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Cidades

História de Barbacena vira jogo de tabuleiro

Vem di Bequê inova a forma de contar a história de Barbacena e suas curiosidades

E se a história da sua cidade, ou boa parte dela, virasse um jogo de tabuleiro? Se você e sua família, seus alunos ou seus amigos, pudessem aprender mais sobre coisas que nem sequer imaginavam sobre o lugar onde moram? E se no meio de tantas novas informações, você ainda tivesse a oportunidade de conhecer sobre duas lendas existentes no seu município? Pois foi esta a experiência que 18 convidados tiveram na noite da última sexta-feira (20/05), em uma das salas do Hotel Senac, no bairro Caiçaras, em Barbacena.

Jornalistas, membros do poder público, influenciadores, historiadores e empresários estiveram distribuídos em três mesas, diante de um jogo de tabuleiro repleto de referências e elementos da história, cotidiano e folclore de Barbacena. No centro da aventura, estavam duas lendas: a nunca encontrada mina de prata supostamente localizada debaixo da Igreja de Nossa Senhora Assunção e a temível e gigantesca serpente que habitaria a torre direita do mesmo templo.

Cada jogador “adotou” um personagem, cujo nome remete a um bairro de Barbacena, sendo eles: Penha, Fátima, Efigênia, Vilela, Mário do Monte e os gêmeos João e Paulo. Durante cerca de 40 minutos, os exploradores percorreram um tabuleiro, respondendo questões de icônicos barbacenenses: Honório Armond, Sobral Pinto ou Dona Totoca, que variavam entre os mais diversos temas da vida de Barbacena. Além disso, pelo “caminho” lúdico, encontraram personagens como Emeric Marcier, Correia de Almeida, Guimarães Rosa, Carlos Drummond, Isabelinha, Botina e a Rainha das Rosas. Teve música do Proerd, visitas ao Mirante, Desafio da Serpente e a conquista da Mina de Prata, tudo isso com bom humor, animação e muito conhecimento e aprendizado.

“Primeiro, eu fiquei honrado em ser um dos primeiros barbacenenses a jogar e mais do que isso, a história precisa estar no dia-a-dia das pessoas. Durante muito tempo ficou como uma coisa elitista, acadêmica, fora do dia-a-dia de uma forma geral, e por isso o interesse era pouco despertado. A partir do momento em que se cria um jogo de tabuleiro como esse, que inclusive é um próprio resgate do jogo de tabuleiro que une as pessoas, que diverte, que consegue colocar várias gerações em contato, isso tudo junto, faz com que este produto seja um marco realmente de resgate de afetividade da cidade, de conhecimento realmente, que a medida que você está se divertindo, você está absorvendo aquele conhecimento, tendo informações que normalmente você não buscaria de outra forma. Então, é genial este conceito apresentado pela Vem di Bequê!”, disse o historiador e pesquisador Edson Brandão, que foi um dos convidados do evento.

Thaís Fullin, repórter da TV Integração também fez parte da mesa de convidados e achou o jogo interessante e bem divertido. “Descobri várias coisas que eu não sabia sobre Barbacena, várias curiosidades… E é um jogo bem divertido, muitas coisas bacanas envolvendo as perguntas e ações.”, disse a repórter.

Thiago Rossi, Flávia Siqueira e Rodrigo Lozasso


Elaborado pela trinca de publicitários Flávia Siqueira, Rodrigo Lozasso e Thiago Rossi, o jogo “Barbacena e a Lenda da Mina de Prata” foi desenvolvido pensando em despertar cada vez mais o amor e conhecimento das pessoas por Barbacena e sua história. Aliás, este é o conceito principal da marca Vem di Bequê, assinada pelo trio de comunicadores. O jogo levou cerca de seis meses para ficar pronto, e reúne diversos elementos da história da cidade, sendo pensado para que as pessoas se divirtam, interajam e desvendem coisas e acontecimentos que sequer sabiam sobre a rica história do município.

“Qual presidente do Brasil viveu em Barbacena? Por quais títulos a cidade é conhecida? Quantos inconfidentes viveram aqui? Quem foi Botina, Isabelinha…? O que eram as Sessões Chiques? Tudo isso e muito mais com a possibilidade de aprender se divertindo e reviver aquele gostinho de um bom jogo de tabuleiro. Essa é a nossa proposta.”, disse Thiago Rossi, que ressaltou que o jogo está registrado e que o evento da última sexta-feira, além de um lançamento, também foi o grande teste do produto. “Foi ótimo ver pessoas que, em alguns casos nem sequer se conheciam, interagindo, conversando, se divertindo, aprendendo e se surpreendendo com as informações que o jogo apresentava. A aceitação foi de 100%!”, ressaltou.

Apenas 100 unidades do produto foram produzidas pela equipe, e estão disponíveis para venda pelo valor de R$65 a caixa, podendo ser adquiridas através do perfil da Vem di Bequê no Instagram (https://www.instagram.com/vemdibeque/).

Mais informações, aliás, podem ser obtidas também através daquela Rede Social @vemdibeque
Texto: Thiago Rossi

Cultura

Secretaria de Estado de Cultura e Turismo oferece treinamento gratuito para conselheiros culturais

Capacitação vai contemplar diferentes Regiões Intermediárias de Minas

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Imagem: Consuelo de Abreu

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio da Diretoria de Economia Criativa da Superintendência de Fomento Cultura, Economia Criativa e Gastronomia, promove atividades formativas voltadas para a participação social em Minas Gerais. De 19 a 23 de junho, conselheiros culturais, gestores e demais profissionais ligados ao setor poderão participar de treinamentos regionalizados em ambiente virtual.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas AQUI. O treinamento tem carga horária total de 4 horas/aula, das 19h às 22h, e as turmas serão organizadas de acordo com as Regiões Intermediárias de Minas Gerais, como Barbacena, Belo Horizonte, Divinópolis, Juiz de Fora, Montes Claros, Varginha entre outras. Ao todo, são 150 vagas disponibilizadas para cada formação, e o módulo será ministrado nesta plataforma.

