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Cidades

Conheça Minas Gerais – Caxambu

Caxambu situa-se nas montanhas do sul de Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira, a 376 Km de Belo Horizonte. É uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais e conhecida como importante estância hidromineral.

A pequena cidade concentra doze fontes de águas minerais, gasosas e medicinais, que podem ser encontradas no Parque das Águas, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. 
O parque possui cerca de 210.000 m² de área e oferece atrações para todas as idades. O local também abriga o suntuoso Balneário de Hidroterapia, um tradicional centro hidroterápico que oferece banhos de imersão em água mineral, piscina de hidroterapia, saunas a vapor e secas, duchas, além de vários tratamentos estéticos, que são cobrados à parte. Ainda oferece outras atrações, como piscinas de água mineral, lago e pedalinhos, pista de corrida, quadras esportivas e um teleférico que leva os turistas ao topo do Morro Caxambu, com ampla vista da cidade.

A história
Até o final do século XVII, com a chegada da Bandeira de Lourenço Castanho Taques, que seguia a trilha de Felix Jaques rumo ao vale do Rio Verde, as imediações do Morro de Caxambum, como era conhecido na época, eram habitadas pelos índios Cataguases.

Aos índios nativos, segundo o historiador Antônio Maurício Ferreira, deve-se à origem do nome Caxambu, que na língua Tupy, falada por eles, significa “bolhas a ferver” ou “água que borbulha” (Catã-mbu).

Há, entretanto quem diga que Caxambu deriva de duas palavras africanas Cacha (tambor) e mumbu (música), que no século XIX designavam os instrumentos e a própria dança ou batuque dos escravos.  Pode-se ainda considerar a relação do nome com o formato do morro, que lembra o formato (cônico) de um tambor africano.

Fachada do Balneário de Caxambu, que tem mais de 100 anos
Crédito: DivulgaçãoFachada do Balneário de Caxambu, que tem mais de 100 anos

As primeiras sesmarias datam de 1706 e pertenciam a Carlos Pedroso da Silveira e seu genro Francisco Alves Correia. Em 1714, o lugarejo era uma paragem conhecida como Cachambum. Nesta Época Minas Gerais pertencia à Capitania de São Paulo, eram divididas em três comarcas, sendo a cidade pertencente à Comarca do Rio das Mortes (São João Del Rei). Em 1814, conta-se que havia, no povoado, apenas duas fazendas: a Das Palmeiras e a Caxambu.

Junto à Fazenda Caxambu foi construída uma capela em devoção a Nossa Senhora dos Remédios, e em torno desta surgiu o povoado que mais tarde passou a ser conhecido como Nossa Senhora dos Remédios de Caxambu, depois “Águas Virtuosas de Baependi”, em seguida “Águas Virtuosas de Caxambu, e finalmente, Caxambu”.Há quem diga que foi nesta época que se tomou conhecimento, pela primeira vez, da existência das fontes. Outros afirmam, entretanto, que tal fato já teria ocorrido em 1762 ou 1772.

Em 1861, o governador da Província decidiu tomar as primeiras providências para o melhoramento local tendo como objeto transformar Caxambu em uma estância hidromineral tão boa quanto as européias.

Estabelecimento de banhos em 1868 – Fonte: Monat, H. Caxambu. Rio de Janeiro: Luiz Macedo, 1894.

Em 1868 chega a Caxambu a princesa Isabel, seu esposo Gastão de Orleans, o Conde D’Eu, e uma comitiva, atraída pela fama das águas. A princesa buscava a cura de uma suposta infertilidade. Ficaram durante um mês, partindo em 17 de dezembro. Durante sua estadia foi lançada pela princesa Isabel, a pedra fundamental da Igreja, com a promessa de sua construção, caso a herdeira viesse a engravidar. Através das águas a princesa curou-se da anemia e engravidou. A Igreja Santa Isabel foi construída e hoje é um dos principais patrimônios de Caxambu, sendo tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), junto do Parque das Águas (maior complexo hidromineral do planeta).

