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Cultura

BDMG Cultural reabre Galeria de Arte com mostra de Bruno Rios
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Imagem: Luiza Palhares

Intitulada “Faca, palavra e outras coisas para lamber”, a exposição conta com gravuras, esculturas e vídeos do artista belorizontino e marca a inauguração do Ciclo de Mostras BDMG Cultural 2022 na quinta-feira, 28 de abril

De 28 de abril a 05 de junho, o BDMG Cultural apresenta a exposição “Faca, palavra e outras coisas para lamber”, uma série de obras do artista Bruno Rios que constituem uma narrativa poética que experimenta diferentes linguagens, como desenhos, gravuras, esculturas e vídeos. A mostra estreia nesta quinta, a partir das 19h, na Galeria de Arte BDMG Cultural e, a partir de 11 de maio, também estará disponível na plataforma mostrasbdmgcultural.org. (Assista ao teaser da mostra aqui).

A exposição apresenta o olhar do artista para a sua trajetória e um interesse genuíno sobre a palavra e seus possíveis desdobramentos semânticos, sensoriais e físicos. “A escrita sempre esteve muito presente no meu processo criativo. Por vezes, ela aparecia como uma forma de captar um pensamento que estava me rodeando, pairando no ar, fosse através de um exercício de refletir sobre o próprio trabalho ou tentando esticar e tornar mais alargados os campos de conhecimento que tal obra ou outra pudessem tocar”, explica Bruno Rios.

As palavras são as protagonistas da mostra que apresenta um conjunto de monotipias e xilogravuras produzidas nos dois últimos anos. “São palavras que foram surgindo no processo criativo de forma muito intuitiva e depois fui entendendo o quão elas estavam ligadas a uma espécie de sinestesia, de sensorialidade, de tatibilidade. Eu produzo muito ouvindo música e tenho, de alguma forma, um processo de me alimentar de leitura, de música, de filme. E aí, eu penso que essas palavras estão ali orbitando meu processo de alguma forma e, vez ou outra, eu capto e trago para o campo do desenho em si, e decido trazer ela de fato para o espaço do papel”, completa o artista.

“São obras interessadas em desafiar as estruturas convencionais da linguagem, à procura de expandir nossos modos de escrever o mundo e a nós mesmos. Se não é possível existir fora da linguagem, é através dela que sofisticamos uma imaginação que permite organizar o real, testar modos de viver e sonhar coletivamente, ontem e hoje. Bruno Rios forja uma escrita para além dos significados pois tudo aqui está dotado de presença. Seus riscos brancos iluminam o céu da gravura como se traduzissem a teimosia de um gesto que resiste à escuridão iminente. Eles acendem e apagam, sobem e descem… como no pulsar de um organismo vivo”, relata a pesquisadora, curadora e crítica cultural Pollyana Quintella, no texto curatorial da exposição.

A exposição “Faca, palavra e outras coisas para lamber” foi selecionada no edital de concorrência pública de artes visuais do BDMG Cultural, realizado entre outubro e dezembro de 2021. A mostra de Bruno Rios inaugura o Ciclo de Mostras 2022 que, durante todo o ano, vai receber mais três exposições: das artistas Bárbara Lissa e Maria Vaz, Pedro David e Massuelen Cristina. Todas as exposições serão realizadas de maneira híbrida, na Galeria de Arte BDMG Cultural, sediada em Belo Horizonte, e em plataforma virtual exclusiva.

