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Turismo & Lazer

Tiradentes: Um destino para os amantes da Cozinha Mineira

Apaixone-se pela história e pelos sabores de Tiradentes

Tiradentes é uma das cidades mais reconhecidas do estado. Um destino que oferece aos turistas uma mistura de cores, histórias, religiosidade, cultura e, é claro, um dos maiores redutos gastronômicos de Minas Gerais.

Um Pouco de História

Fundada por volta de 1702, com a descoberta do ouro nas encostas da Serra de São José, a cidade, inicialmente um arraial chamado Santo Antônio do Rio das Mortes acabou se tornando uma das mais importantes cidades históricas mineiras. Em 1718 o arraial foi elevado à vila, com o nome de São José, em homenagem ao príncipe D. José, Futuro rei de Portugal, passando em 1860, à categoria de cidade.

A importância histórica da cidade se deve ao nome, em homenagem ao que talvez seja o mais expressivo herói da inconfidência mineira, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. 

O Conjunto da cidade foi tombado em 20 de abril de 1938  pelo então Serviço do patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), sendo conservado de forma quase integral. 

É um destino que sem sombra de dúvidas representa a riqueza histórica, cultural e até mesmo arquitetônica do estado. Além disso, a cidade é um deleite para os olhos, rendendo roteiros imperdíveis. 

Os Sabores de Tiradentes


Com tanta riqueza histórica e cultural, Tiradentes se destaca também por seus sabores. Sejam esses tipicamente mineiros ou releituras dos grandes pratos tradicionais, a cidade é um dos berços da criatividade na nossa cozinha. 


Rota do Queijo Terroir Vertentes

A cidade é um dos deliciosos destinos da Rota do queijo Terroir Vertentes, roteiro dedicado a visitar queijarias da região do Campo das Vertentes , uma das regiões certificadas para a produção do tradicional Queijo Minas Artesanal. 

Além de vivenciar o roteiro, o turista tem a oportunidade de experimentar alguns dos melhores queijos do país. É bom separar um espaço na mala, porque quem experimenta uma vez quer levar, e é claro, voltar. 

Espaço que une a ruralidade e a alta gastronomia

Além dos queijos, Tiradentes se destaca por ser um destino predominantemente rural. Um refúgio da urbanidade, e isso é claro, significa muito afeto e carinho na cozinha. Nossos ingredientes típicos dominam a gastronomia local: frango, quiabo, queijo, ora pro nobis são alguns dos maiores exemplos da mineiridade na cozinha de Tiradentes. 

Além dos ingredientes a cidade é famosa também pelas quitandas, bolos e broas, cujas receitas são passadas entre gerações e o cheiro atravessa as janelas, um convite tentador!

Tantos sabores diversos tornaram o município um dos principais destinos do país, sendo berço  de um dos mais tradicionais festivais gastronômicos do Brasil e do mundo!

Gastronomia e Cultura

Unindo atrações digitais e presenciais, o festival de gastronomia e cultura de Tiradentes é um dos principais festivais do ramo, visando promover e premiar a cadeia produtiva do setor, incentivando o turismo e fomentando a economia local através dos sabores tradicionais do lugar. 

Uma pedida imperdível para os amantes da boa cozinha mineira e de paisagens de tirar o fôlego, Tiradentes é sem sombra de dúvidas um destino apaixonante. Vale a pena demais conhecer e se encantar pelas delícias da cidade!

Texto: Luís Carneiro
Fonte: https://minasgerais.com.br/

Educação

Manuela D’Ávila é uma das palestrantes no Congresso de Comunicação da UFSJ

Estão abertas as inscrições para o I Congresso de Comunicação do Campo das Vertentes, evento on-line programado para os dias 24 e 25 de junho, que conta com o apoio do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de São João del-Rei (Dcoms-UFSJ). Destinado a estudantes de graduação e pós-graduação da UFSJ, segue aberto às demais instituições da região, assim como aos docentes e profissionais da área de Comunicação e afins.

Palestras, oficinas e apresentação de trabalhos fazem parte da programação do Congresso, que terá como tema Mídia e as disputas de narrativa em tempos de pandemia. “A proposta é criar um espaço permanente de debate no campo da Comunicação, em que temáticas atuais possam ser discutidas a partir de um ponto de vista crítico, reflexivo e, principalmente, científico, num momento de negacionismo. É uma forma de estimular a produção científica de nossos docentes e alunos”, explica o diretor-geral do evento, professor Luiz Ademir de Oliveira (Dcoms).

Ele conta que a ideia de realização desse encontro surgiu ao perceber que há vários estudantes dedicados à prática científica, com vocação para atividades acadêmicas. “Um congresso é momento importante para que possam apresentar esses trabalhos e também dialogar com pesquisadores de outras instituições”, avalia o docente.

