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Saúde

Pesquisa na UFV pode ajudar na descoberta de novo medicamento para tratamento da Covid-19

Para os pesquisadores da UFV, a computação pode ajudar no combate a doenças como a Covid-19

Pesquisa na UFV pode ajudar na descoberta de novo medicamento para tratamento da Covid-19

A pandemia do coronavírus deu uma trégua ao mundo, mas ainda é possível que o SARS-CoV-2 promova novas mutações que irão exigir medicamentos preventivos ou curativos da covid-19. A ciência mundial tem se antecipado na procura de substâncias que sejam capazes de deter a multiplicação do vírus no nosso organismo. Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Informática (DPI) da UFV faz parte desta busca e já encontrou uma molécula que pode ser promissora no combate à replicação do vírus. A descoberta está em fase de registro de patente e rendeu um artigo na prestigiada revista científica Plos One.

Para os pesquisadores da UFV, a computação pode ajudar no combate a doenças como a Covid-19. A professora Sabrina Silveira explica como é o trabalho da Bioinformática, área de pesquisa em que ela atua e que busca propor novos algoritmos da computação para tratar problemas que são essencialmente biológicos. Esses pesquisadores criam modelos que “ensinam” as máquinas a selecionar o que lhes interessam em meio a milhões de dados já existentes, por isso, a técnica se chama machine learning, que é parte da Inteligência Artificial.

A equipe da UFV partiu de bases de dados de moléculas já conhecidas e aprovadas pela Food and Drug Administration – a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Lá, existem centenas de milhares de moléculas já estudadas e que são utilizadas em produtos alimentícios ou farmacêuticos. Os modelos criados pelos pesquisadores da Universidade buscaram moléculas com potencial para inibir uma proteína do vírus chamada de protease principal (main protease 3CLpro) e que ajuda o vírus a se replicar no interior das nossas células. A técnica que consiste em focar em alvos terapêuticos já é bastante usada na indústria farmacêutica, o difícil é encontrar moléculas capazes de fazer este trabalho com segurança. “Nosso objetivo é reposicionar fármacos que já são conhecidos, mas podem ter outras utilizações. Nós usamos a estratégia de aprendizagem de máquina para buscar moléculas capazes de inibir o trabalho da protease principal, interferindo especificamente neste processo da replicação do coronavírus”, disse Sabrina.

A pesquisadora e estudante de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação da UFV, Isabela Gomes, é a primeira autora do trabalho publicado no início do mês de maio na Revista Plos One, orientado pela professora Sabrina. Ela conta que, de todas as moléculas possíveis, as simulações moleculares computacionais selecionaram apenas 16 com potencial para inibição da proteína que ajuda na replicação do coronavírus. Na revisão de literatura deste material, as pesquisadoras foram afunilando as possibilidades e descobriram que algumas moléculas já estavam sendo estudadas por outros grupos de pesquisa. Então, elas focaram na ambenônio, que se mostrou muito promissora nos estudos computacionais, mas ainda pouco estudada para coronavírus. A seleção gerou o pedido de depósito da patente como possível novo uso da substância.

Com a ajuda financeira de departamentos da UFV, as pesquisadoras conseguiram comprar os insumos para iniciar os ensaios in vitro. Agora, há um longo caminho pela frente. Se os ensaios in vitro derem certo, o próximo passo será a realização de ensaios em cultura celular e, caso os resultados sejam promissores, em animais (in vivo). Hoje em dia é assim que nascem os medicamentos que têm sucesso em todo o mundo: tudo começa com os cientistas da computação testando milhões de possibilidades que contam com a inteligência artificial para acelerar o processo.