Sobre o artista
Natural de Belo Horizonte, Bruno Rios é artista-pesquisador, Mestre em Artes pela UFMG e graduado em Artes Gráficas pela mesma instituição. Trabalha com as mais variadas técnicas, onde conceitualmente se interessa pelas questões relacionadas ao corpo, à paisagem, ao deslocamento, ao jogo, à palavra e ao desenho. Como artista participou de importantes residências, exposições e publicações. Dentre elas destacam-se: Chão de Passagem (exposição individual no espaço Mamacadela, 2019); Corpo Tangente (exposição individual no Palácio das Artes, 2013); VI e IX Bang – Festival Internacional de Video Arte de Barcelona (Arts Santa Monica-Espanha,2013 e 2016); I Bienal Universitária (espaço 104, 2012); 11º Spa das Artes(Recife, 2013). Participa ainda da Residência Artística da FAAP (São Paulo, 2020); do Fórum de Fotoperformance (BDMG Cultural, 2019); do Programa de Residências Internacionais do JA.CA (Nova Lima, 2017); da residência Muros: Territórios Compartilhados (Salvador, 2013); do Programa de Residência Jardim do Hermes (São Paulo, 2015) e da Residência da Feira Plana (São Paulo, 2015). Foi indicado ao Prêmio Pipa 2020, premiado na Mostra EBA-UFMG em 2011, na exposição dos finalistas do Prêmio EDP nas Artes no Instituto Tomie Ohtake em 2014 e possui obras no acervo do Museu de Arte da Pampulha.

Funcionamento da Galeria de Arte 
A Galeria de Arte BDMG Cultural funcionará diariamente, incluindo sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Às quintas-feiras, exclusivamente, o espaço terá o funcionamento das 10h às 21h. O uso de máscara é obrigatório em toda a visitação.

O BDMG Cultural é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. 

Serviço
Mostra “Faca, palavra e outras coisas para lamber”, de Bruno Rios
Período: 28 de abril a 05 de junho
Onde: Galeria de Arte BDMG Cultural (Rua Bernardo Guimarães, 1600 – Lourdes)
A partir de 11/05, virtualmente na plataforma mostrasbdmgcultural.org
Horário: diariamente das 10h às 18h. Quintas-feiras: das 10h às 21h. Na abertura, excepcionalmente, das 19h às 22h
Entrada gratuita

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

BDMG Cultural lança edital do LAB Cultural 2022

Programa de valorização e incentivo à pesquisa de processos artísticos e culturais está com inscrições abertas para projetos de diversas áreas das atividades artísticas em Minas Gerais

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Entre 22 de março e 24 de abril, o BDMG Cultural recebe inscrições para a terceira edição do programa LAB Cultural. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas exclusivamente pelo site bdmgcultural.mg.gov.br. Em 2022, o edital contempla diversas áreas das atividades artísticas – artes visuais, música, experimentação sonora, escrita, artes cênicas, dança, expressões corporais, dentre outras.

O LAB Cultural é um programa de residência artística online, para valorização e incentivo à pesquisa de processos artísticos e culturais. Seu ponto de partida é em 2020, em meio a pandemia, criando um espaço para trocas e atravessamentos de práticas artísticas, produzindo conhecimento de forma colaborativa e horizontal entre artistas e profissionais de diversas áreas do saber.

Bolsas de pesquisas
Serão selecionados 20 (vinte) projetos artísticos de artistas residentes em Minas Gerais a no mínimo 1 (hum) ano que se manifestem por meio das artes visuais, cênicas, escrita, música, dança, expressões corporais, dentre outras. Os projetos serão desenvolvidos em 4 (quatro) meses de pesquisa, mediante o recebimento de bolsa total de R$ 6.000 (seis mil reais) a ser dividida nos 4 (quatro) meses de desenvolvimento do programa.

Nesta edição, os(as) artistas selecionados(as) terão a oportunidade de desenvolver suas pesquisas com o acompanhamento de profissionais experientes e atuantes no desenvolvimento de projetos artísticos: a diretora teatral Fernanda Júlia Onisajé; a educadora, pesquisadora e curadora Luciara Ribeiro; o artista sonoro, improvisador e compositor Marco Scarassatti; e o artista da dança Rui Moreira.

