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Sociedade

Vida de Influencer

Elas têm muitos seguidores, participam de campanhas, eventos, mostram seu dia a dia e são inspiração para quem as segue. Essa é a vida das influenciadoras digitais — carreira que surgiu com a popularização das redes sociais, como o Instagram, e que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado.

Antes da Covid-19, a expectativa sobre essa nova profissão já era enorme. As marcas já se mostravam cada vez mais dispostas a investir seu dinheiro em ações e parcerias com influenciadores. Todos os dias, passam pela nossa linha do tempo diversos posts, dos mais variados nichos: viagem, moda, beleza, saúde. Hoje, há influenciadores em praticamente todos os segmentos.

Durante a pandemia, com muitas lojas e empresas fechadas, afastamento de colaboradores, entre outras medidas que foram tomadas, o trabalho dos influenciadores foi ainda mais essencial, para divulgar e levar o nome de uma marca até públicos específicos.

É importante reforçar que a demanda por conteúdo continua a aumentar e que o mercado está se modificando, assim como o trabalho dos influencers. Eles estão se tornando cada vez mais nichados e com necessidade de transparência — cobrada diretamente pelo público.

Os consumidores e seguidores buscam por conteúdos e influenciadores sem filtro, ou seja, que apresentam e endossam produtos e serviços que eles realmente utilizam e aprovam. Algo mais real, assim como a indicação de um amigo, ou um expert sobre determinado assunto.

A cobrança, vai muito além do perfil dos influencers, chegando até às marcas que os patrocinam, cobrando posicionamentos, sempre que necessário. Essa atitude do público força também empresas para que escolham com coerência o profissional que vai representá-las e endossar seus produtos e serviços.

É válido analisar muito mais que números e engajamento com o público, mas também se o conteúdo a ser divulgado faz parte da realidade do influenciador. Somado a isso, claro, se seu público vai se identificar com o conteúdo.

Em nossa edição digital, batemos um papo com algumas das influenciadoras digitais que mais se destacam em nossa região: Julia Horta, Juliana Ward, Ramana Furtado e Ana Luiza Palhares, para entender mais sobre essa profissão.

Como tudo começou

O ano era 2012. Juliana Wardi e Ana Luiza Palhares já iniciavam suas trajetórias como influenciadoras. Julia Horta e Ramana Furtado vieram pouco depois, em 2014. Juliana conta que iniciou o uso das redes sociais com o objetivo de influenciar pessoas, quando concluiu a graduação em Educação Física e começou a compartilhar seu estilo de vida, promovendo uma atitude mais saudável para seus seguidores.

Já Ana Luiza, a Cinderela de Mentira, conta que tudo começou como um hobby, compartilhando dicas pessoais. Mas, a partir de 2017, com o amadurecimento, passou a ser o seu trabalho principal. Júlia Horta já percebeu que poderia atuar como influenciadora quando participou do seu primeiro concurso de beleza, representando Juiz de Fora, e saiu vencedora do Miss Mundo Minas Gerais. No ano seguinte, fechou boas parcerias para o concurso e, quando percebeu, as marcas já a procuravam para trabalhos e divulgações.

Ramana, que faz parte de um nicho bem específico, conta que começou no YouTube, gravando conteúdos sobre cuidados com cabelos cacheados. Mas foi ao abordar um trauma com cavalos que ela viu seu canal crescer e uma oportunidade para falar com o público sobre algo que gostava muito.

“Em uma semana, vi meu número de inscritos no canal aumentar rapidamente. Vi aí uma oportunidade de falar para um público bem específico, num nicho pouco explorado naquele momento. Mudei totalmente o layout do canal e passei a abordar principalmente minha relação com meu cavalo e minha rotina com ele de uma forma bem leve e simples, algo que eu gostaria de ver na internet e não encontrava”, conta.

Como nem tudo são flores, as influencers também apontam as maiores dificuldades dessa profissão — aprender a separar o trabalho da vida pessoal, a desvalorização da profissão, que às vezes é vista de má forma, preconceito, o desafio de ter que fazer tudo ou, pelo menos, grande parte do trabalho sozinha, entender como fidelizar o público e criar conteúdo que resolva questões e problemas dentro do nicho que atuam.

Clientes e parceiros

“Uma influenciadora precisa estar atenta e manter um bom relacionamento com seus clientes e parceiros. O meu relacionamento sempre foi muito positivo. Inclusive, vários se tornaram amigos, porque acredito que é um trabalho colaborativo. O intuito é trabalharmos juntos pelo crescimento e sucesso da empresa”, explica Júlia, que reforça que a maioria já consegue entender a nova dinâmica da publicidade com influenciadores. Para os que ainda não sabem muito bem como essa prestação de serviço funciona, ela busca ser solícita e orientar a respeito do mercado.

Para Juliana, é fundamental colocar tudo em pauta e especificar os detalhes, a fim de verificar se os interesses do parceiro batem com a comunicação que ela passa aos seguidores. Outro detalhe importante para o sucesso do trabalho é ter cuidado na hora de fechar as famosas “publis”, e, justamente por isso, elas são categóricas e afirmam que já recusaram trabalhos.

Os motivos vão desde a não identificação com a marca, produto ou conteúdo, até questões de ideais e princípios. “Na maioria das vezes, foi porque não tinha a ver com minha índole e com meus propósitos. Recusamos quase diariamente propostas de remédios emagrecedores e cintas”, conta Ana Luiza, que aborda temas relacionados ao nicho plus size, falando sobre moda, beleza, comportamento e autoestima.

