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Cultura

Centro Cultural Casa de Candongas abre inscrições para oficinas gratuitas

Violão, teatro, dança de rua, canto e artesanato estão entre os cursos que serão realizados virtualmente pelos professores da Casa de Candongas

Nas oficinas, haverá aulas destinadas a adultos, crianças e adolescentes – Foto: Aline Teixeira/Divulgação

Centro Cultural Casa de Candongas, da Cia Candongas, abre inscrições para a nova edição do Oficinas Artísticas 2021. Com a flexibilização das atividades, as aulas voltam a ser realizadas em formato presencial com os professores da Casa de Candongas. Seguindo os protocolos, apenas as aulas de canto seguem em modelo on-line. As mensalidades são gratuitas, com duração de quatro meses, e custo apenas para as inscrições (R$ 40 em taxa única).

Artesanato, dança para infância, canto e técnica vocal, teatro para infância, teatro juvenil e adulto, dança de rua e violão são os cursos ofertados nas Oficinas Artísticas. Em abril, no fim do curso, as pessoas envolvidas nas oficinas vão apresentar os trabalhos desenvolvidos durante as aulas em uma Mostra Virtual Artística.

As oficinas têm início no próximo dia 8 de novembro (segunda-feira), com um pequeno recesso para as festas de fim de ano a partir do dia 20 de dezembro. No ano que vem, o retorno das aulas será no dia 17 de janeiro, com término em abril de 2022.

As pessoas interessadas podem se inscrever no site oficial da Cia Candongas ou presencialmente no local das oficinas para que as comunidades locais, prejudicadas com ações online, possam participar. As inscrições podem ser feitas até a data de início das aulas (08/11). Após o término das matrículas, as pessoas selecionadas recebem por e-mail a programação das aulas.

As oficinas serão realizadas no âmbito do Termo de Fomento 892268/2019 celebrado entre a Companhia Candongas e Outras Firulas e a União, por intermédio do Ministério da Cidadania, Secretaria Especial da Cultura e Secretaria da Economia Criativa.

Contato para imprensa:

(31) 99296-2099 (Jéssica Mayara – telefone e WhatsApp) ou via e-mail.

Cultura

UFSJ participa de conquista de certificação do artesanato em tear de Resende Costa

A UFSJ comemora a conquista do Selo de Indicação de Procedência pelo artesanato de Resende Costa, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). A certificação contou com a participação direta do mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia (Profnit), Bruno de Barros Diláscio, que escolheu o conjunto das obras tecidas nos teares da cidade como tema de sua dissertação. 

Aluno da primeira turma do Profinit da UFSJ, Bruno Diláscio conta que a ideia do tema surgiu com o intuito de proporcionar à Resende Costa a mesma certificação que já reconhece a produção de peças de estanho de São João del-Rei e de biscoitos artesanais de São Tiago, cidades da região. “Durante as aulas da disciplina Indicação geográfica e marcas coletivas, comecei a elaborar a temática da dissertação, voltada para a atividade do artesanato manual em tear, predominante no município. Apresentei a proposta para a Associação Empresarial e Turística de Resende Costa (Asseturc) que apoiou a ideia e, em conjunto, começamos a desenvolver a estratégia para dar entrada no processo no INPI”, detalha.

Bruno Diláscio, que atualmente chefia o Setor de Contratos da UFSJ, foi responsável pelo apoio técnico da proposta, participando ativamente das ações implementadas, juntamente com a Asseturc. “Fiquei extremamente satisfeito com o resultado positivo da conquista do selo. É gratificante ver que o trabalho desenvolvido possui potencial de contribuir de maneira efetiva e imediata para a melhoria da qualidade de vida das pessoas do município. A certificação também representa a concretização da função social da Universidade, uma vez que trará benefícios para a sociedade, gerando mais empregos e ganhos de renda para a população.”

De acordo com o pesquisador, o selo atesta o processo da produção artesanal de Resende Costa, reconhecendo sua importância cultural e abrindo diversas oportunidades para os artesãos do município. “Nossa expectativa é que a certificação valorize os produtos em 15% a 30%, e também traga um incremento de até 30% no turismo do município. Nesse momento, a equipe trabalha no desenvolvimento de atividades de promoção do selo, com o objetivo de divulgar a certificação”, pontua.  