As datas de realização dos treinamentos, de acordo com a Região Intermediária, está disponível para consulta abaixo. 

  • 19/05 – Região Intermediária BELO HORIZONTE
  • 31/05 – Região Intermediária DIVINÓPOLIS / BARBACENA
  • 19/05 – Região Intermediária BELO HORIZONTE
  • 26/05 – Região Intermediária VARGINHA
  • 31/05 – Região Intermediária DIVINÓPOLIS / BARBACENA
  • 02/06 – Região Intermediária JUIZ DE FORA
  • 07/06 – Região Intermediária MONTES CLAROS
  • 09/06 – Região Intermediária TEÓFILO OTONI
  • 14/06 – Região Intermediária POUSO ALEGRE
  • 21/06 – Região Intermediária IPATINGA / GOVERNADOR VALADARES
  • 23/06 – Região Intermediária UBERLÂNDIA / PATOS DE MINAS/ UBERABA

Os treinamentos foram elaborados para atender às demandas encaminhadas à Secult por meio de conselheiros culturais, nas esferas estadual e municipal, durante o processo de operacionalização da A Lei Federal nº 14.017/2020, Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural. O objetivo é capacitar os profissionais da cultura em Minas e promover uma constante qualificação do setor. 

Confira AQUI a relação completa das Regiões Intermediárias de Minas Gerais.

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Educação

Dupla do SENAI-MG conquista ouro e vai competir na China; veja projeto

Equipe de Jardinagem e Paisagismo de Barbacena foi campeã nacional nas Olimpíadas do Conhecimento

Ouro para Minas! A dupla Laércio Martins de Melo e Thiago Aparecido Oliveira da Silva, do SENAI-MG em Barbacena, competiu em Jardinagem e Paisagismo na semana passada, em Brasília (DF), e conquistou o primeiro lugar nacional durante seletiva para a WorldSkills Shanghai 2022. Por essa razão, o duo disputará o título mundial na cidade chinesa.

A WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo e reúne os melhores alunos das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul. Entre os dias 14 e 18 deste mês, os dois alunos do SENAI Barbacena CFP Olavo Machado apresentaram o projeto paisagístico desenvolvido por eles (veja aqui) na capital federal e sagraram-se campeões nacionais. A prata ficou para Abner Alves Gomes e José Arthur Menahem, do Distrito Federal.

Laércio lembra que, devido à pandemia de Covid-19, ocorreram muitos adiamentos nos últimos dois anos na seletiva. Mesmo assim, ele conta que a dupla mineira manteve o foco até a realização do sonho. “Sempre fomos disciplinados taticamente, seguindo as orientações de nosso treinador e, com muita garra, determinação e foco fizemos um trabalho incrível, que reflete a competência da nossa equipe do SENAI Barbacena”, disse.
 


“Conseguimos agregar todos os conhecimentos adquiridos até a seletiva para aplicar na prova e o resultado não poderia ter saído melhor. Valeu cada gota de suor e cada momento de dedicação ao treinamento. Fiquei muito feliz por ter desenvolvido esta prova em alto nível do início ao fim”, afirmou Thiago.

Ambos relataram estarem preparados para a disputa internacional, na China – o que deve ocorrer ainda em outubro deste ano. “Estou muito confiante e preparado para aprender e aprimorar meus conhecimentos nessa nova etapa do treinamento para o mundial. Vou dedicar cada minuto a esse projeto para que alcancemos mais um êxito na etapa mundial em Shanghai”, declarou Thiago.

“Nós, integrantes da delegação mineira, temos nosso diferencial, que é o trabalho em equipe. Essa capacidade, aliada à competência e dedicação, faz as coisas darem certo! Vamos usar nossas habilidades e diferencial pra continuarmos focados e treinando muito pra fazer dar certo como sempre e voltar novamente pra casa com um título tão importante quanto foi esse da etapa nacional”, completou Laércio.

Jardinagem e Paisagismo

O profissional atuante em Jardinagem e Paisagismo deve saber projetar, instalar e manter jardins e patrimônios paisagísticos (privados e públicos), entre outros. Além disso, deve estar apto a desenvolver esquemas inovadores e criativos, em harmonia entre homem e natureza.

WorldSkills

A WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo, que acontece a cada dois anos. A última foi em Kazan, na Rússia. Ela reúne jovens qualificados de todo o mundo, há mais de 65 anos, que são selecionados em disputas de educação profissional.

Apenas os melhores alunos das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul disputam medalhas em modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do comércio. Na competição, os brasileiros têm se destacado, tradicionalmente, como os melhores do mundo em Soldagem, Tornearia CNC, Joalheria, Manufatura Integrada e Mecânica de Refrigeração.

Para o SENAI, incentivar a educação profissional significa especializar os trabalhadores, melhorando o desenvolvimento do país, gerando emprego e renda, e uma indústria mais forte.

Conteúdo – Jornalismo 
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Cidades

Barbacenenses lançam marca pra quem ama Barbacena

“Fazê uma pergunta procê: Cê ama Barbacena?” Esse é o questionamento que Berenice, Chico e Veraldo trazem a quem vive e conhece a Cidade das Rosas e dos Loucos. Os carismáticos personagens que cativam pela sua simpatia, simplicidade e mineirês, assinam a recém criada marca “Vem di Bequê”, que tem por objetivo resgatar e expressar o amor por Barbacena, através de produtos que revelam e resgatam a história e cultura da cidade.