Com esse cuidado, é difícil que seu público não se identifique ou conecte-se com o conteúdo apresentado. Mas pode acontecer, por isso, é importante ouvir o feedback dos seguidores e aprender com a situação, como conta Ramana: “Ano passado, fui fazer a cobertura de um rodeio muito grande e conhecido em Minas para meu canal. Como as provas de montaria em touro fazem mais sucesso com o público em geral nesses eventos, foquei bem mais nessa modalidade do que nas modalidades com cavalos. Percebi que não era bem isso que meu público queria e não tive um resultado tão bom, foi um aprendizado”, afirma. Hoje, antes de fechar uma parceria, ela procura analisar não só o benefício trazido, mas também se vai interessar seus seguidores para gerar um bom resultado para o parceiro.

Para Juliana, ser seguida por várias pessoas tem o lado bom, mas também o lado ruim. “Recebo críticas o tempo todo, não é fácil agradar a todos”, lamenta. Para empresas que ainda têm ressalvas em investir no marketing de influência, elas acreditam que, com um objetivo claro e estratégia, aliados às ações propostas com influenciadoras, podem, sim, trazer bons resultados. “As pessoas passam boa parte do seu dia nas redes sociais, vendo vídeos e fotos de quem admiram. Porém, é necessário avaliar não só o número de seguidores, mas o conteúdo que o influenciador tem para transmitir”, aponta Juliana.

Também é importante que as empresas escolham influenciadoras que falem diretamente com seus públicos, garantindo, dessa forma, resultados mais acertados. “Já fui de tentar catequizar empresas a entenderem melhor e a buscarem investir na área. Especialmente agora, em tempos de pandemia, já estamos vendo o reflexo comercial de quem tinha uma presença online e de quem nunca esteve presente. A diferença é gritante não só nos lucros como na manutenção dos clientes”, relata Ana Luíza. Ela ainda alerta que quem tem presença e valor online tem tudo para passar pela crise de uma forma mais leve e com menos impacto do que quem começou agora a correr atrás disso, ou quem continua resistente.

Expectativas

Ramana Furtado

Com relação às expectativas para o futuro da profissão, todas se mostram positivas. “Acredito que a busca por influenciadores com propósito, autoridade e um bom conteúdo será cada vez mais valorizada”, diz Júlia. Já Juliana e Ramana reforçam o coro por mais valorização da área, e Ana Luíza afirma que, para quem trabalha com coerência, o mercado só tende a crescer.

Para aqueles que desejam se tornar influenciadores, elas reforçam que é importante se conhecer bem e definir que tipo de conteúdo quer produzir. Estudar e se especializar na área em que deseja atuar, ficar de olho nas tendências do marketing digital e começar com o que tem estão entre as principais dicas. “Influenciar é como o próprio nome diz: ser capaz de conquistar as pessoas a ponto de fazê-las querer comprar ou contratar algo que você já faz uso. Não é apenas postar uma foto bonitinha, tem que produzir bons conteúdos, cativar o público e ser verdadeira sempre”, finaliza Juliana.

Texto: Flávia Siqueira Publicação: Revista Viva Minas – edição 16

Turismo & Lazer

Turismo na pandemia – como viajar com segurança por Minas Gerais

Após mais de um ano em isolamento social devido à pandemia do coronavírus, aos poucos as viagens em família
vão sendo retomadas. Porém, a dúvida de grande parte das pessoas que viajam com os filhos é como fazer isso
de forma segura.
Mesmo com a vacinação, os casos de Covid-19 continuam sendo notificados. E o distanciamento, o uso de máscara e a
higienização das mãos seguem sendo as medidas mais eficazes para conter as contaminações. Por isso, viajar de forma
responsável se tornou essencial para segurança das pessoas que amamos.

Minas Gerais sempre foi um Estado muito procurado para viagens familiares. Pensando nisso, preparamos algumas
dicas de roteiros que vão desde grutas até museus, passeio de trem e hotéis, para garantir a diversão da garotada.
Programe o próximo passeio em família e fique de olho nas restrições de cada cidade, mudanças nos horários e lotação permitida para não perder nada.

Conheça as grutas mineiras

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Além de proporcionar contato com a natureza, algumas se encontram em belos parques, e suas visitas são
guiadas para a maior segurança dos visitantes. Nossa indicação é a Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas. Ela tem
220 metros para visitação, sendo que seu último salão é o mais aguardado, pois há nele duas grandes colunas de
cristal calcita com 12 metros.
Outra opção é a Gruta de Maquiné, em Cordisburgo. Seu nome foi dado em homenagem a quem fez sua descoberta,
Joaquim Maria Maquiné. Tem 400 metros de extensão e esculturas moldadas pelas águas e estalactites.

Visite os museus

Conhecer a História além dos livros é sempre uma programação que encanta crianças e adultos. Em Minas,
há várias opções de museus dinâmicos que vão cativar o olhar, sobretudo dos pequenos. Uma dessas opções
é o Museu dos Brinquedos, em Belo Horizonte. Formado por uma grande coleção de brinquedos que Luiza de Azevedo Meyer reuniu ao longo de décadas, tem um acervo de mais de cinco mil brinquedos com vários jogos, carrinhos, bonecas, livros, entre outros.
Também na capital mineira, as crianças vão adorar conhecer o Museu Giramundo, que une educação e cultura. O espaço se tornou guardião do maior acervo de teatro de bonecos das Américas. Outro ponto interessante é que ele tem boa parte de seus espetáculos originais em atividade.

