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Cidades

Conheça Minas Gerais – Conselheiro Lafaiete

A primeira notícia que se tem da história de Conselheiro Lafaiete, uma das cidades mais antigas de Minas Gerais, é por volta de 1683, dada pela bandeira de Garcia Rodrigues, que fala no arraial de garimpeiros e índios chamado Campo Alegre dos Carijós.

ADECOL – História de Conselheiro Lafaiete
Fonte: https://adecol.org.br/

Consta que antes essas paragens já teriam sido visitadas pelo português D. Rodrigo, em 1680/81, e mesmo, anteriormente, pelas bandeiras de Pais Leme (1674) e Lourenço Castanho (1675) que, penetrando no vasto sertão, desbravavam as terras abrindo picadas e caminhos. E na aventura achavam ouro, plantavam roças, criavam arraiais.

Muitos pesquisadores se perderam na selva das hipóteses, para definir os primeiros passos da civilização em Carijós, mas é tido como certo, e a notícia acima é uma confirmação, de que alguns remanescentes da bandeira de Borba Gato, logo após a morte do português D. Rodrigo, vieram minerar na serra de Ouro Branco e, como lá os silvícolas eram ferozes, fizeram sua morada junto aos índios carijós, de boa índole e pacíficos, que tinham sua taba num vasto planalto nos contrafortes da Mantiqueira.

Esses carijós, pertencentes ao grupo linguístico tupi-guarani, tinham vindo do litoral fluminense, fugindo às hostilidades de outras tribos e às maldades dos caçadores de escravos.

De acordo com o arqueólogo Dr. José Vicente César, svd, esses aborígenes já devem ter vindo catequizados, chegando a essa conclusão pelo fato de que “os carijós, desde o início, aceitaram o contato pacífico com os europeus, assimilando o Cristianismo com muito entusiasmo e bons resultados de mútua integração cultural”, chegando a essas plagas antes dos desbravadores das Gerais.

É provável que, já logo nos primeiros tempos, tivessem bandeirantes e índios se congregado na piedosa tarefa de erigir uma primitiva ermida no Campo Alegre dos Carijós, cercada de esteiras e coberta de colmos, onde colocaram as imagens que sempre os bandeirantes traziam consigo, provavelmente onde se localiza hoje o Colégio Estadual “Narciso de Queirós”, na rua Barão de Suassuí, tendo sido encontrados ossos naquele local durante a construção do prédio e antigamente se enterravam as pessoas nas igrejas ou nas suas proximidades.

Foram feitas plantações, levantaram-se choças, e a vida decorria tranquila até que, na última década do Século XVII, começou a corrida em busca de riquezas nas minas auríferas da região. O arraial de Carijós era a passagem obrigatória para Itaverava, Guarapiranga, Mariana e Catas Altas. Tornou-se pouso para os viajantes e entreposto de mercadorias.

Em 1694, a grande bandeira paulista de Manuel Camargo, Bartolomeu Bueno de Siqueira, Miguel Garcia de Almeida Cunha e João Lopes de Camargo oficializou a existência do arraial, que teve, então, um grande desenvolvimento.

Por essa época teria sido erigida uma capela ou igreja de pau-a-pique, dedicada ao culto da Imaculada Conceição, provavelmente onde hoje é a Praça Nossa Senhora do Carmo, de acordo com o que se deduz da Carta de Sesmaria concedida a Jerônimo Pimentel Salgado que, juntamente com Amaro Ribeiro, tiveram reconhecidas as posses de várias léguas de terra em 1711.

O templo era um dos limites citados no documento e devia ser bem frequentado pois, em 1709, o padre Gaspar Ribeiro Fonseca, enviado pelo bispo do Rio de Janeiro Dom Frei Francisco de São Jerônimo, criou a paróquia de Nossa Senhora da Conceição, pertencente à Diocese do Rio de Janeiro, passando a aldeia a chamar-se Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Campo Alegre dos Carijós.