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Saúde

RETIRADA DA MÁSCARA COLOCA EM XEQUE A VULNERABILIDADE PSICOLÓGICA DAS PESSOAS

Atração reúne grupo de saúde mental e física para discutir os impactos com o fim do uso obrigatório do acessório de proteção, nesta quarta (13)

Karla Roberta Lamounier, Patrícia Pinho e Júlia Khoury – divulgação Rede Minas

O que existe por trás da máscara? A proteção contra covid se tornou indispensável para muitos. Dois anos depois do uso obrigatório, a retirada adotada em muitos municípios significa dúvidas e desafios. O Brasil das Gerais, da Rede Minas, vai tratar sobre o assunto que foi além das questões sanitárias. No programa, médicos e psicólogos debatem a função desse aparato que ganhou lugar de destaque no corpo, o rosto, e que, para alguns, serviu de ferramenta estética e psicológica. A atração ainda aborda a questão no universo infantil, em que as crianças vivem a socialização, e na terceira idade, faixa etária que representa a população com mais risco de infecção.

Para falar sobre o assunto, a jornalista Patrícia Pinho conversa com a psicóloga Karla Roberta Lamounier e a psiquiatra Júlia Khoury, que vão falar sobre a saúde e o comportamento em relação ao uso da máscara. Também participam do programa o pediatra Mauro Antônio, que fala sobre o impacto para as crianças, e a geriatra Bárbara Corrêa, que dá o alerta sobre o risco para a população idosa.

O Brasil das Gerais sobre os desafios da retirada da máscara vai ao ar nesta quarta (13), às 13h, pela Rede Minas e no site da emissora: redeminas.tv. Após a exibição, o público confere a atração no canal do programa no YouTube: youtube.com/brasildasgerais.

Serviço:
Brasil das Gerais – apresentação Patrícia Pinho
Tema: desafios da retirada da máscara – quarta (13/04), às 13h, pela Rede Minas e redeminas.tv

COMO SINTONIZAR:
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A Rede Minas está no ar no canal 9 (VHF); Net 20 e Net HD 520; Vivo 9; e através do satélite Brasilsat C2 para a América Latina.

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Saúde

DIA DA SAÚDE E NUTRIÇÃO É TEMA DO PROGRAMA BRASIL DAS GERAIS, DA REDE MINAS, NESTA QUINTA (31)
nutrólogo Sérgio Mussi e jornaista Patrícia Pinho – divulgação Rede Minas

O Dia da Saúde e Nutrição é comemorado dia 31 de março. Na data em que o governo e as organizações dão o alerta sobre a importância do cuidado com o corpo e a mente, o programa Brasil das Gerais, da Rede Minas, dedica uma edição especial para tratar do tema. O programa conta com a participação do nutrólogo Sérgio Marcussi, que fala sobre os benefícios da alimentação saudável para o aumento da qualidade de vida. Além dele, a chef Michelle Miucha dá receitas de detox que ajudam a eliminar peso e melhorar o sistema imunológico e a nutricionista Joyce Andrade Batista, que hoje coordena o Restaurante Popular Barreiro e mostra como tornar o prato um aliado para melhorar a qualidade de vida.

Sob o comando da jornalista Patrícia Pinho, o programa Brasil das Gerais dedicado ao Dia Nacional da Saúde e Nutrição vai ao ar nesta quinta (31), às 13h, pela Rede Minas e no site da emissora: redeminas.tv.

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Saúde

Espaço do Conhecimento UFMG promove oficina presencial sobre o funcionamento do Cérebro Social
17 3 2022 miniufmg

Assim como várias outras espécies, nós, seres humanos, somos seres sociais. Em outras palavras, desde o surgimento da nossa espécie, formamos grupos para sobreviver. Mas o que isso tem haver com o nosso cérebro?

Você já se perguntou se existem características no funcionamento do nosso cérebro que favorecem um comportamento social em detrimento de outro? Durante a pandemia da covid-19, por exemplo, uma restrição de convívio social nos foi  imposta. Esse fator é capaz de afetar o nosso cérebro e o nosso comportamento social?

O Espaço do Conhecimento UFMG convida a todos para a oficina interativa “Conhecendo o Cérebro Social”, oferecida pelo Núcleo de Neurociências da UFMG. Durante a atividade, serão compartilhadas experiências e evidências científicas que nos ajudam a compreender como a biologia do nosso cérebro molda nossas relações sociais. 