Movimentação no município

A conquista já mobiliza a cidade, trazendo melhorias, como a reestruturação do turismo local. A Asseturc irá criar o Centro de Atendimento ao Turista, onde os visitantes poderão encontrar informações completas e elaboradas sobre a cidade, a história, a produção têxtil, entre outras. Já os artesãos estão se organizando, a fim de promover a certificação de seus produtos. 

O projeto do selo de procedência do artesanato de Resende Costa recebeu ainda o apoio do Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Em janeiro de 2021, o governo mineiro, após aprovação pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, conferiu ao município o título oficial de Capital Mineira do Artesanato Têxtil, o que, juntamente com o Selo de Procedência, fortalece e reconhece a importância da atividade têxtil da cidade.

Rafaella Azevedo – Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32)3379-5808 Celular: (32)9.9932-8475

Cidades

Conheça Minas Gerais – Cipotânea

A origem da cidade de Cipotânea remonta ao ano de 1711, quando naquelas terras chegaram os portugueses Francisco Soares Maciel, Manoel de Medeiros Duarte, Tomaz José da Cunha, Fernando Soares Maciel e Narciso Soares Maciel. O grupo era chefiado pelo alferes Francisco Soares Maciel que, por isso é considerado como o fundador do arraial.

Procedentes do arraial de Lamim desceram pelo rio Espera até a confluência dele com o rio Xopotó. Era o dia 07 de agosto de 1711, não podendo atravessar o dito rio por causa do seu grande volume, ali permaneceram, lançando as bases de um arraial, ao qual deram o nome de São Caetano (em homenagem ao santo do dia), acrescido do topônimo Xopotó – que em tupi-guarani quer dizer “rio do cipó amarelo”, uma planta trepadeira encontrada em abundância na região.

Dessa maneira, aquele lugar foi batizado com o nome de São Caetano do Xopotó, tendo celebrado a primeira missa o capelão da comitiva, Padre João Martins Cabrita.

Os Indios croatás e puris, de origem tupi, espalhavam-se por toda a região antes da colonização e habitavam o local onde hoje existem os municípios de Alto Rio Doce e Cipotânea. Essas tribos foram praticamente exterminadas da região pelos colonizadores bandeirantes, visto que os indígenas defendiam bravamente suas terras, impossibilitando a fixação dos colonizadores.

Em 1755, Dom Frei Manoel da Cruz, primeiro Bispo de Mariana, a pedido dos moradores, dava a provisão para a construção da Capela de São Caetano e provê-la de Patrimônio.

A 06 de julho de 1857, a localidade foi elevada a categoria de Paróquia e em 09 de julho do mesmo ano foi elevada a categoria de Freguesia e Distrito, pela Lei Provincial nº 822. Ficando subordinado ao município de Piranga.

O Decreto-Lei Estadual nº 26, de 07-03-1890, transfere o distrito de São Caetano de Xopotó do município de Piranga para o novo município de Alto Rio Doce.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, o distrito de São Caetano de Xopotó passou a denominar-se Cipotânea. Embora sem justificativa oficial, o topônimo Cipotânea deve ter se originado do nome do rio Xopotó, cujo significado no idioma tupi-guarani é “rio do cipó amarelo”.

Emancipação Político-Administrativa

Em 1948, um grupo de pessoas do distrito de Cipotânea, liderados por José Inácio de Carvalho, enviou ao Deputado Manoel Taveira um pedido de emancipação do dito distrito, que na época pertencia ao município de Alto Rio Doce. Tendo o deputado apresentado à Assembleia Legislativa um relatório em favor da emancipação de Cipotânea.

Biblioteca Xopotoense
Biblioteca Xopotoense
A biblioteca Xopotoense tem mais de 40.000 mil exemplares com coletânea especial e única em parceria com o diplomata Napoleão Reis e Professor Leandro Werneck é um grande orgulho para a cidade.

Apesar de todo o esforço desenvolvido em 1948, só em 12 de dezembro de 1953, através da Lei nº 1039, o distrito conseguiu elevar-se à categoria de município.

O novo município foi instalado em 01 de janeiro de 1954, com a posse do Interventor Municipal, o Sr. Raimundo Tibúrcio Henriques.

A cidade já pertenceu a várias Comarcas: Rio Pomba, Ouro Preto, Muriaé, Mariana, Piranga e atualmente pertence à Comarca de Alto Rio Doce.