Faça um incrível passeio de trem

Os visitantes de Minas podem viajar em locomotivas centenárias e apreciar as belas serras e montes do Estado.
Um desses passeios é o trajeto entre São João del-Rei e Tiradentes. Passando pela parte velha da Estrada de Ferro Oeste de Minas, com percurso de 12km, você viaja a bordo de uma das locomotivas a vapor mais antigas do Brasil: a Maria Fumaça.
Outra cidade histórica que oferece um trajeto interessante para se fazer em família é Ouro Preto. As opções vão
desde vagão comum ao panorâmico, que é climatizado e tem janelas maiores que facilitam a visão. O trajeto é de 18km até Mariana.

Qualquer que seja a sua escolha, lembre-se de respeitar as regras estabelecidas em cada cidade, de acordo com a situação local da pandemia. Leve a sério os protocolos básicos para evitar surpresas desagradáveis em seu passeio e não se esqueça de sempre conferir horários de funcionamento e condições de cada local que deseja visitar.

Turismo & Lazer

EXPERIMENTE A ESSÊNCIA DE MINAS NA SERRA DOS ALVES!

Pela belíssima Minas Gerais, não faltam destinos turísticos de tirar o fôlego, por isso hoje incluiremos mais um nestes destinos, trata-se da Serra dos Alves.

É bem no pé da Serra que se encontra um pequeno vilarejo cercado pela natureza, de poucas casas, cheio de hospitalidade que evidencia o que Minas tem de melhor.

A Serra dos Alves localiza-se em Itabira, no pequeno distrito de Senhora do Carmo, uma ótima opção para viver uma experiência única e sem dúvidas belas fotografias. Além disso, relaxar num banho tranqüilo de cachoeira e realizar diversas atividades ao ar livre.

Alguns atrativos locais:

Cânion dos Marques – atrativo natural mais famoso lá é possível fazer rapel, escalada, rafting, trekking, mountain bike e até cavalgada.

Cachoeira dos Marques – uma queda bonita para se ver por lá, e com belas piscinas naturais.

Cânion Boca da Serra – possui várias corredeiras, cachoeiras e piscinas naturais.

Ponte de Pedra – no mesmo local do Cânion Boca da Serra que liga de um lado a outro.

E é claro, assistir aquele belo um incrível pôr do sol do alto da Serra dos Alves.

Prepare o fôlego para subir a Serra, procure orientação local e conheça o vilarejo que vem se destacando por sua essência mineira.

O vilarejo também concentra o importante atrativo cultural a singela Capela de São José construída por volta de 1860. Suas casas coloridas e toda sua simplicidade fazem do vilarejo um cantinho especial em que se sobressai à hospitalidade e o jeito mineiro de ser!

Quer conhecer o destino? Acesse https://serradosalves.org e saiba mais!

Cachoeira dos Marques – Serra dos Alves
Fonte: https://serradosalves.org/o-que-tem-na-serra/passeios/
Cânion Boca da Serra – Serra dos Alves
Fonte: https://br.pinterest.com/pin/482448178843325459/
Ponte de Pedra – Serra dos Alves
Fonte: https://www.flickr.com/photos/achmg/5033410629

Capela de São José – Serra dos Alves
Fonte:  https://serradosalves.org/imagens/

Águas cristalinas do Rio do Tanque – Serra dos Alves
Fonte: https://serradosalves.org/imagens/

Traçando Fitas – Marujada no Vilarejo
Fonte: https://serradosalves.org/imagens/

Canela de Ema- Serra dos Alves
Fonte: https://serradosalves.org/imagens/

Cotidiano – Serra dos Alves
Fonte: https://serradosalves.org/imagens/

Educação

Brincando com Arte – Escolas apresentam exposição online de artes

Atividades artísticas de alunos da rede pública de Itaúna e Piracema estarão disponíveis para visitação virtual

Alunos da E. M. Profa. Celuta das Neves, de Itaúna, e da E. E. Hermenegildo Vilaça, em Piracema, participaram do projeto “Brincando com Arte” no primeiro semestre deste ano. Em aulas transmitidas online, os estudantes tiveram contato com técnicas de artes cênicas, construção de bonecos, cenários, objetos artísticos, ilustrações, maquiagem, entre outras.

Encerradas as atividades, é hora de conferir o resultado das oficinas, que estará disponível a partir do dia 12 de agosto no site da Bushido Produções, realizadora da ação cultural. A exposição dos trabalhos dos alunos de Itaúna pode ser vista no endereço bushidoproducoes.com.br/brincandocomarte-itauna e a dos estudantes de Piracema, em bushidoproducoes.com.br/brincandocomarte-piracema.

Além das peças produzidas pelos alunos, a exposição traz uma descrição e fotos do processo, bem como as aulas na íntegra com tradução e interpretação em Libras, ampliando a acessibilidade do conteúdo para pessoas com deficiência auditiva.

O coordenador geral do projeto, Guilherme Aragão, destaca a importância da iniciativa. “Em um período desafiador para a comunidade escolar, o projeto ofereceu conteúdo, cultura e diversão, com um impacto muito positivo. Os alunos adoraram e o resultado da exposição é incrível”.

Foi perceptível o impacto positivo junto aos alunos, que passaram mais de um ano afastados da rotina escolar em função da pandemia de Covid-19. “O projeto foi muito legal, ótimo para a gente se distrair, já que estamos só ficando em casa. Espero que voltem em breve”, comenta a aluna Lara de Andrade Lara, do 7º ano da E. E. Hermenegildo Vilaça.

