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Casa Fiat de Cultura aborda relações históricas, econômicas e culturais entre o turismo e o patrimônio na Lagoinha

Filipe Thales, do Viva Lagoinha, participa do Encontros com o Patrimônio e fala sobre ações de preservação e valorização de um dos bairros mais tradicionais de BH

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No mês em que se celebra o Dia Nacional do Turismo, a Casa Fiat de Cultura realiza o Encontros com o Patrimônio online “Cultura e turismo na Lagoinha: a força da economia criativa”. Durante o evento será abordado o diálogo existente entre o patrimônio cultural e o turismo, além das relações entre as atividades turísticas, o desenvolvimento socioeconômico e a preservação patrimonial. O convidado é Filipe Thales, idealizador do Viva Lagoinha, que participará de um bate-papo com a historiadora e educadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Ana Carolina Ministério. O evento será realizado no domingo, dia 29 de maio, das 11h às 12h30, com participação gratuita e inscrições pela Sympla: https://bit.ly/CulturaTurismoLagoinha.

Nesta edição do Encontros com o Patrimônio, Ana Carolina Ministério começará contando a relação histórica entre o patrimônio e o turismo. Segundo a historiadora e educadora da Casa Fiat de Cultura, essa noção moderna do turismo, como uma consequência das sociedades industriais, surge no mesmo período da noção de patrimônio cultural, na França, com a Revolução Francesa. “E foi nessa época que se começou a perceber a importância de preservar os monumentos do passado”.

Ela ainda relembra que neste período, jovens de famílias inglesas muito ricas já faziam o intercâmbio, o que chamavam de Grand Tour, para se tornarem pessoas mais “cultas” e conhecedoras de outras culturas. “Desde o fim do século 18 e durante todo o século 19, parte da Europa se tornou um centro receptor do turismo cultural, como a cidade de Roma, na Itália, por exemplo. Então, esses jovens viajavam para conhecer a história, a arte, a estética e a literatura da Antiguidade Clássica. E é isso que chamamos de turismo cultural, atrativos que estão diretamente ligados ao patrimônio. Nesse momento, ainda relacionados à concepção de patrimônio histórico nacional”, pontua Ministério.

Também terá destaque as potencialidades que podem existir entre esses dois setores. Afinal, quando bem trabalhados, turismo e patrimônio podem ser indutores de desenvolvimento econômico. “O turismo nesses sítios patrimoniais pode ser sim uma fonte significativa de renda e de emprego para a população local, e de dinamização das cadeias produtivas. Se houver uma boa gestão, que coíba as ações predatórias, ele fomenta as atividades econômicas e contribui para a preservação da salvaguarda do patrimônio”, salienta Ana Carolina Ministério.

O convidado deste bate-papo, Filipe Thales, idealizador do Viva Lagoinha, vai compartilhar com o público suas ações de preservação e valorização do patrimônio imaterial e material de um dos bairros mais tradicionais de Belo Horizonte. “O bairro que deu origem à construção da cidade, acolheu os primeiros imigrantes e deu o carinhoso apelido de Copo Lagoinha ao tradicional copo americano, não poderia ser um lugar quieto”, salienta.

Antes da construção do complexo ferro-rodoviário, na década de 1980, a Lagoinha estava integrada ao centro de Belo Horizonte com seu comércio agitado, os botequins sempre abertos e cheios, suas pensões, o ribeirão Arrudas, o mercado, os camelôs, o barulho do trem e os cinemas Paissandu e São Geraldo, além da ligação com a atual rodoviária, onde também estavam a Feira de Amostras e a Rádio Inconfidência. “O rompimento do eixo centro-bairro marcou o início de uma fase de degradação e falta de investimentos na preservação do seu patrimônio, cultura, esporte, segurança e entretenimento. Mas, os moradores do bairro e integrantes do Viva Lagoinha – iniciativa que há dez anos conecta pessoas que acreditam na resiliência do território por meio de ações ligadas à economia criativa – enxergam ali muito mais oportunidades e riquezas que um olhar superficial pode identificar”, completa Filipe.

O Encontros com o Patrimônio “Cultura e turismo na Lagoinha: a força da economia criativa” é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.  

Filipe Thales
Morador do tradicional bairro Lagoinha, berço da cidade de Belo Horizonte (MG), Filipe Thales é o fundador do Viva Lagoinha – uma iniciativa que há dez anos conecta pessoas que acreditam na resiliência da região por meio de ações ligadas à economia criativa.