Mandou-se trazer, da cidade de Porto, em Portugal, uma nova imagem da padroeira, em madeira, belíssima em sua concepção artística, que até os dias de hoje é venerada na cidade. O culto à Virgem reunia a população constituída de nobres – alguns descendentes de D. Afonso Henrique, fundador de Portugal – , do povo, ficando, do lado de fora da igreja, os escravos.

Em 1711, chegou a Carijós o Caminho Novo, que encurtava grandemente o tempo de viagem entre o Rio de Janeiro e as minas. Também na mesma época, quando o governador Antônio de Albuquerque dirigiu-se com um contingente mineiro em direção ao Rio de Janeiro para socorrer a Capital, assaltada pelos corsários franceses de Dugay Trouen, um grupo de jovens de Carijós participou da corajosa empreitada.

O aumento dos “fogos”, como se denominavam as moradias, e o crescimento rápido da população, levaram a Irmandade do Santíssimo Sacramento a construir, a partir de 1732, nova Matriz, em imponente estilo barroco, à base de taipa e madeira, no local onde se encontra até hoje, a qual recebeu posteriormente uma sapata de pedras ao seu redor.

Em 1752 iniciou-se a construção da Igreja de Santo Antônio e, em 1764, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Quando o ouro diminuiu e a cobrança dos quintos sobrecarregou a população, houve um grande clima de descontentamento, sendo forte, em Carijós o movimento da Inconfidência, sendo filhos da terra o Pe. José Rodrigues da Costa e o Pe. Fajardo.

Atendendo ao pedido dos habitantes do arraial, a Rainha D. Maria I criou a Real Vila de Queluz, através de ato assinado pelo Visconde de Barbacena, na própria vila recém-criada. Autorizou-se, então, a construção de um Pelourinho, que simbolizava as liberdades municipais, como era feito na antiga Roma. O pelourinho de Queluz era encimado por um busto, de capacete à cabeça, com um sabre enfiado em seu crânio.

A 25 de junho de 1822, a Câmara da Vila Real de Queluz fez uma petição a D. Pedro, Príncipe Regente, no sentido de que mandasse instalar a Câmara de Cortes do Brasil, o que seria um importante passo no sentido da Independência. Muito persuasiva, com trechos em que os queluzianos demonstravam grande brio e coragem, pode ter ajudado a construir no espírito de D. Pedro a ideia que o levou ao grande passo de 7 de setembro de 1822.

A Lei nº 1276 elevou a Real Vila de Queluz à categoria de cidade e em 1872 foi criada a Comarca de Queluz. O nome Conselheiro Lafaiete passou a vigorar a partir de 27 de março de 1934, em homenagem a Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, quando se comemoravam o centenário de seu nascimento.

No cenário da Segunda Guerra Mundial, Conselheiro Lafaiete esteve presente com 63 de seus filhos que atuaram heroicamente nos campos de batalha, conquistando brilhantes vitórias.

Em vários outros momentos importantes da vida do país, Conselheiro Lafaiete esteve presente com a participação e o valor de seus filhos.

Todo esse passado rico de fatos importantes na vida econômica, política, social, cultural e religiosa de Minas Gerais e do Brasil, chega até nós não apenas pelas narração e documentação históricas e tradição oral, como também através de sítios históricos que testemunharam tais fatos e hoje são sugestivas amostras dos tempos que decorreram no período de mais de trezentos anos de história.

Solar do Suaçuí

Solar do Suaçuí

O casarão é representante legitimo da arquitetura mineira. O Centro Cultural Solar do Barão do Suaçuí é composto por biblioteca, auditório com salão nobre com capacidade para um público entre 70 e 120 pessoas e outro menor destinado para reuniões, duas salas de exposição que serão destinadas à mostra de trabalhos de artistas da cidade e região. O prédio também abriga um jardim para saraus, um auditório ao ar livre e um Memorial das Violas de Queluz com uma exposição permanente reverenciando o instrumento que era produzido no município pelas famílias Meirelles e Salgado entre o final do século XIX e início do século XX.