O projeto “Brincando com Arte” (Pronac 182478), realizado pela Bushido Produções, contou com o patrocínio da JMN e da Ferro+, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Fonte: Janice Miranda

Cultura

É agora! – Itaúna recebe este mês projeto cultural que auxilia jovens na escolha profissional

O que eu vou ser quando crescer? Talvez esta seja uma das perguntas mais comuns que todo mundo se faz em algum momento da vida. E para ajudar os jovens neste questionamento muitas vezes angustiante foi criado o projeto “É Agora!”.  Com um espetáculo teatral, seguido pela distribuição de uma cartilha informativa, a iniciativa oferece orientações para uma das decisões mais importantes da vida: a escolha profissional. Chegou a vez de Itaúna receber o projeto!

Os alunos das escolas estaduais Victor Gonçalves de Souza e Manoel da Costa Rezende já estão sendo atendidos este mês pela equipe do projeto, que este ano está adaptado às necessidades da pandemia. Nesta quinta-feira, 15, os jovens da Victor Gonçalves de Souza serão contemplados. No último sábado, 10, outros alunos da mesma instituição já tinham tido contato com o a iniciativa. No dia 17, será a vez dos adolescentes da Manoel da Costa Rezende.

O espetáculo conta a história de três amigos no último ano do ensino médio que, instigados por uma misteriosa funcionária da escola, refletem sobre o futuro e suas carreiras. O divertido enredo trata das pressões da sociedade e da família, e também dos desafios e descobertas desta fase. Ao final da apresentação, os estudantes ganham o material “É agora! Cartilha das Profissões”, com informações sobre o acesso ao ensino superior, cursos e carreiras, além de opções de empreendedorismo e outros dados.

O projeto “É Agora!” é uma realização da Bushido Produções com patrocínio da Ferro+ e da JMN Mineração, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. As apresentações contam com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras, e são transmitidas pelo canal da Bushido Produções no Youtube.

Serviço:

Data: Dias 10, 15 e 17 de julho

Horário: 9h / 10h / 13h

Local: E. E. Victor Gonçalves de Souza / E. E. Manoel da Costa Rezende

Informações para a imprensa: Hiper Teia Comunicação e Eventos – Janice Miranda

E-mail: hiper_teia@yahoo.com Contato: (31)99821-0976

Cidades

Conheça Manhuaçu – MG

Emancipado em 5 de novembro 1877, Manhuaçu só passou à condição de cidade alguns anos depois. Nesse período, perdeu uma área territorial que originou mais de 70 municípios da porção leste do estado de Minas Gerais. O primeiro distrito a se emancipar foi Caratinga, em 1890, e os últimos, Reduto e Luisburgo, em 1995. Hoje o município tem 622 km² e continua sendo o maior da micro-região, além de ser pólo-econômico ,de prestação de serviços e oferecer a melhor infra-estrutura hoteleira para turismo da região Vertente do Caparaó. Atualmente, além da sede, os distritos são: Dom Corrêa, São Sebastião do Sacramento, Vila Nova, Realeza, Ponte do Silva, São Pedro do Avaí, Palmeiras do Manhuaçu e Santo Amaro de Minas, com as vilas de Palmeirinhas, Bom Jesus de Realeza.

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O nome do município é originado da palavra indígena mayguaçu, que significa rio grande, numa designação dos índios, os primeiros habitantes, ao rio local.

A ocupação e o povoamento da Zona da Mata, onde está Manhuaçu, tem muita relação com os povos indígenas, mas o desenvolvimento do café, sua principal riqueza, aconteceu com grande destaque durante o Ciclo do Ouro, no Brasil Colônia. Enquanto as regiões de Ouro Preto, São João Del Rei, Mariana e Congonhas se baseavam na extração mineral, a Zona da Mata se dedicava aos produtos agrícolas, justamente para suprir a demanda dos mineradores.

Os primeiros grupos de sertanistas que chegaram às partes dos rios Pomba, Muriaé e Manhuaçu tinham como objetivo a captura dos índios para trabalharem como escravos nas fazendas da Capitania do Rio de Janeiro, além de buscas de riquezas minerais e medicinais (como a planta chamada poaia ou ipecacuanha) e, posteriormente, com a intenção de criar fazendas férteis na região.

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No início do século XIX, o comércio de poaia se estabeleceu em Manhuaçu, através de Domingos Fernandes Lana que, junto com os índios, abriu caminhos para diferentes locais da área recebendo o título de desbravador do Manhuaçu.

Alguns anos mais tarde, o Guarda-Mór Luís Nunes de Carvalho e o Alferes José Rodrigues da Siqueira Bueno, vindos de Ponte Nova e Abre Campo (Manhuaçu pertenceu a Ponte Nova até 1877), implantaram as primeiras unidades de exploração agrícola, usando da mão de obra indígena.

O declínio do ciclo do Ouro intensificou o processo de ocupação da Zona da Mata. Em 1830, a pecuária começou a desdobrar-se para o interior do estado e o café foi expandindo-se. Manhuaçu foi influenciado e, já nesse período, adotou o produto como sua principal cultura. A população deixou a região aurífera e foi para as lavouras de café. Entre 1822 e 1880, a região viu seu número de habitantes saltar de 20 para 430 mil pessoas.

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O café já se tornara, em 1830, o principal produto de exportação de Minas Gerais, sendo a Zona da Mata a maior produtora. Começou pela fronteira com o Rio de Janeiro e depois foi se interiorizando em Minas Gerais:

Na área que hoje corresponde a Manhuaçu, e como forma de pacificar os indígenas que lutavam bravamente contra os invasores brancos, em 1843 foi fundado um aldeamento pelo curador Nicácio Brum da Silveira, no local que hoje é o bairro Ponte da Aldeia.