No dia 19 de março (sábado), os visitantes poderão participar da oficina que acontecerá em três horários: 13h, 14h30 e 16h. Cada sessão da atividade terá duração de 1 (uma) hora com até 15 participantes. As senhas serão distribuídas por ordem de chegada na recepção.

Por meio de atividades instigantes e interativas, a Semana do Cérebro torna mais fácil o entendimento deste órgão para todas as idades. O projeto é uma iniciativa da Dana Foundation, entidade filantrópica norte-americana que patrocina pesquisas sobre o tema. A UFMG promove o evento por meio do Núcleo de Neurociências (NCC), numa ação conjunta com a Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). 

Serviço: 
Semana do Cérebro – Atividade ‘Conhecendo o Cérebro Social’
Quando: 19 de março, às 13h, 14h30 e 16h
Onde: Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700 – Funcionários
Público: Indicação livre
Atividade gratuita

Fonte: https://www.secult.mg.gov.br/

Saúde

COVID, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SÃO TEMAS EM DISCUSSÃO NO PROGRAMA PALAVRA CRUZADA, DA REDE MINAS, NESTA QUARTA (23)
Daniela Murad, Paulo Sérgio Beirão e Deborah Lima – divulgação Rede Minas

A ciência nunca esteve tão em evidência e nunca houve tamanho interesse por ela, por parte dos leigos, como nos últimos dois anos. A chegada de um vírus desconhecido e mortal mobilizou pesquisadores, médicos, cientistas e profissionais da área, no mundo inteiro. A situação é tema do Palavra Cruzada, da Rede Minas, que recebe o professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. A Fapemig apoia projetos científicos, tecnológicos e de inovação, de instituições ou de pesquisadores individuais, que sejam considerados relevantes para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do Estado. Também participa da atração a jornalista Deborah Lima, do jornal Estado de Minas.

Sob o comando de Daniela Murad, o Palavra Cruzada com Paulo Sérgio Lacerda Beirão vai ao ar nesta quarta (23), às 20h, pela Rede Minas e pelo site da emissora: redeminas.tv.

SERVIÇO:
Palavra Cruzada – Rede Minas
Presidente Fapemig Paulo Sérgio Lacerda Beirão e jornalista Deborah Lima
Data e horário: quarta (23/02), às 20h, pela Rede Minas ou pelo site da emissora: redeminas.tv

COMO SINTONIZAR:
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Saúde

Ainda com baixo estoque de sangue, PACE de Lafaiete convoca doadores

O Posto de Coleta Externa de Sangue de Conselheiro Lafaiete Dr. Nilson Albuquerque (PACE) está convocando doadores para restabelecer os bancos de sangue da unidade. Desde o início da pandemia, a taxa de doação de sangue em todo o mundo diminuiu drasticamente, o PACE de Lafaiete, inaugurado em agosto de 2021, enfrenta o mesmo problema.

Para realizar a doação, é preciso agendar junto à unidade. A marcação de horários acontece nesta terça-feira até às 18h e pode ser feita pelo telefone 98452-3455. As doações acontecem apenas às quarta-feiras das 8h às 12h.

Informações gerais

Para ser doador é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade. Jovens de 16 e 17 anos podem doar acompanhados pelo responsável legal. A partir de 61 anos, o candidato à doação precisa comprovar a realização de pelo menos uma doação anterior. Quem já doou, deve observar o prazo entre doações de sangue. Homens: 60 dias e até 4 vezes por ano; Mulheres: 90 dias e até 3 vezes por ano.

Cada doação pode salvar a vida de até quatro pessoas. A doação de sangue é utilizada em tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias. Além disso, algumas doenças graves exigem doações constantes de sangue.