Camisetas, canecas, chaveiros e qualquer souvenir que possa ganhar a cara da cidade, seja de maneira lúdica ou não, fazem parte da gama de produtos que a marca apresenta, sempre fazendo referência a algum personagem, local ou momento histórico que envolva Barbacena. Uma das ações da marca, aliás, é a elaboração de um passaporte turístico e gastronômico, que tem por objetivo incentivar a visitação a pontos históricos da cidade, bem como comércios gastronômicos, como restaurantes, bares e lanchonetes. A ação é simples e bem divertida, o barbacenense (nato ou de coração) adquire o passaporte com a Vem di Beque e, logo em seguida, já pode visitar os pontos onde o “documento” recebe o carimbo de passagem. E se engana quem acha que o passaporte é apenas um produto padrão, ele é personalizado com informações e foto do solicitante, como “dadinascimento”, “bairro de origem” e “fi de quem”.

E essa é só a “berada da broa”, segundo os “meninus do marquethingue”, formado pelos jovens comunicadores Flávia Siqueira, Thiago Rossi e Rodrigo Lozasso. A gama de ideias e produtos visando alimentar esse sentimento de pertencimento da cidade é muito grande, e já caiu nas graças de boa parte da população.

Thiago, Flávia e Rodrigo

“Tudo começou com um sentimento de amar essa cidade. Amar as coisas que ela tem. Já ouvimos muitas pessoas dizendo aquela frase: ‘mas Barbacena não tem nada’. E isso é mentira. Barbacena tem muita coisa! Muita história, muita curiosidade, muita coisa que a maioria da população nem sabe. E é através desse conhecimento, desses causos, do orgulho de ser mineiro de Barbacena, que nós queremos semear e estimular esse amor pela nossa cidade”, disse Thiago Rossi.

Berenice, Chico e Veraldo

Cheia de tradições mineiras e crendices populares e sempre atentas a história e figuras da cidade, Berenice, Chico e Veraldo são os responsáveis pela dinâmica da marca. São eles a alma do projeto e que conversam com o público, dão as dicas e espalham o “amor mineiro” pela cidade.

Nunca vistos, mas sempre presentes, o trio não possui clientes, mas cumpadis e cumadis com quem conversam sobre as barbacenices da cidade. Aliás, para seguir o Vem di Beque nas redes sociais, é bom que os interessados estejam atualizados com seu mineres, uma vez que este é o linguajar oficial da páginas.

Resgate do amor pela cidade

Barbacena já foi uma das maiores referências geográfica, cultural e política de Minas Gerais e, por vezes, do Brasil. Berço de grandes escritores, pintores, políticos e até mesmo de importantes personagens fictícios da televisão e literatura, a cidade viu diminuir, por vezes, o sentimento de amor e identificação com a cidade por parte da população. E é esse sentimento que a Vem de Beque quer despertar novamente no coração dos barbacenenses.

“Esse sentimento de amar e de se orgulhar pela cidade onde nasceu, onde se vive, é muito evidente em cidades como Belo Horizonte e São Paulo, por exemplo, então por que não fazer brotar isso aqui também? Barbacena tem uma história vasta, personagens icônicos e produtos que só se encontra aqui… E é essa visão que nós temos da cidade, que nós queremos passar para as pessoas que vivem aqui, para que elas enxerguem a cidade da mesma maneira que nós”, observou o publicitário e ilustrador Rodrigo Lozasso.

E é contando a história da cidade de uma forma leve e através de produtos variados que a Vem di Beque quer resgatar essa identificação positiva. “Muita história, humor sadio, identificação e amor por Barbacena! É isso que as pessoas vão encontrar na Vem di Beque. Uma oportunidade de presentear amigos, familiares, de divulgar e difundir a cidade. Nós queremos que a cidade se conheça, se identifique, se ame… E por isso, convidamos a todos os que amam Barbacena a conhecer a Vem di Beque”, finalizou a publicitária e jornalista Flávia Siqueira.

Atendendo sobre demanda, a Vem di Beque pode ser encontrada no Instagram (www.instagram.com/vemdibeque) e no site oficial www.vemdibeque.com.br

Sociedade

Animais de comunidades de baixa renda e em situação de rua poderão ser chipados em Barbacena
Em São João, prefeitura implantará microchip em animais | Gazeta de Vargem  Grande

Barbacena foi habilitada na última semana no programa “Conheça seu amigo” do Governo de Minas. O objetivo é que através de edital, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o município receba microchips e leitores de microchips, por um período de 12 meses, para serem utilizados em cães e gatos.

Esses animais devem ser provenientes de comunidades de baixa renda, de animais em situação de rua que participem de algum programa de controle reprodutivo municipal, de animais para adoção sob tutela de Organizações da Sociedade Civil e animais de áreas prioritárias de superpopulação animal.

A quantidade de microchips destinados será de 10% da população de cães e gatos do município. Foram 50 cidades selecionadas no estado. A adesão é feita por meio de um Termo de Cooperação Técnica com a Semad.

O Programa de Microchipagem de Animais Domésticos envolve a doação, por parte do Estado, de microchips para identificação de cães e gatos pelo método de aplicação subcutânea, além de leitores, cabendo ao município a aplicação dos microchips.

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Cidades

Encanto de Natal por Minas Gerais!