Diversas fazendas foram surgindo, aumentando desta maneira o número de povoadores, que começaram a trazer suas famílias, criando gado bovino e suíno e iniciando o plantio de café. Em 1846, autorizado pelo curador do município, Antônio Dutra de Carvalho alugou alguns índios para a abertura da primeira estrada.

Três foram os fatores decisivos para a rápida expansão cafeeira: a fácil obtenção de terras adequadas ao cultivo; a abundância de escravos, dispensados da mineração; e os altos preços do café no mercado externo.

Contudo, o transporte era um grande obstáculo e aumentava os custos do café. A solução do problema veio em pouco tempo. As estradas de ferro Leopoldina Railway e Dom Pedro II alcançaram os centros comerciais da região e a produção começou a ser escoada mais rápida e facilmente.

O café criou uma enorme dependência, inclusive uma ligação maior com o Rio de Janeiro, já que era o caminho da exportação, mas foi ele também que impulsionou o crescimento urbano na segunda metade do século XIX. Nesse período foram elevados a município: Mar de Espanha (1851), Juiz de Fora e Ubá (1853), Leopoldina (1854), Muriaé (1855), Cataguases (1875), Manhuaçu (1877) e Carangola (1878).

Imagens do Município de Manhuaçu
Cafeicultor do Trevo – Estátua símbolo de Manhuaçu, homenageando os cafeicultores

Conforme o Diagnóstico Municipal de Manhuaçu (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais – Sebrae, 1996:14): “A parte que corresponde a Manhuaçu, entre 1860 e 1874, também foi influenciada com a chegada de imigrantes alemães, suíços e franceses, vindos da Colônia de Nova Friburgo (RJ) e do Vale do Canaã (ES)”. Na mesma época, havia três povoados, que nucleavam a população residente nas fazendas do atual Manhuaçu: Santa Margarida, São Simão e São Lourenço. Foi neste último que surgiram, em 1872, as primeiras manifestações em prol da emancipação político-administrativa. A freguesia de Manhuaçu foi criada em 1875 e instituída em 1878, enquanto o município foi criado em 5 de novembro de 1877. Sua sede inicialmente foi em São Simão (hoje Simonésia) e transferida para a Vila de São Lourenço em 1881.

Em 1905, a produção cafeeira da Zona da Mata era significativa, sendo Muriaé o maior produtor, com 1,5 milhão de arrobas. Contudo o Rio de Janeiro ainda era o maior produtor nacional, até que a hegemonia fluminense entrou em decadência e foi superada por São Paulo, que antes estava atrás de Minas Gerais. Entre os anos de 1880 e 1930, o café ganhou força na região mineira, foi nesse período em que se desenvolveu a produção de Manhuaçu:

No entanto, em 1896, a disputa pelo poder local entre dois coronéis, Serafim Tibúrcio da Costa e Frederico Antônio Dolabela, teria provocado conseqüências negativas na economia.

Após perder as eleições de modo considerado fraudulento, o Coronel Serafim Tibúrcio pegou em armas, proclamando a República de Manhuaçu, inclusive emitindo títulos de crédito em nome da Fábrica de Pilação de Café e nomeando autoridades. A polícia estadual não conseguiu superar o coronel Tibúrcio e seus homens. Com o apoio das forças federais, o levante foi derrubado e os revoltosos fugiram pelo vale do Manhuaçu até o estado do Espírito Santo.

Castelo do Café – Manhuaçu

Apesar das disputas políticas e dificuldades, no final do século XIX e início do XX, a população de Manhuaçu já dispunha do jornal O Manhuaçu (criado em 1890), da Estrada de Ferro Leopoldina (1915), da Companhia Força e Luz de Manhuaçu (1918) e do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais (1920). Ainda hoje, vários casarões dessa fase estão de pé e abrigam famílias, empresas e entidades, no trecho antigo da cidade.

Durante o último século famílias italianas e das comunidades árabes se mudaram para Manhuaçu, ampliando a diversidade iniciada com a vinda suíços, franceses e alemães.

Pedra Furada

Pedra Furada

Localizado na zona rural do município de Manhuaçu, o ZM-MH-01 é um Sítio a céu aberto, situado em uma pequena elevação, com declividade média. Os vestígios cerâmicos encontrados apresentam dimensões e formas variadas, que pelo nível de desgaste não é possível perceber a presença de pintura. A área atual do sítio é utilizada para plantio de eucalipto no topo e café no entorno, sendo um dos fatores de destruição, juntamente com construções de uma estrada e de moradias.

Rampa do Testa – Foto: @rampadotesta.manhuacu

Casa de Cultura

Casa de Cultura

Prédio tombado pelo patrimônio histórico municipal que já foi sede da delegacia de policia, e que hoje é sede da Academia Manhuaçuense de Letras, além de abrigar relíquias que fizeram parte da historia do Município de Manhuaçu.

Fonte: https://cdls.org.br/ , https://www.minasgerais.com.br/

Turismo & Lazer

Conheça Rio Novo

Em Minas Gerais encontramos verdadeiros tesouros. Cidades onde seus moradores se sentem parte integrada de sua arquitetura e em tudo que a cidade oferece. Cuidam e se orgulham da cidade onde vivem. Uma dessas cidades é Rio Novo, na Zona da Mata Mineira. Com cerca de nove mil habitantes, Rio Novo é uma típica e tradicional cidade do interior de Minas. Seu povo não foge à regra com o mais genuíno carisma da hospitalidade mineira.