Filipe é publicitário autodidata, empreendedor social, modelo e Embaixador da Cervejaria Wals e do Copo Lagoinha. Membro da Rede Mobiliza RMBH e da Rede Nacional de Experiências e Turismo Criativo, ele insere a Lagoinha nas pautas da cidade e no mapa criativo do Brasil.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Casa Fiat de Cultura reforça o poder dos museus com ações virtuais e presenciais

Programação dedicada à 20ª Semana Nacional dos Museus inclui mostra, visitas mediadas, ação de acessibilidade, formação de professores e projeto de experiência ampliada às exposições

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Imagem: Léo Lara

A Casa Fiat de Cultura participa, entre os dias 16 e 22 de maio, da 20ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Durante esta semana, a instituição cultural convida o público para uma programação especial que traz o tema “O Poder dos Museus”, evidenciando a capacidade dos museus de auxiliar as sociedades a se reconhecerem e transformarem as suas realidades. “Os museus são espaços de descoberta, onde as mentes e os sentidos se abrem para novas perspectivas de reflexão e aprendizagem. A Casa Fiat de Cultura é esse lugar onde o público encontra novas proposições, por meio de uma programação ampla, inclusiva e com temáticas diversificadas. Com o formato híbrido, expandimos o acesso à arte e à cultura, reforçando nosso papel de aceleradora de novas experiências e formas de pensar para todos os públicos”, pontua Ana Vilela, gestora cultural da Casa Fiat de Cultura.

No dia 16 de maio, o Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura realiza o bate-papo virtual “Experiência ampliada em exposições de arte: um espaço para todo mundo”, sobre as possibilidades de fazer do passeio a exposições artísticas uma experiência ainda mais rica. Neste encontro, que será realizado online, serão apresentadas formas simples de explorar a visita a uma mostra de arte, entendendo que ela pode ter vários ângulos e trazer muitas interpretações e sensações. O objetivo é sensibilizar o público e mostrar que todos têm em si a capacidade de compreender, se relacionar e ser afetado pela arte. O encontro tem vagas limitadas, com inscrições gratuitas pela Sympla.

Na Formação de Professores online “Conexão arte e educação: a importância das atividades em museus”, nos dias 17 e 18 de maio, será abordado o potencial que museus e centros culturais oferecem para a educação. Em dois episódios disponibilizados no canal da Casa Fiat de Cultura no YouTube serão apresentadas diversas possibilidades de uso das ferramentas museológicas e sua importância no processo pedagógico escolar. O conteúdo conta com tradução simultânea em Libras.

A exposição “Serrapilheira”, do artista Raul Leal, também integra a programação da 20ª Semana Nacional de Museus. A mostra inverte a imagética tradicional construída pelos artistas viajantes de um Brasil eternamente verde. Em uma coleção de 27 fotos – em madeira e papel, o artista mescla dois tipos de registro. Na série Ventania, as fotografias apresentam árvores, secas e solitárias, que se mantêm resilientes na natureza sofrida dos arredores de Miracema, no Rio de Janeiro, em imagens sobrepostas. Na série Rebento, Raul faz a catalogação de mudas de espécimes sobreviventes, que ainda podem reflorestar o deserto naquela região fluminense. A exposição pode ser apreciada presencialmente, na Piccola Galleria, ou online, no tour virtual disponível no site da Casa Fiat de Cultura. No dia 19 de maio, ainda será possível participar de uma visita virtual com mediação do Programa Educativo e tradução simultânea em Libras. Inscrições gratuitas pela Sympla.

Para encerrar a programação na Semana Nacional de Museus, a Casa Fiat de Cultura destaca suas iniciativas de valorização, expansão e inclusão do conhecimento proporcionado a todos os públicos. No dia 20 de maio, às 11h, a convite da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, a instituição participa de um bate-papo sobre acessibilidade em equipamentos culturais em uma live pelo Instagram. Enquanto a Biblioteca falará de sua atuação de mais de 50 anos no setor Braille, a Casa Fiat de Cultura apresentará as ações desenvolvidas pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão do seu Programa Educativo, que contribuem para transformar o imaginário dos visitantes em suas exposições e ações educativas.

Nos dias 21 e 22 de maio, das 10h às 14h, em uma ação especial, em parceria com a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, a Casa Fiat de Cultura participa da Estação Leitura Inclusiva na Bienal Mineira do Livro – a maior iniciativa literária em Minas Gerais, que será realizada no BH Shopping. A “Leitura de imagem” estará em destaque como um dos vários tipos de leitura existentes. Em se tratando da arte, a leitura das imagens é essencial para compreender uma obra e suas possibilidades de fruição. Para exemplificar, o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura apresenta aos visitantes da Bienal as peças multissensoriais baseadas no painel “Civilização Mineira”, de Candido Portinari – em exposição permanente no hall de entrada da instituição; peças em 3D reproduzindo obras da exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, que esteve em cartaz na Casa Fiat de Cultura em 2018; entre outros.