Deborah Vieira, jornalista e professora substituta na UFSJ, ressalta a importância de eventos como esse: “Com temas e discussões atuais, além de produções dignas de um evento nacional, o Congresso une a identidade do Campo das Vertentes às preocupações atuais sobre a Comunicação e suas implicações na sociedade”, sinaliza Deborah.

Entre os profissionais convidados está a jornalista e mestra em Políticas Públicas, Manuela D’Ávila, presente na palestra de abertura. Ex-vereadora, ex-deputada estadual e ex-deputada federal, Manuela é autora de livros, criadora do instituto E se fosse você?, e foi candidata a vice-presidente do Brasil em 2018.

Oficinas práticas

Durante o evento, especialistas em suas respectivas áreas conduzirão oficinas que vêm abordar temas de destaque do atual cenário de Comunicação, caso da relação entre jornalismo e marketing digital; assessoria de comunicação; análise do discurso político; marketing de conteúdo e comunicação visual em mídias digitais. “Nessas oficinas, os interessados vão aprender um pouco de prática com profissionais com inserção no mercado”, comenta Luiz Ademir. As vagas são limitadas e sujeitas à confirmação.

Grupos temáticos e e-book 

Até a próxima terça, 15, a Comissão Organizadora recebe trabalhos submetidos aos sete Grupos Temáticos (GTs) do I Congresso de Comunicação do Campo das Vertentes. “O trabalho não precisa necessariamente discutir o tema do evento”, confirma Mayra Coimbra, jornalista, doutoranda em Comunicação e também integrante da Comissão Organizadora.

A pesquisadora revela que o número de GTs foi pensado para abarcar áreas diversificadas: “discussão de minorias, políticas públicas, campanhas eleitorais, comunicação de governo, estratégias comunicacionais, imagem pública, redes sociais e suas implicações, história do jornalismo, além de estudos que dialogam com a comunicação de uma forma mais geral”, elenca Mayra.

Os trabalhos podem ser enviados em dois formatos: artigos completos ou resumos expandidos. Nesse caso, o prazo para envio da versão final vai até 20 de agosto. Artigos selecionados serão publicados, em momento posterior, como capítulo de livro de e-book. As normas de submissão estão disponíveis aqui.

Negacionismo científico

Na programação, está previsto debate Negacionismo científico, guerra de narrativas e pandemia: a disputa política e comunicacional, com o trio formado pelos professores João Barreto da Fonseca, do Departamento de Comunicação Social e do Mestrado em Letras da UFSJ; Carla Montuori Fernandes, da Universidade Paulista (Unip); e Paulo Roberto Figueira Leal, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

“Três professores e pesquisadores que são referências para nossos orientandos e, ao mesmo tempo, são muito próximos”, indica o diretor-geral do Congresso. Luiz Ademir espera que o Congresso tenha continuidade: “Em 2022, vamos realizar a segunda edição do Simpósio Nacional de Comunicação Política, Campanha Permanente e Eleições. Vamos tentar conciliar os dois eventos – um regional e outro nacional”, planeja.

Inscreva-se!

“O público poderá esperar um evento muito bem organizado que, apesar de ser curto e de abrangência regional, tem um formato bem interessante”, afirma Luiz Ademir. Todas as informações quanto aos valores de inscrição, programação e quem são os docentes, pesquisadores e profissionais convidados, podem ser conferidas neste site, no Facebook (/comunicavertentes) e no Instagram (@comunicavertentes). O prazo para inscrições se encerra dia 23 de junho.

Fonte: https://correiodeminas.com.br

Turismo & Lazer

Destinos com séculos de histórias atraem turistas na Zona da Mata e Campo das Vertentes

Sendo um dos estados brasileiros com maior número de patrimônios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Minas Gerais é um dos lugares mais procurados por turistas que buscam visitar obras que atravessaram séculos. Confira abaixo alguns destinos:

São José das Três Ilhas

O pequeno distrito de São José das Três Ilhas, com cerca de 200 habitantes, em Belmiro Braga, guarda uma das construções religiosas mais peculiares e diferentes de todo o estado: a igreja católica que leva o nome do santo, construída toda em pedra em 1878.

G1 conversou com padre Wesley Carvalho, pároco responsável pela Igreja, que informou que são celebradas missas no local no primeiro e terceiro domingo do mês, sempre às 11h. Entretanto, a igreja fica disponível para visitação mesmo sem celebrações.

O padre explicou que, por meio de uma parceria com a Prefeitura de Belmiro Braga, um guia turístico fica disponível no local das 8h às 16h, de segunda a sábado, também para mostrar o centro histórico e a rua onde a Igreja de São José é localizada, formando um conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG).

O local, ligado ao período de expansão da cultura cafeeira, foi fundado pelo Barão Antônio Bernardino de Barros. O projeto arquitetônico foi de Quintiliano Nery Ribeiro e a obra foi conduzida pelo mestre-pedreiro português Manoel Joaquim Rodrigues.