A época mais esperada do ano em 2021 ainda tem muito a celebrar. Grande parte da população já vacinada, o que possibilita os encontros de natal e os abraços daqueles que se reaproximam neste momento. Celebrar a esperança que se renova através da fé e expectativa de dias melhores. Afinal, estar perto, celebrar o nascimento de Jesus, junto da família não tem preço!

Confira algumas programações natalinas, as quais são perfeitas para toda a família:

@nataltiradentes

05/11 a 26/12/2021 – Acontece as celebrações de Natal em Tiradentes que está preparada para encantar os visitantes.

@move.monteverde

19/11 a 09/01/2022 – Monte Verde celebra o Natal nas Montanhas, com o tema “A Origem” que contará de forma mágica a origem do distrito tão acolhedor.

@pref_resendecosta

27/11 a 25/12/2021 – A cidade de Resende Costa recebe a programação com o tema “Natal Tecendo Luz”, com diversas apresentações.

04/12 a 26/12/2021 – Acontece o “Natal dos Sonhos” na cidade de Carandaí na programação estão espetáculos, musicais, banda de música, corais e muito mais.

@culturacarandaimg

04/12 a 16/01/2022 – Exposição de presépios na sala da galeria do Centro de Arte  Popular (CAP) no Circuito Cultural da Praça da Liberdade em Belo Horizonte.

@visiteminasgerais

07/12 a 26/12/2022 – A magia do Natal chegará em BH  através do Natal Liberdade Cemig  que iluminará os principais pontos turísticos da capital mineira.

@prefeituradebarbacena

18/12 a 24/12/2021 – A cidade de Barbacena realizará o evento Sonho de Natal com shows e  apresentações para toda a família.

Confira a programação nas páginas do instagram de cada município e torne o seu natal ainda mais especial!

Educação

SENAI Barbacena é premiado na categoria ouro do Programa Top Lean SENAI Nacional

SENAI Minas conquistou 20 premiações, sendo seis na categoria ouro, cinco na prata e nove na bronze

Minas Gerais participou com 41 projetos do Prêmio SENAI Top Lean 2021 e 20 deles foram premiados no Lean Day. O SENAI do estado conquistou seis premiações ouro, cinco premiações prata e nove bronze. O prêmio Escola SENAI Top Lean ficou com o SENAI de Ipatinga e o SENAI DR/MG conquistou o DR SENAI Top Lean. A iniciativa visa estimular a produtividade nas escolas por meio da Cultura Lean (filosofia focada na eliminação dos desperdícios). Na Zona da Marta, o destaque ficou com o SENAI Barbacena, que foi premiado na categoria ouro com o projeto “Educação e Cultura”, na categoria Lean Educacional.

A unidade de Barbacena apresentou os resultados que alcançou na aplicação dos conceitos e ferramentas do Lean Manufacturing com sucesso. A metodologia prevê a redução de desperdícios presentes dentro do âmbito educacional, potencialização de layouts e recursos, visando aumentar as atividades que agregam valor à formação dos alunos e à qualidade de ensino. De acordo com o supervisor técnico José Silvério Ribeiro, a área focada foi a Metalmecânica e as principais ações implantadas foram: mudança de layout da Oficina de Usinagem Mecânica; organização dos módulos de ferramentas nos fornos mecânicos; organização do carrinho de limpeza e apoio; disseminação da Cultura Lean; realização de workshops com alunos e aplicação do Ciclo PDCA.

Atualmente, 53 unidades SENAI estão aplicando o Lean Office ou Lean Educacional em algum processo, o que se representa um cronograma de 262 atividades.Essa conquista é fruto da percepção dos gerentes da importância do Lean nas escolas SENAI, que têm apoiado seus interlocutores e equipes Lean, para que consigam os melhores resultados para os alunos.

Segundo o gerente do SENAI Barbacena, César Ferreira, as propostas do Lean Educacional e do Lean Office visam garantir o aumento da produtividade e a redução de custos nos processos educacionais. “O objetivo é implantar a cultura lean com foco na eliminação de desperdício nos laboratórios e nas secretarias educacionais do SENAI e estamos muito felizes com mais essa conquista da nossa unidade”.

A aplicação do Lean Educacional e do Lean Office direciona todo o ecossistema da escola a repensar suas práticas. Desta maneira, direciona os processos educacionais para a inovação e o desenvolvimento de tecnologias, com foco na melhoria contínua da qualidade do aprendizado. Todas essas atividades são realizadas conforme princípios éticos, normas, diretrizes, metodologias e procedimentos do SENAI.

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Imagens: Divulgação/SENAI-MG

Fonte: https://www.barbacenamais.com.br/

Educação

Senac abre inscrição para cursos técnicos gratuitos

O Senac oferta mais de 11 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no estado, em parceria com o Governo de Minas, por meio do projeto Trilhas de Futuro. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 20 e 30 de agosto pelo site www.trilhasdefuturo.mg.gov.br. O projeto é destinado a estudantes regularmente matriculados nos segundos e terceiros anos do ensino médio; estudantes regularmente matriculados em qualquer período da Educação de Jovens e Adultos (EJA); e jovens que concluíram o ensino médio.

As oportunidades são para 17 cursos diferentes em áreas como, saúde, informática, gestão, beleza e moda. Além das aulas, os participantes receberão vale-transporte e alimentação (R$ 18,00por dia) como apoio para frequentar os cursos.

Além disso, contam com o Rede de Carreiras, um serviço gratuito do Senac em Minas, com atuação desde 2014, que tem o objetivo de conectar, por meio do seu portal de vagas, alunos e candidatos interessados em oportunidades de estágio e emprego, as empresas que desejam divulgar suas vagas e selecionar profissionais qualificados.