Museu da Cultura e da História de Cipotânea
MUSEU DA CULTURA E DA HISTÓRIA DE CIPOTÂNEA

Religiosidade

Os bandeirantes chegaram nas terras que hoje compreendem o município de Cipotânea em 1711, já nos primeiros dias do nascimento da povoação se é celebrada a primeira missa pelo Padre João Martins Cabrita.

Igreja de São Caetano
IGREJA DE SÃO CAETANO

Em 1755, Dom Frei Manoel da Cruz, primeiro Bispo de Mariana, a pedido dos moradores, dava a provisão para a construção da Capela de São Caetano e provê-la de Patrimônio. A dita capela foi benzida a 19 de março de 1856 pelo Padre João Martins Cabrita.

A 06 de julho de 1857, a localidade foi elevada a categoria de Paróquia, tendo sido desmembrada da Paróquia de São José do Xopotó (atual Alto Rio Doce).

Entrou a nova Matriz no gozo de seus direitos, em 24 de outubro de 1858, com a tomada de posse do 1º Vigário o Rev.mo. Padre José Joaquim de Melo Alvim, provisionado pelo Rev.mo. Dom Antônio José Ferreira Viçoso, C.M. (Bispo da Diocese de Mariana), e empossado pelo Rev.mo. Padre Agostinho Resende d’Ascensão (pároco de Alto Rio Doce) que havia cuidado desta Paróquia desde a sua criação em 06 de julho de 1857.

Na década de 1950, o 15º Vigário desta Freguesia Padre Argemiro Benigno de Carvalho, inicia a construção de uma nova Igreja Matriz.

Artesanato em palha de milho
Artesanato em palha de milho
Belas obras de artesanato em palha de milho tais como: cestas, tapetes, bonecas, caixotes, decorações em geral em palha de milho.

O artesanato é uma atividade cultural de destaque em Cipotânea. Como grande produtora de milho, aproveita a palha para diversos produtos artesanais como bonecas, tapetes, cestas e outros artigos que são exportados para Europa e Canadá. Temos também alguns artesãos, destacando-se Geralda do Carmo Arantes, Madalena de Oliveira, Rita de Cássia, Cirlene Miranda, e Maria das Graças Teixeira.

Na música, Cipotânea possui a Corporação Musical Santa Cecília, com mais de 80 anos de história e que está sempre presente nas festividades religiosas. A Banda quase todos os anos promove um encontro de Bandas da região.

Há também o Grupo de Congado Nossa Senhora do Rosário, que se apresenta durante a Festa do Rosário.

Quase todas as manifestações culturais do município estão ligadas às festas religiosas, sendo que a maior delas é o Jubileu celebrado há quase cinquenta anos no mês de agosto, em honra a São Caetano.

Uma grande festa, na área civil, é a Festa do Milho, criada na gestão do Sr. Jonathas Pedrosa em 1983, sendo realizada todos os anos na Praça Nair Bernardes Barbosa. Uma curiosidade é a roupa da rainha da festa, toda confeccionada com palha de milho.

Cachoeira do Chatôo
Cachoeira do Chatôo
A cachoeira do Chateal tem poços e pedras para banho. O local é também propício para pescaria.

Outras festas que ocorrem na cidade são festas juninas, festa do Rosário, mês de Maria, a coroação de Jesus, Festa de Santana, Festa de Nossa Senhora do Carmo, Festa do Sabugo, Baile dos Motoqueiros, Cavalgada, Encontro dos Jeepeiros, o Carnaval, Sete de Setembro, Réveillon, a Semana Santa e o Corpus Christi. Na zona rural acontecem as festas dos padroeiros das comunidades, como por exemplo: Bom Jesus na Paciência e Nossa Senhora da Aparecida na Boa Vista.

Fonte: cipotanea.mg.gov.br e https://www.minasgerais.com.br/

Cultura

Ex-aluna do Senar vira artesã e multiplica conhecimento em Lajinha

Em 2004, Márcia Alves Araújo participou dos cursos de Confecção de Vestuário e Pintura em Tecido, oferecidos pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha, em parceria com o Sistema FAEMG/SENAR/INAES. Os treinamentos despertaram nela a vontade de ampliar a renda com a venda de panos de prato e fraldas personalizadas. E, com o tempo, a qualidade do seu trabalho a levou além: hoje, ela treina mulheres do município.

