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Cultura

As amêndoas da Semana Santa de Ouro Preto

As amêndoas dão um sabor especial aos participantes da Semana Santa. As balinhas de origem árabe, começaram a ser distribuídas na cidade de Ouro Preto em 1733, no Triunfo Eucarístico, evento que marcou o traslado do Santíssimo Sacramento da Igreja de N. S. do Rosário para a Igreja de N. S. do Pilar. Atualmente, a distribuição das amêndoas ocorre no fim da Procissão da Ressurreição no Domingo de Páscoa.

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A família Corrêa possui um singular modo de fazer, hoje, Vera Lúcia Corrêa e as filhas Angélica e Juliana, trabalham na fabricação das amêndoas, uma tradição que está sendo passada de mãe para filha. Há todo cuidado no modo de fazer, tratamento e manuseio dos processos de fabricação das amêndoas, desde a escolha do carvão até a embalagem, em forma de cone.

Para a confecção das balinhas, é preciso um fogareiro para esquentar o tacho de cobre, e assim a calda, feita separadamente, é colocada junto aos ingredientes: como chocolate-em-pó, erva-doce, cravo e misturadas no tacho. Desse modo, são formados torrões, em forma de florzinhas, ao redor dos grãos de amendoim, cubos de coco, com os sabores e aromas das especiarias: anis, cravo e canela. Para fazer a calda é preciso muito capricho, como por exemplo a calda de coco, que deve ser fervida por cinco vezes até que se retire toda a gordura. Os sabores são definidos por cada tacho. Conforme a calda, são salpicadas as especiarias. As doceiras colocam dedeiras para proteger os dedos do calor do forno. O movimento com as mãos das doceiras no tacho é que faz o rendilhado nas amêndoas. É o vai e vem das mãos que transformam as florzinhas nas balas.

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E esse carinho é feito por Dona Vera e sua filha Angélica até secar as amêndoas. Os torrões se formam em variados tamanhos, assim, para preencher a embalagem, feita também de maneira cuidadosa, por Juliana, filha de Vera, são colocadas as menores primeiro, depois vão aumentando os tamanhos das balinhas até o topo do cartucho. São produzidos em média, 100 quilos de amêndoas para a Semana Santa. A produção é iniciada três dias após o Carnaval e durante a quaresma, essa é a rotina da família Corrêa.

Fonte: https://turismo.ouropreto.mg.gov.br/ Foto: @patriciasozga
Tradição Ouropretana – Vera Corrêa e filhas – (31)9.8838-9163