Clique aqui e saiba mais

Fonte: https://fatoreal.com.br/

Saúde

Teste do pezinho é tema de cartilha lançada pela Medicina UFSJ

O teste do pezinho é um dos primeiros exames que a criança faz ao nascer, responsável pelo diagnóstico precoce de inúmeras doenças. Sabendo da importância desse teste, alunos do curso de Medicina da UFSJ (Campus Dom Bosco), sob coordenação da professora Marcia Reimol de Andrade, escreveram, em conjunto, cartilha informativa sobre o exame.

Produzido como parte da atividade Prática de Integração Ensino, Serviço e Comunidade (PIESC), as informações foram organizadas por Giovanna Almeida Vital, Giulia Ferreira Mattar Abdo, Isadora Rover de Carvalho, Luísa Werneck Grillo, Mardoché Kikana Mubidila, Thales Bajur Alves Miranda e Thayrine Meirelles Castro, estudantes do quarto período do curso (na foto, com a enfermeira Pauliana Almeida Resende).

De acordo com Marcia Reimol, a iniciativa partiu dos próprios alunos. “No grupo que coordenei, no Núcleo Materno Infantil e na ESF da Colônia do Marçal, eles perceberam que havia doenças pouco conhecidas, tidas como raras que, muitas vezes, precisavam de  suporte em ambulatório de referência. Pensamos em fazer alguma orientação por escrito, eu sugeri que fosse em formato de cartilha, que trouxesse informação rápida e precisa”, explica. 

A cartilha traz informações pontuais sobre o exame, como o período e locais em que deve ser realizado. Também relaciona algumas doenças que identifica: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de Biotinidase, entre outras. 

Gratuito e preventivo

O teste do pezinho é um exame gratuito, que deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. A professora afirma a necessidade da realização do procedimento. “O teste do pezinho é importante demais, porque detecta algumas doenças que são determinadas geneticamente e que, se não tratadas precocemente, podem levar a alterações do desenvolvimento da criança. Um exemplo é o hipertireoidismo congênito, que pode levar a déficit cognitivo e atraso de desenvolvimento”, esclarece Marcia. 

Inicialmente, as cartilhas serão distribuídas em algumas unidades básicas de São João del-Rei: a Estratégia Saúde da Família (ESF) da Cohab, do Bonfim, da Colônia e no Núcleo Materno Infantil. Além disso, o material também estará disponível on-line, no site do Departamento de Medicina da UFSJ. 

Marcia Reimol ainda reforça a contribuição dos estudantes nas Unidades Básicas de Saúde. “Todo semestre, um grupo de alunos vai para as unidades e, sob orientação, retorna para os usuários alguma coisa em troca do aprendizado que recebem, o que não deixa de ser uma atividade extensionista”, declara a coordenadora.

Alessandro Andrade
Assessoria de Comunicação
Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ
Telefone: (32) 3379-5808 / Celular: (32) 99932-8475

Saúde

Pesquisadores da UFV desenvolvem molécula capaz de tratar câncer de pele

Se tudo der certo, esta será a primeira medicação de uso tópico do mundo para tratamento de câncer

Pesquisadores da UFV desenvolvem molécula capaz de tratar câncer de pele

Pesquisadores da UFV estão desenvolvendo duas formulações farmacêuticas, uma pomada e um gel transdérmico, muito promissores para tratar o melanoma. Se tudo der certo, esta será a primeira medicação de uso tópico do mundo para tratamento de câncer. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos oncológicos no Brasil. São 185 mil novos casos por ano. Entre os vários tipos deste câncer, o melanoma é o mais agressivo e letal e registra mais de oito mil novos casos a cada ano. Quando detectado precocemente, o tratamento costuma ser cirúrgico, mas a reincidência é muito comum, bem com a metástase para outros órgãos.

