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Saúde

Santa Casa de Misericórdia de Barbacena e Senac em prol do aleitamento materno
Santa Casa de Barbacena alerta sobre proibição de estacionamento de carros  em vagas de ambulância | Zona da Mata | G1

A Santa Casa de Misericórdia em parceria com o Senac Barbacena, através do Curso de Logística, está realizando a Campanha “Doe vidro, doe amor!” que visa arrecadar potes de vidro com tampa de plástico, recipiente ideal para armazenamento do leite materno. “A ideia da promoção desta campanha em benefício da Santa Casa surgiu da sugestão de dois alunos do Curso, Rogério e Camila, que são funcionários da Santa Casa”, pontuou Déborah Rezende de Andrade, Orientadora de Curso no Senac.

Déborah ressaltou que a campanha acontece neste mês, porque é quando se celebra o ‘Agosto Dourado’, em um incentivo ao aleitamento materno.  “Este líquido tão precioso tem um valor incomensurável, ele salva a vida de inúmeros bebês que estão na UTI Neonatal lutando bravamente para viver. Estima-se que a cada 1 litro de leite materno arrecadado 10 bebês são atendidos, por isso que dizemos que amor doado é amor multiplicado”, disse.

Os vidros podem ser entregues nas recepções da Santa Casa, de segunda a sexta-feira, das  9h às 17h. Estes recipientes, depois de esterilizados são repassados para as mamães doadoras armazenarem o leite materno, para ser encaminhado para pasteurização no banco de leite de Juiz de Fora.

“Esperamos que o nosso projeto leve potes, leite materno, esperança, amor, caridade, união e afeto a todos que participarem dessa grande corrente. E desde já deixamos toda nossa gratidão a todos aqueles que estão embarcando nessa jornada conosco”, concluiu Déborah.

Fonte: https://www.foconanoticia.com.br/

Saúde

Leite materno evita que bebês tenham infecção no ouvido

Crianças alimentadas com leite artificial têm maior incidência de otites, segundo pesquisas, o que pode causar perda auditiva e afetar o desenvolvimento da fala e do aprendizado

Agosto Dourado: Aleitamento Materno » CRF-ES | CONSELHO REGIONAL DE  FARMÁCIA DO ESPIRITO SANTO

Já se sabe que o leite materno é um alimento indispensável para a criança. E neste mês, conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação, é importante ressaltar que doenças crônicas, alergias – e até a Covid-19 – podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças à amamentação. O leite materno aumenta a imunidade. Contém anticorpos e proteínas que reduzem os riscos de infecções e inflamações, como a otite, por exemplo, que causa muita dor ao bebê e noites sem dormir.

Duas pesquisas realizadas no Paraná investigaram a ocorrência de otite em crianças amamentadas e não amamentadas no peito; a alimentação com leites artificiais; e a relação entre otite e a postura do bebê na hora de mamar. Embora seja um tema controverso, muitos pediatras recomendam às mães não dar o peito ou a mamadeira com o bebê deitado porque isso pode facilitar com que tanto o leite ingerido quanto uma possível regurgitação da criança parem na trompa auditiva, podendo servir de transporte para vírus e bactérias até a orelha, causando otites.

Outra pesquisa, feita pelas fonoaudiólogas Luciana Marchiori e Juliana Melo, na Universidade do Norte do Paraná, também comprovou a proteção que a amamentação no peito oferece contra as infecções na orelha. O artigo, intitulado Resultados Timpanométricos: Lactentes de Seis Meses de Idade, traz os dados da pesquisa. Dos 46 bebês avaliados, 30 foram submetidos à amamentação exclusiva com leite materno, enquanto 16 não. Todos passaram por exames para detecção de alterações sugestivas de otites na orelha. Entre os que mamaram apenas no peito, a timpanometria foi normal em 90% dos casos. Entre os bebês que não tiveram amamentação exclusiva, apenas 50% deles tiveram timpanometria normal.

4 atitudes para evitar a otite média - Revista Crescer | Saúde

Um dos estudos, coordenado pelas pesquisadoras Francis Oliveira; Raquel Colombo e Cristiane Gomes, do Centro Universitário de Maringá, foi feito com 59 mães de bebês com até dois anos de idade. A investigação mostrou que a incidência de otite foi maior em crianças entre 13 e 24 meses, por causa de fatores como a introdução de leite artificial oferecido em mamadeira e em posição deitada. As fonoaudiólogas alertaram para o perigo do desmame precoce.

A proteção oferecida pelo aleitamento materno é ainda mais importante porque é sabido que na primeira infância muitas crianças apresentam perda auditiva devido às infecções na orelha. O problema é mais grave nos casos das otites de repetição, variados períodos em que as crianças não escutam bem – ora escutam, ora não. Nestes casos, a perda auditiva, mesmo que seja leve e temporária, prejudica a decodificação dos sons, podendo causar prejuízos no desenvolvimento da fala, da linguagem e na aprendizagem.

“O processo de maturação do sistema auditivo central ocorre durante os primeiros três anos de vida. Por isso, a estimulação sonora neste período de maior plasticidade cerebral é imprescindível, já que para o aprendizado da linguagem oral e, consequentemente, o desenvolvimento intelectual, emocional e de habilidades, é preciso que as crianças consigam interagir com seus pais e familiares e, assim, possam estabelecer novas conexões neurais”, pontua a fonoaudióloga Rafaella Cardoso, especialista em Audiologia na Telex Soluções Auditivas.

A boa notícia é que os índices de aleitamento materno estão aumentando no Brasil, de acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Foram avaliadas 14.584 crianças menores de cinco anos, em todo país, entre fevereiro de 2019 e março de 2020 e os resultados mostraram que a prevalência de amamentação exclusiva em bebês com até quatro meses saltou de 4,7%, em 1986, para 60% neste período. Já entre os menores de seis meses, o índice aumentou de 2,9% para 45,7%; um avanço significativo mas ainda longe do ideal.

Leite materno também protege contra a Covid

Pesquisa recente realizada em São Paulo pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), com 218 mulheres que testaram positivo para a Covid-19 em algum período da gravidez, mostrou que as mamães infectadas não transmitem o vírus para seus bebês.

Em um dos casos, os pesquisadores comprovaram que o colostro de uma mulher, que estava com coronavírus ao dar à luz, tinha anticorpos capazes de anular o ataque do vírus. A pediatra Fabíola Suano de Souza, que participou do estudo, confirma. “A Covid-19 não é transmitida por meio da amamentação nem durante a gestação”.

Mais informações:

Assessoria de imprensa da Telex Soluções Auditivas
Ex-Libris Comunicação Integrada
Cristina Freitas cristina@libris.com.br