Cultura

Coletivo de jovens artistas de Belo Horizonte abre, nesta sexta-feira (25/02), a exposição “A Luz Espreita a Sombra” na galeria da FAOP
25 2 2022 minifaop

A Galeria de Arte Nello Nuno da Fundação de Arte de Ouro Preto|FAOP inaugura nesta sexta-feira (25/02) a exposição “A Luz Espreita a Sombra”. A mostra reúne cerca de 50 peças entre pinturas, gravuras em metal e desenhos de quatro jovens artistas belo-horizontinos: Camila Versiani, Lucas Tavares, Mateus Moreira e Thomas Melgaço. A exposição, que fica em cartaz até 20/03, terá entrada gratuita e seguirá todos os protocolos de prevenção contra a Covid-19.

De acordo com Mateus Moreira, tudo começou a partir da afinidade entre os amigos, estudantes da Escola de Belas Artes da UFMG. “O trabalho em artes plásticas é muito individual e começamos a perceber que cada um tinha o seu potencial. Surgiu o edital da FAOP e nos inscrevemos para criar uma coisa que fosse homogênea no ambiente expositivo”, afirma Mateus. “No coletivo, cada um inspira o outro”, completa. 

No meio do caminho, uma pandemia
A inscrição e aprovação no edital da Galeria de Arte Nello Nuno foi em 2019, mas a pandemia da Covid-19 atrasou a exposição. O distanciamento social e o afastamento físico entre os artistas impactou também o que seria mostrado ao público. Conforme Camila Versiani, a ideia original era trabalhar paisagens. A crise sanitária, então, mudou os planos. “Mudamos a ideia da exposição, porque fomos transformados também durante esse período”, diz Camila. Agora, a paisagem que será revelada tem relação com o lado humano, subjetivo e atravessado por sentimentos por vezes não identificados, a sombra.

A mostra é um passeio por um jogo de luz e sombras por meio de diferentes suportes artísticos. À primeira vista, esse percurso que abrange duas salas da galeria, pode gerar certo desconforto, entretanto, isso logo se dissipa. De acordo com Lucas Tavares, as obras podem colocar as pessoas contra o espelho, mas o reflexo se mostra indefinido e inconstante. “Não são simplesmente abstrações. Abrimos a possibilidade das pessoas refletirem”, destaca Lucas. A reflexão, portanto, seria o encontro com algo que aceita a descontinuidade e a indefinição, a luz.

A maioria das obras que será revelada aos visitantes foi criada durante a pandemia. “A mostra representa algo como sofrimento e crescimento”, diz Thomas, que faz questão de relacionar o período pandêmico que vivenciaram (e ainda vivenciam) com a fase de estudante que normalmente já se mostra repleta de angústias muitas vezes sem origem definida.

Os artistas 

Camila Versiani
Está se graduando em Artes Visuais pela UFMG. Trabalha principalmente com pintura e gravura em metal. Por meio dessas técnicas explora ambientes orgânicos e seus detalhes com ênfase nas texturas. Pesquisa mitologias e metafísica que se encontra com suas paisagens e esmiúça a beleza efêmera das ruínas, da decomposição e do transcender. Suas mais recentes exposições foram a coletiva “Do Caminhar às Memórias do Espaço”, no Centro Cultural UFMG, em 2019. É autora de trabalho selecionado para a IX Bienal Internacional de Ex-Libris de Contratalla, em 2019. Esteve na mostra paralela da exposição Encavo-Relevo de Eliana Ambrósio e George Gutlich no Museu Universitário de Arte MUna, em 2019.

Lucas Tavares
Formado em artes visuais (bacharel em pintura) pela UFMG, em 2021, Lucas desenvolve seu trabalho a partir da percepção do corpo e objetos como possibilidade expressiva para com o meio em que ele ocupa. Entre torções e distorções se estabelece um sentido para além do que o representativo pode significar. Suas produções provocam certa estranheza à medida em que o real é tensionado por uma nova perspectiva, essa por mais indeterminável que seja, alcança um lugar do desconfortável fascínio. Em mais recentes exposições participou em 2019 da “+ Início que Fim”, no Centro Cultural da UFMG e “Tô com obra em casa”, de 2021, em modalidade virtual.

Mateus Moreira 
É graduando na Escola de Belas Artes da UFMG. Sua exposição mais recente foi a individual “Desolação”, na Casa Fiat de Cultura em Belo Horizonte, em 2021. Premiado no 12° Salão Artistas Sem Galeria em São Paulo, em 2021. Em 2020 realizou a primeira exposição individual “Resiliências”, na Fundação de Arte de Ouro Preto. Em 2020, foi premiado no 9° Salão de Itabirito (MG), entre outras exposições coletivas.

Thomas Melgaço
Trabalha com artes plásticas e artes gráficas. O artista foi gratificado com uma menção honrosa no IX Prêmio Ibema de Gravura. Em 2020, concluiu seu bacharelado em gravura pela Universidade Federal de Minas Gerais. As obras do artista são centradas na literatura, onde busca representar a partir da filosofia da poesia e da psicologia o devir de sua consciência, sua saúde mental (a depressão e a ansiedade), o discurso, o helenismo e a sátira. Os materiais mais utilizados pelo artista são, o carvão e o pastel, a aquarela, a colagem, a água forte, a aquatinta e outras técnicas onde a disputa entre grafia e pintura se harmonizam.

Serviço:
Exposição “A Luz Espreita a Sombra” 
Abertura: Sexta-feira, 25/02, às 17h
Visitação: terça-feira à sexta-feira, de 9h às 12h, e de 13h às 17h | Sábado e domingo, de 14h às 18h. / Terça-feira de carnaval e quarta-feira de cinzas: de 14h às 18h
Local: Galeria de Arte Nello Nuno (Rua Getúlio Vargas, 185, Bairro Rosário, Ouro Preto)
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Evento seguindo as medidas de prevenção contra a Covid-19

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/