A programação completa está disponível AQUI.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Casa Fiat de Cultura celebra o Dia do Ferroviário em edição online do Encontros com o Patrimônio

Além de pontuar as relações afetivas e identitárias dos mineiros com os trens, serão apresentados destaques do acervo do Museu Ferroviário de Juiz de Fora

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Imagem: Carlos Mendonça

Do transporte de cargas ao de passageiros, os trens fazem parte da história de Minas Gerais. Em 30 de abril, celebra-se o Dia do Ferroviário – uma homenagem à inauguração da primeira linha de ferro do Brasil, a Estrada de Ferro Mauá. Para marcar a data, a Casa Fiat de Cultura realiza o Encontros com o Patrimônio “Pelos trens de Minas: um passeio pela história ferroviária”, que abordará a história das ferrovias e seus aspectos patrimoniais, bem como a relação dos mineiros com os trens. O convidado será o supervisor do Museu Ferroviário de Juiz de Fora, Marco Aurélio de Assis, que participará de um bate-papo ao vivo com a historiadora e educadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Ana Carolina Ministério. O evento será realizado no domingo, dia 24 de abril, das 11h às 12h30, com participação gratuita e inscrições pela Sympla.

O bate-papo terá início com breve contextualização sobre as ferrovias pelo mundo. A evolução técnica e tecnológica na Inglaterra entre o fim do século 18 e o início do século 19, influenciada, sobretudo, pela Revolução Industrial, culminou na criação da primeira locomotiva a vapor, em 1814, pelo inglês George Stephenson. “Foi a partir de então que os trens começaram a conquistar o mundo”, aponta Ana Carolina Ministério. Ela relembra que 40 anos mais tarde, em 30 de abril de 1854, foi construída, no Brasil, a primeira ferrovia, obra de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. “A história das ferrovias demonstra como o Brasil se inseriu na Revolução Industrial. Elas são símbolos de modernização e desenvolvimento, e marcaram a história política e econômica do país”, ressalta a historiadora.

Durante o evento, também será abordado como as locomotivas povoam o imaginário dos mineiros e estão presentes na memória afetiva dos moradores mais antigos do estado, já que muitas cidades foram desenvolvidas em torno da rede ferroviária. “Há cidades que surgiram, se expandiram, ou até mesmo deixaram de existir pelas ferrovias. Além de transportar cargas e fazer circular riqueza, os trens aproximaram as pessoas. É a história da mobilidade humana”, evidencia Ana Carolina Ministério. A historiadora ainda irá falar dos aspectos patrimoniais, sobre como esse patrimônio está sendo cuidado, além de revelar algumas curiosidades, como o porquê do “trem” fazer parte do linguajar dos mineiros.

Marco Aurélio de Assis, que integra a equipe do Museu Ferroviário de Juiz de Fora desde sua fundação, apresentará os destaques do acervo da instituição. Inaugurado em 2003, o museu possui um acervo de mais de 300 peças sobre a história da ferrovia no município e no Brasil. Neto e filho de ferroviário, ele também recordará a história dos trens em Juiz de Fora e reforçará a importância das ações de educação patrimonial.

O Encontros com o Patrimônio “Pelos trens de Minas: um passeio pela história ferroviária” é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.

Marco Aurélio de Assis
Fotógrafo, técnico audiovisual, e funcionário público da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lages (Funalfa), onde trabalha há 38 anos. Exerceu trabalhos na produção de vídeos institucionais e programação de filmes em projetos de exibição, como o Cinema Volante e o Cinema nos Bairros, e na criação de Cineclubes, com destaques o “Cinema Paraíso” e “Cine Maria Fumaça” da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

Neto e filho de ferroviário, em 2003 passou a integrar a equipe do Museu Ferroviário de Juiz de Fora com o objetivo de realizar projetos cinematográficos, como o “Cinema na Estação”, que possibilitou outras propostas como o lançamento do “Primeiro Livro de Memória Oral da Ferrovia”, que colheu depoimentos de antigos ferroviários, e o “Cineclubinho”, com oficinas de produção audiovisual para crianças. Apaixonado pelo universo museológico, tendo como destaque a higienização do acervo, que lhe rendeu uma homenagem junto ao aniversário de 17 anos do Museu Ferroviário de Juiz de Fora, com a exposição intitulada “Atento”.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Casa Fiat de Cultura lança minidocumentário sobre projeto de restauro de obras de Aleijadinho
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Imagem: Studio Cerri 

Sucesso de público, o projeto “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro”, um presente dado aos brasileiros pela Casa Fiat de Cultura em celebração aos seus 15 anos, ganha um minidocumentário. A produção registra os cinco meses do minucioso trabalho de restauro de obras de Aleijadinho do séc. XVIII: Sant’Ana Mestra, da Capela de Sant’Ana, em Chapada de Ouro Preto/MG; São Joaquim, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Raposos/MG; e São Manuel, da Paróquia de Nossa Senhora do Bonsucesso, em Caeté/MG. A iniciativa evidencia a importância da salvaguarda do patrimônio cultural para a arte, a história e o conhecimento das raízes da nossa identidade.

