rígidas são para visitantes do Chile, que além de atestado médico, que além do “Affidavit SAG” formulário preenchido, devem ter passagem de volta e se hospedar em hotel aprovado pela Sernatur. E possuir seguro viagem com cobertura mínima de U$$ 30.000 para cobrir despesas originadas pela Covid-19, podendo ser submetido ao teste na chegada.

Como observado as informações mais exigidas são sobre o estado de saúde do viajante, é possível carimbar o passaporte, mas é preciso cumprir todos os requisitos de cada país para uma viagem segura!


Fonte:
Informações extraídas nos dias 4/1/2021 do Site Iata – https://www.iatatravelcentre.com/world.php

Informações acima podem sofrer alterações sem aviso prévio.

*Atualizada em 14 de janeiro de 2021

Turismo & Lazer

Conheça as Serras de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais possui oficialmente 42 Serras, reconhecidas pelo Governo Mineiro. Claro que tem mais serras por todo o nosso território, mas oficialmente são 42, consideradas áreas de preservação permanente. Listamos algumas, confira:

– Serra do Caraça

Serra_do_Caraça Lucia Coelho

Serra do Caraça é o nome de um trecho da Serra do Espinhaço localizado nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara, sendo patrimônio de Catas Altas no estado de Minas Gerais, Brasil. Também dá nome ao antigo Colégio Caraça, onde importantes personalidades da história brasileira estudaram. Hoje, o ainda conhecido por Parque Natural do Caraça ou Complexo Santuário do Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que abrange toda a região.

 
Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens.

 
O nome oficial do complexo é o Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens, mas o Caraça tem esse apelido devido à forma que tem parte da serra, que lembra o rosto de um gigante deitado. A serra forma imenso anfiteatro alongado, com os três picos do morro da Trindade, o da Conceição; ao sul, as serras da Olaria e da Canjerana, a Serra do Inficionado, o morro do Sol, a Serra do Carapuça. Anfiteatro de quatro quilômetros de largura, terreno em leves ondulações florestadas. As águas da bacia descem em belas cascatas das montanhas, como Cascatinha, Cascatona e Bocaina. Tais cascatas se abastecem dos ribeirão do Caraça, águas intensamente ferruginosas. No Caraça há dois lagos, o Tanque Grande, rodeado de bosques, e o Tanque São Luís. O disco de Milton Nascimento, Missa dos Quilombos, foi gravado ao vivo, em março de 1982, nas dependências da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens.

– Serra do Cipó

cachoeira grande arnaldo quintao cipo

A Serra do Cipó é uma formação geológica localizada no estado de Minas Gerais, entre os municípios de Itambé do Mato Dentro, Jaboticatubas, Morro do Pilar, Nova União e Santana do Riacho. Faz parte da província geológica da Serra do Espinhaço. Sua história geológica é complexa e data do período Pré-Cambriano, com suas rochas arenosas que foram formadas por depósitos marinhos há mais de 1,7 bilhão de anos.
Além da importância geológica, a Serra do Cipó é considerada um divisor natural das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Doce. A diversidade da sua vegetação é altíssima, e muitas espécies são encontradas somente ali. A fauna é representativa e abriga várias espécies ameaçadas de extinção. Para preservar este patrimônio natural, foi criado o Parque Nacional Serra do Cipó. São ao todo cem mil hectares de cerrados, campos rupestres e matas, além de rios, cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos preservados.
Localizado na região, o distrito de Serra do Cipó (antigo Cardeal Mota) se situa na bacia do Ribeirão Soberbo, tributário da bacia de drenagem do Rio Cipó, que dá nome à região.

Pertence ao município de Santana do Riacho, cujo acesso se dá por estradas de terra batida em um trajeto de aproximadamente 30 quilômetros. Pela proximidade com o Parque Nacional, faz parte da região circunscrita à Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira.

Geografia e Localização

O distrito de Serra do Cipó é cortado pela rodovia estadual MG-010, asfaltada em 1985, que o liga a Belo Horizonte e o articula com outras cidades do norte de Minas.

A transformação da Serra do Cipó vem se processando rapidamente, principalmente após a criação do Parque Nacional. A infra-estrutura para o turista conta hoje com estabelecimentos comerciais, inúmeros hotéis e pousadas, áreas de camping estruturadas.

Em geral é a beleza e pureza das águas que atraem o maior número de visitantes. Em decorrência do relevo acidentado observa-se a freqüente formação de cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais, que mantêm o seu volume de água constante durante quase todo o ano devido ao aspecto areno-rochoso do solo. Típicos também da região são os cânions, gargantas sinuosas e profundas que abrigam cachoeiras e poções em seu interior.

