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Cultura

Companhias de teatro de São João del-Rei representam Minas Gerais em projeto no Distrito Federal

Duas companhias de São João del-Rei, sendo elas: Afoita Teatro e Cia Mineira de Teatro, vão representar o estado de Minas Gerais no projeto Circulação das Artes – Edição Centro-Oeste da FUNARTE. “Em câmbio: Cenas de Minas” vai levar os espetáculos Morada e Outono para apresentações no mês de março, no Teatro Plínio Marcos, em Brasília.

O projeto foi empreendido pelos atores-produtores Júnio de Carvalho e Priscila Natany e busca fomentar a circulação das obras criadas e garantir que o trabalho alcance mais espectadores

Espetáculo Outono. Foto Jardel Santos

Tratam-se de espetáculos cujos temas são apresentados de forma criativa, lançando mão do lúdico e do lírico e trazendo elementos que ampliam a visão da realidade.

“São duas obras que partem do modo de produção de teatro de grupo, valorizando a tradição e a artesania do teatro mineiro. Morada fala sobre relações familiares, convida a plateia para um café, traz a música ao vivo.  Já Outono aposta em uma linguagem mais ousada e reflete sobre esses tempos de polaridades que estamos vivendo”, garante Priscila Natany.

“Para nós é muito gratificante voltar aos palcos por meio da FUNARTE. Pois trata-se de uma legitimação do nosso trabalho e de um passo grande dessas duas jovens companhias, que buscam expandir seus caminhos para além das montanhas mineiras nos últimos anos. ” conclui Júnio de Carvalho.

A Afoita Teatro foi criada em 2016 e além de Priscila e Júnio também é composta pelos seguintes integrantes: Alessandra Silva, Kaike Barto, Marcos Fonseca, Natália Vargas e Roger Xavier. Já a Companhia Mineira de Teatro surgiu em 2018 e é gerida por Lucimélia Romão, Júnio de Carvalho e Priscila Natany.

Espetáculo Morada. Foto Marlon de Paula

Sobre os espetáculos

MORADA

Sinopse:
Morada é, antes de tudo, uma ação de convívio, um fluxo cênico cujo tema permeia as relações familiares. Uma peça que esmaece os limites entre palco e plateia e articula um circuito de situações que leva o espectador para dentro da cena. Tudo isso a partir do jogo dos atores partilhando de (in)cômodos inexoráveis a toda e qualquer possibilidade de composição familiar. Como mote: a urgência de se repensar a ideia de estrutura familiar, posto que a definição de família tradicional não compreende a realidade e a multiplicidade da nossa sociedade. A obra tem como princípio o modo de produção de teatro de grupo, valorizando a artesania e tradição teatral mineira.

Fonte: Priscila Natany