Desde a chegada das esculturas à Casa Fiat de Cultura, em outubro de 2021, foram dedicadas mais de 500 horas à restauração das obras, que pôde ser acompanhada por 170 mil pessoas, seja por meio de visitas presenciais ou pela programação virtual.  Cada etapa do projeto foi documentada e agora é compartilhada com o público em imagens inéditas. “Ao promovermos um processo de restauro fora   dos bastidores, demos a oportunidade de o público conhecer de perto e em tempo real como a recuperação e conservação de uma obra de arte acontece. Despertamos nas pessoas um olhar para o passado, mas apontando como o patrimônio cultural e artístico se conecta com o presente e o futuro”, revela Ana Vilela, gestora Cultural da Casa Fiat de Cultura.

O minidocumentário aborda os aspectos culturais, estéticos e históricos do processo de restauração das obras de Aleijadinho, destaca as descobertas com o uso de raio X e luz ultravioleta – como a franja sob a testa de Sant’Ana Mestra –, e relembra a emocionante devolução das peças às suas comunidades de origem. “Estou muito satisfeita com o resultado do trabalho que realizamos. Devolvemos às comunidades obras bem cuidadas, íntegras e mantendo as características de época. Deu certo e foi lindo”, completa a restauradora Rosangela Reis Costa, coordenadora do projeto de restauro na Casa Fiat de Cultura.

O minidocumentário “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro” pode ser visto no canal da Casa Fiat de Cultura no YouTube.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Em comemoração ao Italian Design Day, Casa Fiat de Cultura realiza palestra online sobre regeneração dos espaços urbanos

No bate-papo, os arquitetos Alexandre Salles e Nara Grossi abordam as múltiplas possibilidades do design para repensar os espaços urbanos com foco em um futuro mais sustentável

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Em comemoração ao Italian Design Day (IDD), a Casa Fiat de Cultura, em parceria com o Consulado da Itália em Belo Horizonte e o Istituto Europeo di Design (IED), promove, no dia 23 de março, às 19h, um bate-papo online entre os arquitetos Alexandre Salles e Nara Grossi, com o tema “Regeneração dos espaços urbanos: a memória dos lugares e os lugares da memória”. Eles vão destacar a importância do resgate histórico e cultural dos espaços urbanos, em um cenário de grandes e complexas transformações. O evento será realizado em transmissão ao vivo, com participação gratuita e inscrições pela Sympla: https://bit.ly/RegeneracaoEspacosUrbanos.

 A sexta edição do IDD será comemorada no Brasil em 23 de março, com o tema “Re-Generação. Design e novas tecnologias para um futuro sustentável”. A iniciativa do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália discute o papel do design na antecipação de mudanças globais, além de ser uma ponte entre as grandes revoluções tecnológicas e o estilo de vida das pessoas, com mais bem-estar e sustentabilidade.

 Ao mergulhar na história dos espaços urbanos e compreender sua origem e evolução, identifica-se suas particularidades, simbolismos e até características que ajudam a moldar a nossa identidade social e cultural. Os arquitetos vão apresentar exemplos brasileiros e italianos para abordar as possibilidades interdisciplinares do Design, que pode ser trabalhado em conjunto à Arquitetura e ao Urbanismo e se tornar uma ferramenta estratégica para recuperar espaços contemporâneos, com alto potencial de sucesso, em comparação a outros modelos globais.

 “Temos uma grande complexidade de questões e transformações de toda ordem e escala, que têm delineado, de forma veloz, a nossa vivência urbana. Compreender melhor a história dos lugares, nos ajuda a entender seu simbolismo, as características que nos fazem sentir pertencentes a esses espaços e como eles nos conectam a nós mesmos”, reflete Alexandre Salles.

A palestra “Regeneração dos espaços urbanos:  a memória dos lugares e os lugares da memória” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Consulado da Itália em Belo Horizonte do Istituto Europeo di Design (IED) e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.

