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Esporte

Mulheres no ciclismo

Grupo de ciclistas de Viçosa é inspiração para o esporte

Esporte, aventura, interação, novas amizades e incentivo, esse é o objetivo do grupo de ciclistas “Clipadas”, de Viçosa, Minas Gerais. Ele surgiu com um número reduzido de meninas. Mas, com a chegada da pandemia do coronavírus, em março de 2020, a procura pelo esporte cresceu. Hoje, são 150 mulheres que, por meio da bike, enfrentam seus medos e se superam a cada dia, fazendo novas amizades, divertindo e se aventurando.

“O mais bacana de tudo é incentivar as pessoas. Cada menina tem o seu propósito. O grupo Clipadas tem esse cuidado e carinho com as iniciantes. Muitas meninas têm a bicicleta, mas não têm coragem de iniciar. E nosso objetivo é esse, encorajá-las”, enfatiza Cíntia Fontes Ferraz, 43, uma das fundadoras do grupo.

Os pedais, em sua maioria, acontecem nos finais de semana. As integrantes exploram diversos lugares como cachoeiras, serras, pontos turísticos, mirantes etc., tornando o esporte mais atrativo e divertido.

Além disso, todo sábado tem encontros para as iniciantes, com o intuito de apoiar quem está chegando, iniciar as meninas no esporte, buscar afinidades e trabalhar a convivência. As integrantes são de diversas regiões próximas de Viçosa, como Cajuri, Coimbra, Paula Cândido, Canaã, entre outras.

Como o grupo é grande, foi criado um perfil no Instagram com o intuito de divulgar os pedais, fazer fotos dos locais visitados e divulgar os níveis que as meninas estão — intermediário ou iniciante.

Competição e superação

As mulheres hoje estão conquistando seu espaço, e o “Clipadas” tem integrantes com essa garra e determinação. Um exemplo é a ciclista Lídia Bittencourt, de 34 anos, que participou em Carandaí, dos dias 2 a 4 de julho, da CIMTB Michelin. Ela ficou em primeiro lugar na categoria Open Feminino!

Lídia iniciou no esporte há 2 anos e conta que começou pelo lazer e saúde. “Aos poucos, fui me apaixonando e me envolvendo e comecei a competir e a treinar firme. A competição para mim é meu combustível e gosto muito da adrenalina que ela me proporciona. Mas não é fácil, tem que ter muita disciplina, concentração e foco. Ser ciclista é estar de bem com a vida e com a natureza. Amo esse esporte”, revela. 

A cada dia uma história diferente de superação impulsiona e emociona o grupo. Algumas venceram a obesidade, outras prezam pela saúde mental e pelo lazer, cada uma com seu foco. Maria Luiza Carvalho, de 15 anos, era muito asmática, por exemplo, e hoje consegue praticar o esporte perfeitamente.

Texto: Nathália Coelho