Rio Novo foi fundado em 13 de 1870 e faz divisa com os municípios de Tabuleiro, Guarani, Piau, Coronel Pacheco, Chácara, São João Nepomuceno e Descoberto. É uma das sedes do Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco. Em Rio Novo está o terminal de passageiros e o pátio das aeronaves. Fica apenas 55 km de Juiz de Fora MG pela MG 353 e 297 km de Belo Horizonte, pela BR 040.

O que chama atenção na cidade é o cuidado de seus moradores para com seu patrimônio, principalmente na conservação de seu casario histórico, em estilo colonial e maior parte, no estilo eclético. A bela arquitetura das fachadas dos casarões e suas cores vivas encantam e impressionam os visitantes. O estilo eclético surgiu na Europa no fim do século XIX como transição da arquitetura predominante. Era a combinação de estilos diferentes como o clássico, barroco, medieval, renascentista e neoclássica, originando assim um novo estilo, tendo a França e Inglaterra, os maiores inspiradores para a difusão desse estilo pelo mundo. Em Minas Gerais, esse estilo está presente em várias cidades, como Belo Horizonte. Rio Novo tem um rico acervo eclético, que lembra muito as pequenas cidades francesas do início do século passado, como na praça principal.

A Praça Prefeito Ronaldo Dutra Borges é o maior cartão de visitas da cidade. É uma verdadeira obra de arte! Uma das mais belas praças de Minas Gerais. A junção da beleza da praça com arquitetura eclética dos casarões impressiona. Difícil não admirar tamanha beleza.

No município estão o Ribeirão Caranguejo e o Rio Novo, que dá nome à cidade, bem como cachoeiras, ótimas trilhas para cavalgadas e muita mata nativa de Mata Atlântica. A cachaça artesanal de Rio Novo é excelente, produzida em várias fazendas do município, que conta ainda com hotéis fazendas, proporcionando conforto e descanso para os hóspedes. Já na área urbana têm feiras de artesanatos, eventos religiosos e culturais durante o ano, principalmente no Carnaval.

Foto: Mauro Célio

A cidade promove um dos melhores carnavais da Zona da Mata, com desfile de escolas de samba e blocos caricatos. Essa festa é tão importante para a cidade, que o bloco do Zé Pereira, um dos mais antigos na região, é considerado Patrimônio Imaterial da cidade.

Estar em Rio Novo é estar em um pouco de Minas. Cultura, tradição, história, beleza arquitetônica, paisagens, arte, artesanato, religiosidade, hospitalidade e principalmente, em uma cidade gostosa de viver e de visitar. A cidade é um encanto, um verdadeiro tesouro de Minas.

#visiteminasgerais

Fonte: www.conhecaminas.com
Texto: Arnaldo Silva

Turismo & Lazer

Brumadinho: Modernidade, Cultura e Natureza!

Sua história teve início com a fundação dos povoados de São José do Paraopeba, Piedade do Paraopeba, Aranha e Brumado do Paraopeba, também conhecido como Brumado Velho.

Ao falar em Brumadinho, a primeira lembrança que se tem é do cartão postal de Inhotim, sem dúvida a combinação de arte e natureza, com mais de 200 obras ao longo de 140 hectares é incrível. E não é atoa que o maior museu de arte a céu aberto do mundo, já recebeu mais de 3 milhões de visitantes.

Além da modernidade de Inhotim, Brumadinho possui outros importantes atrativos culturais como:

  • Sítio Histórico Quilombo do Sapé sendo este, o marco histórico da cultura Afrodescendente em Brumadinho, que mantêm vivas suas tradições até hoje;
  • Centro Histórico de Piedade do Paraopeba, um dos povoados mais antigos do estado, com a belíssima Serra da Moeda no cenário, além de casarões centenários, alambiques, fazendas, artesanatos e charmosas pousadas;
  • Aranha, distrito que desenvolve atividades de agroturismo nas cavalgadas, visita a fazendas, cervejas e cachaças artesanais, além de sua gastronomia rica;
  • Casa Branca, um povoado localizado no entorno da Serra do Rola Moça, lugar ideal para os amantes da natureza;

Atrativos naturais:

Para curtir a natureza, a região possui o Parque Estadual da Serra do Rola Moça e o Conjunto Natural e Paisagístico da Serra da Calçada;

Para se aventurar, a dica é o “Verde Folhas”, um espaço que contempla a prática de arvorismo, tirolesa, e rapel;

Para voo livre, balonismo e contemplação a região da Encosta da Serra da Moeda é a melhor opção!

Voo livre na Serra da Moeda

Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade – Distrito de Piedade do Paraobepa

Comunidade do Quilombo do Sapé – Brumadinho/MG

Produção de mexerica pokan em Aranha, um dos temas de seus festivais locais

Inhotim – Brumadinho

Cachoeira da Ostra,  distrito de Casa Branca.

Serra da Calçada, Brumadinho.

Fonte: https://www.minasgerais.com.br/pt/atracoes/brumadinho/serra-da-calcada

Fonte: https://www.guiadoesporte.com/item/serra-da-moeda/

Fonte: https://www.viajali.com.br/cachoeiras-perto-de-bh/

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/12/brumadinho-sente-efeitos-colaterais-de-inhotim.html

Fonte: https://www.minasgerais.com.br/pt/atracoes/brumadinho/aranha

Fonte: https://www.folhadebrumadinho.com.br/nossa-linda-brumadinho/

Fonte: https://www.minasgerais.com.br/pt/atracoes/brumadinho/sitio-historico-quilombo-do-sape

Economia

CAFÉ FAZENDA CARMELITO – CAFÉS ESPECIAIS

DAS TERRAS CAFEEIRAS DE MINAS GERAIS ATÉ A SUA MESA!