As aulas serão presenciais, com adequação às medidas locais de prevenção à Covid-19. Os cursos têm início previsto para o mês de outubro e duram, em média, de 18 a 24 meses. Os interessados devem ficar atentos aos pré-requisitos para participação no programa e os documentos necessários para realização da matrícula.

Lafaiete e região

Todas as regiões de Minas contam com a participação do Senac no Trilhas de Futuro, somando 33 cidades, oferecendo do vagas.  Entre elas,  Barbacena (729), Conselheiro Lafaiete (243), e São João Del-Rei (570).

Mais informações podem ser conferidas pelo site do Trilhas de Futuro ou diretamente com a unidade mais próxima.

Senac Lafaiete
Rua Tavares de Melo, 630 – Lojas 3, 4 e 5 – Centro.
Telefone:. (31) 3062-2950.

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Marketing

Como fazer posts bonitos no Instagram

Mesmo sem saber mexer em programas de edição de imagem, você também consegue fazer posts bonitos. O Canva e o Adobe Spark são excelentes aplicativos para te auxiliar com isso!

🔸Canva
O Canva é um dos apps mais completos para quem quer produzir conteúdos para as redes sociais. O serviço também está disponível na versão web, e fornece modelos para edição, separados em categorias por formatos na página inicial do app. Além dos templates para vários tipos de posts, ele ainda possui imagens de base para a criação de marcas, como logos e outros elementos de identidade visual.

🔸Adobe Spark
O Adobe Spark foi criado com a proposta de ser uma ferramenta acessível a usuários que não dominam técnicas avançadas de design, com download gratuito para Android e iPhone. Ele foi produzido pela Adobe, que tem outros programas de edição, como o Photoshop e o Premiere. O Spark é usado para a criação de conteúdos para as redes sociais em vários formatos, mas seu recurso mais popular é a produção de stories animados para o Instagram.
Eles são bem fáceis de trabalhar e oferecem bons resultados!

Cidades

Barbacena – 230 anos

Os primórdios

Antes da dominação europeia do atual território que delimita o município de Barbacena, a região era ocupada por grupos indígenas das etnias Puri, Coropó e Coroados. Os últimos remanescentes dos primeiros habitantes do que viria a ser a Comarca do Rio das Mortes foram percebidos por viajantes estrangeiros até a primeira metade do Século XIX. Mortos, expulsos de suas terras ou miscigenados e induzidos ao alcoolismo, pouco deixaram de seu mundo. Artefatos arqueológicos ainda hoje são encontrados na região. Nada mais restou deles.

Caminho Novo

A história da Vila de Barbacena tem início em 1698, quando o Capitão Garcia Rodrigues Paes, filho do bandeirante Fernão Dias Paes, abre um caminho mais curto para a ligação entre o Rio de Janeiro e o interior das Minas Gerais. Assim surgiu o primeiro núcleo colonial desta imensa região, no entroncamento dos Caminhos Velho e Novo, posteriormente, Estrada Real. Por este Caminho Novo não só passaram todas as riquezas do Ciclo do Ouro, como também vários episódios históricos, entre eles, a reação armada à invasão do Rio de Janeiro, pelo corsário francês Duguay-Trouin, em 1711, a Guerra dos Emboabas e a Inconfidência Mineira. Os locais referenciais dessa época são as Fazendas do Registro (hoje Sá Fortes) e Borda do Campo (hoje Antônio Carlos).

O Arraial da Igreja Nova

O nascimento do arraial começou pela construção da capela consagrada a Nossa Sra. da Piedade que tornou-se matriz em 1726. A capela ainda permanece na Fazenda da Borda. Com a distribuição de muitas sesmarias na região, esta ficou pequena para o grande número de moradores da Borda do Campo, por isso decidiu-se pela construção de uma igreja maior, em terras da Fazenda da Caveira de Cima. A decisão se deu em 1725. Em torno desse templo, em 1753, foi autorizada a construção de casas. O arraial se expandiu à medida que pequenas casas comerciais se estabeleciam para atender os tropeiros que circulavam na Comarca do Rio das Mortes. Em 1791, com a exploração do ouro já em decadência, o então Arraial da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campolide, foi elevado à categoria de vila, recebendo o nome de Barbacena. Uma homenagem oportunista ao Visconde de Barbacena, nobre português que governava Minas Gerais. Esse acontecimento se deu simultaneamente aos desdobramentos da Inconfidência Mineira, denunciada em 1789. Cinco dos principais envolvidos no movimento, incluindo Joaquim da Silva Xavier e Joaquim Silvério dos Reis, tinham ligações com Barbacena. O dono da Fazenda da Borda do Campo, José Ayres Gomes foi expulso do Brasil, teve suas terras confiscadas e morreu esquecido em Moçambique, na África. O irmão de Tiradentes, Padre Antônio da Silva Santos e o delator Silvério dos Reis moravam na vila de Barbacena. O padre, na Rua Tiradentes, o traidor, na região do Pontilhão.

