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Sociedade

Um turismo diferente – Conheça a proposta de perenização de memórias positivas do Memorial Cotochés

Cotochés ou catochos, significa Abre Campo em português, nome em homenagem a tribo indígena que vivia no interior de Minas Gerais. Localizado na BR-262, KM 96 – Abre Campo, possui um museu histórico dotado de um acervo de equipamentos e fotografias, no qual conta parte da história do Laticínio Cotochés, da família fundadora e da trajetória e evolução para complexo comercial.

O objetivo maior do memorial é o resgate e perenização na criação de memórias positivas, e tem como princípio a união da família. Como exemplo disso, agradecemos a Maria da Conceição Vieira Alves, residente de Campos dos Goytacazes-RJ ao se hospedar neste Memorial para lançar seu livro “Pedaços de Mim”, na cidade vizinha Rio Casca.

É um livro de memórias que aborda a sua história, da infância à adolescência. Durante esse período viveu lembranças em uma fazenda na zona rural de Rio Casca e na cidade de Abre Campo.

Dona Maria conta que, ao chegar no hotel no dia 20/09/2019, ficou deslumbrada com a beleza do lugar, jardins ornamentavam um pátio e uma cachoeira causava impacto pelas águas que desciam sob pedras estrategicamente colocadas, formando um pequeno lago. Um sentimento de paz e tranquilidade é exposto para ela e também para as demais pessoas presentes.

O carinho e a hospitalidade conquistam pessoas, o calor humano é a chave para uma experiência extraordinária. A beleza e o conforto são essenciais, mas o que aquece o coração não são coisas exteriores e sim interiores.

Aproveite para conhecer o complexo e criar memórias positivas em sua vida!!

Instagram: @memorialcotoches

Cidades

CONHEÇA ABRE CAMPO – MG

A CIDADE DA PRODUÇÃO DE CAFÉ E CACHAÇAS ARTESANAIS.

Abre Campo é um município situado na Zona da Mata Mineira, estando a 216 KM da capital Belo Horizonte, e pertencente a Região Turística do Circuito Turístico Montanhas e Fé. Sua economia está baseada na cafeicultura e pecuária de corte e leite e crescendo na área da suinocultura.

Abre Campo destaca-se pela produção de cachaças artesanais, que são produzidas em alambiques tradicionais na região, alguns com mais de 80 anos de tradição. As cachaças artesanais produzidas nestes alambiques são reconhecidas em âmbito nacional, sendo sua produção exportada para diferentes estados brasileiros.

O primeiro conquistador e povoador dos Sertões de Abre Campo foi José do Vale Vieira que ali recebeu sesmaria em 1755. Outros exploradores aí se fixaram e, por provisão de 15 de outubro de 1741, o bispo, Dom Frei João da Cruz criou a freguesia com o título de Santa Ana e Senhora do Rosário da Casa da Casca.

Para a adoção do topônimo Abre Campo existem duas versões. Uma delas conta que, na época da penetração dos bandeirantes, esteve naquela região um português de nome Marco, que com seus companheiros brandiam contra os troncos das árvores exclamando em altas vozes. “Abre-Campo! Abre-Campo!”. Noutra versão, a origem do nome é devida a tribo indígena denominada Cataxós ou Catoxés, que em língua indígena significa Abre Campo.

Desde 1734, a mando do conde das Galveias, Matias Barbosa da Silva, um dos abridores da picada de Goiás, passou ali numa bandeira com 70 homens e mais 50 escravos para atacar os botocudos. Passou pelas Escadinhas da Natividade e fundou o Presídio efêmero de Abre Campo. Em 1770 houve um litígio com o vigário de São José da Barra Longa, mas o arraial se reconstituiu.

Algumas atrações turísticas

Paróquia Sant'Ana: 165 anos de história e fé « Arquidiocese de Mariana
IGREJA MATRIZ DE SANT’ANA
Cachoeira do Memorial Cotochés

Um dos principais atrativos, a Cachoeira do Memorial Cotochés chama a atenção pela beleza e paisagismo com suas quedas e área verde ao seu redor.

A cachoeira é mais um belo projeto do paisagista e artista plástico Alexandre Magno, que foi convidado pelos gestores do memorial para melhorar o visual do antigo córrego que passava pelo terreno.O resultado é surpreendente, e a cachoeira construída com pedras artificias feitas de materiais reciclados, rodeada por um lindo jardim e de animais feitos de madeira que representam um pouco da história da Cotochés, é um chamativo para belas fotos.

Memorial Cotochés em Abre Campo - MG
Memorial Cotochés em Abre Campo – MG – Parada Obrigatória na BR-262 para quem vai de Minas Gerais para o Espírito Santo

O Memorial Cotochés está nas margens da BR 262 e oferece aos visitantes serviços de restaurante, lanchonete, hotel e loja de produtos mineiros, além da tradicional Passarela do Queijo com degustação de produtos nacionais e internacionais.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA QUE FICA EM UMA FAZENDA NOS ARREDORES DA CIDADE
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Represa do Emboque
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Praça Tiradentes
Café especial: BSCA abre inscrições para o Cup of Excellence – 2020 –  Portal Campo e Negócios
Café Patrício
CACHAÇA BARREIRINHA
FESTA DO CAFÉ COM LEITE
Governo moderniza Leitão Vida e fomenta produção sustentável na suinocultura  de MS – SEMAGRO
Suinocultura – Granja de Suínos Conquista. Suinocultura Vista Alegre

A tradicional Festa do Café com Leite foi criada com o intuito de promover e valorizar os principais produtos que movem a economia municipal, sendo eles o café e o leite. Durante o evento são realizadas palestras para os cafeicultores e pecuaristas, torneio leiteiro a nível municipal, concurso da Garota Café com Leite, barraquinhas típicas com produtos derivados do café e do leite e shows artísticos e culturais.