As encomendas chegaram a Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, e os produtos também são comercializados de porta em porta em Lajinha. Os preços variam de R$ 20 a R$ 45. O ofício, que serviu primeiro como complemento da renda familiar, tornou-se fundamental quando a artesã ficou viúva. Márcia contou que o artesanato a ajudou a ocupar a mente e a cuidar financeiramente dos filhos pequenos.

Conhecida pela qualidade do trabalho, Márcia foi convidada pela Emater e pela Prefeitura para ministrar aulas de pintura em tecido em 2005 e 2006. A partir de 2007, continuou compartilhando o conhecimento que adquiriu com o SENAR MINAS. Atualmente, ela se dedica a aulas particulares e a oficinas de pintura em tecido no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), onde as atividades estão suspensas devido à pandemia.

Os 16 anos de experiência como artesã garantiram uma clientela fiel. E, na carreira de 15 anos como professora, Márcia já treinou cerca de 70 mulheres. Ela compartilha técnicas e paixão pelo artesanato a cada aula.

“Aprendi um pouco de costura com a minha mãe e me aperfeiçoei com o curso. De pintura em tecido eu não sabia nada, e me encantava a cada peça terminada. Sou muito grata por ter participado dos cursos do SENAR MINAS, com eles descobri uma forma de ganhar dinheiro, e encontrei uma profissão. Hoje tenho a honra e o prazer de repassar o que aprendi. Eu digo que o SENAR é uma benção, e todos devem conhecer e aproveitar tudo de bom que ele nos oferece” –  Márcia Alves Araújo, artesão e professora.

“Sou de Mutum e fiz aulas com a Márcia na casa dela. Uma excelente professora teve muita paciência em me ensinar. O que sei hoje devo a ela. E continuo fazendo as minhas pinturas em panos de prato, jogos de cozinha, jogos de toalha, e vendo na região. A pintura se tornou uma renda extra e amo o que faço.” Priscila de Souza Araújo, ex-aluna de Márcia.

“Fiz o curso com a Márcia em 2012 e a partir daí tomei gosto pelo artesanato. Atualmente trabalho com a pintura em fraldas” – Mariana Rodrigues, ex-aluna de Márcia.

“É gratificante ver produtores e trabalhadores inovando e buscando conhecimento para melhorar a qualidade de vida e a qualidade dos produtos. Apesar da economia do município está voltada para o cultivo do café, temos exemplos de sucesso em outros treinamentos”. – Micheline Almeida, mobilizadora do Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha.

Fonte: https://www.portalcaparao.com.br/

Cultura

Projeto da Emater-MG impulsiona artesanato de retalhos em Ouro Preto

Trabalho é desenvolvido em parceria com prefeitura e Ministério Público

O Dia Nacional do Artesão é comemorado no dia 19 de março, mesmo dia de São José, não por acaso considerado o padroeiro do profissional que pratica arte ou ofício manual. Pela tradição cristã, José, pai de Jesus Cristo, era carpinteiro e realizava o trabalho de maneira artesanal, o que explica a escolha do seu nome para proteger os que exercem essa atividade.  

Histórias à parte sobre a origem da data, o trabalho do artesão é fator de geração de renda, inclusão social e valorização cultural para muitas famílias do país, inclusive daquelas que vivem no meio rural e são da agricultura familiar. Sem contar a sua importância na fomentação da cadeia do turismo.

Para a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) que presta assistência técnica a esse público do campo, a data, instituída em 2015 por lei federal, merece ser reconhecida e fortalecida pela sua importância. Entre os vários trabalhos que a Emater-MG executa com esse segmento rural, uma iniciativa ganhou destaque recentemente no município de Ouro Preto.  É o projeto “Arte e Cultura com Criatividade e Geração de Renda”. 

O projeto está impulsionando o artesanato feito de retalhos de tecido, por um grupo de 15 artesãs da comunidade rural de Maciel, distrito de São Bartolomeu. O trabalho envolve uma parceria entre Emater-MG, Ministério Público do Trabalho, prefeitura de Ouro Preto e Associação dos Artesãos e Agricultores de Maciel. A verba, no valor de R$ 50,3 mil, vem do Ministério Público do Trabalho, Comarca de Ouro Preto, que liberou recursos de multas compensatórias das mineradoras da região.

