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Cultura

Faixa de Cinema, da Rede Minas, exibe especial Realizadores Negros

Antonio Pitanga é um dos atores que atuam nas obras dirigidas por cineastas negros que são exibidas na emissora pública mineira na atração dedicada à sétima arte

25 8 2021 miniredeminas
Imagem: O velho rei © Pedro Semanovschi

Filmes que retratam a história, o universo cultural, os estigmas sociais e o preconceito são retratados em cinco curtas produzidos por cineastas negros, na Rede Minas. O especial “Realizadores Negros”, da Faixa de Cinema, exibe obras que compartilham as memórias e perspectivas da população negra. As obras “Di cumê, trabalhar e rezar: cantos de trabalhos e pregões na quarentena”, de Fabinho Santinho, “O velho rei”, de Ceci Alves, “Pele de monstro”, de Barbara Maria, “Caixa d’água”, de Everlane Moraes, e “Outras”, de Ana Julia Travia, vão ser exibidas nesta sexta (27), às 23h.

Filme “Di cumê, trabalhar e rezar: cantos de trabalhos e pregões na quarentena”, do educador Fabinho Santinho, é uma grande obra musical. O diretor, garoto negro da periferia de Embu das Artes, em São Paulo, narra sua própria visão da pandemia por meio do canto dos trabalhadores urbanos e rezas de sua família. Já o curta “O velho rei”, da cineasta Ceci Alves, traz como protagonista o ator Antonio Pitanga, interpretando Climério. O personagem, com uma câmera sempre nas mãos, grava tudo o que está à sua volta a pedido da filha Cleonice, que mora fora do país. A figura paterna busca contar histórias que vêm através das memórias do passado e o encantamento com o presente, no qual encontra sua feliz liberdade na frente dos olhos da filha.

O documentário “Pele de monstro”, de Barbara Maria, faz uma analogia entre o racismo e os filmes de terror da década de 60. A obra traz depoimentos de estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora, que relatam como encaravam os estereótipos pelos quais eram tratados, revelando o universo perverso do preconceito. O curta “Caixa d’água: qui-lombo é esse?”, de Everlane Moraes, apresenta relatos de antigos moradores e acervos fotográficos de um quilombo sergipano que se mantém em meio à urbanização, além de mostrar as iniciativas da comunidade para preservar a cultura negra. Já o filme “Outras”, de Ana Julia Travia, mostra o cotidiano de famílias brasileiras inter-raciais, em geral com mães brancas e pais negros, e os traumas que foram submetidas as filhas vítimas do racismo.

A Faixa de Cinema especial “Realizadores negros” vai ao ar nesta sexta (27), às 23h, pela Rede Minas. A atração mostra os filmes “Di cumê, trabalhar e rezar: cantos de trabalhos e pregões na quarentena”, de Fabinho Santinho; “O velho rei”, de Ceci Alves; “Pele de monstro”, de Barbara Maria; “Caixa d’água: qui-lombo é esse?”, de Everlane Moraes; e “Outras”, de Ana Julia Travia. O público também pode conferir os curtas, nesse mesmo horário, pelo site da emissora: redeminas.tv.

COMO SINTONIZAR:
redeminas.tv/comosintonizar
A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF) ou 17 (UHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; One Seg (para celulares e portáteis) 9.3; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

ACESSE AS REDES SOCIAIS:
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Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Cultura

Biblioteca Estadual recebe primeira edição da Mostrô

“Mostra de Arte e Cultura Urbana de Gente que Ama o que Faz” vai promover diferentes segmentos da cultura e impulsionar a economia criativa do estado

23 8 2021 minimostro

As tradicionais feiras de livros estão de volta. Dessa vez, em formato reduzido e cumprindo os protocolos de distanciamento social, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais recebe a “Mostrô – Mostra de Arte e Cultura Urbana de Gente que Ama o que Faz”. No sábado (28/8), das 9h às 18h, acontece a primeira edição gratuita e ao ar livre do evento, no Teatro de Arena da Biblioteca Estadual. O acesso ao espaço se dará pela Rua da Bahia.