Ainda segundo Wesley, turistas de diversas partes do país visitam ao local, mesmo durante dias de semana. “A igreja é de fato diferente, é a mais bonita de toda a região. É muito trabalhada, rica em detalhes e imagens. Há quadros que datam de 1869. Adentrar São José das Três Ilhas parece que nós voltamos direto para a época do ciclo do café.”, explicou o pároco.

Uma das histórias por trás da construção da Igreja pode ser entendida pela queda das fazendas de café no fim do século XIX e a abolição da escravatura. A história local conta que o projeto original de Quintiliano previa torres mais altas, mas precisou ser adaptado em virtude do custo das obras, demonstrando que a riqueza e abundância dos senhores do café já mostravam sinais de decadência, apesar da necessidade de manter a imagem de luxo e esplendor.

Segundo o padre, a situação não seguiu conforme estava previsto em planta, em decorrência da Campanha Abolicionista e o fim da mão de obra escrava.

Além da igreja, o distrito guarda uma atmosfera do passado que cativa os visitantes. Na rua principal, há opções de pousadas, hospedarias e restaurantes.

Fazenda Santa Clara

Em Santa Rita do Jacutinga, as portas da Fazenda Santa Clara, uma das propriedades mais importantes da produção do café nos séculos XIX e XX estão sempre abertas para visitação.

O local, construído pela família Fortes de Bustamante, ostentou na arquitetura da sede: são 365 janelas, uma para cada dia do ano, 52 quartos, um para cada semana, e 12 salões, um para cada mês. O guia turístico e um dos familiares que administra a fazenda, Victor Emmanuel de Paula Nogueira, contou ao G1 sobre as atrações do local.

“A Fazenda Santa Clara é um pilar da nossa historia, guarda marcas do tempo nas paredes. São histórias que não são contadas na escola ou às vezes nos livros.”, explicou Victor, que recebe muitos grupos de estudantes em visitas escolares.

Os turistas precisam agendar a visita (sozinho ou em grupo) pelo telefone (32) 99104-1236. O valor é de R$20 para adultos e R$10 para crianças de até 10 anos. Durante a visita, o guia conta a história do local, da região e mostra diversos cômodos.

A fazenda mantém um acervo da época da escravidão no Brasil, com a visita à senzala, sala de tortura, registros e outros objetos que retratam este período da história do país. A propriedade também serviu de cenário para novelas da TV Globo, como Terra Nostra e a minissérie Abolição.

Para hospedagem, existem pousadas e hospedarias em Santa Rita do Jacutinga, há 18 km da Fazenda Santa Clara, que oferecem também passeios de ecoturismo na região.

São João del Rei

Uma das mais importantes cidades históricas do país, São João del Rei, no Campo das Vertentes, conta com inúmeras atrações, que passam por igrejas, museus, monumentos, casarões e além de um dos passeios mais procurados pelos turistas: a viagem de trem Maria Fumaça.

A viagem de Maria Fumaça tem 12 km de percurso feitos em cerca de 35 minutos pela Serra de São José, margeando o Rio das Mortes até Tiradentes. O passeio custa cerca de R$60 um trecho e R$70 ida e volta, com possibilidade de meia para crianças até 12 anos, estudantes e idosos. O passeio só está disponível três dias por semana – sextas, sábados e domingos.

As famosas igrejas, como a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, fica aberta de segunda a domingo e é a única na cidade que tem altares com talhas douradas. Já a Igreja de Nossa Senhora do Carmo é a que apresenta características de várias fases do período barroco.

A opção de restaurantes e bares é variada. De acordo com a Secretaria de Turismo da cidade, há 47 opções de hospedagem entre hotéis e pousadas.

Outras opções para os turistas são os museus: há o Ferroviário, o de Arte Sacra, o de Arte Regional, Museu do Estanho, a Casa de Bárbara Heliodora, o Museu Regional e o Memorial Tancredo Neves. As informações sobre horários de visitação e atrações estão disponíveis no site da prefeitura.

Piacatuba

Um dos mais antigos distritos da região da Zona da Mata, Piacatuba pertence a Leopoldina e guarda um conjunto de casarões preservados do final do século XIX.

O lugarejo também fica muito próximo a Cataguases e possui diversas opções de restaurantes e pousadas. Apesar de ser procurada por viajantes que buscam um clima tranquilo nas férias, Piacatuba fica lotada durante o período de julho e agosto, quando ocorre o Festival da Viola.

De acordo com informações da Secretaria de Turismo, um dos símbolos de Piacatuba é a Cruz Queimada, que guarda lenda de disputas de terras entre fazendeiros e escravos em séculos passados.

Além da apreciação da arquitetura e do clima antigo do local, há passeios de ecoturismo pelas cachoeiras e matas da região, como Cachoeira Poeira D’água, que também atrai visitantes.

Informações G1