O nome

Capela de Nossa Senhora da Piedade

Barbacena é a denominação dada ao Arraial da Igreja Nova, quando de sua emancipação em 14 de agosto de 1791. Era o governador de Minas, Luiz Antônio Furtado do Rio de Mendonça, o Visconde de Barbacena que, em meio ao processo de repressão à Inconfidência Mineira, estava sendo pressionado pela população do Arraial a separá-lo do termo de São João Del-Rei. O nome de Barbacena significa, ‘Cabana de Bárbaros’ e é originário de uma aldeia de bárbaros localizada na atual região de Elvas, cidade portuguesa do Alentejo, que até hoje mantém um pequeno distrito com o mesmo nome. A família nobre que ostentava o titulo de senhores de Barbacena marcou a história brasileira com um Vice-rei, um governador da capitania do Rio de Janeiro, de Minas Gerais – o sexto visconde de Barbacena que deu o seu nome à cidade. O Visconde de Barbacena, apesar de ser visto historicamente no Brasil como o algoz dos Inconfidentes, era um nobre culto, especializado em mineralogia e ciências. De volta a Portugal, fez parte do grupo de nobres que não acompanhou a fuga da Corte Portuguesa, em 1808, quando Napoleão Bonaparte, dominou Portugal. Foi um dos interlocutores para garantir que não haveria ataques à população civil. Foi preso por Napoleão.

Independência e República

No século XIX, Barbacena continua como uma passagem estratégica para todos que se dirigem ao interior de Minas. Torna-se rota comercial importante e entreposto de víveres e escravos africanos. Com sua influência política consolidada, a Câmara Municipal de Barbacena tem participação ativa na movimentação pela independência do Brasil e mesmo chega a remeter carta a D. Pedro I, ofertando a cidade como capital do Brasil, em caso de ataques da metrópole ao Rio de Janeiro. Personagem de destaque deste período é o Padre Manoel Rodrigues da Costa, dono da Fazenda do Registro Velho, que viveu 92 anos. O suficiente para participar da Inconfidência Mineira, receber anistia da Coroa Portuguesa, participar da Independência, representar o Brasil nas Cortes Portuguesas, apoiar a maioridade de D. Pedo II e apoiar a Revolução Liberal de 1842. Na maior parte do Século XIX, os grandes fazendeiros comandam a cidade econômica e politicamente. Os imperadores do Brasil, pai e filho visitaram Barbacena em várias épocas. D. Pedro I, concedeu à Vila, o título de “muito nobre e leal”. Mas a lealdade à monarquia brasileira não impediu que o Movimento Republicano ganhasse força entre a elite política local, mesmo com vários barbacenenses de famílias importantes como os Magalhães, os Lima Duarte, os Armond e outras, ocupando cargos importantes nos ministérios e na diplomacia brasileira. Ainda assim, o último monarca brasileiro visitou a cidade três meses antes da Proclamação da República. Aqui se formou um grupo paramilitar de jovens que se propunha a enfrentar Antônio Conselheiro, visto na época como antirepublicano. Foi a “Centúria Republicana”.

Escolas para as elites

Ao longo do período monárquico e da República Velha, Barbacena foi um importante polo educacional, com a instalação de escolas privadas importantes, tais como Colégio Abilio, Colégio Gonçalves e Renault, dentre outros. Estabelecimentos públicos destinadas à elite como Ginásio Mineiro (que deu origem à atual Escola Estadual Professor Soares Ferreira) e o Colégio Militar, construíram a reputação das escolas da cidade, consolidada com a criação do Colégio Imaculada Conceição, pela religiosa francesa, Paula Boisseau, do Aprendizado Agrícola, por Diaulas Abreu e a Escola de Cadetes da Aeronáutica já no fim dos anos 1940.

Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade

Imigrantes e governadores

Às vésperas do Abolição da Escravidão, em 1888, foi inaugurada a Colônia Rodrigo Silva, destinada a receber trabalhadores italianos. Juntamente com imigrantes de outras nacionalidades, estes vão ter papel fundamental na economia e na identidade de Barbacena, no Século XX. Com ramais ferroviários estratégicos e servida pela Estrada de Rodagem União Indústria, que a ligava ao Rio de Janeiro, Barbacena tinha intenso contato com a capital brasileira, fato que marca sua história até 1961, quando Brasília leva o poder da República para o centro-oeste do Brasil. Do casamento entre um jovem Andrada e uma representante da então poderosa Família Lima Duarte, na segunda metade do Século XIX, surge o ramo mineiro dos Andradas, oriundos de Santos, litoral de São Paulo. De Oliveira Fortes, os Bias Fortes ascendem ao poder em Minas Gerais, com Chrispim Jacques Bias Fortes governando o estado a partir de 1894. Em seu governo, aconteceu a mudança da capital de Ouro Preto para Belo Horizonte. Em Barbacena, o Senado Mineiro ( equivalente atual à Assembleia Legislativa) se reuniu para deliberar pela construção da nova capital. Portanto, foi em Barbacena que nasceu Belo Horizonte. Trinta depois, outro barbacenense, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada se tornaria governador de Minas. Antes porém, foi prefeito de Belo Horizonte, presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, senador da República, presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1932-1933 e ministro de estado. Em 1935, assumiu interinamente a presidência do Brasil, durante viagem de Getúlio Vargas ao exterior. O terceiro governador mineiro nascido em Barbacena, foi José Francisco Bias Fortes, filho de Chrispim Jacques. De 1956 a 1961 governou Minas Gerais. Nessa época, apesar dos laços de parentesco, os elos entre as famílias Bias e Andrada já estavam rompidos havia duas décadas, resultando em uma disputa que se tornou histórica na política mineira.