Nessa primeira edição, que é realizada pela Da Terra Gestão Cultural e tem o apoio institucional da Biblioteca Estadual de Minas Gerais, do Circuito Liberdade e da Câmara Mineira do Livro, serão mais de 20 expositores, fazedores de arte, cultura e gastronomia. Durante o evento, também serão lançados títulos publicados pelo Grupo Editorial Caravana, como “Angie”, de Leonardo Costaneto, e “O rei dos imóveis”, de France Gripp. Outras publicações da editora também estarão disponíveis para comercialização. Acesse AQUI a relação completa dos livros.

A programação da mostra conta, ainda, com um café literário organizado pelo empório Arreda pra Cá, trazendo um pouco do que há de melhor na Cozinha Mineira. E haverá, também, atrações musicais com presença da DJ Fê Linz, que vai ambientar o espaço com ritmos característicos das décadas de 1960 a 1990.

A “Mostrô – Mostra de Arte e Cultura Urbana de Gente que Ama o que Faz” foi idealizada para promover a diversidade cultural de nosso estado e, nos próximos meses, vai evidenciar diferentes linguagens artísticas, como artesanato, gastronomia, design e literatura. As edições ocorrerão sempre aos sábados, até o mês de dezembro. A proposta é valorizar a economia criativa de Minas Gerais ao dar visibilidade ao trabalho de artistas, produtores e trabalhadores e trabalhadoras da cultura no estado.

A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais é um equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e integra o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.

Serviço
Mostrô – Mostra de Arte e Cultura Urbana de Gente que Ama o que Faz
Data:
 28/8 (sábado)
Horário: das 9h às 18h
Local: Teatro de Arena da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21 – Savassi, Belo Horizonte – MG)
Endereço: Entrada pela Rua da Bahia, sem nº.
Entrada gratuita

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Sociedade

Mineiro e apaixonado por arte

Gutto Vianna, mineiro da cidade de Araxá, conheceu a arte através da dança ao ser convidado, aos 10 anos de idade, para participar de grupos de dança da cidade.

Aos 14 anos ingressou no ballet clássico e outras modalidades da dança, participou de festivais competitivos pelo país.

Foi através da dança que conheceu sua profissão. Se tornou professor de dança para crianças, jovens e adultos.
Como a área da arte é extensa, conheceu também a recreação infantil, o trabalho de animador de festas e monitoria em hotéis e resorts.

Através da internet se apaixonou pela maquiagem artística. E graças a um artista chamado Victor Nogueira, Gutto se interessou em criar e recriar personagens usando apenas maquiagem. De maquiagem social, noivas, infantis à maquiagens de realismo e caracterização de filmes de terror.

Hoje Gutto trabalha como criador de conteúdo digital em redes sociais mostrando seu trabalho como maquiador, divulgando empresas e marcas.

Para os que desejam aprender a técnica de maquiagem artística ou serem maquiados por Gutto, sua agenda para atendimentos já está aberta!

Maquiagem artística

A maquiagem artística é uma técnica diferente da make social, e da que usamos no nosso dia a dia.

Nesse tipo de técnica não existem tantas regras, ela é mais conceitual, mais utilizada na criação de personagens ou em trabalhos mais livres.

O maquiador artístico pode desenvolver todo o seu lado criativo, podendo abusar das cores, usar diferentes materiais, testar texturas, entre outras coisas para criar a make.

A maquiagem artística pode ser trabalhada no cinema, teatro, desfiles, musicais, festas temáticas e até mesmo a necromaquiagem é considerada artística. E também, existem diversas vertentes relacionadas a maquiagem artística, como circo, drag queen, cosplay, entre outros.