Uma das figuras mais conhecidas da Serra do Cipó é o lendário Corujão da Serra, o chamado Juquinha, cuja memória foi homenageada pela prefeitura com uma imponente estátua.

Pontos

Pico da Lapinha: O Pico da Lapinha possui 1686 metros de altitude e é o segundo ponto mais alto da Serra do Cipó depois do Pico do Breu. O pico é próximo ao vilarejo Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho.

Pico do Breu: O Pico do Breu possui 1687 metros

– Serra dos Cocais

serra do cocais

A Serra dos Cocais é uma formação geológica localizada no município brasileiro de Coronel Fabriciano, no interior do estado de Minas Gerais. Faz parte da província geológica da Serra do Espinhaço, sendo composta por blocos contínuos de granito com idade superior a 600 milhões de anos. Sua altitude, que atinge o máximo de 1 200 metros acima do nível do mar, destaca-se em relação ao terreno ao redor com altitudes médias variando entre 500 e 800 metros. Abriga um importante remanescente de Mata Atlântica, em meio à considerável presença do reflorestamento com eucalipto, sendo considerada como área de proteção ambiental desde 2002.

A população que habita em fazendas ou povoados rurais da Serra dos Cocais é estimada em cerca de 2 mil habitantes. Está situada a cerca de 20 quilômetros do Centro de Fabriciano e possui grande relevância turística e cultural, por ser onde situam-se várias cachoeiras e mirantes, abrigando ainda grupos folclóricos que mantêm tradições culturais diversificadas em seus povoados, como em São José dos Cocais e Santa Vitória dos Cocais. É bastante frequente a prática de esportes radicais, como escaladas, mountain bike, rapel, trekking e saltos de paraquedas, além de competições do ramo do automobilismo off Road.

– Serra dos Cristais

serra dos cristais

A Serra dos Cristais é um dos pontos mais bonitos da cidade de Muzambinho, no estado de Minas Gerais. Devido à sua altitude, a vista é uma das mais apreciadas da região. Nela se localiza o Santuário de Nossa Senhora da Cabeça, construído em 1956 pela comunidade católica. Local de peregrinação, oração e recolhimento.

– Serra dos Cristais (Diamantina)

cachoeira dos cristasis em diamantina

A Serra dos Cristais emoldura a cidade brasileira Diamantina, em Minas Gerais, “e lhe presenteia com diamantes, belas cachoeiras e grutas”. É também conhecida como Serra do Rio Grande e foi observada no século XIX por viajantes como Gardner, que definiu a região como uma das “mais áridas e escabrosas do Brasil”.

A paisagem agreste é testemunho das ocupações territorial e histórica da cidade de Diamantina.

A serra vem sendo ocupada irregularmente há anos. Em janeiro de 2010, o TJMG manteve liminar que suspende as construções na serra.

Os processo de tombamento pelo IEPHA da Serra dos Cristais está em tramitação.

– Serra do Lenheiro

serra do lenheiro

A Serra do Lenheiro está localizada à noroeste da cidade de São João del-Rei. Caracteriza-se por ser uma formação de quartzito. Grandes blocos, chamados de Pontões, compõem o lugar, além dos vários blocos de pedra espalhados por todo o local.

A serra é usada pelo 11º Batalhão de Infantaria de Montanha de São João del-Rei para treinar seus soldados nas técnicas verticais.

Parte da Serra do Lenheiro foi decretada como Parque Municipal Ecológico, de acordo com seu ato de criação através do decreto municipal nº. 2.160 – 28 de setembro de 1993 e pela Lei nº. 3.356 – 01 de abril de 1998.

Com uma área considerada pequena de aproximadamente dois quilômetros quadrados, o Parque localiza-se nas proximidades da Capela de Nossa Senhora das Mercês e deveria ter como objetivo a proteção da Serra do Lenheiro, além do oferecimento de mais uma alternativa de lazer à população da cidade e visitantes.

Sítio arqueológico

Pinturas rupestres podem ser vistas na Serra do Lenheiro. Há estudos que apontam que as pinturas foram feitas por tribos nômades a cerca de 6 a 9 mil anos atrás. Estima-se que estes grupos viviam em cavernas e provavelmente abrigavam-se na Serra para caçar, de onde tinham boa visão de caça e possíveis inimigos como outras tribos. Estas figuras servem de testemunho da passagem de grupos humanos na região em que hoje são encontradas. Servem, ainda, para explicar o complexo cultural dos grupos que as executaram e talvez a época da permanência destes grupos.