Os medicamentos de uso tópico são veículos para uma molécula totalmente inédita, desenvolvida em laboratório pela professora Marisa Alves Nogueira Diaz, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (DBB). Desde o seu pós-doutoramento, ela já vinha estudando uma família de compostos naturais que interagem com as moléculas de DNA, impedindo a proliferação de células cancerosas. De volta à UFV, Marisa propôs algumas mudanças químicas, criando vários compostos diferentes. Em parceria com a professora Anésia dos Santos, do Departamento de Biologia Geral, foram testados os compostos em laboratório até chegarem a uma molécula que apresentou um grande potencial para matar células cancerosas, sem afetar as saudáveis. Foi então que as equipes das pesquisadoras se juntaram à do professor Tiago Mendes, também do DBB, para ampliar os estudos e propor o desenvolvimento de produtos para uso na pele com melanoma.

A parceria rendeu um artigo publicado, em dezembro do ano passado, na revista de alto impacto científico, Chemico-Biological Interactions. Os testes ainda estão em fase pré-clínica, ou seja, feitos em camundongos inoculados com melanoma. Mas os pesquisadores explicam que, além da eficácia em destruir as células cancerosas, a substância, chamada de Derivado de Dibenzoylmetano (DPBP), tem um altíssimo grau de seletividade, o que dá segurança ao medicamento. “Identificamos que o DPBP tem alto grau de segurança porque apresenta um potencial 40 vezes maior de agir nas células doentes que nas saudáveis, ou seja, a ação é seletiva. Para afetar uma célula saudável seria preciso uma concentração 40 vezes maior do que a que estamos propondo nos produtos”, disse a professora Marisa.

A descoberta dos pesquisadores, publicada no artigo, é uma promessa de sucesso para as próximas fases das pesquisas. Nelas, é necessário testar se a substância é capaz de afetar outras células ou causar algum tipo de intoxicação, o que parece não ser o caso da DPBP. “Já estamos começando os testes de farmacocinética e toxicidade para avaliar estes parâmetros e o próximo passo, então, será testar a medicação em humanos com melanoma”, explicou a professora.

De acordo com o professor Tiago, o uso da pomada ou do gel transdérmico não exclui a retirada cirúrgica dos melanomas. Ele explica que as cirurgias só extirpam as partes visíveis das lesões na pele. O que sobra, e não é visto, pode regenerar a lesão ou silenciosamente, provocar uma metástase em outros órgãos. O gel vai agir matando as células que sobraram. Já a pomada, de uso mais superficial, poderá ser formulada juntamente com um filtro solar, com uso indicado para prevenir a reincidência do câncer.

As pesquisas com os derivados do DPBP já resultaram em duas teses de doutorado e foram financiadas pelo CNPq, Fapemig e Programa de Pesquisa para o SUS/PPSUS. Os pesquisadores também já têm uma patente do produto, autorizada, no último ano, pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Outros quatro compostos que apresentam atividade tumoral contra o melanoma também já foram submetidos ao IPNI para registros de patentes. Agora, a equipe está estudando o uso deles também como medicamentos anti-inflamatórios.

Com os dados promissores do artigo publicado, já há empresas especializadas em pesquisas com melanoma interessadas em dar continuidade aos estudos na UFV, o que deve gerar novas teses e dissertações.

Fonte: https://www.folhadamata.com.br/

Saúde

Novembro Azul, Câncer de Próstata e Cirurgia Robótica
Novembro Azul: mês mundial de combate ao câncer de próstata - Câmara  Municipal de Santarém | Gestão 2021-2022

O câncer de próstata é a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito (oncológico) no sexo masculino. É o câncer mais incidente nos homens (excetuando-se o câncer de pele não melanoma) em todas as regiões do Brasil.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) em 2020 revelaram, no Brasil, 65.840 casos de câncer de próstata, correspondendo a 29,2% dos tumores incidentais no sexo masculino e que resularam em 15.983 mortes no mesmo período. Nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Câncer estima 248.530 novos casos e 34.130 mortes para o ano de 2021.

Trabalhos científicos mostram que 25% dos portadores de câncer de próstata morrem devido à doença e 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados.

Quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase adiantada. Não é possível evitar a doença, mas é possível diagnosticá-la precocemente e, desse modo, as chances de cura são superiores a 90%. Os números apresentados justificam a necessidade de um acompanhamento com o Urologista a partir da quarta década de vida.