Rosângela Moura Alves, conhecida popularmente como Rosinha, reside em Santa Margarida – cidade interiorana localizada na região sudoeste de Minas Gerais. Nascida em berço cafeicultor, segue representando a família na arte de produzir café. Sua trajetória iniciou-se em 1999, quando seu pai, José Alves, transferiu um talhão de café para que ela pudesse cuidar.

Em 2005, Rosângela se casou com Eliéser Carmelito e juntos, o casal prosseguiu com o trabalho na cafeicultura, jovens e com pouca experiência não obtiveram êxito nos primeiros anos e pensaram em desistir. No entanto, receberam em sua propriedade um técnico da fundação Hanns Neumann, que explicava sobre as melhorias para a vida do pequeno produtor e também orientava como obter um retorno de qualidade do café.

Por estarem localizados a uma altitude de 1300 metros, descobriram que a topografia dessa lavoura seria ótima para um café especial. Os anos foram passando e a dedicação aumentando até que em 2014, descobriram a pedra filosofal do universo cafeeiro e que, desde então, tem trazido grandes frutos para a família Carmelito.


As mulheres também têm um papel importante na produção, participando da colheita, da secagem, anotações e na separação final, que fazem manualmente, para entregar um bom café.

Com o avanço tecnológico e a facilidade informativa, a comunidade despertou o interesse em participar dos estudos de aperfeiçoamento na qualidade do café, com o objetivo de valorizar cada dia mais os cafés das Matas de Minas.

PLANTAÇÕES DE 20 MIL PÉS DE CAFÉS DA FAMÍLIA EM ALTITUDE ACIMA DE 1.200 METROS

Assim, fundou-se a Cooperativa COOPERFÉLIX na área rural da cidade, localizada no córrego São Félix.

“Hoje temos um café bem selecionado colhido no momento certo e trabalhado na secagem da forma correta. Como resultado desse processo, o plantio trouxe uma colheita de alta qualidade e competitividade, sendo destaques em concursos realizados na região”, diz Rosângela.

PRÊMIOS ALCANÇADOS PELO CONCURSO “FORÇA CAFÉ”


PREMIAÇÕES
2014 – 3° Lugar Municipal Emater
2° Lugar regional Emater


2015 – 2° Lugar Coocafé
•Finalista Regional Emater

2016 – 3° Lugar Força Café
•Finalista Regional Emater


2017 – 1° Lugar municipal Emater
4° lugar Força Café
•Finalistas Regional da Emater
3° Lugar Coocafé

2018 – 1° Lugar Força Café natural
2° Lugar municipal da Emater
•Finalistas Florada Premiada


2019 – 1° Lugar Força Café
•Finalista Florada Premiada
•Finalistas Regional Emater


2020 -11° Lugar no COFFEE OF THE YEAR BRASIL

Fotos: Rosângela Moura

Texto: Mariana Rocha Soares Dutra – Cursando ciências biológicas, formação de mestrado em terapia reikiana alternativa.  Instagram: @marianarocha_226
Contato: (31)9.8338-0188

Cultura

O Velho e o Novo Caminho da Estrada Real

Em todas as cidades, vilas e povoados da Estrada Real, o marco símbolo da ER estará presente como identificação da Estrada Real.

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, surgiu a necessidade de construir uma estrada que levasse as riquezas retiradas do subsolo mineiro para o porto mais próximo. Com essa finalidade, em 1694, no final de século XVII, foi criada a Estrada Real. A estrada tinha início em Vila Rica, hoje Ouro Preto, rumo ao porto de Paraty no Rio de Janeiro, e seguia com destino à Europa. Ao longo do trecho da Estrada Real, povoados e cidades foram surgindo.

Os caminhos que abriram a passagem de nossas riquezas, foram abertos por escravos e foi palco de grandes eventos históricos do Brasil Colônia, por exemplo, a Inconfidência Mineira, liderada por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Em Ouro Preto, o marco da ER em Chapada de Ouro Preto, subdistrito de Lavras Nova. Foto: Arnaldo Silva

O trajeto inicial da Estrada Real tinha um percurso de 710 km de extensão, iniciando em Ouro Preto, passando várias cidades mineiras como exemplo: Mariana, São João Del Rei, Tiradentes, Rio das Mortes, Entre Rios de Minas, Ibituruna, Lagoa Dourada, Resende Costa, São Tiago, Prados/Bichinho, Carrancas, São Tomé das Letras, Cruzília, Caxambu, Baependi, Aiuruoca, Alagoa, Maria da Fé, Conceição do Rio Verde, Pouso Alto, Itanhandu, Passa-Quatro, dentre outras.

A Estrada Real segue, a partir da Serra da Mantiqueira, para São Paulo, passando por exemplo, por Guaratinguetá, Aparecida, Taubaté, Cunha, Ubatuba e terminando em Paraty, no Rio de Janeiro, na divisa com São Paulo. Era um percurso longo que levava em média, 90 dias para ser concluído, só de ida.

Paraty – RJ

As pedras preciosas de Minas seguiam para Paraty em carros de bois. Iam em comboios abarrotados de ouro e diamantes. Voltavam também abarrotados, mas de pedras para calçamento de ruas, móveis, vinhos, queijos, trigo, utensílios domésticos, animais como porcos, galinhas e gado, e outras coisas mais que viam de navio de Portugal para atender a Corte e os portugueses que aqui viviam.