Sobre os provocadores
Fernanda Júlia Onisajé é diretora teatral, graduada no Bacharelado em Direção Teatral da Escola de Teatro da UFBA, doutora em Artes Cênicas pelo Programa de Pós graduação em Artes Cênicas – PPGAC/UFBA, com a tese: Teatro Preto de Candomblé: uma construção ético-política de encenação e atuação negras. Diretora fundadora do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA. Dramaturga, preparadora de atuantes, educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil. Escreveu e dirigiu espetáculos próprios, tendo ainda dirigido as montagens Traga-me a cabeça de Lima Barreto, Oyaci – A filha de Oyá, Kanzuá – Nossa casa, Oxum, Pele Negra, máscaras brancas. Ministra o Laboratório de preparação de Atuantes – Ojuinan, o Laboratório Dramaturgia afrodiaspórica: um foco na construção de narrativas negras, o Café Dramático – Laboratório de leitura e estudo de textos teatrais negros e o Em direção a elas: Elas na direção – Laboratório de formação para diretoras teatrais negras.

Luciara Ribeiro é educadora, pesquisadora e curadora. Tem mestrado em História da Arte pela Universidade de Salamanca (USAL, Espanha, 2018) e pelo Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 2019). Tem graduação em História da Arte pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 2014). É técnica em Museologia pela Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETEC, 2015). Atualmente é docente no Departamento de Artes da Faculdade Santa Marcelina.

Marco Scarassatti é artista sonoro, improvisador e compositor. Desenvolve pesquisa e construção de esculturas e instalações sonoras, além de gravações de campo; professor e pesquisador da Faculdade de Educação da UFMG e autor do livro Walter Smetak, o alquimista dos sons (editora Perspectiva / SESC, 2008). Tocou ao lado de Mbé na 34°Bienal de São Paulo 2021, na obra “deposição”, de Daniel de Paula, Marissa Lee Benedict e David Rueter. Possui 19 álbuns lançados em diversos países. Idealizou e co-dirigiu, o Filme-Partitura Anestesia (2021), inspirado na composição gráfica homônima de Walter Smetak, com estreia marcada para 05/08/2021, no festival Memórias na Música, da Akademie Der Kunst, em Berlim. 

Rui Moreira é artista da dança e ativista pelo direito de fruição e amplitude social das artes. Natural de São Paulo, morou em Belo Horizonte, Lyon (França) e desde 2016 reside em Porto Alegre. Desenvolve investigação gestual focada nas culturas negras africanas e afro-diaspóricas, com base conceitual nas expressões tradicionais patrimoniais, populares e contemporâneas. Fundou a Cia. SeráQuê?, a Associação SeráQuê Cultural e a Rui Moreira Cia de Danças. Foi curador e diretor artístico do FAN – Festival Internacional de Arte Negra e promotor da Rede Terreiro Contemporâneo de Danças.

Para a educadora e pesquisa Luciara Ribeiro, “projetos como o LAB Cultural funcionam como processos relacionados, que correlacionam a formação, criação e apresentação, entendendo que são partes da prática artística, sem a discriminação de valores. Além disso, e diante da realidade social das artes no país, essa é uma possibilidade de auxiliar financeiramente no desenvolvimento de práticas artísticas”.

O programa LAB Cultural consolidou um formato em constante elaboração, em que, cada edição ganha novos contornos de acordo com as devolutivas dos/das participantes de anos anteriores. Reconhece a potência da comunicação online, ampliada em virtude da pandemia, e que efetivamente, nos possibilita interações com conhecimentos mais plurais, criando pontes e estreitamento de laços, talvez antes inviáveis pelo distanciamento territorial e aproximando regiões de um Estado tão amplo quanto diverso. 

“Ser atravessado pelas provocações e saberes de outras e outros artistas durante o processo de mergulho, dá a dimensão do que é essa encruzilhada cosmoperceptiva e amplia a capacidade do artista de pensar e vivenciar esse processo”, ressalta o artista sonoro Marco Scarassatti.

O artista da dança Rui Moreira ressalta que a diversidade de áreas é outra grande riqueza desse programa. “Esse programa acontece no Brasil, ele está em um estado onde as manifestações africanas, de diversas nações africanas, se faz e se mantém presente e onde a capital é a segunda cidade, em densidade populacional, negra no Brasil. Então, nós vamos ver que essa cultura africana e essa cultura indígenas, também, é muito potente aqui”, avalia.