@gutto.vianna

Fonte: https://www.beauty4share.com.br/

Educação

Brincando com Arte – Escolas apresentam exposição online de artes

Atividades artísticas de alunos da rede pública de Itaúna e Piracema estarão disponíveis para visitação virtual

Alunos da E. M. Profa. Celuta das Neves, de Itaúna, e da E. E. Hermenegildo Vilaça, em Piracema, participaram do projeto “Brincando com Arte” no primeiro semestre deste ano. Em aulas transmitidas online, os estudantes tiveram contato com técnicas de artes cênicas, construção de bonecos, cenários, objetos artísticos, ilustrações, maquiagem, entre outras.

Encerradas as atividades, é hora de conferir o resultado das oficinas, que estará disponível a partir do dia 12 de agosto no site da Bushido Produções, realizadora da ação cultural. A exposição dos trabalhos dos alunos de Itaúna pode ser vista no endereço bushidoproducoes.com.br/brincandocomarte-itauna e a dos estudantes de Piracema, em bushidoproducoes.com.br/brincandocomarte-piracema.

Além das peças produzidas pelos alunos, a exposição traz uma descrição e fotos do processo, bem como as aulas na íntegra com tradução e interpretação em Libras, ampliando a acessibilidade do conteúdo para pessoas com deficiência auditiva.

O coordenador geral do projeto, Guilherme Aragão, destaca a importância da iniciativa. “Em um período desafiador para a comunidade escolar, o projeto ofereceu conteúdo, cultura e diversão, com um impacto muito positivo. Os alunos adoraram e o resultado da exposição é incrível”.

Foi perceptível o impacto positivo junto aos alunos, que passaram mais de um ano afastados da rotina escolar em função da pandemia de Covid-19. “O projeto foi muito legal, ótimo para a gente se distrair, já que estamos só ficando em casa. Espero que voltem em breve”, comenta a aluna Lara de Andrade Lara, do 7º ano da E. E. Hermenegildo Vilaça.

O projeto “Brincando com Arte” (Pronac 182478), realizado pela Bushido Produções, contou com o patrocínio da JMN e da Ferro+, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Fonte: Janice Miranda

Cultura

Palácio da Liberdade em Belo Horizonte
Palácio da Liberdade em Belo Horizonte | Dicas do Nosso Brasil

No final do século XIX, a cidade de Belo Horizonte foi planejada para ser a nova capital do Estado. A Praça da Liberdade foi o lugar escolhido para abrigar o centro administrativo e o Palácio da Liberdade foi construído para ser a sede e o símbolo do governo. Sua inauguração aconteceu em 1898 e, tendo sido palco de importantes acontecimentos políticos que marcaram a história de Minas Gerais e do Brasil, hoje é um dos principais cartões postais da cidade, despertando o interesse dos visitantes do Circuito Liberdade. A arquitetura eclética do Palácio da Liberdade, projetado pelo arquiteto José de Agalhães, reflete a influência do estilo francês, com requintes de acabamento e riqueza de elementos decorativos.

No interior do Palácio podem ser vistos os candelabros em bronze dourado, o piso em parquet, seus lustres em cristal, os painéis alegóricos, seus torreões, a beleza da escadaria principal encomendada a uma empresa da Bélgica e o rico mobiliário.

Divulgação/Palácio da Liberdade

Na área externa, os jardins — projetados originalmente por Paul Villon seguindo o estilo inglês — passaram por reformulações ao longo do tempo, quando foram incluídos elementos decorativos como esculturas e fontes. Mantêm o aspecto original esculturas francesas em mármore e postes que sustentam águias de metal cercadas por luminárias, o orquidário da época da construção e o coreto que ostenta ornamento artesanal de cipós e troncos feitos de cimento armado, um dos poucos coretos que apresentam características da época.

Divulgação/Palácio da Liberdade

A partir da década de 70, os governadores preferiram trabalhar no Palácio dos Despachos.