O ano de 1875 foi de grande importância para o povoado, pois além de tornar-se Distrito de Baependi, as virtudes curativas de suas águas foram reconhecidas, tendo sua exploração concedida pelo governo da Província de Minas a empresas particulares. Nesta época (1881) a cidade contava com apenas 200 habitantes efetivos, 130 edificações e iluminada por 21 lampiões a querosene.

Em finais de 1901 é criada a Vila de Caxambu (emancipação de Caxambu: 16/09/1901). Época de grande desenvolvimento foi neste período que foram feitas as principais obras de infra-estrutura, como serviços de água e esgoto, aberturas e calçamento de ruas, avenidas e praças, canalização do Ribeirão Bengo, etc. Finalmente, em 18 de setembro de 1915, Caxambu é elevada à categoria de cidade, abrangendo também, até 1938, a área do atual município de Soledade. Caxambu é o maior complexo hidromineral do planeta, e considerada a mais bela de todas as Estâncias do Circuito das Águas.

Fonte D. Pedro em 1894 – Fonte: Lemos, Maria de Lourdes. Fontes e encantos de Caxambu. Rio de Janeiro: Grypho edições, 1998.
Fonte D. Pedro, a mais antiga de Caxambu
Fonte: https://catracalivre.com.br/

Fonte: http://www.caxambu.mg.gov.br/ ; http://www.institutoestradareal.com.br/ ; https://catracalivre.com.br/

Economia

Ação no Circuito das Águas reúne trade turístico para reaquecer o setor em Minas Gerais

Realizada em Caxambu, “Vivência Circuito das Águas” promove parcerias público-privadas para reaquecer o setor em Minas Gerais

27 8 2021 minivivencia

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais participa, nesta semana, da ação “Vivência Circuito das Águas”, iniciativa que acontece em Caxambu, no Sul de Minas, e tem a proposta de potencializar o desenvolvimento de parcerias público-privadas em ações conjuntas de captação, comercialização e profissionalização de todo o trade turístico do estado. A iniciativa é da startup hoteleira VOA, em parceria com a Instância de Governança Regional (IGR) Circuito das Águas.

A vivência foi promovida em conjunto com a Prefeitura de Caxambu e, além do apoio da Secult, tem participação da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), de representantes das 13 cidades que integram o Circuito das Águas e outras associações, entidades e secretarias dos municípios, dos principais parceiros e players da cadeia produtiva do turismo e com presença da iniciativa privada, por meio de empresas que comercializam os principais destinos nacionais, como Azul Viagens, CVC Corp, FRT Operadora, Localiza, Bancorbrás e Hurb.

O ponto de partida da Secult é o Reviva Turismo, programa de retomada gradual e segura das atividades turísticas, com base em quatro eixos: biossegurança, estruturação, capacitação e marketing do destino Minas Gerais. Todos esses eixos são trabalhados de forma integrada para que o estado alcance a meta de geração de 100 mil empregos no turismo até 2022, garantindo lugar entre os principais destinos turísticos do país.

De acordo com a superintendente de Marketing Turístico da Secult, Fernanda Fonseca, a participação da Secretaria nessa iniciativa representa uma ótima oportunidade para que gestores, profissionais e todos aqueles ligados às atividades turísticas na região possam refletir e trocar experiências sobre ações de retomada propostas. Para Fernanda, o Reviva Turismo pode auxiliar iniciativas que promovam os destinos, bem como as diferentes necessidades e a estruturação de cada município.

“O Reviva Turismo está baseado em eixos que demonstram a preocupação com a retomada segura das atividades turísticas no estado. Planejar e executar essas ações, tendo como guia o programa da Secult, é uma garantia para gestores e profissionais do setor possam promover seus produtos, destinos e outros atrativos de maneira eficiente. Para além de apresentar as vantagens dessa iniciativa, estamos ampliando o diálogo com o trade para fortalecer toda a cadeia turística de Minas Gerais”, destaca. 

A presença da Secult na ação também reforça as potencialidades IGR Circuito das Águas, como o turismo de experiência, que destaca atrativos que potencializam a oferta turística da IGR. A equipe técnica da Secult tem visitado, ao lado dos participantes da ação, diferentes locais com o intuito de auxiliar operadores a estruturar seus produtos, além de fomentar o mercado e as possíveis ações de marketing de destino.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/