Sobre o Italian Design Day
O Italian Design Day (IDD) foi criado em 2017 em uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, com o apoio do Ministério da Cultura da Itália. Conta com uma programação rica e diversificada, por meio das Embaixadas, Consulados e Institutos Italianos de Cultura e tem se consolidado como ferramenta de promoção ao design italiano, além de dar destaque às empresas líderes de diferentes setores industriais e torná-las protagonistas em suas áreas de atuação. Em 2022, chega à sexta edição, com o tema “Re-Generação. Design e novas tecnologias para um futuro sustentável”, promovendo reflexões e provocações sobre a evolução do design em um mundo cada vez mais dinâmico, globalizado e com a necessidade de se tornar sustentável.

Os palestrantes

Alexandre Salles
Alexandre Salles é arquiteto e mestre em Semiótica Urbana formado pela FAU-USP. Coordena o curso de pós-graduação em Design de Interiores Contemporâneo do IED São Paulo, possui vasta experiência em grandes escritórios de arquitetura em São Paulo, além de colaborações em projetos e concursos nacionais e internacionais de arquitetura. Fundou, em 2011, o Estúdio Tarimba, escritório multidisciplinar com foco no desenvolvimento de projetos corporativos, comerciais, residenciais, consultoria e pesquisa em design.

Nara Grossi
Graduada pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (EAUFMG) e Mestre pela FAU-USP com pesquisa na área de História da Arquitetura e Análise Crítica de Projeto. Pesquisadora e pensadora criativa, é sócia fundadora da Gema Arquitetura. Portfólio sólido e diversificado que vai desde a elaboração de projetos residenciais, corporativos e comerciais até a atuação na área de patrimônio cultural, intervenções urbanas e design de objetos. Recebeu o prêmio IAB-MG em 2012, 2015 e 2021. Em 2017 lançou, pela editora Monolito, um livro sobre a obra do arquiteto mineiro Humberto Serpa.

Casa Fiat de Cultura
A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braille e atendimento em libras. Mais de 60 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 16 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 3,5 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 600 mil participaram de suas atividades educativas. 

IED
O Istituto Europeo di Design é uma rede internacional de alta formação em design, moda, comunicação visual e gestão de disciplinas criativas. Desde sua inauguração, em 1966, antes mesmo que universidades de design surgissem na Itália, o IED se apresentou como um centro de propostas fortemente inovadoras, com um modelo educacional pragmático e culturalmente rico. Reunindo as melhores características das escolas profissionalizantes e da Academia, o Istituto é a realização de uma instituição modelo, apoiada na síntese do pensamento do seu fundador e atual presidente, Francesco Morelli. “Saber e saber fazer” é a linha condutora do projeto didático do IED. Atualmente o Istituto é um network de nível universitário internacional. Possui sedes na Itália, Espanha e no Brasil e, começando pela China, ampliará a sua presença internacional com atenção especial aos países protagonistas da nova economia, continuando a ser um projeto cultural e empreendedor em constante evolução. Meio ambiente, sustentabilidade, arte, excelência do made in Italy e mídias digitais são alguns dos cenários profissionais aos quais se endereçam os novos percursos formativos propostos pelo IED.

Consulado da Itália em Belo Horizonte
O Consulado italiano oferece serviços e assistência aos cidadãos italianos que estão em Minas Gerais. Ele é sede da representação da Itália com função administrativa, mas também de promoção econômica e cultural. Em Belo Horizonte, desde sua criação em 1902, o Consulado da Itália vem apoiando as relações culturais e econômicas entre Itália e Minas Gerais, através diversas iniciativas, que criam uma ponte sólida entre italianos e brasileiros, entre elas o Italian Design Day (Dia do Design Italiano), a Semana da Língua Italiana, a Semana da Gastronomia italiana e muito mais.

Serviço:
Palestra virtual “Regeneração dos espaços urbanos:  a memória dos lugares e os lugares da memória”

Transmissão online
23 de março, às 19h
Inscrição gratuita pela Sympla: https://bit.ly/RegeneracaoEspacosUrbanos.

Casa Fiat de Cultura
Circuito Liberdade

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG
Horário de Funcionamento

Terça a sexta-feira, das 10h às 19h

Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Informações
(31) 3289-8900
www.casafiatdecultura.com.br
casafiat@fcagroup.com
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram: @casafiatdecultura
Twitter: @casafiat
YouTube: Casa Fiat de Cultura
http://www.circuitoliberdade.mg.gov.br/

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Casa Fiat de Cultura abre programação 2022 da Piccola Galleria com exposição “À superfície, em silêncio”, de Olívia Viana

Pinturas da artista Olívia Viana abordam os limites entre humanidade e animalidade, com reflexões sobre a nossa existência

“À superfície, em silêncio”, nova mostra da Casa Fiat de Cultura, foi selecionada por uma banca de especialistas no 5º Programa de Seleção da Piccola Galleria. De autoria da artista belo-horizontina Olívia Viana, que pela primeira vez faz a exibição individual de suas obras, a exposição será realizada de 8 de março a 24 de abril de 2022, e abre a programação da Piccola Galleria em 2022. O conjunto de 12 pinturas em acrílico sobre tela representa o encontro de baleias encalhadas com seres humanos, propondo reflexões sobre a existência e a animalidade. A abertura será realizada no dia 8 de março, às 19h, em um bate-papo virtual ao vivo com a artista. O ingresso deve ser retirado gratuitamente pela Sympla.