Endereço
Praça da Liberdade, s/n
Belo Horizonte – MG/Brasil

Fonte: http://www.circuitoliberdade.mg.gov.br/ , http://portalbelohorizonte.com.br/ , dicasdonossobrasil.com.br

Sociedade

De Aiuruoca para o mundo: A arte da cutelaria

Cutelaria é uma arte. Quem trabalha com a cutelaria tem o ofício de cuteleiro. É a arte de fabricar instrumentos e utensílios metálicos de perfuração e de corte como facas, espadas, machados, facões, punhais, canivetes, navalhas etc. Para ser um cuteleiro exige-se muito esforço e principalmente, habilidade na arte de trabalhar o metal, que dará origem ao instrumento ou utensílio a ser fabricado.

Diferente dos instrumentos e utensílios, como facas de cozinhas, feitos em série por indústrias, a cutelaria é um trabalho totalmente artesanal e manual em sua origem, por isso, os cuteleiros são considerados artesãos. Cada instrumento feito pelos cuteleiros são únicos. Eles transformam o metal em pura arte. Arte essa, enriquecida com detalhes e pinturas artesanais em madeira, o que faz desses instrumentos artigos de luxo.

O Brasil se destaca nessa arte e conta com excelentes cuteleiros. Em Minas Gerais, um dos destaques vem da cidade de Aiuruoca, no Sul de Minas. É o artesão cuteleiro Marcelo Moreira Arantes.

Com 37 anos, Marcelo Arantes é cuteleiro profissional fulltime. Iniciou-se na cutelaria apenas como hobby, após encontrar uma revista Magnum de março de 1995. Nesta revista, leu uma matéria de Luiz Villa sobre como fazer sua primeira faca. A beleza da arte despertou seu interesse e seguindo as informações na matéria, começou a fazer sua primeira faca. Nada comparada com as de hoje em dia, porém, foi uma paixão em trabalhar as propriedades do aço.

Feita a primeira, veio a vontade de fazer a segunda, terceira e aí não parou mais, sempre intercalando com outros serviços como restaurações, marcenaria e por fim, ourives em São Paulo.

Com vontade de voltar à sua terra natal, Aiuruoca, e exercer seu ofício em sua cidade, perto de sua família, tomou a decisão de se dedicar a cutelaria como profissão. Com apoio de irmãos, pais e amigos, se dedicou, passou apertos, construiu suas ferramentas para que pudesse melhorar cada dia mais a arte e criou a M. ARANTES – Exclusive Handmade Knives. Em 2018, após receber uma oferta de um amigo metalúrgico para se profissionalizar, procurou o Master Smith pela ABS – American Blade Smith, Dionatam Franco, para o curso iniciante profissional de cutelaria, onde aprendeu técnicas de forjamento, tratamentos térmicos, ética profissional, acabamentos milimétricos e perfeitos, fazendo assim, facas com qualidade superior para o mercado Nacional e Internacional.

Construindo facas em aços inoxidáveis e carbono, sejam de caça, campo, cozinha, churrasco e personalizadas de acordo com cliente, inclusive, com o nome do próprio, A M. ARANTES abriu um mercado de admiradores da arte da cutelaria.

Com peças nos EUA, França entre outros países, suas facas de cozinha alcançaram grandes nomes da culinária como o Chef Francês Patrick Martin (diretor do Le Cordon Bleu no Brasil), Chef francês Olivier Cozan (grande incentivador da carreira) Chef Fernanda Ribeiro (São Paulo), como também conquistou o Repórter e apresentador da TV Band Marcio Campos, construiu uma faca especial para a Presidência da República que traz as cores da Bandeira Nacional, representando nosso Brasil.

Marcelo lembra que o mais importante é que toda faca seja construída com dedicação e perfeição, seja uma faca simples ou complexa, seja para uma pessoa famosa ou para uma pessoa simples, todos clientes devem ser tratados igualmente, com respeito, compromisso, educação, responsabilidade, atenção e ética. “O cliente feliz é minha satisfação”.

No dia 13 de dezembro de 2020, recebeu a confirmação da participação no livro “Legado do aço” (Legacy of Steel), um dos maiores e mais completo livro da cutelaria mundial, onde contará com grandes nomes na cutelaria nacional e internacional.

Fonte: www.conhecaminas.com