“Eu sou uma entusiasta de programas, projetos e instituições, sejam elas de foro privado ou de foro público que pensam, que conseguem alcançar, conseguem compreender a importância e a relevância do processo de pesquisa da investigação artística para além do produto, para além da obra, quando você não está preocupado com o resultado e sim com o processo, com o caminho”, relata a diretora teatral Fernanda Júlia Onisajé.

Como nas edições anteriores, o programa LAB Cultural promoverá o compartilhamento de conhecimento e dos processos artísticos que serão desenvolvidos e apresentados na plataforma www.bdmgcultural.mg.gov.br/lab para ampliar as possibilidades de reflexão e diálogo dos artistas selecionados com a sociedade.

Serviço
Inscrições para o programa LAB Cultural 2022
Período: 22 de março a 24 de abril
Onde: bdmgcultural.mg.gov.br

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

BDMG Cultural lança os editais de música de 2022
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A partir desta sexta, estão abertas as inscrições para o 21º Prêmio BDMG Instrumental, edital público que premia quatro instrumentistas. Além disso, o instituto cultural divulga a data de lançamento do Prêmio Marco Antônio Araújo e do Prêmio Flávio Henrique, editais dedicados à música instrumental e à canção respectivamente

Entre 04 de fevereiro e 11 de março de 2022, o BDMG Cultural recebe inscrições para os editais de concorrência pública da área musical. A partir desta sexta, instrumentistas podem se inscrever no 21º Prêmio BDMG Instrumental e, a partir do dia 07 de fevereiro, no Prêmio Marco Antônio Araújo e no Prêmio Flávio Henrique. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas, exclusivamente, por meio de formulário eletrônico, pelo site bdmgcultural.mg.gov.br 

21º Prêmio BDMG Instrumental

Premiação voltada para compositores, arranjadores e instrumentistas mineiros e mineiras, ou residentes em Minas Gerais há mais de dois anos, com objetivo de valorizar a pesquisa musical e a produção musical em curso no estado. O Prêmio BDMG Instrumental premia quatro instrumentistas com o valor de R$ 12 mil e a realização de shows em Belo Horizonte, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e em São Paulo, no programa Instrumental Sesc Brasil, uma parceria com o Sesc SP. Ressalta-se que a realização das apresentações presenciais somente será possível de acordo com as normas sanitárias vigentes no período e poderão ser modificadas de acordo com a pandemia da Covid-19.

Prêmio Marco Antônio Araújo

Desde 2013, a premiação tem o objetivo de reconhecer os trabalhos de música instrumental produzidos no ano anterior à premiação. O Prêmio Marco Antônio Araújo é voltado para a produção autoral, instrumental e independente de artistas mineiros ou residentes em Minas Gerais. Esta edição premia trabalhos lançados em 2021. O vencedor ou vencedora receberá premiação no valor R$ 10 mil e se apresentará na final do 21º Prêmio BDMG Instrumental, em um pocket show com o repertório do trabalho consagrado. O prêmio homenageia o legado do músico mineiro Marco Antônio Araújo. 

Prêmio Flávio Henrique

Dedicado a álbuns autorais de canção brasileira e de produção independente, de cantoras e cantores mineiros ou residentes no estado, o Prêmio Flávio Henrique foi criado para reconhecer a produção e a pesquisa em torno da canção feita em Minas Gerais. Esta edição premia trabalhos lançados em 2021. O vencedor ou a vencedora receberá premiação no valor de R$ 10 mil. O prêmio homenageia o artista mineiro Flávio Henrique no intuito de preservar a sua inquietação artística e a sua dedicação à música.

Desde o ano passado, os editais do Prêmio Marco Antônio Araújo e do Prêmio Flávio Henrique consideram álbuns lançados e disponibilizados em plataformas digitais de streaming.

O 21º Prêmio BDMG Instrumental e o Prêmio Marco Antônio Araújo são realizados pelo BDMG Cultural, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais.