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As pinturas foram executadas nos primeiros meses do isolamento social, em 2020. Nas telas, corpos enormes de baleias, em contato com seres humanos, representam situações de estranhamento, surpresa e inutilidade. Afinal, como as pessoas reagem diante de uma situação inesperada?  Outros encontros também são explorados nas obras, como a paleta de cores – com muitos azuis, pretos e cinzas –, e os próprios elementos de cena. A artista conta que a relação com as baleias não é nova. Em 2016, fez uma série de pinturas a óleo retratando o assassinato desses animais. Já em 2018, após ver a notícia sobre uma tentativa de salvamento de uma baleia em uma praia do litoral brasileiro, o tema voltou a permear uma de suas telas. “Essa pintura ficou encalhada por dois anos e em 2020 a temática ganhou corpo. Naquela época, estávamos em uma situação evidente de confronto com a morte e com a indeterminação. Nas telas, a baleia funciona como uma metáfora, que questiona a nossa relação diante de uma presença inesperada e as nossas ações, quando estamos repletos de impotência, solidão e incertezas”, revela Olívia.

A artista, que também é psicanalista, explora tensionamentos entre humanidade e animalidade em sua poética, não apenas no desenvolvimento estático, mas como uma espécie de convocação ética e política. “A aposta é que, paradoxalmente, a divisão explícita na pintura – bicho x gente – pode chamar para seu contrário, um borramento dessas fronteiras. Nesse sentido, é aí também que o litoral e a ideia de superfície entram no trabalho, trazendo a ideia da superfície como ponto de contato e limitação entre um animal e outro, entre vida e morte, entre um estado e outro”, explica.

Para Lilian Sais, poeta, ficcionista, roteirista e produtora de podcasts, que assina o texto de apresentação da exposição, as baleias estão entre os seres mais enigmáticos, fascinantes e até mesmo aterrorizantes. Ao serem retratados fora de seu habitat natural, a água, perdem todo o seu poder e cumprem o retorno ao ponto de partida ancestral: a superfície da Terra. Aos poucos, esse animal vira uma massa sem forma, que levanta questionamentos. É melhor removê-la? Salvá-la? Matá-la? “A impotência humana diante de uma baleia encalhada não difere muito da impotência humana diante da morte. Artista é quem silencia para ouvir o mistério que há nas coisas”, reflete.

A exposição “À superfície, em silêncio”,  é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.  

“À superfície, em silêncio”: bate-papo de abertura
Para abrir a exposição “À superfície, em silêncio”, a Casa Fiat de Cultura realiza um bate-papo ao vivo, no dia 8 de março, às 19h, com a artista Olívia Viana. Ela desenvolve uma pesquisa plástica, em especial por meio da pintura, voltada para as noções de humanidade e animalidade e as tensões que nesse intervalo se produzem. Durante o evento, serão apresentados detalhes sobre o processo criativo, conceitos artísticos e reflexões propostas pelas obras, além de outras curiosidades sobre a trajetória artística de Olívia, que realiza sua primeira mostra individual. “Fico muito honrada pela oportunidade de fazê-la em um espaço acessível, especialmente neste momento de precarização da cultura.”

O público poderá interagir com a artista, por meio do chat virtual. Algumas perguntas serão respondidas ao vivo. A inscrição deve ser feita na Sympla.

Sobre as obras de  “À superfície, em silêncio”
Para realizar as pinturas dessa série, Olívia Viana fez pesquisas recorrentes pelo termo “baleia encalhada” em sites de busca, usando diferentes idiomas. Depois de ler as notícias, salva apenas as fotografias das baleias encalhadas nas praias sem qualquer informação adicional. A partir daí, escolhe imagens que serão pintadas, se orientando pela estranheza das cenas e possibilidades de composição. As imagens servem como base, mas, nas telas, as figuras ganham novas cores, formatos e elementos. “Costumo fazer várias telas ao mesmo tempo, algumas demoram mais tempo e outras fluem rapidamente”, conta Olívia, que também afirma já ter uma ideia prévia de como será a paleta de cores. “Mas sempre pode mudar. O quadro vai se revelando de outra forma, a pintura vai pedindo algumas cores inesperadas ao longo de seu processo”, completa.