É considerado um câncer da terceira idade, isto é, em três quartos dos casos no mundo manifesta-se a partir dos 65 anos. O aumento da incidência no Brasil pode ser justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), melhoria na qualidade dos sistemas de informação e também aumento na expectativa de vida.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destacam a alta incidência do câncer de próstata e, assim, ressaltam a importância da consulta médica, que tem como objetivo o diagnóstico precoce. Lembramos que nos estágios iniciais a doença não manifesta qualquer sinal ou sintoma, justificando assim uma visita ao consultório do Urologista, que fará uma história clínica detalhada somada ao toque prostático e solicitação dos exames necessários, como o PSA (antígeno prostático específico), que podem sugerir a suspeita de um câncer. A confirmação do diagnóstico faz-se por uma biópsia de próstata.

Os fatores de risco para Câncer de Próstata são: idade, raça negra, obesidade, hábitos alimentares ricos em gorduras, sedentarismo e fator familiar (quando se tem um parente de primeiro grau com câncer de próstata, a probabilidade é até duas vezes maior; e para aqueles que tem dois parentes de primeiro grau, essa probabilidade é até seis vezes maior).

A SBU recomenda que homens com mais de 50 anos procurem um Urologista, para uma avaliação individualizada. Homens da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento será realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em uma decisão compartilhada com o paciente.

Segundo a SBU, muitos homens têm “medo” do diagnóstico de câncer, mas os urologistas enfatizam que a medicina tem evoluído para proporcionar aos pacientes tratamentos menos invasivos e cada vez mais eficazes.

Exames de imagem são incorporados ao cotidiano para maior precisão diagnóstica, como a ressonância magnética multiparamétrica, que torna mais efetiva as indicações de biópsias, evitando procedimentos desnecessários ou o PET CT com PSMA, que pode rastrear doenças metastáticas de pequeno volume em locais incomuns.

Dr. Marco Aurélio Lipay é Doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, Membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e Autor do Livro “Genética Oncológica Aplicada à Urologia”

Desse modo, os tratamentos tornam-se individualizados a partir da coleta de dados sobre o tumor, como por exemplo: seu volume; sua extensão e grau de agressividade, informações que também podem ser obtidas por meio de exames de imagem. Além de considerar, também, a idade e perspectiva de vida do paciente, doenças associadas, valor do PSA e Toque Retal, no momento do diagnóstico. Estas condutas resultam em tratamentos menos agressivos e mais efetivos, principalmente em doenças de baixo risco de progressão.

Nos últimos anos a cirurgia robótica vem crescendo em todo o território nacional, diante da instalação de robôs em vários centros médicos e treinamento de cirurgiões e equipes paramédicas. A robótica é considerada um procedimento minimamente invasivo, proporcionando benefícios como: incisões menores, visão ampliada em três dimensões e liberdade de movimentos. Os resultados oncológicos são semelhantes aos da cirurgia aberta convencional, mas há algumas vantagens em relação a métodos convencionais, como: menor intensidade de dor, recuperação em menor tempo, menor risco de sangramento, tempo de hospitalização reduzido e aumento na qualidade de vida dos pacientes após a cirurgia.

Fica claro que na somatória de todos os avanços tecnológicos, o Urologista e sua equipe têm papel fundamental, pois detém o conhecimento da doença, somado à experiência nas tomadas de decisão durante o diagnóstico e tratamento.

Em minha opinião, todos os homens devem ser esclarecidos sobre o câncer de próstata e suas implicações. Jamais podemos deixar de diagnosticá-lo em homens saudáveis e, assim, discutir a melhor opção terapêutica. Deixar o câncer se manifestar espontaneamente é um grande risco e sofrimento para o paciente e sua família, considerando a evolução e potencial agressividade desse tumor. Converse com seu Urologista.