Em 1701, com o aumento da mineração e descobertas de novas minas, em Minas Gerais, a Coroa Portuguesa criou um novo caminho saindo da baía de Guanabara, entrando em Minas pela Zona da Mata Mineira, passando por cidades como Petrópolis, Paraíba do Sul, Inhaúma, Iguaçu, Rio Paraíba e Rio Paraibuna, no Rio de Janeiro.

Matias Barbosa / Foto: Luciana Silva

Já em Minas, o caminho continuava por Simão Pereira e seguida por várias outras cidades, como Matias Barbosa, Juiz de Fora, Santos Dumont, Barbacena, Santana dos Montes, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Itatiaia, distrito de Ouro Branco, por fim, Ouro Preto.
Chamado de Caminho Novo, sua extensão era de 515 km e tinha como objetivo, escoar com mais rapidez a produção mineral vinda de Minas Gerais.

Casa em que viveu Chica da Silva e o Contratador João Fernandes, em Diamantina MG / Foto: Tharlys Fabrício

Com a descoberta de ouro e diamantes na região do Arraial do Tejuco, hoje Diamantina, em 1729, o Caminho Novo foi estendido a partir de Ouro Preto até Diamantina, passando pelo Serro Frio com seu ponto de ligação em Itapanhoacanga, conhecido como Caminho dos Diamantes.

Sede da Prefeitura da cidade do Serro MG / Foto: Raul Moura

Somando com a extensão do Caminho Velho e Caminho Novo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Estrada Real tem uma extensão de 1235 km, passando por 179 povoações, entre cidades, vilas e distritos, que foram surgindo às margens da Estrada Real, nesses três estados.

Em sua maioria, as cidades e povoações da Estrada Real, tanto do Velho e Novo caminho, estão em Minas Gerais. São 163 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 8 em São Paulo, uma delas é a cidade de Aparecida, na foto ao lado, do Rosário Salgado.

Somando os 710 km do Caminho Velho com os 515 km do Caminho Novo da Estrada Real, com o trecho do Caminho dos Diamantes de 395 km de extensão, que ligava Diamantina a Ouro Preto e do Caminho do Sabarabuçu, com 160 km de extensão, que ligava Catas Altas a Glaura, distrito de Ouro Preto, a extensão total da Estrada Real, seria de aproximadamente 1790 km.

Catas Altas / Foto: Marley Mello

As cidades que existiam ou surgiram ao longo desses caminhos são tradicionais, históricas, turísticas, repletas de belezas arquitetônicas e naturais, além de ricas em história, culinária, tradição, folclore, religiosidade e cultura.

Museu da Inconfidência de Ouro Preto

Como exemplo disso, estão as cidades de Ouro Preto, Tiradentes, Diamantina, Serro, São João Del Rei e Itapanhoacanga, um dos mais ricos e importantes garimpos de ouro da região do Serro Frio. Distrito de Alvorada de Minas, no Jequitinhonha, Itapanhoacanga ligava Diamantina, no Caminho dos Diamantes, à Estrada Real, em Ouro Preto.

Os Caminhos da Estrada Real não contam apenas a história das riquezas minerais de Minas, mas a história de gente, importante ou não, que percorreram esses caminhos, como Dom Pedro I e II, autoridades da Corte, pelos Inconfidentes, por gente do povo, escravos e tropeiros, enfim, são caminhos que contam boa parte da história do Brasil Colônia. Por isso, a Estrada Real é de grande valor para a história, cultura e turismo de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

São caminhos que guardam verdadeiros tesouros de nossa história, como por exemplo, Ouro Preto, Paraty/RJ, Lagoa Dourada, onde estão as ruínas do Forte dos Emboabas e Paraíba do Sul/RJ (na foto acima de Luciana Silva), cidade onde Tiradentes esteve presente em várias ocasiões, além da cidade guardar restos mortais do Mártir da Inconfidência Mineira.

Vila de São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto MG / Foto: Arnaldo Silva

Todas as cidades, vilas e distritos da Estrada Real são atraentes, charmosos e acolhedores. Revelam culinárias típicas, um artesanato riquíssimo e variado, principalmente em Minas Gerais, além da religiosidade, fé e tradições das regiões centenárias.
Sem contar as belezas arquitetônicas dessas cidades, que além de encantar, impressionam. São construções que mostram as belezas originadas pelas riquezas, presentes nas igrejas ornamentadas com ouro puro, casarões urbanos e rurais.

O reluzente altar-mor da Matriz de Santo Antônio em Tiradentes – MG / Foto: César Reis

Essa riqueza permaneceu evidente, no século XX, com construções imponentes como palácios, citando como exemplo o Palácio Quitandinha, em Petrópolis/RJ, construído a partir de 1941 e até castelos em estilo medieval, como o Castelo do Barão de Itaipava, em Petrópolis, construído entre 1922/24. Além disso, em todas as cidades da Estrada Real, encontra-se belezas naturais de tirar o fôlego, como sítios arqueológicos, cachoeiras, montanhas, rios, matas nativas, além de uma fauna e flora riquíssimas.

Palácio Quitandinha, em Petrópolis – RJ / Foto: Luciana Silva
Castelo do Barão de Itaipava, em Petrópolis – RJ / Foto: Luciana Silva

Três cidades da ER são hoje, Patrimônios da Humanidade. Ouro Preto, Diamantina e o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, todas em Minas Gerais. Essas três cidades são dotadas de uma riqueza arquitetônica e cultural impressionantes. Não é por menos que são patrimônios da humanidade.

Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas / Foto: Elvira Nascimento

Vale pena viajar e conhecer todos os caminhos da Estrada Real.

Texto: Arnaldo Silva
Fonte: www.conhecaminas.com