Serviço

Inscrições para os editais de música do BDMG Cultural – 21º Prêmio BDMG Instrumental, Prêmio Marco Antônio Araújo e Prêmio Flávio Henrique
Período: 04 de fevereiro a 11 de março de 2022

Onde: inscrições gratuitas pelo site www.bdmgcultural.mg.gov.br

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Mostra Cinema e (Re)Invenções reúne os vencedores do 7º Prêmio BDMG Cultural/FCS de curta-metragem de baixo orçamento

Exibições em formato presencial e on-line contam com os curtas premiados, sessão especial Menção Honrosa, debates e curso gratuito

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O BDMG Cultural e a Fundação Clóvis Salgado anunciam a mostra híbrida Cinema e (Re)invenções, que exibirá presencialmente no Cine Humberto Mauro e on-line, de 14 a 20 de janeiro de 2022, os filmes vencedores do 7º Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento. A mostra conta com 48 curtas, sendo 20 contemplados com o 7º Prêmio e oito suplentes que receberam Menção Honrosa nesta edição, 20 contemplados com o 6º Prêmio (edição de 2020), além de debates e um curso on-line gratuito. Os filmes permanecem disponíveis durante todo o período da mostra em sessões especiais na plataforma CineHumbertoMauroMAIS. As exibições possuem versões em Libras, Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Audiodescrição, garantindo acessibilidade para todos os públicos.

Nesta seleção, o Prêmio trouxe como princípio norteador o pensamento de um “Cinema de Invenção”, como proposto pelo cineasta e crítico Jairo Ferreira. Assim, as possibilidades criativas são amplificadas, agregando estéticas e conceitos às condições tecnológicas de produção de imagens. Segundo Bruno Hilário, gerente de cinema da FCS, “é muito gratificante iniciar a programação 2022 do Cine Humberto Mauro com a exibição dos filmes inéditos contemplados pelo edital, que é realizado desde 2013 em parceria com o BDMG Cultural. As obras representam o vigor da produção mineira, tradicional no cenário nacional por valorizar processos de investigação da linguagem cinematográfica”.

A programação, dividida em cinco eixos temáticos cunhados pela estudante convidada Marina Lamas, busca fortalecer o desenvolvimento criativo da linguagem cinematográfica no espectro da produção mineira, dando visibilidade para novos talentos. A mostra também contará com a exibição no Cine Humberto Mauro dos filmes vencedores da 6ª edição do Prêmio, exibidos anteriormente apenas em formato on-line diante da situação de enfrentamento ao COVID-19. Dessa forma, o público também poderá conferir nas telas os 20 curtas-metragens que compuseram a mostra Instante Suspenso, realizada em fevereiro de 2021.

Cinema e (Re)invenções tem a coordenação geral de Bruno Hilário, gerente de cinema da Fundação Clóvis Salgado, produção de Mariah Soares e Vitor Miranda, autoração de Julio Cruz e assistência de programação de Marina Lamas.

A programação completa está disponível AQUI.

Olhares múltiplos
A Comissão de Seleção do Prêmio foi composta pela cineasta e roteirista Ana Carolina Soares (Belo Horizonte), a diretora criativa, curadora e consultora de projetos Grazi Medrado (Belo Horizonte) e o diretor e produtor Marco Antônio Pereira (Cordisburgo). Em trecho da ata da Comissão, os avaliadores destacam que se depararam, dentre os 92 filmes inscritos, com produções riquíssimas e distintas, vindas de muitas cidades de Minas Gerais – dentre os vinte curtas premiados, nove são do interior de MG. “Um repertório de filmes engenhosos, profundos, divertidos e urgentes. Documentários, ficções clássicas, videoarte, experimental, animação, filmes produzidos em um assombroso e cruel momento de isolamento social que abordam diferentes temas tão essenciais para o País. Buscamos fazer um recorte que contemplasse as questões mais discutidas da nossa sociedade e que revelasse esse tempo-agora a partir das narrativas apresentadas”, relatam os integrantes da Comissão de Seleção.

Ainda segundo a ata da Comissão de Seleção, os curtas premiados passaram por uma seleção mais plural. “Confirmamos o talento e beleza contidos em produções muitas vezes simples, e nos admiramos com tamanha capacidade criativa desses realizadores. Nos emocionamos com a força e coragem dos discursos e nos aproximamos das suas angústias e dores. Abraçamos em silêncio os minutos e seguimos os trajetos das formas” (LEIA AQUI a ata da Comissão de Seleção na íntegra).

O Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento tem sido uma importante ferramenta de acesso ao fomento público por novos agentes. Ao longo de suas edições, a partir de uma série de atividades de formação, ampliou seu alcance no interior de Minas Gerais. Entre os premiados da 7ª Edição estão obras realizadas em cidades como Juiz de Fora, Viçosa, Sabará, São João Del Rey, Uberlândia, Sete Lagoas e Januária, além de Belo Horizonte. “São narrativas que ampliam os olhares sobre nosso Estado, o povo mineiro e quão diversa, potente e genuína é nossa manifestação cultural, neste caso retratada pela sétima arte” explica Hilário.

Primeira vez ao cinema
Karla Vaniely Rodrigues (24), contemplada na 7ª Edição do Prêmio com o curta Fi di quem? (2021), irá ao cinema pela primeira vez na vida – para tornar esse momento ainda mais especial, assistirá a um filme que ela mesma roteirizou e produziu. Natural da cidade de Januária, no sertão do norte mineiro, Karla não teve condições de sair de sua cidade para fazer faculdade de cinema. Então, pensou no que poderia fazer estando lá. “Após assistir Psicose, de Alfred Hithcock, em 2015, me apaixonei pelo cinema. Comecei a estudar roteiros, e por conta própria fui aprendendo, um pouquinho aqui e alí, me dedicando à sétima arte”, conta a jovem diretora.

“Nunca fui ao cinema. Essa emoção de comprar o ingresso, a pipoca, aguardar a sessão começar, nunca tive. Em Januária temos um cinema, mas ele está fechado há mais de trinta anos”, relata a realizadora. “Será uma emoção muito grande, pois a primeira vez que estarei sentada em frente a uma tela, vou assistir um filme que fiz. Vai ser uma experiência inesquecível”.

Em 2020, Karla foi convidada a fazer parte do coletivo de cinema Cine Barranco, da cidade de Januária. Com a chegada da pandemia, as atividades do coletivo como cineclube foram interrompidas, dando espaço para a criatividade e a reinvenção. Começaram a partir daí, a produzir filmes. “O estímulo para o filme foi o próprio Edital BDMG/FCS. Ele que motivou não só a mim, mas todos nós do coletivo, a fazermos filmes e enviá-los”, conta a diretora.

Segundo Karla, a ideia para o roteiro do curta-metragem Fi de quem? partiu de uma curiosidade: saber porque as pessoas do interior mineiro sempre perguntam “Você é filho de quem?”, ou em bom mineirês, “Cê é fi de quem?”. “As minhas inspirações foram minha avó e minha tia, que sempre ficavam na porta de casa, na rua, sentadas, conversando. Como minha avó mesmo diz, em uma “conversa de comadres”, relata. O texto do curta surgiu a partir da observação de como essas pessoas conversam, sempre ligando a pessoa à profissão, ao lugar de pertencimento, e à família. “O roteiro e a produção foram feitos em um mês. Quando saiu o resultado, fiquei tremendo de emoção. O momento foi grandioso não só para mim, mas para todos do Cine Barranco. Foi como uma confirmação de que tudo isso que estamos sonhando e trilhando está indo para o caminho certo. Foi fantástico”, celebra Karla.

Curso gratuito on-line
O Prêmio conta com atividades complementares que visam desmitificar processos de realização em baixo custo. Uma dessas ações é o curso exclusivo Cinema de Invenção, práticas comunitárias de realização. Em formato digital, o curso terá duração de 3 horas, e será ministrado por Leandro Wenceslau, mestre em Artes com experiência em direção, produção, edição e roteirização de filmes e vídeos publicitários, corporativos e culturais. A transmissão será feita ao vivo pelo Canal da FCS no Youtube e pela plataforma CineHumbertoMauroMAIS, simultaneamente, no dia 15/01, às 14h. Os participantes poderão interagir com o ministrante durante a aula, enviando suas perguntas através do chat. A participação é gratuita e não é necessária inscrição prévia.