Fonte:
Erick Santos – esantos@rodrigues-freire.com.br – Cel/Whatsapp: (11) 98476-8695
João Fortunato – jfortunato@rodrigues-freire.com.br

Saúde

A importância da mudança de hábitos alimentares

A obesidade é uma doença crônica cujo avanço tem ocorrido de forma acelerado em todo o mundo nos últimos anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma ser um dos problemas mais graves de saúde enfrentados atualmente, apresentando uma estimativa mundial para 2025 mundial de 2,3 bilhões de adultos que estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade, ou seja, com um índice de massa corporal (IMC) acima de 30.

As Diretrizes Brasileiras de Obesidade (2016) associam essa realidade com o aumento nas últimas décadas do consumo de alimentos de alta densidade calórica, alta palatabilidade, baixo poder de saciedade e de fácil absorção e digestão, e, portanto, favorecendo o desequilíbrio energético. Esses hábitos sociocomportamentais da população são decorrentes da diminuição de refeições feitas em casa e de práticas alimentares compostas de fast food que influenciam no aparecimento de obesidade.

Além disso, outros aspectos são relacionados com essa manifestação, como a associação de fatores psicológicos e práticas alimentares que reforçam a necessidade de levar em consideração as emoções/vivências dos pacientes com raízes em diferentes contextos socioculturais e assim recomendar mudanças de hábitos.

As mudanças de novos hábitos alimentares mudam a nossa disposição no dia a dia, consequentemente temos uma melhora da nossa saúde física e mental.

Vamos começar a ter novos hábitos? Montei uma lista com 8 passos para vocês.

  • Beber mais água

A água é importante para a hidratação e o bom funcionamento do nosso corpo.
Beba água frequentemente (pelo menos 2 litros por dia), especialmente nos intervalos das refeições para manter seu organismo hidratado.

  • Exercício Físico

A prática de exercícios físicos diariamente é muito importante, pois isso auxilia na manutenção da saúde e na prevenção de doenças. É recomendado no mínimo 30 minutos por dia, nem que seja uma caminhada leve até uma corridinha.

  • Alimentos in Natura

Dê preferência aos alimentos naturais e frescos, evitando os industrializados (sucos artificiais, embutidos, maionese, enlatados e outros).
Tente colorir o máximo o seu prato com alimentos naturalmente coloridos. Estes alimentos são ricos em vitaminas e minerais diversificados.

  • Comer em ambiente calmo

Encontre oportunidades para que a família se reúna na hora da refeição e evite comer em frente à televisão, computador ou usando o celular, você perde a noção de quantidade de alimento que está consumindo.

  • Mastigação correta

Coma devagar e mastigue bem os alimentos. Este é o segredo para saborear melhor os alimentos, para sentir-se satisfeito e ter uma boa digestão.

  • Planejamento alimentar

Crie uma rotina alimentar! Faça pelo menos 3 grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) e pelo menos 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições! Se necessário, prepare pequenas refeições ou lanches para levar ao trabalho, escola, faculdade, isto te ajuda a escolher alimentos saudáveis para ingerir.

  • Evitar beliscar entre as refeições

Isto atrapalha o apetite e a rotina alimentar.
Evite balas, refrigerantes (inclusive diet, zero e light), sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas.

  • Desenvolva suas habilidades culinárias.

Coloque a mão na massa, aprenda e compartilhe receitas. Fazer parte da produção de seu alimento é muito gratificante e te ajuda a ter mais consciência do que está consumindo.

E aí, gostaram das dicas?

Leila Vilela Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário Presidente Antônio Carlos – UNIPAC
Contato: (32)9.9982-728 
Instagram: @nutrileilavilela

Referências Bibliográficas:

  • Lima JAO, Oliveira FM, Pinheiro WB. A dietoterapia e a importância da reeducação alimentar como promoção da saúde para indivíduos obesos: uma revisão de literatura. 2020.
  • BRASIL, Ministério da Saúde. Diretrizes Brasileiras de Obesidade. 2016.
  • Waitzberg DL. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica.5 ª Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed., Brasília: Ministério da Saúde, 2014.