Cultura

Conselheiro Lafaiete celebra em 29 de março o dia das Violas de Queluz, patrimônio imaterial do município

DE QUELUZ À LAFAIETE

Em 29 de março, comemora-se o Dia Municipal da Viola. Celebrando a data, a Secretaria  de Cultura promove um encontro entre Davi Tavares e Valter Salgado – mestre e aluno na arte de fazer e tocar o queluziano instrumento. Antigamente, as lutherias representavam um dos fatores econômicos da Vila Real de Queluz. Atualmente as violas não são mais fabricadas em grande escala, mas, se transformaram em relíquias para colecionadores e desafio para resistentes apaixonados pela história deste instrumento, que, convivendo com este tema, o ano inteiro, encontram no mês de março motivos para a divulgação e a popularização da Viola de Queluz.    

A ARTE DE SER VIOLEIRO

A Viola de Queluz é uma das identidades culturais mais importantes de Conselheiro Lafaiete. Reconhecida como Patrimônio Histórico Imaterial, sua origem remete ao período colonial e a história conta que o Imperador Dom Pedro II em 1881, ao passar pela cidade, ouviu uma apresentação do violeiro José de Souza Salgado. Quase duzentos anos depois, a arte de ser violeiro é apresentada por fiéis adeptos, que mantêm viva a tradição de fazer e tocar o instrumento.

DAVI TAVARES  –   O LUTHIER 

Já se contam doze anos desde que Davi Tavares confeccionou o primeiro instrumento. Desta produção, existem 41 exemplares distribuídos entre colecionadores e amantes da sonoridade da viola caipira.  «A música é muito importante, seja ela em qualquer estilo, clássica, popular, sertaneja.  A música retrata a cultura de um povo» – relata Davi.  Ser luthier envolve a vocação nata, o aprender com cada nova descoberta e o amor incondicional àquilo que se faz – «quando a gente conserta, a gente aprende», completa o mestre sobre seus feitos.

Os detalhes da marchetaria nas obras de Davi Tavares, evidenciam o modo original de fazer as Violas de Queluz, sendo ele, um dos poucos representantes desta   arte nos tempos atuais no município.

VALTER SALGADO  –  O APRENDIZ

Para  contar  a história da Viola de Queluz é preciso mencionar a família Salgado, que segundo a história, foi  uma das que mais promoveram a  musicalidade  deste  instrumento, bem como, a arte  de confeccioná-lo. Valter Salgado – Valtinho, como  é  conhecido  –  é  carnavalesco,  escritor e acrescenta  agora  em seu currículo, o aprendizado de se fabricar a Viola de Queluz.  A investida no  ramo,  aproximou  dois  grandes  conhecidos: «Já conheço Davi há muitos anos e quando trouxe a minha primeira viola para ele dar nota, meu mestre me chamou atenção aos detalhes, ao cuidado que é preciso para se fazer o instrumento»;  resumiu  Valtinho sobre a experiência de ser aluno de luthier. «A minha vontade e acredito que a do Davi, é de que a  cidade possa ter  uma  lutheria.  Que os jovens possam ter interesse  em  aprender como fazer um instrumento. 

CONTANDO A HISTÓRIA

Dada a importância histórica da fabricação das Violas de Queluz a Secretaria de Cultura  através do Conselho Municipal de Patrimônio  Histórico está acompanhando o processo de criação do livro Violas e Violeiros de Queluz

O livro organizado por Gracia Meireles – foto – vai   apresentar memórias e pesquisas, que apontam a identidade histórica de fábricas e fabricantes de violas da região.

PROGRAMAÇÕ DA SEMANA DA VIOLA

  • Local: Solar Barão de Suaçuí
  • DIA 27 – 16H – Cerimônia comemorativa do Dia Municipal da Viola Participação: CONPHIC
  • DIA 28 – Bate papo Tema: Violas de Queluz
  • DIA 29 – Bate papo Tema: Violas de Queluz – Curso de Viola

Fonte: https://www.foconanoticia.com.br/