O curso é destinado a alunos e professores de ensino de qualquer nível, profissionais do setor audiovisual do interior do estado de Minas Gerais, e interessados em geral. A ementa pretende explicitar processos e estratégias de produção audiovisual em contextos comunitários e periféricos, com o objetivo de percorrer os desafios da produção independente e de baixo custo em condições adversas. Estarão em debate estruturas que vão da criação à realização, do projeto ao fazer artístico, inter-relacionando indivíduos e territórios, experimentações, dilemas e compartilhamento de processos. 

A Mostra Cinema e (Re)invenções, da Fundação Clóvis Salgado, BDMG e BDMG Cultural, é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura pelo Ministério do Turismo / Secretaria Especial da Cultura / Governo Federal, pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerias, Fundação Clóvis Salgado, BDMG e BDMG Cultural, e tem a APPA – Arte e Cultura como correalizadora. A FCS tem patrocínio master da Cemig, AngloGold Ashanti, ArcellorMittal e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

História do Prêmio
Criado em 2013, o Prêmio é uma parceria entre a FCS e o BDMG Cultural, que visa incentivar a produção audiovisual em Minas Gerais ao oferecer aos realizadores a possibilidade de desenvolver novas propostas estéticas e conceituais que utilizem ferramentas tecnológicas de baixo custo e fácil acesso para sua produção. O Prêmio nasceu com o objetivo de complementar o estímulo à cadeia produtiva do audiovisual pela FCS, com apoio à produção, que se juntou à difusão, promoção e formação já incorporados na atuação do Cine Humberto Mauro e das atividades formativas do BDMG Cultural. Ao longo das edições, o Prêmio reconheceu realizadores mineiros e viabilizou curtas-metragens que foram premiados em festivais nacionais e internacionais e tiveram diálogo com o FestCurtas BH. 

Leandro Wenceslau
Mestre em Artes pela PPGArtes-UEMG, sócio da produtora audiovisual Estalo Criativo, possui experiência em direção, produção, edição e roteirização de filmes e vídeos publicitários, corporativos e culturais. Seu primeiro curta-metragem “Enquanto Ainda é Tempo” foi exibido em mais de 30 festivais e mostras no Brasil, Peru, Colômbia, Argentina, Chile, Estados Unidos, Servia, Austrália e Itália, dentre outros. Também foi exibido em canais de TV como Canal Brasil, além de plataformas de Streaming e acumulou mais de 10 milhões de visualização no Youtube. É também produtor e roteirista do curta-metragem “Dourado” com exibição em mostras importantes como CineOP, CineBH, Mostra de Cinema de Florianópolis, Mostra Sesc, dentre outras. Ainda é idealizador e coordenador do projeto de Cine Vida que oferece oficinas de formação audiovisual desde 2015 em centros culturais na cidade de Belo Horizonte. Atualmente, realiza seu primeiro longa-metragem, o documentário “Lar”, premiado com prêmio DOCSP no 9º Brasil CineMundi – 9th International Coproduction Meeting e selecionado no edital BH nas Telas/FSA 2019. Além de estar em fase de produção e finalização dos curtas-metragens “Bolha”, premiado pelo Edital Curta MINC 2018, e “O mundo dos Sonhos” selecionado no edital BH nas Telas 2020.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

BDMG e FCS anunciam os filmes selecionados para o 7º Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento

Premiação contemplou 20 filmes inéditos e finalizados; outros 10 filmes receberam certificado de Menção Honrosa

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Imagem: Paulo Lacerda

O BDMG Cultural e a Fundação Clóvis Salgado divulgam o resultado do 7º Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento. Dentre 90 propostas recebidas, 20 filmes foram contemplados com o Prêmio, e 10 filmes foram classificados para a lista de suplentes. A nova edição do Prêmio propôs aos realizadores o desafio de pensar um Cinema de Invenção, conforme o conceito estabelecido pelo cineasta Jairo Ferreira (1945 – 2003), dentro de uma temática livre. O marco do Cinema de Invenção é o pensamento voltado à produção experimental, e, no contexto do Prêmio, surgiu como um estímulo aos processos criativos cujas propostas estéticas e conceituais utilizem meios de produção de baixo custo, popularizados com o acesso à tecnologia digital.