Seda, cinematógrafo e jornais

As primeiras décadas do Século XX em Barbacena inauguram inovações e consolidam projetos da virada do século anterior. A Estação Sericícola de Barbacena, é uma indústria-escola destinada a disseminação da cultura da seda natural no Brasil. Por trás deste projeto está o imigrante italiano Amilcar Savassi. Tão visionário quanto Savassi, chega a Barbacena Paolo Benedetti , que além de manter um cinematógrafo na cidade, faz experiências com o cinema sonoro. O filme “Uma transformista Original” sincroniza as imagens de uma jovem cantora da Colônia Rodrigo Silva com sua voz registrada em um disco de gramofone. A exibição feita para uma plateia composta por Bias, Andradas e Sena Figueiredo, acontece em 1910. Aliás, da Família Sena Figueiredo, vem a iniciativa da primeira importação do gado holandês, consolidando esta parte de Minas Gerais como a pioneira da indústria de laticínios no país. Mas a fama do nosso queijo já estava estabelecida há pelo menos cem anos. Por volta dos anos 20 e 30 Barbacena tem fábricas de cigarros, cerveja, cordas e um comércio consolidado. A loja Bota de Ouro, criada pelo sapateiro Jeremias Paolucci, dita a moda desde 1880. Os anúncios se multiplicam nos clichês de diversos jornais que circulam na cidade. O primeiro deles data de 1839 e se chama “O Parahybuna”, época em que o rio que corta Juiz de Fora ainda estava no território de Barbacena – Juiz de Fora foi distrito de Barbacena até 1850.

Museu Municipal de Barbacena

As consequências do envolvimento de lideranças barbacenenses no Movimento Liberal de 1842, possivelmente deixou a cidade sem jornais impressos até 1880. Daí para frente, dezenas deles surgem, alguns inusitados como o “Revolucionário” publicado durante a Revolução de 1930 – de 5 a 29 de outubro – até o mais longevo deles: Cidade de Barbacena, de 1898 a 1993. A imprensa, além do registro factual ainda nos reserva o privilégio de apresentar obras fundamentais de escritores como o Padre Mestre Correia de Almeida e desenhos de Alberto Delpino, pai de Delpino Júnior, um mestre da pintura e da caricatura anos mais tarde.

Champagne francês, tuberculose e loucura

Parece loucura, mas é no prédio do hotel mais requintado de Barbacena, no final do Século XIX, que vai surgir um dos mais terríveis hospícios públicos do Brasil. Para o antigo “Sanatório de Barbacena”, uma espécie de spa para “doenças nervosas” e depois tuberculose – criado pelos médicos Rodrigues Caldas e Gonçalves Ramos – vinha a elite carioca, aproveitando-se da comodidade do ramal da Estrada de Ferro D. Pedro II, depois, Central do Brasil. Lá, havia talheres de prata, telefone ( o primeiro da cidade) e serviço a la carte, no restaurante. Nesta época, os ares serranos da Mantiqueira e o frio quase europeu atraia pacientes de diversas regiões em busca do clima terapêutico, cuja fama já se espalhava pelo Brasil. Em Sítio (hoje Antônio Carlos) também havia um sanatório para tuberculosos. Em busca de alívio para sua doença, o segundo presidente republicano, Floriano Peixoto, circulava em Barbacena, na companhia da esposa e das filhas pequenas, uma delas nascida na cidade. Para o Marechal, o ar puro de Barbacena e a atenção de seu médico, Olintho Magalhães, foram eficazes. Para o escritor mulato Cruz e Souza, nem tanto. Tuberculoso e solitário, o poeta simbolista morreu em Sítio (Curral Novo), em 1898. Seu corpo retornou ao Rio de Janeiro em um vagão para animais. Dez anos antes, no Sanatório de Barbacena, o Imperador Pedro II e a comitiva imperial, almoçaram durante sua visita derradeira a Barbacena. O menu sofisticado e em francês atesta que o local era digno de reis e rainhas. Mesmo assim, faliu e foi vendido ao Governo de Minas Gerais. Em 1903, ali foi instalada a primeira sede da Assistência aos Alienados de Minas Gerais. Seu diretor, o deputado e médico Joaquim Dutra, inaugurou a psiquiatria pública em Minas Gerais. Em 1930, o hospício já tinha dois departamentos, um feminino, no prédio originário do Sanatório de luxo e outro a poucos quilômetros abaixo, onde se instalou uma colônia agrícola para homens. Em pouco tempo, a pequena estação do Sanatório, agora denominada “ Bias Fortes”, recebia levas e levas de pacientes, na maioria indigentes vindos de todos os cantos do estado. A superlotação que se seguiu desenhou o cenário de horrores do Hospital Colônia de Barbacena, abastecido continuamente pelos “trens de doido”. O frio salutar nos tempos do Sanatório agora era o fator mortífero da Colônia, que a cada inverno registrava um número assustador de óbitos. Até a década de 1990, a história do Hospital Colônia foi marcada, por mortes, maus tratos, superlotação, internações de adultos e crianças, insuficiência de recursos para a assistência e até venda de cadáveres para Faculdades de Medicina. A instituição pública e suas congêneres privadas, deram a Barbacena o incômodo apelido de “Cidade dos Doidos”. Denúncias na imprensa ao logo de décadas registraram a história que até hoje assombra por sua duração e dimensão.