A ideia, que já está em ação, é qualificar artisticamente as peças produzidas pelas mulheres, agregando valor para firmar uma identidade, conquistar uma marca, aumentar a rentabilidade e avançar na comercialização. Isso está sendo feito por meio de diversas oficinas de costura criativa e bordado, inclusive com a contratação do designer de artesanato Renato Imbroisi. A proposta é inovar o artesanato, antes marcado pela rusticidade no acabamento, cores desconectadas e misturas de matéria-prima, dando uma outra roupagem aos produtos. Tudo isso, com o aproveitamento da habilidade natural das artesãs nas emendas, tendo como inspiração as coisas e a cultura do lugar.

Emendas

“Esteticamente a proposta é trabalhar com essas emendas de tecidos e bordados.  Estamos trabalhando nas oficinas os desenhos feitos por elas, tendo como referência aquele território. São aves e outros animais, plantas, casais e pessoas. São essas figuras da comunidade que elas transferiram para os riscos e estão sendo transferidos para os bordados”, explica a coordenadora técnica estadual de Artesanato e Turismo Rural da Emater-MG, Cléa Venina.

Segundo a coordenadora, antes do atual projeto, a produção era limitada à confecção de colchas, tapetes e fronhas, com emendas de retalhos. Agora elas estão produzindo bolsa, carteira, nécessaire e outros produtos nessa linha, além de avançar na produção mais elaborada de colchas e fronhas com as emendas.  Cléa nega que seja a técnica de patchwork, que também reúne tecidos de várias cores, tamanhos e formas para fazer colchas e outras peças de enxoval.

“A tradição e a identidade desse grupo de mulheres de Maciel sempre foram a emenda de retalhos. Agora elas estão evoluindo com esse projeto. Estão emendando retalhos e bordados. O patchwork é uma coisa muito engessada. Ele dá pouco espaço a essa criatividade, para esse trabalho que o Renato Imbroisi desenvolveu com as artesãs. Então a emenda de pedacinhos de retalhos de trabalhos de uma com o trabalho de outra é muito mais que o patchwork”, esclarece.

No final de fevereiro, o designer de artesanato promoveu uma oficina para as mulheres da comunidade. “A ideia é que nesses primeiros exercícios, a gente veja o que cada uma delas consegue fazer com o menor retalho possível.  Como elas conseguem emendar esse retalho e criar histórias, dando formas de animais, de flores, casas, frutas.  Saber como é que elas vão recortar isso e vão aplicar no trabalho das colchas que são as referências e as histórias dessas artesãs de Maciel”, disse.

Conforme explica Cléa Venina, um dos primeiros passos do projeto foi fazer o diagnóstico da atividade na localidade. “Nós fomos até a comunidade conversar com elas, e planejar a execução do projeto. Depois fizemos várias oficinas de bordado, de costura criativa e aí que entrou a grande oficina com o designer Renato Imbroise, que é um designer renomado no Brasil. Até no exterior ele tem um nome significativo”, contou.

A artesã Lúcia Nazaré Bento confirma como a autoestima elevada também pode ajudar uma atividade empreendedora. “Esse projeto é muito importante. Trabalhar com o Renato Imbroisi tá ajudando demais a gente. Estamos vendo até onde podemos chegar. Temos capacidade, competência e potencial pra isso e esse empurrãozinho do Renato, junto com a Emater e Ministério Publico ajuda muito. Empurrãozinho não, empurrãozão. Isso aqui tá maravilhoso. Além disso, é uma terapia para todas. Bom demais”, afirmou.

Outras ações dessa etapa do projeto, que deverá durar até meados de agosto, deste ano, prevê a aquisição de material de consumo, equipamentos, divulgação e catálogo de produtos, entre outros materiais gráficos. “A gente acredita que esse trabalho está sendo tão bem estruturado, que ele vai continuar”, argumenta a coordenadora técnica estadual de Artesanato e Turismo Rural da Emater-MG.

Começo

Há cerca de 15 anos, os agricultores da comunidade contam com apoio e orientação técnica do escritório local da Emater-MG. A empresa, vinculada á Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), ajudou a criar a Associação dos Artesãos e Agricultores de Maciel, visando união e melhorias coletivas para a comunidade. Nessa época, por meio de parceria com o Instituto Dervixe, entidade do ramo da educação em Ouro Preto, a associação construiu um galpão. O abrigo é hoje a sede das atividades da lugar e onde o projeto “Arte e Cultura com Criatividade e Geração de Renda” está sendo implementado.