O 7º Prêmio BDMG Cultural / FCS de curta-metragem de baixo orçamento tem como objetivo premiar e estimular a cadeia produtiva voltada para profissionais independentes do cenário audiovisual mineiro. A Comissão de Seleção do Prêmio foi composta por Ana Carolina Soares (cineasta e roteirista), Graziela Medrado (diretora criativa, curadora e consultora de projetos) e Marco Antônio Pereira (diretor e produtor). O julgamento teve como critérios de avaliação as propostas estéticas e conceituais que utilizaram criativamente de meios de produção a baixo custo; a relevância conceitual; a inovação; o impacto social e cultural; e a pertinência ao tema proposto.

Todos os 20 filmes premiados serão exibidos na plataforma exclusiva CineHumbertoMauroMAIS e em mostras gratuitas e presenciais no Cine Humberto Mauro. Os 10 filmes listados como suplentes receberão certificado de Menção Honrosa e, caso seja de interesse do proponente, poderão ser exibidos na mostra. Os 20 curtas premiados foram:

  • · Ácaros, de Samuel de O Marotta (Belo Horizonte)
  • · Anésia, de Rubia Bernardes Nascimento (Uberlândia)
  • · Armarinho Aracy, de Camila Matos Fontenele (Belo Horizonte)
  • · As Novas Aventuras de Dona Nirvana, de Maria Eduarda Martins Gambogi Alvarenga (Belo Horizonte)
  • · APP, de Aisha B. de Oliveira Teobaldo (Belo Horizonte)
  • · Betha Ville, de Maria Clara de Almeida Costa (Januária)
  • · Boa Sorte Até Breve, de B. S. Correa LTDA (Juiz de Fora)
  • · Controle de Tráfego, de Jackson F. Teixeira Produções (Belo Horizonte)
  • · Contra Monumento Cena #1, de Arthur Medrado Soares Araujo (Belo Horizonte)
  • · Decifra, de Leitmotiv Filmes (Belo Horizonte)
  • · Fi Di Quem?, de Karla Vaniely Rodrigues Nunes (Januária)
  • · Imagens da Margem, de Massuelen Cristina Xavier Aguiar (Sabará)
  • · Maloca, de Jackson Faeda da Silva (Ribeirão das Neves)
  • · Não há ninguém perto de você, de Ventura Produções Audiovisuais LTDA (Belo Horizonte)
  • · Ouroboros, de Pedro Vasseur Torres Belisário (Belo Horizonte)
  • · Procura-se Indianara, de Mayra Santos Costa (Viçosa)
  • · Ramal, de Ponta De Anzol Producoes LTDA (Sabará)
  • · Sinal Vermelho, de Jhon Hebert Cardoso Da Silva (São João Del Rey)
  • · Um vídeo poema sobre mar, de Fabiano Teixeira Lana (Belo Horizonte)
  • · Úrsula, Christiane Cerqueira Martins (Belo Horizonte)

Como suplentes foram selecionados os curtas:

  • · Anáfora, de Casa Colorida Filmes (Montes Claros)
  • · Lívido, de Luis Otavio Mendonca de Oliveira (Belo Horizonte)
  • · Arquivo Ambulante, de Eder San Junior Cinematografica e Arte LTDA (Belo Horizonte)
  • · Perspectiva, de Luane Eufrasio Gomes (Januária)
  • · Sumo, de Mariana Teixeira De Paula (Belo Horizonte)
  • · Tinha tempo que não via o mar, de Almanaque Filmes LTDA (Belo Horizonte)
  • · A Quarentena é um Sonho?, de Gangorra Filmes Producoes Audiovisuais LTDA (Belo Horizonte)
  • · Fortaleza, de Sabotage Filmes LTDA (Belo Horizonte)
  • · Quem Passa Somos Nós, de Marlon Bruno Vitor De Paula (Belo Horizonte)
  • · Ancestrais, de Cleria Figueiredo Costa (Timóteo)

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/