Lista de obras

12 pinturas em acrílica sobre tela, todas de 2020.

  • A inteireza do impossível
  • A praia onde habito é rica em desastres
  • O mar me esquece
  • O paradoxo estendido na areia
  • Ninguém mais se afogará
  • O silêncio mais grave
  • Na película que cobre o mundo
  • O canto dos homens
  • Por pura sede de vida
  • Em segredo quase de sonho
  • Cada coisa tem um monstro em si suspenso
  • Mais pesados que as pedras

A artista: Olívia Viana
Olívia Viana nasceu em Belo Horizonte, em 1990. Trabalha como artista e psicanalista em diferentes espaços: ateliê, consultório,instituições. Desenvolve uma pesquisa plástica, em especial por meio da pintura, voltada para as noções de humanidade e animalidade e as tensões que nesse intervalo se produzem. É graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG) com habilitação em Pintura (2013) e Xilogravura (2015), e em Psicologia (UFMG), com ênfase em Psicologia Clínica (2017). Atualmente, é  mestranda em Estudos Psicanalíticos (UFMG).

Já participou das exposições “Mostra córregos vivos” (2020); “Cisco, Lasca, Triz”, na Galeria Dotart (2018);  “Resto Humano | Rastro Animal”, na Galeria de Arte da Copasa (2017); “RAM6”, na Galeria Mama Cadela (2017); “XXI Nessa rua tem um rio”, no Instituto Undió (2017); “Tudo é Tangente”, no Memorial Minas Vale (2017); “Perfura: Ateliê de Performance”, no Sesc Palladium (2017); “Quase-pornô”, na Galeria Mama Cadela (2016); “100% APV”, na Galerie Commune, em Tourcoing, França (2015); “Performance” no Memorial, no Memorial Minas Vale (2014); Mostra Premiados da Escola Guignard, na Galeria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (2014); Exposição Formandos da Escola Guignard, na Galeria Mari’Stella Tristão, Palácio das Artes (2013) e . Mostra de Performance “Outra Presença”, Museu de Arte da Pampulha (2013). Também já fez parte de residências e projetos artísticos como Projeto Córregos Vivos (2020);  Residência Artística da Mutuca (2017) e Residência Camelo (2016).

Serviço:
Exposição virtual “À superfície, em silêncio”– Olívia Viana na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura
8 de março a 24 de abril
Visitação presencial
Terça a sexta-feira, das 10h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Tour virtual no site

Abertura da exposição virtual: Bate-papo ao vivo com Olívia Viana
8 de março, das 19h às 20h, em transmissão ao vivo
Ingressos gratuitos pela Sympla: https://bit.ly/BatePapoOliviaViana

Casa Fiat de Cultura
Circuito Liberdade
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Horário de Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 10h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h 

Informações
(31) 3289-8900
www.casafiatdecultura.com.br
casafiat@fcagroup.com
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram: @casafiatdecultura
Twitter: @casafiat
YouTube: Casa Fiat de Cultura
http://www.circuitoliberdade.mg.gov.br/

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Casa Fiat de Cultura evoca talento de Raffaello Sanzio em palestra virtual com Elisa Byington

Pós-doutora em História da Arte, é a convidada deste evento, que tem como protagonista um dos maiores artistas do Renascimento Italiano

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As primeiras décadas do século 16 foram consideradas a Idade de Ouro do Renascimento, ocasião em que artistas e letrados acreditaram ter alcançado a síntese entre as formas da natureza e a perfeição da Antiguidade Clássica. Raffaello Sanzio (1483-1520), o mais jovem da trindade encabeçada por Leonardo da Vinci e Michelangelo, foi considerado o mais perfeito entre eles. Para falar sobre esse artista que uniu a forma da estatuária clássica à naturalidade da expressão humana, a Casa Fiat de Cultura convida Elisa Byington, pós-doutora em História da Arte, para ministrar a palestra virtual “Raffaello e a Idade de Ouro do Renascimento”. O evento será realizado no dia 26 de janeiro de 2022, às 19h, com participação gratuita e inscrições pela Sympla.

A palestra fará recorte histórico na fase madura do jovem artista, evidenciando sua habilidade de transpor para a pintura a complexidade das grandes ideias abstratas. As composições e figuras criadas por Raffaello serviram de modelo e tornaram-se verdadeiros protótipos para arte que viria depois, até a ruptura com a tradição clássica no final do século 19. “Tornou-se até difícil a percepção da grande inovação da qual Raffaello foi capaz”, salienta Elisa Byington.