A técnica do escritório local da Emater-MG de Ouro Preto, Berenice Esteves, conta que as sementes do projeto atual foram lançadas há oito anos, quando a comunidade adquiriu cinco máquinas de costura para iniciar uma atividade produtiva no local, com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura.  De acordo Esteves, com essa conquista foi possível dar continuidade ao trabalho, buscando apoio municipal e de pessoas para orientar a costura.

“Elaboramos projetos para a compra de máquinas de costura, para a mulheres trabalharem e aperfeiçoarem seu trabalho A partir daí o grupo foi aumentando. Teve altos e baixos por questões econômicas. Mas agora com esse projeto, que teve o apoio do Ministério Público do Trabalho, financiando a atividade, além da participação da Emater e da prefeitura municipal, as artesãs estão tendo a oportunidade de contratar pessoas que são referências no trabalho do artesanato”, comemora.

Turismo

A Comunidade de Maciel está localizada a 32 km da área urbana de Ouro Preto e possui cerca de 35 casas com aproximadamente 102 pessoas A maioria dos residentes são agricultores familiares e alguns não possuem terras nem para o plantio de subsistência. Estas famílias buscam complemento de renda fora da comunidade, nos trabalhos de capina, plantio, roçando pastos e outros serviços. Com isto, as mulheres e jovens não encontram atividade, ficam em casa fazendo apenas o serviço doméstico, sem nenhuma renda.

Dentre as principais atividades econômicas de Ouro Preto, destaca-se o turismo. E o artesanato é parte fundamental da cadeia produtiva do turismo e permite interação entre comunidades rurais produtoras e turistas.

“O turismo em Ouro preto é muito forte e o artesanato de Maciel valoriza a cadeia produtiva do turismo como um todo”, destacou o gerente da unidade regional da Emater-MG, em Belo Horizonte, Vitório Freitas. Para ele, Maciel é uma comunidade que preserva as tradições culturais, os valores, a inserção da família, mas está sempre se inovando, buscando o que pode ser melhorado. “Esse é um processo fundamental e a Emater-MG precisa estar nessa construção”, pontuou.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG – Jornalista responsável: Terezinha Leite
http://www.foconanoticia.com.br/

Cultura

Resende Costa oficializa o título de Capital Mineira do Artesanato Têxtil

O tear manual de Resende Costa se tornou patrimônio imaterial do município, visto que a arte se originou no período do Brasil Colônia. Antes seu uso era proibido pela Coroa Portuguesa, pois os tecidos tinham que ser importados da Inglaterra.

Hoje é amplamente utilizado na cidade, sendo também a principal fonte de renda do município de Resende Costa.

Uma arte única passada a cada geração em geração, a cidade atualmente possui cerca de 80 lojas especializadas na comercialização de peças têxteis tecidas no tear manual. O setor é tão importante na vida dos moradores que aproximadamente 70% da população vive direta ou indiretamente da produção de artesanato, e movimenta cerca de 5 milhões anual na economia local.

Conhecidos nacionalmente os produtos artesanais, atraem ao município, turistas de muitos estados brasileiros, principalmente da região sudeste.


Para nós mineiros Resende Costa já era Capital Mineira do Artesanato Têxtil, porém agora o título oficial foi concedido no último dia 06 de janeiro de 2021, após o Governador Zema sancionar a Lei 23.770/2021. Uma excelente notícia a todos os moradores da cidade e trabalhadores do setor, que motiva e incentiva a recuperação da economia local.

Além do título oficial de Capital Mineira do Artesanato Têxtil e também do Selo de procedência em fase de implantação, vale ressaltar que visam fortalecer ainda mais a atividade que passa de geração em geração nas famílias de Resende Costa. Valoriza assim a principal economia do município, reconhece as mãos talentosas dos artesãos, e reafirma a vocação da cidade. Segundo André Eustáquio Melo de Oliveira, Secretario Municipal de Turismo, Artesanato e Cultura “O Título certamente irá fortalecer ainda mais a nossa identidade de cidade do artesanato”, “Evidente que essa exposição do nosso artesanato torna Resende Costa ainda mais conhecida no país e procurada por turistas”

O título virá a contribuir significativamente na retomada do turismo na região, tendo grande peso no estado e no Brasil, fortalecendo a tradição do artesanato e incentivando as novas gerações.