Museu da Loucura

Revolução de 30, Vargas e os exilados da Guerra

Barbacena participou ativamente da Revolução que encerrou a República Velha e a política do “Café com leite” – revezamento de Minas e São Paulo no poder. Quartel revolucionário, interventores, tropas nas ruas e nos trilhos compunham o cenário da época. O episódio histórico também marcou a ruptura das duas principais lideranças políticas da cidade que passou a viver dividida. Dois clubes, dois times de futebol… Bias, PSD, Andradas, UDN. Situação e oposição em permanente embate. Serras Azuis, livro de Augusto França de Lima, então um professor do Ginásio Mineiro, retrata o ambiente da época. A cidade conservadora e fervorosamente católica convive com mentes libertárias como a professora Maria Lacerda de Moura, pioneira do feminismo e do amor livre no Brasil. Na poesia, reina o pessimismo sombrio de Honório Armond, que recusa com razão o folclórico título de “ Príncipe dos Poetas Mineiros”. A vocação de passagem para o interior das Minas Gerais é mantida. Por aqui passam os modernistas – Oswald e Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e Blaise Cendrars – redescobrindo o adormecido Barroco Mineiro. O compositor e maestro francês, Fernand Jouteux, autor da ópera “Os Sertões” passa várias vezes por Barbacena, antes de recolher-se em Tiradentes. Georges Bernanos escolhe morar em Barbacena pela sonoridade do nome da fazenda que Virgílio de Melo Franco, lhe dá por empréstimo. É o “Caminho da Cruz das Almas”.

Aqui, o fazendeiro Bernanos, católico e crítico feroz do nazismo, recebe em sua casinha bucólica, desde jovens escritores como Paulo Mendes Campos, Hélio Pelegrino e outros, até o consagrado e exilado Stefan Zweig, que pouco depois se suicida em Petrópolis. Na trilha de Bernanos, vem o pintor Emeric Marcier. O judeu romeno, traz a aura medieval do leste europeu para dialogar com os céus cinzentos de Ouro Preto. Um caso isolado na pintura brasileira do Século XX. Enquanto na Revolução de 30, Carlos Drummond de Andrade, senta praça nas fileiras revolucionárias, paquerando belas barbacenenses no saguão do Grande Hotel, João Guimarães Rosa, faz seus últimos exames como médico do Nono Batalhão da Polícia Militar, para abandonar a medicina e a farda para a carreira diplomática que vai garantir sua possibilidade de ser um dos maiores escritores da língua portuguesa. Inundado pelo nacionalismo da Era Vargas, Flausino Vale, faz seu violino erudito resgatar a cultura popular. Admirado por Villa-Lobos, Flausino é comparado ao virtuose italiano Paganini e até hoje sua música é admirada no mundo todo. Outro artista com fortes raízes barbacenenses é Amim Feres, cantor lírico, com carreira internacional consolidada na Alemanha e reconhecida dentro e fora do Brasil.

Museu Georges Bernanos

Rosas e o Ponto de Partida

Estação Ponto de Partida

No avançar do Século XX, a força política vai sendo suplantada pelo poder econômico. Barbacena reflete esse momento histórico. Citada como clima perfeito para a floricultura e a fruticultura, em relatos de Saint Hilaire e Richard Francis Burton, os jardins e pomares de Barbacena ganham notas elogiosas. Porém, vai ser a partir das décadas de 60 e 70 que a atividade ganha impulso com maior escala de produção e exportação. Uma empresa multinacional assume o segmento, mas não se mantém por muito tempo no mercado. Os pequenos e médios produtores da cidade e distritos é que manterão o título de “Cidade das rosas”. No final dos anos 60, o Parque de Exposições Senador Bias Fortes passa a abrigar grandes feiras agropecuárias e a Festa das Rosas que ajuda a consolidar o título da cidade. A indústria nos segmentos têxtil, cimento e abrasivos se instala na cidade, que ainda assim se mantém graças o serviço público, o agronegócio e a prestação de serviços, em especial na medicina clínica e de diagnóstico. Na cultura, com ciclos de aquecimento e declínio, só o Grupo Ponto de Partida, formado em 1980, se consolida como núcleo permanente de produção, formação e agora ensino nas artes dramáticas e musicais. A Estação Sericícola de Barbacena, só se salva da ruína por abrigar o grupo que lá instala uma escola de música popular, além de estúdio e salas de ensaio.

Pontilhão Dom Pedro II

Iniciativas que preservam os bens culturais

  • A criação do Museu da Loucura, em 1995, é um marco na história da psiquiatria brasileira, instalado no prédio do antigo Hospital Colônia.
  • O antigo Solar dos Penna, da Família do Visconde de Carandaí, abriga o Museu Municipal, onde é contada a história de Barbacena desde os tempos dos índios Puris até a modernidade, além de manter a Sala da Imprensa, que guarda relíquias da imprensa regional, em especial as oficinas tipográficas do Jornal Cidade de Barbacena.
  • O pintor romeno Emeric Marcier tem hoje sua residência preservada, com afrescos de grandes dimensões, no chamado Sítio Sant´Anna.
  • A casa de Georges Bernanos, desde 1968 está mantida para registrar a passagem do escritor francês que viveu em Barbacena por cinco anos – de 1940 a 1945.
  • Arquivo Histórico Municipal Professor Altair Savassi (AHMPAS). Criado em 2003, é um órgão subordinado à Diretoria de Cultura da AGIR, Agência de Desenvolvimento Integrado de Barbacena e Região, da Prefeitura Municipal de Barbacena. O AHMPAS tem por finalidade recolher acervos documentais permanentes e coleções referentes à história de Barbacena e região, de caráter público e privado, para preservá-los, organizá-los e descrevê-los a fim de facilitar a consulta dos documentos e de torná-los úteis à pesquisa. O Arquivo visa, ainda, realizar a gestão documental e elaborar instrumentos de pesquisa, objetivando tornar acessível o acervo, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento de estudos sobre a localidade, possibilitando o resgate da memória e da história regional e garantindo ao cidadão um acesso rápido e eficaz à informação.
Câmara Municipal
EPCAR – Escola Preparatória de Cadetes do Ar

Fonte: http://barbacena.mg.gov.br/ ; https://www.guiadasartes.com.br/ ; https://www.viajantemovel.com.br/