Basílica do Sagrado Coração de Jesus

Basílica do Sagrado Coração de Jesus

A Basílica foi criada pelo Arcebispo Dom Oscar de Oliveira. A sua construção é de uma edificação religiosa de arquitetura moderna e destaca-se na região pela beleza e grandiosidade. É uma igreja com grande destaque regional e mundial. Só existem 03 Basílicas dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus no mundo. Constantemente recebe grupos de visitantes de outros municípios e todo mês de junho é realizada a “Entronização dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria”, sendo feriado municipal.

Cristo de Lafaiete

Cristo de Lafaiete

O Cristo Redentor, que detém umas das mais belas vistas da cidade, tem em seu entorno diversos atrativos para os turistas e a população local. A Concha acústica é utilizada como palco de diversos eventos culturais. A Praça do Cristo é utilizada diariamente para prática de diversas atividades físicas, pois conta com uma quadra poliesportiva, uma quadra de areia, academia ao ar livre, pista de skate e patins, além de uma área favorável para caminhada e corrida. E aos finais de semana é utilizada como um dos principais pontos de lazer para jovens e famílias, por possuir um complexo gastronômico com quiosques e restaurantes que agradam a diversos paladares.

Paróquia de São Sebastião

Paróquia de São Sebastião

A Igreja Matriz de São Sebastião teve a pedra fundamental do novo templo lançada em 31 de maio de 1931. Na cerimônia estiveram presentes, o Governador Provisório da República Brasileira, o doutor Getúlio Dornelles Vargas e o Arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, o interventor do Estado de Minas Gerais, o doutor Olegário Maciel, e o governante da cidade, o coronel José Correia de Figueiredo. A Capela tornou-se Paróquia de São Sebastião em 1941, sendo seu primeiro pároco o Monsenhor Antonio José Ferreira, que permaneceu à frente da paróquia até sua morte em 1985, sendo substituído por seu irmão o padre Ermano José Ferreira, até falecer em 2004. Dentre as curiosidades da Igreja Matriz de São Sebastião estão os sinos que foram doados pela Rainha Helena, da Itália, em 1914 para a antiga Capelinha, em atenção a uma petição da colônia italiana de Queluz. A Igreja Matriz de São Sebastião está localizada na Praça São Sebastião.

Museu Ferroviário

Museu  Ferroviário

O Centro Cultural Maria Andrade Rezende, abriga em suas dependências o memorial do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, que recebeu da família diversas peças de uso pessoal e, ainda, o Museu Ferroviário, destaque do Centro Cultural. O Museu conta com dezenas de peças utilizada no início da ferrovia e também uma Maria Fumaça, do século passado, além de um guindaste para abastecer de carvão as locomotivas movidas a vapor. A antiga estação possui espaço para realização de eventos e atividades ligada a importância da educação patrimonial em nosso município.

Parque Florestal “Eurico Figueiredo”

Parque Florestal “Eurico Figueiredo”

O parque foi criado em 1986 pelo Decreto Municipal Lei n° 2.592/86, sendo um patrimônio cultural e paisagístico do município. Há no parque, sanitários, parquinho de pneus e um mirante. Suas instalações contam com trilhas abertas dentro da mata e fontes de água recuperadas. (Fonte: Acervo do Patrimônio Histórico Cultural de Conselheiro Lafaiete). Também há o Projeto Amigo do Parque, com a finalidade de incentivar as crianças e adolescentes ao conhecimento histórico, cultural e ambiental da região. Além disso, também são realizadas visitas escolares e técnicas, Corrida, passeio ciclístico e caminhada ecológica apreciando a variedade de fauna e flora local, e os visitantes podem conhecer o Viveiro de mudas e minhocário



Fonte: https://www.conselheirolafaiete.mg.leg.br/ ; https://www.minasgerais.com.br/