Fonte: https://www.jornaldaslajes.com.br/integra/resende-costa-oficialmente-a-capital-mineira-do-artesanato-textil/3264

Turismo & Lazer

Um passeio por Resende Costa, terra do artesanato têxtil!

A pacata cidade de Resende Costa localizada na região do Campo das Vertentes e no Caminho Velho da Estrada Real,  fica a 194 km da capital mineira. Algo que se encontra na cidade por todos os lados sem dúvida, são as diversas peças do artesanato têxtil como redes, colchas, toalhas, tapetes e muitas outras de cores e tipos variados.  Estar próxima as cidades de Tiradentes e São Del Rei é outro ponto positivo da cidade.

Ao entrar na Avenida Alfredo Penido região central da cidade, logo nos deparamos com várias lojas e oficinas de artesãos da cidade. As cores e variedades com certeza são de encher os olhos, sendo difícil levar poucas peças para a casa.

Atualmente a produção local envolve famílias inteiras, sendo tradição na cidade, a arte vai passando de geração em geração, sendo a principal atividade econômica do município. O que fez com que o artesanato têxtil que possui produção cada vez maior, ganhasse espaço para comercialização em outras regiões do Brasil.

Quem são as Tixas?

A Lagartixa é símbolo de Resende Costa, devido ao fato de a cidade ter sido erguida sobre uma grande rocha o que atraia lagartixas e lagartos. Partindo deste principio a Associação Empresarial e Turística de Resende Costa resolveu fazer dessa imagem um mascote, e então foi criada a Tixa.

Desse modo, existem pela cidade diversas imagens espalhadas pela cidade, nas pousadas, lojas, posto de gasolina, restaurantes, entre outros estabelecimentos. Hoje a “Tixa” virou atrativo e local para aquela selfie divertida com a imagem simpática que recebe o visitante.

Alguns Atrativos da cidade:

A cidade preserva construções históricas, inclusive fazendas e casarões que abrigaram famosos inconfidentes da época.  Além disso sugere-se que passando por lá você conheça também:

  • Mirante das Lajes – Sobre uma rocha que serviu de alicerce para a cidade é possível contemplar uma bela vista, que atrai diversos visitantes as Lajes da cidade.
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha – A igreja que ocupa o ponto mais alto da cidade, em seus acervos existem objetos históricos de valor inestimável para a cidade.

Recentemente município está em busca da obtenção de um selo de procedência do artesanato local, visando agregar valor e divulgar de forma ainda melhor os produtos da cidade, mantendo de forma autentica a tradição.

Fonte: http://www.institutoestradareal.com.br/cidades/resende-costa/141

Tixa – Ramona Churrascaria
Fonte: http://pelasestradasdeminas.com.br/resende-costa-mg/
Produção de tapetes em Resende Costa
Fonte: https://gracyartesanato.com.br/index.php/empresa/

Vista Mirante das Lajes – Resende Costa
Fonte: http://www.minasgerais.com.br/pt/atracoes/resende-costa/lajes

Cultura

Artesanato mineiro, um dos grandes atrativos do estado!

O artesanato possui uma identidade única de acordo com cada região de Minas, sendo uma das marcas de Minas Gerais, com muitos artesãos em todas as suas regiões, responsáveis também pela fabricação de maioria das lembranças que você leva pra casa, ao retornar de sua viagem pelo estado. Por todo o estado são usadas várias matérias primas como argila, fibras vegetais, madeira, metal, pedra, tecidos, palha, couro, em todas as regiões mineiras.

Afinal quem não gosta daquela lembrança mineira feitas por mãos talentosas? Então cada peça artesanal é única, presenteie alguém, tenho certeza que irão se impressionar com as belezas do artesanato de Minas!

Confira onde pode encontrar alguns artesanatos pelo estado:

Madeira (Bichinho)

Artesanato em madeira, Bichinho – MG.
Fonte: https://turismodeminas.com.br/o_que_fazer/artesanato-em-minas/

A partir da abertura da “Oficina de Agosto”, em 1991, criada para promover o artesanato local, o lugar passou a produzir móveis e esculturas feitas de madeira de demolição vendidas em diversas lojas de Bichinho e Tiradentes.

Cerâmica (Vale do Jequitinhonha)

Conhecida desde os anos 1970 pela produção de cerâmica. As mulheres, chamadas de “paneleiras”, utilizavam o barro para gerar renda para a sua família. No início, fabricavam itens como moringas e vasilhas, mas depois passaram a criar também objetos de decoração.