A polivalência do talento de Raffaello Sanzio fez dele uma figura dominante na cena artística. Byington ressalta que “o colorido harmonioso, a serenidade das fisionomias, a naturalidade da articulação entre as figuras e a maciez dos corpos traduziam-se na imagem mais completa do novo ideal de beleza, chamado de “graça” pela crítica da época”.

Também terá destaque a chegada do artista a Roma, a convite do Papa Júlio II. Nesse momento, designado posteriormente como a Idade de Ouro do Renascimento, a cidade passa a ser o principal centro artístico italiano. Além das grandes obras da Antiguidade Clássica, a cidade reúne as maiores realizações da arte contemporânea, dentre elas o conjunto de pinturas presentes no teto da Stanza Della Segnatura, no Vaticano, realizada por Raffaello entre os anos de 1508 e 1511.

Elisa Byington ainda vai relembrar a rivalidade entre Raffaello e Michelangelo. Segundo ela, não se tratava somente de rivalidade pessoal, mas entre partidos críticos distintos. A grandiosidade das figuras de Michelangelo, a perfeição anatômica e as torções dos corpos no espaço afastavam-se, progressivamente, da natureza e das necessidades do tema representado para afirmar um estilo e uma expressão intensamente pessoais, que foram designados como terribilidade. Já o termo criado pelo político e escritor italiano Baldassare Castiglione, sprezzatura, coube perfeitamente para adjetivar a arte e a personalidade de Raffaello: “louvado pela variedade, elegância e harmonia de suas composições e também por não deixar transparecer na vida ou em suas imagens o tormento e as angústias da criação”, pontua.

O evento dialoga com a exposição Magister Raffaello, em cartaz no Palácio das Artes até o dia 27 de fevereiro de 2022.

A palestra “Raffaello e a Idade de Ouro do Renascimento” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, do Consulado da Itália em Belo Horizonte e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.

Elisa Byington
Brasileira e italiana, pós-doutora em História da Arte. Crítica e curadora, transferiu-se para a Itália depois da graduação em Sociologia na PUC-RJ.  Na Universidade de Roma – La Sapienza, estudou estética, filologia e história da arte, obtendo laurea cum laude pela discussão da tese sobre o arquiteto e pintor Giorgio Vasari. Vivendo entre Itália e Brasil de 1986 a 2011, defendeu doutorado na Unicamp – Universidade de Campinas e dedicou seu pós-doutorado à pesquisa sobre a fixação e difusão dos modelos do Renascimento italiano na arte internacional.

Publicou os livros Galleria Borghese (Berlendis & Vertecchia editores, São Paulo, 2000); Palazzo Pamphilj a Piazza Navona (Omar G. Editora, Salvador, 2001); O projeto do Renascimento (Zahar, Rio de Janeiro, 2009); Giorgio Vasari 500 anos, a invenção do artista moderno, Biblioteca Nacional, Rio de janeiro, 2011; Antônio Dias, Arquivo Intimo, (ed. Automática, Rio de Janeiro, 2013); Elisa Bracher, Luctus Lutum, (São Paulo, 2015); Elisa Bracher, Encarnadas, (ed. BEI, São Paulo, 2018); (ed. Cobogó, Rio de Janeiro, 2018); Gianni Ratto 100 anos – São Paulo (no prelo); Rafael e a definição da beleza (no prelo).

Publicou ensaios sobre artistas e temas da arte contemporânea em livros, revistas especializadas e catálogos, como também sobre a arte do Renascimento e do Barroco italiano. Colaborou com as revistas Isto É, Bravo!, Republica, Carta Capital, Arte Ibérica, Icon, Il Giornale dell’Arte.

Como curadora independente, realizou exposição comemorativa dos 500 anos de Giorgio Vasari, a invenção do artista moderno no Centro Eliseu Visconti da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, bem como de artistas contemporâneos. Entre eles Fabio Cardoso, na Galeria Filomena Soares em Lisboa; Patrícia Carmo e Elisa Bracher; Alexandre Mury e Raphael Couto no Rio de Janeiro, entre 2012 e 2014. Em 2015, Elisa Bracher, em São Paulo; Marcia Xavier e José Damasceno, em Roma. Em 2016, Elisa Bracher no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Em 2017, Gianni Ratto – 100 anos no Sesc Consolação e Iole de Freitas Dobradura Curva na Galeria Raquel Arnaud em São Paulo. Em 2018, Rafael e a Definição da Beleza. Da Divina Proporção à “graça” na Galeria do Centro Cultural do SESI – SP.

Serviço:
“Raffaello e a Idade de Ouro do Renascimento” – Palestra com Elisa Byington
26 de janeiro de 2022, às 19h, em transmissão ao vivo
Ingressos gratuitos pela Sympla:https://bit.ly/RaffaelloeoRanascimento

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/