Conheça também:

  • Represa do Emboque a 24,8 km de Abre Campo, em Raul Soares, MG.
  • Minas Beach Parque aquático a 31,4 km de Abre Campo, em Raul Soares, MG.
  • Castelo do Café a 48,5 km de Abre Campo, em Manhuaçu, MG

Centro de Informações Turísticas – CIT:

Informações: Prefeitura Municipal de Abre Campo
Endereço: Rua Santo Antônio, 228 – Centro/ CEP: 35.365-000
Telefone: (31) 3872-1254

Fontes: Secretaria Municipal de Cultura e Juventude de Abre Campo, www.minasgerais.com.br , www.viagemturismoaventura.blogspot.com , www.pelasestradasdeminas.com.br

Cidades

Memorial Cotochés

Cotochés ou catochos, significa Abre Campo em português, nome em homenagem a tribo indígena que vivia na região sudoeste de Minas Gerais.  A história do memorial adveio da produção de manteigas na cidade, no entanto em 1890 não havia recursos suficientes e os produtores passavam por dificuldades. 

Já em Santo Antônio do Grama, os irmãos João Russo Sobrinho, José Russo e o cunhado Valdivino Maroca, descendentes de uma família imigrante italiana produziam o principal tipo de queijo italiano na comunidade, o italiano, popularmente conhecido no Brasil como queijo mamão, pois tinha um formato arredondado, amarrado com barbantes e ficava pendurado enquanto curava. Com a venda crescente do queijo produzido pela família italiana, um tio dos irmãos viu uma oportunidade em Abre Campo, visto que lá passavam por dificuldades, comprou a empresa e transferiu a administração para o filho Tozinho, que posteriormente a vendeu novamente para José Russo. 

Nesse cenário de mudanças, João e Valdivino mudam-se para Rio Casca e decidem se unir por um propósito maior formalizando a “Maroca e Russo Indústria e Comércio LTDA”, com pseudo-nome Cotochés. Com a grande crescente de clientes de varejo que passavam para comprar um queijinho, construíram um varejo de queijos com a melhor infraestrutura para a venda e atendimento aos clientes. 

A localização na BR-262 é muito favorável e de fácil acesso à população, e no período das férias, observando a tendência do mineiro de visitar as praias do Espírito Santo, viu-se uma nova maneira de empreendimento, dando vida ao processo degustativo, estimulando a curiosidade e o paladar daqueles que transitavam pela estrada rumo ao litoral capixaba.

Mesmo com essa espiral evolutiva na produção de queijo, o escoamento do produto ainda era baixo, e assim iniciou-se uma nova jornada, rumo à venda de outra variedade de laticínios: o leite. A passarela degustativa alavancou as vendas do leite, e mesmo com grande concorrência na produção leiteira, conseguiram um espaço de destaque pela qualidade e amor inseridos em cada produto.  

Os anos foram passando e a globalização instalou-se na realidade brasileira, assim aconteceu a venda da indústria em 2008, no entanto, antes, houve a divisão de bens que não faziam parte da fábrica, e João Russo teve a brilhante ideia de criar um memorial histórico desse período de luta e superação em Abre Campo, dando início a uma nova jornada.

O objetivo maior do memorial é o resgate e perenização na criação de memórias positivas, tem como pilar a união da família e alinhamento das ideias. O marco maior desse movimento foi em dezembro de 2008 quando inaugurou-se o local, impactando fortemente a cidade e a região, isto é, um salto tecnológico, com a implementação de restaurante, hotelaria e efetivação de uma cascata artificial. Assim estimulando a um turismo destinatário e não só um local de passagem dos turistas.

Todas as aquisições estão conectadas, como uma teia energética, tudo está em profunda harmonia. No ano de 2019 João Russo, homem dotado de uma inteligência pródiga, veio a falecer, deixando uma história inspiradora e muitos valores disseminados. 

Seguindo a ordem cronológica das situações, em 2020 adentramos em um evento pandêmico, impactando os comércios e forçando a reinvenção dos mesmos, nas palavras do administrador “Nós temos que sempre acreditar no melhor, aceitar o que vier, estar preparado para o pior”. Muitas ideias não saíram do papel, mas apesar disso a chama da esperança continua queimando. Em memória às mentes brilhantes daqueles que fizeram parte para tudo isso acontecer. O conselho para quando as pessoas visitam o ambiente é o coração aberto para que o propósito de criação de novas memórias positivas seja cumprido.

Texto: Mariana Rocha Soares Dutra Cursando ciências biológicas, formação de mestrado em terapia reikiana alternativa.  Instagram: @marianarocha_226
Contato: (31)9.8338-0188