Estanho (São João del-Rei)
Artesanato em Estanho, São João Del Rei – MG
Fonte: https://raizesdomundo.com/sao-joao-del-rei/

Sinônimo de luxo nas casas coloniais brasileiras, aos poucos o material foi substituído por outras opções, como porcelana. O responsável por resgatá-lo foi o inglês John Somers, que no ano de 1968 abriu uma fábrica em São João Del-Rei para fazer produtos de estanho. No local é possível conhecer o processo de produção, e adquirir jogos de chá e jarras de estilo medieval.

Pedra-sabão (Ouro Preto)

A pedra-sabão é um material versátil para se fazer panelas. É extraída desde o século XVIII das jazidas de Santa Rita de Ouro Preto. A tradicional Feira de Artesanato do Largo do Coimbra reúne todos os dias vários artesãos em frente à Igreja de São Francisco de Assis, com boa variedade de produtos em pedra sabão.

Artesanato têxtil (Resende Costa)

Loja de artesanato em fios, Resende Costa – MG
Fonte: https://globoplay.globo.com/v/4230637/

A cidade ficou conhecida no Brasil pela produção e o comércio de artesanato têxtil. A Avenida Alfredo Penido reúne mais de 80 lojas de artesanato. O colorido dos tecidos expostos em janelas e fachadas desperta a curiosidade de quem chega, hoje muitos artesãos ainda trabalham em casa ou em pequenas oficinas manuais.

Saiba mais em: http://www.descubraminas.com.br/Cultura/Pagina.aspx?cod_pgi=3147

Até a próxima!

Fonte da foto principal: http://centrodeartesanatomineiro.com.br/

Cultura

Artesanato mineiro participa de intercâmbio de conhecimento com países do Brics

Bordar desenhos da fauna e da flora brasileiras no tecido é praticamente uma habilidade natural para Isis Espeschit. Com 25 anos de idade, ela já faz parte da quarta geração de artesãs da família de Ouro Preto, região central de Minas Gerais.

O ofício, exercido há mais de 40 anos, será um dos representantes da arte brasileira durante o Internacional Craft Exchange Program for Handicrafts from Brics, que está sendo realizado na Índia, que começou nesta segunda-feira (5/9) e vai até o dia 15 deste mês.

O evento tem como objetivo promover a troca de informações sobre técnicas, processos e mercado entre artistas populares dos países que compõem o grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O artesanato mineiro será fortemente representado pela delegação do Brasil, sendo que das três bordadeiras, duas são mineiras.

Maria Aparecida Lana, do município de Barra Longa, no Território Caparaó, uma das localidades afetadas pelo desastre de Mariana, também irá trocar experiências com artesãos de outras partes do mundo. Para ela, o bordado também é muito mais do que um simples ofício, é uma história de família e também da cultura local.

Desde os nove anos de idade, Maria cria delicados desenhos com o ponto Crivo Artesanal — o mesmo utilizado na época dos colonizadores — para enxovais de cama, mesa e banho.

Escolhidas pelo Governo de Minas Gerais, com apoio do Centro de Capacitação de Apoio ao Empreendedor (Cape) e da Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa), as bordadeiras estão animadas pela oportunidade de trocar experiências com artesãos de outros países.

“Estou muito ansiosa pela chance de conhecer bordados e técnicas tão diferentes. Para mim ainda parece um grande sonho. ”, destaca Maria Aparecida. Para Isis, a responsabilidade de representar o Brasil é grande. “Nossa cultura é rica e completa, por isso é um orgulho ter esse reconhecimento e essa oportunidade”, diz.

Radiografia do artesanato

O evento é realizado pelo Export-Import Bank of India (EXIM Bank), com apoio do governo indiano, por meio do Ministério dos Têxteis. O setor é um dos mais dinâmicos e tradicionais da economia indiana, empregando cerca de 7 milhões de pessoas e responsável por exportações da ordem de US$ 3,2 bilhões em 2015.

Em Minas Gerais a estimativa é de que existam cerca de 300 mil artesãos, com uma movimentação aproximada de R$ 2,2 bilhões por ano em toda a cadeia.

Central de Imprensa – SeGov

FOTO: Divulgação

Fonte http://www.barbacenamais.com.br