– Serra de Três Pontas

serra tres pontas studio imagem

A Serra de Três Pontas é uma formação geológica localizada no município brasileiro de Três Pontas, na região sul de Minas Gerais. Sua altitude, que atinge o máximo de 1 234 metros acima do mar, se destaca em relação ao terreno ao redor, com altitudes variando em torno de novecentos metros. Embora pareça um sistema montanhoso isolado, a serra é considerada um prolongamento da Serra da Bocaina, localizada a cerca de 38 quilômetros de distância no município de Lavras que, por sua vez, é considerada contraforte da Serra da Mantiqueira.

Constitui-se basicamente de um maciço rochoso formado principalmente por quartzito e coberto com uma camada fina de solo resultante da desintegração das rochas. A altitude, o clima e a composição rochosa da serra propiciam a formação de estruturas herbáceas peculiares, características de regiões de altitude. Coberta por campos de altitude e campos rupestres, as espécies vegetais são bastante diferenciadas das regiões ao redor da serra. Além disso, nos sulcos de drenagem existem ainda formações florestais.

Desde o início da povoação da região, por volta do século XVIII, a serra era utilizada como ponto de referência para os viajantes e tropeiros. Escravos também a utilizaram como refúgio, construindo um quilombo (o quilombo do Cascalho) em suas proximidades, mas que foi destruído pouco tempo depois. O seu formato peculiar deu origem à cidade de Três Pontas e sempre fez parte da cultura do município, estando presente nos símbolos municipais e em suas produções culturais.

 
– Serra do Ouro Branco

ouro branco

O Parque Estadual Serra do Ouro Branco é uma área de preservação ambiental, de utilidade pública e de interesse social, com 7.520 hectares, situada nos municípios de Ouro Branco e Ouro Preto, em Minas Gerais. Criado através do Decreto Lei nº 45.180 em 21/09/2009, pelo governo de Minas Gerais, é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas.

– Serra do Espinhaço

espinhaço

A serra do Espinhaço é uma cadeia montanhosa localizada no planalto Atlântico, estendendo-se pelos estados de Minas Gerais e Bahia. Seus terrenos são do Proterozoico e contêm jazidas de ferro, manganês, bauxita e ouro.

Foi ao longo da serra do Espinhaço que a mineração, no período colonial se deu, principalmente. E foi na Serra do Espinhaço, em consequência, que os núcleos urbanos mais importantes se formaram (Ouro Preto, Sabará, Serro e São João Del Rei, por exemplo, dentre outros).

Geografia

O ponto mais alto da serra é o pico do Sol com 2.072 metros, localizado no Parque Natural do Caraça no município de Catas Altas, estado de Minas Gerais, parque que ainda abriga o pico do Inficionado com 2.068 metros, o pico da Carapuça com 1.955 metros, e o pico da Canjerana com 1.890 metros. Além desses, a serra ainda abriga outros picos famosos como o pico do Itambé com 2.002 metros e o Pico do Itacolomi com 1.772 metros, também em Minas Gerais.

Topônimo

Seu nome fora dado pelo geólogo alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege no século XIX.[4] É responsável pela divisão entre as redes de drenagem do rio São Francisco e as redes de drenagem dos rios que correm diretamente para o oceano Atlântico. É considerada reserva mundial da biosfera, por ser uma das regiões mais ricas do planeta, graças sua grande diversidade biológica.

Formação

A serra do Espinhaço pode ser considerada a única cordilheira do Brasil, pois é singular em sua forma e formação. Há mais de um bilhão de anos em constante movimento, é uma cadeia de montanhas bastante longa e estreita, entrecortada por picos e vales. Tem cerca de 1000 km de extensão, no sentido latitudinal do Quadrilátero Ferrífero, ao Norte de Minas e, depois de uma breve interrupção, alcança a porção sul da Bahia. Todo esse percurso apresenta uma diferença mínima de longitude, ou seja, sua largura varia apenas entre 50 e 100 km.

Bioma

A serra do Espinhaço foi considerada pela ONU em 27 de junho de 2005 a sétima reserva da biosfera brasileira, devido a sua grande diversidade de recursos naturais; mostrando-nos a importância de protegê-la.

Mais da metade das espécies de animais e plantas ameaçados de extinção em Minas Gerais estão nas cadeias do Espinhaço. Especialmente na serra do Cipó, onde se encontra o maior número de espécies endêmicas da flora brasileira.

As raízes africanas, europeias e indígenas se misturam no Espinhaço, deixando marcas nos costumes e manifestações culturais das comunidades locais. A beleza e a cultura da região oferecem condições para o desenvolvimento do ecoturismo.

Entre os municípios que são cortados pela serra do Espinhaço estão Porteirinha, Mato Verde, Espinosa, Olhos-d’Água e Monte Azul.

 

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